quarta-feira, março 08, 2023

Jogos Memoráveis (5)... Barreirense - Dínamo de Zagreb (Taça das Cidades com Feira 1970/71)

Lance do confronto entre Barreirense 
e Dínamo de Zagreb
O Barreiro reserva um lugar muito especial na história do futebol português, já que serviu de berço para alguns dos melhores jogadores lusos de sempre. Figuras como Joaquim Carvalho, João Azevedo, José Augusto, Fernando Chalana, ou João Cancelo são filhos do Barreiro que brilharam, ou brilham no caso do lateral direito Cancelo, no Planeta da Bola. O Barreiro é conhecida como a cidade onde se viveu a revolução industrial em Portugal, pela mão de Alfredo da Silva, o criador da CUF. E foi precisamente a CUF um dos dois principais responsáveis pelo boom desportivo que a cidade da margem sul do (rio) Tejo viveu nos anos 60 e 70 do século passado. Sobretudo no futebol, em que o Barreiro se exibiu em grande plano quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Ataque à baliza do Dínamo
Mas esta brilhante performance teve a mão de um outro símbolo incontornável da história desta cidade, o Futebol Clube Barreirense. Com 24 presenças no principal escalão do futebol português, o hoje centenário Barreirense - foi fundado em 1911 - escreveu páginas memoráveis na história do nosso futebol, sendo uma delas que vamos precisamente hoje recordar. Uma cintilante página que teve consequência na brilhante temporada de 1969/70, onde a turma do Barreiro alcançou a sua melhor classificação no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, um 4.º lugar, à frente de históricos como o Belenenses e o FC Porto. Desse grupo, orientado pelo Mestre da Tática Manuel Oliveira, faziam parte nomes como Chico Bolota, Carlos Azevedo, Artur Serra, João Carlos, Malagueta, entre outros, que ajudaram a qualificar o histórico emblema do Barreiro para as competições europeias da época seguinte, mais precisamente para a hoje extinta Taça das Cidades com Feira (TCcF). Naquela que seria a sua primeira e única aparição europeia, o Barreirense foi um dos clubes que participou na derradeira edição da TCcF, que daria o seu lugar, em 1971/72, à Taça UEFA, hoje em dia denominada de Liga Europa.

Quis o sorteio que o padrinho do Barreirense na alta roda do futebol internacional ao nível de clubes fosse o Dínamo de Zagreb, tão só uma das maiores potências da então Jugoslávia. Dínamo que ostentava já no seu palmarés um título continental, no caso a Taça das Cidades com Feira da época de 66/67, onde na final derrotaram os ingleses do Leeds United. Era pois um clube com pergaminhos europeus aquele que o Barreirense tinha pela frente, colocando aos portugueses a fasquia da dificuldade num nível alto.

Mas futebol é futebol, e tudo é possível, como ficou provado no jogo da 1.ª mão desta 1.ª eliminatória da TCcF. Jogo este que aconteceu no dia 16 de setembro de 1970, tendo como palco o Estádio D. Manuel de Melo, no Barreiro, que viveu uma autêntica tarde de festa. Disso dá conta o jornal A Bola, que no dia seguinte a este encontro trouxe uma extensa reportagem sobre a estreia do Barreirense na Europa do futebol.

A equipa do Barreiro que participou na Taça das Cidades com Feira em 70/71

«Foguetes, cabeçudos, tambores e uma infindável alegria foram o "folclore" do campo do Barreirense. Os jugoslavos ficaram surpreendidos com o ar festivo que por "tabela" os acolheu»
, podia ler-se numa foto-legenda publicada sobre esse encontro pelo jornal da Travessa da Queimada. Não era, contudo, a primeira vez que a cidade do Barreiro se vestia a preceito para acolher um jogo alusivo às eurotaças, visto que por duas ocasiões na década de 60 também a CUF havia entrado também em ação na TCcF.

Mas esta era a primeira vez do Barreirense, agora treinado pelo brasileiro Edsel Fernandes, o qual não teria muita sorte nesta sua aventura em terras lusas. O técnico, que fizera furor ao serviço América do Rio de Janeiro, saiu ao fim de oito jornadas a contar para o Nacional da 1.ª Divisão, deixando na altura o clube em último lugar da tabela classificativa, sendo substituído por Artur Quaresma.

Mas neste confronto com os jugoslavos ele estava no banco barreirense, a comandar uma equipa que na baliza tinha já uma promessa do futebol português, e que nos anos seguintes viria a tornar-se numa lenda. Manuel Bento, o seu nome. Então com 23 anos, o guardião, nascido na Golegã, iniciara a sua carreira como sénior ao serviço do Barreirense, transferindo-se para o Benfica dois anos mais tarde.

Também oriundo do América do Rio de Janeiro tinha chegado o defesa Nelinho, que na verdade teve uma passagem muito discreta por Portugal. Este jogador faria, porém, furor no regresso ao Brasil, onde defendeu com arte as cores do Cruzeiro e da seleção brasileira, que defendeu nos Mundiais de 1974 e de 1978.

Mas voltando à festa que na tarde de 16 de outubro de 70 estoirou no Barreiro, dizer que ela seria ainda maior no final do encontro, já que o Barreirense se agigantou e derrotou os teoricamente favoritos do Dínamo de Zagreb por 2-0.

Manuel Bento
Homero Serpa foi o jornalista encarregue de cobrir para A Bola este encontro,  escrevia que o Barreirense, «um bocadinho enervado como noivo que enfrenta a cerimónia nupcial, nunca quis ser uma equipa dominada, uma equipa que surge na Taça das Feiras só para "fazer calendário" e avisou os jugoslavos das suas intenções». E assim o fez perante um estádio quase repleto, não fosse a bancada sul apresentar algumas clareiras. Esta moldura humana resultou a boa quantia de 120 contos de receita. Números excelentes para a época. 

Apesar deste ímpeto inicial de querer vencer, o Barreirense acusou a estreia internacional, facto expresso nos números aparentemente curtos do triunfo. Pois se a tarimba internacional fosse outra, «os jogadores do Barreiro poderiam a estar hora estar tranquilamente deitando contas à vida adivinhando o nome do próximo adversário, se, realmente, possuíssem a seu favor a experiência, o calo, a rotina deste tipo de jogos. É que o triunfo, justo, justíssimo, não se alargou como devia, não criou amplitude porque vieram ao de cima em situações importantes da partida as inibições que adivinhamos possíveis no conjunto orientado por Edsel Fernandes», escrevia Homero Serpa quiçá adivinhando o vendaval que iria varrer com o Barreirense da Europa na viagem à então Jugoslávia. Este resultado foi digamos que lisonjeiro para um Dínamo que  de acordo com o jornalista não terá pesado bem o valor do futebol português daquele tempo, nem mesmo o facto de o Barreirense ter na época transata alcançado um brilhante 4.º lugar no campeonato nacional. No Barreiro, apareceu um Dínamo «confuso, surpreendido, indeciso, que deu a chance aos adversários, admitiu-lhes o futebol genicoso e apenas tentou contrapor-lhe uma monótona maneira de fazer passar o tempo, aguentando a bola ou mesmo fazendo-a passar os limites das quatro linhas».

Câmpora
As dimensões reduzidas do retângulo de jogo do Estádio D. Manuel de Melo também foram um obstáculo a uma equipa habitado a jogar em estádios bem maiores, como aquela turma jugoslava, que apresentou sérias dificuldades nas manobras ofensivas. Porém, Homero Serpa avisava que não contem com este Dínamo, a jogar a «20 à hora» na 2.ª mão, já que este não era o verdadeiro Dínamo de Zagred, sendo que o "original" iria na visão do jornalista jogar em sua casa e em grande velocidade um futebol largo que iria colocar sérias dificuldades aos portugueses. E na verdade, foi isso mesmo o que aconteceu. Mas voltemos ao jogo da 1.ª mão, em que o Barreirense na análise de Homero Serpa levou tempo a compreender que não se sentia bem em campo, que a equipa que surgiu no Barreiro era «uma desagradável surpresa» pelo pobre futebol exibido, e de maneira que quando o golo inaugural da partida apareceu «já os da casa haviam perdido por manifesto nervosismo duas oportunidades flagrantes». Mas o golo, «oportuno e merecido» lá surgiu à passagem do minuto 30 do primeiro tempo. O seu autor foi Serafim, sendo que o "desenho" deste tento foi feito da seguinte maneira pelo jornalista: «Câmpora, no meio campo do adversário, meteu muito bem a bola na frente de José Carlos. O extremo barreirense centro de cima da linha de cabeceira, Câmpora (já na zona central e perto da baliza) falhou o remate e entrou em luta com Ramljak, mas a bola ressaltou para Serafim que rematou forte e por alto».

Este golo galvanizou o Barreirense, que a partir daqui balanceou-se por completo ao ataque, "desenhando" no relvado «jogadas muito bem delineadas, conduzidas, por norma, pelos extremos que sempre tentaram concluí-las, metendo a bola nos pés ou na cabeça dos companheiros da zona frontal. Podemos dizer, sem sombra de favoritismo, aliás absolutamente descabido, que o Barreirense foi a única equipa organizada e com poder atacante durante todo o primeiro tempo», assim analisava Homero Serpa.    

O internacional brasileiro Nelinho com
o manto sagrado do Barreirense
O Barreirense corria, pois, à procura do segundo golo, uma toada em que se desenvolveu toda a segunda parte. Por sua vez, o Dínamo queimava o tempo conforme podia, sem chama e sem soluções para atacar com perigo a baliza de Bento. Nesta etapa complementar o Barreirense jogou com um 12.º jogador, isto é, o seu público, cerca de 7000 almas que por um lado percebendo a apatia dos jugoslavos, e por outro vendo a postura ofensiva da sua equipa, o querer em voltar a marcar, decidiu puxar pela equipa, empurrando-a ainda mais para a baliza de Fahrija Dautbegovic. Este apoio foi por ventura uma injeção de energia renovada para o Barreirense, que galvanizado pelos seus adeptos continuou ao ataque. Porém, o merecido segundo golo só chegaria ao cair do pano, por intermédio do Câmpora, um uruguaio que após a sua retirada do futebol adotou o Barreiro como a sua terra. «Faltava um minuto para a partida terminar, quando o Barreirense fez o 2-0. Livre junto à linha lateral do lado da bancada, apontado por Serra com um ligeiro toque a solicitar a intervenção do dinâmico José João. O jogador barreirense levou a bola, driblou em progressão, e mesmo de cima da linha de cabeceira tirou um centro com força. Falhanço do "keeper" e da defesa jugoslava, batida pela velocidade e trajetória da bola, e entrada rapidíssima, fulgurante de Câmpora a rematar sobre a linda de baliza». assim foi descrito por A Bola um golo que se tivesse aparecido mais cedo poderia ter levado o Barreirense a um resultado mais dilatado.

No rescaldo final desta histórica vitória da equipa da margem sul, Homero Serpa escrevia que acontecesse o que acontecesse nesta eliminatória entre o novato Barreirense e o experiente Dínamo de Zagreb, «uma verdade já é incontestável: a turma do Barreiro fez um excelente resultado, realizou uma bela partida e venceu com todo o merecimento. Foi uma estreia brilhante, tão brilhante que os jugoslavos, jogadores de categoria e habituados a competir a nível europeu, não conseguiram sequer empalidecer. Na história do glorioso Barreirense pode acrescentar-se este capítulo inédito. (...) O Barreirense jogou muito unido, muito apoiado, e magnificamente consciente da utilidade de cada pedra, dando-lhe o valor e o trabalho consequentes».

Nas cabines foram ouvidos alguns dos protagonistas deste embate, tendo Câmpora dito que «o jogo foi difícil. Não metemos mais golos porque também tínhamos de defender, mas lá fora os nossos golos valem dois e não devemos ficar em branco».

Aspeto da bancada do Estádio D. Manuel Melo
no dia do batismo europeu do Barreirense
Por sua vez, o brasileiro Nelinho, que havia entrado na segunda metade, não estava totalmente feliz: «Foi horrível a minha atuação. A equipa esteve bem eu é que estive mal». Já o treinador Edsel Fernandes disse que «o jogo foi o que se esperava, mas a minha equipa merecia melhor resultado.  Temos muitas possibilidades de passar a eliminatória». Enquanto o otimismo para o segundo encontro reinava na cabine portuguesa, no balneário dos visitantes pairava um certo fanfarronismo, a julgar pelas palavras do treinador Zlatko Cajkovski, que apesar de considerar o Barreirense como uma equipa aguerrida, anteviu desde logo que os portugueses não teriam a mínima hipótese em Zagreb. E estava tão certo. «O nosso desaire foi motivado, primeiro, pela adaptação difícil dos meus jogadores ao terreno, muito curto em relação ao nosso. Por outro lado, culpo os meus jogadores por não terem lutado tanto como o costume».

Esta vitória fica, naturalmente, para a história, mas seria demasiado curta para que o Barreirense prosseguisse o sonho europeu, já quem em Zagreb seria goleado por 6-1.

E para a história fica a ficha deste jogo do Barreiro, que teve arbitragem do francês  Georges Uhlén:

Barreirense: Manuel Bento, Artur Serra, Alfredo Bandeira, João de Almeida, Francisco Candeias (Luís Mira, 80), José João, Valter Costa (Nelinho, 57), João Carlos, José Carlos, Henrique Câmpora, e Serafim de Oliveira. Treinador: Edsel Fernandes.

Dínamo de Zagreb: Fahrija Dautbegovic, Zlatko Mesic, Mladen Ramljak, Branko Gracanin, Josip Lalic (Marijan Cercek, 46), Filip Blaskovic, Josip Gucmirtl, Daniel Piric, Krasnodar Rora, Josip Razic (Ivan Miljkovic, 63) e Drago Vabec. Treinador: Zlatko Čajkovski.

Vídeo: BARREIRENSE - DINAMO DE ZAGREB*

*Créditos: www.fcbarreirense.com

quinta-feira, fevereiro 16, 2023

Histórias do Futebol em Portugal (39)... Há 15 anos o Braga juntou aos 3 Grandes na glória europeia

Capitão Vandinho ergue
a última Taça Intertoto
No dia em que uma equipa portuguesa faz a estreia na Liga Conferência da UEFA - pelo menos na fase final da prova, ou neste caso na fase a eliminar rumo à final - recordámos uma conquista europeia à qual os adeptos do futebol português darão pouco crédito. E curiosamente a estreia na atual terceira competição uefeira é feita pelo mesmo que clube que em 2008 venceu a tal prova que nunca despertou grande interesse entre os apaixonados do fenómeno futebolístico. Esse emblema é o Sporting Clube de Braga e a competição em questão dá – ou deu, já que hoje em dia não mais figura no calendário do futebol continental – pelo nome de Taça Intertoto.

Esta conquista internacional confere ao Braga o direito de se juntar aos chamados 3 Grandes (FC Porto, Benfica, e Sporting) do nosso futebol na glória europeia, isto é, no rol dos clubes portugueses que já venceram uma prova (oficial) da UEFA.

Taça Intertoto: o que é (foi) isto?

Sem querer entrar em muitos detalhes da história da quase ignorada Taça Intertoto, apenas dizer que esta competição nasceu de uma ideia a três. Ernst Thommen, Eric Persen e Karl Rappan (o lendário treinador austríaco a quem muito apontam a paternidade do catenaccio) foram as cabeças pensadoras de um projeto que englobava apostas desportivas por um lado, e pelo outro realizar jogos entre equipas de vários países europeus em alturas de veraneio. Passamos a explicar. Sendo a altura de verão, sobretudo os meses de junho e julho, uma época de pouca ou nenhuma atividade futebolística na Europa, quer a nível interno, quer a nível externo, este trio de homens idealizou esta nova competição sobretudo com a ideia de conferir uma maior atividade às apostas desportivas num período em que o futebol estava de férias de verão.

Ou seja, nestes meses de junho e julho os jogos desta nova prova serviriam para preencher os boletins das apostas desportivas não só da Suíça – o país onde a ideia foi germinada – como noutros países da Europa, e desta forma suprimir a menor atividade no setor das apostas desportivas. E assim nasceu a Taça Internacional. O pontapé de saída foi dado na temporada de 1961/62, mas sem a tutela da UEFA, que negou organizar esta competição. Mais tarde, e devido à sua ligação às lotarias e apostas desportivas, a prova foi rebatizada, passando a denominar-se de Intertoto, por outras palavras, “Inter”, de Internacional; mais “Toto”, de Totobola.

O Braga que venceu a Taça Intertoto de 2008

A competição conheceu ao longo das primeiras décadas de vida inúmeras fórmulas ou sistema de desenvolvimento, sendo que numas épocas houve uma final e noutras os vencedores eram as equipas que venciam os vários grupos que integravam a Taça Intertoto de determinada época. Foi assim que o Sporting, o primeiro clube português a competir na Intertoto, e o Belenenses, se sagraram vencedores desta competição em 1968 e 1975, respetivamente. Contudo, e tendo em conta que a prova nestes anos não era oficializada pela UEFA estes títulos não constam do palmarés dos dois emblemas lisboetas.

Seria já anos 90, mais precisamente em 1995, que a UEFA por fim chamou a si a organização da Taça Intertoto, e oficializou desta forma a competição, agregando-a à Taça dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões, à Taça UEFA, e à Taça das Taças. O organismo máximo do futebol continental viu na Intertoto a forma de dar uma segunda oportunidade aos clubes que por via dos seus campeonatos não haviam conseguido a qualificação para as três principais competições europeias, e dessa forma, no verão, esses clubes tentavam através da Intertoto serem repescados/apurados para as taças uefeiras de maior cartaz. De 1995 até 2008, ano em que a prova foi extinta, o sistema de disputa da Taça Intertoto foi envolto em múltiplas “salgalhadas”, umas vezes com finais, outras só com meias-finais, e outras sem qualquer fase eliminatória, sendo que os campeões eram os clubes que vencessem a fase de grupos. Uma autêntica confusão que acelerou a morte da prova já no novo milénio, que, e diga-se na verdade, começou de igual modo a ter muitas dificuldades de enquadramento nos calendários cada vez mais apertados da UEFA – quer ao nível de clubes, quer de seleções. 2008 foi pois o fim para a Intertoto, mas foi o ano em que o Braga alcançou a glória europeia ao conquistar a derradeira edição do certame.

Como uma má prestação interna deu origem à glória externa…

Jorge Jesus foi o timoneiro
desta conquista
Bracarenses que na temporada europeia de 2007/08 haviam-se classificado em 7.º lugar do campeonato nacional e como tal falharam a qualificação para as competições europeias da época seguinte. Assim sendo, inscreveram-se na Taça Intertoto para corrigir a má posição no campeonato e desse modo continuar a sua ascensão europeia.

Jorge Jesus foi o treinador que dá início à curta e gloriosa caminhada dos bracarenses na prova, já que só foi preciso disputar apenas uma eliminatória a duas mãos para virem a ser declarados vencedores. O obstáculo do Braga nesta aventura europeia foram os turcos do Sivasspor, que em julho de 2008 foram duplamente derrotados pelos arsenalistas na 3.ª e derradeira ronda da Taça Intertoto desse ano. Com isto o Braga qualificava-se para a 2.ª pré-eliminatória da Taça UEFA de 08/09, prova onde viria a atingir os oitavos-de-final.

O Braga foi um dos 11 clubes (!) a vencer a última eliminatória da derradeira edição da Taça Intertoto, juntamente com Aston Villa, Grasshoppers, Elfsborg, Deportivo da Corunha, Rosenborg, Vaslui, Sturm Graz, Napóles, Stade Rennais, e Estugarda.

Mas como é que o Sporting de Braga foi declarado campeão da Intertoto? Simples, porque destas 11 equipas foi aquela que mais longe chegou na Taça UEFA de 08/09, aos tais oitavos-de-final, onde seria afastado pelo Paris Saint-Germain.

O troféu de campeão da Taça Intertoto de 2008 foi entregue aos minhotos precisamente no jogo da segunda mão com os parisienses, realizado em Braga, na noite de 19 de março de 2009.  

O relato da glória

Como já foi mencionado, o Sivasspor foi o adversário dos bracarenses na 3.ª ronda da Taça Intertoto de 2008, sendo que a primeira mão foi jogada a 20 de julho em Sivas, na Turquia. À boleia do site Mais Futebol vamos recordar na integra este encontro em que os bracarenses venceram por 2-0.

«O Sporting de Braga venceu este domingo (nota: 20 de julho) o Sivasspor, na Turquia, por 2-0, em jogo da Taça Intertoto, e praticamente garantiu a passagem à segunda pré-eliminatória da Taça UEFA. Roland Linz, em período de descontos da primeira parte, e Moisés, aos 78 minutos, fizeram os golos que permitiram aos bracarenses partir com uma vantagem de dois golos para o jogo da segunda-mão, que se disputa no próximo domingo em Braga.

O jogo foi próprio de início de temporada, jogado num ritmo lento, às vezes algo duro e sem grandes ocasiões de golo. A formação portuguesa teve a primeira oportunidade de golo, por Paulo César, logo aos dois minutos, mas o brasileiro atrapalhou-se quando estava isolado e acabou por perder a oportunidade de marcar. Depois disso o Sivasspor cresceu e pregou alguns sustos junto da baliza do guarda-redes Eduardo.

Sobre o intervalo, porém, o golo de Linz. Um golo fundamental no desenrolar do jogo. Wender marcou um livre, o guarda-redes turco deixou a bola passar-lhe por baixo do corpo e Linz encostou para o fundo das redes. Logo a seguir veio o intervalo e no regresso dos balneários, em vantagem, Jorge Jesus trocou o avançado Paulo César por Stélvio Cruz, dando mais força e capacidade defensiva ao meio-campo bracarense.

A partir daí o Sporting de Braga controlou o jogo. Apesar de ter maior domínio, os turcos só sobre a parte final do jogo obrigaram Eduardo a mais trabalho. Pelo meio Moisés fez o golo que praticamente acabou com a eliminatória. Um golo estranho. O central marcou de trás do meio-campo um livre bombeado, que o guarda-redes deixou que lhe batesse à frente e entrasse meio enrolado na baliza. Um frango monumental de Volkan». 

No encontro da Turquia, dirigido pelo árbitro escocês Douglas McDonalds, o Braga alinhou da seguinte forma: Eduardo; João Pereira, Moisés, Leone e Evaldo; Frechaut; Vandinho, Luís Aguiar (Matheus, 73m) e Wender (Filipe Oliveira, 90m); Paulo César (Stélvio, 46m) e Linz.


A 26 de julho jogou-se na Cidade dos Arcebispos a segunda mão da eliminatória, tendo os bracarenses obtido um novo triunfo, desta feita por 3-0. Na pedreira a TSF relatou o encontro da seguinte maneira:

«O Sporting de Braga assegurou, este sábado (nota: 26 de julho), a presença na pré-eliminatória da Taça UEFA em futebol, ao vencer por 3-0 os turcos do Sivasspor, em partida da segunda mão da terceira ronda da Taça Intertoto, disputada em Braga.

Depois dos 2-0 conseguidos no jogo da Turquia, há uma semana, os "arsenalistas" tinham caminho aberto para continuar na Europa e confirmaram-no com uma exibição e resultado que não deixam margem para dúvidas.

Praticamente com o mesmo "onze" utilizado no jogo da Turquia, onde apenas Matheus ocupou o lugar de Paulo César, o Braga entrou forte e no minuto inicial Linz não chegou a tempo para empurrar a bola para o fundo da baliza.

A subir um pouco de rendimento, os turcos tiveram, aos 28 minutos, a sua grande oportunidade para marcar, quando Sylla isolou Amoin Musa, mas este, na área, permitiu que Eduardo lhe roubasse a bola.

O Braga acabou por se adiantar "em cima da hora" para o intervalo, com Matheus, na área, a "fuzilar" para o fundo da baliza e a sentenciar a eliminatória.

A perder a eliminatória por 3-0, os turcos tiveram uma boa reentrada em jogo e, aos 46 minutos, obrigaram o guarda-redes Eduardo - uma das novidades nos bracarenses - a brilhar. Após um livre cobrado para a área o ex-setubalense defendeu para a frente, onde surgiu Bayar Faruk a rematar outra vez e o guarda-redes, no chão, esticou o braço esquerdo e evitou um golo que parecia certo.

O Sivasspor não marcou e acabou por sofrer o segundo golo aos 56 minutos, tendo Linz, à "boca" da baliza feito um golo fácil, após cruzamento de Wender.

Com tudo decidido, o Braga ainda beneficiou de uma grande penalidade, aos 68 minutos, por carga sobre Matheus na área dos turcos. Na conversão, Luís Aguiar fez o 3-0». 

Sob arbitragem do alemão Felix Brych, o Braga apresentou a seguinte formação: Eduardo, João Pereira, Moisés, Nuno Frechaut, Evaldo, André Leone, Luis Aguiar, Vandinho, Matheus (Stélvio, 71), Wender (Jorginho, 84), Roland Linz (Orlando Sá, 84).

segunda-feira, fevereiro 13, 2023

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (7)...

Final

Prince Moulay Abdellah Stadium

Real Madrid (Espanha) - Al Hilal (Arábia Saudita): 5-3

Golos: Vinícius Jr. (2), Valverde (2), Benzema / Vietto (2), Marega

Real Madrid leva com naturalidade mais um caneco para o seu museu... 

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (6)...

Jogo de apuramento dos 3.º e 4.º lugares

Prince Moulay Abdellah Stadium

Al-Ahly (Egito) - Flamengo (Brasil): 2-4

Golos: Abdelkader (2) / Gabriel Barbosa (2), Pedro (2)

Egípcios ofereceram o bronze ao Mengão... 

quinta-feira, fevereiro 09, 2023

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (5)...

Meias-finais

Prince Moulay Abdellah Stadium

Al-Ahly (Egito) - Real Madrid (Espanha): 1-4

Golos: Maâloul / Vinícius Jr., Valverde, Rodrygo, Arribas

Merengues abatem facilmente faraós e seguem para o jogo decisivo... 

quarta-feira, fevereiro 08, 2023

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (4)...

Meias-finais

Grand Stade de Tanger

Flamengo (Brasil) - Al Hilal (Arábia Saudita): 2-3

Golos: Pedro (2) / Al Dawsari (2), Vietto

Mengão cai com estrondo e falha contra todas as espectativas o assalto ao título mundial... 

segunda-feira, fevereiro 06, 2023

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (3)...

Jogo 3

Prince Moulay Abdellah Stadium

WAC (Marrocos) - Al Hilal (Arábia Saudita): 1-1 (3-4 nas grandes penalidades)

Golos: El Amloud / Kanno 

Sorte nada quis com os anfitriões... 

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (2)...

Jogo 2

Grand Stade de Tanger

Seattle Sounders (Estados Unidos da América) - Al-Ahly (Egito): 0-1

Golo: Afsha

Yankees tombam em cima da meta diante dos reis de África...

sexta-feira, fevereiro 03, 2023

Mundial de Clubes/Marrocos 2022 (1)...

Jogo 1

Grande Stade de Tanger

Al Ahly (Egito) - Auckland City (Nova Zelândia): 3-0

Golos: El Shahat, Sherif, Tau

Superiores em todos os aspetos faraós dão passo em frente no Mundial de Clubes... 

quarta-feira, janeiro 18, 2023

Lista de Campeões... Dinamarca

 

Campeões Nacionais

2026: AGF Aahrus
2025: FC Copenhaga
2024: FC Midtjylland
2023: FC Copenhaga
2022: FC Copenhaga
2021: Brondby
2020: FC Midtjylland
2019: FC Copenhaga
2018: FC Midtjylland
2017: FC Copenhaga
2016: FC Copenhaga
2015: FC Midtjylland
2014: Aalborg
2013: FC Copenhaga
2012: FC Nordsjaelland
2011: FC Copenhaga
2010: FC Copenhaga
2009: FC Copenhaga
2008: Aalborg
2007: FC Copenhaga
2006: FC Copenhaga
2005: Brondby

2004: FC Copenhaga

2003: FC Copenhaga
2002: Brondby

2001: FC Copenhaga
2000: Herfolge
1999: Aalborg
1998: Brondby

1997: Brondby

1996: Brondby
1995: Aalborg

1994: Silkeborg
1993: FC Copenhaga
1992: Lyngby
1991: Brondby

1990: Brondby
1989: Odense
1988: Brondby
1987: Brondby
1986: AGF Aarhus
1985: Brondby
1984: Vejle
1983: Lyngby
1982: Odense
1981: Hvidovre
1980: KB
1979: Esbjerg
1978: Vejle
1977: Odense

1976: B 1903
1975: Koge

1974: KB
1973: Hvidovre
1972: Vejle
1971: Vejle

1970: B 1903

1969: B 1903

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1967: AB
1966: Hvidovre

1965: Esbjerg
1964: B 1909

1963: Esbjerg

1962: Esbjerg
1961: Esbjerg
1960: AGF Aarhus
1959: B 1909

1958: Vejle

1957: AGF Aarhus
1956: AGF Aarhus
1955: AGF Aarhus
1954: Koge

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1952: AB

1951: AB

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1947: AB

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1944: Frem

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1941: Frem

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1936: Frem

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1934: B 93

1933: Frem

1932: KB 

1931: Frem

1930: B 93

1929: B 93

1928: Não se realizou 

1927: B 93

1926: B 1903

1925: KB

1924: B 1903

1923: Frem

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1919: AB

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1917: KB

1916: B 93

1915: Não se realizou

1914: KB

1913: KB