quinta-feira, junho 11, 2026

Flashes Biográficos (18)... Filó Guarisi


Muito antes do Brasil conquistar a sua primeira estrela de campeão mundial, em 1958, já um cidadão brasileiro havia vencido o troféu mais cobiçado do Planeta do Futebol. Facto ocorrido em 1934, ano em que a Itália acolheu a segunda edição do Campeonato do Mundo, um certame que teve a mão marota do fascismo imposto pelo ditador Benito Mussolini, o qual manipulou tudo o que dizia respeito à competição da FIFA no sentido de levar a Squadra Azzurra ao título, o que viria inevitavelmente a acontecer. Ações como escolher os árbitros dos jogos da Itália, selecionar os estádios onde a sua seleção iria jogar, ou intimidar os próprios jogadores do combinado nacional italiano – conta-se que no dia da final terá enviado um telegrama ao selecionador e jogadores onde se lia “vitória ou morte” – terão sido levadas a cabo por Il Duce neste segundo Mundial da FIFA. Outra medida permitida pelo ditador prendeu-se com a naturalização de jogadores estrangeiros, com a finalidade de fortalecer a equipa nacional. Mussolini contornou as leis da nacionalidade que então vigoravam em Itália e permitiu que cinco futebolistas estrangeiros representassem a Nazionale italiana no Mundial de 1934. Cinco jogadores que tinham ascendência transalpina e que na época atuavam no campeonato italiano. Estes futebolistas ficariam conhecidos como os oriundi. Eram eles Luis Monti, Raimundo Orsi, Enrique Guaita, Attilio Demaría e Filó Guarisi. Os quatro primeiros eram argentinos, sendo que Filó era brasileiro. O tal nativo de Terras de Vera Cruz que se viria a sagrar campeão do Mundo muito antes do escrete canarinho o ser na Suécia, em 58, por influência de Pelé, Garrincha e companhia. 

Anfilóquio Guarisi Marques, ou simplesmente Filó – para o Mundo da Bola – nasceu em São Paulo um dia depois do Natal de 1905 e era filho de uma imigrante italiana e do… português Manuel Augusto Marques, o segundo presidente da história da Portuguesa de Desportos. Foi esta figura que levou Filó para o futebol, precisamente para a Portuguesa, o primeiro clube que revelou um habilidoso e rápido extremo-direito, que logo chamou à atenção dos maiores clubes paulistas. No campeonato estadual de 1924 entrou na história da Portuguesa ao apontar os cinco golos da sua equipa no empate com o Brás. Após ter representado a Lusa entre 1922 e 1924, juntou-se um ano mais tarde ao astro Arthur Friedenreich no Paulistano, ao serviço do qual venceu dois campeonatos paulistas. A habilidade de Filó não passou despercebida aos responsáveis da seleção brasileira, que em 1925 o convocam para integrar a seleção que disputou em Buenos Aires o Campeonato Sul-Americano – atual Copa América – daquele ano. Filó atuou como titular nos quatro encontros realizados pelo Brasil na competição, tendo apontado um golo diante da do Paraguai. Em 1929 transfere-se para o gigante Corinthians. Nesse ano ajudou o emblema alvinegro a revalidar o título de campeão estadual num registo 100 por cento vitorioso, isto é, em sete jogos venceu outros tantos. Em 1925 ajuda ainda o Coringão a vencer a sua primeira partida internacional, ante os argentinos do Barracas. Um ano mais tarde é peça preponderante na conquista do tri-campeonato paulista pelo Corinthians, e era já, naturalmente, um dos futebolistas paulistas de maior nomeada a nível nacional. Não foi de estranhar que o seu nome estivesse na órbita para integrar a seleção nacional que iria ao Uruguai disputar o primeiro Mundial da história. Porém, a guerra entre as confederações paulista e carioca fez com que os primeiros fizessem um boicote no que toca a representar o Brasil no Mundial de 1930, originando que a seleção fosse na sua esmagadora maioria integrada por futebolistas oriundos do Rio de Janeiro – a exceção foi o paulista Araken Patusca. 

Mas a ausência de Filó do grande palco mundial seria adiada por apenas quatro anos. Em 1931 ele não resistiu ao convite do já profissional futebol italiano para deixar o ainda amador futebol brasileiro. Rumou então a Roma para representar a Lazio, onde cedo deu nas vistas com os seus dribles curtos e fantasistas aliado a uma notável veia goleadora. No clube laziale teve a companhia dos seus compatriotas De Maria, Del Debbio, Rato Castelli, Pepe Rizzetti, André Tedesco, Ninão Fantoni, Amílcar Barbuy e Enzio Serafini, que consigo fizeram a longa travessia no Atlântico. As excelentes exibições de Filó aliadas ao sobrenome italiano – Guarisi – por parte da sua mãe fizeram com que em 1932 fosse chamado pela primeira vez por Vittorio Pozzo à seleção transalpina. Foi ante a Grécia e logo na estreia Filó apontou um golo. O seu nome iria figurar então no grupo que defendeu a Itália no Mundial de 1934, tendo Filó atuado a titular no primeiro jogo da caminhada triunfal, ante o Estados Unidos da América, que terminou com a vitória italiana por 7-1. Depois disso, viu do banco os seus companheiros guiarem a Squadra Azzurra até ao título… com a ajuda de Mussolini, por claro. Em 1937 deixa a Lazio e a Itália para regressar ao Corinthians, ainda a tempo de vencer mais um campeonato paulista – em 1939 –, tendo em 1940 pendurado as chuteiras ao serviço do Palmeiras. O primeiro campeão do Mundo brasileiro iria falecer em 8 de junho de 1974, já depois de ter visto o seu país natal conquistar coletivamente três campeonatos do Mundo.

segunda-feira, junho 08, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (15)...


Final

Itália - Bélgica: 1-1 (4-3 nas grandes penalidades)

Golos: Fugazzola / Ojea

Azzurrini roubam o sonho do primeiro título europeu aos pequenos Diabos Vermelhos... 

sexta-feira, junho 05, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (14)...

Meias-finais

Itália - Espanha: 1-1 (4-2 nas grandes penalidades)

Golos: Croci / Urrestarazu

Azzurrini vão em busca do seu segundo título neste escalão... 

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (13)...

Meias-finais

Bélgica - França: 2-1

Golos: Seke, Benktib / Gadou

Diabos Vermelhos fazem história ao alcançar a sua primeira final de um Euro sub-17... 

terça-feira, junho 02, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (12)...

Grupo B / 3.ª Jornada

França - Montenegro: 5-0

Golos: Loufoundou, Batola, Meite, Dago, Doganay

Com chapa 5 assim se abriu a porta das meias-finais... 

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (11)...

Grupo B / 3.ª Jornada

Dinamarca - Itália: 3-3

Golos: Hansen, Ekstrand, Khatar / Biondini, Dattilo, Donato

Escorregadela no gelo nórdico não impede Azzurrini de vencer o grupo... 

segunda-feira, junho 01, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (10)...

Grupo A / 3.ª Jornada

Bélgica - Estónia: 1-0

Golo: Kalonji

Golo solitário chegou para os Diabos Vermelhos seguirem em frente... 

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (9)...

Grupo A / 3.ª Jornada

Espanha - Croácia: 2-3

Golos: Sanchez, Alves / Dedic (3)

Vitória com sabor a derrota para uma Croácia que diz adeus ao Euro... 

domingo, maio 31, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (8)...

Grupo B / 2.ª Jornada

Montenegro - Itália: 0-3

Golos: Ballarin, Corigliano, Fugazzola

Nova exibição categórica coloca Azzurrini na fase seguinte do Euro... 

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (7)...

Grupo B / 2.ª Jornada

França - Dinamarca: 4-0

Golos: Tiehi, Gadou, Lemaitre, Madsen (a.g.)

Petits Les Blues reentram na corrida pelas meias-finais de forma avassaladora... 

sexta-feira, maio 29, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (6)...

Grupo A / 2.ª Jornada

Espanha - Bélgica: 1-0

Golo: Badgi

Golaço de Badji abre a porta das meias-finais a La Rojita... 

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (5)...

Grupo A / 2.ª Jornada

Estónia - Croácia: 1-3

Golos: Visse / Skafar (2), Benkotic 

11 anos depois, croatas voltam a vencer um jogo num Europeu de sub-17... 

quarta-feira, maio 27, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (4)...

Grupo B / 1.ª Jornada

Montenegro - Dinamarca: 1-2

Golos: Dokaj / Hansen, Khatar 

Jovens vikings afundam barco montenegrino na estreia... 


Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (3)...

Grupo B / 1.ª Jornada

Itália - França: 1-0

Golo: Perillo

Numa luta de galos (candidatos ao título) venceu aquele que se exibiu melhor... 

terça-feira, maio 26, 2026

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (2)...

Grupo A / 1.ª Jornada

Estónia - Espanha: 1-4

Golos: Neltsas / Mikel, Mayans, Alves, Tunkara

Anfitriões eclipsados pelo show de La Rojita...

Flashes do Estónia 2026/Europeu de Sub-17 (1)...

Grupo A / 1.ª Jornada

Croácia - Bélgica: 0-2

Golos: Driessen, Moorthamer

Primeiro quarto de hora diabólico dos jovens Diabos Vermelhos valeu triunfo... 

quinta-feira, maio 21, 2026

Jogos Memoráveis (12)... Estrela da Amadora - Neuchâtel Xamax (Taça das Taças 1990/91)


Nenhum outro clube na história do futebol português conseguiu alcançar a Europa após tão curta estadia na 1.ª Divisão Nacional como o Estrela da Amadora na transição da década de 80 para a de 90. O Estrelinha, como é carinhosamente tratado o emblema tricolor pelas gentes da Amadora, chegou pela primeira vez à elite do futebol luso na temporada de 88/89 e somente duas temporadas mais tarde já inscrevia o seu nome na alta roda do futebol europeu, mais precisamente na Taça das Taças. Tal ascensão meteórica se ficou a dever aquele que é provavelmente o maior feito da história do Estrela: a conquista da Taça de Portugal na época de 89/90. Facto que permitiu ao clube da Reboleira participar na época seguinte nas provas europeias. O clube amadorense vivia ainda num período de luto após o falecimento (em 1989) do homem que tornou o pequeno Estrelinha no grande Estrela da década de 90, José Gomes. Assumiu o comando dos tricolores a meio da década de 70, quando o clube estava nos campeonatos distritais de Lisboa guiando-o na década seguinte até ao topo do futebol português. Quem também já não estava no clube aquando da entrada na Europa era João Alves, o homem (treinador) que na relva sagrada do Estádio Nacional havia a 3 de junho de 1990 arquitetado o triunfo sobre o Farense (na finalíssima) na Prova Rainha do Desporto Rei lusitano. Para o substituir chegou uma lenda que havia pendurado as chuteiras não muito tempo antes e que dava os primeiros passos como treinador: Manuel Fernandes. E na sua equipa técnica figurava um jovem preparador físico de 27 anos de idade que pouco mais de uma década mais tarde haveria de se tornar num dos maiores (e titulados) técnicos da história do futebol mundial, José Mourinho de seu nome. 19 de setembro de 1990 é, pois, a primeira de muitas noites europeias que aquele que seria eternizado como o Special One iria vivenciar ao longo da sua brilhante carreira de treinador, embora naquela longínqua noite de final de verão o tenha feito na condição de técnico-adjunto de Manuel Fernandes. 

O jovem José Mourinho no banco do Estrela


O batismo europeu do Estrelinha deu-se perante uma equipa mais experiente nas andanças europeias, os helvéticos do Neuchâtel Xamax, um conjunto que que aterrava em solo nacional repleto de vários jogadores internacionais (pelos seus respetivos países) e que era orientado por um treinador que dava os primeiros passos de uma carreira de sucesso no mundo da bola, o inglês Roy Hodgson. Por tudo isto (e mais alguma coisa) os suíços eram claramente favoritos a passar a primeira ronda da Taça das Taças. Mas na prática não foi bem assim o que se passou… inicialmente no relvado do Estádio José Gomes. Contando com um forte apoio nas bancas do Estrela esqueceu que era novato nestas andanças e sem medo do categorizado Neuchâtel Xamax cedo partiu em direção à baliza do titular da seleção helvética, Marco Pascolo, com Ricky a dar o primeiro sinal de aviso. Faltou, porém, serenidade ao avançado nigeriano não só naquele como noutros lances que se seguiram para fazer estragos nas redes contrárias. De facto, e como deu conta a crónica elaborada pelo Jornal de Notícias (JN), os avançados do Estrela naquela noite, Ricky e Abel Campos, pecaram pela inoperância ofensiva, uma «pecha que se manifesta amiudamente nas equipas portuguesas», conforme recordava o JN. Apesar desta falta de habilidade ofensiva, o conjunto luso continuou a lutar para chegar ao golo, graças ao empenho dos setores intermédio e defensivo. «Miranda no meio campo, Duílio e Agatão atrás, tentavam interpretar o futebol mais conveniente para este tipo de situações. Mas nem Abel nem Ricky logravam as situações de rutura conducentes ao golo», escrevia o JN. Os suíços resistiram ao entusiasmo inicial dos portugueses, e a partir dos 15 minutos da primeira parte começaram a discutir o jogo pelo jogo. Passaram a fazer marcação aos homens do meio campo do Estrela, anulando quase sempre a ação dos jogadores mais criativos do conjunto da Reboleira. E quase sempre, porque à passagem do minuto 26 o criativo Miranda resgatou uma bola no seu meio campo, rapidamente teve a visão para a colocar no lado direito em Abel, que por sua vez corre até ao interior da área com o esférico em seu poder. «Sobre a linha de fundo, cruzou, com prontidão, para o seio da grande área, onde apareceu, bem colocado, Ricky, que se limitou a empurrar a bola para o fundo da baliza do Neuchâtel», assim descrevia o JN o lance do primeiro golo europeu da história do Estrela da Amadora. Contudo, a experiência acabou por ditar leis nos minutos que se seguiram, já que os suíços mais habituados a estas andanças de sofrer e dar a volta por cima no contexto do futebol internacional, continuaram a exibir o seu futebol bem esquematizado e a disputar o jogo com o adversário, pese embora a iniciativa até ao intervalo tivesse pertencido sempre aos portugueses. Mas ainda antes do descanso a bola esteve muito perto de voltar a entrar numa das balizas, neste caso a de Vital, que aos 42 minutos não conseguiu segurar um remate forte e raso de Perret, deixando escapar o esférico para Chassot que na recarda e com tudo para marcar rematou de forma defeituosa ao lado. Mas… seria um sério aviso para o que se viria a passar na segunda metade. «Após o intervalo assistiu-se aquilo que já era esperado, isto é, a equipa suíça surgiu com outra agressividade e o Estrela passou a conhecer algumas dificuldades junto à baliza à guarda de Vital», conforme analisou o JN


Até que numa dessas ocasiões de perigo o tento do empate surgiu. Beat Sutter, que nas palavras do diário portuense foi um “diabo à solta” na noite da Reboleira, é lançado no seu flanco esquerdo por um companheiro seu. Correu meio campo em direção à baliza estrelista e à saída de Vital rematou cruzado para restabelecer o empate quando estavam decorridos 55 minutos. Até final, o marcador não mais se iria alterar, e ao cair do pano, e pelo que haviam sido estes 90 minutos de futebol na Reboleira, poucos vaticinaram um desfecho feliz ao Estrela neste seu batismo europeu. «Bem se pode dizer que “os estrelas” de Manuel Fernandes, devido ao remate cruzado de Sutter, podem ter acabado por entregar o ouro ao bandido, já que este golo pode valer por dois e garantir a passagem do Neuchâtel Xamax à eliminatória seguinte da Taça das Taças», assim concluía o JN, que mais à frente nesta crónica, e numa apreciação ao desempenho do Estrela neste seu primeiro jogo internacional, escrevia que «o Estrela não teve uma estreia de estalo nas competições europeias, mesmo assim os homens da Reboleira mostraram que têm gente e talento para lutar até ao fim por um lugar no grande comboio europeu. Importa, isso sim que Ricky, por exemplo, não seja tão perdulário, e que também a linha defensiva tenha outra postura, e que, enfim, a sorte do jogo esteja do lado da equipa orientada por Manuel Fernandes». E a estrelinha que faltou neste primeiro jogo reacendeu-se na segunda mão, na Suíça, onde o Estrela da Amadora ao voltar a empatar a uma bola levou a decisão para as grandes penalidades, onde seria mais feliz, avançando assim para a 2.ª eliminatória da prova, onde viria a ser eliminado pelos belgas do RFC Liège. 
Voltando ainda à estreia do Estrela na alta roda do futebol europeu, um dos treinadores-adjuntos de Manuel Fernandes, no caso, Augusto Matine, falou à imprensa no final da partida, começando por dizer que este resultado não era o que a sua equipa pretendia. «Na primeira parte jogámos bem, mas na segunda, o reforço do meio campo dos adversários dificultou-nos a missão. (…) O Neuchâtel tinha a lição bem estudada e produziu o futebol que mais lhe convinha. O Estrela não quebrou, perdeu foi o meio campo devido os reforços que entraram para o Neuchâtel após o intervalo. Consentimos o empate em casa. Os golos fora contam a dobrar, como se sabe, mas penso que udo está ainda em aberto», foram estas algumas das palavras de Augusto Matine após este encontro (arbitrado pelo belga Alphonse Constantin) cuja ficha foi a seguinte:

Estrela da Amadora: Vital, Rui Neves, Duílio, Valério, Dimas, Agatão, Miranda (Pedro Xavier, 66), Baroti (Paulo Jorge, 76), Paulo Bento, Abel Campos e Ricky. Treinador: Manuel Fernandes.

Neuchâtel Xamax: Marco Pascolo, Peter Lonn, Régis Rothenbuhler, André Egli, Walter Fernandez, Philippe Perret, Martin Jeitziner, Christophe Bonvin, Didier Gigon (Francis Froidevaux, 68), Frédéric Chassot e Beat Sutter. Treinador: Roy Hodgson.

terça-feira, maio 12, 2026

Grandes Mestres do Jornalismo Desportivo (27)... Alves dos Santos

Poucos serão os jornalistas que em Portugal conseguiram aliar a sua mestreia e sabedoria na escrita sobre o fenómeno do futebol a uma performance que serviu (a outros) de escola na história da televisão portuguesa no que ao comentário desportivo se refere. Trocado isto em “miúdos”, esta figura conseguiu ser dos poucos jornalistas desportivos que escrevia muito bem sobre futebol e ao mesmo tempo falava de igual modo muito bem na televisão sobre esta temática. Ele é considerado ainda hoje por muitos estudiosos como o pioneiro dos comentadores desportivos (na essência da palavra e acima de tudo no desempenho digno e imparcial da função) em Portugal e dá pelo nome de Alves dos Santos. A apetência para a comunicação e para a escrita (sobretudo) descobriu-a ainda nos bancos da escola, e com apenas 16 anos abraça a carreira de jornalista no seu jornal de sempre, o Comércio do Porto. Ali, se iniciou como aprendiz na década de 20 do século passado, sempre na área do desporto, e do futebol em particular, modalidade pela qual se apaixonou desde tenra idade. Durante 35 anos acumulou as funções de jornalista com as de funcionário (com alta patente) numa grande empresa, até que em 1963 decide dedicar-se única e exclusivamente ao jornalismo. No Comércio do Porto passou uma vida inteira, tendo chefiado a delegação de Lisboa deste hoje desaparecido jornal. Os seus vastos e profundos conhecimentos sobre o futebol valeram-lhe o convite de outros vultos do jornalismo desportivo para colaborar noutras publicações. Foi o caso de A Bola, com que manteve uma colaboração permanente e assídua durante 15 anos consecutivos – desde o número 1 do mítico jornal desportivo – na sequência de um convite do mestre Cândido de Oliveira. Colaborou ainda com o Diário Popular, durante sete anos consecutivos, e também desde a edição número 1, a convite de Ricardo Ornelas. Também o Record, durante dois anos, guarda as suas exímias prosas futebolísticas. Anos depois de se ter iniciado na imprensa, Alves dos Santos passou para a rádio, a convite de outro ícone jornalístico: Lança Moreira. Na rádio foi durante 15 anos comentador e relatador de centenas de capítulos da história do futebol português. E à rádio seguiu-se a televisão, tendo entrado para a RTP em finais dos anos 50, onde cimentou as suas qualidades de grande jornalista e de comentador. A sua figura eloquente, a sua voz firme e inconfundível, e a sua competência imparcial fizeram dele uma referência para muitos dos jornalistas/comentadores que nasceram e cresceram na RTP nas décadas seguintes. Para muitos ele é mesmo a “referência”, o melhor dos comentadores desportivos que Portugal já teve. Em 1994 foi agraciado pelo Governo com a Medalha de Honra do Mérito Desportivo. Dois anos depois, com 82 anos, faleceu este homem cuja memória ainda é hoje é perpetuada através do Prémio Alves dos Santos, galardão que é atribuído pelo CNID a jornalistas que se destaquem na cobertura desportiva na área da televisão. CNID – Associação dos Jornalistas de Despor
to que foi criado em 1966, sendo que um dos seus fundadores foi precisamente Alves dos Santos.

 

 

segunda-feira, maio 04, 2026

Lista de Campeões... UEFA Women's Europa Cup

A temporada de 2025/26 marca a estreia de uma nova competição europeia de clubes ao nível do futebol feminino, a UEFA Women's Europa Cup. É uma espécie de Liga Europa na vertente feminina. Por outras palavras, é a segunda prova continental mais importante de clubes, logo a seguir à Liga dos Campeões.

2026: BK Hacken (Suécia) 

quinta-feira, abril 23, 2026

Lista de Campeões... Liga dos Campeões da Ásia 2

Esta é atualmente a segunda competição de clubes mais importante do continente asiático. Embora o nome possa sugerir alguma falta de criatividade, já que na confederação daquele continente já existe uma Liga dos Campeões, esta é digamos que uma competição distinta, ou seja, se olharmos à escala europeia podemos equipará-la à Liga Europa. A designação atual - AFC Champions League Two - foi dada na temporada de 2024/25, já que antes a prova era denominada de AFC Cup. Seguidamente apresentamos os campeões desta competição. 

2025/26: Gamba Osaka (Japão) 

2024/25: Sharjah (Emirados Árabes Unidos)
2023/24: Central Coast Mariners (Austrália)
2022: Al-Seeb (Omã)
2021: Al-Muharraq (Catar)

2020: Não se realizou devido à Covid-19

2019: Al-Ahed (Líbano) 
2018: Al-Quwa Al-Jawiya (Iraque)
2017: Al-Quwa Al-Jawiya (Iraque)
2016: Al-Quwa Al-Jawiya (Iraque)
2015: Johor Datrul Ta'zim (Malásia)
2014: Al-Qadsia (Kuwait)
2013: Al-Kuwait (Kuwait)
2012: Al-Kuwait (Kuwait)
2011: Nasaf (Uzbequistão)
2010: Al-Ittihad (Síria)
2009: Al-Kuwait (Kuwait)
2008: Al-Muharraq (Catar)
2007: Shabab Al-Ordon (Jordânia)
2006: Al-Faisaly (Jordânia)
2005: Al-Faisaly (Jordânia)
2004: Al-Jaish (Síria)

sexta-feira, abril 17, 2026

Lista de Campeões... Albânia

 

Campeões Nacionais

2026: Vllaznia

2025: Egnatia Rrogozhine
2024: Egnatia Rrogozhine
2023: Partizani Tirana
2022: KF Tirana
2021: KF Teuta
2020: KF Tirana
2019: Partizani Tirana
2018: Skenderbeu
2017: FK Kukesi
2016: Skenderbeu
2015: Skenderbeu

2014: Skenderbeu
2013: Skenderbeu
2012: Skenderbeu

2011: Skenderbeu
2010: Dinamo Tirana
2009: KF Tirana
2008: Dinamo Tirana
2007: KF Tirana
2006: Elbasani
2005: KF Tirana

2004: KF Tirana

2003: KF Tirana
2002: Dinamo Tirana 
2001: Vllaznia

2000: KF Tirana

1999: KF Tirana
1998: Vllaznia
1997: KF Tirana

1996: KF Tirana

1995: KF Tirana 
1994: KF Teuta
1993: Partizani Tirana

1992: Vllaznia
1991: Flamurtari
1990: Dinamo Tirana
1989: KF Tirana
1988: KF Tirana
1987: Partizani Tirana
1986: Dinamo Tirana 
1985: KF Tirana
1984: Elbasani 
1983: Vllaznia

1982: KF Tirana
1981: Partizani Tirana
1980: Dinamo Tirana
1979: Partizani Tirana
1978: Vllaznia

1977: Dinamo Tirana

1976: Dinamo Tirana
1975: Dinamo Tirana 
1974: Vllaznia

1973: Dinamo Tirana
1972: Vllaznia
1971: Partizani Tirana
1970: KF Tirana
1968: KF Tirana

1967: Dinamo Tirana 
1966: KF Tirana
1965: KF Tirana
1964: Partizani Tirana
1963: Partizani Tirana
1961: Partizani Tirana

1960: Dinamo Tirana

1959: Partizani Tirana

1958: Partizani Tirana

1957: Partizani Tirana

1956: Dinamo Tirana

1955: Dinamo Tirana 

1954: Partizani Tirana

1953: Dinamo Tirana

1952: Dinamo Tirana

1951: Dinamo Tirana

1950: Dinamo Tirana
1949: Partizani Tirana

1948: Partizani Tirana
1947: Partizani Tirana

1946: Vllaznia

1945: Vllaznia

De 1938 a 1944 não se realizou o campeonato

1937: KF Tirana

1936: KF Tirana

1934: KF Tirana
1933: Skenderbeu

1932: KF Tirana

1931: KF Tirana

1930: KF Tirana