domingo, junho 24, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (16)...

Holanda - Sérvia (4-1)

FINAL

Golos: Bakkal, Babel, Rigters, Bruins e Mrdja

Jovem "Laranja Mecânica" é (pelo segundo ano consecutivo) CAMPEÃ DA EUROPA...

sexta-feira, junho 22, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (15)...

Portugal - Itália (0-0) (3-4 a.g.p.)

Play-off de apuramento para os Jogos Olímpicos de 2008

Itália "carimba o passaporte" para Pequim no desempate por grandes penalidades...

quinta-feira, junho 21, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (14)...

Sérvia - Bélgica (2-0)

Meias-finais

Golos: Kolorov e Mrdja

Sérvios ultrapassam jovens "diabos vermelhos" e avançam para a grande final...

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (13)...

Holanda - Inglaterra (1-1) (13-12 a.g.p)

Meias-finais

Golos: Lita e Rigters

32 grandes penalidades foram precisas para apurar um vencedor!!! INÉDITO!!!

segunda-feira, junho 18, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (12)...

Itália - República Checa (3-1)

Golos: Aquilani, Chielini, Rossi e Papadopulos

Vitória fácil da Itália sobre desoladores checos não chega para passar à fase seguinte...

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (11)...

Inglaterra - Sérvia (2-0)

Golos: Lita e Derbyshire

Num jogo com arbitragem vergonhosa Inglaterra vence Sérvia e avança para a fase de todas as decisões...

domingo, junho 17, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (10)...

Bélgica - Holanda (2-2)

Golos: Mirallas, Rigters, Drenthe e Pocognoli

Empate mais do que esperado apura belgas e holandeses para as meias-finais...

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (9)...

Israel - Portugal (0-4)

Golos: Manuel Fernandes, Vaz Tê, Miguel Veloso e Nani

Portugal despede-se do Euro 2007 com goleada sobre Israel...

sexta-feira, junho 15, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (8)...

Inglaterra - Itália (2-2)

Golos: Nugent, Lita, Chiellini e Aquilani

Ingleses e italianos repartem pontos no jogo mais espectacular do torneio até ao momento...

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (7)...

República Checa - Sérvia (0-1)

Golo: Jankovic

Sérvios voltam a vencer pela margem mínima e já estão nas meias-finais...

quinta-feira, junho 14, 2007

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (6)...

Holanda - Portugal (2-1)

Golos: Babel, Rigters e Miguel Veloso

Portugal de "5ª categoria" degolado pela "Super Holanda"...

Flashes do Holanda 2007/Euro Sub-21 (5)...

Israel - Bélgica (0-1)

Golo: Mirallas

Belgas mostraram o porquê de serem uma das melhores equipas europeias deste escalão...

terça-feira, junho 12, 2007

segunda-feira, junho 11, 2007

terça-feira, maio 29, 2007

Estrelas cintilantes (7)... René Higuita - O louco rei escorpião

Como qualquer outra criança que adorava o futebol eu sonhei ser um dia um Deus da Bola. É verdade. No recreio da escola, na rua, dava largas ao meu sonho, participando em alegres e bem disputados, por vezes, jogos de futebol com a malta amiga da altura. Com o passar dos anos esse sonho foi ficando cada vez mais distante, e foi substituído entretanto por outro sonho, o jornalismo desportivo. No entanto, a paixão pelo belo jogo não morreu, muito pelo contrário, foi crescendo cada vez mais e mais.
Bem, mas voltando novamente até aos meus dias de catraio, e como dizia, sonhei ser um jogador de futebol. Mas um jogador que dentro de campo assume sempre uma função especial, aquele a quem os experts da matéria apelidam de homem solitário. Já devem saber de quem estou a falar. Isso mesmo o guarda-redes. Sonhava em ser o número 1 de uma grande equipa. Primeiramente, e por influência do meu velho, que é um ferrenho deste clube, sonhei em ser guarda-redes de um dos meus clubes do coração, o clube da minha cidade, o Ermesinde Sport Clube. Depois "auto-transferi-me" para o gigante FC Porto, "cheguei" à selecção nacional, e "atingi" o ponto máximo quando "joguei" pelo Nápoles, clube que na época era só uma das superpotências do futebol europeu. Um clube que era comandado por um dos meus heróis, Diego Armando Maradona. Que belo sonho este, não acham? eheheheheheh. Pois, mas estes eram os meus sonhos com 10, 11, 12, ou 13 anos. Mas como aspirante a guarda-redes também tinha Ídolos. Em Portugal, gostava do Mlynarczyck, que na altura jogava no FC Porto, do Damas, que dava as "últimas" enquanto redes do Portimonense, do Jorge Martins, guardião das redes do Belenenses, e claro do número 1 do meu querido Ermesinde Sport Clube, o brasileiro Omar. A nível internacional admirava sobretudo um homem, um louco dizem ainda hoje muitos, mas talvez tenha sido essa loucura que me fez idolatra-lo anos a fio. René Higuita, era assim o nome do homem que eu imitava nas jogatanas de rua com os meus compinchas. polémico, astuto, louco, drogado, este homem faz inevitavelmente parte da história mundial do futebol. Está para o seu país, a Colômbia, como Eusébio está para Portugal ou Pélé para o Brasil.
José René Higuita Zapata, nasceu em Medellín, a 17 de Agosto de 1966. O seu particular estilo de jogo, os triunfos obtidos nos seus primeiros anos como profissional, e a sua peculiar personalidade, converteram-no no maior Ídolo do seu país durante os anos 90.
Posteriormente Higuita viu-se envolvido em numerosos escândalos que paulatinamente o levaram ao declínio da sua brilhante carreira desportiva.
Apesar de todo, Higuita é reconhecido como um dos melhores guarda-redes da história do futebol sul-americano e uma figura chave na ascensão da Colômbia dentro do panorama futebolístico internacional.
Nasceu em Castilla, um bairro pobre da cidade de Medellín. Foi filho de uma mãe solteira, Maria Dioselina Higuita, de quem tomou o apelido. Esta morreria vários anos depois, o que fez com que René permanecera ao lado da sua avó Ana Felisa. A sua infância foi atravessada por grandes dificuldades económicas, e como tal teve de trabalhar como vendedor de jornais.
A sua carreira desportiva teve início no Atlético Nacional, e em 1981 fez parte da selecção Antioquia de sub-16 dirigida por Luis Alfonso Marroquín, que seria campeã da Colômbia. Foi convocado então para a selecção nacional juvenil da Colômbia, com a qual se qualificaria para o Campeonato do Mundo Juvenil, na Russia, em 1985. Nesse ano o Nacional cedeu-o por empréstimo ao Millionarios, onde teve uma temporada notável.
Em 1986 regressaria ao Nacional, que começou a ser treinado por Francisco Maturana e sob a sua batuta Higuita conquistaria vários títulos. No dia 31 de Maio de 1989, com Higuita na baliza, o Atlético Nacional proclamou-se campeão da Copa Libertadores da América, o primeiro triunfo neste torneio para uma equipa colombiana. A final, jogada contra o Olimpia de Paraguay, em Bogotá, foi decidida após a marcação de grandes penalidades, com Higuita a defender vários e a dar assim a vitória à sua equipa.
Em 1992 viajou até Espanha para jogar no Real Valladolid, mas não teve sorte, pois passou mais jogos no banco do que no relvado. Regressou outra vez ao Nacional, com o qual se sagrou campeão da Colômbia em 1994. Em 1995 alcança de novo a final da Copa Libertadores da América, a qual o Atlético Nacional perdeu com o Grémio de Porto Alegre. Nesse torneio recorde-se que nas meias-finais contra o River Plate, num jogo disputado em Medellín, um livre directo apontado por si acabou no fundo das redes dos argentinos, um golo que empatava assim a eliminatória, a qual seria mais tarde desempatada através do recurso às grandes penalidades onde Higuita brilhou mais uma vez.
Higuita jogaria depois no Club Veracruz do México, e mais tarde no Aucas do Equador.
Em Novembro de 2004 participou no jogo de despedida do seu colega paraguaio José Luis Chilavert. Também esteve presente na despedida de Diego Armando Maradona.
Higuita também é hoje recordado por ser um dos pioneiros dos guarda-redes goleadores, durante a sua carreira profissional marcou 41 golos (37 de penalti e 4 na conversão de livres directos) em jogos oficiais.
René Higuita foi convocado pela primeira vez à selecção principal da Colômbia em 1987, para disputar a Copa América de 1987.

O melhor momento da carreira que o haveria de crucificar para sempre

Em 1989 com a selecção colombiana conseguiu qualificar-se para o Campeonato do Mundo de futebol, que um ano mais tarde iria decorrer em Itália. Nesse Mundial defendeu uma grande penalidade contra a Jugoslávia. A Colômbia qualificou-se para os oitavos-de-final, onde iria jogar com a surpresa da prova, os Camarões, de Roger Milla. Esse jogo vai ficar eternamente gravado na memória de Higuita, e de todos os fãs do futebol. Durante o prolongamento a bola chega tranquilamente até Higuita que resolve fazer uma das suas jogadas habituais, ou seja, sair a jogar como se fosse um qualquer Garrincha ou Cristiano Ronaldo, a fintar tudo e todos os que lhe aparecessem pela frente. Teve azar, perdeu a bola para Roger Milla que não desperdiçaria a oportunidade de marcar golo e colocar a sua equipa nos quartos-de-final. A Colômbia estava eliminada por um erro mortal de Higuita. O outro grande momento da sua carreira foi vivido a l 7 de Setembro de 1995 na catedral do futebol mundial, o Estádio de Wembley. Durante uma partida amigável entre a Colômbia e a Inglaterra, Higuita defendeu um remate de Jamie Redknapp com uma acrobática defesa à escorpião, uma manobra que ficou imortalizada na história do futebol.
Defendeu as cores da Colômbia em 68 vezes. A sua última convocatória foi para a Copa América de 1999.
Os seus escândalos públicos começaram em 1991 quando foi visitar à prisão o barão da droga Pablo Escobar, de quem se declarou publicamente amigo do peito. Mas o mais grave de todos ocorreu em 4 de Junho de 1993 quando foi preso por estar implicado num rapto da filha de uma figura pública colombiana importante. Esteve seis meses preso, e chegou a iniciar uma greve de fome como forma de protesto.
Mais tarde viu-se envolvido numa zaragata (socos e pontapés) com o jornalista desportivo Cesar Augusto.
A 23 de Novembro de 2004 acusou cocaína num teste realizado depois de um jogo da sua equipa da altura, o Aucas. Como consequência a Federação Equatoriana de Futebol suspende-o por seis meses.
No primeiro semestre de 2005, Higuita participou no "reality show ""La isla de los famosos". Participaria ainda noutros programas deste género, devido à sua originalidade e... loucura. O futebol era já nesta altura uma mera recordação para si.
Recentemente chocou a Colômbia inteira quando apareceu com uma nova cara. Fez uma operação plástica ao rosto que chocou o país, já que parecia-se mais com um travesti do que com o verdadeiro René Higuita.
O "homem escorpião" no seu melhor e no seu pior!

Vídeo: A DEFESA ESCORPIÃO...

segunda-feira, maio 28, 2007

Catedrais Históricas (5)... Estádio Nacional


Um dia depois de mais uma final da Taça de Portugal (desta feita vencida pelo Sporting CP, e desde já os nossos parabéns ao clube de Alvalade pela conquista da sua 14ª taça), o Museu Virtual do Futebol vai hoje precisamente falar um pouco do palco onde todos os anos se realiza a grande festa do futebol português: o Estádio Nacional. Um estádio que está para Portugal como o Estádio de Wembley está para Inglaterra, um estádio mítico, sagrado, e portador de "quilos e quilos" de história. É a grande sala de visitas do futebol português, e perdoem-me os ilustres visitantes pela opinião imparcial, mas para mim este é o estádio mais bonito de Portugal, por tudo o que ele representa para o nosso país.
Está velhinho, é certo, se calhar não está ao nível dos novos estádios que foram construídos, ou remodelados, para acolher o Euro 2004, mas continua a ser um local de culto para o futebol lusitano, um local de tradição. Há quem o queira "enterrar" a todo o custo, dirigentes que criticam as condições do estádio, que defendem que o mesmo já não tem condições para receber grandes jogos, mais especificamente a final da Taça de Portugal, e que a mesma deveria ser jogada nos tais recintos ultra-modernos. Ora, se assim fosse, e na minha modesta opinião, estaria a "matar-se" grande parte da história do nosso futebol, a apagar-se anos e anos de uma tradição do futebol luso que anualmente acontece por esta altura, a festa da final da taça. Uma festa que leva ao Vale do Jamor (local onde está implantado o estádio) milhares de famílias (homens, mulheres, avós, filhos, netos, etc.) que se reúnem nas matas do Jamor (que envolvem o estádio) para ai fazerem uma enorme festa, as popularmente chamadas tainadas, onde se regista sempre um grande e salutar convívio entre todos os adeptos. É uma festa, volto a dizer. Por tudo isto tirar a final da Taça de Portugal do Estádio Nacional era apagar grande parte da história do futebol luso, o ambiente envolto nesta grande festa não seria certamente o mesmo se daqui em diante as finais passassem a ser realizadas no Estádio do Algarve, ou no Dragão, ou no Alvalade XXI. A festa não era festa.
Bom, mas depois deste pequeno desabafo de um acérrimo defensor do Estádio Nacional, vamos conhecer em breves linhas um pouco mais sobre o santuário do futebol português.
Foi inaugurado a 10 de Junho de 1944. Resultou de um velho sonho do Estado Novo, «que ambicionava construir em Portugal um recinto desportivo capaz de promover não só a prática do desporto como também a criação de um local para demonstrações públicas inspiradas em princípios políticos vigentes».
O autor do projecto foi Miguel Jacobertty Rosa, e foi inspirado no Estádio Olímpico de Berlim. Demorou cinco anos a ser edificado. Está inserido no Vale do Jamor, um enorme manto verde no seio da Área Metropolitana de Lisboa. Como já vimos, todos os anos o recinto veste o seu "fato de gala" para receber a mítica final da Taça de Portugal, a prova rainha do futebol português. O Estádio Nacional viveu o seu momento alto em 1967, quando foi palco da final da Taça dos Campeões Europeus, entre os escoceses do Celtic e os italianos do Inter de Milão, a qual seria vencida pelos primeiros por 2-1.
O Estádio Nacional não é a vergonha nacional, triste chavão proferido actualmente por muito boa gente deste país, mas sim... o orgulho nacional.


sexta-feira, maio 25, 2007

Emblemas Históricos (4)... DC United

Olá! Estamos hoje de volta ao cantinho dos Emblemas Históricos, dos grandes clubes/equipas que escreveram pelo "seu punho" algumas das páginas mais bonitas do futebol mundial. É certo que o clube que vamos hoje visitar não tem o peso histórico de um Real Madrid, de um Barcelona, de um Inter, de um Manchester United ou de um Milan (que ainda na 4ª feira passada conquistou a sua 7ª Taça/Liga dos Campeões Europeus), mas possui já um registo notável de títulos na sua curta vida, e como tal merece um lugar de destaque na vitrina dos Emblemas Históricos do Museu Virtual do Futebol.
E para falar deste clube vamos "sobrevoar" o imenso Oceano Atlântico e assentar arraiais na cidade de Washington, a capital dos Estados Unidos da América (EUA). E agora o visitante poderá estar a pensar: «lá vem este falar outra vez do futebol dos "States", de um país que não tem qualquer tradição no fantástico e apaixonante mundo da bola». Pois, mas devo confessar-vos uma coisa, eu sou um curioso pelo futebol a nível mundial, não só do europeu e do sul-amerciano (os dois estilos mais poderosos e famosos), ou seja, procuro conhecer um pouco da história do "pontapé na bola" ao nível planetário, como já disse. E de facto, o soccer (futebol) norte-americano desperta-me muita curiosidade, em especial a selecção dos EUA (da qual sou fã), e não tem sido à toa que já contei aos ilustres visitantes histórias/factos do futebol estado-unidense, ao apresentar-vos não só jogadores lendários como Billy Gonsalves (anos 20/30), Joe Gaetjens (anos 40/50) e Alexi Lalas (anos 90/00), bem como um dos momentos altos da história do soccer dos "states", ou seja, a vitória sobre a Inglaterra no Mundial de 1950.
É claro que os EUA ainda têm de percorrer um longo caminho para chegar aos calcanhares das nações europeias e sul-americanas, pois hoje em dia não passam de uma selecção mediana a nível mundial. O soccer padece também de algum desinteresse, e desconhecimento, da maior parte da população dos EUA, que preferem antes os populares Baseball, Basquetebol, ou o Futebol Americano. O soccer não anima a maior parte dos norte-americanos como um dia disse um jornalista nativo daquele país... «os americanos não conseguem gostar, nem perceber, um jogo que pode terminar empatado e sem golos»... hehehehehe, curiosa esta explicação. No entanto, a Federação Norte Americana de Futebol tem feito um esforço enorme para tornar este desporto popular, e aos poucos vai conseguindo, devagar, mas lá vai conseguindo, embora ainda muito longe do desejado.
E esses esforços começaram com o surgimento de uma Liga Profissional, a Major League Soccer (MLS), criada em 1996, onde se criaram clubes que por sua vez contrataram algumas estrelas do futebol mundial, embora a maior parte delas já na... pré-reforma. E a última grande aquisição da MLS é David Beckham, que a partir de Julho vai passar a envergar as cores do LA Galaxy.

O nascimento de um gigante
Bom, mas o clube de que hoje vou falar é o DC United, sediado em Washington, e é, digamos que, o maior emblema dos EUA em termos de soccer. Se preferirem, o DC está para os EUA como o Real Madrid está para Espanha, o Bayern para a Alemanha, ou a Juventus para Itália. É o maior clube do país, o que mais títulos conquistou em apenas 11 anos de vida! Sem dúvida alguma, notável.
Bem, mas começemos pelo princípio, para dizer que com o surgimento da MLS fundou-se em Washington o DC United (DC quer dizer Distrit Capital, uma vez que Washington é também a capital do Estado de Columbia), em 1996. E o DC não poderia ter tido melhor estreia na MLS, já que venceu não só a primeira edição da recém criada competição, intitulada de MLS Cup, como também a US Open Cup, uma espécie de taça daquele país, que é aliás a competição mais antiga dos EUA. Logo no primeiro ano de vida o DC United conquistou a "dobradinha".
E a primeira MLS Cup foi conquistada de uma maneira emocionante, já que na grande final (disputada no Foxborough Stadium, em Boston) o DC bateu o LA Galaxy por 3-2, isto depois de estar a perder por 0-2! A "remontada", como dizem os espanhóis, começou a ser dada por intermédio de Tony Sanneh, tendo o empate surgido ao minuto 82 por Shawn Medved. No prolongamento o defesa internacional norte-americano Eddie Pope fez o 3-2 final, o golo da vitória. Que melhor estreia se podia pedir?
No ano seguinte voltou a vencer não só a MLS Cup como também a Supporters Shield Cup. Por esta altura o DC era já o gigante dos EUA. Em termos de restante palmarés a equipa do Washington conquistou por mais duas vezes a principal competição norte-americana, vulgo a MLS Cup, em 1999 e 2004, sendo por isso o clube com mais campeonatos ganhos. A Supporters Shield Cup seria ganha ainda em 1999 e 2006. Mas os maiores títulos do clube foram conquistados além fronteiras, sendo que o primeiro deles ocorreu em 1998, com a conquista da CONCACAF Cup, uma espécia de Liga dos Campeões da América do Norte. O DC foi assim a primeira equipa norte-americana a vencer um título internacional. Na final da competição, realizada a 16 de Agosto desse ano, o DC bateu os mexicanos do Toluca por 1-0. O jogo foi disputado em casa, no RFK Stadium, com Eddie Pope a ser uma vez mais o herói ao marcar o golo do triunfo.
E 1998 seria um ano que ficaria inevitavelmente marcado na história do DC United, já que o clube venceria uma nova competição internacional, desta feita a Interamerican Cup, uma espécie de Supertaça Europeia, ao bater o poderoso clube brasileiro Vasco da Gama. Ambos os jogos foram realizados em solo norte-americano, sendo que o primeiro foi realizado em Washington, onde a equipa brasileira venceu por 1-0. A segunda partida realizada três semanas mais tarde ocorreu na Flórida, no Lockhart Stadium, e o DC provocou uma enorme surpresa no futebol mundial, pois derrotou os vascaínos por 2-0. Tony Sanneh marcou o primeiro golo, na primera parte, enquanto que o tento da vitória foi marcado por... Eddie Pope, um jogador que de imediato entrou para a curta história do clube de Washington por ser o autor de golos que deram origem a títulos. Com esta vitória o DC United proclamava-se Campeão das Américas. Este foi sem margem para dúvida o título mais importante alguma vez conquistado por uma equipa de futebol norte-americana. O crescimento do soccer dos EUA deve muito, sem dúvida, a este grande emblema.

As maiores estrelas
Em 11 anos de vida o DC United teve já a defender as suas cores (equipamento todo negro) inúmeros craques. Nomes que ficarão eternamente ligados ao clube, pela sua preciosa ajuda na conquista de títulos importantes. O central Eddie Pope, como já vimos, foi um deles, o homem dos golos decisivos nas grandes conquistas. Mas há mais. O melhor jogador búlgaro de todos os tempos, Histro Stoitchkov, acabou a sua gloriosa carreira com a camisola do DC. Raul Diaz Arce, um dos melhores jogadores de sempre de El Salvador, também foi ídolo da famosa claque do DC, os La Barra Brava. Os internacionais norte-americanos Jeff Agoos, Ernie Stweart e John Harkes também envergaram esta famosa camisola. O prodigío do actual futebol norte-americano, Freddy Adu, para muitos o futuro melhor jogador do Mundo dentro de muito pouco tempo, também já espalhou a magia do seu futebol com as cores do clube. Mas os dois maiores ídolos dos adeptos do DC United falam castelhano, bolivianos de nascimento, Jaime Moreno e Marco "El Diablo" Etcheverry. O primeiro ainda joga no clube, e é o melhor marcador de sempre da equipa de Washington, com 69 golos apontados em 150 jogos realizados. Richie Williams é o jogador que mais vezes jogou pelo DC United, 169 partidas. O palco dos jogos caseiros do clube é o imponente RFK Stadium, com capacidade para cerca de 55 000 lugares. Curiosidades

-O DC United é a equipa que mais vezes venceu a MLS Cup: quatro vezes (1996, 1997, 1999 e 2004).
-Também é a equipa que mais vezes venceu a MLS Supporters' Shield: três vezes (1997, 1999 e 2006).
-Os maiores rivais do DC United são o Los Angeles Galaxy e o Red Bull New York (antes conhecidos como Metrostars).
-O DC United já se bateu algumas das maiores equipas de futebol do mundo tais como o Boca Juniors, da Argentina; o Bayer Leverkusen, da Alemanha; o Vasco da Gama, do Brasil; o Club América, do México; o Newcastle United, o Leeds United, o Tottenham Hotspur e o Chelsea FC, todos da Inglaterra.
-Apesar de ser o clube mais vitorioso da MLS até agora, a sua estreia não foi assim: no primeiro jogo da história da MLS, em 1996, perdeu com o San Jose Clash (que, atualmente, se chama Houston Dynamo) por 1-0. Legendas das fotografias:

1- Emblema do DC United
2- Equipa faz a festa da vitória de 1997 na MLS Cup
3- A conquista da MLS Cup de 1999
4- A actual estrela do soccer norte-americano Freddy Adu, quando defendia as cores do DC
5- A maior conquista de sempre do clube: A Interamerican Cup
6- Jaime Moreno, o melhor marcador de sempre do DC United
7- Eddie Pope, o goleador das grandes conquistas
8. O RKF Stadium de Washington
9- Um senhor do futebol Mundial com a camisola do DC: Stoitchkov
10- Um ídolo da "torcida"... El Diablo Etcheverry