segunda-feira, dezembro 22, 2014

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (8)...

 
Final

Le Grand Stade de Marrakech 

Real Madrid (Espanha) - San Lorenzo (Argentina): 2-0

Golos: Ramos, Bale

Galáticos de Madrid sobem com toda a naturalidade ao trono do futebol planetário...

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (7)...

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Le Grand Stade de Marrakech

Cruz Azul (México) - Auckland City (Nova Zelândia): 1-1 (2-4 nas grandes penalidades)

Golos: Rojas / De Vries

Surpreendente Auckland City conquista histórica medalha para o desconhecido futebol neozelandês...




sexta-feira, dezembro 19, 2014

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (6)...

Apuramento dos 5º e 6º classificados

E.S. Sétif (Argélia) - Sydney Wanderers (Austrália): 2-2 (5-4 nas grandes penalidades)

Golos: Ziaya, Mullen (p.b.) / Castelen, Saba

Argelinos levam para casa o 5º prémio após terem vencido a lotaria (das grandes penalidades)...

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (5)...

Meias-finais

Le Grande Stade de Marrakech

San Lorenzo (Argentina) - Auckland City (Nova Zelândia): 2-1 (após prolongamento)

Golos:Barrientos, Matos / Berlanga

Campeões sul-americanos precisaram de fazer horas extras para eliminar a surpresa do Mundial...

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (4)...

Meias-finais

Le Grande Stade de Marrakech

Cruz Azul (México) - Real Madrid (Espanha): 0-4

Golos: Ramos, Benzema, Bale, Isco

Merengues esmagam (com naturalidade) os campeões da CONCACAF...

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (3)...

Jogo 3

Complexe Sportif Prince Moulay Abdellah 

E.S. Sétif (Argélia) - Auckland City (Nova Zelândia): 0-1

Golo: Irving

Neozelandeses continuam a surpreender o planeta da bola!!!...

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (2)...

Jogo 2

Complexe Sportif Prince Moulay Abdellah 

Cruz Azul (México) - Sydney Wanderers (Austrália): 3-1 (após prolongamento)

Golos: Torrado (2), Pavone / La Rocca

Mexicanos afundaram os socceroos no dilúvio de Rabat...

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Mundial de Clubes/Marrocos 2014 (1)...

Jogo 1

Complexe Sportif Prince Moulay Abdellah 

Moghreb Tétouan (Marrocos) - Auckland City (Nova Zelândia): 0-0 (3-4 nas grandes penalidades)

Neozelandeses são os primeiros a lançar foguetes no Mundial de clubes de 2014...

terça-feira, dezembro 09, 2014

Nomes e números da Taça Intercontinental (10)... 1969

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1969

A Taça Intercontinental estava cada vez mais perigosa...e sangrenta. Na imagem o milanista Combin é assistido
depois de ter sido brutalmente agredido por um jogador argentino no encontro da segunda mão de uma competição
que os italianos sairiam vencedores.

1ª mão

Milan (Itália) - Estudiantes (Argentina): 3-0

Data: 8 de setembro de 1969
Estádio: San Siro, em Milão (Itália)
Árbitro: Roger Machin (França)

Milan: Cudicini, Malatrasi, Anquiletti, Rosato, Schnellinger, Lodetti, Rivera, Fogli, Sormani, Néstor Combin (Rognoni, aos 65m), Prati. Treinador: Nereo Rocco.

Estudiantes: Alberto José Poletti, Ramón Alberto Aguirre Suárez, José Hugo Medina, Raúl Horacio Madero, Oscar Malbernat, Carlos Salvador Bilardo, Néstor Togneri, Juan Miguel Echecopar (Felipe Ribaudo, aos 59m), Eduardo Raúl Flores, Marcos Norberto Conigliaro, e Juan Ramón Verón. Treinador:  Osvaldo Juan Zubeldía.

Golos: 1-0 (Sormani, aos 8m), 2-0 (Combin, aos 45m), 3-0 (Sormani, aos 71m)
Com uma folgada vantagem alcançada no encontro de San Siro, o Milan praticamente assegurou
a conquista da sua primeira Taça Intercontinetal, isto porque a organização do certame decidiu nesta edição
que os jogos de desempate iriam terminar, sendo que o vencedor era a equipa que mais golos conseguisse marcar,
independentemente de perder o primeiro ou o segundo jogo da final.
Bilhete do jogo da primeira mão

2ª mão

Estudiantes (Argentina) - Milan (Itália): 2-1

Data: 22 de outubro de 1969
Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Domingo Massaro (Chile)

Estudiantes: Alberto José Poletti, Eduardo Luján Manera, Ramón Alberto Aguirre Suárez, Raúl Horacio Madero, Oscar Miguel Malbernat, Carlos Salvador Bilardo (Juan Miguel Echecopar, aos 53m), Daniel Romero, Néstor Togneri, Marcos Norberto Conigliaro, Juan Alberto Taverna, e Juan Ramón Verón. Treinador: Osvaldo Juan Zubeldía.

Milan: Cudicini, Malatrasi (Maldera, aos 53m), Anquiletti, Fogli, Rosato, Schnellinger, Lodetti, Rivera, Sormani, Néstor Combin, Prati (Rognoni, aos 38m). Treinador: Nereo Rocco.

Golos: 0-1 (Rivera, aos 30m), 1-1 (Conigliaro, aos 43m), 2-1 (Suaréz, aos 44m).
Rivera segura a taça na chegada a Itália
A squadra do Milan que em 1969 conquistou pela primeira vez o Mundo

Vídeo: MILAN - ESTUDIANTES

Vídeo: ESTUDIANTES - MILAN

Nomes e números da Taça Intercontinental (9)... 1968

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1968



La Plata engalanou-se para receber os seus campeões do Mundo, o Estudiantes,
equipa que havia levado de vencido o campeão da Europa, o Manchester United, em mais
uma batalha  - com algumas cenas lamentáveis - da guerra Europa-América do Sul
1ª mão

Estudiantes (Argentina) - Manchester United (Inglaterra): 1-0

Data: 25 de setembro de 1968
Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Hugo Sosa Miranda (Paraguai)

Estudiantes: Alberto José Poletti, Oscar Miguel Malbernat, Ramón Alberto Aguirre Suárez, Raúl Horacio Madero, José Hugo Medina, Carlos Salvador Bilardo, Carlos Oscar Pachamé, Néstor Togneri, Felipe Ribaudo, Marcos Norberto Conigliaro, e Juan Ramón Verón. Treinador: Osvaldo Juan Zubeldía.

Manchester United:  Alex Stepney, Tony Dunne, William Anthony Foulkes, Nobby Stiles, Francis Burns, Pat Crerand, David Sadler, Bobby Charlton, Willie Morgan, Denis Law, e George Best. Treinador: Matt Busby.

Golo: 1-0 (Conigliaro, aos 28m).
Ainda que em dose menor em relação à final do ano transato, o segundo jogo
da Taça Intercontinental de 1968 também conheceu alguns episódios onde o boxe eclipsou o futebol.

2ª mão

Manchester United (Inglaterra) - Estudiantes (Argentina): 1-1

Data: 16 de outubro de 1968
Estádio: Old Trafford, em Manchester (Inglaterra)
Árbitro: Konstantin Zecevic (Jugoslávia)

Manchester United: Alex Stepney, Tony Dunne, William Anthony Foulkes, David Sadler, Shay Brennan, Pat Crerand, Bobby Charlton, Willie Morgan, Brian Kidd, Denis Law (Carlo Domenico Sartori, aos 43m), e George Best. Treinador: Matt Busby.

Estudiantes: Alberto José Poletti, Oscar Miguel Malbernat, Ramón Alberto Aguirre Suárez, Raúl Horacio Madero, José Hugo Medina,  Carlos Salvador Bilardo, Carlos Oscar Pachamé, Néstor Togneri, Felipe Ribaudo (Juan Miguel Echecopar, aos 71m), Marcos Norberto Conigliaro, e Juan Ramón Verón. Treinador: Osvaldo Juan Zubeldía.

Golos: 0-1 (Verón, aos 7m), 1-1 (Morgan, aos 89m)
Em 1968 o título mundial de clubes permanceia na Argentina, mas agora nas mãos do Estudiantes de La Plata.

Vídeo: MANCHESTER UNITED - ESTUDIANTES

Nomes e números da Taça Intercontinental (8)... 1967

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1967
Em 1967 o Planeta do Futebol ficava em choque face à violência ocorrida
na final da Taça Intercontinental entre os argentinos do Racing e os escoceses do Celtic.
O jogo de desempate, ocorrido em Montevideu, ficaria conhecido como a Batalha de Montevideu,
onde insultos, socos, pontapés, cargas policiais foram algumas das tristes imagens que se sobrepuseram
ao futebol propriamente dito.


1ª mão

Celtic (Escócia) - Racing Club (Argentina): 1-0

Data: 18 de outubro de 1967
Estádio: Hampden Park, em Glasgow (Escócia)
Árbitro: Juan Gardeazábal (Espanha)

Celtic: Simpson, Craig, Gemmell, Murdoch, McNeil, Clark, Johnstone, Lennox, Wallace, Auld, e Hughes. Treinador: Jock Stein.

Racing Club: Agustín Mario Cejas, Roberto Alfredo Perfumo, Rubén Osvaldo Díaz, Oscar Raimundo Martín, Miguel Ángel Mori, Alfio Basile, Norberto Santiago Raffo, Juan Carlos Rulli, Juan Carlos Cárdenas, Juan José Rodríguez, e Humberto Dionisio Maschio. Treinador: Juan José Pizzuti.

Golo: 1-0 (McNeil, aos 69m)

2ª mão

Racing Club (Argentina) - Celtic (Escócia): 2-1

Data: 1 de novembro de 1967
Estádio: Juan Domingo Perón, em Avellaneda (Argentina)
Árbitro: Esteban Marino (Uruguai)

Racing Club: Agustín Mario Cejas, Roberto Alfredro Perfumo, Nelson Pedro Chabay, Oscar Raimundo Martín, Juan Carlos Rulli, Alfio Basile, Norberto Santiago Raffo, João Cardoso, Juan Carlos Cárdenas, Juan José Rodríguez, e Humberto Dionisio Maschio. Treinador: Juan José Pizzuti.

Celtic: Fallon, Craig, Gemmell, Murdoch, McNeil, Clark, Johnstone, Wallace, Charmers, O'Neil, e Lennox. Treinador: Jock Stein.

Golos: 0-1 (Gemmell, aos 21m), 1-1 (Raffo, aos 48m), 2-1 (Cárdenas, aos 93m).

Este é um dos poucos lances em que a bola rolou no relvado do Centenário, já que na maior
parte do tempo as cenas de pugilato entre jogadores de ambos os conjuntos ditaram leis.
Jogo de desempate

Racing Club (Argentina) - Celtic (Escócia): 1-0

Data: 4 de novembro de 1967
Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)
Árbitro: Rodolfo Osório (Paraguai)

Racing Club: Agustín Mario Cejas, Roberto Alfredo Perfumo, Nelson Pedro Chabay, Oscar Raimundo Martín, Juan Carlos Rulli, Alfio Basile, Norberto Santiago Raffo, João Cardoso, Juan Carlos Cárdenas, Juan José Rodríguez, e Humberto Dionisio Maschio. Treinador: Juan José Pizzuti.

Celtic: Fallon, Craig, Gemmell, Murdoch, McNeil, Clark, Johnstone, Lennox, Wallace, Auld, e Hughes. Treinador: Jock Stein.

Golo: 1-0 (Cárdenas, aos 56m)
A equipa do Racing Club que em 1967 conquistou o Mundo de forma... triste!
Vídeo: CELTIC - RACING CLUB
Vídeo: RACING CLUB - CELTIC (desempate)

Nomes e números da Taça Intercontinental (7)... 1966

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1966
A vingança serve-se fria, velho ditado popular que assenta que nem uma luva
na épica vitória do Peñarol na final da Taça Intercontinental de 66, ante o Real Madrid, que seis anos antes havia derrotado os sul-americanos na primeira edição da prova. Duas exibições deslumbrantes - a segunda, em Madrid, deixou a Europa boquiaberta, dado o (bom) futebol praticado pelos uruguaios em plena casa do gigante espanhol - deram o segundo título mundail ao clube de Montevideu, na altura treinado pela lenda Roque Máspoli, nada mais nada menos do que o guarda-redes da seleção uruguaia que protagonizou o célebre Maracanazo de 1950.

1ª mão

Peñarol (Uruguai) - Real Madrid (Espanha): 2-0

Data: 12 de outubro de 1966
Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)
Árbitro: Claudio Vicuña (Chile)

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Lezcano, Varela, González, Gonçálvez, Caetano, Abbadie, Cortés, Spencer, Rocha, e Joya Cordero. Treinador: Roque Máspoli.

Real Madrid:  Betancort, Pachín, De Felipe, Sanchis, Félix Ruiz, Zoco, Serena, Amancio, Pirri, Velázquez, e Bueno. Treinador: Miguel Muñoz.

Golos: 1-0 (Spencer, aos 39m), 2-0 (Spencer, aos 74m).
Gritaram-se "olés" na "cancha" de Montevideu durante o jogo da primeira mão, em face
do "banho de bola" que o Peñarol ofereceu ao poderoso Real Madrid. Porém, os espanhóis queixaram-se do péssimo estado do relvado para justificar uma derrota que segundo os mesmos iria ser esquecida no encontro de Madrid, já que para eles o Real era muito superior ao conjunto uruguaio, e facilmente iria vencer e garantir o terceiro jogo,  que teria lugar em Lausane (Suíça). Os sul-americanos chegaram à Europa em silêncio, não reagindo à onda de confiança que pairava sobre a capital espanhola, e no dia do jogo, com o Santiago Bernabéu lotado, deram um verdadeiro recital de futebol, que pasmou os incrédulos adeptos merengues, e não só. O Mundo inteiro, melhor dizendo.


2ª mão

Real Madrid (Espanha) - Peñarol (Uruguai): 0-2

Data: 26 de outubro de 1966
Estádio: Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Concetto lo Bello (Itália)

Real Madrid: Betancort, Calpe, De Felipe, Sanchis, Pirri, Zoco, Serena, Amancio, Grosso, Velázquez, e Gento. Treinador: Miguel Muñoz.

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Lezcano, Varela, González, Gonçálvez, Caetano, Abbadie, Rocha, Spencer, Cortés, e Joya Cordero. Treinador: Roque Máspoli.

 Golos: 1-0 (Rocha, aos 28m), 2-0 (Spencer, aos 37m).
Uma imagem de todo impensável no lançamento
do encontro de Madrid: o capitão do Peñarol a erguer o troféu de campeão do Mundo.

Vídeo: REAL MADRID - PEÑAROL

Nomes e números da Taça Intercontinental (6)... 1965

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1965
Em 1965 os mesmos atores da edição anterior (Inter e Independiente) subiram ao palco
da final da Intercontinental, cujo desfecho foi exatamente igual ao de 1964, ou seja, o Inter de Milão fez a festa, mas desta feita sem precisar de horas extras para manter o troféu em Itália.

1ª mão

Inter (Itália) - Independiente (Argentina): 3-0

Data: 8 de setembro de 1965
Estádio: San Siro, em Milão (Itália)
Árbitro: Rudolf Kreitlein (Alemanha)

Inter: Giulano Sarti, Tarcisio Burgnich, Giacinto Facchetti, Gianfranco Bedin, Aristide Guarnieri, Armando Picchi, Jair Da Costa, Alessandro Mazzola, Joaquín Peiró Luis Suárez, e Mario Corso. Treinador: Helenio Herrera.

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Roberto Oscar Ferreiro, Ricardo Elbio Pavoni Cuneo - Rubén Marino Navarro, Juan Carlos Guzmán, David Acevedo, Raúl Enrico Bernao, Osvaldo Luis Mura, Mario Rodríguez, Raúl Armando Savoy, e Tomas Rolán. Treinador: Manuel Giúdice.

Golos: 1-0 (Peiró, aos 3m), 2-0 (Mazzola, aos 22m), 3-0 (Mazzola, aos 59m)

2ª mão

Independiente (Argentina) - Inter (Itália): 0-0

Data: 15 de setembro de 1965
Estádio: Lo Doble Visera, em Avellaneda (Argentina)
Árbitro: Arturo Yamasaki (Perú)

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Rubén Marino Navarro, Ricardo Elvio Pavoni Acuña - Roberto Oscar Ferreiro, Tomás Rolan Barrios, Juan Carlos Guzmán, Raúl Emilio Bernao, Osvaldo Luis Mura, Roque Alberto Avallay, Miguel Ángel Mori, e Raúl Armando Savoy. Treinador: Manuel Giúdice.

Inter: Giuliano Sarti, Tarcisio Burgnich, Giacinto Facchetti, Gianfranco Bedin, Aristide Guarnieri, Armando Picchi, Jair Da Costa, Alessandro Mazzola, Joaquín Peiró, Luis Suárez, e Mario Corso. Treinador: Helenio Herrera.
Os mestres do catenaccio - o Inter - sofreram a bom sofrer no encontro da segunda mão, realizado
em solo argentino,  já que o técnico do Independiente montou uma equipa verdadeiramente
ofensiva na tentativa de levar a decisão para um terceiro jogo.
Não teve êxito, pois a taça voltou de novo para Itália.
Vídeo: INTER - INDEPENDIENTE

Nomes e números da Taça Intercontinental (5)... 1964

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1964
Milão voltou pelo segundo ano consecutivo a figurar no cartaz
da Taça Intercontinental, desta feita através do Inter, emblema que em 1964
havia batido o poderoso Real Madrid na final da Taça dos Campeões Europeus (TCE).
No embate pela conquista do trono planetário, os nerazzurri derrotaram os argentinos
do Independiente, após a realização de um terceiro encontro, o qual, ao contrário de outras
finais, foi disputado em campo neutro, tendo Madrid sido o palco da festa italiana.

1ª mão

Independiente (Argentina) - Inter (Itália): 1-0

Data: 9 de setembro de 1964
Estádio: La Doble Visera, em Avellaneda (Argentina)
Árbitro: Armando Marques (Brasil)

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Juan Carlos Guzmán, Tomás Rolan, Roberto Oscar Ferreiro, David Acevedo, Jorge Alberto Maldonado, Raúl Emilio Bernao, Osvaldo Luis Mura, Pedro Prospitti, Mario Rodríguez, e Raúl Armando Savoy. Treinador: Manuel Giúdice.

Inter: Giuliano Sarti, Tarcisio Burgnich, Giacinto Facchetti, Carlo Tagnin, Aristide Guarneri, Armando Picchi, Jair da Costa, Alessandro Mazzola, Joaqim Peiró, Luis Suárez, e Mario Corso. Treinador: Helenio Herrera.

Golo: 1-0 (Mario Rodríguez, aos 59m).

2ª mão

Inter (Itália) - Independiente (Argentina): 2-0

Data: 23 de setembro de 1964
Estádio: San Siro, em Milão (Itália)
Árbitro: Juliá Gere (Hungria)

Inter: Giuliano Sarti, Tarcisio Burgnich, Giacinto Facchetti, Saul Malatrasi, Aristide Guarneri, Armando Picchi, Jair da Costa, Alessandro Mazzola, Aurelio Milani, Luis Suárez, e Mario Corso. Treinador: Helenio Herrera.

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Roberto Oscar Ferreiro, Raúl Decaría - David Acevedo, José Andrés Paflik, Jorge Alberto Maldonado, Luis Ernesto Suárez, Osvaldo Luis Mura, Pedro Prospitti, Mario Rodríguez, e Raúl Armando Savoy. Treinador: Manuel Giúdice.

Golos: 1-0 (Mazzola, aos 8m), 2-0 (Corso, aos 34m)
O mago argentino Helenio Herrera, o inventor do grande Inter dos anos 60, juntou em 1964
a Taça Intercontinental à TCE, um feito que haveria de repetir um ano mais tarde.

Jogo de desempate

Inter (Itália) - Independiente (Argentina): 1-0

Data: 26 de setembro de 1964
Estádio: Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Ortiz de Mendíbil (Espanha)

Inter: Giuliano Sarti, Armando Picchi, Giacinto Facchetti, Saul Malatrasi, Aristide Guarneri, Carlo Tagnin, Angelo Domenghini, Joaqim Peiró, Aurelio Milani, Luis Suárez, e Mario Corso. Treinador: Helenio Herrera.

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Juan Carlos Guzmán, Raúl Decaría, José Andrés Paflik, David Acevedo, Jorge Alberto Maldonado, Raúl Emilio Bernao, Pedro Prospitti, Luis Ernesto Suárez, Mario Rodríguez, Raúl Armando Savoy. Treinador: Manuel Giúdice.

 Golo: 1-0 (Corso, aos 110m)
Não faltou "sal e pimenta" - por outras palavras, emoção e picardias - a mais um duelo
entre europeus e sul-americanos na luta pela conquista do Mundo, tendo neste capítulo
o Inter saído deste confronto com mais razões para sorrir. 


Vídeo: INTER - INDEPENDIENTE


Vídeo: INTER - INDEPENDIENTE

Nomes e números da Taça Intercontinental (4)... 1963

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1963
Na ausência do Rei (Pelé) foram os príncipes Pepe, Almir, Coutinho, ou Dorval
que guiaram o Santos à conquista do bi-campeonato Mundial de clubes, à custa
de um Milan que vendeu cara a derrota, facto comprovado com a necessidade
de se realizar um terceiro jogo para definir o campeão do Mundo de 1963.

1ª mão

Milan (Itália) - Santos (Brasil): 4-2

Data: 16 de outubro de 1963
Estádio: San Siro, em Milão (Itália)
Árbitro: Alfred Haberfellner (Áustria)

Milan: Ghezzi, David, Trebbi, Pelagalli, Maldini, Trapattoni, Mora, Lodetti, Altafini, Rivera, e Amarildo. Treinador: Luis Carniglia.

Santos: Gilmar, Lima, Haroldo, Calvet, Geraldinho, Mengalvio, Zito, Dorval, Coutinho, Pelé, e Pepe. Treinador: Lula.

Golos: 1-0 (Trapattoni, aos 3m), 2-0 (Amarildo, aos 15m), 2-1 (Pelé, aos 55m), 3-1 (Amarildo, aos 67m), 4-1 (Mora, aos 82m), 4-2 (Pelé, aos 84m)

2ª mão

Santos (Brasil) - Milan (Itália): 4-2

Data: 14 de novembro de 1963
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (Brasil)
Árbitro: Juan Regis Brozzi (Argentina)

Santos: Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo, Dalmo, Lima, Mengalvio, Dorval, Coutinho, Almir, e Pepe. Treinador: Lula.

Milan: Ghezzi, David, Trebbi, Pelegalli, Maldini, Trapattoni, Mora, Lodetti, Altafini, Rivera, e Amarildo. Treinador: Luis Carniglia.

Golos: 0-1 (Altafini, aos 12m), 0-2 (Mora, aos 17m), 1-2 (Pepe, aos 50m), 2-2 (Almir, aos 54m), 3-2 (Lima, aos 65m), 4-2 (Pepe, aos 68m).
Depois de uma pesada derrota no San Siro, no encontro da primeira mão, o Santos
respondeu na mesma moeda no Maracanã no encontro de volta, jogo esse lendário,
já que os brasileiros deram a volta a um marcador que ao intervalo era favorável aos italianos (0-2).

Jogo de desempate

Santos (Brasil) - Milan (Itália): 1-0

Data: 16 de novembro de 1963
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (Brasil)
Árbitro: Juan Regis Brozzi (Argentina)

Santos: Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo, Dalmo, Lima, Mengalvio, Dorval, Coutinho, Almir, e Pepe. Treinador: Lula.

Milan: Balzarini, Benítez, Pelegalli, Trebbi, Maldini, Trapattoni, Mora, Lodetti, Mazzola, Amarildo, e Fortunato. Treinador: Luis Carniglia.

Golo: 1-0 (Dalmo, aos 31m)
A equipa do Santos que na relva sagrada o templo Maracanã venceu a quarta edição da Taça Intercontniental.
Para a história aqui fica o relato do jogo decisivo estraído do livro "Na Raça", de Odir Cunha, que conta
a aventura santista na Taça Intercontinental de 63:
«A expectativa pela decisão do título Mundial Interclubes é enorme. Até o presidente do Brasil, João Goulart, não se nega a dar seu palpite para o jogo: 3 a 1 para o Santos é o seu prognóstico.
Um estrondo digno da era atômica – assim o jornal A Gazeta Esportiva descreve o barulho provocado pelos fogos de artifício e pelos gritos da torcida quando o Santos entra em campo.
Exatamente às 21 horas (de Brasília) Lodetti, o camisa oito do Milan, inicia a partida decisiva do Mundial Interclubes de 1963 tocando para Mazzola. O primeiro ataque do campeão europeu é perigoso. Mora penetra pela direita, passa por Dalmo e é combatido por Mengálvio, que joga para escanteio.
Aos cinco minutos, Dorval toca para Coutinho, que é cercado por Trapattoni. Ao tentar recuar para Ismael, o centroavante santista faz um passe curto que é interceptado por Amarildo. Este avança e ao tentar chutar a gol é prensado por Dalmo, que alivia o perigo.
Um minuto depois, Pepe cobra uma falta e a bola, rebatida por Balzarini, sobra para Almir. Ao tentar o chute, o atacante brasileiro acerta a cabeça do goleiro, que começa a sangrar (a partir daí Balzarini jogaria com a cabeça enfaixada, e seria substituído ao final do primeiro tempo). Maldini se revolta e vai pra cima de Almir, que ergue os braços, alegando inocência. Os italianos partem para a briga. Junto à linha de fundo, Pellagalli agride Coutinho. Mauro vem correndo e entra no bolo. Pela TV Record, o locutor Raul Tabajara diz: Vejam o clássico zagueiro santista, que dizem jogar com luvas de pelica, sair em defesa de seus companheiros. Repórteres e policiais invadem o campo e a área do Milan se transforma em um pandemônio. O ponta Mora vai ao chão, agredido não se sabe por quem.
Aos sete minutos, Maldini comete falta em Almir, mas, descontrolado, não gosta quando Juan Brozzi marca a inflação e o encara, dando-lhe uma peitada.
O Santos é mais ofensivo. Aos 18 minutos Coutinho tabela com Almir, a bola desvia em Trapattoni e sobra para Lima, na meia-direita, próximo à entrada da grande área. O santista atira rasteiro, Balzarini não pega e a bola passa raspando a trave.
O bicampeão sul-americano prossegue tentando o gol. Aos 27 minutos Coutinho recebe de Lima e passa na esquerda para Almir. Mesmo pressionado por Pellagalli, o atacante santista corre em direção à linha de fundo e chuta cruzado, obrigando Balzarini a uma defesa acrobática.
A defesa do Santos só assiste a partida, que se desenrola no campo do adversário. O Santos toca de pé em pé e o Milan se encolhe na defesa.
Aos 30 minutos, Lima centra para a área. A bola vai em direção de Almir. Trebbi escorrega ao tentar cortar o passe e o desesperado Maldini, quando busca chutar para a frente, acerta a cabeça de Almir, que cai rolando no gramado. Juan Brozzi marca pênalti, para revolta geral dos italianos, que o cercam, enfurecidos. Sobre o lance, Almir escreveu assim em seu livro “Eu e o futebol”: Lima fez um cruzamento alto. Eu estava mais ou menos ali pela marca do pênalti. Ia chegar um pouco atrasado na bola, mas tinha de tentar, tinha de acreditar em mim. Vi quando Maldini, desesperado, levantou o pé, tentando cortar o lançamento. Eu tinha de dar tudo ali naquele lance: meter a cabeça para levar um pontapé de Maldini, correr o risco de uma contusão grave, ficar cego, até mesmo morrer, porque o italiano vinha com vontade. Agora era ele ou eu. Meti a cabeça, Maldini enfiou o pé, eu rolei de dor pelo chão. O argentino não conversou: pênalti.
O jogo fica interrompido por cerca de quatro minutos. Os italianos protestam, tiram a bola da marca do pênalti. Maldini, que segundo Almir, parecia “enlouquecido”, ofende o árbitro e tenta agredi-lo, sendo expulso. Revoltado, o capitão do Milan só abandona o gramado com a intervenção dos policiais, com os quais discute também. Outros jogadores do Milan ameaçam abandonar o campo. A torcida vaia os italianos.
O campo é invadido por repórteres, fotógrafos e policiais. Os italianos tinham tentado impedir que repórteres e fotógrafos acompanhassem o jogo de dentro do campo, mas o vice-presidente do Santos, Modesto Roma, disse que no Brasil mandavam os brasileiros. Nossa imprensa sempre teve toda a liberdade para trabalhar e não vamos tirá-la agora, disse o dirigente santista em uma reunião anterior com dirigentes do Milan e representantes da Confederação Sul-americana, realizada no Hotel Glória.
Em meio ao tumulto, Dalmo se aproxima de Pepe, diz que está confiante e pede para cobrar o pênalti. Pepe, que seria o cobrador natural, percebe que o companheiro realmente está decidido e cede ao lateral aquele que seria o seu maior momento na história do futebol. Gol do Santos: 1-0, por Dalmo.
Aos 34 minutos, o lateral-esquerdo Dalmo aproxima-se da bola para cobrar a penalidade, mas interrompe o movimento do chute ao perceber que Balzarini adiantou-se tanto a ponto de pisar quase na risca da pequena área. O árbitro admoesta o arqueiro italiano e pede que ele volte à sua posição inicial. Novo apito e desta vez Dalmo bate de pé direito, rasteiro, no canto esquerdo. O goleiro pula no canto certo e quase chega a tocar na bola, mas esta morre no fundo do gol.
Depois, Dalmo descreveria os momentos que antecederam o gol: Era um barulho ensurdecedor, aquele povo todo gritando. Houve um desentendimento. Quando eu ia bater, dava a paradinha, (sou o inventor da paradinha), e o goleiro se adiantava. O árbitro mandou que eu não fizesse a paradinha e que o goleiro não se adiantasse. Fui frio e calculista, pois estava acostumado a cobrar pênaltis nos outros clubes em que joguei. Quando corri para a bola, o estádio silenciou. Mas já estava decidido. Bati no canto esquerdo do goleiro, rasteiro e fiz o gol.
O Alvinegro Praiano se anima com a vantagem e continua melhor do que o Milan, que parece atordoado. Aos 40 minutos o Santos tem um gol anulado. Em casa, assistindo pela TV Record, percebo que ao saltarem para tentar aproveitar um cruzamento na área italiana, Mengálvio e Coutinho fazem falta no goleiro. A bola sobra para Coutinho, que chuta para as redes, mas o gol é invalidado e os santistas não reclamam.
Aos 43 minutos, Balzarini cai no gramado e pede atendimento médico. O sangue escorre por seu rosto. Sem condição para continuar, o goleiro é substituído pelo reserva Barlucci.
Um gesto de elegância em meio ao clima hostil da partida: aos 46 minutos Dalmo joga a bola pela lateral para que Fortunato, caído, seja atendido.
Oito minutos além do tempo regulamentar, Amarildo dá uma entrada forte em Ismael, que parte para cima do atacante do Milan e lhe desfere uma cabeçada. Amarildo cai, exagerando, e Juan Brozzi expulsa o jogador do Santos. Profundamente arrependido, Ismael sai de campo acompanhado por Coutinho e, aos prantos, é recebido pelo massagista Macedo, que o acompanha até o túnel.
Juan Brozzi dá onze minutos de descontos. Ao final do primeiro tempo, os milaneses saem de campo vaiados, enquanto os santistas são aplaudidos.
Segundo Tempo
Às 22h45m Coutinho dá a saída.
O clima é tenso os jogadores pegam pesado. Almir é o primeiro a ir ao chão. Antes de se completar três minutos de jogo, Haroldo dá uma entrada violenta em Amarildo.
Aos sete minutos, Almir dá um belo drible em Trapattoni e segue em direção à área italiana. Já batido, o zagueiro italiano apela e derruba acintosamente o brasileiro, merecendo apenas uma bronca do árbitro.
Aos 10 minutos percebe-se que o Milan, mesmo sem criar lances de perigo, está jogando melhor. Dalmo e Haroldo erram passes e quebram a evolução do time, que não consegue atacar.
Mas o Santos se reapruma e aos 14 minutos Almir tenta escapar pela direita e sofre falta de Trapatoni. Pepe cobra, a bola passa pela barreira, mas Barlucci agarra firme, quando Haroldo já estava pronto para aproveitar um possível rebote.
Aos 20 minutos o Santos tem uma chance de ouro de ampliar o marcador. Após receber excelente passe de Haroldo, Lima surge livre na frente de Barlucci. Mas o meia santista demora muito para atirar e, quando o faz, o goleiro, que já fechou o ângulo, salta para espalmar para escanteio, numa grande defesa.
Na seqüência da jogada, Pepe cobra o escanteio e Coutinho cabeceia, encobrindo Barlucci. A bola vai entrando, mas Benitez consegue salvar.
Aos 24 minutos Almir corre e evita a saída de bola pela linha de fundo. Trapattoni vem marcá-lo e o atacante brasileiro usa o corpo para proteger a bola. Sem ter como desarmar o santista, Trapattoni o derruba, cometendo falta.
A 15 minutos para terminar a partida, o Santos segue sem dar oportunidades ao campeão europeu. Com a expulsão de Ismael, o ponta Dorval recuou para a lateral-direita e conseguiu anular Fortunato, o bom atacante do Milan.
A primeira grande oportunidade do Milan surge aos 32 minutos, quando Fortunato passa por Haroldo e cruza para a direita. Mora vem na corrida, domina a bola e penetra livre. Na hora de concluir, entretanto, entorta o chute e a bola sai à esquerda da meta de Gilmar.
As coisas começam a se complicar para o Santos com as contusões de Almir e Pepe (à época só eram permitidas substituições de goleiros). O substituto de Pelé, de tanto correr e levar pancadas, sente uma contusão na coxa direita e passa a jogar com uma cinta elástica, deslocando-se para a extrema direita. Minutos depois, Almir cai e em seguida aparece com duas cintas, uma em cada coxa. Pepe também manquitola e é atendido pelo massagista Macedo. O Santos está em frangalhos e o Milan vem para cima.
Aos 37 minutos Mazzola perde ótima oportunidade para empatar. Após receber de Amarildo, na posição de meia-esquerda, ele avança livre e chuta, mas a bola sai.
Mesmo sem poder andar direito, Almir continua lutando como um leão. Aos 43 minutos ele acerta bom passe em profundidade para Pepe, que sofre falta de Pellagali na entrada da área. O mesmo Pepe cobra a falta e obriga Barlucci a grande defesa, jogando a bola para escanteio.
O final da partida é de pressão total do Milan. Aos 44 minutos Mora avança pela direita, passa por Dalmo e cruza rasteiro para Amarildo. Mas Gilmar se antecipa e agarra firme.
A impressão que se tem é que se o Milan empatar, o estropiado Santos não terá forças para buscar a vitória e o título na prorrogação. Os italianos ainda estão inteiros, enquanto os santistas capengam pelo campo, tentando suportar de todas as formas a pressão do adversário.
Quando Juan Brozzi apita, assinalando o final da partida, os jogadores do Milan saem correndo do campo em direção aos vestiários, sem cumprimentar os santistas ou dar entrevistas aos repórteres, o que era usual à época. Percebia-se, entretanto, que protestavam contra a atuação do árbitro. Na verdade, durante todo o jogo tinham sido insuflados contra a arbitragem pelo seu técnico, o argentino Luiz Carniglia. Dos vestiários, foram direto para o Aeroporto Internacional do Galeão.
Os jogadores do Santos, por sua vez, recebem o apito final do árbitro com alívio e alegria. Pulam, carregam Almir nos braços, enquanto Ismael, que voltou a campo ainda de calção, mas sem meias, chora copiosamente. Lima, Coutinho e Haroldo caminham aos saltos. Organiza-se uma volta olímpica. O Santos parece um exército Brancaleone. Alguns jogadores mancam, outros estão semchuteiras. Todos erguem as mãos para o público, agradecendo o comovente apoio nos dois jogos.
O capitão Mauro Ramos de Oliveira é convocado para subir à tribuna de honra e receber a taça de campeão mundial interclubes das mãos de Raul Colombo, presidente da Confederação Sul-americana de Futebol. O estádio rompe em aplausos. Em menos de um ano e meio o elegante zagueiro santista erguia duas taças de campeão do mundo (a primeira pela Seleção Brasileira, no Chile, em 17 de junho de 1962).
Almir Albuquerque, o Almir Pernambuquinho, descreveu esse momento em seu livro: Eu ouvia o público gritar meu nome num coro que tomava o Maracanã de ponta a ponta: – Al-mir! Al-mir! Àquela altura eu não tinha condições de fazer a volta olímpica, com os demais jogadores. Estava no bagaço, de tão massacrado. Dei muita pancada, mas também apanhei demais. Saí do campo capengando, me arrastando, não agüentava de tanto cansaço. Fiquei um tempão na banheira térmica do vestiário… Nós estávamos hospedados na concentração do próprio Maracanã. Várias vezes os jogadores tiveram de chegar à janela para acenar à multidão, ali em frente à rampa das arquibancadas. O povo dançava acompanhando a marcação do surdo com um coco que alternava duas palavaras: – Al-mir! Bicampeão! Al-mir! Bicampeão! Quase arrastado por seu Moran, cheguei á janela: houve um delírio ali diante do lugar onde o Santos mandou colocar uma placa à homenagem à torcida carioca. Eu tinha me comportado como um marginal? Para o povo, ali, e para a imprensa, no dia seguinte, eu era um herói. Eu, Almir Morais Albuquerque, apenas havia aplicado o que o futebol me ensinou.
A placa foi mesmo encomendada pela diretoria santista e colocada na entrada das arquibancadas do Maracanã. Ela dizia: Às palmas dos cariocas, o coração do Santos Football Club. Os cariocas elegaram o triunfo santista como uma vitória deles também, uma vitória do Brasil. Há três anos a capital da nação havia se mudado para Brasília, mas a verdade é que o Rio de Janeiro ainda se sentia o coração do País. A vitória do Santos era a vitória da raça brasileira. A imprensa nacional se colocou ao Santos do Santos cem por cento. O time se sentiu amparado por ela nas 72 horas martirizantes que decidiram o Mundial de 1963.
O mais inflamado de todos era o locutor da Rádio Globo Valdir Amaral. Ele, que dramatizou ainda mais os últimos minutos de jogo com seu bordão “o relóóógio maarcaaa” agora discursava apoteoticamente, num som metálico que reverberava entre a multidão que abandonava o Maracanã com a alma lavada: Esse maravilhoso Santos deu ao Brasil, a mim, a você, senhor, ao País, a glória imensa de ser bicampeão do mundo! Transcendemos como nação!.
Naquela noite o Santos e a imprensa carioca fizeram o brasileiro acreditar que vivia no maior país do mundo: o maior estádio, o maior futebol, Pelé, o Carnaval, Copacabana… O milagre do futebol se espalhou pelas pessoas. O Santos não pertencia mais a ele mesmo.


Vídeos: MILAN - SANTOS / SANTOS - MILAN / SANTOS - MILAN (desempate)

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Nomes e números da Taça Intercontinental (3)... 1962

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1962
O Santos da década de 60 - liderado por Pelé - é considerada como uma das melhores equipas de sempre
da história do futebol planetário...
... e em 1962 ergueu a primeira de duas taças Intercontinentais conquistadas



1ª mão

Santos (Brasil) - Benfica (Portugal): 3-2

Data: 19 de setembro de 1962
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (Brasil)
Árbitro: Rúben Cabrera (Paraguai)

Santos: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Mengalvio, Zito, Dorval, Coutinho, Pelé, e Pepe. Treinador: Lula.

Benfica: José Rita, Ângelo, Humberto, Raúl, Cruz, Cavém, Coluna, José Augusto, Santana, Eusébio, e Simões. Treinador: Fernando Riera.

Golos:1-0 (Pelé, aos 31m), 1-1 (Santana, aos 58m), 2-1 (Coutinho, aos 64m), 3-1 (Pelé, aos 85m), 3-2 (Santana, aos 87m).
Liderados pelo génio de Pelé, o Santos fez do gigante (Estádio) Maracanã a sua casa
no encontro da 1ª mão ante o bi-campeão europeu Benfica. A turma portuguesa saiu do Rio de Janeiro com uma derrota, mas a julgar pela (excelente) exibição obtida trouxe para Lisboa uma "mala" cheia de confiança que dali a sensivelmente um mês iria derrotar os campeões sul-americanos e levar a decisão para um terceiro jogo. Inclusive, já estavam a ser comercializados bilhetes para esse hipotético terceiro encontro (!!!) que na realidade não viria a acontecer muito por culpa de uma atuação endiabrada de Pelé.

2ª mão

Benfica (Portugal) - Santos (Brasil): 2-5

Data: 11 de outubro de 1962
Estádio: Luz, em Lisboa (Portugal)
Árbitro: Pierre Schwinte (França)

Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Germano, Raúl, Cruz, Cavém, José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna, e Simões. Treinador: Fernando Riera.

Santos: Gilmar, Mauro, Dalmo, Olavo, Calvet, Zito, Dorval, Lima, Coutinho, Pelé, e Pepe. Treinador: Lula.

Golos: 0-1 (Pelé, aos 15m), 0-2 (Pelé, aos 25m), 0-3 (Coutinho, aos 48m), 0-4 (Pelé, aos 64m), 0-5 (Pepe, aos 77m), 1-5 (Eusébio, aos 85m), 2-5 (Santana, aos 89m).
No encontro da Luz, o guarda-redes luso Costa Pereira não fez outra coisa senão ir buscar a bola ao fundo da baliza. Muito por culpa de Pelé, autor de três golos e de uma exibição endiabrada que eclipsou por completo um Benfica a quem nem Eusébio valeu. Para a história fica o resumo - extraído de um jornal brasileiro da época - do "vendaval" do Estádio da Luz, que deu o primeiro título mundial ao Peixe - alcunha pela qual é conhecido o Santos. «Logo aos 17 minutos, Pepe chutou cruzado da esquerda e o Rei (Pelé) apareceu de carrinho para abrir o placar. Nove minutos depois, Pelé arrancou fora da área, passou por três marcadores e chutou cruzado para ampliar o placar.Assustados, os portugueses não ameaçavam o gol de Gilmar e viam um total domínio da máquina de jogar futebol vinda do Brasil. O Santos criava várias oportunidades com seu ataque arrasador e consolidou a goleada no segundo tempo.
Aos 3 minutos, Pelé fez linda arrancada pela direita, deu um drible da vaca no marcador e cruzou na medida para Coutinho. Na pequena área, o camisa 9 do Peixe só teve o trabalho de empurrar para as redes.
Mas o grande lance da partida viria aos 19 da etapa final. Pelé deu um drible humilhante no marcador, passou por três adversários e chutou forte. O goleiro Costa Pereira defendeu parcialmente e o Rei (Pelé) marcou no rebote.
Para fechar a goleada, Pepe recebeu um presente do goleiro português. O ponta esquerda do Peixe foi lançado, mas Costa Pereira se antecipou ao lance para ficar com a bola. O arqueiro do Benfica, porém, soltou a pelota nos pés do camisa 11 santista, que empurrou para as redes.
O Benfica ainda descontou duas vezes nos cinco minutos finais, com Eusébio e Santana. Mas até mesmo os torcedores portugueses se renderam às 11 camisas brancas que deram espetáculo no Estádio da Luz. O Santos conquistava o mundo pela primeira vez com a magia de Pelé e se tornava o adversário mais temido do planeta». 

 Vídeo: SANTOS - BENFICA


Vídeo: BENFICA - SANTOS

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Nomes e números da Taça Intercontinental (2)... 1961

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1961
William Martínez (Peñarol) e José Águas (Benfica)
trocam galhardetes antes do primeiro jogo
da final da Taça Intercontinental de 1961
1ª mão

Benfica (Portugal) - Peñarol (Uruguai): 1-0

Data: 4 de setembro de 1961
Estádio: Luz, em Lisboa (Portugal)
Árbitro: Othmar Huber (Suíça)

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Saraiva, Mário João, Cruz, Neto, José Augusto, Santana, José Águas, Coluna, e Cavém. Treinador: Béla Guttman.

Peñarol: Maidana, William Martínez, Cano, Edgardo González, Néstor Gonçálvez, Walter Aguerre, Luis Cubilla, Alberto Spencer, Ángel Cabrera, Pepe Sasía, Ernesto Ledesma. Treinador: Roberto Scarone.

Golo: 1-0 (Coluna, aos 60m)
O bilhete do encontro entre o Benfica e o Peñarol, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa, cujo resultado final indicou uma curta vantagem dos portugueses antes da longa travessia no (oceano) Atlântico que haveria de terminar em pesadelo para os então campeões europeus.

2ª mão

Peñarol (Uruguai) - Benfica (Portugal): 5-0

Data: 17 de setembro de 1961
Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)
Árbitro: Carlos Nay Foino (Argentina)

Penãrol: Maidana, William Martínez, Cano, Edgardo González, Néstor Gonçálvez, Walter Aguerre, Luis Cubilla, Ernesto Ledesma, Pepe Sasía, Alberto Spencer, Juna Joya. Treinador: Roberto Scarone.

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Saraiva, Mário João, Neto, Cruz, José Augusto, Santana, Mendes, Coluna, e Cavém. Treinador: Béla Guttman.

Golos: 1-0 (Sasía, aos 10m), 2-0 (Joya, aos 19m), 3-0 (Joya, aos 28m), 4-0 (Spencer, aos 42m), 5-0 (Spencer, aos 58m).
Apesar da goleda (5-0) imposta pelos campeões sul-americanos aos seus congéneres europeus no encontro da 2ª mão, resultado esse que anulava a desvantagem (0-1) trazida pelos uruguaios do Velho Continente, a organização da prova decidiu fazer um terceiro jogo, para desempatar a contenda, uma vez que cada um dos clubes contabilizava um triunfo. Quis a sorte - para o Peñarol - e o azar - para o Benfica - que o jogo de desempate fosse de novo realizado em solo uruguaio, encontro esse onde nem o eterno Eusébio - que dava os seus primeiros pontapés de águia ao peito - salvou o Benfica de uma nova derrota, que de pronto coroou o Peñarol como CAMPEÓN DEL MUNDO
Jogo de desempate

Peñarol (Uruguai) - Benfica (Portugal): 2-1

Data: 19 de setembro de 1961
Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)
Árbitro: José Luis Praddaude (Argentina)

Peñarol: Maidana, William Martínez, Cano, Edgardo González, Néstor Gonçálvez, Walter Aguerre, Luis Cubilla, Ernesto Ledesma, Pepe Sasía, Alberto Spencer, Juan Joya. Treinador: Roberto Scarone.

Benfica: Costa Pereira, Ângelo, Humberto, Cruz, Neto, Cavém, José Augusto, Eusébio, José Águas, Coluna, e Simões. Treinador: Béla Guttman.

Golos: 1-0 (Sasía, aos 5m), 1-1 (Eusébio, aos 35m), 2-1 (Sasía, aos 40m).

La copa fue uruguaya...


A equipa do Peñarol que em 1961 conquistou pela primeira vez o Mundo. Depois da saga da seleção uruguaia no Planeta da Bola em 1924, 1928 (conquista dos títulos olímpicos), 1930, e 1950 (vencedores do Campeonato do Mundo da FIFA), este era o maior feito do futebol charrúa na senda internacional.

Nomes e números da Taça Intercontinental (1)... 1960

 TAÇA INTERCONTINENTAL
1960 é o ano em que tiveram início as lendárias batalhas entre sul-americanos e europeus pela conquista do trono mundial ao nível de clubes. A Taça Intercontinental - assim foi denominado o alvo de intensas disputas - começou em 1960 e foi disputada até 2004. De 1960 a 1979 foi disputada em duas mãos, uma em solo europeu outra em terras sul-americanas, entre os campeões da antiga Taça dos Campeões Europeus e da Copa Libertadores. Na segunda metade dos anos 70, os clubes europeus começaram a perder o interesse na competição, alegando diversas razões, a principal de todas elas a falta de segurança nas viagens à América do Sul. O comportamento hostil dos adeptos sul-americanos assustava e irritava os clubes da Europa, principalmente nas partidas realizadas em Buenos Aires e Montevideu, que em dias de jogo eram transformados em autênticos palcos de guerrilha. Nesse sentido, e para eclipsar um problema recorrente, a solução encontrada foi a de disputar o certame num jogo só, numa final em campo neutro, tendo a escolha desse palco recorrido sobre a cidade de Tóquio, no País do Sol Nascente (Japão). Este formato durou até 2004, altura em que a FIFA, patrocinadores e confederações, definiram o Mundial de Clubes da FIFA como sendo o torneio válido para se encontrar o clube campeão mundial. 
Entre 1960 e 2004 os vencedores da Taça Intercontinental intitulavam-se - e eram considerados - como campeões mundiais. Era o principal título a nível intercontinental que havia para clubes, apesar de não haver a participação de todas as confederações na competição. Esse cenário perdurou precisamente até 2004, já que no ano seguinte a FIFA reuniu os vencedores de todas as provas continentais do planeta da bola - vencedores da Liga dos Campeões Europeus (UEFA), da Copa Libertadores (CONMEBOL), da Liga dos Campeões da América do Norte (CONCACAF), da Liga dos Campeões Africanos (CAF), da Liga dos Campões Asiáticos (AFC), e da Liga dos Campeões da Oceania (OFC) - para entre estes ser discutido o primeiro Mundial de Clubes oficial. Isto, porque em 2000 a entidade que tutela o futebol planetário realizou no Brasil uma edição experimental do Mundial do certame, que oficialmente iria ver então a luz do dia em 2005.  Bom, isto é um pequeno resumo da longa e rica história da Taça Intercontinental, prova que hoje ganha um cantinho especial no Museu Virtual do Futebol, espaço virtual este que daqui em diante irá recordar os nomes e os números que deram - ou dão - vida à defunta prova. 

Ano de 1960

1ª mão

Peñarol (Uruguai) - Real Madrid (Espanha): 0-0

Data: 3 de julho de 1960
Estádio: Centenário, em Montevideu (Uruguai)
Árbitro: José Luis Praddaude (Argentina)

Peñarol:  Luis Maidana, William Martínez, Salvador, Santiago Pino, Néstor Gonçálvez, Walter Aguerre, Luis Cubilla, Carlos Linazza, Juan Hohberg, Alberto Spencer, e Carlos Borges. Treinador: Roberto Scarone.

Real Madrid: Domínguez, Marquitos, José Santamaría, Pachín, Vidal, Zárraga, Canario, Del Sol, Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskas, e Bueno. Treinador: Miguel Muñoz.

Bilhete do jogo da 2ª mão entre Real Madrid e Peñarol
2ª mão

Real Madrid (Espanha) - Peñarol (Uruguai): 5-1

Data: 4 de setembro de 1960
Estádio: Chamartín, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Ken Aston (Inglaterra)

Real Madrid: Domínguez, José Santamaría, Zárraga, Marquitos, Vidal, Pachín, Herrera, Del Sol, Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskas, e Gento. Treinador: Miguel Muñoz.

Peñarol:  Maidana, Majewski, Martínez, Santiago Pino, Salvador, Walter Aguerre, Luis Cubilla, Carlos Linazza, Juna Hohberg, Alberto Spencer, e Carlos Borges. Treinador: Roberto Scarone.

Golos: 1-0 (Puskas, aos 2m), 2-0 (Di Stéfano, aos 3m), 3-0 (Puskas, aos 8m), 4-0 (Herrera, aos 40m), 5-0 (Gento, aos 54m), 5-1 (Spencer, aos 80m).
Blancos erguem nos céus de Madrid
a primeira Taça Intercontinental

O lendário Real Madrid de 1960, onde figuravam, entre outros, astros como Gento, Del Sol, o major Puskas, ou la saeta rubia Di Stéfano, clube que após um empate a zero bolas no não menos lendário Estádio Centenário, em Montevideu, goleou os campeões da Copa Libertadores, o Peñarol, no encontro da 2ª mão realizado em solo europeu. Estava assim dado o pontapé de saída de uma competição que nas décadas seguintes iria fazer correr muita tinta. Para o bem... e para o mal.
Vídeo: REAL MADRID - PEÑAROL

terça-feira, novembro 18, 2014

Lista de Campeões... Taça das Nações Africanas

Cor, alegria, emoção, e claro, bom futebol, são alguns dos ingredientes que a popular Taça das Nações Africanas tem oferecido ao Mundo desde 1957, ano em que a Confederação Africana de Futebol deu à luz aquela que é hoje a terceira maior competição continental ao nível de seleções, apenas superada pelo Campeonato da Europa (UEFA) e pela Copa América (CONMEBOL). O Egito é o país que mais vezes ergueu o troféu, em sete ocasiões, sendo ainda a nação que mais vezes recebeu a fase final da competição, quatro, para sermos mais precisos. Salvo raras exceções a prova é organizada de dois em dois anos. Em seguida, apresentamos os históricos campeões de uma competição que ao longo do seu meio século de vida foi disputada por alguns dos melhores jogadores de sempre do continente do ouro negro, casos de Rashid Yekini, Didier Drogba, Rabah Madjer, Nwankwo Kanu, Samuel Eto'o, Roger Milla, Abedi Pelé, entre muitos outros. 

Marrocos 2026 - Vencedor: SENEGAL
Costa do Marfim 2023 - Vencedor: COSTA DO MARFIM
Camarões 2021 - Vencedor: SENEGAL
Egito 2019 - Vencedor: ARGÉLIA
Gabão 2017 - Vencedor: CAMARÕES
Guiné Equatorial 2015 - Vencedor: COSTA DO MARFIM
África do Sul 2013 - Vencedor: NIGÉRIA
Gabão e Guiné Equatorial 2012 - Vencedor: ZÂMBIA
Angola 2010 - Vencedor: EGITO
Gana 2008 - Vencedor: EGITO
Egito 2006 - Vencedor: EGITO
Tunísia 2004 - Vencedor: TUNÍSIA
Mali 2002 - Vencedor: CAMARÕES
Gana e Nigéria 2000 - Vencedor: CAMARÕES
Burkina Faso 1998 - Vencedor: EGITO
África do Sul 1996 - Vencedor: ÁFRICA DO SUL
Tunísia 1994 - Vencedor: NIGÉRIA
Senegal 1992 - Vencedor: COSTA DO MARFIM
Argélia 1990 - Vencedor: ARGÉLIA
Marrocos 1988 - Vencedor: CAMARÕES
Egito 1986 - Vencedor: EGITO
Costa do Marfim 1984 - Vencedor: CAMARÕES
Líbia 1982 - Vencedor: GANA
Nigéria 1980 - Vencedor: NIGÉRIA
Gana 1978 - Vencedor: GANA
Etiópia 1976 - Vencedor: MARROCOS
Egito 1974 - Vencedor: ZAIRE
Camarões 1972 - Vencedor: CONGO
Sudão 1970 - Vencedor: SUDÃO
Etiópia 1968 - Vencedor: RD CONGO
Tunísia 1965 - Vencedor: GANA
Gana 1963 - Vencedor: GANA
Etiópia 1962 - Vencedor: ETIÓPIA
Egito 1959 - Vencedor: EGITO

Sudão 1957 - Vencedor: EGITO