Holanda - Sérvia (4-1)FINAL
Golos: Bakkal, Babel, Rigters, Bruins e Mrdja
Jovem "Laranja Mecânica" é (pelo segundo ano consecutivo) CAMPEÃ DA EUROPA...
Como qualquer outra criança que adorava o futebol eu sonhei ser um dia um Deus da Bola. É verdade. No recreio da escola, na rua, dava largas ao meu sonho, participando em alegres e bem disputados, por vezes, jogos de futebol com a malta amiga da altura. Com o passar dos anos esse sonho foi ficando cada vez mais distante, e foi substituído entretanto por outro sonho, o jornalismo desportivo. No entanto, a paixão pelo belo jogo não morreu, muito pelo contrário, foi crescendo cada vez mais e mais.
Em 1989 com a selecção colombiana conseguiu qualificar-se para o Campeonato do Mundo de futebol, que um ano mais tarde iria decorrer em Itália. Nesse Mundial defendeu uma grande penalidade contra a Jugoslávia. A Colômbia qualificou-se para os oitavos-de-final, onde iria jogar com a surpresa da prova, os Camarões, de Roger Milla. Esse jogo vai ficar eternamente gravado na memória de Higuita, e de todos os fãs do futebol. Durante o prolongamento a bola chega tranquilamente até Higuita que resolve fazer uma das suas jogadas habituais, ou seja, sair a jogar como se fosse um qualquer Garrincha ou Cristiano Ronaldo, a fintar tudo e todos os que lhe aparecessem pela frente. Teve azar, perdeu a bola para Roger Milla que não desperdiçaria a oportunidade de marcar golo e colocar a sua equipa nos quartos-de-final. A Colômbia estava eliminada por um erro mortal de Higuita. O outro grande momento da sua carreira foi vivido a l 7 de Setembro de 1995 na catedral do futebol mundial, o Estádio de Wembley. Durante uma partida amigável entre a Colômbia e a Inglaterra, Higuita defendeu um remate de Jamie Redknapp com uma acrobática defesa à escorpião, uma manobra que ficou imortalizada na história do futebol.

Uma festa que leva ao Vale do Jamor (local onde está implantado o estádio) milhares de famílias (homens, mulheres, avós, filhos, netos, etc.) que se reúnem nas matas do Jamor (que envolvem o estádio) para ai fazerem uma enorme festa, as popularmente chamadas tainadas, onde se regista sempre um grande e salutar convívio entre todos os adeptos. É uma festa, volto a dizer. Por tudo isto tirar a final da Taça de Portugal do Estádio Nacional era apagar grande parte da história do futebol luso, o ambiente envolto nesta grande festa não seria certamente o mesmo se daqui em diante as finais passassem a ser realizadas no Estádio do Algarve, ou no Dragão, ou no Alvalade XXI. A festa não era festa.
. Demorou cinco anos a ser edificado. Está inserido no Vale do Jamor, um enorme manto verde no seio da Área Metropolitana de Lisboa. Como já vimos, todos os anos o recinto veste o seu "fato de gala" para receber a mítica final da Taça de Portugal, a prova rainha do futebol português. O Estádio Nacional viveu o seu momento alto em 1967, quando foi palco da final da Taça dos Campeões Europeus, entre os escoceses do Celtic e os italianos do Inter de Milão, a qual seria vencida pelos primeiros por 2-1.
Olá! Estamos hoje de volta ao cantinho dos Emblemas Históricos, dos grandes clubes/equipas que escreveram pelo "seu punho" algumas das páginas mais bonitas do futebol mundial. É certo que o clube que vamos hoje visitar não tem o peso histórico de um Real Madrid, de um Barcelona, de um Inter, de um Manchester United ou de um Milan (que ainda na 4ª feira passada conquistou a sua 7ª Taça/Liga dos Campeões Europeus), mas possui já um registo notável de títulos na sua curta vida, e como tal merece um lugar de destaque na vitrina dos Emblemas Históricos do Museu Virtual do Futebol.
No entanto, a Federação Norte Americana de Futebol tem feito um esforço enorme para tornar este desporto popular, e aos poucos vai conseguindo, devagar, mas lá vai conseguindo, embora ainda muito longe do desejado.
Bom, mas o clube de que hoje vou falar é o DC United, sediado em Washington, e é, digamos que, o maior emblema dos EUA em termos de soccer. Se preferirem, o DC está para os EUA como o Real Madrid está para Espanha, o Bayern para a Alemanha, ou a Juventus para Itália. É o maior clube do país, o que mais títulos conquistou em apenas 11 anos de vida! Sem dúvida alguma, notável.
E o DC não poderia ter tido melhor estreia na MLS, já que venceu não só a primeira edição da recém criada competição, intitulada de MLS Cup, como também a US Open Cup, uma espécie de taça daquele país, que é aliás a competição mais antiga dos EUA. Logo no primeiro ano de vida o DC United conquistou a "dobradinha".
Na final da competição, realizada a 16 de Agosto desse ano, o DC bateu os mexicanos do Toluca por 1-0. O jogo foi disputado em casa, no RFK Stadium, com Eddie Pope a ser uma vez mais o herói ao marcar o golo do triunfo.
A segunda partida realizada três semanas mais tarde ocorreu na Flórida, no Lockhart Stadium, e o DC provocou uma enorme surpresa no futebol mundial, pois derrotou os vascaínos por 2-0. Tony Sanneh marcou o primeiro golo, na primera parte, enquanto que o tento da vitória foi marcado por... Eddie Pope, um jogador que de imediato entrou para a curta história do clube de Washington por ser o autor de golos que deram origem a títulos. Com esta vitória o DC United proclamava-se Campeão das Américas. Este foi sem margem para dúvida o título mais importante alguma vez conquistado por uma equipa de futebol norte-americana. O crescimento do soccer dos EUA deve muito, sem dúvida, a este grande emblema.
Em 11 anos de vida o DC United teve já a defender as suas cores (equipamento todo negro) inúmeros craques. Nomes que ficarão eternamente ligados ao clube, pela sua preciosa ajuda na conquista de títulos importantes. O central Eddie Pope, como já vimos, foi um deles, o homem dos golos decisivos nas grandes conquistas. Mas há mais. O melhor jogador búlgaro de todos os tempos, Histro Stoitchkov, acabou a sua gloriosa carreira com a camisola do DC. Raul Diaz Arce, um dos melhores jogadores de sempre de El Salvador, também foi ídolo da famosa claque do DC, os La Barra Brava. Os internacionais norte-americanos Jeff Agoos, Ernie Stweart e John Harkes também envergaram esta famosa camisola.
O prodigío do actual futebol norte-americano, Freddy Adu, para muitos o futuro melhor jogador do Mundo dentro de muito pouco tempo, também já espalhou a magia do seu futebol com as cores do clube. Mas os dois maiores ídolos dos adeptos do DC United falam castelhano, bolivianos de nascimento, Jaime Moreno e Marco "El Diablo" Etcheverry. O primeiro ainda joga no clube, e é o melhor marcador de sempre da equipa de Washington, com 69 golos apontados em 150 jogos realizados. Richie Williams é o jogador que mais vezes jogou pelo DC United, 169 partidas. O palco dos jogos caseiros do clube é o imponente RFK Stadium, com capacidade para cerca de 55 000 lugares.
Curiosidades
Legendas das fotografias: