quarta-feira, novembro 12, 2014

Lista de Campeões... Grécia

Campeões Nacionais

2026: AEK Atenas
2025: Olympiakos
2024: PAOK
2023: AEK Atenas
2022: Olympiakos
2021: Olympiakos
2020: Olympiakos
2019: PAOK
2018: AEK Atenas
2017: Olympiakos
2016: Olympiakos
2015: Olympiakos
2014: Olympiakos
2013: Olympiakos
2012: Olympiakos
2011: Olympiakos
2010: Panathinaikos
2009: Olympiakos
2008: Olympiakos
2007: Olympiakos
2006: Olympiakos
2005: Olympiakos
2004: Panathinaikos
2003: Olympiakos
2002: Olympiakos

2001: Olympiakos
2000: Olympiakos
1999: Olympiakos

1998: Olympiakos

1997: Olympiakos
1996: Panathinaikos
1995: Panathinaikos
1994: AEK Atenas
1993: AEK Atenas

1992: AEK Atenas
1991: Panathinaikos
1990: Panathinaikos

1989: AEK Atenas
1988: Larissa
1987: Olympiakos
1986: Panathinaikos
1985: PAOK
1984: Panathinaikos

1983: Olympiakos
1982: Olympiakos
1981: Olympiakos
1980: Olympiakos
1979: AEK Atenas
1978: AEK Atenas
1977: Panathinaikos
1976: PAOK
1975: Olympiakos
1974: Olympiakos
1973: Olympiakcos
1972: Panathinaikos

1971: AEK Atenas

1970: Panathinaikos
1969: Panathinaikos

1968: AEK Atenas

1967: Olympiakos
1966: Olympiakos

1965: Panathinaikos
1964: Panathinaikos
1963: AEK Atenas
1962: Panathinaikos
1961: Panathinaikos
1960: Panathinaikos

1959: Olympiakos

1958: Olympiakos

1957: Olympiakos

1956: Olympiakos

1955: Olympiakos

1954: Olympiakos
1953: Panathinaikos

1952: não se disputou

1951: Olympiakos

1950: não se disputou

1949: Panathinaikos

1948: Olympiakos
1947: Olympiakos
1946: Aris Salónica

Entre 1941 e 1945 não se disputou
 1940: AEK Atenas
1939: AEK Atenas

1938: Olympiakos

1937: Olympiakos
1936: Olympiakos

1935: não se disputou
1934: Olympiakos
1933: Olympiakos
 
1932: Aris Salónica
1931: Olympiakos

1930: Panathinaikos

1929: não se disputou
 
1928: Aris Salónica

terça-feira, novembro 04, 2014

Liga dos Campeões da Ásia

Nascida em 2003 na sequência da fusão da Taça dos Campeões da Ásia e da Taça das Taças asiática, a Liga dos Campeões da Ásia é hoje em dia a maior competição de clubes daquele continente. Organizado pela Asian Football Confederation (AFC) o certame reúne os campeões nacionais e os vencedores das taças nacionais das 13 maiores federações do continente, às quais se junta a Austrália, que em 2006 deixou a Confederação de Futebol da Oceania para passar a integrar a AFC. O Al Ittihad, da Arábia Saudita, o Jeonbuk Motors, Coreia do Sul, o Urawa Red Diamonds, do Japão, e o Guangzhou Evergrande, da China, são os emblemas que mais vezes (duas) ergueram o maior troféu continental (que pode ser visto na imagem de cima), sendo que ao nível de nações a Coreia do Sul leva vantagem sobre os seus concorrentes, já que em cinco ocasiões viu os seus filiados conquistarem uma prova cujos vencedores passamos em seguida a recordar:

2025/26: Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita)
2024/25: Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita)
2023/24: Al Ain (Emirados Árabes Unidos)
2022: Urawa Reds Diamonds (Japão)
2021: Al Hilal (Arábia Saudita)

2020: Ulsan Hyundai (Coreia do Sul)

2019: Al Hilal (Arábia Saudita)
2018: Kashima Antlers (Japão)
2017: Urawa Red Diamonds (Japão)
2016: Jeonbuk Motors (Coreia do Sul)

2015: Guangzhou Evergrande (China)
2014: Sydney Wanderers (Austrália)
2013: Guangzhou Evergrande (China)
2012: Ulsan Hyundai (Coreia do Sul)
2011: Al-Sadd (Catar)
2010: Seongnam (Coreia do Sul)
2009: Pohang Steelers (Coreia do Sul)
2008: Gamba Osaka (Japão)
2007: Urawa Red Diamonds (Japão)
2006: Jeonbuk Motors (Coreia do Sul)
2005: Al Ittihad (Arábia Saúdita)
2004: Al Ittihad (Arábia Saudita)
2003: Al-Ain (Emirados Árabes Unidos)

quarta-feira, outubro 15, 2014

Histórias do Planeta da Bola (4)... «Porque é que não ficaste na cabine de imprensa?»

A histórica seleção cubana que marcou presença no Mundial de 1938, com o guarda-redes
Benito Carvajales (o protagnista desta aventura) no centro da fotografia
«Porque não ficaste na cabine de imprensa?». A pergunta que ainda hoje paira no quotidiano cubano remete-nos para o capítulo dourado da modesta história futebolística daquele país insular localizado no mar do Caribe. Proferida com uma boa dose de humor - há quem a evoque com contornos anedóticos! - esta questão praticamente resume a carreira internacional da principal personagem da história que em seguida iremos recordar. Viajemos até 1938, a França mais precisamente, país que nesse ano acolhia a terceira edição do Campeonato do Mundo da FIFA. Entre os 15 participantes algumas novidades saltavam à vista. Desde logo a seleção de Cuba, completamente desconhecida do panorama internacional de então, que chegava a França por via... administrativa! Passamos a explicar. México e Estados Unidos da América, no fundo as grandes potências da região da América do Norte - hoje tutelada em termos futebolísticos pela CONCACAF - boicotaram a presença no Mundial em face de um protesto - cujas razões desconhecemos - com a FIFA, posição que seria apoiada por El Salvador e a Costa Rica, seleções estas que declinaram o convite da entidade máxima reguladora do futebol planetário para viajar até à Europa.
Porém, nem todos se colocaram ao lado de mexicanos e norte-americanos neste braço de ferro com a FIFA. Cuba aceitou o convite do organismo então presidido por Jules Rimet, partindo assim para aquela que é ainda hoje vista como a sua maior aventura no futebol internacional.

Capitães de Cuba e da Roménia trocam galhardetes antes
do início de um momento histórico para o (ainda hoje)
desconhecido futebol cubano
E quem julgava que os cubanos iriam ser os bombos da festa do certame enganou-se por completo. Apesar da sua pouco - ou nenhuma - experiência internacional, e do facto de levar a França um grupo muito reduzido ao nível de recursos humanos - a seleção foi composta por apenas 15 jogadores - os caribenhos foram uns dignos representantes do futebol do norte do continente americano. Na verdade, foram considerados como a surpresa da Coupe do Monde! Então disputada por eliminatórias, a fase final do Mundial de 1938 ditou que na primeira ronda - alusiva aos oitavos de final - a estreante Cuba enfrentasse a experiente Roménia, combinado que havia marcado presença nas duas primeiras edições do Campeonato do Mundo. O Stade Chapou, em Toulouse, foi o palco de um duelo que seria considerado como um dos mais emotivos do torneio de 38. Os cubanos sofreram o primeiro golpe aos 35 minutos, quando Silviu Bindea fez o primeiro golo do encontro. Ainda antes da saída para o descanso Héctor Socorro fez algo que para muitos seria impensável no lançamento do jogo: um golo para Cuba. E se por esta altura o espanto já tomava - por certo - conta dos 7000 espetadores presentes no Stade Chapou a surpresa subiu de tom quando aos 69 minutos Magriña colocou os caribenhos em vantagem! E foi a partir daqui que entrou em ação o personagem principal da nossa história de hoje: Benito Carvajales, o guarda-redes cubano.
Com um punhado de defesas notáveis ele travou nos minutos que se seguiram uma verdadeira avalanche romena. Porém, a dois minutos dos 90 Barátky descobriu o antídoto para contornar o inspirado portero cubano, levando desta forma a partida para prolongamento. Nesse período os cubanos voltaram a entrar melhor - sim, os espetadores continuavam de boca aberta! - tendo Socorro feito o 3-2 aos 103 minutos. Dois  minutos volvidos um potente remate de Dobay voltou a colocar tudo em pé de igualdade, obrigando que três dias mais tarde as duas seleções medissem novamente forças no jogo de desempate.
Antes disso Benito Carvajales voltou a atrair a si as luzes da ribalta. Em declarações à imprensa ele vestiu a pele de cartomante (!) ao prever que a sua seleção iria vencer a partida do tira teimas por 2-1. E não é que adivinhou mesmo! «O jogo dos romenos já não tem qualquer tipo de segredos para nós. Por isso, prevejo uma vitória da nossa equipa por 2-1. Adiós caballeros», lançou em tom provocatório o portero cubano, que pelo protagonismo obtido no primeiro embate seria convidado por uma rádio do seu país para comentar as incidências do segundo jogo. Foi uma espécie de prémio que Carvajales não quis desperdiçar, quiçá encantando com a possibilidade de enveredar por uma carreira que hoje em dia é tão comum entre antigas personagens do Planeta da Bola, a de comentador desportivo.

Fase do encontro entre romenos e cubanos
E Carvajales lá foi para a cabine de imprensa no jogo de desempate (também disputado em Toulouse), tendo assistido de camarote a mais uma exibição surpreendente dos seus companheiros, e sobretudo de um muito em particular: Juan Ayra, o homem que o selecionador José Tapia escolheu para substituir o guarda-redes/comentador. Ayra foi o espetáculo dentro do próprio espetáculo, evitando de todas as formas e feitios que os romenos conseguissem por mais do que uma vez violar as suas redes, acabando por ser considerado o principal obreiro da histórica vitória por 2-1 (Héctor Socorro e Tomas Fernandez foram os autores dos golos cubanos) da seleção de Cuba, que desta forma avançava para os quartos-de-final, onde iria medir forças com a Suécia, num encontro marcado para Antibes.
Para o jogo com os suecos regressou Carvajales, quiçá desencantado com a posição de comentador, ou vislumbrando então a possibilidade de voltar a atrair a si o protagonismo consequente de uma nova vitória. Só que do outro lado estava uma das melhores equipas europeias da época, a Suécia, seleção que destruiu por completo os sonhos cubanos em continuar a aventura mundialista. 8-0, o resultado final a favor dos nórdicos. E destruiu igualmente a fama granjeada por Carvajales, quiçá desencantado com a posição de comentador, ou vislumbrando a possibilidade de voltar a atrair a si o protagonismo consequente de uma nova vitória. Só que do outro lado estava uma das melhores equipas europeias da época, a Suécia, seleção que destruiu por completo os sonhos cubanos em continuar a aventura mundialista. 8-0, o resultado final a favor dos nórdicos. Quanto a Carvajales, que nessa tarde de avalanche praticamente não fez outra coisa se não ir buscar a bola ao fundo da sua baliza, assim que regressou a Cuba recebeu de pronto alguns mimos menos simpáticos, houve mesmo quem lhe atirasse em tom provocatório: «Porque não ficaste na cabine de imprensa?».