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sexta-feira, junho 09, 2023

Histórias do Futebol em Portugal (41)... Na tarde de Páscoa de 1949 o modesto Tirsense fez cair com estrondo o poderoso Sporting da Taça de Portugal

Um lance do célebre jogo entre Tirsense e Sporting


A taça nacional - seja em que país for - tem sempre mais encanto com a aparição dos chamados "tombas gigantes", por outras palavras, quando um pequeno clube de um escalão secundário afasta da prova um emblema de patamar de topo. E então se esse emblema de topo for um "gigante" a surpresa sobe de tom. A prova rainha do futebol português, vulgo a Taça de Portugal, está repleta de capítulos em que David derrotou Golias. Na verdade, desde a primeira edição em que a competição recebeu esta designação, na temporada de 1938/39 o "secundário" Carcavelinhos eliminava o primodivisionário Barreirense logo na 1.ª eliminatória. Cinco épocas mais tarde - em 1943/44 - o primeiro dos chamados "3 Grandes" do futebol luso cai com estrondo aos pés de um clube de uma divisão inferior, mais concretamente o Estoril, que nessa temporada elimina nos quartos-de-final da prova o FC Porto. Canarinhos da Linha que chegariam, aliás, à final da Taça nessa época, culminando assim uma época de glória que teve como epílogo a então inédita subida à 1.ª Divisão.

A lendária equipa do Tirsense que derrotou o Sporting dos Cinco Violinos

Mas o primeiro grande "tomba gigantes", ou por outras palavras, a primeira grande surpresa - ou escândalo, dirão outros  - da Taça de Portugal dá pelo nome de Futebol Clube Tirsense, popular clube nortenho que em 1948/49 elimina o Sporting. Não era um Sporting qualquer este que caiu com estrondo no então pelado Campo Abel Alves de Figueiredo, na tarde de 17 de abril de 1949. Este Sporting era tão somente a equipa dos famosos Cinco Violinos, a equipa que dominava o futebol português de então, o conjunto mais poderoso e mais temido da nossa nação, um combinado quase imbatível. Já o Tirsense era tão só uma modesta e quase desconhecida equipa que atuava na 3.ª Divisão nacional. Talvez por isso, a 1.ª eliminatória da Taça de 48/49 fosse encarada pelos temíveis leões como um mero passeio à terra dos famosos jesuítas produzidos na hoje centenária Confeitaria Moura. Terá assim que pensou o mestre da tática daquele Sporting, Cândido de Oliveira, que para Santo Tirso apenas levou dois dos seus Cinco Violinos, nomeadamente, Vasques e Albano, deixando na capital Peyroteo (lesionado), Jesus Correia e Travassos, sendo que estes dois últimos por motivos de fadiga física, já que o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão havia terminado poucos dias antes, e desse modo o Mestre Cândido resolveu dar descanso a alguns dos seus mais virtuosos craques com vista à epopeia europeia que se avizinhava. Ou seja, a primeira edição da Taça Latina, que os leões ambicionavam conquistar. Sporting que ostentava nas vésperas do jogo de Santo Tirso o estatuto de... tri-campeão nacional e vencedor das três últimas edições da Taça!!!

Dos habituais titulares também Veríssimo ficava em casa a contas com problemas físicos, mas ainda assim todas estas baixas estavam longe de fazer antever o sportinguista - e não só - mais pessimista que o seu clube iria sucumbir aos pés do modesto emblema nortenho. Tirsense que tinha, talvez, como principal figura o seu treinador (!), que era nada mais nada menos do que o lendário ex-futebolista Pinga. Notabilizado no FC Porto ao longo de 16 épocas consecutivas, o internacional português nascido na Madeira vivia em Santo Tirso a sua primeira aventura enquanto treinador.

Pinga, o Mestre da Tática do célebre Tirsense

Como já foi dito antes o Sporting chegava a Santo Tirso poucos dias depois de ter carimbado o terceiro título consecutivo de campeão nacional, tendo disputado o último jogo desse campeonato em Guimarães, pelo que após o encontro com o Vitória nem sequer regressou a Lisboa, ficando a estagiar - ou terá sido a descomprimir? - em Famalicão até à mera formalidade que seria o embate com o "terciário" Tirsense para a ronda inaugural da Taça.

Jesuítas que faziam a sua estreia na prova rainha do futebol, há que dizê-lo, e como tal que melhor batismo poderiam ter ao receber no seu humilde campo o tri-campeão nacional e da Taça Portugal!. Já por si este momento era de festa na então vila de Santo Tirso, ainda por cima num domingo de Páscoa!

Para substituir o temível goleador Fernando Peyroteo, o Mestre Cândido lança às feras o estreante Sérgio Soares, então com 20 anos. Ele que era um produto da formação sportinguista, e que fora nessa temporada dos jogadores menos utilizados por Cândido de Oliveira, mas que mesmo assim vinha com a moral em alta, já que havia sido um dos autores dos golos em Guimarães com que o Sporting fechou o Nacional da 1.ª Divisão. Dele esperavam-se pois muitos golos frente ao desconhecido Tirsense, que nessa temporada havia chegado à final do Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, uma decisão perdida frente ao Almada.

Mas eliminar o poderoso Sporting era sonhar alto demais, ou... não, de acordo com as palavras de Pinga ao jornal A Bola: «Sim, era (será) muito difícil... se os rapazes não tiverem medo... Mas os campeões também perdem». Parecia que o antigo astro do futebol lusitano estava a adivinhar o que iria acontecer.

Num campo de dimensões reduzidas e com um público em alvoroço em volta, o Tirsense mostrou de pronto as garras ao...leão, conforme deu a entender Luís Baptista, o jornalista do jornal da Travessa da Queimada encarregue de fazer a crónica. «Os dez primeiros minutos foram do Tirsense que actuou com entusiasmo». Isto, perante um Sporting descontraído e sem grandes pressas. Depois disto, o leão acordou e passou a impor algum respeito em campo. No entanto, na frente de ataque Sérgio Soares acusava a responsabilidade de estar a substituir o lendário Peyroteo, e não dava o melhor seguimento às várias e flagrantes oportunidades de golo de que dispôs. Seria, porém, o melhor leão desse encontro, Armando Ferreira, que aos 17 minutos colocou o Sporting em vantagem, mas.. foi sol de pouca dura. Entusiasmado quiçá pelo momento de gala que estava a viver, o Tirsense não se remetia à defesa - bem organizada - e segundo o escriba de A Bola muitas vezes passava o meio campo. E numas dessas incursões, Catolino fez o empate (!), num lance em que o lendário Azevedo é apanhado a dormir. Por outras palavras, não se fez à bola, que foi parar à cabeça do avançado jesuíta, rumando em seguida para o fundo das redes. Por incrível que parecesse o modesto Tirsense ia aguentando o leão, e ao intervalo o duelo estava empatado.

O Sporting procurou no reatamento resolver a contenda a seu favor, e até se queixou de uma grande penalidade não assinalada: uma carga do guardião local Daniel sobre João Martins (o tal que apontou o primeiro golo das provas da UEFA a nível de clubes). Os minutos iam passando, e o resultado não se alterava, pelo que o Tirsense ia crescendo... e acreditando. «E a oito minutos do fim, Azevedo lançou com a mão a bola fora da sua baliza. A jogada foi interceptada por um tirsense e concluída por um companheiro apanhando Azevedo ainda mal situado entre os postes. Estava feito o resultado», assim descreveu Luís Baptista o golo de Mendes, o tento que ditou a vitória tirsense por 2-1 e a consequente eliminação do Sporting!

Manchete do jornal A Bola de 18 de abril de 1949

Quiçá ainda atordoados com a pancada, os dirigentes sportinguistas chegaram a protestar o jogo, com o argumento de que o Campo Abel Alves de Figueiredo não reunia condições para acolher um desafio de futebol. Mas o que é certo é que a derrota foi mesmo uma realidade ante um Tirsense que o jornalista Luís Baptista gostou de ver jogar pela primeira vez, um conjunto em que «a defesa e a linha intermediária comportaram-se bem, chegando para quase todos os momentos». E numa análise global a alguns dos novos heróis da vila de Santo Tirso, o colaborador de A Bola escrevia que «o guarda-redes, desajeitado nas defesas não pôs as balizas em perigo de maior. Cruz, Álvaro e Prazeres jogaram bem, Chelas e Joaquim não destoaram. A linha da frente é que é bastante frágil. Apenas Falcão se salientou. (...) Mas o Interesse pela luta, o brio desportivo que os uniu fez com que o Tirsense alcançasse resultado sensacional que ao mesmo tempo nada tem de injusto».

Estava assim consumada a grande surpresa desta edição da Taça de Portugal, diríamos mesmo a primeira grande surpresa da competição, ou como Luís Baptista lhe chamou, um acidente. «Estes "acidentes" da prova servem para criar mais adeptos, maior entusiasmo, maior expansão do jogo e maior expectativa pelos encontros. Há sempre uma possibilidade... mesmo para os mais fracos. Assim aconteceu em Santo Tirso», assim rematou o escriba de A Bola.

O cartoon da Revista Stadium que evoca a grande 
surpresa ocorrida em Santo Tirso

Numa partida em que para a revista Stadium «o Tirsense, da 3.ª Divisão, treinado por esse incomparável Pinga, bateu-se como "leão" e eliminou os "leões" (...) campeões nacionais, equipa cheia de pergaminhos, com uma tática firme, vencedora...», eis a ficha que fica para a história do futebol português, e ainda mais para a do então jovem (com apenas 11 anos de existência) Futebol Clube Tirsense: Árbitro: Augusto Pacheco (Aveiro). Tirsense - Daniel, Joaquim, Chelas, Cruz, Álvaro, Prazeres, Zeca, Falcão, Mendes, Catolino e Mota. Treinador: Artur Sousa “Pinga”. Sporting - João Azevedo, Octávio Barrosa, Juvenal, Canário, Manecas, Mateus, Armando Ferreira, Vasques, Sérgio Soares, João Martins e Albano. Treinador: Cândido de Oliveira.

sexta-feira, dezembro 23, 2016

Histórias do Planeta da Bola (18)... Terá sido o Palmeiras o primeiro campeão mundial de clubes?


Palmeiras ergue a Copa Rio de 1951
A recente polémica instalada em torno do número de títulos de campeão nacional alcançados pelo Sporting (18 ou 22) abre-nos hoje a porta para outro facto histórico que durante anos levantou - e continua a levantar - algumas dúvidas sobre a sua autenticidade e, por consequência, importância. Referimo-nos ao título conquistado pelo Palmeiras na Copa Rio Internacional de 1951, que é olhado hoje, com 65 anos de distância, como a primeira ocasião em que foi atribuído a um clube o estatuto de campeão mundial. É no entanto um facto encarado por muitos historiadores desportivos e/ou simples curiosos do fenómeno futebolístico com profunda insignificância, desprovido de veracidade, e como tal sem qualquer tipo de fundamento para sequer constar no Grande Atlas do Futebol planetário. Pelo contrário, outros sustentam que este longínquo torneio realizado em solo brasileiro foi o molde, a inspiração, do atual Campeonato do Mundo de Clubes organizado sob a batuta da FIFA, e que os contornos intencionais desse torneio oficializam o Palmeiras como o primeiro campeão mundial de clubes da história. Não existe, portanto, consenso para este facto histórico que hoje vamos recordar, e que só pela polémica instalada em seu redor merece, sem dúvida, ser retratado com algum detalhe nas vitrinas do Museu Virtual do Futebol.

A Copa Rio
Após uma derrota dolorosa é costume os jogadores, treinadores, dirigentes ou adeptos de uma equipa desejarem que o próximo jogo se realize o mais rápido possível no sentido de esquecer um capítulo sombrio ocorrido no presente. Terá sido este o pensamento dos dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) quando em 1951 idealizaram aquele que inicialmente foi batizado de Torneio Mundial dos Campeões. 
Por estes dias o Brasil ainda lutava para esquecer o pesadelo vivido um ano antes, quando o Uruguai roubou, em pleno Estádio do Maracanã, o título mundial aos anfitriões do maior evento chancelado pela FIFA. 
No sentido de limpar as lágrimas do provo brasileiro, a CBD projetou um outro torneio de dimensão planetária capaz de apagar as tristes memórias do Maracanazo de 1950. Um evento que agregasse a si alguns dos maiores clubes do Mundo de então, assim terão idealizado os dirigentes federativos. A ideia agradou de pronto aos membros da FIFA, tendo Ottorino Barassi, o braço direito do então presidente do organismo que tutela o futebol a nível global, Jules Rimet, dado o seu apoio para que o projeto fosse avante. 

O time do Vasco da Gama que na sua cidade falhou o assalto à conquista da Copa Rio
Há, no entanto, uma nota importante a reter nesta história: a FIFA apoiou e autorização a realização do torneio mas não chamou a si a organização do mesmo, atribuindo essa responsabilidade à CBD. Por outras palavras, na época a FIFA não oficializou como seu este Torneio Mundial dos Campeões, facto que só por si gerou ao longo das décadas seguintes muitos pontos de interrogação sobre a veracidade da designação do Palmeiras como o primeiro campeão mundial de clubes da História. Mas voltando aos contornos desta nossa viagem ao passado, com o aval da FIFA dado, a CBD tratou de convidar alguns dos gigantes do futebol internacional de então, na sua esmagadora maioria campeões dos seus respetivos países. Uma das exceções foi o Real Madrid, que mesmo não sendo o detentor do título espanhol de 50/51 recebeu o convite para participar, algo que acabaria por não acontecer devido a incompatibilidades de ordem financeira. Tal como hoje, já naquela época o colosso espanhol exigia elevados cachets para desfilar o seu emblema fosse em que parte do planeta fosse! Também o campeão italiano de 50/51, o Milan, recusou o convite que recebeu para viajar para a América do Sul, dando prioridade à Taça Latina que nesse ano se disputava precisamente em solo italiano. Com a nega dos merengues e dos rossoneri o Torneio Mundial dos Campeões foi integrado pelos vencedores dos dois principais campeonatos estaduais do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, no caso, e respetivamente, o Vasco da Gama e o Palmeiras, aos quais se juntaram os campeões do Uruguai (Nacional), de França (Nice), da Áustria (FK Austria de Viena), de Portugal (Sporting), a Juventus (escolhida para substituir o Milan) e ainda o vencedor da Taça da Jugoslávia da época (Estrela Vermelha). 
A equipa da Juventus que participou na Copa Rio... ou terá sido o primeiro
Mundial de clubes?
Os oito clubes foram divididos em dois grupos de quatro equipas cada, sendo que o Grupo A (integrado pelo Vasco da Gama, Sporting, Austria de Viena e Nacional) teve como cenário a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, tendo o palco da competição sido instalado no majestoso Estádio do Maracanã, o tal que no ano anterior amparou as lágrimas de mais de 200.000 brasileiros na sequência da trágica derrota da sua seleção diante do Uruguai. Em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, realizaram-se os encontros do Grupo B (composto por Palmeiras, Estrela Vermelha, Nice e Juventus). A bola começou a rolar no dia 30 de junho, sendo que no Pacaembu o campeão paulista realizou uma segunda parte verdadeiramente demolidora diante do Nice, performance traduzida num expressivo score de 3-0, com golos de Aquiles, De León e Richard. Na outra partida, ocorrida no dia seguinte no mesmo local, a Juve sentiu algumas dificuldades para bater por 3-2 o Estrela Vermelha, tendo valido aos transalpinos a tarde inspirada da sua então estrela-mor, o atacante Giampiero Boniperti, autor de dois golos. O campeão italiano repetiu a dose dois mais tarde diante do Nice, sendo que desta feita o golo do triunfo (3-2) surgiu à passagem do minuto 70, por intermédio de Ermes Muccinelli. Com esta vitória a Juventus selava a qualificação para as meias-finais, já que de acordo com os regulamentos do torneio os dois primeiros de cada grupo avançavam para a fase de eliminação direta. No dia 5, e contra todas as expectativas o Palmeiras sentiu grandes dificuldades para bater o Estrela Vermelha por 2-1. O internacional jugoslavo Ognjanov colocou os europeus em vantagem. A perder, o Verdão teve então de puxar dos seus galões e ainda na primeira parte Aquiles empatou, para na etapa complementar Liminha consolidar a reviravolta e garantir a qualificação da sua equipa para as meias-finais. 

Giampiero Boniperti
Faltava saber em que lugar os paulistas iriam terminar esta primeira fase, e talvez por isso o Pacaembu tenha registado uma afluência massiva de torcedores para assistir ao embate da última jornada da fase de grupos ante a poderosa Juve. Na realidade, assistiu-se a uma verdadeira avalanche italiana em direção à baliza paulista. 4-0 a favor dos italianos, o resultado final de uma partida onde brilhou a grande altura Giampiero Boniperti, que voltou a fazer o gosto ao pé em duas ocasiões. Ele que ainda hoje é um dos grandes nomes da história da Vecchia Signora, com mais de 400 jogos disputados com a equipa de Turim ao longo de 10 épocas e quase duas centenas de golos apontados (178 para sermos mais precisos). Boniperti que, refira-se a título de curiosidade, depois de abandonar os relvados enquanto futebolista foi durante largos anos dirigente da Juve, sendo hoje presidente honorário do clube. Foi ainda nos finais dos anos 90 eurodeputado eleito pelas listas da Forza Italia, o partido de Silvio Berlusconi. Com este expressivo triunfo a Juventus conquistava o topo do grupo, e iria medir forças com o segundo colocado do Grupo B, o Austria de Viena, ao passo que o Palmeiras iria enfrentar os conterrâneos do Vasco da Gama, vencedores de uma chave que tinha um Sporting que vivia ainda sob a aura gloriosa dos Cinco Violinos, ou Quatro Violinos, neste caso, porque a temível lança do mais famoso quinteto do futebol português, Fernando Peyroteo, havia-se retirado dois anos antes, restando Jesus Correia, Vasques, Albano e Travassos. A estes juntavam-se outros nomes de peso, casos de Mário Wilson, João Martins, Juca, Canário, Patalino e Ben David. Patalino e Ben David?  
A equipa do Sporting que alinhou diante do Vasco da Gama no Maracanã.
Na fila de baixo,ao centro estava o "convidado" Ben David, entre os Violinos
Jesus Correia, Vasques, Travassos e Albano
Mas estes dois astros dos futebol português dos anos 40 e 50 não pertenciam aos quadros do Sporting, dirão, e com razão, os leitores mais atentos à história do belo jogo. Ambos os jogadores integraram a comitiva leonina que rumou ao Rio de Janeiro na condição de convidados, assim como Serafim, então jogador do Belenenses, que aceitou o convite para vestir de verde nos três jogos que os leões disputaram na meca do futebol brasileiro, o Maracanã. Treinados pelo inglês Randolph Galloway o Sporting partia como um dos mais sérios candidatos à vitória nesta Copa, mas na prática as coisas não correram de feição aquele que era então o grande emblema do futebol lusitano. Aliás, e em jeito de curiosidade, refira-se que em 1951 o Sporting havia vencido o primeiro de uma série de quatro títulos de campeão nacional consecutivos, que haveriam de dar ao clube de Alvalade o primeiro tetra da história do futebol português. Mas no Rio o prestígio do Sporting não se vislumbrou, e logo na estreia os leões sofreram uma das derrotas mais pesadas da prova às mãos do Vasco da Gama. 5-1, numa partida em que atuaram cinco homens que no ano anterior tinham vertido lágrimas naquele mesmo relvado do templo do Maracanã. Friaça, Eli, Maneca, Danilo e Barbosa, cinco jogadores que haviam sido vergados à mestria do Uruguai na final do Mundial de 1950, mas que desta vez saíram com motivos para sorrir do tapete verde sagrado da Cidade Maravilhosa. O tento de honra dos portugueses saiu dos pés de Patalino, um dos três jogadores convidados, e que na altura defendia as cores do seu querido Elvas. No outro encontro desta 1ª jornada o Austria de Viena esmagava por 4-0 o Nacional de Montevideu. 

Verdão festeja um golo na final diante da Juve
Uruguaios que na ronda seguinte vingaram a derrota da estreia, ao aplicar um KO direto (vitória por 3-2) ao desolador Sporting que assim se despedia da possibilidade de lutar pelo título. Neste encontro brilhou mais uma vez o génio de Patalino, ele que aos dois minutos colocou os portugueses em vantagem no marcador, a qual seria no entanto sol de pouca dura, já que dez minutos volvidos Bernardes restabeleceu a vantagem. Pouco depois Jesus Correia recolocou os leões na frente, liderança que seria perdida após o intervalo, altura em que Ramires voltaria a colocar tudo de novo em pé de igualdade. O só seria desfeito a dois minutos do fim, quando Ambrois bateu o mítico Azevedo. A título de curiosidade diga-se que a capitanear a turma do Nacional estava o homem que um ano anos tinha recebido das mãos de Jules Rimet (então presidente da FIFA) o troféu de campeão mundial de seleções, de seu nome Obdulio Varela. 
De pé quente estava o Vasco da Gama, que brindou o Austria de Viena com a mesma receita que havia aplicado ao Sporting na jornada de estreia, ou seja, 5-1, resultado que garantia aos cariocas desde logo a presença na fase seguinte.  
A 7 de julho o Sporting despedia-se da Copa com mais um dissabor, desta feita diante do campeão austríaco, por 1-2. Adolf Huber apontou aos 83 minutos do encontro o golo da vitória dos vienenses, depois de Aurednik ter inaugurado o marcador ao minuto três e de Albano ter restabelecido a igualdade aos 46. Os leões saiam do Rio sem honra nem glória, ao passo que os austríacos carimbavam desta maneira o passaporte para as meias-finais. Isto, porque no outro encontro da terceira e última jornada da fase de grupos o Nacional caiu aos pés do Vasco da Gama por 2-1.

Palmeiras surpreendeu Vasco no duelo brasileiro

Imagem do duelo entre cariocas e paulistas
Pelo que havia feito até então e por jogar diante do seu público, o Vasco da Gama era olhado pela imprensa de então como o grande favorito a alcançar a final. Mas para isso teria de ultrapassar a dupla batalha diante dos conterrâneos do Palmeiras. E dupla porque de acordo com os regulamentos as meias finais seriam jogadas a duas mãos! No dia 12 de julho o Maracanã (lotado) acolheu então o primeiro duelo entre os rivais cariocas e paulistas, sendo que estes últimos para além de partirem como outsiders na bolsa das apostas debateram-se à última da hora com a ausência forçada do seu mítico guarda-redes Cattani, o qual seria substituído por Fábio Crippa. Mas, e como diz o ditado, um azar nunca vem só, e no decorrer do jogo o temível Aquiles é forçado a abandonar o relvado na sequência de um violento choque com o guardião vascaíno, Barbosa. Porém, o Palmeiras não baixou os braços e foi à luta. A atitude guerreira dos paulistas seria premiada com uma justa vitória por 2-1 (com os golos do Verdão a serem apontados por Richard e Liminha).
No mesmo dia, mas no Pacaembu de São Paulo, a Juventus empatava a três bolas com o Austria de Viena, sendo de sublinhar a estupenda exibição individual do dinamarquês ao serviço dos transalpinos Karl Aage Praest, autor de dois golos. Dois dias depois, no mesmo local, as duas equipas voltaram a encontrar-se para o tira-teimas. Depois de um nulo ao intervalo a Juve teve um início de segunda parte verdadeiramente demolidor, e a prova disso é que aos 14 minutos já vencia por 3-0 (dois golos de Muccinelli e um de Boniperti). O melhor que o Austria conseguiu fazer foi reduzir na reta final da partida, mas já sem fôlego para impedir que os italianos fossem os primeiros a carimbar o passaporte para a final do Maracanã.   
E neste templo da bola jogar-se-ia a segunda mão da outra meia final, com o Vasco a entrar em campo com a esperança de inverter o resultado negativo do primeiro encontro. Não conseguiu, porque o Palmeiras esteve simplesmente soberbo no plano defensivo, mantendo o nulo até final que lhe abriu as portas da final.

Vingança em tons de verde na génese do primeiro "título mundial" de clubes


Os dois capitães e o árbitro
antes da final
Sob a arbitragem do austríaco Franz Grill, Palmeiras e Juventus subiram ao relvado de um Maracanã que - mais uma vez - apresentava uma numerosa moldura humana para disputar a primeira mão da final (nota: à semelhança das meias finais também a final foi disputada a duas mãos). A Juve procurava confirmar o favoritismo, até porque na fase de grupos já havia atropelado o Verdão por quatro golos sem resposta. No entanto, esta era uma final, além de que no futebol não há dois jogos iguais. E o Palmeiras viria a confirmar esta teoria por intermédio de Rodrigues, que aos 20 minutos do primeiro tempo bateu Giovanni Viola e selou o triunfo dos brasileiros. Quatro dias mais tarde - a 22 de julho - as duas equipas voltaram a medir forças no derradeiro jogo da competição. A Juventus precisava de marcar dois golos - e não sofrer nenhum - para erguer o troféu diante um estádio repleto que esperava um fim bem mais alegre do que aquele que ali havia acontecido um ano antes por altura do Campeonato do Mundo da FIFA. O dinamarquês Praest ainda colocou o gigante Maracanã em sentido quando aos 17 minutos bateu Crippa pela primeira vez. O fantasma de 1950 voltava assim a pairar sobre o Maracanã. No entanto, e no início da segunda parte Rodrigues aproveita da melhor maneira uma defesa incompleta de Viola - que não segurou um remate de Lima - para fazer o empate. A Juve não esmoreceu, e aos 18 minutos o goleador Boniperti (que seria o melhor marcador do torneio) voltaria a colocar os transalpinos na frente, os quais precisavam agora de mais um golo para levantar o caneco. Esse golo da glória acabou por não acontecer, ou melhor, ele surgiu, mas para o lado do Palmeiras, na sequência de uma magistral jogada individual de Liminha que só parou no fundo da baliza de Viola. 2-2, o resultado final. Com o apito final do francês Gaby Tordjman a festa estalou por todo o Brasil. O Palmeiras era campeão... do Mundo. Sim, do Mundo, foi dessa forma que toda a imprensa da época rotulou os paulistas. Com este título o Brasil inteiro sentia, de certa forma, que o Maracanazo de 1950 não tinha passado de um mero acidente de percurso de uma nação que queria revelar aos olhos do Mundo como a potência que se viria a confirmar nos anos e décadas seguintes.

Copa Rio de 51 foi o molde do atual Mundial de clubes da FIFA

Gooooollllll de Liminha!
No dia seguinte ao da segunda mão da final, o Palmeiras regressou a São Paulo. À espera da comitiva do Verdão estava uma cidade em peso. A Copa Rio Internacional de 1951 resultou num verdadeiro êxito desportivo, facto que terá levado nos anos seguintes outros pensadores do futebol planetário a organizar torneios de âmbito internacional entre clubes de continentes diferentes. Foi o caso do Torneio de Paris, cuja primeira edição foi realizada em 1957 entre equipas de França, Espanha, Alemanha e Brasil, e que durante alguns anos foi considerado como uma das mais importantes e prestigiadas competições internacionais de clubes. Aliás, muitos dos seus vencedores intitulavam-se mesmo campeões do Mundo.  Em 1960, a UEFA e a CONMEBOL uniram-se na criação de uma outra competição, a Taça Intercontinental, disputada (até 2004) entre os campeões das duas maiores provas de ambas as confederações, sendo que o vencedor deste troféu era encarado como o campeão mundial de clubes. No entanto, em 2005 a FIFA decide chamar a si a responsabilidade de coroar o rei do globo no que a clubes concerne, e de lá para cá organiza no final de cada ano civil o Mundial de Clubes, prova que junta os campeões das cinco confederações do Mundo. E aqui, sim, a nosso ver, podemos rotular o vencedor do Mundial da FIFA como um autêntico campeão mundial, já que no mesmo torneio estão representados clubes de todo o Mundo, contrariamente ao que acontecia com a Taça Intercontinental, que só incluía clubes de duas confederações. 

Jornais titulam Palmeiras
campeão do Mundo!
Mas voltando à Copa Rio de 51 para dizer que para muitos dos adeptos do futebol a nível planetário este torneio não passou disso mesmo... de um mero torneio internacional. No entanto, o Palmeiras sempre viu neste um dos principais motivos de orgulho da sua longa e rica história, intitulando-se desde sempre como o primeiro campeão do Mundo de clubes. Na tentativa de ver reconhecido por parte da FIFA este título uma delegação do Palmeiras construiu já no novo milénio um dossier com a intenção de ser remetido à FIFA no sentido de a entidade máxima do futebol planetário oficializar a conquista de 1951, e desta forma reconhecer o emblema paulista como o primeiro campeão mundial da história. Na resposta, a FIFA, então presidida por Joseph Blatter, reconheceu a vitória do Palmeiras como "de âmbito mundial", embora descartando-se de atribuir um carimbo oficial à efeméride, isto é, tal como em 1951 o organismo não chamou a si a responsabilidade do torneio, e como tal não atribuiu cariz oficial (no âmbito da FIFA) a esta conquista, como, aliás, acontece em relação à Taça Intercontinental, prova somente oficializada pela UEFA e pela CONMEBOL. Apesar de tudo, Blatter e a FIFA emitiram um certificado ao Palmeiras reconhecendo este como o vencedor do primeiro torneio de clubes de âmbito planetário. Parecer confuso? Talvez. Perante isto a questão mantém-se: será justo, ou credível, classificar o Palmeiras como o primeiro campeão do Mundo de clubes? Uns continuarão a dizer que sim, outros asseguram que não. 
A equipa do Palmeiras que se sagrou campeã mundial de clubes em 1951... ou não...

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Memórias lusitanas (20)...

Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Época 1953/54

CAMPEÃO NACIONAL: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

CLASSIFICAÇÃO GERAL:


CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Sporting----26---20---3---3---80---25---43

2º FC Porto-------26---16---4---6---83---35---36

3º Benfica---------26---13---6---7---62---40---32

4º Belenenses----26---13---5---8---43---39---31

5º Braga------------26---12---4---10---54---36---28

6º Atlético---------26---10---8---8---49---43---28

7º Sp. Covilhã-----26---10---8---8---43---39---28

8º V. Guimarães--26---10---5---11---44---64---25

9º Barreirense------26---8---6---12---34---47---22

10º L. Évora---------26---9---3---14---47---66---21

11º Boavista---------26---7---5---14---29---66---19

12º V. Setúbal------26---7---4---15---51---66---18

13º Académica------26---8---2---16---29---50---18

14º Oriental----------26---4---7---15---35---67---15

OS RESULTADOS DO CAMPEÃO:

FC PORTO: 2-1 / 0-1

BENFICA: 2-0 / 3-2

BELENENSES: 4-0 / 0-2

BRAGA: 2-0 / 3-1

ATLÉTICO: 7-0 / 1-3

SP. COVILHÃ: 7-0 / 2-2

V. GUIMARÃES: 5-0 / 5-1

BARREIRENSE: 2-0 / 1-1

L. ÉVORA: 9-0 / 3-3

BOAVISTA: 2-1 / 3-1

V. SETÚBAL: 2-1 / 4-1

ACADÉMICA: 3-1 / 2-0

ORIENTAL: 2-1 / 4-2

OS NOMES DOS CAMPEÕES NACIONAIS:

Albano, Aparício, Barros, Caldeira, Fabian, Faustino, Galaz, Galileu, Carlos Gomes, Gonçalves, Hrotko, Hugo, Juca, Lourenço, Martins, Mendonça, Passos, Serra Coelho, Travassos, Vasques e Vicente. Treinadores: Tavares da Silva/Joseph Szabo

Tetra-campeões nacionais!!!! Em 1953/54 o Sporting Clube de Portugal estabelecia um novo recorde no futebol português: a conquista de quatro Campeonatos Nacionais consecutivos! Foi obra... não há dúvidas!

 Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1953/54)


2ª Jornada

FC Porto - Sporting: 1-0
Data: 11 de outubro de 1953
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Manuel Lousada (Santarém)

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Valle, Albasini, Eleutério, Carlos Duarte, Hernâni, Monteiro da Costa, Pedroto, e José Maria. Treinador: Cândido de Oliveira

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Vicente, Passos, Barros, Juca, Hugo I, Vasques, Janos Hrotko, Travassos, e Martins. Treinador: Joseph Szabo

Golo: 1-0 (Hernâni, aos 31m)
Hernâni foi uma das maiores figuras de todos os tempos do FC Porto. Depois de uma época cedido por empréstimo ao Estoril o atletas natural de Águeda regressou ao clube da Invicta em 53/54 onde pegaria de estaca na equipa titular... nas 11 temporadas seguintes!

12ª Jornada

FC Porto - Benfica: 5-3
Data: 10 de janeiro de 1954
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Libertino Domingues (Setúbal)

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Valle, Porcel, Eleutério, Carlos Duarte, Hernâni, Monteiro da Costa, Teixeira I, e José Maria. Treinador: Cândido de Oliveira

Benfica: Sebastião, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Gato, Calado, Caiado, Rosa, Arsénio, Palmeiro, Fialho, e Rogério. Treinador: José Valdivieso

Golos: 1-0 (Teixeira I, aos 30m), 2-0 (Monteiro da Costa, aos 39m), 3-0 (Hernâni, aos 48m), 4-0 (Hernâni, aos 54m), 5-0 (Monteiro da Costa, aos 57m), 5-1 (Arsénio, aos 60m), 5-2 (Rosa, aos 64m), 5-3 (Palmeiro, aos 67m)
Luta acérrima entre Juca e Palmeiro na relva sagrada do Estádio Nacional. No final o jogador leonino levou a melhor.

13ª Jornada

Benfica - Sporting: 0-2
Data: 17 de janeiro de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Abel Macedo Pires (Lisboa)

Benfica: Sebastião, Zézinho, Joaquim Fernandes, Gato, Calado, Caiado, Vieira, Arsénio, Palmeiro, Fialho, e Rogério. Treinador: José Valdivieso

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Passos, Janos Hrotko, Juca, Hugo I, Vasques, Martins, Travassos, e Albano. Treinador: Joseph Szabo

Golos: 0-1 (Martins, aos 18m), 0-2 (Martins, aos 73m)


15ª Jornada

Sporting - FC Porto: 2-1
Data: 31 de janeiro de 1954
Estádio do Lumiar (Lisboa)
Árbitro: Inocêncio Calabote (Évora)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Passos, Janos Hrotko, Juca, Hugo I, Vasques, Martins, Travassos, e Mendonça. Treinador: Joseph Szabo

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Miguel Arcanjo, Albasini, Eleutério, Carlos Duarte, Hernâni, Monteiro da Costa, Porcel, e José Maria. Treinador: Cândido de Oliveira

Golos: 1-0 (Travassos, aos 14m), 1-1 (José Maria, aos 21m), 2-1 (Vasques, aos ?)


25ª Jornada

Benfica - FC Porto: 2-2
Data: 9 de maio de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Paulo de Oliveira (Santarém)

Benfica: Bastos, Gato, Joaquim Fernandes, Moreira, Calado, Caiado, Palmeiro, Arsénio, José Águas, Salvador, e Rogério. Treinador: José Valdivieso

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Valle, Porcel, Eleutério, Pedroto, Hernâni, Monteiro da Costa, Teixeira I, e José Maria. Treinador: Cândido de Oliveira

Golos: 0-1 (Porcel, aos 44m), 0-2 (Teixeira, aos 67m), 1-2 (Gato, aos 69m), 2-2 (José Águas, aos 85m)
O argentino José Valdivieso teve uma primeira passagem pelo comando técnico do Benfica para esquecer. No duelo com os principais rivais (Sporting e FC Porto) não venceu uma única vez em jogos do campeonato nacional!

26ª Jornada

Sporting - Benfica: 3-2
Data: 16 de maio de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Cunha Pinto (Setúbal)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Janos Hrotko, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Travassos, e Mendonça. Treinador: Joseph Szabo

Benfica: Bastos, Gato, Joaquim Fernandes, Moreira, Calado, Caiado, Palmeiro, Arsénio, José Águas, Salvador, e Rogério. Treinador: José Valdivieso

Golos: 0-1 (José Águas, aos 7m), 1-1 (Janos Hrotko, aos 27m), 1-2 (Salvador, aos 43m), 2-2 (Martins, aos 52m), 3-2 (Martins, aos 66m)

Melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época 1953/54:
Martins (Sporting): 31 golos

Campeonato Nacional da 2ª Divisão, Época 1953/54

CAMPEÃO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO: CUF

CLASSIFICAÇÃO GERAL ZONA NORTE:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Leixões---26---16---5---5---57---38---37

2º Sp. Espinho---26---15---6---5---73---39---36

3º Tirsense---26---14---8---4---56---39---36

4º Salgueiros---26---11---9---6---57---47---31

5º Oliveirense---26---12---6---8---65---50---30

6º Sanjoanense---26---13---2---11---51---47---28

7º Acd. Viseu---26---10---6---19---57---50---26

8º Vianense---26---10---5---10---45---66---25

9º Gil Vicente---26---7---10---9---57---52---24

10º Vila Real---26---9---6---11---41---42---24

11º Chaves---26---9---4---12---54---56---22

12º Beira-Mar---26---9---3---14---55---63---21

13º Famalicão---26---4---5---16---40---78---13

14º Sp. Lamego---26---2---3---20---21---90---7

CLASSIFICAÇÃO GERAL ZONA CENTRO:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Leões Santarém---26---15---4---7---50---26---34

2º Torreense---26---14---5---7---69---34---33

3º Estoril---26---14---4---8---52---36---32

4º Portalegrense---26---14---2---10---54---45---30

5º Peniche---26---13---3---10---58---53---29

6º Arroios---26---13---3---10---51---50---29

7º U. Coimbra---26---11---6---9---43---49---28

8º Caldas---26---13---2---11---53---43---28

9º Olivais---26---11---4---11---56---62---26

10º O Elvas---26---11---3---12---59---55---25

11º Torres Novas---26---10---4---12---45---50---24

12º Naval 1º Maio---26---8---4---14---33---46---20

13º Casa Pia---26---8---3---15---32---58---19

14º Marialvas---26---1---5---20---15---68---7

CLASSIFICAÇÃO GERAL ZONA SUL:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º CUF---22---16--3---3---59---22---35

2º Juv. Évora---22---12---7---3---42---19---31

3º Portimonense---22---11---5---6---48---28---27

4º U. Montemor---22---13---1---8---45---28---27

5º Olhanense---22---11---3---8---41---28---25

6º Farense---22---9---6---7---43---40---24

7º Montijo---22---10---2---10---42---29---22

8º Desp. Beja---22---8---5---9---27---36---21

9º Almada---22---9---2---11---36---45---20

10º Lusitano VRSA---22---7---2---13---30---43---16

11º Luso Barreiro---22---3---4---15---24---52---10

12º São Domingos---22---2---2---18---15---82---6

APURAMENTO DO CAMPEÃO

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º CUF---10---6---2---2---18---13---14

2º Torreense---10---6---2---2---21---14---14

3º Sp. Espinho---10---4---2---4---30---22---10

4º Leões Santarém---10---5---0---5---19---18---10

5º Juv. Évora---10---2---2---6---13---24---6

6º Leixões---10---3---0---7---15---25---6

Uma autêntica fábrica de campeões, é desta forma que poderemos caracterizar a cidade o Barreiro. Depois do Barreirense era agora a vez dos "operários" da CUF saborearem o gosto de um título nacional  

CAMPEÃO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO: CORUCHENSE


Taça de Portugal, Época 1953/54

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)


Atlético - Oriental: 4-1 / 2-2

Belenenses - Braga: 4-1 / 1-2

Boavista - Académica: 6-1 / 1-2

FC Porto - Barreirense: 1-1 / 2-1

Sporting - Benfica: 3-2 / 1-2 / 4-2 (desempate)

V. Guimarães - Sp. Covilhã: 3-0 / 4-5

V. Setúbal - L. Évora: 4-0 / 1-2

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Belenenses - Marítimo: 2-1 / 1-0

Boavista - V. Guimarães: 1-1 / 3-2

Sporting - FC Porto: 1-1 / 4-2

V. Setúbal - Atlético: 3-0 / 2-1

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Sporting - Belenenses: 2-4 / 6-0

V. Setúbal - Boavista: 6-0 / 2-6

Final

Sporting - V. Setúbal: 3-2


Data: 27 de Junho de 1954

Estádio: Estádio Nacional, em Lisboa

Sporting: Carlos Gomes, António Lourenço, João Galaz, Janos Hrotko, Mário Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Travassos e Fernando Mendonça. Treinador: Tavares da Silva

V. Setúbal: Francisco Baptista, Jacinto Forreta, Manuel Joaquim, Artur Vaz, Emídio Graça, Orlando Barros, António Inácio, Joaquim Soares, João Mendonça, Pinto de Almeida e António Fernandes. Treinador: Janos Biri

Marcadores: Martins, Fernando Mendonça (2); Joaquim Soares (2)

1953/54 foi uma temporada inolvidável para o Sporting. Depois da conquista do histórico e até então inédito tetra-campeonato os "leões" arrecadavam a Taça de Portugal

 Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - na Taça de Portugal da época de 1953/54)

1ª mão da 1ª eliminatória

Sporting - Benfica: 3-2
Data: 23 de maio de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Mário Garcia (Aveiro)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Barros, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Travassos, e Mendonça. Treinador: Joseph Szabo

Benfica: Bastos, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Moreira, Calado, Ângelo, Palmeiro, Arsénio, José Águas, Caiado, e Rogério. Treinador: José Valdivieso

Golos: 0-1 (Arsénio, aos 34m), 1-1 (Galileu, aos 37m), 1-2 (Calado, aos 77m), 2-2 (Travassos, aos 82m), 3-2 (Mendonça, aos 88m)


2ª mão da 1ª eliminatória

Benfica - Sporting: 2-1
Data: 30 de maio de 1954
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Correia da Costa (Porto)

Benfica: Bastos, Artur Santos, Caiado, Moreira, Calado, Ângelo, Palmeiro, Arsénio, José Águas, Salvador, e Fialho. Treinador: José Valdivieso

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Barros, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Travassos, e Mendonça. Treinador: Joseph Szabo

Golos: 0-1 (Calado, aos 2 na p.b.), 1-1 (Salvador, aos 36m), 2-1 (Arsénio, aos 71m)


Desempate da 1ª eliminatória 

Sporting - Benfica: 4-2
Data: 31 de maio de 1954
Estádio da Tapadinha (Lisboa)
Árbitro: Cunha Pinto (Setúbal)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Travassos, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Albano, Martins, e Mendonça. Treinador: Joseph Szabo

Benfica: Bastos, Artur Santos, Gato, Moreira, Calado, Gonzaga, Palmeiro, Arsénio, Rosa, Salvador, e Fialho. Treinador: José Valdivieso

Golos: 0-1 (Arsénio, aos 30s), 1-1 (Travassos, aos 12m), 1-2 (Arsénio, aos 30m), 2-2 (Vasques, aos 74m), 3-2 (Albano, aos 76m), 4-2 (Martins, aos 87m)


1ª mão dos quartos-de-final

Sporting - FC Porto: 1-1
Data: 6 de junho de 1954
Estádio do Lumiar (Lisboa)
Árbitro: Cunha Pinto (Setúbal)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Mendes, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Albano, Martins, e Travassos. Treinador: Joseph Szabo

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Miguel Arcanjo, Valle, Eleutério, Porcel, Perdigão, Carlos Duarte, Hernâni, e José Maria. Treinador: Cândido de Oliveira

Golos: 0-1 (perdigão, aos 6m), 1-1 (Martins, aos 76m)


2ª mão dos quartos-de-final

FC Porto - Sporting: 2-4
Data: 13 de junho de 1954
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Mário Garcia (Aveiro)

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Miguel Arcanjo, Valle, Carlos Duarte, Porcel, Perdigão, Teixeira I, Hernâni, e José Maria. Treinador: Cândido de Oliveira

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Galaz, Janos Hrotko, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, Albano, Martins, e Travassos. Treinador: Joseph Szabo

Golos: 1-0 (José Maria, aos 4m), 1-1 (Albano, aos 43m), 1-2 (Albano, aos 55m), 1-3 (Martins, aos 57m), 2-3 (José Maria, aos 63m), 2-4 (Martins, aos 87m)

Memórias lusitanas (19)...

Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Época 1952/53

CAMPEÃO NACIONAL: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

CLASSIFICAÇÃO GERAL:


CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Sporting----26---19---5---2---77---22---43

2º Benfica---------26---17---5---4---75---27---39

3º Belenenses----26---15---6---5---60---29---36

4º FC Porto-------26---16---4---6---58---35---36

5º Barreirense----26---10---8---8---44---40---28

6º V. Setúbal-----26---11---5---10---40---33---27

7º L. Évora--------26---10---5---11---31---44---25

8º V. Guimarães--26---7---6---13---28---54---20

9º Boavista---------26---7---6---13---35---54---20

10º Sp. Covilhã---26---7---6---13---38---54---20

11º Académica----26---7---5---14---39---57---19

12º Atlético--------26---6---7---13---33---52---19

13º Braga-----------26---8---2---16---37---58---18

14º Estoril----------26---5---4---17---28---64---14

OS RESULTADOS DO CAMPEÃO:

BENFICA: 3-1 / 3-2

BELENENSES: 4-2 / 1-1

FC PORTO: 1-1 / 5-1

BARREIRENSE: 9-0 / 1-2

V. SETÚBAL: 1-0 / 1-0

L. ÉVORA: 7-0 / 0-2

V. GUIMARÃES: 4-0 / 2-0

BOAVISTA: 3-3 / 1-1

SP. COVILHÃ: 3-0 / 0-0

ACADÉMICA: 5-0 / 1-0

ATLÉTICO: 3-0 / 2-0

BRAGA: 6-1 / 5-3

ESTORIL: 3-1 / 3-1

OS NOMES DOS CAMPEÕES NACIONAIS:

Albano, Aparício, Barros, Caldeira, Décio, Faustino, Galileu, Gervásio, Gilberto, Carlos Gomes, Jesus Correia, Juca, Martins, Mendonça, Oliveira, Pacheco, Passos, Rola, Travassos, Vasques, Veríssimo e Vicente. Treinador: Randolph Galloway

O plantel do Sporting que em 1952/53 alcançou pela segunda vez na sua história um tri-Campeonato Nacional. Mas o maior feito dos "leões" na principal prova do calendário português viria um ano mais tarde...

Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1952/53)


2ª Jornada

Benfica - Sporting: 2-3
Data: 5 de outubro de 1952
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Evaristo Santos (Setúbal)

Benfica: Bastos, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Moreira, Félix Antunes, Gonzaga, Arsénio, Vieira, José Águas, Caiado, e Rogério. Treinador: Alberto Zozaya

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Pacheco, Barrosa, Passos, Juca, Jesus Correia, Vasques, Martins, Travassos, e Albano. Treinador: Randolph Galloway

Golos: 0-1 (Jesus Correia, aos 50s), 0-2 (Vasques, aos 13m), 1-2 (José Águas, aos 39m), 2-2 (Arsénio, aos 43m), 2-3 (Vasques, aos 72m)

Inaugurado em 1952 o Estádio das Antas recebeu ao longo da sua vida centenas de emotivos clássicos. Na imagem o primeiro FC Porto - Sporting - referente ao campeonato nacional - realizado na citada catedral.  

4ª Jornada

FC Porto - Sporting: 1-1
Data: 19 de outubro de 1952
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Luís Vilaça (Lisboa)

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Eleutério, Correia, Albasini, Diamantino, Pedroto, Teixeira I, Monteiro da Costa, e Vieira. Treinador: Lino Taioli

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Passos, Pacheco, Veríssimo, Juca, Rola, Vasques, Martins, Gervásio, e Albano. Treinador: Randolph Galloway

Golos: 0-1 (Rola, aos 89m), 1-1 (Eleutério, aos 90m)
 Um lance do primeiro FC Porto - Benfica oficial ocorrido no Estádio das Antas.

6ª Jornada

FC Porto - Benfica: 2-1
Data: 2 de novembro de 1952
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Borques Leal (Lisboa)

FC Porto: Barrigana, Osvaldo, Carvalho, Joaquim, Correia, Albasini, Diamantino, Pedroto, Teixeira I, Monteiro da Costa, e Vieira. Treinador: Lino Taioli

Benfica: Bastos, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Moreira, Félix Antunes, Caiado, Martins, Arsénio, José Águas, Vieira, e Gonzaga. Treinador: Alberto Zozaya

Golos: 0-1 (José Águas, aos 32m), 1-1 (Diamantino, aos 33m), 2-1 (Monteiro da Costa, aos 77m)


15ª Jornada

Sporting - Benfica: 3-1
Data: 1 de fevereiro de 1953
Estádio Nacional (Lisboa)
Árbitro: Inocêncio Calabote (Setúbal)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Barros, Pacheco, Passos, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Rola, e Albano. Treinador: Randolph Galloway

Benfica: Bastos, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Moreira, Félix Antunes, Caiado, Rosário, Arsénio, José Águas, Vieira, e Rogério. Treinador: Alberto Zozaya

Golos: 0-1 (José Águas, aos 35m), 1-1 (Albano, aos 37m), 2-1 (Vasques, aos 60m), 3-1 (Rola, aos 87m)

 João Martins, jogador alentejano que ficou célebre por ter sido o autor do primeiro golo das competições da UEFA, teve uma tarde inesquecível a 15 de fevereiro de 53, data em que fez um poker (quatro golos) ao FC Porto do mestre Cândido de Oliveira.

17ª Jornada

Sporting - FC Porto: 5-1
Data: 15 de fevereiro de 1953
Estádio do Lumiar (Lisboa)
Árbitro: Abel Macedo Pires (Lisboa)

Sporting: Carlos Gomes, Caldeira, Barros, Pacheco, Passos, Juca, Galileu, Vasques, Martins, Mendonça, e Albano. Treinador: Randolph Galloway

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Carvalho, Eleutério, Correia, Pinto Vieira, Quim, Pedroto, Teixeira I, Monteiro da Costa, e Vieira. Treinador: Cândido de Oliveira

Golos: 1-0 (Martins, aos 22m), 1-1 (Quim, aos 27m), 2-1 (Martins, aos 36m), 3-1 (Martins, aos 41m), 4-1 (Martins, aos 76m), 5-1 (Albano, aos 88m)


19ª Jornada

Benfica - FC Porto: 2-1
Data: 1 de março de 1953
Campo Grande (Lisboa)
Árbitro: Cunha Pinto (Setúbal)

Benfica: Bastos, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Moreira, António Manuel, Ângelo, Vieira, Arsénio, José Águas, Caiado, e Rosário. Treinador: Ribeiro dos Reis

FC Porto: Barrigana, Virgílio, Osvaldo, Joaquim, Correia, Pinto Vieira, José Maria, Pedroto, Teixeira I, Monteiro da Costa, e Barros. Treinador: Cândido de Oliveira

Golos: 1-0 (Rosário, aos 8m), 2-0 (Caiado, aos 59m), 2-1 (Pedroto, aos 87m)

Melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época 1952/53:
Matateu (Belenenses): 29 golos


Campeonato Nacional da 2ª Divisão, Época 1952/53

CAMPEÃO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO: ORIENTAL

CLASSIFICAÇÃO GERAL SÉRIE A:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Salgueiros---18---12---2---4---38---22---26

2º Sanjoanense---18---12---0---6---43---20---24

3º Oliveirense---18---10---2---6---37---28---22

4º Leixões---18---9---4---5---46---34---22

5º Sp. Espinho---18---9---2---7---40---37---20

6º Tirsense---18---7---5---6---32---34---19

7º Chaves---18---6---3---9---31---40---15

8º Gil Vicente---18---5---4---9---24---36---14

9º Vianense---18---5---2---11---30---45---12

10º Famalicão---18---1---4---13---24---49---6

CLASSIFICAÇÃO GERAL SÉRIE B:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Acd. Viseu---16---12---4---0---43---7---28

2º Torreense---16---11---2---3---52---17---24

3º U. Coimbra---16---8---4---4---36---20---20

4º Caldas---16---8---3---5---36---21---19

5º Peniche---16---8---2---6---27---34---18

6º Naval 1º Maio---16---5---3---8---24---26---13

7º Sp. Lamego---16---3---2---11---21---44---8

8º Marialvas---16---1---5---10---7---35---7

9º Covilhanenses---16---1---5---10---9---51---7

CLASSIFICAÇÃO GERAL SÉRIE C:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º CUF---18---15---1---2---63---18---31

2º Oriental---18---14---1---3---61---25---29

3º Leões Santarém---18---11---2---5---43---32---24

4º Torres Novas---18---11---1---6---60---41---23

5º Casa Pia---18---8---0---10---35---44---16

6ºAlmada---18---5---4---9---26---38---14

7º Montijo---18---5---3---9---33---38---13

8º Luso Barreiro---18---6---1---11---30---54---13

9º Olivais---18---3---2---13---33---69---8

10º Arroios---18---2---3---12---21---46---7

CLASSIFICAÇÃO GERAL SÉRIE D:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Juv. Évora---18---14---2---2---50---19---30

2º Portimonense---18---12---2---4---62---27---30

3º U. Montemor---18---11---3---4---54---21---25

4º O Elvas---18---9---2---7---45---39---20

5º Portalegrense---18---8---2---8---37---35---18

6º Lusitano VRSA---18---8---1---9---35---58---17

7º Olhanense---18---6---3---9---37---35---15

8º São Domingos---18---3---4---11---19---41---10

9º Desp. Beja---18---4---2---12---21---53---10

10º E. Vendas Novas---18---4---1---19---19---51---9

APURAMENTO DA PROMOÇÃO ZONA NORTE

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Salgueiros---6---4---1---1---14---10---9

2º Torreense---6---3---1---2---14---10---7

3º Sanjoanense---6---3---0---3---9---9---6

4º Acd. Viseu---6---0---2---4---5---13---2

APURAMENTO DA PROMOÇÃO ZONA SUL

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Oriental---6---4---0---2---16---9---8

2º CUF---6---3---2---1---8---7---8

3º Juv. Évora---6---2---1---3---10---9---5

4º Portimonense---6---1---1---4---7---16---3

APURAMENTO DO CAMPEÃO

Oriental - Salgueiros*

*Resultado desconhecido

 Um momento para mais tarde recordar: A foto de família do Oriental campeão da 2ª Divisão em 1953



































































































CAMPEÃO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO: VILA REAL
Trás-os-Montes e Alto Douro também tem o seu nome gravado a letras de ouro na gloriosa história do futebol português, graças ao Sport Clube de Vila Real, o campeão nacional da 3ª Divisão de 1953

Taça de Portugal, Época 1952/53

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)


FC Porto - Boavista: 6-0 / 0-1

Barreirense - Belenenses: 2-1 / 1-0

V. Guimarães - Estoril: 2-3 / 3-2 / 1-0 (desempate)

L. Évora - Braga: 4-1 / 4-0

Sp. Covilhã - Atlético: 0-0 / 0-0 / 1-1 / 5-1 (desempates)

Sporting - Académica: 3-0 / 2-1

Benfica - V. Setúbal: 5-2 / 2-3

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Benfica - Barreirense: 6-0 / 1-0

FC Porto - Marítimo: 0-0 / 3-2

L. Évora - Sporting: 2-2 / (L.Évora vence por desistência do adversário no segundo jogo)

V. Guimarães - Sp. Covilhã: 5-1 / 0-3

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

FC Porto - L. Évora: 4-1 / 0-1

Benfica - V. Guimarães: 3-1 / 3-1

Final

Benfica - FC Porto: 5-0


Data: 28 de Junho de 1953

Estádio: Estádio Nacional, em Lisboa

Benfica: José Bastos, Artur Santos, Joaquim Fernandes. Francisco Moreira, Félix Antunes, Ângelo Martins, José Rosário, Arsénio Duarte, José Águas, Manuel Vieira e Rogério Carvalho. Treinador: Ribeiro dos Reis

FC Porto: Barrigana, Virgílio Mendes, Ângelo Carvalho, Eleutério, Correia, Pinto Vieira, Carlos Duarte, António Teixeira, Monteiro da Costa, José Maria, Carlos Vieira. Treinador: Cândido de Oliveira

Marcadores: Arsénio Duarte (3), José Águas, Rogério Carvalho

Na sua primeira presença numa final da Taça de Portugal o FC Porto foi esmagado pelo Benfica