segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Histórias do Planeta da Bola (35)... Há 120 anos deu-se o pontapé de saída do Cariocão

 


O início do século XX marca o “pontapé de saída” de uma transformação gigante da cidade do Rio de Janeiro. A Cidade Maravilhosa como que despe uma indumentária de trapos para passara vestir um vistoso vestido de gala, graças à implementação de um conjunto de “novidades” que a colocam na vanguarda das urbes mais modernas da América do Sul. O alargamento de avenidas, a construção de prédios imponentes que substituem os pobres cortiços, a implementação de transportes públicos como o bonde elétrico que substituiu o burro (animal), a chegada da luz elétrica às ruas da cidade, são apenas alguns dos exemplos que comprovam a modernização do Rio. A par disto, há um incremento da vida social, das classes altas, claro está, com festas/eventos sociais a mobilizar os endinheirados da Cidade Maravilhosa. Entre esses eventos destacava-se o futebol, praticado pela socialite carioca. Futebol que ainda era uma “criança” na então capital da República Brasileira, já que segundo reza a história foi na transição de séculos (XIX para XX) que Oscar Cox apresentou a primeira bola de futebol aos cariocas. Seria, pois, em 1906 que a Liga Metropolitana de Football organizaria aquele que viria a ser o primeiro Campeonato Carioca da história. Há 120 anos, portanto, que este ano, 2026, se assinalam. Seis clubes fizeram a história deste primeiro Cariocão, entre eles o Fluminense, um dos pioneiros do futebol no Rio de Janeiro, emblema que tinha sido fundado em 1902 precisamente por Oscar Cox, carioca de berço, mas filho de país inglês e mãe brasileira. Para além do Flu, proveniente do Bairro das Laranjeiras, também o Botafogo (Bairro de Botafogo), o Paysandu (do Bairro do Flamengo), o Bangu (oriundo do Bairro de Bangu), o Rio Cricket (de Niterói) e o Football and Athletic Club (do bairro do Andaraí). O sistema da competição consistia numa série de jogos em que todos os clubes se enfrentavam em duas voltas, sendo que o clube com maior número de pontos seria o campeão. Um campeonato nacional, portanto, mas naquele caso um campeonato Estadual. 

Horácio Costa Santos, o artilheiro do primeiro Cariocão

3 de maio de 1906 é por isso um dia histórico, já que então se deu o “pontapé de saída” daquele que hoje em dia é denominado de Cariocão, isto é, o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro. Nas Laranjeiras, casa do Fluminense, o clube anfitrião defrontava o Paysandu Cricket Club. 7-1 a favor do Flu foi o resultado final, com a particularidade do primeiro golo de sempre do Cariocão ter sido apontado por Horácio Costa Santos, do Fluminense. Ele que haveria de ser tornar no artilheiro desta edição inaugural, com 18 golos. Horácio Costa Santos nasceu a 9 de janeiro de 1880 e teve ainda a particularidade de ter feito parte do grupo de fundados do Fluminense Football Club, sendo que a primeira reunião do emblema tricolor foi realizada na sua casa, localizada na Rua Marques de Abrantes, número 51, no Bairro do Flamengo. Atuava como avançado, sendo que ao serviço do Flu realizou um total (pelo que se conhece) de 52 jogos e apontou 41 golos. 

Taça Colombo

Mas voltando à edição de estreia do Campeonato Carioca, nunca será por demais recordar que sendo então o futebol um desporto elitista no Rio, foram muitos os aristocratas cariocas que viram in loco os desafios da competição. Escritos existem que mostram que o Barão do Rio Branco, o ilustre diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior, marcou presença no encontro entre Fluminense e o Rio Cricket, que os primeiros venceram por 4-1. Foi precisamente este o jogo que deu o título de campeão ao Flu, que precisava de ganhar ou de empatar em Niterói para se sagrar vencedor. Horácio Costa Santos e Edwin Cox, com dois golos cada um na conta pessoal, foram os autores dos golos da vitória e do título de um conjunto que era formado na sua maioria por futebolistas de origem inglesa. Na campanha da glória, o tricolor carioca somou 9 triunfos em 10 jogos realizados (somente foi derrotado pelo Paysandu no jogo da segunda volta), tendo apontado 52 golos e apenas sofridos 6! Ao campeão foi atribuída a Taça Colombo, um troféu que teve este nome pelo facto de ter sido oferecido pela Casa Colombo, uma das mais importantes lojas comerciais de artigos masculinos do Rio e cujo proprietário era Arnaldo Portella, pai de Clyto Portella, um dos jogadores do Fluminense. Troféu este que foi propositadamente importado de Inglaterra, o berço do futebol moderno.

Para a eternidade aqui ficam os resultados e marcadores de todos os jogos do histórico primeiro Cariocão:

3 de maio: Fluminense – Paysandu: 7-1

Golos: Horácio Costa Santos (3), Emile Etchegaray (3) e Edwin Cox (Fluminense); C. Hargreaves (Paysandu).


6 de maio: Rio Cricket - Football and Athletic: 7-0

Golos: C. Mutzenbecher (4) e Vero (3).


13 de maio: Fluminense - Botafogo: 8-0

Golos: Horácio Costa Santos (3), Buchan, Gulden, Porthos Duque Estrada, Edwin Cox e Félix Frias.

 

20 de maio: Bangu - Football and Athletic: 3-1

Golos: Tom Harrison, Charles Hill e Alexander Leigh (Bangu); Alberto “Baby” Alvarenga (Football and Athletic).

 

27 de maio: Botafogo - Bangu: 1-0

Golo: Gilbert Hime.

 

3 de junho: Botafogo - Paysandu: 1-5

Golos: Ataliba Sampaio (Botafogo); C. Hargreaves (3) e C. Robinson (2).

 

10 de junho: Bangu - Fluminense: 0-4

Golos: Horácio Costa Santos (2), Edwin Cox e Emile Etchegaray.

 

17 de junho: Rio Cricket - Paysandu (O Paysandu  não compareceu)

 

1 de julho: Botafogo - Rio Cricket: 3-1

Golos: Norman Hime, Ataliba Sampaio e Gilbert Hime (Botafogo); R. Brooking (Rio Cricket).

 

8 de julho: Bangu - Paysandu: 0-3

Golos: C. Hargreaves (2) e McCullock.

 

8 de julho: Botafogo - Football and Athletic: 5-0

Golos: Ataliba Sampaio (2), Flávio Ramos, Gilbert Hime e Emmanuel Sodré.

 

14 de julho: Fluminense - Football and Athletic: 7-0

Golos: Horácio Costa Santos (2), Edwin Cox (2), Félix Frias (2) e Gulden.

 

15 de julho: Bangu - Botafogo: 3-2

Golos: Alexander Leigh (3) (Bangu); Ataliba Sampaio e Paulino de Souza (Botafogo).

 

22 de julho: Football and Athletic - Paysandu: 0-8

Golos: C. Robinson (3), McCullock (2), Leo Yeats, E. Pullen e H. Wood.

 

22 de julho: Rio Cricket - Bangu: 1-0

Golo: C. Mutzenbecher.

 

5 de agosto: Fluminense – Paysandu: 1-3

Golos: Edwin Cox (Fluminense); McCullock (2) e Leo Yeats (Paysandu).

 

12 de agosto: Fluminense - Rio Cricket: 2-1

Golos: Félix Frias e Edwin Cox (Fluminense); Vero (Rio Cricket).

 

19 de agosto; Paysandu - Botafogo: 4-1

Golos: F. Robinson (2), Leo Yeats e C. Robinson (Paysandu); Gilbert Hime (Botafogo).

 

26 de agosto: Football and Athletic - Bangu: 0-7

Golos: J. Mac Phail (4), Robert Cross (2) e Alexander Leigh.

 

2 de setembro: Paysandy – Rio Cricket: 0-2

Golos: C. Mutzenbecher e Stanischowsky.

 

9 de setembro: Football and Athletic – Fluminense: 0-11

Golos: Horácio C. Santos (4), Edwin Cox (2), Buchan (2), Emile Etchegaray (2) e Félix Frias.

 

16 de setembro: Paysandu - Bangu (O Bangu não compareceu).

 

23 de setembro: Football and Athletic - Botafogo: 1-5.

Golos: Adhemar Faria (Athletic); Flávio Ramos (2), Gilbert Hime, Norman Hime e Raul T. Rodrigues (Botafogo).

 

23 de setembro: Bangu - Rio Cricket: 0-4

Golos: Stanischowsky (2), Tate e C. Calver.

 

30 de setembro: Botafogo - Fluminense: 0-6.

Golos: Edwin Cox (4), Emile Etchegaray e Horácio Costa Santos.

 

7 de outubro: Rio Cricket - Botafogo: 6-0

Golos: Millar (2), Stanischowsky (2), Tate e C. Mutzenbecher.

 

12 de outubro: Paysandu - Football and Athletic: 2-0

Golos: H. Wood e McCullock.

 

14 de outubro: Rio Cricket – Fluminense: 1-4

Golos: Horácio Costa Santos (na própria baliza), Horácio Costa Santos (2) e Edwin Cox (2).

 

21 de outubro: Fluminense - Bangu: 2-0

Golos: Horácio Costa Santos e Edwin Cox.

 

28 de outubro: Football and Athletic - Rio Cricket (O Rio Cricket não compareceu).

Classificação:

1- Fluminense 18 pts.- 10 j- 9 v- 0 e- 1 d

2- Paisandu- 14 pts.- 10 j- 7 v- 0 e- 3 d

3- Rio Cricket- 12 pts.- 10 j- 6 v- 0 e- 4 d

4- Botafogo- 8 pts.- 10 j- 4 v- 0 e- 6 d

5- Bangu- 6 pts.- 10 j- 3 v- 0 e- 7 d

6- Football and Athletic- 2 pts.- 10 j- 1 v- 0 e- 9 d

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (32)...


Final

Portugal - Espanha: 3-5

Golos: Afonso Jesus, Rúben Góis, Pauleta / Pérez (3), Raya, Fernández

10 anos depois a Espanha volta a reinar na Europa do futsal...

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (31)...

Jogo de atribuição dos 3.º e 4.º lugares

França - Croácia: 5-5 (5-6 nas grandes penalidades)

Golos: Guirio (3), Menendez, Mouhoudine / Sekulic, Jurlina, Jelovcic, Hrstic, Peric

Surpresa ao cair do pano do Euro 2026: croatas ficam com o bronze... 

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (30)...

Meias-finais

França - Portugal: 1-4

Golos: Touré / Diogo Santos, Tomás Paçó, Erick Mendonça, Gueddoura (a.g.)

Depois do susto inicial Portugal passeou classe (e supremacia) rumo à final... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (29)...

Meias-finais

Croácia - Espanha: 1-2

Golos: Ravillos (a.g.) / Ramírez, Mellado

Ainda que com suor a Espanha confirma favoritismo e está na final... 

terça-feira, fevereiro 03, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (28)...

Quartos-de-final

Espanha - Itália: 4-0

Golos: Pérez (2), Cortés, Motta (a.g.)

Fúria espanhola mostrou superioridade ante uma Itália longe dos velhos tempos... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (27)...

Quartos-de-final

Arménia - Croácia: 0-3

Golos: Mataja (2), Vukmir

Aventura arménia chega ao fim... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (26)...

Quartos-de-final

Portugal - Bélgica: 8-2

Golos: Pany Varela (3), Bruno Coelho, André Coelho, Rúben Góis, Lúcio Rocha, Pauleta / Aabbou, Pany Varela (a.g.)

Missão cumprida e em grande estilo... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (25)...

Quartos-de-final

França - Ucrânia: 4-2

Golos: Mouhoudine (3), Gueddoura / Korsun, Zhuk

Mouhoudine desatou o nó do equilíbrio...

sábado, janeiro 31, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (24)...

Grupo D / 3.ª Jornada

Itália - Hungria: 2-2

Golos: Júlio de Oliveira, Calderolli / Rutai (2)

Longe dos velhos tempos a Squadra Azzurra consegue por um triz a passagem à fase seguinte... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (23)...

Grupo D / 3.ª Jornada

Portugal - Polónia: 3-2

Golos: Tomás Paço, André Coelho, Rúben Góis / Leszczak, Zastawnik

Portugal não vacilou mesmo em jogo para cumprir calendário... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (22)...

Grupo C / 3.ª Jornada

Eslovénia - Bielorrússia: 2-3

Golos: Bukovec (2) / Kozel (2), Krikun

Vitória amarga para bielorrussos que a par de eslovenos dizem adeus ao Euro... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (21)...

Grupo C / 3.ª Jornada

Espanha - Bélgica: 10-3

Golos: Morales (2), Raya (2), Ramírez (2), Rivera, Pérez, Fernández, Mellado / Gréllo, Bachar, Rahou

Mesmo esmagados pela armada Espanha os belgas seguem em frente... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (20)...

Grupo B / 3.ª Jornada

Lituânia - Arménia: 3-3

Golos: Baranauskas (2), Vasylius / Nevedrov, Sanosyan, Reimaris

Empate confirma arménios no topo do grupo e como grande surpresa do Euro... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (19)...

Grupo B / 3.ª Jornada

Chéquia - Ucrânia: 3-5

Golos: Pavel Drozd, Knobloch, Záruba / Abakshyn (2), Cherniavskyi, Zhuk, Shved

Ucranianos vencem a "final" rumo aos quartos-de-final e deixam checos de fora do Euro... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (18)...

Grupo A / 3.ª Jornada

Letónia - Croácia: 1-4

Golos: Tarakanovs / Jurlina, Peric, Lima, Mataja

Croatas acabam com o sonho dos co-anfitriões de avançarem para a fase a eliminar... 


Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (17)...

Grupo A / 3.ª Jornada

Geórgia - França: 1-3

Golos: Gabrichidze / Mouhoudine, Mohammed, Kekelia (a.g.)

Gauleses confiram primeiro lugar do grupo... 

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (16)...

Grupo D / 2.ª Jornada

Polónia - Itália: 0-4

Golos: Júlio de Oliveira (3), Barichello 

Ítalo-brasileiro Júlio de Oliveira vestiu a capa de herói da Squadra Azzurra...  

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (15)...

Grupo D / 2.ª Jornada

Hungria - Portugal: 1-5

Golos: Rutai / Erick Mendonça, Lúcio Rocha, Diogo Santos, Tomás Paçó, Pany Varela

Goleada sobre magiares coloca portugueses no caminho da fase seguinte...

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (14)...

Grupo C / 2.ª Jornada

Bélgica - Eslovénia: 4-5

Golos: Rahou (2), Gréllo, Vanderheyden / Turk, Janez, Ceh, Fidersek, Aabbou

Eslovenos levam a melhor num jogo emocionante e de vencedor incerto até final... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (13)...

Grupo C / 2.ª Jornada

Bielorrússia- Espanha: 0-2

Golos: Mellado, Novoa

Bielorrussos dizem adeus ao Euro... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (12)...

Grupo B / 2.ª Jornada

Ucrânia - Lituânia: 4-1

Golos: Cherniavskyi, Perveev, Korsun, Abakshyn / Derendiajev

Competitividade dos co-anfitriões não foi suficiente para levar de vencida a poderosa Ucrânia... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (11)...

Grupo B / 2.ª Jornada

Arménia - Chéquia: 5-4

Golos: Khromykh (2), Sanosyan, Petrosov, Koudelka (a.g.) / David Drozd (2), Pavel Drozd, Mikus 

Arménios continuam a vestir a pela de David num grupo de Golias...  

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (10)...

Grupo A / 2.ª Jornada

França - Letónia: 5-0

Golos: Mouhoudine (2), Belhaj, Mohammed, Touré

Manita abre as portas dos quartos-de-final aos gauleses...

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (9)...

Grupo A / 2.ª Jornada

Croácia - Geórgia: 2-2

Golos: Kustura, Lima / Kekelia, Sekulic

Croatas ainda não saíram do trilho dos empates neste Euro... 

terça-feira, janeiro 27, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (8)...

Grupo D / 1.ª Jornada

Hungria - Polónia: 4-2

Golos: Suscsak (2), Pál, Fekete /  Pawlus, Kajtar (a.g.)

Magiares vencem primeiro de sempre numa fase final de um Euro... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (7)...

Grupo D / 1.ª Jornada

Itália - Portugal: 2-6

Golos: Musumeci, Tiago Brito (a.g.) / Diogo Santos (2), Kutchy (2), Rúben Góis, Bruno Coelho

Segunda parte luxuosa permite ao campeão europeu em título entrar com o pé direito em cena... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (6)...

Grupo C / 1.ª Jornada

Eslovénia - Espanha: 1-4

Golos: Fidersek / Pérez, Mellado, Raya, Gordillo

Segunda parte demolidora de um dos principais candidatos à glória final... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (5)...

Grupo C / 1.ª Jornada

Bielorrússia - Bélgica: 0-4

Golos: Rahou (3), Dillien

Bielorrusos bateram-se bem na primeira parte, mas na segunda foi o descalabro... 

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (4)...

Grupo B / 1.ª Jornada

Arménia - Ucrânia: 2-1

Golos: Dermenjyan (2) / Perveev

Reviravolta épica garante triunfo surpreendente... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (3)...

Grupo B / 1.ª Jornada

Lituânia - Chéquia: 3-3

Golos: Baranauskas, Rastutis, Derendiajev / Seidler (2), Mikus

Pressão checa deu resultado a 35 segundos do fim... 

quinta-feira, janeiro 22, 2026

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (2)...

Grupo A / 1.ª Jornada

Croácia - França: 2-2

Golos: Kustura (2) / Touré, Guirio

Empate é o reflexo de um jogo emocionante e equilibrado... 

Europeu de Futsal/Letónia-Lituânia-Eslovénia 2026 (1)...

Grupo A / 1.ª Jornada

Letónia - Geórgia: 4-0

Golos: Tarakanovs (2), Matjusenko, Baklanovs

Co-anfitrões não podiam pedir melhor estreia na fase final de um Europeu... 


sexta-feira, janeiro 09, 2026

Copa América (9)... Argentina 1925

 

A Argentina que em 1925 venceu em casa o seu segundo 
título sul-americano... de forma controversa
O Campeonato Sul-Americano – atualmente denominado de Copa América – de 1925 foi não só o menos participado da história da competição, como de igual modo um dos mais turbulentos de sempre. Apenas três seleções lutaram por um título que pela terceira vez até então iria ser disputado em solo argentino. À primeira vista o grande ausente – e grande favorito à reconquista do cetro – foi o Uruguai, que um ano antes havia conquistado o Mundo ao vencer o torneio olímpico de Paris. Tumultos internos, isto é, problemas no seio das associações de futebol do país, fizeram com que a Celeste não atravessasse o Rio da Prata rumo a Buenos Aires. O mesmo aconteceu com o Chile, que também vivia um mar de crises associativas internas e por isso pela terceira vez, desde que a prova havia sido criada em 1916, falhava a participação no campeonato. Desse modo, e para além da seleção anfitriã, a Argentina, iriam discutir o título os combinados do Brasil e do Paraguai. Pelo facto de serem tão poucas as seleções participantes, a organização decidiu desenrolar o torneio em duas voltas, isto é, as seleções iriam enfrentar-se todas entre si por duas ocasiões. 
A seleção do Brasil que disputou a Copa América de 1925

A Argentina surgia em campo com oito jogadores do Boca Juniors, algo até então nunca visto na história da albiceleste, facto que se explica pela divisão associativa que então vigorava no futebol argentino. Ou seja, o país futebolístico estava dividido em duas associações, sendo que cada uma delas organizava o seu respetivo campeonato. A FIFA apenas reconhecia como oficial o campeonato em que competia o Boca e nesse sentido a seleção não convocou jogadores de clubes como o River Plate, o Independiente, ou o Racing (emblemas que competiam no campeonato oposto) entre 1919 e 1926, período em que durou esta divisão. E no selecionado argentino figurava pela primeira vez numa grande competição um jogador negro, mais concretamente o afro-argentino Alejandro De los Santos, Filho de escravos angolanos que conseguiram fugir nos finais do século XIX para a América do Sul, ele é até aos dias de hoje o único jogador negro a vestir a camisola da seleção argentina. Nascido em 1902 em Paraná, na província de Entre Ríos, De los Santos faria uma dupla de ataque temível com Manuel Seoane – um dos maiores goleadores de sempre do período amador do futebol argentino – com as cores do El Porvenir. Ao serviço deste emblema, o afro argentino disputou quase 140 jogos, apontando 80 golos, números que lhe valeriam em 1922 a primeira chamada à seleção albiceleste num amigável contra os vizinhos e rivais do Uruguai. 

De los santos, o primeiro e único negro a vestir 
a camisola da Argentina
A Copa América de 1925 foi o ponto alto da carreira de Alejandro, que apesar de apenas ter disputado apenas um jogo viria a alcançar o título de campeão. O trajeto da Argentina começou precisamente no antigo estádio do Boca Juniors, ante o Paraguai, e não poderia ter iniciado da melhor maneira, já que quando apenas estavam decorridos dois minutos de jogo, Seoane abre o marcador. Na segunda parte, a confirmação da vitória (2-0) por intermédio de Martín Sánchez. Os guaranis voltaram a entrar em campo quase uma semana depois (!) para enfrentar o Brasil no estádio do Sportivo Barracas. E sofreram um verdadeiro amasso de um escrete cuja grande estrela era Friedenreich, que neste encontro apontaria um dos cinco tentos com que o Brasil derrotou (5-2) sem mácula os paraguaios. Outro dos tentos brasileiros seria apontado por Filó, jogador que nove anos mais tarde faria história ao tornar-se no primeiro brasileiro a ser campeão do Mundo muito antes do o… Brasil o ser! Veloz extremo, Filó emigrou no início da década de 30 para Itália, onde defendeu as cores da Lazio durante sete temporadas. Em Itália, o paulista de nascimento alterou o seu nome para Anfilogino Guarisi, sendo um dos oriundi (jogadores de origem italiana) que em 1934 Vittorio Pozzo convocou para defender a Squadra Azzurra na segunda edição do Campeonato do Mundo. 
Fase do encontro entre argentinos e paraguaios na Copa de 25
Voltando à Copa América de 1925, com duas derrotas claras nos dois primeiros jogos ficava claro que dificilmente o Paraguai iria conseguir levar o título para casa. No dia 13 de dezembro, o estádio do Sportivo Barracas – um dos dois que recebeu os jogos do torneio – lotou (25.000 espectadores) para presenciar o duelo entre os dois mais sérios favoritos ao título. Como seria de esperar, os brasileiros foram recebidos com muita hostilidade pelos fervorosos hinchas argentinos. Aos 22 minutos, Nilo abriu o marcador para o Brasil, mas o que então se poderia esperar com uma vitória histórica sobre o rival viria a tornar-se um autêntico pesadelo. Com três golos de Manuel Seoane e um de Alfredo Garassino, a Argentina deu a volta ao texto e humilhou o rival, construindo a maior vitória até então sobre aquele vizinho sul-americano. A imprensa brasileira não se poupou em críticas à sua seleção, sobretudo a linha média da seleção e o guarda-redes Tuffy, os grandes responsáveis pelo colapso na voz dos jornalistas. E assim chegávamos ao final da primeira volta do torneio, com os argentinos na liderança com 4 pontos, seguidos de Brasil com 2 e do Paraguai sem qualquer ponto. 

Argentinos e paraguaios lutam 
pela bola nas alturas
A segunda volta arrancou no dia 17 de dezembro, com o Brasil a defrontar o Paraguai no estádio do Boca Juniors. Triunfo canarinho por 3-1. O mesmo resultado verificou-se no Argentina – Paraguai, onde Seoane aponto mais um golo que consolidaria como o melhor marcador da prova com 6 golos. No dia de Natal de 1925 decidia-se o nome do campeão sul-americano. Um empate era suficiente para que a Argentina vencesse pela segunda vez o título, enquanto que o Brasil tinha obrigatoriamente de vencer para forçar a um jogo de desempate. A polémica em torno do match instalou-se ainda antes do pontapé de saída, com a imprensa e o público a contestarem a data da realização do mesmo, tendo em conta que estávamos em pleno dia de Natal e como tal esperava-se tudo menos a realização de um jogo tão importante como aquele. No entanto, o encontro foi avante. E o Brasil até entrou melhor, já que à passagem da meia hora já vencia por 2-0, graças a golos de Friedenreich e de Nilo. A perder os argentinos como que perderam a cabeça, e num lance entre El Tigre Friedenreich e o defesa Ramón Muttis este último tem uma entrada violenta sobre o brasileiro o que motivo um desaguisado entre os dois atletas. Rezam as crónicas do jogo que ambos trocaram violentas agressões, o que motivou a ira dos adeptos presentes no estádio do Sportivo Barracas contra os brasileiros. Para além de insultos racistas – os hinchas locais começaram a apelidar em coro os jogadores contrários de macaquitos – houve invasão de campo, registaram-se agressões a jogadores do Brasil, o que levou a dura intervenção policial para travar a ira dos adeptos. Este foi um dos episódios mais violentos em jogos ocorridos entre estas duas seleções. 

Invasão de campo no jogo decisivo
O incidente foi posteriormente sanado e o jogo recomeçou. Inclusive, jogadores de ambas as seleções apertaram as mãos e abraçaram-se em sinal de paz. No entanto, e quiçá afetado pelo que acontecera o Brasil desmoronou e permitiu o empate da Argentina a duas bolas, que lhe valeria a conquista do segundo título sul-americano. Os incidentes deste jogo são reproduzidos na íntegra de seguida através do relato do Correio do Povo: «Os argentinos e os brasileiros entraram no campo de Barracas debaixo de entusiásticos aplausos do público, que vivou o Brasil e a Argentina. O ‘toss’ foi favorável aos argentinos, mas o capitão Tesoriere cedeu-o aos visitantes. Os primeiros minutos decorreram equilibrados. Os argentinos iniciam vários avanços, que a defesa brasileira malogra com toda a felicidade. Depois de Pamplona haver cometido um ‘foul’ à pouca distância do goal, Friedenreich realiza uma esplêndida jogada. O primeiro, numa corrida rápida, chega próximo à rede de Tesoriere, que consegue vazar em tiro forte e rasteiro. É Nilo. A assistência ovaciona este feito do exímio ‘center’ brasileiro. A essa altura, os argentinos começam a jogar mal, atuando a sua linha de ‘forwards’ sem a menor conexão. Em nova jogada, Friedenreich faz um bem calculado passe a Nilo, o qual, tomando-o de carreira, marcou o segundo ‘goal’ brasileiro. (…) Os argentinos continuam dominando o jogo no 2.º tempo. Friedenreich e Nilo fazem uma excelente combinação, em consequência da qual a bola vai ter nos pés de Filó, o qual desfere, a curta distância, um forte tiro. E, quando parecia que estaria garantida a conquista de mais um ‘goal’ para os brasileiros, a pelota apanhou a trave do arco, resvalando para fora. Este fracasso trouxe algum visível desânimo entre a linha atacante, que, no segundo período, esteve em geral medíocre. (…) O jogo com que terminou o Campeonato Sul-Americano esteve medíocre por parte das duas ‘équipes’, que desenvolveram, no 1.º e no 2.º tempos, atuação completamente diversa. Os brasileiros começaram assombrosamente e fazendo terrível pressão sobre o adversário. Os ‘forwards brasileiros’, ativíssimos, não davam descanso aos argentinos, cujos poucos avanços eram malogrados pela defesa brasileira, onde Tuffy e Pennaforte realizaram feitos maravilhosos que muito entusiasmaram a assistência. A linha média esteve à altura das responsabilidades. Dos dianteiros brasileiros destacaram-se Friedenreich, Nilo e Filó. Os nacionais, no primeiro tempo, estiveram desorganizadíssimos e inarmônicos, falhando lamentavelmente. No 2º tempo, os papéis inverteram-se, pois os argentinos dominaram completamente os brasileiros, que estavam decadidíssimos, demonstrando cansaço e falta de treino. Os argentinos bombardearam com grande frequência o arco brasileiro, defendido magistralmente por Tuffy e Helcio. (…)».

Nomes e números:

29 de novembro de 1925

Argentina – Paraguai: 2-0

(Manuel Seoane, 2’; Martín Sánchez, 72’)

 

6 de dezembro de 1925

Brasil – Paraguai: 5-2

(Filó, 16’; Friedenreich, 19’; Lagarto, 40’, 54’; Nilo, 72’)

(Gerardo Rivas, 25’, 66’)

Duelo entre argentinos e brasileiros

13 de dezembro de 1925

Argentina – Brasil: 4-1

(Manuel Seoane, 41’, 48’, 74’; Alfredo Garassino, 72’)

(Nilo, 22’)

Seoane, o goleador do campeonato de 1925

17 de dezembro de 1925

Brasil – Paraguai: 3-1

(Nilo, 30’; Lagarto (57’, 61’)

(Luís Fretes, 58’)

 

20 de dezembro de 1925

Argentina – Paraguai: 3-1

(Domingo Tarasconi, 22’; Manuel Seoane, 32’; Javier Iruieta, 63’)

(Solich, 15’)

Friedenreich marca e festeja o primeiro do Brasil no jogo decisivo

25 de dezembro de 1925

Argentina – Brasil: 2-2

(Antonio Cerrotti, 41’; Manuel Seoane, 55’)

(Friedenreich, 28’; Nilo, 30’)

 

Classificação:

1.º Argentina: 7 pts.

2.º Brasil: 5 pts.

3.º Paraguai: 0 pts.

quinta-feira, dezembro 18, 2025

Flashes da Taça Intercontinental da FIFA de 2025 (5)

Final

Paris SG (França) - Flamengo (Brasil): 1-1 (2-1 nas grandes penalidades)

Golos: Kvaratskhelia / Jorginho

Parisienses completam ano de sonho com a conquista da Taça Intercontinental... 

domingo, dezembro 14, 2025

Flashes da Taça Intercontinental da FIFA de 2025 (4)

Play-off de acesso à final

Flamengo (Brasil) - Pyramids FC (Egito): 2-0

Golos: Léo Pereira, Danilo

Cariocas vão em busca do segundo título mundial da sua história... 

Flashes da Taça Intercontinental da FIFA de 2025 (3)

2.ª eliminatória

Cruz Azul (México) - Flamengo (Brasil): 1.2

Golos: Sanchez / De Arrascaeta (2)

Embalado pela recente conquista da Libertadores o Mengão avança para o play-off... 

Flashes da Taça Intercontinental da FIFA de 2025 (2)

2.ª eliminatória

Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita) - Pyramids FC (Egito): 1-3

Golos: Toney / Mayele (3)

Congolês Fiston Mayele vestiu a capa de herói...