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terça-feira, janeiro 30, 2024

Efemérides do Futebol (50)...

 

Quando Matateu iniciou da melhor maneira a caminhada portuguesa em Europeus e deixou alemães loucos e rendidos ao seu talento

 A seleção portuguesa assegurou a qualificação para o Campeonato da Europa de 2024 de forma invicta. Com a folha limpa. O mesmo será sem qualquer ponto perdido nos dez jogos realizados na fase de qualificação, o que desde logo se constituiu como um registo inédito na história do futebol luso. Vem isto a propósito da efeméride de hoje, a qual recorda o pontapé de saída da seleção portuguesa numa fase de qualificação para um Europeu. Tal facto aconteceu há (quase) 65 anos, quando os lusos defrontaram em Berlim a então República Democrática da Alemanha (RDA) na 1.ª eliminatória com vista à presença na primeira edição do Campeonato da Europa, que em 1960 teve como palco a França. No dia 21 de junho de 1959 a seleção portuguesa, orientada por José Maria Antunes, subiu ao relvado do Estádio Walter-Ulbricht para medir forças com a RDA na primeira mão da eliminatória. O ambiente hostil aos lusos rapidamente se eclipsou graças ao génio de Matateu, um dos grandes astros portugueses de então, que mais do que marcar – aos 12 minutos – o golo inaugural do jogo – e que 65 anos volvidos é visto como o primeiro golo de Portugal no âmbito da maior prova de seleções do Velho Continente – encantou os alemães orientais com o seu mágico futebol. A tal ponto que após o apito final o craque do Belenenses foi levado em ombros pelos adeptos da seleção da casa, facto que levaria Matateu a proferir a célebre observação ao jornalista Aurélio Márcio: «Vistes os russos a chamar pelo meu nome?». Esse hoje célebre jogo terminou com a vitória portuguesa por 2-0 (a primeira de sempre contra a Alemanha), sendo o outro tento da autoria de Mário Coluna. Na segunda mão da eliminatória Portugal voltou a bater os alemães, desta feita por 3-2, no Estádio das Antas, mas o sonho de estar presente na fase final do primeiro Europeu esfumou-se perante a futura vice-campeã da Europa, a Jugoslávia.

Para a história fica o “onze” português que em Berlim deu o primeiro passo nas andanças do Campeonato da Europa: Acúrcio, Virgílio, Ângelo, Fernando Mendes, Raúl Figueiredo, Vicente , Carlos Duarte, Teixeira, Matateu, Mário Coluna, Cavém.

Vídeo: O golaço de Matateu em Berlim contra a RDA nesse histórico jogo



terça-feira, agosto 04, 2015

Histórias do Planeta da Bola (14)... A Taça Latina (parte III)

Cartoon do jornal francês L'Équipe, com
a caracterização das principais estrelas
dos candidatos à conquista
da Taça Latina de 1955
Após um ano de interregno (1954) a Taça Latina voltou em 1955 a integrar o calendário futebolístico dos emblemas do sul do Velho Continente. Paris foi pela segunda vez o palco escolhido para que as estrelas dos campeões de Espanha, Itália, e França, respetivamente, o Real Madrid, o Milan, e o Stade Reims, medissem forças. A estes juntou-se aquela que haveria de ser a equipa sensação desta sexta edição da competição, o Belenenses, conjunto que chegava à capital gaulesa como vice-campeão de Portugal. O campeão nacional luso da temporada 1954/55, o Benfica, ao invés de lutar pela Taça Latina preferiu viajar até ao Brasil para disputar o Torneio Charles Miller, dai o nome dos azuis do Restelo ter figurado num cartaz de autêntico luxo, desde logo marcado pela presença na Cidade de Luz de um conjunto de estrelas do planeta da bola, de verdadeiros magos do futebol, entre outros o italiano Cesare Maldini, os suecos Nils Liedholm, e Gunnar Nordhal, o uruguaio Juan Schiaffino, o francês Raymond Kopa, os espanhóis Gento, Rial e Miguel Muñoz, e o argentino Alfredo Di Stéfano, este último para muitos era já o melhor futebolista do Mundo de então, e é nessa qualidade que chega a Paris debaixo dos holofotes da fama. Porém, nenhuma dessas estrelas brilhou de uma forma tão cintilante quanto a do belenense Matateu, o homem que encantou os parisienses com as suas arrancadas felinas e serpenteantes adornadas com a beleza do seu fortíssimo pontapé canhão. 

A imagem de Matateu a sair em
do terreno como sobrolho aberto
em consequência da violência madrilena 
Matateu saiu do anonimato para se tornar no jogador sensação do torneio, no mais aplaudido e também no... mais castigado pela dureza dos adversários. Matateu e Belenenses assumiram o papel mais relevante desta edição, pese embora o clube português não tenha ido além do último lugar da classificação final. Ficaram no entanto duas excelentes exibições, tendo a primeira delas ocorrida a 22 de junho diante do poderoso Real Madrid, conjunto que encontrava o Belenenses pela sexta vez na história, sendo que as cinco anteriores haviam sido em caráter amistoso, com o saldo de duas vitórias para cada lado e um empate. E contra todas as previsões iniciais no Parque dos Princípes o Belenenses soltou-se, partiu para cima do poderoso conjunto merengue, atacando sempre com muito perigo a baliza de Alonso. Di Pace e Dimas dispararam mesmo uma bomba cada um deles ao poste da baliza dos campeões de Espanha, e a avalanche azul era de tal maneira intensa que em múltiplos períodos do jogo os belenenses chegaram a ter 10 homens plantados no meio campo madrileno! E o sufoco era maior sempre que Matateu pegava na bola. Um autêntico quebra-cabeças para a defesa dos madrilenos ao longo dos 90 minutos. Perante a impotência em parar as investidas do génio nascido em Moçambique os defensores do Real Madrid só encontaram uma maneira de travar o endiabrado Matateu: recorrendo à falta. Ou melhor, recorrendo a violentas entradas, sendo que numa delas Marquitos colocou o astro moçambicano fora de combate durante sete minutos no sentido deste receber assistência – abriu o sobrolho e teve de ser suturado naquele instante com quatro pontos – fora do retângulo de jogo. O Belenenses jogava e o Real Madrid sofria, mas tal tendência não se viria a verificar no marcador, já que aos 14 minutos Zarragá bateu o guardião José Pereira e fez o primeiro tento da noite. Já no segundo tempo, aos 60 minutos, Payá ampliou a vantagem para os campeões de Espanha, garantindo assim a passagem ao encontro decisivo. Um triunfo falso, injusto, o qual não traduziu o que se passou em campo, conforme traduziu no dia seguinte a imprensa gaulesa. Quanto a Matateu, foi elevado à categoria de herói, de grande estrela do jogo, de tal maneira que o jornal Le Figaro escrevia no dia seguinte que: “Os portugueses tiveram um grande jogador: Matateu, sólido de pernas e senhor de assombrosa agilidade”. Já a revista Miroir Sprint dizia que “Di Stéfano perdeu o sorriso devido ao negro Matateu”. A estrela argentina havia sido eclipsada pelo grande Matateu. 
 
Milan e Stade Reims lutam
pela presença na final
No outro duelo da meia-final houve a necessidade de se realizarem dois prolongamentos para apurar o outro finalista, sendo que ao minuto 148 o Stade Reims de Raymond Kopa e do mestre da tática Albert Batteux fez o 3-2 final com que afastou o Milan do jogo decisivo.
E na partida de apuramentos dos terceiros e quarto lugares o futebol harmonioso do Belenenses voltou a pairar sobre o relvado do Parque dos Princípes diante dos milanistas. Os portugueses jogaram melhor, dominaram, mas... era o Milan que marcava. Aos 16 minutos os italianos abrem o marcador, mas pouco depois o árbitro anula mal um golo aos belenenses, de nada valendo os protestos destes. Aliás, queixas em relação à arbitragem o Belenenses teve de sobra, sobretudo no jogo diante do Real Madrid, onde o juiz fez vista grossa à violência dos madrilenos sobre os lusos. Mas voltando à partida ante os italianos, aos 75 minutos estes aumentam a vantagem, mas volvidos apenas dois minutos aparece o génio de Matateu, que um pouco combalido devido às violentas entradas que havia sofrido na véspera realizou uma exibição um pouco mais contida em relação ao jogo com os espanhóis. Mesmo assim foi aplaudido entusiasticamente pelo público parisiense, sobretudo após o magistral passe que fez a Dimas para este reduzir a desvantagem. Porém, aos 83 minutos o Milan sentenciou o jogo com o 3-1 final, mais um resultado injusto para aquilo o que se verificou no relvado, onde os portugueses foram nitidamente melhores. O último lugar da classificação esteve longe de refletir o que os azuis do Restelo fizeram em campo, muito longe.
Capitães do Stade Reims e do Real Madrid
cumprimentam-se antes da final
No dia 26 de junho Real Madrid e Stade Reims subiram ao relvado da catedral do futebol francês para discutir o título. Héctor Rial seria a grande estrela da noite ao apontar os dois únicos golos do encontro – um em cada metade – a favor dos merengues que assim venciam a sua primeira Taça Latina. Este seria o primeiro encontro entre Real Madrid e Stade Reims no espaço de um ano, já que em 1956, naquele mesmo local, ambos os conjuntos voltariam a encontra-se numa final, desta feita na primeira edição da recém criada Taça dos Clubes Campeões Europeus (TCCE). Este seria na verdade o início de um reinado de sete anos consecutivos dos madrilenos na Europa do futebol, já que à Taça Latina de 1955 o clube presidido então por Don Santiago Bernabéu somou seis TCCE consecutivas até 1960! Foi obra!


Nomes e números:

Meias-finais

Recortes da imprensa a dar eco da epopeia do Belenenses e de Mateteu em Paris
Real Madrid (Espanha) – Belenenses (Portugal): 2-0
Stade Reims (França) – Milan (Itália): 3-2

Jogo de apuramentos dos 3º e 4º lugares

Milan (Itália) – Belenenses (Portugal): 3-1

Final

Real Madrid (Espanha) – Stade Reims (França): 2-0

Data: 26 de junho de 1955
Estádio: Parque dos Princípes, em Paris (França)
Árbitro: Joaquim Campos (Portugal)
Real Madrid: Juan Alonso, Joaquín Navarro, Joaquín Oliva, Ragel Lesmes, Miguel Muñóz, José María Zárraga, Luis Molowny, José Luis Pérez Payá, Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, e Francisco Gento. Treinador: José Villalonga.

Stade Reims: Paul Sinibaldi, Simon Zimny, Robert Jonquet, Raoul Giraudo, Armand Penverne, Robert Siatka, Michel Hidalgo, Léon Glovacki, Raymond Kopa, René Bliard, e Jean Templin. Treinador: AlbertBatteux.

Golos: 1-0 (Rial, aos 7m), 2-0 (Rial, aos 69m).
A equipa do Real Madrid que em 55 venceu a sua primeira Taça Latina

1956 e 1957: O eclipse da Taça Latina perante o brilho da recém-criada Taça dos Clubes Campeões Europeus

Na primeira meia-final o Milan bateu o Benfica...
A criação da Taça dos Campeões Europeus (TCE) por intermédio da UEFA na temporada de 1955/56 apressou a queda da Taça Latina. Os campeões nacionais do sul do Velho Continente depressa perceberam que a competição uefeira era bem mais atrativa e competitiva que a Taça Latina, uma prova restrita a quatro participantes, pouco competitiva, em contraposto com a TCE, um certame sonhado para todos os campeões nacionais da Europa, bem mais competitiva, como tal. O desinteresse pela Taça Latina verificou-se desde logo na edição de 1956, quando apenas dois dos quatro campeões nacionais dos países que integravam a competição criada em 1949 mostraram vontade em participar. Nice (França) e Athletic de Bilbao (Espanha) foram os dois campeões nacionais que aceitaram deslocar-se a Milão, a sede da sétima edição do certame. Quanto aos restantes envolvidos, o Benfica representou Portugal em substituição do campeão FC Porto que preferiu concentrar-se na competição da UEFA, ao passo que o Milan representou Itália, já que o campeão transalpino de 55/56, a Fiorentina, decidiu poupar forças para a TCE da época seguinte. 
 
... enquanto que na segunda os bascos do Athletic
despacharam os gauleses do Nice
No dia 29 de junho subiram ao relvado da Arena Civica as equipas do Benfica e do Milan, tendo o conjunto italiano sido muito superior ao português ao longo dos 90 minutos. Sob o olhar de 5000 espetadores o primeiro golo surgiu aos 18 minutos, por intermédio de Mariani, após cruzamento de Frignani. A cinco minutos do intervalo o uruguaio Pepe Schiaffino – campeão do Mundo em 1950 – ampliou a vantagem perante a apatia dos lisboetas. Mário Coluna ainda reduziu a desvantagem pouco depois do início do segundo tempo, mas aquela era uma tarde em que futebol ofensivo do Milan haveria de dar mais frutos. Schiaffino voltou a fazer o gosto ao pé aos 12 minutos, para cinco minutos volvidos Caiado dar uma nova esperança ao Benfica após bater pela segunda vez o guardião Buffon. À passagem da meia hora da etapa complementar Bagnoli fez o 4-2 final que apurou os transaplinos para o encontro decisivo. Na outra meia final o Athletic despachou o Nice por duas bolas a zero.
A franceses e portugueses não restou outra alternativa senão lutar pelo último lugar do pódio, tendo havido a necessidade de se jogar um prolongamento de 30 minutos, já que no final do tempo regulamentar o marcador indicava um teimoso empate a zero bolas. No tempo extra a sorte sorrido aos lisboetas que na sequência de golos de Cavém e José Águas levaram para casa o terceiro lugar. 
 
Fase da final de 1956 entre milanistas e bascos
A final, disputada a 3 de julho foi resolvida nos últimos 10 minutos de jogo, isto porque até então o resultado era de 1-1, sendo que Bagnoli deu vantagem ao Milan aos 21 minutos e Artexte empatou aos 50. Aos 80 Dal Monte desfez o empate, facto que galvanizou ainda mais os italianos que a dois minutos do fim deram a última machadada nas aspirações dos bascos na sequência de um golo de Schiaffino que selou o triunfo milanista. Cinco anos depois a Taça Latina estava de regresso a Itália.
No ano seguinte a prova teve a sua derradeira aparição no calendário internacional. E se Madrid teve a honra de abrir as cerimónias ao receber a primeira edição da Taça Latina em 1957 teve a missão de dizer adeus à competição. Para a despedida a capital espanhola recebeu os quatro campeões nacionais dos países que deram vida à Taça Latina, nomeadamente, o Real Madrid (Espanha), o Milan (Itália), o Benfica (Portugal), e o Saint-Étienne (França). A final jogou-se entre as duas equipas ibéricas, tendo um lance genial do... génio Alfredo Di Stéfano decidido a contenda a favor dos madrilenos, que juntavam a Taça Latina à TCE conquistada nesse ano de 1957. E assim caia o pano sobre uma competição que apesar de ter tido vida curta conheceu múltiplos momentos de magia futebolística.

Nomes e números (edição de 1956):

Meias-finais

Milan (Itália) – Benfica (Portugal): 4-2
Athletic Bilbao (Espanha) – Nice (França): 2-0

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Benfica (Portugal) – Nice (França): 2-1

Final

Milan (Itália) – Athletic Bilbao (Espanha): 3-1

Data: 3 de julho de 1956
Estádio: Arena Civica, em Milão (Itália)
Árbitro: Maurice Guigue (França)

Milan: Lorenzo Buffon, Eros Fassetta, Francesco Zagatti, Nils Liedholm, Cesare Maldini, Luigi Radice, Amos Mariani, Osvaldo Bagnoli, Giorgio Dal Monte, Juan Alberto Schiaffino, e Amleto Frignani. Treinador: Héctor Puricelli.

Athletic Bilbao: Carmelo Cedrún, José Orúe, Trapeo, Mauri Ugartemendia, Jesús Garay, José María Maguregui, José Artetxe, Felix Markaida, Eneko Arieta, Ignacio Uribe, e Piru Gaínza. Treinador: Ferdinand Daucík.

Golos: 1-0 (Bagnoli, ao 21m), 1-1 (Artexte, aos 50m), 2-1 (Dal Monte, aos 80m), 3-1 (Schiaffino, aos 88m).
O onze do Milan que venceu o Athletic de Bilbao na final de 1956

Nomes e números (edição de 1957):

Meias-finais

Benfica (Portugal) – Saint-Étienne (França): 1-0
Real Madrid (Espanha) – Milan (Itália): 5-1

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Milan (Itália) – Saint-Étienne (França): 4-3
Final

Real Madrid (Espanha) – Benfica (Portugal): 1-0

Data: 23 de junho de 1957
Estádio: Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Marcel Lequesne (França)

Real Madrid: Juan Alonso, Manuel Torres, Marquitos, Rafael Lesmes, Miguel Muñóz, Antonio Ruiz Cervilla, Joseito, Raymond Kopa, Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, e Francisco Gento. Treinador: José Villalonga.

Benfica: José Bastos, Francisco Calado, Manuel Francisco Serra, Ângelo, Zézinho, Alfredo, Francisco Palmeiro, Mário Coluna, José Águas, Salvador Martins, e Domiciano Cavém. Treinador: Otto Glória.

Golo: 1-0 (Di Stéfano, aos 50m).
Real Madrid posa para a eternidade com a última Taça Latina da história

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Memórias lusitanas (26)...

Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Época 1959/60

CAMPEÃO NACIONAL: SPORT LISBOA E BENFICA

CLASSIFICAÇÃO GERAL:


CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Benfica------26---20---5---1---75---27---45

2º Sporting--------26---19---5---2---82---20---43

3º Belenenses----26---15---6---5---58---25---36

4º FC Porto--------26---13---4---9---48---36---30

5º CUF--------------26---10---5---11---36---39---25

6º Académica-----26---8---9---9---40---41---25

7º V. Guimarães---26---8---7---11---47---43---23

8º Leixões----------26---8---7---11---48---56---23

9º Sp. Covilhã------26---8---6---12---32---49---22

10º L. Évora--------26---6---9---11---32---55---21

11º Atlético---------26---7---7---12---34---46---21

12º Braga------------26---6---8---12---24---39---20

13º V. Setúbal-----26---5---8---13---26---52---18

14º Boavista--------26---4---4---18---27---81---12

OS RESULTADOS DO CAMPEÃO:

SPORTING: 4-3 / 1-1

BELENENSES: 1-2 / 0-0

FC PORTO: 2-1 / 2-2

CUF: 2-1 / 5-1

ACADÉMICA: 5-1 / 2-0

V. GUIMARÃES: 4-1 / 1-1

LEIXÕES: 1-1 / 2-1

SP. COVILHÃ: 2-1 / 4-1

L. ÉVORA: 5-3 / 3-2

ATLÉTICO: 2-1 / 4-0

BRAGA: 2-0 / 3-0

V. SETÚBAL: 4-1 / 3-2

BOAVISTA: 9-0 / 2-0

OS NOMES DOS CAMPEÕES NACIONAIS:

Artur, Cavém, José Augusto, Costa Pereira, Mário João, José Águas, Santana, Coluna, Cruz, Neto, Serra, Saraiva, Ângelo, Palmeiro, Barroca, Mendes, Torres, Zezinho, e Alfredo. Treinador: Bela Guttmann

Depois de na temporada anterior ter levado o título nacional para o Norte o "velho feiticeiro" Guttmann conquistava em 59/60 o ceptro pelo Benfica. Um título que haveria de dar origem a um dos momentos mais gloriosos da vida das "águias": a Taça dos Clubes Campeões Europeus, a qual seria conquistada na época seguinte 

 Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1959/60)

3ª Jornada

FC Porto - Sporting: 1-4
Data: 4 de outubro de 1959
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Álvaro Rodrigues (Coimbra)

FC Porto: Acúrsio, Virgílio, Miguel Arcanjo, Barbosa, Luís Roberto, Monteiro da Costa, Morais, Pedroto, Noé, Perdigão, e Teixeira I. Treinador: Hector Puricelli

Sporting: Octávio de Sá, Lino, Morato I, Mendes, Hilário, Pérides, Hugo I, Fernando, Ferreira Pinto, Júlio, e Diego. Treinador: Fernando Vaz

Golos: 0-1 (Diego, aos 12m), 1-1 (Perdigão, aos 25m), 1-2 (Fernando, aos 43m), 1-3 (Diego, aos 56m), 1-4 (Fernando, aos ?m)


10ª Jornada

Benfica - FC Porto: 2-1
Data: 6 de dezembro de 1959
Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: INácio Tereso (Setúbal)

Benfica: Costa Pereira, Serra, Artur Santos, Mário João, Neto, Cruz, José Augusto, Santana, José Águas, Coluna, e Cavém. Treinador: Bela Guttmann

FC Porto: Acúrsio, Virgílio, Miguel Arcanjo, Barbosa, Pedroto, Monteiro da Costa, Teixeira I, Hernâni, Daucik, Noé, e Humaitá. Treinador: Fernando Daucik

Golos: 1-0 (José Águas, aos 19m), 1-1 (Humaitá, aos 54m), 2-1 (José Águas, aos 78m)

José Augusto festeja o golo que deu o empate no terreno do grande rival da Segunda Circular
11ª Jornada

Sporting - Benfica: 1-1
Data: 13 de dezembro de 1959
Estádio de Alvalade (Lisboa)
Árbitro: Raul Martins (Lisboa)

Sporting: Octávio de Sá, Lino, Lúcio, Ferreira Pinto, Hilário, Mendes, Hugo I, Faustino, Fernando, Seminário, e Diego. Treinador: Fernando Vaz

Benfica: Costa Pereira, Serra, Artur Santos, Mário João, Neto, Cruz, José Augusto, Santana, José Águas, Palmeiro, e Cavém. Treinador: Bela Guttmann

Golos: 1-0 (Seminário, aos 55m), 1-1 (José Augusto, aos 59m)

Na 16ª jornada o brasileiro Vadinho foi um verdadeiro pesadelo para o guarda-redes portista Acúrsio.
16ª Jornada

Sporting - FC Porto: 6-1
Data: 24 de janeiro de 1960
Estádio de Alvalade (Lisboa)
Árbitro: Manuel Lousada (Santarém)

Sporting: Octávio de Sá, Lino, Lúcio, França, Hilário, Mendes, Hugo I, Faustino, Vadinho, Seminário, e Diego. Treinador: Fernando Vaz

FC Porto: Acúrsio, Virgílio, Paula, Barbosa, Pedroto, Monteiro da Costa, Haaz, Teixeira I, Daucik, Noé, e Humaitá. Treinador: Fernando Daucik

Golos: 1-0 (Vadinho, aos 17m), 2-0 (Faustino, aos 29m), 3-0 (Faustino, aos 46m), 4-0 (Vadinho, aos 55m), 5-0 (Vadinho, aos 57m), 5-1 (Daucik, aos 67m), 6-1 (Seminário, aos 89m)


23ª Jornada

FC Porto - Benfica: 2-2
Data: 3 de abril de 1960
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Braga Barros (Leiria)

FC Porto: Acúrsio, Virgílio, Miguel Arcanjo, Barbosa, Luís Roberto, Monteiro da Costa, Morais, Hernâni, Daucik, Noé, e Humaitá. Treinador: Fernando Daucik

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Artur Santos, Mário João, Neto, Cruz, José Augusto, Santana, José Águas, Coluna, e Cavém. Treinador: Bela Guttmann

Golos: 0-1 (Cavé, aos 11m), 0-2 (Mário João, aos 85m), 1-2 (Luís Roberto, aos 86m), 2-2 (Humaitá, aos 90m)
José Augusto, considerado por muitos especialistas da bola como o melhor extremo direito
do futebol europeu na década de 60, agarrou a titularidade no Benfica precisamente
na temporada de 1959/60
24ª Jornada

Benfica - Sporting: 4-3
Data: 10 de abril de 1960
Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: Clemente Henriques (Porto)

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Artur Santos, Mário João, Neto, Cruz, José Augusto, Santana, José Águas, Coluna, e Cavém. Treinador: Bela Guttmann

Sporting: Octávio de Sá, Lino, Lúcio, Júlio, Hilário, Mendes, Monteiro, Morais, Vadinho, Seminário, e Diego. Treinador: Fernando Vaz

Golos: 1-0 (José Augusto, ao 1m), 2-0 (Cavém, aos 10m), 2-1 (Seminário, aos 19m), 3-1 (José Águas, aos 26m), 4-1 (José Águas, aos 50m), 4-2 (Monteiro, aos 81m), 4-3 (Lúcio, aos 84m)

Melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época 1959/60:

 Edmur (V. Guimarães): 25 golos

 CAMPEÃO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO: BARREIRENSE
CAMPEÃO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO: BENFICA DE CASTELO BRANCO

 Taça de Portugal, Época 1959/60

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Académica - Olhanense: 1-0 / 0-3

Sanjoanense - Montijo: 2-1 / 0-0

Almada - Chaves: 3-1 / 1-3 / 0-3 (desempate)

Atlético - Belenenses: 2-3 / 0-3

Ac. Viseu - V. Guimarães: 3-0 / 1-6

Desp. Beja - Benfica: 0-8 / 1-5

Barreirense - Torreense: 3-2 / 1-1

Serpa - Vila Real: 0-2 / 1-4

CUF - V. Setúbal: 0-2 / 1-2

Estoril - Vianense: 2-1 / 1-3

Leixões - Sporting: 1-3 / 0-2

L. Évora - Arroios: 9-3 / 7-0

Lusitano VRSA - Sp. Espinho: 0-0 / 0-7

Portimonense - Boavista: 3-0 / 1-3

Beira-Mar - FC Porto: 0-1 / 1-9

Braga - Juv. Évora: 5-1 / 6-2

Sp. Covilhã - U. Coimbra: 1-0 / 2-2

Farense - Peniche: 3-1 / 2-3

Salgueiros - Marinhense: 5-0 / 0-2

Olivais - Oriental: 3-1 / 0-4

Oliveirense - Caldas: 2-0 / 2-2

2ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Barreirense - Olhanense: 2-0 / 0-0

L. Évora - Belenenses: 1-4 / 1-3

Oriental - FC Porto: 0-2 / 1-9

Portimonense - Vianense: 1-1 / 0-2

Braga - Vila Real: 3-0 / 1-1

Salgueiros - Chaves: 2-0 / 1-4

Sporting - Sp. Espinho: 2-0 / 7-2

Oliveirense - Benfica: 2-3 / 0-5

V. Setúbal - Sp. Covilhã: 2-2 / 3-3 / 1-5 (desempate)

V. Guimarães - Sanjoanense: 5-1 / 3-0

Oitavos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Chaves - Barreirense: 1-1 / 0-0 / 1-3 (desempate)

Braga - Belenenses: 0-1 / 0-1

Sp. Covilhã - FC Porto: 1-1 / 0-5

Vianense - Benfica: 1-2 / 0-6

Sporting - Farense: 6-0 / 3-4

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Belenenses - SC Portugal: 6-0 / 3-0

Barreirense - FC Porto: 0-0 / 0-4

Benfica - Angrense: 2-0 / 10-0

Sporting - V. Guimarães: 4-0 / 1-2

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

FC Porto - Belenenses: 1-3 / 1-0

Sporting - Benfica: 3-0 / 0-0

Final

Belenenses - Sporting: 2-1


Data: 3 de Julho de 1960

Estádio: Estádio Nacional, em Lisboa

Belenenses: José Pereira, Rosendo, Raul Moreira, Vicente Lucas, Francisco Pires, Manuel Castro, Yaúca, António Carvalho, Tonho, Matateu, e Mansidão. Treinador: Otto Glória

Sporting: Octávio Sá, Mário Lino, Hilário, Fernando Mendes, Lúcio, David Júlio, Sarmento, Faustino Pinto, Vadinho, Diego Arizaga, e Seminário. Treinador: Alfredo Gonzalez

Marcadores: António Carvalho, Matateu; Arizaga

Comandado pelo "mago" Matateu, um dos jogadores portugueses mais virtuosos de todos os tempos, o "4º Grande" do futebol português, Belenenses, conquistava em 1960 a segunda Taça de Portugal da sua história

Vídeo: BELENENSES - SPORTING

Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - na Taça de Portugal da época de 1959/60)

1ª mão das meias-finais

Sporting - Benfica: 3-0
Data: 19 de junho de 1960
Estádio de Alvalade (Lisboa)
Árbitro: Francisco Guerra

Sporting: Octávio de Sá, Lino, Morato I, Júlio, Hilário, Mendes, Hugo, Faustino, Vadinho, Seminário, e Diego. Treinador: Fernando Vaz

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Artur Santos, Mário João, Saraiva, Cruz, José Augusto, Santana, José Torres, Coluna, e Cavém. Treinador: Bela Guttmann

Golos: 1-0 (Hugo, aos 55m), 2-0 (Diego, aos 73m), 3-0 (Seminário, aos 82m)

  
2ª mão das meias-finais

Benfica - Sporting: 0-0
Data: 26 de junho de 1960
Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: Caetano Nogueira

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Artur Santos, Mário João, Saraiva, Neto, José Augusto, Santana, Mendes, Coluna, e Cavém. Treinador: Bela Guttmann

Sporting: Octávio de Sá, Lino, Morato I, Júlio, Hilário, Mendes, Hugo, Faustino, Vadinho, Seminário, e Diego. Treinador: Fernando Vaz
 

Memórias lusitanas (21)...

Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Época 1954/55

CAMPEÃO NACIONAL: SPORT LISBOA E BENFICA

CLASSIFICAÇÃO GERAL:


CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS


1º Benfica------26---18---3---5---61---20---39


2º Belenenses----26---17---5---4---63---28---39

3º Sporting--------26---15---7---4---73---27---37

4º FC Porto-------26---12---6---8---51---34---30

5º Braga------------26---12---5---9---52---42---29

6º Académica-----26---10---5---11---53---52---25

7º CUF--------------26---10---5---11---45---52---25

8º V. Setúbal-------26---8---6---12---37---52---22

9º Atlético----------26---9---4---13---42---52---22

10º L. Évora---------26---9---3---14---40---70---21

11º Barreirense-----26---7---6---13---25---38---20

12º Sp. Covilhã------26---8---4---14---32---53---20

13º Boavista----------26---7---4---15---33---71---18

14º V. Guimarães----26---5---7---14---33---49---17

OS RESULTADOS DO CAMPEÃO:

BELENENSES: 2-1 / 0-0

SPORTING: 1-0 / 1-1

FC PORTO: 1-0 / 0-3

BRAGA: 0-1 / 1-0

ACADÉMICA: 7-3 / 3-1

CUF: 1-1 / 1-0

V. SETÚBAL: 0-1 / 5-0

ATLÉTICO: 2-1 / 3-0

L. ÉVORA: 7-1 / 2-0

BARREIRENSE: 2-0 / 0-3

SP. COVILHÃ: 2-1 / 1-0

BOAVISTA: 11-0 / 3-0

V. GUIMARÃES: 4-0 / 1-2

OS NOMES DOS CAMPEÕES NACIONAIS:

José Águas, Jacinto, Artur; Costa Pereira, Coluna, Caiado, Ângelo, Calado, Palmeiro, Alfredo, Fialho, Arsénio, Naldo, Salvador, Zezinho, Azevedo, Bastos e Pegado. Treinador: Otto Glória
Sob o comando de um dos maiores treinadores que passaram pelo futebol português o Benfica recuperava o trono nacional 

 Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1954/55)

 A temporada de 1954/55 começou com a goleada imposta pelos tetra-campeões nacionais (Sporting) ao FC Porto, tendo para isso muito contribuído a tarde inspiradora do "violino" Vasques.

3ª Jornada

Sporting - FC Porto: 5-1
Data: 26 de setembro de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Curinho de Sousa (Portalegre)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Pacheco, Janos Hrotko, Passos, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Travassos, e Albano. Treinador: Tavares da Silva

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Osvaldo, Porcel, Sarmento, Eleutério, Carlos Duarte, Hernâni, Teixeira I, Vieira, e José Maria. Treinador: Fernando Vaz

Golos: 1-0 (Galileu, aos  8m), 2-0 (Martins, aos 32m), 3-0 (Vasques, aos 60m), 4-0 (Vasques, aos 65m); 4-1 (Teixeira I, aos 67m); 5-1 (Vasques, aos 82m)

"Chegar, ver, e vencer" eis a sina do brasileiro Otto Glória, que em 1954 chegou a Portugal para abraçar uma carreira de sucesso, que começou no Benfica (campeão de 54/55), e passou por Belenenses, Sporting, FC Porto, e pela própria seleção nacional.

9ª Jornada

Sporting - Benfica: 0-1
Data: 7 de novembro de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Álvaro Rodrigues (Portalegre)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Pacheco, Janos Hrotko, Passos, Juca, Hugo I, Vasques, Martins, Travassos, e Albano. Treinador: Tavares da Silva

Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Naldo, Caiado, Artur Santos, Calado, Palmeiro, Coluna, José Águas, Ângelo, e Fialho. Treinador: Otto Glória

Golo: 0-1 (Calado, aos 57m)
Ficou eternizado como o "Monstro Sagrado", alcunha conquistada pela inigualável classe que transpôs para as centenas de relvado que pisou. Mário Coluna assim chama um dos "números 10" mais notáveis da história do futebol internacional, o qual em 54/55 assumiu a titularidade do Benfica.

10ª Jornada

Benfica - FC Porto: 1-0
Data: 14 de novembro de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Paulo de Oliveira (Santarém)

Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Naldo, Caiado, Artur Santos, Calado, Palmeiro, Coluna, José Águas, Ângelo, e Fialho. Treinador: Otto Glória

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Valle, Pedroto, Joaquim, Dieste, Hernâni, Teixeira I, Monteiro da Costa, e José Maria. Treinador: Fernando Vaz

Golo: 1-0 (José Águas, aos 63m)


16ª Jornada

FC Porto - Sporting: 1-1
Data: 23 de janeiro de 1955
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Curinha de Sousa (Portalegre)

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Valle, Pedroto, Porcel, Vieira, Hernâni, Teixeira I, Perdigão, e José Maria. Treinador: Fernando Vaz

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Pacheco, Barros, Passos, Juca, Hugo I, Vasques, Martins, Travassos, e Albano. Treinador: Tavares da Silva

Golos: 0-1 (Vasques, aos 32m), 1-1 (Vieira, aos 57m)
Quiçá o mais célebre "ninho da águia" de todos os tempos, o Estádio da Luz foi inaugurado a 1 de dezembro de 1954, tendo o primeiro clássico oficial ocorrido cerca de três meses mais tarde, cabendo ao vizinho e eterno rival Sporting abrir a extensa lista de inolvidáveis encontros ocorridos no mítico local.

22ª Jornada

Benfica - Sporting: 1-1
Data: 13 de março de 1955
Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: Domingos Miranda (Porto)

Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Ângelo, Caiado, Artur Santos, Alfredo, Calado, Palmeiro, Coluna, Arsénio, e José Águas. Treinador: Otto Glória

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Barros, Passos, Juca, Mendonça, Vasques, Martins, Travassos, e Albano. Treinador: Alejandro Scopelli

Golos: 1-0 (Coluna, aos 4m), 1-1 (Artur Santos, aos 61, na p.b.)


23ª Jornada

FC Porto - Benfica: 3-0
Data: 20 de março de 1955
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Álvaro Rodrigues (Portalegre)

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Miguel Arcânjo, Pedroto, Porcel, Vieira, Dieste, Monteiro da Costa, Teixeira I, e José Maria. Treinador: Fernando Vaz

Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Ângelo, Caiado, Artur Santos, Alfredo, Calado, Palmeiro, Coluna, Arsénio, e José Águas. Treinador: Otto Glória

Golos: 1-0 (Monteiro da Costa, aos 15m), 2-0 (José Maria, aos 60m), 3-0 (Monteiro da Costa, aos 62m)

Melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época 1954/55:

 Matateu (Belenenses): 29 golos

Campeonato Nacional da 2ª Divisão, Época 1954/55

CAMPEÃO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO: TORREENSE

CLASSIFICAÇÃO GERAL ZONA NORTE:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Torreense---26---19---2---5---89---24---40

2º Caldas---26---18---3---5---77---34---39

3º Leões de Santarém---26---16---3---7---70---34---35

4º Salgueiros---26---13---5---8---49---38---31

5º Tirsense---26---12---7---7---62---45---31

6º Sanjoanense---26---11---5---10---50---61---27

7º Gil Vicente---26---10---5---11---49---47---25

8º Leixões---26---9---4---13---48---58---22

9º Sp. Espinho---26---8---5---13---47---57---21

10º U. Coimbra---26---8---5---13---42---58---21

11º Acd. Viseu---26---7---6---13---37---65---20

12º Peniche---26---8---3---15---42---68---19

13º Vianense---26---7---4---15---38---71---18

14º Oliveirense---26---6---3---17---33---73---15

CLASSIFICAÇÃO GERAL ZONA SUL:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Oriental---26---19---4---3---63---33---42

2º Estoril---26---15---5---6---65---36---35

3º Montijo---26---14---6---6---53---30---34

4º Farense---26---13---5---7---47---38---31

5º Coruchense---26---13---5---7---65---42---31

6º Olivais---26---12---5---9---69---51---29

7º Portimonense---26---10---8---8---42---38---28

8º Desp. Beja---26---11---4---11---41---48---26

9º Portalegrense---26---9---4---13---48---53---22

10º Arroios---26---9---3---14---49---51---21

11º Olhanense---26---8---3---15---40---66---19

12º Juv. Évora---26---7---4---15---29---54---18

13º U. Montemor---26---5---5---16---35---73---15

14º Almada---26---4---5---17---32---65---13

APURAMENTO DO CAMPEÃO/PROMOÇÃO

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Torreense---10---6---3---1---22---7---15

2º Caldas---10---6---2---2---19---11---14

3º Oriental---10---4---4---2---21---8---12

4º Estoril---10---2---3---5---16---28---7

5º Leões de Santarém---10---3---0---7---18---22---6

6º Montijo---10---2---2---6---17---36---6
Cidade conhecida pela sua vincada folia carnavalesca Torres Vedras viveu em 1955 uma espécie de segundo carnaval, com a vitória do histórico Torreense no Nacional da 2ª Divisão 

 CAMPEÃO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO: ELVAS
 Depois do Juventude de Évora o ter feito em 1951, o Elvas voltou quatro anos mais tarde a levar para o Alentejo o título nacional do terceiro escalão do futebol lusitano
Taça de Portugal, Época 1954/55

1ª Eliminatória


Académica - Atlético: 5-4

Belenenses - Sp. Espinho: 5-0

Tirsense - Boavista: 3-0

Barreirense - Coruchense: 2-0

Gil Vicente - Sp. Covilhã: 4-1

Leixões - U. Coimbra: 6-1

Braga - Portimonense: 3-1

Farense - Portalegrense: 4-2

FC Porto - Olhanense: 5-1

Salgueiros - Olivais: 5-0

Benfica - CUF: 2-2 / 5-1 (desempate)

Sporting - Desp. Beja: 6-1

V. Setúbal - Sanjoanense: 4-2

L. Évora - V. Guimarães: 2-1

Oitavos-de-final

Académica - V. Setúbal: 3-1

L. Évora - FC Porto: 2-0

Braga - Gil Vicente: 3-1

Farense - Tirsense: 2-0

Belenenses - Salgueiros: 2-0

Benfica - Barreirense: 5-0

Sporting - Leixões: 4-2

Quartos-de-final

Académica - Belenenses: 1-0

Sporting - L. Évora: 2-1

Benfica - Braga: 4-1

Farense - Nacional: 3-1

Meias-finais

Benfica - Académica: 6-0

Sporting - Farense: 4-1

Final

Benfica - Sporting: 2-1


Data: 12 de Junho de 1955

Árbitro: Vieira da Costa (Porto)

Estádio: Estádio Nacional, em Lisboa

Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Ângelo, Caiado, Artur, Alfredo, Zezinho, Arsénio, José Águas, Coluna, e Palmeiro. Treinador: Otto Glória

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Joaquim Pacheco, Passos, Juca, Sarmento, Travassos, Mokuna, Martins, e Albano. Treinador: Alejandro Scopelli

Marcadores: Arsénio (2); Martins
Na relva sagrada do Jamor o Benfica fechava em 1955 uma época - a nível interno - 100% vitoriosa