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terça-feira, julho 26, 2022

Arquivos do Futebol Português (25)...

Uma das primeira equipas do Belenenses

23 de setembro de 1919 é uma data história para o desporto português. Não só para o futebol, mas para todo o nosso desporto de uma forma geral. Foi nesse dia, ou melhor nessa noite de verão, que o sonho daquele que foi considerado como o primeiro grande futebolista português se tornou em realidade, e dessa realidade nasceu um dos emblemas mais ilustres do nosso desporto: o Clube de Futebol "Os Belenenses".

Como já foi referido, estávamos no verão, estávamos num período de ressaca da I Guerra Mundial, e para os lados de Belém um grupo de futebolistas oriundos daquelas paragens, e que defendiam as cores de outros emblemas lisboetas, sonharam em fundar um clube do seu bairro, do seu berço, um clube de Belém. Entre esses futebolistas encontrava-se Artur José Pereira, o tal astro do então futebol luso, o nosso primeiro grande artista da bola, dizem muitos historiadores. Ele que nasceu ali, em Belém, e que enquanto futebolista brilhou ao serviço do União Belenense, na temporada de 1907/08, do Benfica entre as épocas de 1908/09 a 1913/14 (vencendo 3 campeonatos de Lisboa), e do Sporting, entre as temporadas de 1914/15 a 1918/19 (vencendo 2 campeonatos de Lisboa e 3 Taças de Honra). Foi num banco do jardim da Praça Afonso de Albuquerque que o sonho foi tornado em realidade, tendo Artur José Pereira, então com 30 anos de idade, juntamente com o seu irmão Francisco Pereira, aos quais se juntaram nomes como Carlos Sobral, Henrique Costa, Júlio Teixeira, Joaquim Dias, Júlio Teixeira Gomes, e Manuel Veloso, idealizado o tal clube com raízes em Belém. Até que em 23 de setembro de 1919 dá-se a fundação do clube, que com o passar dos anos, das décadas, se tornou num dos (4) grandes de Portugal, conquistado títulos e prestígio a nível nacional e internacional. As primeiras coroas de glória surgiram nas décadas de 20 e 30, quando os azuis - como ficaram conhecidos devido às suas cores - venceram por três vezes o Campeonato de Lisboa (1925/26, 1928/29 e 1931/1932) e o Campeonato de Portugal (1927, 1929 e 1933). Em 1946 o clube alcança aquele que é porventura o seu maior título, o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. O Belenenses tem ainda uma boa tradição na Taça de Portugal, troféu que conquistou em três ocasiões, nas temporadas de 1941/42, 1959/60 e 1988/89. Mas isto só no futebol, porque se alargarmos o leque para outras modalidades a palmarés do clube é abismal.

O primeiro jogo da história do (futebol do) Belenenses acontece a 9 de novembro de 1919, no Campo Grande, frente ao Vitória de Setúbal. Na foto que podemos ver acima está uma das primeiras equipas do clube, podendo ver-se, da esquerda para a direita, os seguintes nomes: Joaquim Rio, Carlos Sobral, Francisco Pereira, Aníbal dos Santos, Manoel Veloso, Mário Duarte, Arnaldo Cruz, Alberto Rio, Edmundo Campos, Romualdo Bogalho e Artur José Pereira. Este último jogador representou o clube que ajudou a fundar de 1919 a 1922.    

A equipa do Sporting, campeão de Lisboa em 1918/19

A época de 1918/19 fica ainda marcada, no que diz respeito ao futebol da capital, por um braço de ferro entre os dois outros grandes da capital, Benfica e Sporting, pela conquista do título regional. Este Campeonato de Lisboa foi um dos mais disputados de sempre, segundo reza a história, facto que pela primeira vez obrigou a que fosse realizada uma finalíssima para se encontrar o campeão. A prova foi discutida por cinco clubes, a saber, o Sporting, o Benfica, o CIF, o Império, e o Vitória de Setúbal, último emblema este que fazia a sua estreia nas 1.ª categorias ao nível do regional lisboeta. A competição foi disputada taco a taco entre os dois rivais - que cada vez mais o eram - Benfica e Sporting, embora na primeira volta a que juntar a esta dupla o Vitória sadino, que em época de estreia não perdeu um único encontro na primeira etapa do campeonato. O setubalenses perderam gás na segunda volta, deixando o caminho aberto para que benfiquistas e sportinguistas lutassem entre si sem qualquer oposição. Os dois clubes terminaram o campeonato empatados pontualmente, tendo a Associação de Futebol de Lisboa decidido desempatar a contenda com uma finalíssima, a qual acontecia pela primeira vez na história. A 14 de julho de 1919 teve lugar a primeira mão dessa finalíssima, disputada em casa dos encarnados, tendo o Sporting vencido por 1-0, com golo de Alfredo Perdigão, tendo a curiosa particularidade de neste encontro os leões terem alinhado durante 45 minutos com 10 elementos, pois Artur José Pereira atrasou-se e só jogou a etapa complementar! A segunda mão jogou-se no dia 20, do mesmo mês, sendo que o Spoting venceu novamente, deste feita por 2–1, num encontro marcado pela violência e com três expulsões, dizendo-nos a história que este jogo terminou com agressões por parte dos adeptos do Benfica a jogadores e dirigentes do Sporting após uma invasão de campo. Os leões eram assim campeões de Lisboa pela segunda vez na sua história, e Artur José Pereira despedia-se da melhor forma do emblema verde-e-branco, pois dali partira para fundar o Belenenses. Para a eternidade ficam os nomes dos sportinguistas campeões: Francisco Quintela, Carlos Fernando Silva, Amadeu Cruz, Jorge Vieira, João Francisco, Boaventura da Silva, Artur José Pereira, Joaquim Caetano, Torres Pereira, Francisco Stromp, Jaime Gonçalves, Jusa, Alfredo Perdigão, Alberto Loureiro, Marcelino Pereira, Alberto Rio, e John Armour.

segunda-feira, fevereiro 07, 2022

Arquivos do Futebol Português (21)...

Equipa do Sporting que em 1915 venceu o primeiro título do clube no futebol

O primeiro rugido do leão no futebol lisboeta

1915 é o ano em que o leão rugiu pela primeira vez mais alto que os seus rivais no contexto do futebol lisboeta. É o ano em que o futebol do Sporting conquista o seu primeiro grande título, o mesmo será dizer, o Campeonato de Lisboa. E fê-lo à custa de dois dos seus grandes rivais da época, o CIF e o Benfica. E passamos a explicar o porquê desta nota. Em relação aos primeiros, os sportinguistas reforçaram o seu já valioso grupo com três importantes jogadores do clube dos Pinto Basto, nomeadamente os ingleses John Armour e Standen, e ainda o português Boaventura da Silva. Isto, porque o CIF não participou na edição de 1914/15 do campeonato lisboeta, em virtude de muitos dos seus jogadores ingleses terem sido chamados para as trincheiras da I Guerra Mundial e deixado o clube órfão.

Em relação aos segundo rivais, realça-se a grande contratação de Artur José Pereira. Contratação é uma forma de dizer, pois tal como em 1907, quando o Sporting aliciou (com melhores condições) oito jogadores do então Sport Lisboa, entre estes os célebres irmãos "Catatatu", para o seu grupo, desta feita aproveitou desentendimentos entre a direção benfiquista e alguns jogadores para voltar a pescar no Campo de Sete Rios. Além de Artur José Pereira os leões foram buscar ao rival o guarda-redes Paiva Simões e o médio Francisco Viegas.

Artur José Pereira 
com a camisola
do Benfica...
Mas Artur José Pereira era o grande reforço, já que ele era tão somente a grande estrela do futebol português daquele tempo. Historiadores apontam-no, aliás, como o primeiro grande jogador que o nosso futebol conheceu. O primeiro grande ídolo das multidões.


Ele que nasceu a 16 de novembro de 1889, em Belém, tendo começado a sua carreira no União Belenense, em 1907. O seu virtuosismo levaram-no um ano mais tarde para o Sport Lisboa, de Cosme Damião, tendo de pronto chamado a si o protagonismo daquela equipa, na condição de primoroso médio/organizador de jogo. As suas características eram avançadas para aquele tempo, tendo sido descrito anos mais tarde pelo seu amigo Cândido de Oliveira como um jogador que  «possuía qualidades em que nenhum outro jogador o igualou, a maior de todas definida pela atitude artística. Era completíssimo, perfeitamente ambidextro e com potente remate com os dois pés; jogava primorosamente de cabeça; era um driblador estupendo e tudo isto valorizado por uma combatividade e uma coragem sem limites».

... do Sporting...
Ao serviço do Sport Lisboa, mais tarde batizado de Sport Lisboa e Benfica, Artur José Pereira foi quatro vezes campeão regional, entre 1908 e 1914. Desavenças com a direção benfiquista levaram-no então em 1915 a mudar-se de "armas e bagagens" para o rival Sporting, onde continuou o seu legado de enorme jogador. Ao lado de outros ícones leoninos como Jorge Vieira, os irmãos Stromp (Francisco e António), ou José Bentes, ajuda o Sporting a tornar-se numa temida máquina de bom futebol, contribuindo para a conquista de dois campeonatos regionais e de três Taças de Honra.

... e do Belenenses
Artur José Pereira era um apaixonado por Belém, o bairro que o viu nascer para a vida e para o futebol, e talvez tenha sido essa paixão, e ao mesmo tempo o seu espírito rebelde e ousado, que em 1919 decide deixar o Sporting para fundar o Clube de Futebol "Os Belenenses", num jardim da Praça Afonso de Albuquerque, numa noite de verão (23 de setembro). Entre os outros fundadores do hoje histórico clube da Cruz de Cristo encontravam-se nomes como Francisco Pereira (irmão do craque Artur José Pereira), Carlos Sobral, Joaquim Dias, Júlio Teixeira Gomes, Manuel Veloso, Romualdo Bogalho e Henrique Costa. Artur José Pereira cumpria assim o sonho de fundar um clube de Belém... em Belém, ficando então para a eternidade a seguinte frase da sua autoria: «Somos todos de Belém, porque havemos de jogar noutros?».  Além de notável atleta (representou o clube que ajudou a fundar nesta função ao longo de três temporadas), esta figura notabilizou-se ainda como dirigente e treinador dos Belenenses, tendo lançado muitos jogadores para a ribalta do futebol português.

Como treinador conquistou as primeiras coroas de glória para os "azuis", nomeadamente três Campeonatos de Portugal e quatro Campeonatos de Lisboa, tornando este emblema numa das maiores potências do nosso futebol. Para além disto, fez dupla com o seu amigo Cândido de Oliveira nos comandos da seleção nacional. Foi também um respeitado árbitro e sócio de mérito da Associação de Futebol de Lisboa (AFL). Retirou-se do futebol em 1937 por motivos de doença, vindo a falecer vitimado por tuberculose a 6 de setembro de 1943.

Mas voltemos ao título do Sporting no regional de 14/15, para referir que os leões  contabilizaram nove vitórias e apenas uma derrota, ficando em 1.º lugar, com 18 pontos, seguidos de perto do rival Benfica, com 16. Mais atrás ficaram Império, Cruz Quebrada e Lisboa FC.

O Sporting acabou a primeira volta do campeonato regional na frente, apesar da derrota em casa do rival Benfica, por 3-0, num jogo realizado a 17 de janeiro de 1915, e onde brilhou o benfiquista Rogério Peres, autor de dois golos.

A segunda volta abriu com o resultado mais volumoso obtido pelos leões neste campeonato, o 8-0 em casa do Império.

Sporting e Benfica disputavam o título de campeão "taco a taco" e talvez por isso tenhamos chegado à 10.ª e última jornada da prova com o campeão ainda por definir. Quem vencesse o dérbi disputado no Lumiar sagrava-se campeão. E venceu o Sporting, por 3-1, com golos de António e Franscico Stromp, e ainda de John Armour. Estava assim consumado o primeiro título do futebol leonino.  

Mas não se ficaria por aqui o clube verde-e-branco no que concerne a conquistas, já que nessa temporada a AFL organizou a primeira edição da Taça de Honra, uma prova a eliminar,  sendo que à semelhança do que havia feito no campeonato, o Sporting arrebatou o troféu às custas do rival Benfica, que em casa (Campo de Sete Rio) perdeu a final com os leões por 1-3.

Para a eternidade ficam os nomes dos homens que deram a primeira "dobradinha" da história do Sporting, a qual coincidiu com os primeiros títulos obtidos no futebol: Jorge Morice (guarda-redes), Paiva Simões (guarda-redes), Carlos Fernando Silva (guarda-redes), Amadeu Cruz (defesa), Jorge Vieira (defesa), Standen (defesa), Raul Barros (médio), Sebastião Campos (médio), Boaventura da Silva (médio), Artur José Pereira (médio), Theodoro Duarte (médio), Francisco Viegas (médio), António Stromp (avançado), João Bentes (avançado) , Francisco Stromp (avançado), António Rosa Rodrigues (avançado), Guilherme Morice (avançado), Jaime Gonçalves (avançado) e John Armour (avançado).

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Memórias lusitanas (2)...

Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Época 1935/36

CAMPEÃO NACIONAL: SPORT LISBOA E BENFICA

CLASSIFICAÇÃO GERAL:


CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Benfica---------14---8----5---1---44---23---21

2º FC Porto----------14---9----2---3---50---18---20

3º Sporting-----------14---8----2---4---41---31---18

4º Belenenses-------14---7---3---4---28---22---17

5º V. Setúbal--------14---7---2----5---32---26---16

6º Boavista----------14---4---3---7---24---39---11

7º Carcavelinhos----14---1---4---9---8---30---6

8º Académica -------14---1---1---12---13---51---3

OS RESULTADOS DO CAMPEÃO:

SPORTING: 4-2 / 3-1

FC PORTO: 5-1 / 2-2

BELENENSES: 0-0 / 1-3

V. SETÚBAL: 3-3 / 5-3

BOAVISTA: 2-2 / 8-2

CARCAVELINHOS: 0-0 / 2-1

ACADÉMICA: 6-2 / 3-1

OS NOMES DOS CAMPEÕES NACIONAIS: Gustavo, Gatinho, Albino, Alfredo Valadas, Gaspar, Domingos Lopes, Rogério, Vítor Silva, Xavier, Tavares, Torres, Correia, Cardoso, Baptista, Francisco Costa e Guedes. Treinador: Lipo Hertzka
Equipa do Benfica que conquistou o primeiro título de campeão nacional para o clube

Plantéis das equipas que disputaram a 1ª Divisão
 
FC Porto – Guarda-redes: Soares dos Reis e Romão. 
Defesas: Ernesto Santos, Avelino Martins, Carlos Alves e Jerónimo Faria. 
Médios: Francisco Castro, Ferenc Magyar, João Nova, Pocas, Acácio Mesquita, Valdemar Mota e Carlos Pereira. 
Avançados: Constantino, Lopes Carneiro, Pinga, Carlos Nunes, Raul Castro, António Santos, Álvaro Pereira e Carlos Mesquita. 
Treinadores: Joseph Szabo, Mihaly Siska e Ferenc Magyar.



Sporting – Guarda-redes: João Azevedo, Jaguaré de Vasconcelos e Artur Dyson. 
Defesas: João Jurado, Joaquim Serrano, António Serrano e Vianinha. 
Médios: Pires Rebelo. Pedro Ferreira, Rui de Araújo, Manuel Marques, Terruta, Mário Galvão, Joaquim Alcobia, José Carreira, João Correia, António Faustino e Raul Silva. 
Avançados: Vasco Nunes, Fernando, Costa, Rui Carneiro, Pedro Pireza, Manuel Soeiro, Abrantes Mendes, Francisco Lopes, Adolfo Mourão e Wilhelm Possak. 
Treinadores: Wilhelm Possak e Filipe dos Santos.



Belenenses – Guarda-redes: Capote e José Reis. 
Defesas: João Belo, Gaspar, António Jorge e José Simões. 
Médios: Lopes, Elias Lourenço, Teodoro, Luís Fernandes, Rodrigues Alves, Mariano Amaro, Jaime Viegas, Júlio Dias e Varela Marques. 
Avançados: Júlio de Sousa, Silva Marques, Armelim Pinto, Bernardo Soares, Perfeito Rodrigues, Rafael Correia, José Luís e João Custódio. 
Treinador: Artur José Pereira.





Vitória de Setúbal – Guarda-redes: Manuel Neves. 
Defesas: Álvaro Cardoso, António Vieira e António Zegres. 
Médios: Morais, Carlos Carvalho, António Figueiredo, António Guerreiro e Mário Silva. 
Avançados: Valido, João dos Santos, Joaquim Silva, Francisco Rodrigues, Mário Pité, Armando Martins, Aníbal Rendas, Rodrigues Jordão e João Cruz. Treinador: desconhecido.




Boavista – Guarda-redes: Dionísio, János Biri e Manuel Pesqueira. 
Defesas: César Machado, Óscar de Carvalho, António Cortez e Humberto Costa. Médios: Zeca Barros, Manuel Reis, José Monteiro, Adérito e Guimarães. 
Avançados: Nel, Laguna, Costuras, Antero Ferreira, Peseta e João Ferraz. 
Treinador: desconhecido.


 

Carcavelinhos – Guarda-redes: Carlos Madueño. 
Defesas: Américo Valente, Alexandre Almeida, Justo de Pinho e Vergilésio Bernardo. 
Médios: Carlos Pereira, Alberto Pinho, Miranda, Manuel Rita, António Esteves, Leitoguinho, Marques Pereira e Vitoriano Vieira. 
Avançados: João Venâncio, Álvaro de Sousa, João Gomes, Carlos Pratas, Azevedo, Vítor de Almeida, Joaquim Oliveira e Silva, Humberto de Sousa, Joaquim Quirino e Tomás Rodrigues. Treinador: desconhecido.
 
Académica – Guarda-redes: Barata, Luís Parreira, Diniz, Abreu e Tibério Antunes. 
Defesas: Pascoal, Cristóvão Lima, César Machado, Jaime Cabido e José Maria Antunes. 
Médios: Alexandre Portugal, Artur Ramos, Octaviano Oliveira, Bernardo Pimenta e Carlos da Silva. 
Avançados: Pinto, Toscano, Catela, Gerardo Maia, Mário Cunha, Rosa, Rui Cunha, António de Matos e Isabelinha. 
Treinador: Cristóvão Lima.


Clássicos do Futebol Português
(Jogos entre os Três Grandes - FC Porto, Benfica, e Sporting - no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1935/36)
1ª Jornada

Sporting - FC Porto: 3-2
Data: 12 de janeiro de 1936
Campo Grande (Lisboa)
Árbitro: Eduardo Augusto (Évora)

Sporting: Dyson, Jurado, Vianinha, Alcobia, Rui Araújo, Terruta, Mourão, Pireza, Possak, Soeiro, e Galvão

FC Porto: Soares dos Reis, Carlos Alves, Avelino, Nova, Carlos Pereira, Anjos, Raul, Valdemar, Acácio Mesquita, Pinga, e Carlos Nunes. Treinador: Joseph Szabo

Golos: 1-0 (Soeiro, aos 8m), 2-0 (Soeiro), 2-1 (Valdemar), 3-1 (Mourão), 3-2 (Pinga)

3ª Jornada

FC Porto - Benfica: 2-2
Data: 2 de fevereiro de 1936
Campo do Ameal (Porto)
Árbitro: Natividade Silva (Aveiro)

FC Porto: Soares dos Reis, Carlos Alves, Avelino, Nova, Carlos Pereira, Anjos, Raul, Valdemar, Acácio Mesquita, Pinga, e Carlos Nunes. Treinador: Joseph Szabo

Benfica: Tavares, Gatinho, Gustavo, João Correia, Albino, Gaspar Pinto, Domingos Lopes, Xavier, Vítor Silva, Rogério, e Valadas. Treinador: Lipo Hertzka

Golos: 0-1 (Vítor Silva, aos 7m), 0-2 (Xavier, aos 15m), 1-2 (Raul, aos 22m), 2-2 (Pinga, aos 43m)

Instinto matador do "leão" Soeiro não foi suficiente para impedir que o Benfica saisse do Campo Grande com um saboroso triunfo sobre o velho rival
6ª Jornada

Sporting - Benfica: 2-4
Data: 1 de março de 1936
Campo Grande (Lisboa)
Árbitro: David da Costa (Porto)

Sporting: Dyson, Jurado, Vianinha, Correia, Rui Araújo, Raul Silva, Mourão, Rui Carneiro, Possak, Soeiro, e Lopes. Treinador: Joseph Szabo

Benfica: Tavares, Gatinho, Gustavo, João Correia, Albino, Gaspar Pinto, Carlos Torres, Xavier, Vítor Silva, Rogério, e Valadas. Treinador: Lipo Hertzka

Golos: 0-1 (Raul Silva, aos 41m, na p.b.), 0-2 (Valadas, aos 43m), 1-2 (Mourão, aos 45m), 1-3 (Vítor Silva, aos 55m), 2-3 (Soeiro, aos 76m), 2-4 (Valadas, aos 89m)
Carlos Nunes foi o primeiro jogador a fazer um poker (quatro golos) num clássico do futebol português, facto ocorrido na 8ª jornada do Nacional de 35/36

8ª Jornada

FC Porto - Sporting: 10-1
Data: 22 de março de 1936
Campo do Ameal (Porto)
Árbitro: Henrique Rosa (Setúbal)

FC Porto: Soares dos Reis, Carlos Alves, Avelino, Nova, Carlos Pereira, Anjos, Lopes Carneiro, Valdemar, António Santos, Pinga, e Carlos Nunes. Treinador: Magyar

Sporting:  Dyson, Jurado, Vianinha, Correia, Rui Araújo, Galvão, Rui Carneiro, Pireza, Possak, Mourão, e Lopes. Treinador: Joseph Szabo

Golos: 1-0 (Pinga, aos 10m), 2-0 (Carlos Nunes, aos 17m), 2-1 (Possak, aos 18m), 3-1 (Lopes Carneiro), 4-1 (Valdemar), 5-1 (António Santos), 6-1 (Carlos Pereira), 7-1 (Carlos Nunes, aos 65m), 8-1 (Carlos Nunes, aos 70m), 9-1 (Carlos Nunes, aos 85m), 10-1 (Pinga, aos 90m)
Benfiquistas parecem dominar nas alturas mais um lance de um duelo que terminou com uma vitória expressiva dos lisboetas sobre os rivais do norte

10ª Jornada

Benfica - FC Porto: 5-1
Data: 5 de abril de 1936
Campo das Amoreiras (Lisboa)
Árbitro: Santos Palma (Santarém)

Benfica: Tavares, Gatinho, Gustavo, Raul Baptista, Albino, Rogério, Domingos Lopes, Xavier, Vítor Silva, Carlos Torres, e Valadas. Treinador: Lipo Hertzka

FC Porto: Romão, Carlos Alves, Avelino, Nova, Carlos Pereira, Álvaro Pereira, Lopes Carneiro, Valdemar, António Santos, Pinga, e Carlos Nunes. Treinador: Magyar

Golos: 1-0 (Carlos Torres, aos 12m), 2-0 (Vítor Silva, aos 14m), 3-0 (Vítor Silva, aos 25m), 4-0 (Carlos Torres, aos 30m), 4-1 (António Santos, aos 75m), 5-1 (Xavier, aos 87m)

13ª Jornada

Benfica - Sporting: 3-1
Data: 26 de abril de 1936
Campo das Amoreiras (Lisboa)
Árbitro: Gomes de Oliveira (Porto)

Benfica: Tavares, Gatinho, Gustavo, Rogério, Albino, Gaspar Pinto, Domingos Lopes, Xavier, Vítor Silva, Carlos Torres, e Valadas. Treinador: Lipo Hertzka

Sporting: Azevedo, Serrano, Vianinha, Correia, Rui Araújo, Raul Silva, Costa, Pireza, Soeiro, Mourão, e Lopes. Treinador: Joseph Szabo

Golos: 1-0 (Valadas, aos 32m), 2-0 (Valadas, aos 55m), 2-1 (Lopes, aos 59m), 3-1 (Valadas, aos 62m)

Melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1935/36:
Pinga (FC Porto): 21 golos

CAMPEÃO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO: OLHANENSE
  
CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 1 DA SÉRIE A:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Braga---4---4---0---0---10---1---8

2º Acd. Porto---4---1---0---3---6---8---2

3º Vianense---4---1---0---3---4---11---2

4º Ovarense*

*desistiu

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 2 DA SÉRIE A:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Leça---6---5---0---1---24---7---10

2º Vila Real---6---5---0---1---28---11---10

3º Ac. Viseu---6---2---0---4---13---27---4

4º Mirandela---6---0---0---6---6---26---0

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 1 DA SÉRIE B:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Salgueiros---8---5---1---2---25---13---11

2º U. Coimbra---8---4---1---3---21---21---9

3º Lusitano Vildemoinhos---8---4---0---4---21---21---8

4º Fafe---8---3---2---3---9---10---8

5º Sp. Espinho---8---1---2---5---7---18---4

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 2 DA SÉRIE B:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Leixões---6---5---1---0---23---5---11

2º V. Guimarães---6---4---1---1---23---5---9

3º Oliveirense---6---2---0---4---12---14---4

4º Atlético Coimbra---6---0---0---6---3---37---0

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 1 DA SÉRIE C:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º U. Lisboa---8---5---3---0---29---8---13

2º Estrela de Portalegre---8---2---4---2---13---10---8

3º Caldas---8---3---1---4---15---27---7

4º Leões de Santarém---8---1---4---3---11---14---6

5º Entroncamento---8---1---4---3---9---18---6

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 2 DA SÉRIE C:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Casa Pia---6---3---2---1---12---8---8

2º S. Domingos---6---2---3---1---12---10---7

3º Chelas---6---3---0---3---10---10---6

4º Acd. Santarém---6---1---1---4---6---12---3

5º Bombarralense*

*desistiu

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 1 DA SÉRIE D:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Barreirense---7---5---0---2---24---6---10

2º Luso---8---5---0---3---15---7---10

3º Poralegrense---7---3---1---3---9---16---7

4º Luso Beja---7---3---1---3---10---13---7

5º L. Évora---7---1---0---6---5---21---2

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO 2 DA SÉRIE D:

CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Olhanense---6---5---0---1---23---6---10

2º Farense---6---3---0---3---20---8---6

3º Juv. Évora---6---2---1---3---8---20---5

4º Portimonense---6---1---1---4---5---22---3

5º SL Beja*

*desistiu

APURAMENTO DO CAMPEÃO

PLAY-OFF SÉRIE A

Braga - Leça: 5-1 / 2-1


PLAY-OFF SÉRIE B

Salgueiros - Leixões: 6-1 / 1-3

PLAY-OFF SÉRIE C

U. Lisboa  - Casa Pia: 4-0 / 4-1

PLAY-OFF SÉRIE D

Barreirense - Olhanense: 1-5 / 0-1

Meias-finais

Braga - Salgueiros: 2-3

U. Lisboa - Olhanense: 1-2

Final

Olhanense - Salgueiros: 2-1

 Equipa do Sporting Clube Olhanense campeã nacional da 2ª Divisão de 1935/36