sexta-feira, setembro 28, 2012

A "Libertadores" em números (13)...

COPA LIBERTADORES

1972

1ª Fase

Grupo 1

Rosario Central (Argentina) - Independiente (Argentina): 2-2

Independiente Santa Fe (Colômbia) - Atlético Nacional  (Colômbia): 1-1

Independiente Santa Fe (Colômbia) - Rosario Central (Argentina): 0-0

Atlético Nacional (Colômbia) - Independiente (Argentina): 1-1

Independiente Santa Fe (Colômbia) - Independiente  (Argentina): 2-4

Atlético Nacional (Colômbia) - Rosario Central (Argentina): 0-1

Atlético Nacional (Colômbia) - Independiente Santa Fe (Colômbia): 0-1

Independiente (Argentina) - Rosario Central (Argentina): 2-0

Independiente (Argentina) - Independiente Santa Fe (Colômbia): 2-0

Rosario Central (Argentina) - Atlético Nacional (Colômbia): 3-1

Rosario Central (Argentina) - Independiente Santa Fe (Colômbia): 2-0

Independiente (Argentina) - Atlético Nacional (Colômbia): 2-0

Classificação

1-Independiente (Argentina): 10 pontos
2-Rosario Central (Argentina): 8 pontos
3-Independiente Santa Fe (Colômbia): 4 pontos
4-Atlético Nacional (Colômbia): 2 pontos

(Independiente qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 2

Barcelona Guayaquil (Equador) - América (Equador): 2-1

Oriente Petrolero (Bolívia) - Chaco Petrolero (Bolívia): 5-0

Chaco Petrolero (Bolívia) - Oriente Petrolero (Bolívia): 1-0

América (Equador) - Barcelona Guayaquil (Equador): 0-0

Chaco Petrolero (Bolívia) - Barcelona Guayaquil (Equador): 1-2

Oriente Petrolero (Bolívia) - América (Equador): 4-2

Oriente Petrolero (Bolívia) - Barcelona Guayaquil (Equador): 0-0

Chaco Petrolero (Bolívia) - América (Equador): 1-2

Barcelona Guayaquil (Equador) - Chaco Petrolero (Bolívia): 3-0

América (Equador) - Oriente Petrolero (Bolívia): 3-0

Barcelona Guayaquil (Equador) - Oriente Petrolero (Bolívia): 1-1

América (Equador) - Chaco Petrolero (Bolívia): 1-0

Classificação

1-Barcelona Guayaquil (Equador): 9 pontos
2-América (Equador): 7 pontos
3-Oriente Petrolero (Bolívia): 6 pontos
4-Chaco Petrolero (Bolívia): 2 pontos

(Barcelona Guayaquil qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 3

Atlético Mineiro (Brasil) - São Paulo (Brasil): 2-2

Olimpia (Paraguai) - Cerro Porteño (Paraguai): 1-1

São Paulo (Brasil) - Olimpia (Paraguai): 3-1

Atlético Mineiro (Brasil) - Cerro Porteño (Paraguai): 1-1

São Paulo (Brasil) - Cerro Porteño (Paraguai): 4-0

Atlético Mineiro (Brasil) - Olimpia (Paraguai): 0-0

São Paulo (Brasil) - Atlético Mineiro (Brasil): 0-0

Cerro Porteño (Paraguai) - Olimpia (Paraguai): 1-3

Olimpia (Paraguai) - Atlético Mineiro (Brasil): * Vitória atribuida ao Olimpia porque o Atlético ficou a certa altura do jogo reduzido a 6 jogadores

Cerro Porteño (Paraguai) - Atlético Mineiro (Brasil): 1-0

Cerro Porteño (Paraguai) - São Paulo (Brasil): 3-2

Olimpia (Paraguai) - São Paulo (Brasil): 0-1

Classificação

1-São Paulo (Brasil): 8 pontos
2-Olimpia (Paraguai): 6 pontos
3-Cerro Porteño (Paraguai): 6 pontos
4-Atlético Mineiro (Brasil): 4 pontos

(São Paulo qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 4

Universitario (Perú) - Alianza (Perú): 2-1

Unión San Felipe (Chile) - Universidad de Chile (Chile): 3-2

Universidad de Chile (Chile) - Alianza (Perú): 2-3

Unión San Felipe (Chile) - Alianza (Perú): 0-0

Universidad de Chile (Chile) - Universitario (Perú): 1-0

Unión San Felipe (Chile) - Universitario (Perú): 0-0

Alianza (Perú) - Universitario (Perú): 2-2

Universidad de Chile (Chile) - Unión San Felipe (Chile): 2-1

Alianza (Perú) - Unión San Felipe (Chile): 1-0

Universitario (Perú) - Unión San Felipe (Chile): 3-1

Alianza (Perú) - Universidad de Chile (Chile): 3-4

Universitario (Perú) - Universidad de Chile (Chile): 2-1

Classificação

1-Universitario (Perú): 8 pontos
2-Universidad de Chile (Chile): 6 pontos
3-Alianza (Perú): 6 pontos
4-Unión San Felipe (Chile): 4 pontos

(Universitario qualificou-se para a 2ª fase)
Grupo 5

Valencia (Venezuela) - Deportivo Italia (Venezuela): 1-1

Deportivo Italia (Venezuela) - Peñarol (Uruguai): 0-1

Valencia (Venezuela) - Peñarol (Uruguai): 1-2

Deportivo Italia (Venezuela) - Valencia (Venezuela): 2-0

Peñarol (Uruguai) - Deportivo Italia (Venezuela): 5-1

Peñarol (Uruguai) - Valencia (Venezuela): 4-1

Classificação

1-Peñarol (Uruguai): 8 pontos
2-Deportivo Italia (Venezuela): 3 pontos
3-Valencia (Venezuela): 1 ponto

(Peñarol qualificou-se para a 2ª fase)

Isento: Nacional (Uruguai)

2ª Fase

Grupo 1

Universitario (Perú) - Peñarol (Uruguai): 2-3

Universitario (Perú) - Nacional (Uruguai): 3-0

Nacional (Uruguai) - Peñarol (Uruguai): 1-1

Nacional (Uruguai) - Universitario (Perú): 3-3

Peñarol (Uruguai) - Universitario (Perú): 1-1

Peñarol (Uruguai) - Nacional (Uruguai): 0-3

Classificação

1-Universitario (Perú): 4 pontos
2-Nacional (Uruguai): 4 pontos
3-Peñarol (Uruguai): 4 pontos

(Universitario qualificou-se para a final por ter melhor goal-average)

Grupo 2

Barcelona Guayaquil (Equador) - Independiente (Argentina): 1-1

Barcelona Guayaquil (Equador) - São Paulo (Brasil): 0-0

Independiente (Argentina) - Barcelona Guayaquil (Equador): *Vitória atribuida ao Independiente por abandono do campo por parte do Barcelona Guayaquil

São Paulo (Brasil) - Barcelona Guayaquil (Equador): 1-1

São Paulo (Brasil) - Independiente (Argentina): 1-0

Independiente (Argentina) - São Paulo (Brasil): 2-0

Classificação

1-Independiente (Argentina): 5 pontos
2-São Paulo (Brasil): 4 pontos
3-Barcelona Guayaquil (Equador): 3 pontos

(Independiente qualificou-se para a final)

Final (1ª mão)

Universitario (Perú) - Independiente (Argentina): 0-0

Data: 17 de maio de 1972

Estádio: Nacional, em Lima (Perú)

Árbitro: Marques (Brasil)

Universitario: Ballesteros, Soría, Cuellar, Chumpítaz, Luna, Techera, Carbonell (Uribe), Castañeda, Ramírez, Rojas, Bailetti

Independiente: Santoro, Commisso, Sá, Garisto, Pavoni, Pastoriza, Raimondo, Semenewicz, Balbuena, Mircoli, Saggioratto (Bulla)

Final (2ª mão)

Independiente (Argentina) - Universitario (Perú): 2-1

Data: 25 de maio de 1972

Estádio: Cordero, em Avellaneda (Argentina)

Árbitro: Favilli Neto (Brasil)

Independiente: Santoro, Commisso, Sá, Garisto, Pavoni, Pastoriza, Raimondo, Semenewicz, Balbuena, Maglioni, Saggioratto (Mircoli)

Universitario: Ballesteros, Soría, Cuellar, Chumpítaz, Luna, Techera (Alva), Cruzado, Castañeda, Munante, Rojas, Ramírez (Bailetti)

Golos: 1-0 (Maglioni, aos 6m), 2-0 (Maglioni, aos 61m), 2-1 (Rojas, aos 79m)

A Copa estava de volta a Avellaneda, e para as mãos do clube mais titulado da história da competição (até aos dias de hoje), o Independiente. Este seria o primeiro título de uma sequência de quatro ceptros consecutivos alcançados pelo emblema argentino entre 1972 e 1975. Facto só por si extraordinário (!), e nunca mais repetido por outro clube das américas até ao presente.  

Melhores marcadores:
Rojas (Universitario), Ramirez (Universitario, sem imagem), Cubillas (Alianza), Toninho Guerreiro (São Paulo): 6 golos

quinta-feira, setembro 27, 2012

A "Libertadores" em números (12)...

COPA LIBERTADORES

1971

1ª Fase

Grupo 1

Sporting Cristal (Perú) - Universitario (Perú): 0-0

Boca Juniors (Argentina) - Rosario Central (Argentina): 2-1

Sporting Cristal (Perú) - Rosario Central (Argentina): 1-2

Universitario (Perú) - Rosario Central (Argentina): 3-2

Sporting Cristal (Perú) - Boca Juniors (Argentina): 2-0

Universitario (Perú) - Boca Juniors (Argentina): 0-0

Rosario Central (Argentina) - Universitario (Perú): 2-2

Boca Juniors (Argentina) - Sporting Cristal (Perú): 2-2*

Rosario Central (Argentina) - Sporting Cristal (Perú): 4-0

Boca Juniors (Argentina) - Universitario (Perú): *

Universitario (Perú) - Sporting Cristal (Perú): 3-0

Rosario Central (Argentina) - Boca Juniors (Argentina): *

*Nota: Na sequência dos incidentes verificados no jogo Boca Juniors - Sporting Cristal a CONMEBOL decidiu suspender o clube argentino para o resto da competição, não só atribuindo a vitória desse encontro ao Cristal mas também atribuindo os pontos aos adversários que iriam enfrentar o Boca até ao final do grupo.

Classificação

1-Universitario (Perú): 9 pontos
2-Rosario Central (Argentina): 7 pontos
3-Sporting Crsital (Perú): 5 pontos
4-Boca Juniors (Argentina): 3 pontos

(Universitario qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 2

Chaco Petrolero (Bolívia) - The Strongest (Bolívia): 1-2

Nacional (Uruguai) - Peñarol (Uruguai): 2-1

Chaco Petrolero (Bolívia) - Nacional (Uruguai): 0-1

The Strongest (Bolívia) - Peñarol (Uruguai): 1-2
   
Chaco Petrolero (Bolívia) - Peñarol (Uruguai): 1-1

The Strongest (Bolívia) - Nacional (Uruguai): 1-1

Peñarol (Uruguai) - Chaco Petrolero (Bolívia): 1-0

Nacional (Uruguai) - The Strongest (Bolívia): 5-0

Peñarol (Uruguai) - The Strongest (Bolívia): 9-0

Nacional (Uruguai) - Chaco Petrolero (Bolívia): 3-0

The Strongest (Bolívia) - Chaco Petrolero (Bolívia): 1-3

Peñarol (Uruguai) - Nacional (Uruguai): 0-2

Classificação

1-Nacional (Uruguai): 11 pontos
2-Peñarol (Uruguai): 7 pontos
3-Chaco Petrolero (Bolívia): 3 pontos
4-The Strongest (Bolívia): 3 pontos

(Nacional qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 3

Palmeiras (Brasil) - Fluminense (Brasil): 0-2
Deportivo Galicia (Venezuela) - Deportivo Italia (Venezuela): 3-3

Deportivo Galicia (Venezuela) - Palmeiras (Brasil): 2-3

Deportivo Italia (Venezuela) - Palmeiras (Brasil): 0-3

Deportivo Galicia (Venezuela) - Fluminense (Brasil): 1-3

Deportivo Italia (Venezuela) - Fluminense (Brasil): 0-6

Palmeiras (Brasil) - Deportivo Italia (Venezuela): 1-0

Fluminense (Brasil) - Deportivo Galicia (Venezuela): 4-1

Palmeiras (Brasil) - Deportivo Galicia (Venezuela): 3-0

Fluminense (Brasil) - Deportivo Italia (Venezuela): 0-1

Fluminense (Brasil) - Palmeiras (Brasil): 1-3

Deportivo Italia (Venezuela) - Deportivo Galicia (Venezuela): 3-2

Classificação

1-Palmeiras (Brasil): 10 pontos
2-Fluminense (Brasil): 8 pontos
3-Deportivo Italia (Venezuela): 5 pontos
4-Deportivo Galicia (Venezuela): 1 ponto

(Palmeiras qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 4

Cerro Porteño (Paraguai) - Guaraní (Paraguai): 1-1

Cerro Porteño (Paraguai) - Unión Española (Chile): 2-1

Guaraní (Paraguai) - Unión Española (Chile): 1-1

Cerro Porteño (Paraguai) - Colo Colo (Chile): 0-0

Guaraní (Paraguai) - Colo Colo (Chile): 2-0

Guaraní (Paraguai) - Cerro Porteño (Paraguai): 2-2

Colo Colo (Chile) - Unión Española (Chile): 1-2

Unión Española (Chile) - Guaraní (Paraguai): 2-1

Colo Colo (Chile) - Guaraní (Paraguai): 3-2

Unión Española (Chile) - Cerro Porteño (Paraguai): 0-0

Colo Colo (Chile) - Cerro Porteño (Paraguai): 1-0

Unión Española (Chile) - Colo Colo (Chile): 1-1

Classificação

1-Unión Española (Chile): 7 pontos
2-Cerro Porteño (Paraguai): 6 pontos
3-Colo  Colo (Chile): 6 pontos
4-Guarani (Paraguai): 5 pontos

(Unión qualificou-se para a 2ª fase)

Grupo 5

Atlético Junior (Colômbia) - Deportivo Cali (Colômbia): 2-1

Barcelona Guayaquil (Equador) - Emelec (Equador): 0-1

Barcelona Guayaquil (Equador) - Deportivo Cali (Colômbia): 1-0

Emelec (Equador) - Deportivo Cali (Colômbia): 3-1

Barcelona Guayaquil (Equador) - Atlético Junior (Colômbia): 3-1

Emelec (Equador) - Atlético Junior (Colômbia): 1-1

Atlético Junior (Colômbia) - Barcelona Guayaquil (Equador): 0-2

Deportivo Cali (Colômbia) - Emelec (Equador): 1-0

Atlético Junior (Colômbia) - Emelec (Equador): 0-0

Deportivo Cali (Colômbia) - Barcelona Guayaquil (Equador): 3-1

Deportivo Cali (Colômbia) - Atlético Junior (Colômbia): 2-0

Emelec (Equador) - Barcelona Guayaquil (Equador): 1-1

Classificação

1-Barcelona Guayaquil (Equador): 7 pontos
2-Emelec (Equador): 7 pontos
3-Deportivo Cali (Colômbia): 6 pontos
4-Atlético Junior (Colômbia): 4 pontos

Barcelona Guayaquil (Equador) - Emelec (Equador): 3-0*

*Play-off de desempate

(Barcelona qualificou-se para a 2ª fase)

Isento: Estudiantes (Argentina)

2ª Fase

Grupo 1

Universitario (Perú) - Palmeiras (Brasil): 1-2

Universitario (Perú) - Nacional (Uruguai): 0-0

Palmeiras (Brasil) - Nacional (Uruguai): 0-3

Palmeiras (Brasil) - Universitario (Perú): 3-0

Nacional (Uruguai) - Universitario (Perú): 3-0

Nacional (Uruguai) - Palmeiras (Brasil): 3-1

Classificação

1-Nacional (Uruguai): 7 pontos
2-Palmeiras (Brasil): 4 pontos
3-Universitario (Perú): 1 ponto

(Nacional qualificou-se para a final)

Grupo 2

Barcelona Guayaquil (Equador) - Estudiantes (Argentina): 0-1
 
Barcelona Guayaquil (Equador) - Unión Española (Chile): 1-0

Estudiantes (Argentina) - Barcelona Guayaquil (Equador): 0-1

Unión Española (Chile) - Barcelona Guayaquil (Equador): 3-1

Unión Española (Chile) - Estudiantes (Argentina): 0-1

Estudiantes (Argentina) - Unión Española (Chile): 2-1

Classificação

1-Estudiantes (Argentina): 6 pontos
2-Barcelona Guayaquil (Equador): 4 pontos
3-Unión Española (Chile): 2 pontos

(Estudiantes qualificaram-se para a final)

Final (1ª mão)

Estudiantes (Argentina) - Nacional (Uruguai): 1-0

Data: 26 de maio de 1971

Estádio: La Plata, em La Plata (Argentina)

Árbitro: Canessa (Chile)

Estudiantes: Leone, Aguirre Suárez, Togneri, Malbernat, Pachamé, Medina, Romeo, Echecopar, Rudzki (Bedogni), Verde, Verón

Nacional: Manga, Blanco, Ancheta, Masnik, Mujica, Montero Castillo, Espárrago (Mamelli), Maneiro, Prieto (Bareno), Artime, Morales.

Golos: 1-0 (Romeo, aos 60m)

Final (2ª mão)

Nacional (Uruguai) - Estudiantes (Argentina): 1-0

Data: 2 de junho de 1971

Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)

Árbitro: Favilli Neto (Brasil)

Nacional: Manga, Ubiña, Ancheta, Masnik, Blanco, Montero Castillo, Espárrago, Maneiro, Cubilla (Prieto), Artime, Morales

Estudiantes: Leone, Malbernat, Aguirre Suárez, Togneri, Medina, Pachamé, Echecopar, Romeo, Verde, Rudzki (Bedogni), Verón

Golos: 1-0 (Masnik, aos 28m)

Finalíssima

Nacional (Uruguai) - Estudiantes (Argentina): 2-0

Data: 9 de junho de 1971

Estádio: Estádio Nacional, em Lima (Perú)

Árbitro: Hormazabal (Chile)

Nacional: Manga, Ubiña, Ancheta, Masnik, Blanco, Montero Castillo, Espárrago, Maneiro (Mujica), Cubilla, Artime, Morales (Mamelli)

Estudiantes: Pezzano, Malbernat, Aguirre Suárez, Togneri, Medina, Pachamé, Romeo, Echecopar, Rudzki, Verde, Verón (Bedogni)

Golos: 1-0 (Espárrago, aos 22m), 2-0 (Artime, aos 65m)

Foi preciso recorrer a uma finalíssima para colocar um ponto final no reinado de três anos concesutivos dos Estudiantes de La Plata como soberano da Copa Libertadores. O feito pertenceu ao Nacional de Montevideu, clube que juntamente com o Peñarol divide os corações do povo uruguaio. Nesta edição a competição conheceu algumas novidades, desde logo o facto dos vencedores dos dois grupos da 2ª fase se apurarem automaticamente para a final, desaparecendo desta forma as meias-finais.

Melhores marcadores:

Artime (Nacional), Castronovo (Peñarol): 10 golos

A "Libertadores" em números (11)...

COPA LIBERTADORES

1970

1ª Fase

Grupo 1

Universitario (Bolívia) - Bolívar (Bolívia): 2-2

River Plate (Argentina) - Boca Juniors (Argentina): 1-3

Bolívar (Bolívia) - Boca Juniors (Argentina): 2-3

Universitario (Bolívia) - Boca Juniors (Argentina): 0-0

Universitario (Bolívia) - River Plate (Argentina): 0-2

Bolívar (Bolívia) - River Plate (Argentina): 1-1

Boca Juniors (Argentina) - Universitario (Bolívia): 4-0
River Plate (Argentina) - Universitario (Bolívia): 9-0

Boca Juniors (Argentina) - Bolívar (Bolívia): 2-0

River Plate (Argentina) - Bolívar (Bolívia): 1-0

Bolívar (Bolívia) - Universitario (Bolívia): 2-0

Boca Juniors (Argentina) - River Plate (Argentina): 2-1

Classificação

1-Boca Juniors (Argentina): 11 pontos
2-River Plate (Argentina): 7 pontos
3-Bolivar (Bolívia): 4 pontos
4-Universitario (Bolívia): 2 pontos

(Boca e River qualificaram-se para a 2ª fase)

Grupo 2

Deportivo Galicia (Venezuela) - Valencia (Vênezuela): 0-2

Nacional (Uruguai) - Peñarol (Uruguai): 1-1

Deportivo Galicia (Venezuela) - Nacional (Uruguai): 0-4

Valencia (Venezuela) - Peñarol (Uruguai): 0-0

Valencia (Venezuela) - Nacional (Uruguai): 2-5

Deportivo Galicia (Venezuela) - Peñarol (Uruguai): 0-1

Valencia (Venezuela) - Deportivo Galicia (Venezuela): 3-1

Peñarol (Uruguai) - Nacional (Uruguai): 0-0

Peñarol (Uruguai) - Deportivo Galicia (Venezuela): 4-1

Nacional (Uruguai) - Valencia (Venezuela): 1-0

Peñarol (Uruguai) - Valencia (Venezuela): 11-2

Nacional (Uruguai) - Deportivo Galicia (Venezuela): 2-0

Classificação

1-Nacional (Uruguai): 10 pontos
2-Peñarol (Uruguai): 9 pontos
3-Valencia (Venezuela): 5 pontos
4-Deportivo Galicia (Venezuela): 0 pontos

(Nacional e Peñarol qualificaram-se para a 2ª fase)

Grupo 3

Guaraní (Paraguai) - Olimpia (Paraguai): 1-0

Guaraní (Paraguai) - Rangers (Chile): 2-0

Deportivo Cali (Colômbia) - Universidad de Chile (Chile): 2-0

Olimpia (Paraguai) - Rangers (Chile): 5-1

América (Colômbia) - Universidad de Chile (Chile): 2-2

Olimpia (Paraguai) - Universidad de Chile (Chile): 1-1

América (Colômbia) - Rangers (Chile): 1-0

Guaraní (Paraguai) - Universidad de Chile (Chile): 1-0

Deportivo Cali (Colômbia) - Rangers (Chile): 3-2

Universidad de Chile (Chile) - Rangers (Chile): 2-1

Deportivo Cali (Colômbia) - América (Colômbia): 4-2

América (Colômbia) - Guaraní (Paraguai): 2-2

Deportivo Cali (Colômbia) - Olimpia (Paraguai): 0-1

Deportivo Cali (Colômbia) - Guaraní (Paraguai): 0-0

América (Colômbia) - Olimpia (Paraguai): 1-1

América (Colômbia) - Deportivo Cali (Colômbia): 2-4

Olimpia (Paraguai) - Guaraní (Paraguai): 0-0

Olimpia (Paraguai) - América (Colômbia): 1-0

Universidad de Chile (Chile) - Deportivo Cali  (Colômbia): 3-1

Rangers (Chile) - Deportivo Cali (Colômbia): 0-2

Guaraní (Paraguai) - América (Colômbia): 4-1

Olimpia (Paraguai) - Deportivo Cali (Colômbia): 5-1

Rangers (Chile) - América (Colômbia): 2-0

Universidad de Chile (Chile) - América (Colômbia): 2-1

Guaraní (Paraguai) - Deportivo Cali (Colômbia): 1-1

Rangers (Chile) - Universidad de Chile (Chile): 1-7

Universidad de Chile (Chile) - Olimpia (Paraguai): 2-1

Rangers (Chile) - Guaraní (Paraguai): 0-1

Rangers (Chile) - Olimpia (Paraguai): 4-4

Universidad de Chile (Chile) - Guaraní (Paraguai): 0-0

Classificação

1-Guarani (Paraguai): 15 pontos
2-Universidad de Chile (Chile): 13 pontos
3-Deportivo Cali (Colômbia): 12 pontos
4-Olimpia (Paraguai): 12 pontos
5-América (Colômbia): 5 pontos
6-Rangers (Chile): 3 pontos)

(Guarani e Universidad qualificaram-se para a 2ª fase)

Grupo 4

América (Equador) - Defensor Arica (Perú): 1-1

LDU Quito (Equador) - Universitario (Perú): 2-0

LDU Quito (Equador) - Defensor Arica (Perú): 1-2

América (Equador) - Universitario (Perú): 0-3

Universitario (Perú) - Defensor Arica (Perú): 2-1

LDU Quito (Equador) - América (Equador): 4-1

Defensor Arica (Perú) - América (Equador): 0-1

Universitario (Perú) - América (Equador): 3-0

Defensor Arica (Perú) - LDU Quito (Equador): 0-0

Universitario (Perú) - LDU Quito (Equador): 2-0

Defensor Arica (Perú) - Universitario (Perú): 1-1

América (Equador) - LDU Quito (Equador): 1-3

Classificação

1-Universitario (Perú): 9 pontos
2-LDU Quito (Equador): 7 pontos
3-Defensor Arica (Perú): 5 pontos
4-América (Equador): 3 pontos

(Universitario e LDU Quito qualificaram-se para a 2ª fase)

Isento: Estudiantes (Argentina)

2ª Fase

Grupo 1

Universitario (Perú) - Boca Juniors (Argentina): 1-3
        
Universitario (Perú) - River Plate (Argentina): 1-2

River Plate (Argentina) - Boca Juniors (Argentina): 1-0
 
Boca Juniors (Argentina) - Universitario (Perú): 1-0
 
River Plate (Argentina) - Universitario (Perú): 5-3
 
Boca Juniors (Argentina) - River Plate (Argentina): 1-1

Classificação

1-River Plate (Argentina): 7 pontos
2-Boca Juniors (Argentina): 5 pontos
3-Universitario (Perú): 0 pontos

(River qualificou-se para as meias-finais)

Grupo 2

LDU Quito (Equador) - Peñarol (Uruguai): 1-3

Guaraní (Paraguai) - Peñarol (Uruguai): 2-0

LDU Quito (Equador) - Guaraní (Paraguai): 1-0

Peñarol (Uruguai) - Guaraní (Paraguai): 1-0

Guaraní (Paraguai) - LDU Quito (Equador): 1-1

Peñarol (Uruguai) - LDU Quito (Equador): 2-1

Classificação

1-Peñarol (Uruguai): 6 pontos
2-Guarani (Paraguai): 3 pontos
3-LDU Quito (Equador): 3 pontos

(Peñarol qualificou-se para as meias-finais)

Grupo 3

Universidad de Chile (Chile) - Nacional (Uruguai): 3-0

Nacional (Uruguai) - Universidad de Chile (Chile): 2-0

Universidad de Chile (Chile) - Nacional (Uruguai): 2-1 (desempate)

Classificação

1-Universidad de Chile (Chile): 4 pontos
2-Nacional (Uruguai): 2 pontos

(Universidade qualificou-se para as meias-finais)

Isento: Estudiantes (Argentina)

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

River Plate  (Argentina) - Estudiantes (Argentina): 0-1/1-3

Universidad de Chile (Chile) - Peñarol (Uruguai): 1-0/0-2

Final (1ª mão)

Estudiantes (Argentina) - Peñarol (Uruguai): 1-0

Data: 21 de maio de 1970

Estádio: La Plata, em La Plata (Argentina)

Árbitro: Robles (Chile)

Estudiantes: Errea, Pagnanini, Spadaro, Togneri, Pachamé, Solari, Bilardo, Echecopar, Conigliaro, Flores (Rudzki), Verón

Peñarol: Pintos, Soria (González), Figueroa, Peralta, Martínez, Goncalvez, Viera, Lamas (Cáceres), Acuña, E.Onega, Lamberck

Golos: 1-0 (Togneri, aso 87m)

Final (2ª mão)

Peñarol (Uruguai) - Estudiantes (Argentina): 0-0

Data: 27 de maio de 1970

Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)

Árbitro: Larrosa (Paraguai)

Peñarol: Pintos, Soria (Speranza), Figueroa, Peralta, Martínez, Viera, Goncalvez, Lamas, E.Onega, Lamberck, Acuña

Estudiantes: Errea, Pagnanini, Spadaro, Togneri, Medina, Bilardo, Pachamé, Solari, Conigliaro (Aguilar), Echecopar (Rudzki), Verón

Como diz o ditado "não há duas sem três" e os Estudiantes levavam para La Plata pela terceiro ano consecutivo (!) a coroa de "rei das Américas" de futebol... o primeiro clube a alcançar tal façanha!

Melhor marcador:

Bertocchi (LDU Quito): 9 golos

A "Libertadores" em números (10)...

COPA LIBERTADORES

1969

1ª Fase

Grupo 1

Unión Magdalena (Colômbia) - Deportivo Cali (Colômbia):  2-2

Deportivo Italia (Venezuela) - Deportivo Canarias (Venezuela): 2-0

Deportivo Canarias (Venezuela) - Deportivo Cali (Colômbia): 1-1

Deportivo Italia (Venezuela) - Deportivo Cali (Colômbia): 2-1

Deportivo Canarias (Venezuela) - Unión Magdalena (Colômbia): 1-0

Deportivo Italia (Venezuela) - Unión Magdalena (Colômbia): 2-0

Deportivo Canarias (Venezuela) - Deportivo Italia (Venzuela): 1-1

Deportivo Cali (Colômbia) - Unión Magdalena (Colômbia): 3-1

Deportivo Cali (Colômbia) - Deportivo Italia (Venezuela): 3-0

Unión Magdalena (Colômbia) - Deportivo Canarias (Venezuela): 1-0

Unión Magdalena (Colômbia) - Deportivo Italia (Venezuela): 3-0

Deportivo Cali (Colômbia) - Deportivo Canarias (Venezuela): 2-0

Classificação

1-Deportivo Cali (Colômbia): 8 pontos
2-Deportivo Italia (Venezuela): 7 pontos
3-Unión Magdalena (Colômbia): 5 pontos
4-Deportivo Canarias (Venezuela): 4 pontos

(Deportivo Cali e Deportivo Italia qualificaram-se para a 2ª fase)

Grupo 2

Sporting Cristal (Perú) - Juan Aurich (Perú): 3-3
Universidad Católica (Chile) - Santiago Wanderers (Chile) : 1-3

Juan Aurich (Perú) - Universidad Católica (Chile): 2-4

Sporting Cristal (Perú) - Santiago Wanderers (Chile): 2-1

Sporting Cristal (Perú) - Universidad Católica (Chile): 2-0

Juan Aurich (Perú) - Santiago Wanderers (Chile): 3-1

Juan Aurich (Perú) - Sporting Cristal (Perú): 2-2

Santiago Wanderers (Chile) - Universidad Católica (Chile): 2-3

Universidad Católica (Chile) - Juan Aurich (Perú): 1-2

Santiago Wanderers (Chile) - Sporting Cristal (Perú): 2-0

Universidad Católica (Chile) - Sporting Cristal (Perú): 3-2

Santiago Wanderers (Chile) - Juan Aurich (Perú): 4-1

Classificação

1-Universidad Católica (Chile): 6 pontos
2-Santiago Wanderers (Chile): 6 pontos
3-Sporting Cristal (Perú): 6 pontos
4-Juan Aurich (Perú): 6 pontos

Play-off de desempate do grupo

Santiago Wanderers (Chile) - Sporting Cristal (Perú): 1-1

Universidad Católica (Chile) - Juan Aurich (Perú): 4-1

Sporting Cristal (Perú) - Universidad Católica (Chile): 1-2

Juan Aurich (Perú) - Santiago Wanderers (Chile): 0-1

Classificação

1-Universidad Católica (Chile): 4 pontos
2-Santiago Wanderers (Chile): 3 pontos
3-Sporting Cristal (Perú): 1 ponto
4-Juan Aurich (Perú): 0 pontos

(Universidad Católica e Santiago qualificaram-se para a 2ª fase)

Grupo 3

Cerro Porteño (Paraguai) - Olimpia (Paraguai): 4-1

Bolívar (Bolívia) - Litoral (Bolívia): 1-0

Litoral (Bolívia) - Olimpia (Paraguai): 0-3

Bolívar (Bolívia) - Cerro Porteño (Paraguai): 2-1

Litoral (Bolívia) - Cerro Porteño (Paraguai): 0-1

Bolívar (Bolívia) - Olimpia (Paraguai): 1-1

Litoral (Bolívia) - Bolívar (Bolívia): 1-1

Olimpia (Paraguai) - Cerro Porteño (Paraguai): 1-2

Cerro Porteño (Paraguai) - Bolívar (Bolívia): 1-1

Olimpia (Paraguai) - Bolívar (Bolívia): 4-0

Cerro Porteño (Paraguai) - Litoral (Bolívia): 6-0

Olimpia (Paraguai) - Litoral (Bolívia): 2-0

Classificação

1-Cerro Porteño (Paraguai): 9 pontos
2-Olimpia (Paraguai): 7 pontos*
3-Bolivar (Bolívia): 7 pontos*
4-Litoral (Bolívia): 1 ponto

*Play-off de apuramento para o 2º lugar

Olimpia (Paraguai) - Bolivar (Bolívia): 2-1

(Cerro e Olimpia qualificaram-se para a 2ª fase)

Grupo 4

Peñarol (Uruguai) - Nacional (Uruguai): 1-1

Deportivo Quito (Equador) - Barcelona Guayaquil (Equador): 1-0
 
Deportivo Quito (Equador) - Nacional  (Uruguai): 0-0
 
Barcelona -Guayaquil (Equador) - Peñarol (Uruguai): 0-2

Deportivo Quito (Equador) - Peñarol (Uruguai): 1-1

Barcelona Guayaquil (Equador) - Nacional (Uruguai): 1-1

Nacional (Uruguai) - Peñarol (Uruguai): 2-2

Barcelona Guayaquil (Equador) - Deportivo Quito (Equador): 0-0

Nacional (Uruguai) - Barcelona Guayaquil (Equador): 2-0

Peñarol (Uruguai) - Barcelona Guayaquil (Equador): 5-2

Nacional (Uruguai) - Deportivo Quito (Equador): 4-0

Peñarol (Uruguai) - Deportivo Quito (Equador): 5-2

Classificação

1-Peñarol (Uruguai): 9 pontos
2-Nacional (Uruguai): 8 pontos
3-Deportivo Quito (Equador): 5 pontos
4-Barcelona Guayaquil (Equador): 2 pontos

(Peñarol e Nacional qualificaram-se para a 2ª fase)

Isento: Estudiantes (Argentina)

2ª Fase

Grupo 1

Deportivo Italia (Venezuela) - Cerro Porteño (Paraguai): 0-0
Cerro Porteño (Paraguai) - Deportivo Italia (Venezuela): 1-0

Universidad Católica (Chile) - Deportivo Italia (Venezuela): 4-0

Universidad Católica (Chile) - Cerro Porteño (Paraguai): 1-0

Deportivo Italia (Venezuela) - Universidad Católica (Chile): 3-2

Cerro Porteño (Paraguai) - Universidad Católica (Chile): 0-0

Classificação

1-Universidad Católica (Chile): 5 pontos
2-Cerro Porteño (Paraguai): 4 pontos
3-Deportivo Italia (Venezuela): 3 pontos

(Universidad qualificou-se para as meias-finais)

Grupo 2

Santiago Wanderers (Chile) - Nacional (Uruguai): 1-1
 
Deportivo Cali (Colômbia) - Nacional (Uruguai): 1-5

Deportivo Cali (Colômbia) - Santiago Wanderers (Chile): 5-1

Nacional (Uruguai) - Santiago Wanderers (Chile): 2-0

Nacional (Uruguai) - Deportivo Cali (Colômbia): 2-0
  
Santiago Wanderers (Chile) - Deportivo Cali (Colômbia): 3-3

Classificação

1-Nacional (Uruguai): 7 pontos
2-Deportivo Cali (Colômbia): 3 pontos
3-Santiago Wanderers (Chile): 2 pontos

(Nacional qualificou-se para as meias-finais)

Grupo 3

Peñarol (Uruguai) - Olimpia  (Paraguai): 1-1

Olimpia (Paraguai) - Peñarol (Uruguai): 0-1

Classificação

1-Peñarol (Uruguai): 3 pontos
2-Olimpia (Paraguai): 1 ponto

(Peñarol qualificou-se para as meias-finais)

Isento: Estudiantes (Argentina)

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Universidad Católica (Chile) - Estudiantes (Argentina): 1-3/1-3

Nacional (Uruguai) - Peñarol (Uruguai): 2-0/0-1

Final (1ª mão)

Nacional (Uruguai) - Estudiantes (Argentina): 0-1

Data: 15 de maio de 1969

Estádio: Centenário, em Montevideo (Uruguai)

Árbitro: Massaro (Chile)

Nacional:  Manga, Ancheta, Em.Alvarez, Ubiña, Montero Castillo, Mujica, Prieto, Maneiro (Espárrago), Cubilla, Celio, Morales

Estudiantes: Poletti, Togneri, Aguirre Suárez, Madero, Malbernat, Bilardo, Pachamé, Flores, Rudzky (Ribaudo), Conigliaro, Verón

Golos: 0-1 (Flores, aos 66m)

Final (2ª mão)

Estudiantes (Argentina) - Nacional (Uruguai): 2-0

Data: 22 de maio de 1969

Estádio: La Plata, em La Plata (Argentina)

Árbitro: Delgado (Colômbia)

Estudiantes: Poletti, Togneri, Aguirre Suárez, Madero, Malbernat, Bilardo, Pachamé, Flores, Rudzky, Conigliaro, Verón

Nacional: Manga, Ubiña, Ancheta, Em.Alvarez, Mujica, Montero Castillo, Prieto, Espárrago, Cubilla, Garcia (Silveira), Morales

Golos: 1-0 (Flores, aos 22m), 2-0 (Conigliaro, aos 37m)

De forma invicta os Estudiantes de La Plata reconquistaram a Copa Libertadores em 1969. O emblema argentino vivia o período dourado da sua história, contabilizando em 69 o seu quarto troféu internacional de alto gabarito, o mesmo é dizer a Libertadores de 1968, a Copa Interamericana de 1969, e a pomposa Taça Intercontinental de 1968, esta última conquistada à custa do poderoso Manchester United. Mas a epopeia dos "estudiantes" não haveria de ficar por aqui, como mais à frente iremos ver.

Melhor marcador:

Ferrero (Santiago Wanderers): 9 golos


quarta-feira, setembro 05, 2012

Futebol nos Jogos Olímpicos (4)... Paris 1924

Paris, a deslumbrante capital francesa assistiu em 1924 a um dos mais belos capítulos da história do futebol mundial, orquestrado por um virtuoso conjunto de futebolistas oriundos de um pequeno país sul americano de apenas 3 milhões de habitantes que conferiram ao jogo um misto de arte e fantasia nunca dantes interpretado por nenhum outro artista do pontapé da bola. Um facto ocorrido debaixo dos holofotes dos Jogos Olímpicos do citado ano, numa cidade à qual foi dada uma espécie de segunda oportunidade para mostrar ao restante globo terrestre a sua eficiência - e merecimento - em dar vida àquele que era já de forma indiscutível um dos maiores eventos planetários. Nunca será demais relembrar que 24 anos antes Paris tinha sedeado a II edição das Olímpiadas da Era Moderna, certame inserido no programa da Exposição Universal que em 1900 teve lugar na "cidade luz" e que seria rotulado como um profundo fracasso, desde logo pela razão de que não tinha sido mais do que um mero apontamento de entretenimento paralelo da dita exposição. Querendo apagar essa - má - imagem o recriador dos Jogos Olímpicos, e na época presidente do Comité Olímpico Internacional, o barão Pierre de Coubertin, fez de tudo - fazendo frente a inúmeras vozes de oposição - para que a sua cidade natal pudesse voltar a sedear os Jogos. A batalha seria ganha, e Paris tratou desde logo de se preparar para não repetir os erros cometidos em 1900. Foram construídas diversas infraestruturas desportivas, sendo a mais vistosa de todas elas o magnífico Estádio des Colombes, o local idealizado para acolher a esmagadora maioria das modalidades dos Jogos de 1924. Novidade seria a edificação de uma aldeia olímpica, uma espécie de complexo habitacional onde os atletas das nações participantes ficariam instalados. Atletas que seriam aproximadante 3100, em representação de 44 países, um número recorde na história da competição até então. E recorde seria igualmente o número de participantes no torneio olímpico de futebol, 22 em termos exatos, mais 8 que aqueles que tinham marcado presença quatro anos antes em Antuérpia, numa demonstração clara da popularidade que o torneio ia angariando de edição para edição entre as nações. A corrida ao título mundial - não será demais recordar que era desta forma que o torneio olímpico era encarado pela família do futebol - teve início a 25 de junho de 1924, quando no Stade des Colombes mediram forças duas potências futebolísticas da época - e cujo poder continua a ser bem evidente nos dias de hoje -, mais precisamente a Espanha e a Itália. Espanhóis que continuavam a ter como grande estrela o guarda-redes Ricardo Zamora, o qual 4 anos antes havia tido um papel fundamental na conquista da medalha de prata pelo combinado ibérico nos Jogos Olímpicos de Antuérpia. Do lado transalpino as luzes da ribalta focavam-se sobretudo no treinador Vittorio Pozzo, lendário mestre da tática que procurava apagar a má imagem deixada pela "squadra azzurra" no Torneio Olímpico de 1912, em Estocolmo, onde havia caído de forma prematura e surpreendente aos pés da frágil Finlândia. Em Paris a Itália mostrou outra atitude, e essencialmente talento futebolístico, pese embora tivesse de suar a camisola para afastar a forte e aguerrida seleção espanhola da 1ª eliminatória dos Jogos de 1924. Numa partida marcada pelo equilíbrio valeu à Itália o infortúnio do defesa espanhol Pedro Vallana, que aos 84 minutos do duelo traiu o seu companheiro Zamora ao introduzir o esférico na sua baliza e desta forma apontar o único golo da contenda, o qual garantia aos pupilos de Pozzo o passaporte para a ronda seguinte. Ainda no dia 25 deu-se a estreia de duas seleções em andanças olímpicas, nomeadamente a Suíça e a Lituânia. Foram mais felizes, muito mais na verdade, os helvéticos, que comandados pela sua estrela-mor Max Abegglen esmagariam a equipa do leste europeu por 9-0 (!), com destaque para o próprio Abegglen, autor de 3 golos, e de Paolo Sturzenegger, autor de 4 remates certeiros. Mas a epopeia suíça não se ficaria por aqui, como mais à frente iremos ver.
Sem dificuldades a Checoslováquia - uma das surpresas das Olímpiadas de 1920 - derrotou a estreante Turquia por 5-2, enquanto que no derradeiro jogo do dia os Estados Unidos da América - também eles a fazerem a sua estreia em matéria de Torneio Olímpico - batiam a Estónia por 1-0, graças a um golo de Andrew Stradan.

Mágicos uruguaios entram em ação

E no dia 26 de junho de 1924 o mundo do futebol iria sofrer uma verdadeira revolução... no bom sentido. Neste dia, que haveria de ter contornos célebres, entrou em ação o estreante Uruguai, pequeno país da América do Sul cujo futebol era uma verdadeira incógnita para as restantes seleções presentes. Dizer que com a entrada em cena dos uruguaios e dos norte-americanos, na véspera, o Torneio Olímpico abria assim as suas portas a países de fora da Europa e de África, tornando-se assim e agora num verdadeiro Campeonato do Mundo. Conforme já foi referido pouco ou quase nada se sabia dos uruguaios, sabendo-se somente que eram os reis do desconhecido reino futebolístico da América do Sul a julgar pelas 4 Copas América - em 7 edições disputadas até à data - que ostentavam no seu currículo. Mas isso não significava nada para os europeus, cientes da sua mestria da arte de manusear a bola.
Assim terão pensado inicialmente os jugoslavos, os oponentes do Uruguai na 1ª eliminatória dos Jogos de Paris, conforme recordou anos mais tarde o mítico jornalista uruguaio Eduardo Galeano, ao contar que aquando do visionamento de um treino da seleção sul-americana os espiões jugoslavos - jogadores e equipa técnica - terão desatado à gargalhada após verem in loco a falta de jeito dos seus adversário para com a bola. Bolas chutadas para as bancadas, choques atabalhoados entre os jogadores e dezenas de passes errados fizeram crer ao conjunto europeu que passar à fase seguinte seria uma tarefa mais do que fácil peramte os aparentemente toscos uruguaios. Mas só aparentemente, porque na realidade esta fraca performance patenteada no treino não foi mais do que uma tática para enganar os jugoslavos, na tentativa de os fazer acreditar que a vitória era mais do que certa perante tamanha falta de jeito. Tática essa que resultou em pleno, tendo a Jugoslávia entrado em campo totalmente relaxada e mais do que convencida que este não seria mais que um mero jogo-treino. Como que num ápice de magia os toscos uruguaios tranformaram-se em magistrais intérpretes do futebol, apresentando ao público parisiense um jogo alegre, solto, e tecnicamente atrativo, mais parecendo que o "onze" proveniente da América do Sul bailava ao som de um tango de Carlos Gardel. Resultado final: 7-0 a favor do Uruguai diante dos destruídos e pasmados fanfarrões jugoslavos, que por certo nunca mais iriam esquecer aquela lição. De imediato as atenções do torneio olímpico recairam no Uruguai, naquele pequeno país cujo desconhecido futebol havia de imediato apaixonado os parisienses que na tarde de 26 de junho se deslocaram ao Stade des Colombes. Na retina dos presentes ficaram sobretudo os bailados futebolísticos de nomes como Pedro Cea, Hector Scarone, José Nasazzi, Pedro Petrone, e de um tal Jose Leandro Andrade, um negro que haveria de sair destes Jogos Olímpicos endeusado pelo povo da capital francesa.
No último jogo da eliminatória a Hungria bateu sem dificuldades a estreante Polónia por 5-0.

Campeões olímpicos humilhados!

No dia 27 de junho arrancou a 2ª eliminatória da competição, com a entrada em campo da medalha de bronze das três primeiras edições do Torneio Olímpico, a Holanda, ante a estreante Roménia. Duelo sem história conforme traduz o resultado de 6-0 a favor dos holandeses, com destaque para o poker (4 golos) apontado por Cornelis Pijl. No outro jogo do dia o Stade de Paris (um dos quatro estádios da capital gaulesa onde foram disputados os encontros do Torneio Olímpico) engalanou-se para receber a seleção da casa, a França, que partia com a ambição de dar uma alegria ao seu povo, apresentando na competição alguns dos seus melhores atletas de então, casos de Paul Nicolas, Henri Bard, ou Jean Boyer. E a caminhada gaulesa até nem começou mal, muito pelo contrário, com a estreante Letónia a ser esmagada por 7 golos sem resposta. No dia seguinte mais duas seleções fizeram a sua estreia, casos da Bulgária e da República da Irlanda, as quais mediram forças entre si, acabando o triunfo por pender para os irlandeses por 1-0. Equilibrado seria o confronto entre a Suiça e a Checoslováquia, uma antevisão impensável à partida para este encontro, mesmo tendo em conta a veia goleadora dos helvéticos na 1ª eliminatória, uma vez que os checoslovacos eram tidos como uma das grandes equipas do futebol de então. Os suíços não se amedrontaram, e no final dos 90 minutos o resultado era de 1-1, para espanto dos presentes, tendo havido a necessidade de ser disputado um jogo de desempate a acontecer dois dias mais tarde.
Antes disso, e no dia 29, escândalo foi a palavra que pairou com maior intensidade sobre o Torneio Olímpico. A campeã olímpica em título, a Bélgica, entrava em campo determinada a repetir o feito conquistado quatro anos antes, contando para isso com a maior parte dos heróis de Antuérpia. O oponente até nem era dos mais poderosos, já que dava pelo nome de Suécia. Porém, da teoria à prática o caminho é distante e muitas vezes sinuoso... como traduz o impensável resultado de 8-1 a favor dos suecos! Os campeões haviam sido humilhados e nem a sua estrela principal, o temível avançado Robert "canhão" Coppée, lhes valeu. Pela segunda vez consecutiva aparecia no evento o Egito, o único representante do continente africano, que em Paris alcançava a sua primeira vitória olímpica depois de ter batido a Hungria por 3-0. No Stade Pershing, situado no famoso bosque de Vincennes, a Itália de Vittorio Pozzo despachava o modesto Luxemburgo por 2-0, com destaque para a exibição do célebre avançado do Bolonha Giuseppe Della Valle, autor de um dos tentos da azzurra. E no derradeiro encontro do dia 29 de junho a magia voltou a estar à solta em Paris. Com uma curiosidade redobrada na sequência dos ecos lançados pela imprensa francesa após a deslumbrante exibição diante da Jugoslávia, 10 000 espetadores deslocaram-se ao Stade Bergeyre para ver in loco os artistas vindos do Uruguai. O entusiasmo em torno do conjunto sul-americano era enorme por parte dos parisienses, e em especial sobre o negrito Andrade, o homem que bailava com a bola nos pés. E quem teve o privilégio de marcar presença em Bergeyer não se terá arrependido, muito longe disso, já que os mágicos uruguaios realizariam mais uma exibição de luxo ante os Estados Unidos da América, culminada com uma inequivoca vitória por 3-0, com dois tentos do goleador Pedro Petrone e um do polivalente - atuava em qualquer zona do terreno ! - Hector Scarone, um homem cuja lenda diz que cantava enquanto jogava! Neste mesmo estádio, e no dia seguinte, a Suíça voltava a surpreender os amantes do futebol. Graças a mais uma ótima atuação voltou a fazer a vida negra aos favoritos checoslovacos no jogo de desempate entre as duas equipas, acabando por vencer por 1-0 e seguir desta forma para os quartos-de-final... contra todas as previsões iniciais.

Gauleses rendidos ao encanto uruguaio... mais uma vez

Após um dia de descanso a bola voltou a rolar no dia 1 de junho para o pontapé de saída dos quartos-de-final, e logo com uma espécie de final antecipada, um encontro que colocou frente a frente a seleção da casa a um dos conjuntos sensação do torneio, o Uruguai. A espetativa em torno do duelo era enorme, podendo mesmo dizer-se que Paris parou nessa tarde, tendo os Colombes registado a sua maior enchente até então: 30 000 espetadores! 30 000 almas divididas entre o patriotismo francês e o fascínio pelo jogo sul-americano. A habilidade uruguaia levaria a melhor conforme explica o expressivo resultado de 5-1 a seu favor na sequência de mais um memorável bailado futebolístico de jogadores como Scarone, Petrone (ambos com 2 golos cada na conta pessoal deste encontro) Romano, Cea, ou Andrade, último jogador este que despertava cada vez mais paixões dentro e fora do campo, neste último aspeto pelas damas parisienses, cujos suspiros pelo invulgar corpo musculado "pintado" em tons de negro subiam de intensidade sempre que com ele se cruzavam nas míticas e encantadoras artérias da "cidade luz". No mesmo dia a Suécia voltava a evidenciar o seu poder de fogo, após aplicar uma nova goleada, desta feita ao Egito por 5-0. No dia 2 de junho a experiente - em andanças olímpicas - Holanda sentiu grandes dificuldades para derrotar o exêrcito irlandês. Seria só no prolongamento que Ocker Formanoij carimbaria o passaporte das tulipas - ao fazer o 2-1 final - para a 4ª meia final consecutiva em torneios olímpicos. E como não há duas sem três a Suíça voltou a fazer das suas no derradeiro encontro dos quartos-de-final. Desta feita as vitimas foram os italianos, os quais sucumbiam por 1-2 ante Max Abegglen - autor de um golo - e companhia.

Vitórias suadas das duas surpresas do torneio

Um jogo intenso e deveras duro, assim pode ser caracterizado o último obstáculo do Uruguai rumo à final olímpica. A Holanda fez o que pôde para contrariar o talento dos sul-americanos, jogando nos limites da dureza, em alguns momentos do encontro, para impedir o óbvio: a passagem uruguaia ao jogo decisivo. Facto que acabaria por acontecer a 6 de junho, graças a um golo apontado por Scarone na conversão de uma grande penalidade aos 81 minutos. Isto depois de as tulipas terem estado em vantagem no marcador! Pedro Cea empatou aos 62 e Scarone fez então o 2-1 final a menos de 10 minutos do apito final do francês Georges Vallat. Após o encontro os holandeses protestaram contra a grande penalidade que deu o triunfo aos sul-americanos, protesto esse que no entanto de nada valeu.
Intenso e equilibrado havia sido igualmente o encontro da véspera, que opôs os surpreendentes suíços aos mortíferos suecos. O resultado foi idêntico, 2-1, a favor dos helvéticos, que bem puderam agradecer à sua estrela-mor Max Abegglen, autor dos dois remates certeiros da sua equipa. O que é certo é que as duas equipas surpresa do torneio estavam na final... contra todas as previsões iniciais, inclusive as dos próprios suíços, cuja viagem de regresso a casa havia sido marcada para alguns dias antes da final! Não acreditando que a sua equipa podia avançar mais do que uma eliminatória, na melhor das hipóteses, os dirigentes helvéticos prepararam o seu orçamento para apenas 10 dias de estadia, precisamente o tempo de validade da passagem de comboio adquirida antes da partida para Paris. Ora, como a aventura do país neutral em terras gaulesas demorou bem mais do que esse período o jornal Sport efetuou uma petição junto dos seus leitores para que pudessem ajudar a custear as despesas da delegação suíça por mais alguns dias, uma vez que federação daquele país há muito que havia esgotado os seus parcos recursos financeiros. A dita petição foi concluída com sucesso, e os pupilos do inglês Edward Duckworth puderam sonhar por mais alguns dias com o título de campeões... do Mundo.

Uruguai sobe ao trono do futebol mundial com naturalidade

No futebol o amor e ódio são dois sentimentos que caminham muitas vezes de mãos dadas, e na final olímpica de 9 de junho de 1924 esta "parelha" esteve bem vincada. O futebol arte dos uruguaios podia despertar os corações de muito boa gente, mas também não é menos certo que a campanha triunfal dos suíços havia granjeado a simpatia de muitos parisienses. Era pois com um sentimento dividido que muitos dos mais de 40 000 espetadores que lotaram as bancadas do Stade des Colombes - diz-se que cerca de 10 000 pessoas ficaram às portas do estádio sem terem conseguido bilhete ! - visionaram a final dos Jogos Olímpicos de 1924. Os sul-americanos cedo impuseram o seu futebol-arte sobre o bem tratado relvado parisiense, colocando em ação um sufucante ritmo ofensivo suportado por uma sedutora combinação de passes a meio campo e uma eficaz segurança defensiva, no fundo a essência do invulgar estilo que os uruguaios haviam apresentado à Velha Europa, um continente habituado ao jogo físico e bolas pelo ar! Com um toque de bola rápido e de beleza ímpar acompanhado de dribles mágicos, rapidamente a multidão parisiense ficou rendida - uma vez mais - à arte uruguaia, que com toda a naturalidade do Mundo chegou à vantagem logo aos 6 minutos, por intermédio de Petrone, jogador que com este tento aumentava para 8 o número total de remates certeiros em todo o Torneio Olímpico, selando difinitivamente a conquista do título de rei dos goleadores. Na segunda parte Pedro Cea ampliou a vantagem ao minuto 65, e El Loco Romano fecharia a contagem aos 82. 3-0, resultado final que permitia ao Uruguai ascender ao trono do futebol mundial pela primeira vez. O futebol arte havia triunfado com justiça, um novo estilo de interpretar o jogo que faria escola dali em diante, e que seria adotado por muitas outras seleções, pese embora sem o perfume dos uruguaios. Após a histórica conquista a festa estoirou entre a comitiva sul-americana, tendo a modesta unidade hoteleira onde os charrúas estavam instalados oferecido um jantar aos novos campeões... mundiais. Tal como nos relvados José Leandro Andrade foi o centro das atenções na festa de consagração, das atenções e dos olhares femininos que seguiam com precisão os dotes de exímio bailarino do primeiro grande jogador negro da história do futebol.
Quanto à medalha de bronze essa ficou na posse dos suecos, que foram obrigados a horas extras para retirar aos holandeses uma medalha que estes ostentavam há já três Olimpiadas consecutivas. Depois de um empate a uma bola no primeiro jogo os suecos venceram por 3-1 no encontro de desempate, subindo desta forma ao último lugar do pódio de um torneio histórico, um torneio que revelou ao Mundo uma das mais brilhantes e vibrantes equipas de todos os tempos: os magos do Uruguai.

A figura: José Leandro Andrade

Paris vivia sob a influência dos loucos anos 20, no rescaldo da Belle Époque, que atraiu à "cidade luz" um elevado número de artistas de diferentes áreas, na procura de um estilo de vida desprendido assente na cultura e no devertimento sem barreiras. Em Paris não havia limites, viver, no verdadeiro significado da palavra, era a única regra. O estilo de vida mundano era adotado sem limites pelos parisienses em geral, que procuravam o prazer - visual, pelo menos para a maior parte deles - nas curvas sensuais da bela Josephine Baker, uma negra norte-americana que fazia as delícias dos frequentadores dos cabarets do Pigale graças aos seus sensuais espetáculos de striptease. Josephine Baker foi de facto a primeira negra a seduzir Paris, mas não seria a única. Em 1924 a "cidade luz" rendeu-se a um outro negro, um talentoso futebolista que brilhou no Torneio Olímpico desse ano, José Leandro Andrade era o seu nome. Sobre ele o Museu Virtual do Futebol já dedicou um capítulo mais detalhado aquando de uma visita à vitrina onde repousam as grandes lendas do futebol, pelo que neste capítulo dedicado aos Jogos de 1924 iremos apenas recordar em linhas gerais quem foi o primeiro astro negro do futebol planetário.
José Leandro Andrade nasceu a 3 de Outubro de 1901 em Salto, começando a dar os primeiros pontapés na bola no bairro de Palermo. Atuava tanto como médio defensivo como defesa (direito ou esquerdo) e cativou o mundo com a sua eficácia, elegância, inteligência e técnica de jogar futebol. Mais parecendo um felino com a bola nos pés iniciou a sua carreira no Misiones, passando depois pelo Bella Vista, Nacional, Penharol e Wanderers, todos emblemas uruguaios. Seria no Nacional que viveria alguns dos anos mais felizes da sua carreira, vencendo os campeonatos do seu país de 1922 e 1924. Pelo emblema de Montevideu participou em várias digressões pela Europa e pelos Estados Unidos da América, e reza a lenda que o famoso intérprete de jazz norte-americano Louis Armstrong ter-se-á inspirado no “Pelé dos anos 20” (como Andrade foi um dia apelidado) para criar o seu estilo artístico. Seria no entanto ao serviço da seleção do Uruguai que Andrade atingiu a fama planetária que fez dele um dos maiores jogadores de futebol da história. História que começou precisamente nas Olimpiadas de 1924, o certame onde se daria a conhecer ao Mundo. No meio dos artistas uruguaios ele foi a atração principal, com o seu estilo muito próprio e sedutor de acariciar e conduzir a bola. Nunca a Europa havia visto um negro jogar futebol, muito menos com a qualidade patenteada por Andrade. Na sequência das suas épicas exibições os jornalistas franceses logo o trataram de batizar de... Maravilha Negra. E assim nascia oficialmente a lenda. Mesmo não sendo fervorosos adeptos do futebol os franceses de então renderam-se por completo ao artista sul-americano, que nas ruas parisienses era tratado como um rei pelos homens que viam, ou liam, as suas façanhas no Torneio Olímpico e desejado pelas mais finas damas que perdiam os seus olhares nas curvas do seu atlético corpo.
Em 1930 o Uruguai organizou o primeiro Campeonato do Mundo da história. Uma espécie de presente da FIFA ao país que praticava o melhor futebol do planeta. Na qualidade de bi-campeã olímpica - o Uruguai venceria ainda os Jogos Olímpicos de 1928 - a equipa da casa partia assim como favorita a levantar a primeira taça do Mundo da FIFA. Já em final de carreira, e castigo por lesões crónicas, Andrade foi mesmo assim chamado para integrar a equipa uruguaia que disputou esse Mundial. A sua experiência e qualidade eram fundamentais para o triunfo da celeste. Ao lado de jogadores como Cea, Castro, Nasazzi e Scarone, Andrade venceria o Campeonato do Mundo, após a sua seleção ter derrotado na final os grandes rivais da Argentina por 4-2. Pelo Uruguai alinhou 43 vezes (só perdeu três jogos) e marcou um golo. Além de um fabuloso futebolista José Leandro Andrade era um não menos fabuloso bailarino, sendo que por diversas vezes integrou cortejos carnavalescos no seu país. Após a sua retirada dos relvados partiu (na década de 30) para Paris, a cidade que o corou no reino futebolísitco, onde se tornou um célebre bailarino de cabarets, partilhando as luzes da ribalta da sociedade cultural parisiense com nomes como Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald, James Joyce, Pablo Picasso, Salvador Dali, ou a adorada Josephine Baker. Adorava a folia e a vida boémia. Regressou anos mais tarde a Montevideu, onde morreu só e na miséria em 1957.

Resultados

1ª Eliminatória

25 de maio de 1924

Itália - Espanha: 1-0
(Vallana, na própria baliza aos 84m)

Suíça - Lituânia: 9-0
(Sturzenegger, aos 2m, 43m, 68m, 85m; Abegglen, aos 41m, 50m, 58m; Dietrich, aos 14m; Ramseyer, aos 63m)

Turquia - Checoslováquia: 2-5
(Refet, aos 63m, 82m)
(Sedlacek, aos 28m, 37m; Sloup, aos 21m; Novak, aos 64m; Capek, aos 74m)

Estados Unidos da América - Estónia: 1-0
(Stradan, aos 15m)

26 de maio de 1924

Jugoslávia - Uruguai: 0-7
(Petrone, aos 35m, 61m; Cea, aos 50m, 80m; Scarone, aos 23m; Vidal, aos 20m; Romano, aos 58m)

Hungria - Polónia: 5-0
(Hires, aos 51m, 58m; Opata, aos 70m, 87m; Eisenhoffer, aos 14m)

2ª Eliminatória

27 de maio de 1924

Holanda - Roménia: 6-0
(Pijl, aos 32m, 52m, 66m, 68m; Hungronje, aos 8m; De Natris, aos 69m)

França - Letónia: 7-0
(Crut, aos 17m, 28m, 55m; Boyer, aos 71m, 87m; Nicolas, aos 25m, 50m)

28 de maio de 1924

Bulgária - Irlanda: 0-1
(Duncan, aos 75m)

Suíça - Checoslováquia: 1-1
(Dietrich, aos 79m)
(Sloup, aos 21m)

29 de maio de 1924

Suécia - Bélgica: 8-1
(Kock, aos 8m, 24m, 77m; Rydell, aos 20m, 61m, 83m; Brommesson, aos 30m; Keller, aos 46m)
(Larnoe, aos 67m)

Itália - Luxemburgo: 2-0
(Baloncieri, aos 20m; Della Valle, aos 38m)

Uruguai - Estados Unidos da América: 3-0
(Petrone, aos 10m, 44m; Scarone, aos 15m)

Egito - Hungria: 3-0
(Yakan, aos 4m, 58m; Hegazi, aos 40m)

30 de maio de 1924

Suiça - Checolováquia: 1-0 (desempate)
(Pache, aos 87m)

Quartos-de-final

1 de junho de 1924

França - Uruguai: 1-5
(Nicolas, aos 12m)
(Scarone, aos 2m, 24m; Petrone, aos 58m, 68m; Romano, aos 83m)

Suécia - Egito: 5-0
(Brommesson, aos 31m, 34m; kaufeldt, aos 5m, 71m; Rydell, aos 49m)

2 de junho de 1924

Holanda - Irlanda: 2-1
(Formanoij, aos 7m, 104m)
(Farrell, aos 33m)

Suíça - Itália: 2-1
(Sturzenegger, aos 47m; Abegglen, aos 60m)
(Della Valle, aos 52m)

Meias-finais

5 de junho

Suíça - Suécia: 2-1
(Abegglen, aos 15m, 77m)
(Kock, aos 41m)

6 de junho

Holanda - Uruguai: 1-2
(Pijl, aos 32m)
(Cea, aos 62m; Scarone, aos 81m)

Jogo de atribuição da medalha de bronze

8 de junho

Holanda - Suécia: 1-1
(Le Fevre, aos 77m)
(Kaufeldt, aos 44m)

9 de junho

Holanda - Suécia: 1-3 (desempate)
(Formanoij, aos 43m)
(Rydell, aos 34m, 77m; Lundquist, aos 42m)

Final

9 de junho de 1924

Uruguai - Suíça: 3-0

Estádio: des Colombes

Árbitro: Marcel Slawick (França)

Uruguai: Mazzali, José Nasazzi, Arispe, José Leandro Andrade, Vidal, Ghierra, Urdinaran, Héctor Scarone, Petrone, Cea, Ángel Romano.

Suíça: Pulver, Reymond, Ramseyer, Oberhauser, Schmiedlin, Pollitz, Ehrenbolger, Pache, Dietrich, Abegglen, Fassler.

Golos: 1-0 (Peteone, aos 6m), 2-0 (Cea, aos 65m), 3-0 (Romano, aos 82m)



 Vídeo: URUGUAI - SUÍÇA


Legenda das fotografias:
1-Cartaz ofiacial dos Jogos Olímpicos de Paris em 1924
2-Jogadores do Uruguai posam para a fotografia com as bandeiras do seu país e da França após o triunfo final sobre a Suíça
3-Fase do encontro entre suíços e checoslovacos
4-O mítico Stade des Colombes, construído propositadamente para as Olimpiadas de 1924
5-A estrela suíça, Max Abegglen
6-Imagem da final entre Uruguai e Suíça
7-A figura do torneio: José Leandro Andrade
8-Lance do equilibrado encontro inaugural do certame entre Espanha e Itália
9-A estreante seleção dos Estados Unidos da América...
10-A equipa jugoslava que foi esmagada pelos futuros campeões olímpicos de 1924
11-... e a talentosa "squadra azzurra" de Vittorio Pozzo
12-Imagem do duro jogo entre Estados Unidos da América e Uruguai
13-O artilheiro da competição: Pedro Petrone
14-Seleção da Irlanda
15-Uruguaios dão a volta ao relvado após a conquista do título, um gesto que ficaria conhecido para sempre como a volta olímpica, e que seria repetido dali em diante por centenas de equipas
16-A histórica seleção do Uruguai, campeã dos Jogos Olímpicos de 1924, uma das melhores equipas da história do futebol

quinta-feira, julho 26, 2012

Histórias do Futebol em Portugal (7)... A longa batalha da Taça Latina de 1950

Primeiro título internacional do futebol português demorou 265 minutos a ser conquistado!

«Em 20 anos de futebol nunca vi nada assim!», foram as palavras proferidas pelo inglês Ted Smith logo após a esgotante e emocionante final da Taça Latina de 1950 que opôs o Benfica - por si tecnicamente orientado - aos franceses do Bordéus, um duelo que ficou sentenciado ao fim de... 265 minutos! Mais de 4 horas de futebol levadas à cena no palco do Estádio Nacional, que recebeu a 2ª edição de uma competição que a par da Taça Mitropa (competição jogada por clubes da Europa de leste) estaria na génese da Taça dos Campeões Europeus, prova esta que a UEFA implantaria na temporada de 1955/56. Taça Latina que nunca será demais recordar - pelo menos para os mais distraídos - era disputada por equipas de França, Itália, Espanha, e Portugal numa cidade a designar antecipadamente pela organização do certame, tendo em 1950 a escolha recaído em Lisboa, localidade que recebia as equipas do Bordéus, Atlético de Madrid, e Lázio, as quais juntamente com o combinado da casa, o Benfica, procuravam ocupar o torno do Barcelona, clube este que em 1949 havia sido coroado como o primeiro campeão da Taça Latina. E no dia 10 de junho, feriado em Portugal, as equipas do Benfica e da Lázio de Roma sobem ao bem tratado relvado da "sala de visitas" do futebol lusitano, o Estádio Nacional, para dar o pontapé de saída da 2ª edição da competição. Nesse dia, e mercê de uma magnífica exibição, os benfiquistas batem a "squadra" transalpina por expressivos 3-0, com golos de Carmona, Arsénio, e Rogério, todos apontados durante os primeiros 45 minutos. Vitória indiscutível, escreveram os analistas desportivos da época, ante uma Lázio visivelmente afetada pela ausência de alguns dos seus melhores atletas, que, por motivo de doença, haviam ficado "fora de combate". Indiscutível seria também o triunfo dos franceses do Bordéus ante os espanhóis do Atlético de Madrid, por 4-2, duelo ocorrido nesse mesmo dia 10 de junho. Ao contrário do que hoje em dia acontece as grandes competições da altura eram jogadas num curto espaço de tempo, pelo que a decisão da Taça Latina de 1950 foi agendada para o dia seguinte às meias-finais. Esse dia 11 de junho começava com os madrilenos do Atlético a levarem para casa o 3º lugar depois de vencerem uma desoladora Lázio por 2-1. E eis que finalmente Benfica e Bordéus entraram em cena para travar a primeira metade de uma batalha que haveria de ter contornos emocionantes. Os portugueses chegaram facilmente ao 2-0 nos instantes iniciais da contenda, graças à pontaria certeira de Arsénio e Corona. Porém, do outro lado da barricada estava um conjunto de fino retalhe, uma equipa de bom recorte técnico que ainda antes do intervalo daria a volta ao marcador! Seria então na condição de derrotado (2-3) que o Benfica voltaria ao campo para disputar a etapa final da empolgante batalha. Pegando nas rédeas do encontro os benfiquistas dominaram a seu bel-prazer os segundos 45 minutos, acabando por chegar ao justo golo do empate por intermédio de Pascoal. Face a esta igualdade as duas equipas tiveram de enfrentar um prolongamento de 30 minutos, tempo extra onde nada de novo surgiu, pelo que a organização agendou uma finalíssima para uma semana mais tarde.

Golo da vitória chegou aos 143 minutos da finalíssima!

18 de junho foi então o dia do novo confronto, tendo o Estádio Nacional registado uma afluência de 20 000 espetadores, um numero estranho para aqueles dias, já que a média de assistências do campeonato português não ultrapassava os 5 000 espetadores. Mas talvez "enfeitiçados" pelo espetáculo que Benfica e Bordéus haviam proporcionado uma semana estes 20 000 entusiastas terão pensado que as duas equipas pudessem prolongar aquela magia futebolística por mais 90 minutos... no mínimo. E não se enganariam, muito pelo contrário. Os lusos entraram melhor numa finalíssima que iria ficar gravada na "Grande Enciclopédia do Futebol" como um dos jogos mais dramáticos da história, enviando uma bola aos ferros da baliza francesa. Não marcaram os encarnados... marcaram os azuis de Bordéus quando o relógio marcava apenas 11 minutos de jogo. A perder os pupilos de Ted Smith partiram para cima do Bordéus com todas as suas forças e alma, valendo ao emblema gaulês uma soberba exibição do guardião do seu templo, o guarda-redes Astresse. O Benfica ia tentando sem êxito chegar ao golo, e além dos franceses enfrentava agora outro rival de peso, o relógio, que galgava a linha do tempo a um ritmo alucinante. Perante este cenário o público afeto ao Benfica ia perdendo a esperança de ver o seu clube triunfar na prestigiada competição internacional... e quando muitos, com um ar cabisbaixo, já se encaminhavam para fora da catedral do futebol lusitano, Arsénio faz o golo do empate, provocando uma imediata explosão de alegria nos que teimaram em ficar sentados nas bancadas de pedra do Jamor até ao apito final. O relógio marcava 90 minutos! Um golo apontado em cima da linha de meta que levaria as equipas para mais um prolongamento. 30 minutos onde nada se alterou, sendo que segundo os regulamentos da prova teria de ser jogado em seguida um pequeno prolongamento de 10 minutos para se encontrar o vencedor. Teimosamente as equipas permaneceriam empatadas nestes 10 minutos suplementares, pelo que tiveram se de jogar... mais 10 minutos! Também durante este novo período nada de relevante ocorreu no relvado do Jamor que aos poucos ia deixando de ser iluminado pelo sol. A noite espreitava sobre Lisboa numa época em que o principal estádio português não tinha iluminação artificial! E eis que no terceiro período de 10 minutos, numa altura em que os jogadores dos dois conjuntos há muito que tinham ficado sem forças, muitos já nem se mexiam (!), em que jogavam já quase sem luz solar, Julinho apareceu do nada para fazer o 2-1 e acabar de vez com aquela longa maratona futebolística. Já tinham passado 143 minutos (!) desde que o árbitro dera início à finalíssima. Com o apito final a festa estalou. 265 minutos - no total dos dois jogos - haviam sido precisos para coroar o Benfica como a primeira equipa portuguesa a vencer uma competição internacional. O público invadiu o relvado para abraçar os jogadores que já não tinham forças para erguer os braços em sinal de vitória. Um pouco a custo Rogério de Carvalho - também conhecido por Rogério Pipi - subiu a longa escadaria até à tribuna do Jamor para receber a Taça Latina de 1950. Para a história ficam os nomes dos heróis dessa primeira grande epopeia do futebol lusitano: Bastos (guarda-redes), Jacinto, Fernandes, Moreira, Félix, José da Costa, Corona, Arsénio, Julinho, Rogério, e Rosário.

                                          Vídeo: BENFICA - BORDÉUS

Legenda das fotografias:
1-Rogério Pipi ergue a Taça Latina de 1950 na tribuna do Estádio Nacional
2-Fase do emocionante duelo entre franceses e portugueses

sexta-feira, julho 20, 2012

Futebol nos Jogos Olímpicos (3)... Antuérpia 1920

O eclodir da I Guerra Mundial (1914 - 1918) fez com que aquela que era já considerada a maior manifestação desportiva global - as Olimpíadas - sofre-se um penoso interregno de 8 anos. Durante este período os gritos de vitória das conquistas olímpicas seriam substituídos pelos gritos de medo e sofrimento provocados pelo terror do confronto bélico.Em 1920 tudo voltou - aparentemente - à normalidade, e Antuérpia acolheu a 6ª edição da grande festa desportiva planetária. Pouco mais de 2600 atletas oriundos de 29 países assistiram pela primeira vez na história do evento ao hastear da bandeira olímpica, na qual estavam "cravados" sob um fundo branco 5 anéis de cores diferentes que representavam os 5 continentes do globo, 5 anéis entrelaçados numa simbologia de união entre os povos de todos os continentes, uma união que a guerra tinha roubado mas que olimpismo tinha resgatado. 24 modalidades estiveram em exibição naquela que é apelidada mundialmente como a "cidade dos diamantes", entre as quais o futebol, cujo torneio abria pela primeira vez as portas a uma equipa de outro canto do globo que não da "velha Europa". O "intruso" foi o Egito, que assim dava um colorido diferente ao torneio olímpico, evento que desta forma se começava a aproximar de um verdadeiro campeonato do Mundo, como viria a ser comprovado nas edições seguintes.

Bi-campeões Olímpicos tombam na estreia

6 seleções estiveram presentes no torneio olímpico em 1908, 11 fizeram-no em 1912, e 14 em 1920, um aumento que atestava a popularidade que a competição vinha granjeando de torneio para torneio. 14 seleções que buscavam a glória olímpica, que suspiravam pela coroa do futebol mundial que continuava na posse dos então mestres do futebol planetário, os ingleses. Grã-Bretanha que se apresentava em Antuérpia como bi-campeã olímpica e mais do que isso como a principal candidata a conquistar o ouro em disputa. Mas nem sempre a teoria confirma a prática e logo no primeiro dia de competição os mestres seriam superados pelos aprendizes. De sublinhar que a aparição britânica na Bélgica desagradou a muito boa gente, que não via com bons olhos a presença do combinado campeão olímpico, já que os seus integrantes, isto é, Inglaterra, Escócia, País de Gales, e Irlanda, haviam abandonado a FIFA em protesto contra o facto deste organismo não ter aceite a proposta britânica para banir das suas competições países como a Alemanha, Áustria, e Hungria, os inimigos dos ingleses durante a guerra. A política misturava-se com o desporto. Mesmo não fazendo já parte dos filiados da FIFA os britânicos quiseram participar nos Jogos de 1920, facto que teve o apoio de uns (França e Bélgica) e o desagrado de outros (Estados Unidos da América), sendo que os que torceram o nariz à participação britânica decidiram, em jeito de protesto, não viajar até Antuérpia.
E todos aqueles que se opuseram à participação da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de 1920 devem ter rejubilado quando a 28 de agosto, dia em que a bola começou a rolar, a frágil e desconhecida Noruega espantou o Mundo ao bater os mestres por 3-1 (!) e envia-los mais cedo do que o previsto para casa. Os britânicos justificariam esta surpreendente derrota com os factos de terem chegado a Antuérpia apenas dois dias antes do jogo de estreia, e de não terem podido contar com o seu jogador-estrela, o avançado Max Woosnam, que havia preferido representar as cores da sua bandeira nas Olimpíadas noutra modalidade que não o futebol, mais concretamente no ténis. O afastamento prematuro dos principais candidatos ao ouro olímpico dilatou ainda mais o ego dos anfitriões. Antes do início do torneio olímpico os belgas eram talvez os únicos a acreditar que a sua equipa podia ficar no lugar mais alto do pódio, ainda para mais depois de num encontro amigável - disputado em fevereiro desse ano de 1920 - terem derrotado a "armada britânica" por 3-1. Ainda na 1ª fase do torneio olímpico é de sublinhar a entrada vitoriosa de duas equipas que faziam a sua estreia nesta competição, a Espanha e a Checoslováquia. Os espanhóis apresentavam-se pela primeira vez na alta roda do futebol internacional, e nesta primeira aparição ao Mundo fizeram as delícias de quem os viu jogar. Rezam as crónicas que formavam um conjunto aguerrido e ambicioso, que viria a personificar a atual "fúria espanhola", o estilo que caracteriza o futebol deste país do sul da Europa. Espanha que no torneio olímpico de 1920 foi liderada desde a... baliza, é verdade, onde aparecia um homem que não muitos anos depois haveria de ser tornar num mito do futebol mundial: Ricardo Zamora. Com 19 anos o jovem guarda-redes nascido em Barcelona fez a estreia pelo seu país precisamente nos Jogos de Antuérpia, ante a experiente Dinamarca (já sem a sua estrela das Olimpiadas de 1908, o goleador Sophus Nielsen), que em Bruxelas (cidade que acolheu alguns jogos do torneio) seria derrotada pela "fúria" por 0-1, graças a um remate certeiro de Patricio Arabolaza e... a uma soberba exibição de Zamora.
Quanto aos checoslovacos esmagaram a Jugoslávia por 7-0, com realce para os hattricks de Jan Vanik e Antonin Janda. Goleada foi também o resultado final do desequilibrado duelo entre suecos e gregos (também estes a fazerem a sua estreia nas andanças olímpicas), o qual terminou com uns expressivos 9-0 a favor dos escandinavos, com o avançado Herbert Karlsson a fazer o gosto ao pé em 5 ocasiões. Sem surpresas a Holanda afastou o Luxemburgo por 3-0, ao passo que o único conjunto "não europeu" em competição, o Egito, vendeu muito cara a derrota (1-2) ante a Itália num jogo ocorrido em Gent.

Equipa da casa confirma favoritismo

Nos quartos-de-final entraram em ação as duas equipas que tinham ficado isentas da 1ª fase, a França e a equipa da casa, a Bélgica. Os franceses procuravam limpar a má imagem deixada no torneio de 1908, realizado em Londres, e para isso contrataram o experiente treinador inglês Fred Pentland para levar o combinado nacional o mais longe possível na competição. Porém, os problemas teimavam em fazer parte do universo do futebol gaulês. Dois dos melhores jogadores da época, os avançados Paul Nicolas e Henri Bard, desentenderam-se com os responsáveis da seleção, recusando-se a treinar com o resto do grupo. Mesmo assim foram peças fundamentais para que no dia 29 de agosto os blues derrotassem a Itália por 3-1, tendo Bard e Nicolas apontado um golo cada um. O mesmo resultado foi alcançado pelos belgas, que numa tarde de inspiração da sua principal estrela, o avançado Robert Coppée, afastaram uma Espanha lutadora, mas visivelmente cansada após a batalha travada na véspera ante os dinamarqueses. Coppée foi mesmo o herói do encontro, ao apontar os 3 golos belgas para gaúdio dos 18 000 espetadores que marcaram presença no estádio olímpico. Equilibrado foi o confronto entre holandeses e suecos, decidido apenas no prolongamento a favos dos homens do país das tulipas (5-4). Apesar de eliminados, os nórdicos levaram para casa o "título" de melhor marcador do torneio, graças ao seu eficaz dianteiro Herbert Karlsson, que com 2 tentos ante os holandeses deixou Antuérpia com um total de 7 remates certeiros, que lhe valeria então a coroa de rei dos marcadores das Olimpíadas de 1920.
Bom futebol continuavam a demonstrar os checoslovacos, que em Bruxelas voltavam a golear, desta feita a Noruega por 4-0, com Antonin Janda a fazer um novo hattrick.

Franceses voltam a falhar o ouro e... abandonam a competição tal como em 1908

Após um dia de descanso o torneio olímpico regressou à ação a 31 de agosto com as meias-finais como cabeça de cartaz. E no primeiro jogo a Checoslováquia provava que não tinha vindo a Antuérpia fazer turismo, muito pelo contrário. Mais do que praticar bom futebol o conjunto de leste esmagava os seus opositores, e depois dos jugoslavos e dos noruegueses era agora chegada a vez dos franceses provarem do veneno checoslovaco, como comprova o expressivo resultado de 4-1 a favor destes. Mais uma vez a França saia fora da corrida mais cedo do que o previsto! E mais do que isso voltavam a demonstrar uma enorme falta de fair-play, já que após a derrota optaram de imediato por abandonar a competição, abdicando do jogo da disputa pela medalha de bronze, tal como acontecera em 1908.
Na outra meia-final o estádio olímpico registou uma enchente de 22 000 pessoas que assistiram a uma vitória tranquila da Bélgica diante dos vizinhos holandeses por 3-0, continuando desta forma o sonho de toda uma nação em ver a sua equipa suceder à Grã-Bretanha como a nova campeã olímpica, ou campeã do Mundo, se preferirem.
Neste mesmo dia realizou-se o primeiro jogo do torneio de consolação, que juntava os derrotados dos quartos-de-final. No primeiro duelo da competição dos derrotados a Itália batia a Noruega por 2-1. Igual resultado foi conseguido a 1 de setembro pela Espanha diante da Suécia.

Checoslovacos entregam o ouro aos anfitriões numa final caótica!

No dia 2 de setembro de 1920 toda a Bélgica parou. A ocasião não era para menos já que a sua seleção estava muito perto de alcançar o Olimpo dos Deuses do futebol. Mas para isso havia que ultrapassar uma das equipas sensação da prova, a poderosa Checoslováquia. O duelo começou mais cedo que o previsto, com a imprensa belga a acusar os seus adversários de serem um dos causadores do despoletar da I Guerra Mundial, implantando assim no povo belga uma sede de vingança e um sentimento de ódio face ao país de leste. Mais uma vez o futebol e a política surgiam de mãos dadas! Com o clima incendiado o estádio olímpico registou a sua maior enchente até então, tendo a organização tido a necessidade de fechar as portas do recinto bem antes do pontapé de saída da grande final, barrando assim a entrada aos muitos espetadores que se encontravam fora do estádio. E às 17H30 as duas equipas entram em campo debaixo de um ambiente frenético. E mais frenético ficaria quando aos 6 minutos a equipa da casa se adianta no marcador graças a uma grande penalidade apontada pela grande estrela da equipa, Coppée, num lance onde os checos protestariam vivamente contra a decisão do árbitro. Os ânimos continuavam exaltados dentro do retângulo de jogo, com as duas equipas a usarem e abusarem do jogo agressivo. O experiente árbitro inglês John Lewis mostrava-se incompreensivelmente nervoso face ao desenrolar dos acontecimentos. As faltas sucediam-se de minuto a minuto perante a passividade do juiz.E à passagem do minuto 30 Henri Larnoe ampliou a vantagem dos belgas para a explosão natural das bancadas maioritariamente preenchidas com adeptos da equipa da casa. E eis que 9 minutos depois os checoslovacos perderiam de vez a estribeiras. Karel Steiner comete uma falta sem grande dureza sobre a estrela da companhia belga, Robert Coppée, o qual se atira de forma teatral para o chão queixando-se de uma agressão. Sem complacências o árbitro britânico expulsa Steiner, uma decisão que levou o capitão de equipa checoslovaca, o criativo médio Karel Pesek, a abandonar também o relvado em solidariedade com o seu companheiro. E para espanto de todos os presentes os restantes 9 jogadores do combinado de leste imitariam os seus colegas de equipa. A partida ficou suspensa para revolta dos adeptos que lotavam o estádio olímpico, os quais invadiram o campo numa tentativa de agredir os desertores checoslovacos que só conseguiram sair com vida de Antuérpia graças à pronta intervenção do exército belga. O critério parcial do árbitro, a dureza dos belgas, e a hostilidade do público seriam os argumentos que os visitantes apresentariam para justificar o abandono da contenda. Assim sendo a organização não teve dúvidas em atribuir a vitória à Bélgica, que assim se proclamava campeã... do Mundo, tendo os seus jogadores sido levados em ombros por um público em absoluto delírio. A nação alcançava assim a sua maior vitória no planeta do futebol - até à presente data -, um triunfo que mesmo ensombrado pelos acontecimentos na final de Antuérpia é ainda hoje exultado com orgulho pelo povo belga.

Quem fica com a medalha de prata?

Há contudo quem ainda hoje defenda que esta foi um dos títulos mais vergonhosos alcançados por uma equipa de futebol. No entanto a decisão da Checoslováquia não deixou aos responsáveis olímpicos outra saída que não a atribuição do título à Bélgica, ficando no entanto com outro problema entre mãos: quem ficaria com a medalha de prata. Ao abandonar o torneio os checoslovacos perderam automaticamente o direito de ficar com a prata, pelo que a organização teve de encontrar uma solução. Não foi uma decisão fácil, muito confusa na verdade, já que uma série de jogos extra tiveram de ser jogados para se achar o dono da prata olímpica de 1920. E a solução recaiu sobre o Torneio de Consolação, cuja final teve um emocionante Itália - Espanha, disputado também a 2 de setembro, que terminou com uma vitória espanhola por 2-0. E seria na qualidade de vencedora da competição dos derrotados que a Espanha ganhou o direito de discutir com a Holanda a medalha de prata dos Jogos Olímpicos de 1920. Holandeses que, recorde-se, também estavam sem adversário na disputa pelo bronze, já que a França (semi-finalista derrotada) havia amuado e feito as malas de forma antecipada. E no espaço de uma semana a Espanha passou de derrotada (nos quartos-de-final) a vice-campeã olímpica, ou mundial, atendendo à época, depois de no dia 5 de setembro derrotar no estádio olímpico a Holanda por 3-1 - com mais uma exibição monumental de Zamora - e levar para casa a medalha de prata. Já os holandeses ficavam com o bronze pela terceira vez consecutiva!

A figura: Ricardo Zamora

Foi para muitos o primeiro grande astro das balizas mundiais, um nome que hoje figura a letras douradas na Grande Enciclopédia do Futebol. Ricardo Zamora, um "imortal" que nasceu em Barcelona a 21 de janeiro de 1901 e que se deu a conhecer ao Mundo precisamente nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, onde tal como a sua Espanha fez a estreia na alta roda internacional. Zamora começou a jogar futebol no Espanyol de Barcelona, aos 16 anos, ai permanecendo até aos 19, altura em que divergências com o clube catalão levaram-no a mudar de armas e bagagens para o rival FC Barcelona. Exibições monumentais, defesas impossíveis de fazer, e uma postura elegante nas balizas aliada a uma voz de comando por todos respeitada fizeram dele o grande ícone do futebol espanhol das décadas de 20 e 30 do século passado. Sem surpresa foi chamado em 1920 para defender a baliza da Espanha no torneio olímpico, assumindo sem medo o papel de líder de uma equipa que traria para casa a primeira grande vitória do futebol castelhano: a medalha de prata. Zamora foi o herói da Espanha nos jogos que esta seleção disputou em Antuérpia e haveria de sê-lo em muitas, mas muitas, outras ocasiões nas 46 ocasiões em que vestiu a camisola da seleção. Episódio curioso após a epopeia olímpica deu-se aquando do regresso a Espanha, altura em que Ricardo Zamora seria preso por contrabandear charutos de Havana, os charutos que ele tanto gostava de fumar! Em 1922 abandona o FC Barcelona e regressa ao seu Espanyol, após ter feito as pazes com os dirigentes deste clube, os quais apercebendo-se do diamante que haviam perdido para o rival Barça não descansaram enquanto não o repescaram. El Divino, a alcunha que entretanto conquistara graças as suas performances, permaneceria nos azuis e brancos da Cidade Condal até 1930, altura em que se transferiu para o Real Madrid, clube que pagou 100 000 pesetas ao Espanyol para contratar o astro das balizas, o qual passaria a receber cerca de 40 000 pesetas por ano! Uma loucura, uma palavra que de imediato se fez ouvir para descrever a primeira grande transferência do futebol espanhol. O que é certo é que Zamora provaria em campo que valia esse e muito mais dinheiro, fazendo pelos madrilenos algumas das melhores exibições da sua longa e rica carreira. Ali ficou até 1936, conquistando 2 campeonatos (1931/32 e 1932/33) e outras tantas Copas del Rey (1933/34, 1935/36). Antuérpia foi o ponto de partida para o reconhecimento internacional e Itália seria a definitiva coroação deste homem. 1934 é o ano em que Itália recebe a 2ª edição do Campeonato do Mundo, uma prova que tinha em Zamora uma das suas principais estrelas. Il Divino era na altura para muitos o melhor guarda-redes do Mundo, pelo que em solo transalpino não fez mais do que confirmar essa... certeza. Esteve magnífico a defender a baliza de uma Espanha que apenas seria ultrapassada pela batota italiana imposta pelo ditador Benito Mussolini que queria levar a Squadra Azzurra ao trono do Mundo fosse de forma fosse. O poder político espanhol rendeu-se a Zamora, condecorando-o em diversas ocasiões, mas também castigando-o severamente noutras. Durante a Guerra Civil fez-se eco por toda a Espanha que havia sido morto pelos republicanos, mas na verdade a lenda estava mais viva do que nunca. Esteve preso, foi solto e enviado para exílio na Argentina e em França, país onde encerraria a sua gloriosa carreira ao serviço do Nice, em 1938. Depois de penduradas as botas treinou vários clubes... e continuou a receber louvores vindos de todos os quadrantes da sociedade espanhola. A federação de futebol daquele país instituiu em 1959 o Troféu Zamora, que de lá para cá, todos os anos, premeia o guarda-redes menos batido do campeonato espanhol. Morreu a 8 de setembro de 1978 o homem tido por muitos como o primeiro grande guardião do futebol mundial.

Resultados

1ª fase

28 de agosto de 1920

Jugoslávia - Checoslováquia: 0-7
(Vanik, aos 20, 46m, 79m, Janda, aos 34m, 50m, 75m, Sedlacek, aos 43m)

Grã-Bretanha - Noruega: 1-3
(Nicholas, aos 25m)
(Gundersen, aos 13m, 51m, Wilhelms, aos 63m)

Itália - Egito: 2-1
(Baloncieri, aos 25m, Brezzi, aos 57m)
(Osman, aos 30m)

Dinamarca - Espanha: 0-1
(Arabolaza, aos 54m)
Suécia Grécia: 9-0
(Karlsson, aos 15m, 20m, 21m, 51m, 85m, Olsson, aos 4m, 79m, Wicksell, aos 25m, Dahl, aos 31m)

Holanda - Luxemburgo: 3-0
(Groosjohan, aos 47m, 85m, Bulder, aos 30m)

Quartos-de-final

29 de agosto de 1920

Vídeo: HOLANDA - SUÉCIA

Holanda - Suécia: 5-4
(Groosjohan, aos 10m, 57m, Bulder, aos 44m, 88m, De Natris, aos 115m)
(Karlsson, aos 16m, 32m, Olsson, aos 20m, Dahl, aos 72m)
França - Itália: 3-1
(Boyer, aos 10m, Nicolas, aos 14m, Bard, aos 54m)
(Brezzi, aos 33m)

Checoslováquia - Noruega: 4-0
(Janda, aos 17m, 66m, 77m, Vanik, aos 8m)
Bélgica - Espanha: 3-1
(Coppée, aos 11m, 52m, 55m)
(Arrate, aos 62m)

Meias-finais

31 de agosto de 1920

Checoslováquia - França: 4-1
(Mazal, aos 18m, 75m, 87m, Steiner, aos 70m)
(Boyer, aos 79m)

Bélgica - Holanda: 3-0
(Larnoe, aos 46m, Vanhege, aos 55m, Bragard, aos 85m)
Final

2 de setembro de 1920

Bélgica - Checoslováquia: (jogo anulado pela desistência dos checoslovacos, tendo sido atribuída a vitória aos belgas)
Torneio de Consolação

31 de agosto de 1920

Itália - Noruega: 2-1
(Sardi, aos 46m, Badini, aos 96m)
(Andersen, aos 41m)

1 de setembro de 1920

Espanha - Suécia: 2-1
(Belauste, aos 51m, Acedo, aos 53m)
(Dahl, aos 28m)

2 de setembro de 1920

Itália - Espanha: 0-2
(Sesumaga, aos 43m, 72m)

Jogo de atribuição da medalha de prata

5 de setembro de 1920

Holanda - Espanha: 1-3
(Groosjohan, aos 68m)
 (Sesumaga, aos 7m, 35m, Pichichi, aos 72m)

Legenda das fotografias:
1-Cartaz oficial dos Jogos Olímpicos de 1920
2-O guarda-redes espanhol Ricardo Zamora em pleno voo após uma grande defesa ante a Dinamarca...
3-...e a tirar o golo da cebeça a Robert Coppée no encontro com a Bélgica
4-Nem o experiente treinador inglês Fred Pentland conseguiu levar a França ao ouro olímpico
5-A estrela da Bélgica, Robert Coppée, marca, de grande penalidade, o primeiro golo da final
6-A aguerrida seleção espanhola
7-A grande figura dos Jogos de 1920: Il Divino Ricardo Zamora
8-Lance do encontro entre suecos e gregos
9-A birrenta seleção francesa
10-Robert Coppée, o astro belga
11-Capitães de Checoslováquia e Bélgica escutam o árbitro Lewis antes da atribulada final
12-Os novos campeões olímpicos: a Bélgica