sexta-feira, julho 10, 2015

Mundial de Futebol de Praia/Portugal 2015 (2)...

Grupo A / 1ª Jornada

Argentina - Senegal: 4-3

Golos: Franceschini, F. Hilaire, Sirico, Minici /Balde (2), Ndour

Albicelestes não ganharam para o susto!...

Mundial de Futebol de Praia/Portugal 2015 (1)...

Grupo A /1ª Jornada

Portugal - Japão: 4-2

Golos: Madjer (2), Bé Martins, Alan / Haraguchi, Matsuo

Lusos enfrentam dificuldades para assegurar a primeira vitória no seu Mundial...

quarta-feira, julho 08, 2015

Histórias do Planeta da Bola (12)... A Taça Latina (parte I)

A Taça Latina
O sucesso obtido pela Taça Mitropa na década de 30 do século passado reacendeu o interesse dos povos do sul da Europa no sentido de erguer uma competição internacional ao nível de clubes. A primeira tentativa surgiu mesmo na época em que a competição idealizada pelo austríaco Hugo Meisl vivia a sua era dourada (1927-1939). Tentativa essa que foi feita pelo espanhol Alberto Fernàndez, um jornalista que na altura apresentou a ideia de criar uma competição extra-muros que agregasse a si as seleções do sul do Velho Continente, proposta que na época foi recebida com profundo desinteresse pelas federações, acabando por ficar metida na gaveta por mais de duas décadas. Altura em que outro espanhol voltaria à carga, agora com argumentos de maior peso, desde logo porque na memória da cada vez mais numerosa família futebolística europeia estava o êxito que havia sido gerado em torno da Taça Mitropa. Foi pois olhando para o sucesso angariado pela lendária competição da Europa Central que o presidente da Real Frederación Española de Fútbol, Alberto Muñoz Calero, colocou em cima da mesa o projeto de criar uma grande competição que reunisse os campeões nacionais de Espanha, França, Itália, e Portugal. Competição essa que seria então batizada de Taça Latina. Abra-se no entanto aqui uma parêntese para referir que muitos historiadores desportivos defendem que a ideia de criar a competição nasceu em Portugal, e cujo progenitor da ideia seria o histórico jogador, dirigente e jornalista Ribeiro dos Reis, figura que terá proposto aos jornais Os Sports e A Bola a criação de um torneio anual disputado entre os campeões dos dois países ibéricos – Portugal e Espanha.

São pois diferentes as versões sobre o nascimento de uma prova que iria ver a luz do dia em 1949, tendo ficado definido pelo comité organizador – numa reunião realizada em Barcelona a 2 de janeiro de 1949 – que o torneio seria disputado num único país e que o formato do mesmo seria composto por um sistema de eliminatórias, ou seja, meias-finais, jogo de apuramento dos 3º e 4º lugares, e final.



Alberto Muñoz Calero
Madrid e Barcelona foram então as cidades escolhidas para dar vida à 1ª edição da Taça Latina, que foi integrada pelo Barcelona, Stade Reims, Sporting, e Torino, campeões nacionais dos seus respetivos países. Os italianos surgiam em Espanha vestidos de luto, em consequência da tragédia ocorrida a 4 de maio desse ano de 1949, altura em que depois de um jogo amigável realizado em Lisboa, diante do Benfica, o avião que transportava a comitiva do Toro de regresso a casa embateu contra uma das torres da Basílica de Superga, vitimando todos os que seguiam a bordo. A tragédia chocou o Mundo, em especial o Planeta da Bola, já que aquele acidente fazia desaparecer a mais talentosa equipa italiana da época, e uma das mais fortes do Velho Continente, eternizada como Il Grande Torino. Órfão dos seus maiores craques foi com uma equipa constituída à base de jovens jogadores oriundos dos escalões de formação – com uma média de 17 anos de idade – que o Torino se apresentou em campo no dia 26 de junho, no Estádio Metropolitano, na capital espanhola, para defrontar os campeões de Portugal, o Sporting. Equipa esta onde brilhava um famoso quinteto avançado, conhecido como os Cinco Violinos. Fernando Peyroteo, Jesus Correia, Albano, Vasques, e Travassos formavam então o famoso quinteto que atuando no setor ofensivo do terreno de jogo ofereceu ao clube de Alvalade a glória na sequência de centenas de golos, saborosos títulos, e acima de tudo momentos deslumbrantes de futebol baseados num exímio entrosamento aliado a um elevado grau de qualidade futebolística de todos os seus elementos nunca dantes visto no desporto rei. Quem teve o privilégio de assistir aos recitais desta orquestra afirmava não ter dúvidas em rotular este como um dos períodos mais dourados do futebol português, e do Sporting em particular, lamentando apenas que estes cinco artistas não tenham tido a oportunidade de atuar juntos mais do que as três épocas em que fizeram furor de leão ao peito.

O famoso quinteto avançado do Sporting eternizado como os Cinco Violinos
Em Madrid os lisboetas encontraram um público hostil, que durante os 90 minutos mostrou uma vincada simpatia pelos jovens jogadores italianos, em claro sinal de solidariedade pelo que havia acontecido meses antes. Transalpinos que apesar da sua inexperiência venderam cara a derrota frente aos portugueses. 3-1 foi o resultado final deste duelo, sendo de destacar a exibição individual de Fernando Peyroteo, o temível matador dos leões, autor dos três golos da sua equipa, apontados aos 15, 26, e 48 minutos. Este último foi mesmo o último golo de Peyroteo com a camisola leonina, já que na temporada seguinte o famoso jogador decidiu deixar o clube após 12 gloriosas temporadas. 
 

Estanislao Basora
Na outra partida das meias-finais, disputada no Camp de Les Corts, em Barcelona, a equipa da casa não teve dificuldades em despachar os campeões de França, o Stade Reims, por 5-0. O resultado traduziu a superioridade evindenciada pelos catalães ao longo dos 90 minutos, sendo que ao intervalo o resultado até pecava por ser curto (2-0) em virtude da avalanche ofensiva que até então se havia verificado da parte dos campeões de Espanha. Seguer, aos seis minutos abriu, de cabeça, o marcador, e Nicolau, aos 25 minutos, aproveitou um erro do guardião Paul Sinibaldi para ampliar o score. Na etapa complementar César fez o gosto ao pé por duas ocasiões no espaço de 10 minutos e desde logo sentenciou a questão. Tempo houve ainda para os adeptos catalães vibrarem com mais um golo da sua equipa, da autoria de Canal, após um passe magistral de Seguer. No final do encontro o treinador dos franceses, Henri Roessier, lamentou o pesado resultado averbado pela sua equipa: «o 4-1 tinha sido melhor do que o 5-0». disse.

Uma semana mais tarde disputaram-se os dois últimos jogos desta primeira edição da Taça Latina. O primeiro colocou frente a frente em Les Corts (Barcelona) os derrotados das meias-finais, o Torino e o Stade Reims. Tal como haviam feito diante do Sporting os jovens italianos lutaram com bravura, apesar da sua inexperiência, postura que seria premiada com um triunfo por 5-3, garantindo assim o terceiro lugar.



O jornal A Marca titulando
o triunfo dos catalães
Em Madrid o Estádio de Chamartin acolheu 30.000 espetadores – onde entre os quais se destacou a presença do presidente da FIFA, Jules Rimet – que ali acorreram para assistir à grande final da competição. O Barça enfrentava aquela que muitos dos especialistas em matéria futebolística apontavam como a grande favorita ao triunfo final, a equipa do Sporting. A magnífica exibição coletiva dos leões – orientados pelo mestre Cândido de Oliveira – uma semana antes diante do Torino – sobretudo do seu quinteto ofensivo – havia deixado os espanhóis literalmente de boca aberta! Porém, e contrariamente ao sucedido ante o Torino, os portugueses encontraram muitas dificuldades para travar o ímpeto ofensivo do Barcelona. E não fosse uma soberba performance do guarda-redes Azevedo o Sporting teria saído de Chamartín humilhado. Logo aos 10 minutos do encontro Seguer abriu o marcador para os catalães, dando o melhor seguimento a um cruzamento de Basora. À passagem do minuto 26 Jesus Correia empatou a contenda após passe de Albano, repondo a igualdade com que se atingiu o descanso. Aos quatro minutos da segunda parte Basora recolocou o Barça na frente do marcador, o qual até final não mais se iria alterar, pese embora Jesus Correia tenha, já perto do final, desperdiçado uma ocasião soberana para voltar a igualar o encontro.

Na verdade, também o Barcelona teve algumas oportunidades para ampliar a sua vantagem, esbarrando sempre na verdadeira muralha em que se transformou Azevedo. De tal maneira que no rescaldo do jogo o herói da final, Basora, disse: «Azevedo tornou possível o equilíbrio de jogo a que o Sporting logrou chegar, mercê da confiança que as suas magníficas defesas lhe deu. Com outro guarda-redes, os portugueses ter-se-iam afundado na primeira meia-hora». Mesmo tendo conquistado o seu primeiro título internacional em casa do velho e eterno inimigo Real Madrid os jogadores do Barcelona seriam aplaudidos de pé pelo público, enquanto que os portugueses foram recebidos em Lisboa em apoteose pelos seus adeptos.

Nomes e números:

Meias-finais

Sporting (Portugal) – Torino (Itália): 3-1

Barcelona (Espanha) – Stade Reims (França): 5-0

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Torino (Itália) – Stade Reims (França): 5-3



O onze do Barcelona que em Madrid conquistou a 1ª edição da Taça Latina
Final

Barcelona (Espanha) – Sporting (Portugal): 2-1

Data: 3 de julho de 1949

Árbitro: Victor Sdez (França)

Estádio: Chamartin, em Madrid (Espanha)

Barcelona: Juan Zambudio Velasco, Francisco Calvet, Curta, Calo, Gonzalvo III, Gonzalvo II, Estanislao Basora, Josep Seguer, Josep Canal Viñas, César Rodríguez, e Alfonso Navarro. Treinador: Enrique Fernández Viola.

Sporting: João Azevedo, Octávio Barrosa, Manecas, Juvenal, Carlos Canário, Veríssimo, Jesus Correia, Manuel Vasques, Fernando Peyroteo, José Travassos, e Albano. Treinador: Cândido de Oliveira.

Golos: 1-0 (Seguer, aos 10m), 1-1 (Jesus Correia, aos 27m), 2-1 (Basora, aos 59m).

1950: Benfica vence a longa maratona de Lisboa


Rogério Pipi ergue
na tribuna do Estádio Nacional
a Taça Latina
Em 1950 foi a vez de Portugal, e a cidade de Lisboa, mais concretamente, receber a competição internacional. A capital lusa engalanou-se para receber os campeões nacionais de França, Espanha, e Portugal, respetivamente, o Bordéus, o Atlético de Madrid, e o Benfica, equipas às quais se juntou a Lazio, conjunto italiano que viajou para território luso em substituição do campeão de Itália de 49/50, a Juventus, que declinou o convite da organização. O Estádio Nacional, inaugurado seis anos antes, foi o palco escolhido para o desenrolar do certame. De referir que esta segunda edição ficou marcada pelo facto de alguns dos melhores jogadores dos combinados participantes, mais concretamente os das equipas espanhola e italiana, terem estado ausentes, uma vez que na mesma altura decorria do outro lado do Atlântico – no Brasil, mais precisamente – o Campeonato do Mundo da FIFA. Perante este facto a organização da Taça Latina abriu um precedente ao permitir que as equipas mais despidas de craques se reforçassem com jogadores de outros conjuntos.

E no dia 10 de junho, feriado em Portugal, as equipas do Benfica e da Lazio de Roma sobem ao bem tratado relvado da "sala de visitas" do futebol lusitano, o Estádio Nacional, para dar o pontapé de saída da 2ª edição da competição. Nesse dia, e mercê de uma magnífica exibição, os benfiquistas batem a squadra transalpina por expressivos 3-0, com golos de Carmona, Arsénio, e Rogério, todos apontados durante os primeiros 45 minutos. Vitória indiscutível, escreveram os analistas desportivos da época, ante uma Lazio visivelmente afetada pela ausência de alguns dos seus melhores atletas, que, como já referimos, se encontravam no Brasil ao serviço da seleção de Itália. Indiscutível seria também o triunfo dos franceses do Bordéus ante os espanhóis do Atlético de Madrid, por 4-2, duelo ocorrido nesse mesmo dia 10 de junho.

Benfica e Bordéus lutam pela posse do esférico na final de 50
Ao contrário do que se havia verificado na edição de estreia o jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares e a final foram disputados no dia seguinte!!! Esse dia 11 de junho começava com os madrilenos do Atlético a levarem para casa o 3º lugar depois de vencerem uma desoladora Lazio por 2-1.

E eis que finalmente Benfica e Bordéus entraram em cena para travar a primeira metade de uma batalha que haveria de ter contornos emocionantes. Os portugueses chegaram facilmente ao 2-0 nos instantes iniciais da contenda, graças à pontaria certeira de Arsénio e Corona, respetivamente aos 4 e 17 minutos. Porém, do outro lado da barricada estava um conjunto de fino recorte técnico que ainda antes do intervalo daria a volta ao marcador, graças a um bis de André Doye e a um remate certeiro de René Persillon a dois minutos dos 45. Seria então na condição de derrotado (2-3) que o Benfica voltaria ao campo para disputar a etapa final da empolgante batalha. Pegando nas rédeas do encontro os benfiquistas dominaram a seu bel-prazer os segundos 45 minutos, acabando por chegar ao justo golo do empate por intermédio de Rogério à passagem do 55. Face a esta igualdade as duas equipas tiveram de enfrentar um prolongamento de 30 minutos, tempo extra onde nada de novo surgiu, pelo que a organização agendou uma finalíssima para uma semana mais tarde.



A alegria dos benfiquistas
contrasta com
a tristeza de um francês
18 de junho foi então o dia do novo confronto, tendo o Estádio Nacional registado uma afluência de 20 000 espetadores, um número estranho para aqueles dias, já que a média de assistências do campeonato português não ultrapassava os 5 000 espetadores. Mas talvez "enfeitiçados" pelo espetáculo que Benfica e Bordéus haviam proporcionado uma semana estes 20 000 entusiastas terão pensado que as duas equipas pudessem prolongar aquela magia futebolística por mais 90 minutos... no mínimo. E não se enganariam, muito pelo contrário. Os lusos entraram melhor numa finalíssima que iria ficar gravada na Grande Enciclopédia do Futebol como um dos jogos mais dramáticos da história, enviando uma bola aos ferros da baliza francesa. Não marcaram os encarnados... marcaram os azuis de Bordéus quando o relógio marcava apenas 11 minutos de jogo, por intermédio de Kargu. A perder, os pupilos de Ted Smith partiram para cima do Bordéus com todas as suas forças e alma, valendo ao emblema gaulês uma soberba exibição do guardião do seu templo, o guarda-redes Astresses. O Benfica ia tentando sem êxito chegar ao golo, e além dos franceses enfrentava agora outro rival de peso, o relógio, que galgava a linha do tempo a um ritmo alucinante. Perante este cenário o público afeto ao Benfica ia perdendo a esperança de ver o seu clube triunfar na (já) prestigiada competição internacional... e quando muitos, com um ar cabisbaixo, já se encaminhavam para fora da catedral do futebol lusitano, Arsénio faz o golo do empate aos 89 minutos, provocando uma imediata explosão de alegria nos que teimaram em ficar sentados nas bancadas de pedra do Jamor até ao apito final. 
A equipa do Benfica que no relvado do Estádio Nacional conquistou o primeiro título internacional para o futebol português
O relógio marcava 90 minutos! Um golo apontado em cima da linha de meta que levaria as equipas para mais um prolongamento. 30 minutos onde nada se alterou, sendo que segundo os regulamentos da prova teria de ser jogado em seguida um pequeno prolongamento de 10 minutos para se encontrar o vencedor. Teimosamente as equipas permaneceriam empatadas nestes 10 minutos suplementares, pelo que tiveram se de jogar... mais 10 minutos! Também durante este novo período nada de relevante ocorreu no relvado do Jamor que aos poucos ia deixando de ser iluminado pelo sol. A noite espreitava sobre Lisboa numa época em que o principal estádio português não tinha iluminação artificial! E eis que no terceiro período de 10 minutos (!), numa altura em que os jogadores dos dois conjuntos há muito que tinham ficado sem forças, muitos já nem se mexiam (!), em que jogavam já quase sem luz solar, Julinho apareceu do nada para fazer o 2-1 e acabar de vez com aquela longa maratona futebolística.

Já tinham passado 143 minutos (!) desde que o árbitro dera início à finalíssima. Com o apito final a festa estalou. 265 minutos - no total dos dois jogos - haviam sido precisos para coroar o Benfica como a primeira equipa portuguesa a vencer uma competição internacional. O público invadiu o relvado para abraçar os jogadores que já não tinham forças para sequer erguer os braços em sinal de vitória. Um pouco a custo Rogério de Carvalho - também conhecido por Rogério Pipi - subiu a longa escadaria até à tribuna do Jamor para receber a Taça Latina de 1950. No fim o treinador inglês do Benfica, Ted Smith, disse que «em 20 anos de futebol nunca vi nada assim!».


Nomes e números

Meias-finais

Benfica (Portugal) – Lazio (Itália): 3-0

Bordéus (França) – Atlético de Madrid (Espanha): 4-2

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Atlético de Madrid (Espanha) – Lazio (Itália): 2-1

Final

Benfica (Portugal) – Bordéus (França): 3-3


Data: 11 de julho de 1950

Estádio: Nacional, em Lisboa (Portugal)

Árbitro: ?

Benfica: José Bastos, Jacinto, Joaquim Fernandes, Félix, Francisco Moreira, José da Costa, Rogério Pipi, Eduardo José Corona, Arsénio, Julinho, e Pascoal. Treinador: Ted Smith.

Bordéus: Jean-Guy Astresses, Manuel Garriga, Mérignac, Ben Kaddour M'Barek, Jean Swiatek, René Gallice, René Persillon, Mustapha Ben M'Barek, Édouard Kargu, Guy Meynieu, André Doye. Treinador: André Gérard.

Golos: 1-0 (Arsénio, aos 4m), 2-0 (Corona, aos 17m), 2-1 (Doye, aos 21m), 2-2 (Doye, aos 36m), 2-3 (Pesillon, aos 43m), 3-3 (Rogério, aos 55m).

Finalíssima

Benfica (Portugal) – Bordéus (França): 2-1

Data: 18 de julho de 1950

Estádio: Nacional, em Lisboa (Portugal)

Árbitro: Giacomo Bertolio (Itália)

Benfica: José Bastos, Jacinto, Joaquim Fernandes, Félix, Francisco Moreira, José da Costa, Rogério Pipi, Eduardo José Corona, Arsénio, Julinho, Rosário. Treinador: Ted Smith.

Bordéus: Jean-Guy Astresses, Manuel Garriga, Mérignac, Ben Kaddour M'Barek, Jean Swiatek, René Gallice, René Persillon, Mustapha Ben M'Barek, Édouard Kargu, Guy Meynieu, André Doye. Treinador: André Gérard.

Golos: 0-1 (Kargu, aos 11m), 1-1 (Arsénio, aos 89m), 2-1 (Julinho, aos 143m).

quarta-feira, julho 01, 2015

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (15)...

Final 

Suécia - Portugal: 0-0 (4-3 nas grandes penalidades)

Suecos conquistam um prémio (título) inédito após terem vencido a lotaria (das grandes penalidades)...

segunda-feira, junho 29, 2015

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (14)...

Meias-finais

Dinamarca - Suécia: 1-4

Golos: Bech / Guidetti, Tibbling, Quaison, Hiljemark

Suecos vencem duelo viking e asseguram presença no encontro mais desejado do Euro...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (13)...

Meias-finais

Portugal - Alemanha: 5-0

Golos: Bernardo Silva, Ricardo, Ivan Cavaleiro, João Mário, Ricardo Horta

Vendaval luso varreu com a Alemanha da final de Praga...

quinta-feira, junho 25, 2015

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (12)...

Grupo B / 3ª Jornada

Portugal - Suécia: 1-1

Golos: Gonçalo Paciência / Tibbling

Empate rasga sorrisos de felicidade nas duas seleções...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (11)...

Grupo B / 3ª Jornada

Inglaterra - Itália: 1-3

Golos: Redmond / Benassi (2), Belotti

Triunfo com sabor demasiado amargo para a Squadra Azzurra...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (10)...

Grupo A / 3ª Jornada

Dinamarca - Sérvia: 2-0

Golos: Falk, Fischer

Vikings conquistam primeiro lugar do grupo...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (9)...

Grupo A / 3ª Jornada

República Checa - Alemanha: 1-1

Golos: Krejci / Schulz

Igualdade deixa anfitriões pelo caminho...

segunda-feira, junho 22, 2015

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (8)...

Grupo B / 2ª Jornada

Itália - Portugal: 0-0

Portugal coloca Squadra Azzurra em apuros...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (7)...

Grupo B / 2ª Jornada

Suécia - Inglaterra: 0-1

Golo: Lingard

Britânicos alcançam balão de oxigénio em cima da meta...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (6)...

Grupo A / 2ª Jornada

Alemanha - Dinamarca: 3-0

Golos: Volland (2), Ginter

Mannschaft vence e arrepia caminho para a fase seguinte...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (5)...

Grupo A / 2ª Jornada

Sérvia - República Checa: 0-4

Golos: Kliment (3), Frydek

Tarde inspirada de Jan Kliment ajuda checos a recuperarem da escorregadela inicial...

sexta-feira, junho 19, 2015

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (4)...

Grupo B / 1ª Jornada

Inglaterra - Portugal: 0-1

Golo: João Mário

Exibição categórica dos lusos acabou com a resistência britânica...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (3)...

Grupo B / 1ª Jornada

Suécia - Itália: 2-1

Golos: Guidetti, Thelin / Berardi

Dez bravos suecos protagonizaram a primeira surpresa do Europeu...

quinta-feira, junho 18, 2015

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (2)...

Grupo A / 1ª Jornada

Alemanha - Sérvia: 1-1

Golos: Can / Djuricic

Divisão de pontos num duelo equilibrado com golos madrugadores...

Flashes do República Checa 2015/Europeu de Sub-21 (1)...

Grupo A / 1ª Jornada

República Checa - Dinamarca: 1-2

Golos: Kaderabek / Vestergaard, Sisto

Vikings derrubaram anfitriões na abertura do Euro...

quinta-feira, junho 11, 2015

Flashes Biográficos (2)... Jurgen Croy

Jurgen CROY (República Democrática Alemã): Nas suas quatro décadas de vida como nação independente a República Democrática Alemã (RDA) poucas ou nenhumas alegrias vivenciou dentro dos retângulos de jogo, contrariamente à sua vizinha e irmã República Federal da Alemanha (RFA), que enquanto país logrou vencer três títulos mundiais e dois Campeonatos da Europa. Passando de forma rápida os olhos pela história do futebol saltam-nos à vista um par de acontecimentos memoráveis para o futebol da hoje extinta RDA. E em ambos um homem esteve em destaque: Jurgen Croy. Guarda-redes de posição, Croy nasceu a 19 de outubro de 1946, em Zwickau, tendo ao longo de toda a sua carreira profissional – que durou mais de duas décadas, mais precisamente entre 1967 e 1985 – sido fiel ao emblema da sua cidade natal, o BSG Sachsenring Zwickau – hoje denominado de FSV Zwickau. Croy defendeu em mais de 370 jogos a baliza do BSG, tendo como pontos altos a conquista de duas taças da RDA (em 1967 e 1975). O amor ao clube da sua terra fez com que tivesse passado ao largo de uma grande carreira internacional, no que a clubes diz respeito, pois não foi por falta de qualidades que não defendeu as balizas de emblemas de maior nomeada da então RDA, casos do Dynamo Dresden, do Magdeburg, ou do Carl Zeiss Jena.
Denotando mestria entre os postes Croy foi por diversas vezes elogiado pela imprensa do seu país, que o chegou a comprar aos melhores guarda-redes internacionais de então, casos de Dino Zoff, ou Sepp Meier. Mas seria ao serviço da seleção da RDA que Jurgen Croy viveu os seus cinco minutos de fama no plano internacional. O primeiro dá-se em 1974, altura em que a RFA organizou o Campeonato do Mundo da FIFA, tendo o sorteio da fase de grupos ditado que as duas Alemanhas ficassem no mesmo grupo! Ironia do destino. Croy foi um dos selecionados pelo técnico Georg Buschner para esse certame, e mais do que isso um dos heróis que no dia 22 de junho de 74 subiram ao relvado (molhado) do Volksparkstadium, em Hamburgo, para participar no embate entre a RFA e a RDA. Um duelo de irmãos, ou inimigos, que terminou com o triunfo dos alemães de leste por 1-0, naquela que mais do que uma das maiores surpresas ocorridas em fases finais de Mundiais – já que pelo seu poderio a RFA era teoricamente favorita a vencer esta partida – constituiu-se como um dos dois momentos mais sublimes da história do futebol da RDA. O outro aconteceu dois anos mais tarde (1976), quando Georg Buschner comandou a seleção germânica de leste nos Jogos Olímpicos de Montreal. A caminhada dos alemães no torneio olímpico seria de glória, já que o ouro olímpico foi conquistado após um triunfo (3-1) sobre a Polónia numa final onde Croy esteve em grande destaque. Com um vasto leque de grandes defesas Jurgen Croy deu um forte contributo para que a RDA conquistasse o seu único título internacional.
Croy defendeu a baliza da RDA em 86 ocasiões, tendo sido ainda eleito futebolista do ano da Alemanha de Leste em três ocasiões (1972, 1976, e 1978).

Flashes Biográficos (1)... Manuel da Fonseca e Castro

Manuel FONSECA E CASTRO (Portugal): Não lograram atingir o estatuto de Deuses da Bola, nem ascenderam ao patamar das lendas, ou tão pouco conseguiram subir aos céus na qualidade de estrelas (cintilantes) do belo jogo, mas os seus nomes fazem igualmente parte da história da modalidade, quanto mais não seja com direito a um parágrafo ou uma mera linha na enciclopédia futebolística. É nesse sentido que inauguramos hoje uma nova vitrina, os Flashes Biográficos, que como o próprio nome indica serão pequenas biografias de figuras da bola que por breves momentos saíram do anonimato para o palco principal do universo futebolístico.
E abrimos este novo espaço com um homem do norte de Portugal, o primeiro jogador oriundo desta região a vestir a camisola da seleção nacional lusitana. Manuel da Fonseca e Castro de sua graça. Nasceu em Santo Tirso – presume-se que nos finais do século XIX ou inícios do século XX – e do pouco que se sabe a seu respeito foi um dos notáveis jogadores do Académico do Porto nos anos 20. Notável não se sabe se devido aos seus dotes enquanto talentoso avançado – a posição que ocupava em campo – ou se somente por ter sido o primeiro futebolista nascido no norte a vestir o manto sagrado da seleção nacional. Tal facto – histórico – aconteceu a 18 de junho de 1925, no Campo do Lumiar, em Lisboa, local onde a equipa das quinas defrontou a Itália naquele que era apenas o quinto jogo oficial da história da nação (futebolística) lusitana. E eis que depois de quatro derrotas nos quatro primeiros jogos diante da Espanha o combinado português obteve a primeira vitória (1-0) da sua história. Fonseca e Castro fez parte desse histórico momento, pese embora não tenha recebido as melhores críticas pelo seu desempenho no relvado do Lumiar. «Muitíssimo infeliz. A julgar pelo que fez nos treinos de Lisboa e das Caldas, deve ser atribuída a uma má tarde, a sua má exibição de quinta-feira. Talvez um tanto de nervosismo, proveniente da estreia», ou «... fraco, pouco estofo para jogos de responsabilidade», foram alguns do mimos que o jogador tirsense recebeu da imprensa desportiva após o célebre encontro internacional.
Críticas à parte o que é certo é que o jogador do Académico do Porto havia entrado para a história, não só porque fez parte do onze que ofereceu a primeira vitória da seleção, mas por ter sido então o primeiro nortenho a atuar pelo grupo nacional. Este duplo facto mereceu da parte do Académico uma atenção muito especial, já que a 5 de julho de 1925 o clube portuense organizou um banquete em homenagem a Fonseca e Castro, evento esse que teve lugar no majestoso Palácio de Cristal, na Cidade Invicta.

Equipa do Académico do Porto na temporada de 1926/27. Fonseca e Castro 
é o primeiro na fila de baixo a contar da direita para a esquerda


O avançado academista atuou em mais duas ocasiões pela seleção nacional: ante a Checoslováquia, numa partida ocorrida a 24 de janeiro no Campo do Ameal (Porto), e que terminou com uma igualdade a uma bola, e diante da França, a 18 de abril de 1926, em Toulouse, duelo que foi concluído com um robusto triunfo francês por 4-2. Desconhecendo se Fonseca e Castro seria um virtuoso da bola – pelas críticas conhecidas parece que não... – o que é certo é que ele era um gentleman dos relvados, um jogador correto e leal para com os seus adversários, e um defensor acérrimo do fair-play. A comprovar este facto está uma história curiosa, também ela de data desconhecida, mas que marca a história do próprio Académico do Porto, clube que sempre se pautou pela honestidade, dignidade, e cavalheirismo no seio do desporto. Reza então a história que em certo jogo – que os academistas precisavam de ganhar – Fonseca e Castro fez um golo, golo esse de pronto protestado pelos adversários que alegavam que a bola tinha estado fora das quatro linhas antes do avançado tirsense a introduzir na baliza. Perante o coro de protestos o árbitro da partida abeira-se de Fonseca e Castro para lhe perguntar se de facto a bola havia estado fora do campo antes deste a ter enviado para o fundo das redes. Com cavalheirismo e fair-play o jogador iria confirmar que de facto o esférico tinha estado fora, o que levou o juiz de imediato a invalidar um golo que acabaria por fazer falta ao Académico, uma vez que o emblema portuense perdeu o encontro em questão. Mas para Fonseca e Castro pior do que a derrota era a falta de honestidade e de caráter...