terça-feira, fevereiro 03, 2015

Lista de Campeões... Roménia

Campeões Nacionais

2026: Universitatea Craiova
2025: Steaua Bucareste
2024: Steaua Bucareste
2023: FC Farul 
2022: CFR Cluj
2021: CFR Cluj
2020: CFR Cluj
2019: CFR Cluj
2018: CFR Cluj
2017: Viitorul Constanta
2016: Astra Giurgiu
2015: Steaua Bucareste
2014: Steaua Bucareste
2013: Steaua Bucareste
2012: CFR Cluj
2011: Otelul Galati
2010: CFR Cluj
2009: Unirea Urziceni
2008: CFR Cluj
2007: Dinamo Bucareste
2006: Steaua Bucareste
2005: Steaua Bucareste
2004: Dinamo Bucareste
2003: Rapid Bucareste
2002: Dinamo Bucareste
2001: Steaua Bucareste
2000: Dinamo Bucareste
1999: Rapid Bucareste
1998: Steaua Bucareste
1997: Steaua Bucareste
1996: Steaua Bucareste
1995: Steaua Bucareste
1994: Steaua Bucareste
1993: Steaua Bucareste
1992: Dinamo Bucareste
1991: Universitatea Craiova
1990: Dinamo Bucareste
1989: Steaua Bucareste
1988: Steaua Bucareste
1987: Steaua Bucareste
1986: Steaua Bucareste
1985: Steaua Bucareste
1984: Dinamo Bucareste
1983: Dinamo Bucareste
1982: Dinamo Bucareste
1981: Universitatea Craiova
 1980: Universitatea Craiova
1979: Arges Pitesti
1978: Steaua Bucareste
1977: Dinamo Bucareste
 1976: Steaua Bucareste
1975: Dinamo Bucareste
1974: Universitatea Craiova
1973: Dinamo Bucareste
1972: Arges Pitesti
1971: Dinamo Bucareste
1970: UTA Arad
1969: UTA Arad
1968: Steaua Bucareste
1967: Rapid Bucareste
1966: Petrolul Ploiesti
1965: Dinamo Bucareste
1964: Dinamo Bucareste
1963: Dinamo Bucareste
1962: Dinamo Bucareste

1961: Steaua Bucareste
1960: Steaua Bucareste

1959: Petrolul Ploiesti

1958: Petrolul Ploiesti

1957: Não se disputou

1956: Steaua Bucareste
1955: Dinamo Bucareste

1954: Flamura Rosie Arad

1953: Steaua Bucareste
1952: Steaua Bucareste
1951: Steaua Bucareste

1950: Flamura Rosie Arad

1949: IC Oradea

1948: ITA Arada

1947: ITA Arad 

Entre 1942 e 1946 não se disputou

1941: Unirea Tricolor Bucareste
1940: Venus Bucareste

1939: Venus Bucareste
1938: Ripensia Timissoara

1937: Venus Bucareste

1936: Ripensia Timissoara

1935: Ripensia Timissoara
1934: Venus Bucareste
1933: Ripensia Timissoara

1932: Venus Bucareste

1931: Resita

1930: Juventus Bucareste

1929: Venus Bucareste
1928: Coltea Brasov

1927: Chinezul Timissoara

1926: Chinezul Timissoara

1925: Chinezul Timissoara

1924: Chinezul Timissoara

1923: Chinezul Timissoara
1922: Chinezul Timissoara

1921: Venus Bucareste

1920: Venus Bucareste

Entre 1917 e 1919 não se disputou

1916: Prahova

1915: Romano-Americana Bucareste
1914: Colentina Bucareste

1913: Colentina Bucareste
1912: United Ploiesti

1911: Olympia Bucareste
1910: Olympia Bucareste

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Museus REAIS do Futebol - Museu do Boavista Futebol Clube

Quando a paixão pelo futebol - sobretudo pela sua história - assume, a cada dia que passa, contornos mais vincados, o enigma em torno de como passar um derradeiro dia de férias é fácil de ser desvendado: efetuar uma viagem até ao passado do belo jogo. Assim foi. Viagem essa realizada até um museu real, a um local encantador, recheado de deliciosos retalhos históricos de um dos maiores emblemas de Portugal, que no presente procura reencontrar-se com o nobre e histórico passado. Falamos do Boavista Futebol Clube, notável símbolo da Cidade do Porto, fundado em 1903, mais de um século de vida repleto de histórias e glórias, sendo que grande parte delas encontram-se eternizadas neste Museu REAL do Futebol. Situado no interior do renovado Estádio do Bessa - a casa dos axadrezados - o Museu do Boavista prima pelo brilho das centenas de troféus guardados religiosamente nas dezenas de vitrinas que enfeitam um espaço que apesar de pequeno se rodeia de encantos mil para os apaixonados pelo passado do jogo.
Quem entra no Museu do Boavista não fica indiferente às várias alusões feitas ao Major Valentim Loureiro, dirigente histórico do clube, que neste espaço se encontra eternizado em fotografias ou caricaturas (como estas que podem ser vistas nas imagens de cima). Chegado ao Boavista em 1982, Valentim Loureiro transformou o Boavista em... Boavistão, vencendo importantes troféus nacionais (taças de Portugal e Supertaças "Cândido de Oliveira"), além de ter apresentando o emblema à Europa do Futebol.
A família Loureiro fez indiscutivelmente do Boavista um dos maiores clubes portugueses. Depois de Valentim Loureiro ter iniciado o percurso vitorioso no início dos anos 80 do século passado, o seu filho, João Loureiro, levou o clube ao Olimpo do Futebol, na sequência da conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 2000/01, muito provavelmente o maior feito da centenária história do clube, e com direito a um local de destaque neste museu, já que logo à entrada do espaço podemos vislumbrar a fotografia do plantel que levou o Boavista ao título, e a camisola usada nessa gloriosa época com a menção alusiva a essa conquista, e que pode ser vista na imagem de cima.
Para além de centenas de troféus, as paredes do pequeno mas deslumbrante museu boavisteiro estão cobertas de fotografias de antigos e valorosos homens que ajudaram a escrever a rica história do clube. É o caso de Manuel de Sousa, futebolisticamente eternizado como Casoto, atleta (guarda-redes) que em 1926 se tornou no primeiro jogador do emblema tripeiro a vestir o manto sagrado da seleção nacional.
O Boavista foi fundado a 1 de agosto de 1903, por trabalhadores ingleses da Fábrica Graham, sendo que o preto e o branco foram as cores desde logo adotadas para colorir o primeiro emblema do clube, que pode ser visto na imagem de cima, e que no museu axadrezado se encontra em grande destaque estampado numa gigante bandeira que salta à vista numa das paredes da sala.
De entre as largas centenas de troféus que se encontram na sala, uma dezena assume o estatuto de atração principal. Falamos das cinco Taças de Portugal (1975,1976,1979, 1992,e 1997), das três Supertaças "Cândido de Oliveira" (1979,1992, e 1997) e da taça de campeão nacional (2001) conquistadas pelo emblema axadrezado, troféus que se encontram vincados numa vitrina central posicionada no meio da sala.
Mais vitrinas, apinhadas de troféus, conquistados quer pelo futebol (sénior e dos escalões de formação) quer por outras modalidades de um clube que hoje se assume como um dos mais ecléticos do país.
É quase impossível destacarmos um canto em particular deste museu pelo qual tenhamos sentido uma atração especial, já que todos os pormenores do Museu do Boavista são encantadores. Porém, e como entusiastas de equipas do passado, não pudemos ficar indiferentes a uma parede onde estão emolduradas dezenas de equipas lendárias do clube. Nas imagens de cima recordamos a equipa que em1937 venceu o primeiro título nacional do clube (a 2ª Divisão) e a turma que em 1975 conquistou ao Benfica a Taça de Portugal.  
Ao longo da sua história o Boavista defrontou milhares de outros emblemas, alguns de reduzidas dimensões, outros de gigantescas proporções Neste último caso, equipas como o Parma, Paris SG, Flamengo, Portuguesa dos Desportos, Malmo, Bayern de Munique, Manchester United, Feyenoord, Espanyol, Barcelona, Auxerre, Inter de Milão, Celta de Vigo, entre muitos, muitos outros, cavaleiros ilustres do futebol internacional cruzaram-se com o emblema de xadrez. Cruzamentos esses que podem ser recordados na extensa parede onde se encontram os galhardetes dos clubes com quem o Boavista se cruzou ao longo da história.

Vídeos elaborados pelo Museu Virtual do Futebol durante a visita efetuado ao
Museu do Boavista Futebol Clube

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Copa América (4)... Chile 1920

Uma multidão aguarda no Porto de Valparaíso a chegada
do navio que transportou as delegações do Brasil,
Uruguai, e Argentina, para a 4ª edição
Campeonato Sul-Americano
Setembro acabara de se iniciar naquele longínquo ano de 1920, para gáudio da população de Valparaíso, pitoresca cidade costeira situada no Chile, e que acolheu a quarta edição do então denominado Campeonato Sul-Americano de Futebol. Atraído por aquela jovem e encantadora modalidade que pouco mais do que um par de décadas antes havia desembarcado naquela região do continente americano, o povo de Valparaíso mostrou todo o seu entusiasmo ainda antes de ter sido dado o pontapé de saída do torneio, quando em massa se deslocou ao porto da cidade para receber em euforia as três seleções que juntamente com o Chile iriam dar vida ao certame. Argentina, Uruguai, e Brasil, eis os ilustres convidados recebidos no porto de Valparaíso como verdadeiros reis do futebol continental. Reis, ou astros da bola, neste caso, que na verdade foram muito poucos no Campeonato Sul-Americano de 1920, uns porque, entretanto, haviam feito a sua retirada da alta competição, caso do mago uruguaio Isabelino Gradín, outros por desavenças entre organismos internos, casos dos brasileiros Arthur Friedenreich, Neco, Marcos de Mendonça, Haroldo, ou Píndaro de Carvalho - cinco pedras basilares na conquista do título por parte do escrete (que ainda não era canarinho) um ano antes. E foi precisamente um Brasil composto por jogadores reservistas que juntamente com a seleção da casa deu a 11 de setembro o pontapé de saída de um torneio que à semelhança dos três anteriores iria ser desenrolado em sistema de poule, onde todos jogariam contra todos a uma só volta, sendo o campeão o país que somasse o maior número de pontos.

Alvariza, autor do único
golo brasileiro em Valparaíso
As guerrilhas internas entre as federações paulista e carioca privou então a seleção brasileira de defender o título com os seus melhores intérpretes, tendo o selecionador Oswaldo Gomes não tido outro remédio senão levar alguns jogadores de segundo plano internacional, casos do defesa Telefone - alcunha curiosa do cidadão José Almeida Netto - João de Maria, Sisson, Fortes, Zézé, Junqueira, ou Ismael Alvariza. Seria este último jogador que no relvado do Valparaíso Sporting Club - o recinto que serviu de palco aos seis encontros deste campeonato - apontou o único golo da vitória sobre um Chile em reconstrução, uma seleção moldada pelo conceituado treinador uruguaio Juan Carlos Bertone com uma mescla de experiência - com futebolistas como Manuel Guerrero, Alfredo France, ou Horacio Muñoz - e juventude - casos de Pedro Vergara, Víctor Toro, Victor Varas, ou Humberto Elgueta - e que sobretudo deixou uma imagem bem mais positiva em relação aos três torneios anteriores. Um dia mais tarde entraram em campo os velhos inimigos do rio da Prata, Argentina e Uruguai, seleções que disputaram uma partida intensa e em certos períodos desenrolada nos limites da agressividade. 1-1 foi o resultado final deste clássico das américas onde sobressaiu o génio de uma das maiores estrelas do selecionado uruguaio orientado por Ernesto Figoli, José Piendibene de seu nome. El Maestro, como era conhecido, realizou uma soberba exibição, a qual seria coroada com um golo, o primeiro desse encontro, apontado aos 10 minutos. Porém, Raul Echevarría igualou a contenda no segundo tempo quando o relógio marcava 75 minutos. Com este resultado o Brasil era líder isolado ao final da 1ª jornada, dependendo apenas de si para revalidar o título conquistado um ano antes no Rio de Janeiro, mas... do céu ao inferno o trajeto foi curto para os brasileiros nesta Copa de 1920.

Brasil sofre humilhação histórica

El Loco Romano
Após cinco dias de descanso a competição voltou a entrar em ação no dia 18 de setembro. Frente a frente as duas seleções que haviam disputado o jogo final da edição anterior, o Brasil e Uruguai. O duelo disputado no Valparaíso Sporting Club teve um desfecho trágico para os campeões em título, já que um autêntico vendaval celeste varreu com os brasileiros do mapa do campeonato. 6-0, uma goleada que até há bem pouco tempo era a maior derrota averbada pela seleção do Brasil ao longo da sua centenária história, um recorde - negativo - que seria batido em 2014, altura em que a canarinha foi humilhada (7-1) em casa pela Alemanha, nas meias-finais do Campeonato do Mundo. Mas voltando a 1920, e a Valparaíso, para recordar que a avalanche ofensiva dos uruguaios teve início aos 23 minutos, quando Ángel Romano, mais conhecido como El Loco Romano, bateu pela primeira vez o infeliz Júlio Kuntz, goleiro que na época atuava no Flamengo. Três minutos volvidos Urdinarán, na conversão de uma grande penalidade, aumentou a vantagem, sendo que ainda antes da saída para o intervalo o centro-campista José Pérez fez o terceiro. Nada corria bem a um Brasil muito desfalcado das suas grandes estrelas da altura, e logo no reatamento da partida Antonio Campolo faria o quarto da tarde. O pesadelo ganhou contornos mais vincados quando à passagem do minuto 60 El Loco Romano voltou a bater Kuntz, que não iria para o duche sem antes ir buscar por uma última vez a bola ao fundo da sua baliza, desta feita enviada, de novo, por José Pérez. Exibição de gala do Uruguai, que provou no Chile que a derrota no Campeonato Sul-Americano de 1919 não havia sido senão um mero acidente de percurso, já que era evidente que continuava a ser a mais virtuosa e letal seleção da América do Sul.
No dia 20 de setembro o Valparaíso Sporting Club encheu para ver a seleção da casa defrontar a Argentina. Contando com o apoio maciço dos seus hinchas, a seleção chilena fez - segundo rezam as poucas crónicas de então - o seu melhor jogo do torneio, culminado com um impensável empate a um golo que deixava a Argentina em maus lençóis quanto à questão do título. Ainda em relação ao Chile, uma particularidade saltou à vista neste torneio, a qual prendeu-se com a cor da camisola usada pela seleción. Pela primeira vez a seleção chilena vestiu a camisola vermelha - nos primeiros anos de vida aquele combinado nacional vestiu-se de branco -, indumentária que persiste até aos dias de hoje, como se sabe.

O nascimento da relação amor/ódio entre argentinos e brasileiros

A principal bancada do Valparaíso Sporting Club,
estádio onde decorreram os seis jogos
da Copa de 1920
A 25 de setembro Argentina e Brasil disputaram o jogo do tudo ou nada. Ambas as seleções precisavam de uma dupla vitória para garantir o título, ou seja, precisavam não só de vencer este jogo como esperar que o anfitrião Chile derrotasse uma semana mais tarde o Uruguai. Os brasileiros, mais uma vez, voltaram a demonstrar que não estavam à altura da seleção que em 1919 havia guiado o país à sua primeira grande conquista internacional, como comprovou o resultado de 2-0 favorável aos argentinos. O Brasil saia sem honra nem glória da Copa do Chile. Quanto aos argentinos, um milagre era aquilo por que suspiravam para o último jogo da competição, que iria decorrer no dia 3 de outubro, e no qual estariam frente a frente chilenos e uruguaios. Antes de passarmos aos factos deste encontro decisivo para as contas finais do torneio importa sublinhar que foi no seguimento do Brasil-Argentina do Campeonato Sul-Americano de 1920 que nasceu a acérrima rivalidade entre os dois países, no que a futebol diz respeito. Até então as duas nações viviam uma relação cordial, a qual mudou como da água para o vinho precisamente depois de um artigo escrito pelo jornalista uruguaio Antonio Palacio Zino ser publicado no jornal argentino "Crítica", onde além de tecer severas... críticas aos jogadores brasileiros ainda os apelidou de macacos. O texto foi o embrião para o nascimento da relação de amor e ódio entre os dois povos, sendo que o aspeto mais curioso nesta bipolaridade sentimental é o facto dela ter sido criada por um uruguaio!

O árbitro do jogo decisivo,
o chileno Carlos Fanta
Voltemos à ação, ao campo de batalha, ao derradeiro dia da prova para nos centramos no confronto entre Chile e Uruguai. Apesar de técnica e taticamente superiores, os uruguaios não tiveram tarefa fácil diante de uma aguerrida seleção do Chile que contou com o apoio frenético de 16 000 espetadores ao longo dos 90 minutos. Uruguai que antes da partida torceu o nariz à nomeação do árbitro do jogo, Carlos Fanta, do... Chile! Contudo, a atuação do juiz chileno, considerado um dos melhores daqueles anos, foi impecável, facto que fez esquecer a todos os presentes que o seu coração batia pela sua pátria. A muralha chilena apenas seria derrubada já muito próximo do intervalo, altura em que El Loco Romano inaugurou o marcador para a celeste. No segundo tempo a multidão presente num estádio que nos dias hoje acolhe corridas de cavalo (!) entrou em delírio, por culpa de Aurelio Dominguez, que aos 60 minutos igualou a contenda. Sol de pouca dura, já que cinco minutos volvidos José Pérez voltou a colocar o Uruguai em vantagem, a qual não mais seria perdida até final, e que mais do que garantir a segunda vitória dos charrúas no torneio assegurou a conquista do terceiro Campeonato Sul-Americano em quatro edições realizadas! A melhor equipa da América do Sul era de novo a rainha do continente.

A figura: José Piendibene

El maestro Piendibene, com
as cores do seu Peñarol
Ángel El Loco Romano e José Pérez sagraram-se os melhores marcadores deste 4º Campeonato Sul-Americano, mas a estrela que mais brilhou ao longo do torneio foi a de José Piendibene. El maestro, como era conhecido, pela forma como pautava o jogo da sua equipa, era um avançado alto, portador de uma qualidade técnica apurada, a qual encantou os adeptos sul-americanos ao longo das décadas em que defendeu com brio as camisolas do Uruguai e do seu amado Peñarol de Montevidéu. José Antonio Piendibene nasceu na capital uruguaia, a 10 de junho de 1890, sendo que com apenas 17 anos vestiu pela primeira vez o manto sagrado da primeira equipa do Peñarol num jogo ante o French, em 1908, e onde no qual o jovem oriundo do bairro de Pocitos maravilhou o público com a marcação de dois golos e uma exibição deslumbrante. A partir dai não mais largou a titularidade no emblema de Montevidéu, tendo chegado à seleção em 1911. A estreia pela celeste deu-se diante do inimigo do outro lado do rio da Prata, a Argentina, tendo a alcunha de maestro nascido precisamente no rescaldo desse encontro, já que de acordo com a história, no final do duelo, o defesa argentino Alumni terá proferido o seguinte elogio ao jovem José Piendibene: «Usted es un maestro, muchacho...». E a alcunha ficou para o resto da sua vida. Ao serviço do Peñarol atuou em mais de meia centena de ocasiões - 506, para sermos mais precisos - tendo apontado 253 golos, registo que faz dele uma lenda eterna do clube aurinegro. Venceu seis campeonatos uruguaios (1911, 1918, 1921, 1924, 1926, e 1928), e em 1916 entrou para a história do Campeonato Sul-Americano de Futebol após ter marcado o primeiro golo da história daquela que hoje em dia é conhecida como Copa América. Fê-lo diante do Chile, a 2 de julho desse longínquo ano de 1916.

Este primeiro Campeonato Sul-Americano seria conquistado, como nunca é demais recordar, pelo Uruguai, tendo este sido o primeiro dos dois títulos continentais - esteve ausente na caminhada triunfal do Uruguai na segunda edição do certame - que Piendibene conquistou ao serviço da seleção celeste, a qual defendeu por 56 ocasiões, tendo apontado 26 golos. Outro recorde que ainda hoje predura prende-se com o facto de Piendibene ser o jogador que mais golos marcou no clássico do rio da Prata, o qual opõe a Argentina ao Uruguai, tendo o jogador do bairro de Pocitos apontado 17 tentos. O reinado do poderoso avançado no seio da seleção terminou nas vésperas de o Uruguai conquistar o Mundo, o mesmo é dizer, os Jogos Olímpicos de 1924. Piendibene só não fez parte dessa célebre equipa onde pontificavam nomes como José Nasazzi, Pedro Cea, Ángel Romano, Pedro Petrone, Héctor Scarone, ou a maravilha negra José Leandro Andrade porque o seu clube estava de candeias às avessas com a Associação Uruguaia de Futebol, e como tal proibiu os seus futebolistas de envergarem o manto celeste nas Olimpíadas de Paris. Nesse mesmo ano de 1924 foi atribuído a José Piendibene o título de sócio honorário do Peñarol. Antes de ser um exímio futebolista ele era um perfeito cavalheiro nas canchas em que passeou a sua classe, já que reza a lenda que sempre que marcava um golo nunca o festejava, em sinal de respeito para com o seu adversário. Faleceu em 1969, na sua cidade natal, Montevidéu.

Nomes e números:

11 de setembro de 1920

A desoladora seleção do Brasil que marcou presença no Chile, em 1920
Brasil - Chile: 1-0
(Alvariza, aos 53m)

12 de setembro de 1920

Uruguai - Argentina: 1-1
(Piendibene, aos 10m)
(Echeverría, aos 75m)

18 de setembro de 1920

Uruguai - Brasil: 6-0
(Ángel Romano, aos 23m, aos 60m, José Pérez, aos 29m, aos 65m, Antonio Urdinarán, aos 26m, Antonio Campolo, aos 48m)

20 de setembro de 1920
A equipa da casa, que pela primeira vez vestiu de vermelho
Argentina - Chile: 1-1
(Dellavale, aos 13m)
(Bolados, aos 30m)

25 de setembro de 1920

Argentina - Brasil: 2-0
(Echeverría, aos 40m, Libonatti, aos 73m)

3 de outubro

Chile - Uruguai: 1-2
(Aurelio Dominguez, aos 60m)
(Ángel Romano, aos 37m, José Pérez, aos 65m)

Classificação

1- Uruguai: 5 pontos
2- Argentina: 4 pontos
3- Brasil: 2 pontos
4- Chile: 1 ponto
A celeste uruguaia, que em terras chilenas alcançou o seu terceiro título de campeão das américas

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Nomes e números da Taça Intercontinental (43)... 2004

TAÇA INTERCONTINENTAL 

Ano de 2004
Em 2004 a Taça Intercontinental chegava ao fim! A FIFA anunciava que a partir de 2005 iria edificar anualmente o seu Campeonato do Mundo de Clubes, facto que só por si matava de imediato a prova patrocinada pela Toyota. A última edição da competição foi conquistada pelo FC Porto, equipa que levou a melhor sobre o Once Caldas, por 8-7 nas grandes penalidades, após um empate a zero ao longo dos 120 minutos. A superioridade da equipa de Víctor Fernández foi evidente durante o jogo mas os ferros e golos anulados impediram derrotar mais cedo os colombianos. No momento decisivo, Pedro Emanuel não falhou.
FC Porto (Portugal) - Once Caldas (Colômbia): 0-0 (8-7 nas grandes penalidades)

Data: 12 de dezembro de 2004
Estádio: International Yokohama Stadium (Japão)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)

FC Porto: Vitor Baía (Nuno, aos 102m), Seitaridis, Jorge Costa, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Costinha, Maniche, Diego, Derlei (Carlos Alberto, aos 70m), Luís Fabiano (Quaresma, aos 78m), e McCarthy. Treinador: Víctor Fernández

Once Caldas:  Henao, García, Vanegas, Cambido (Cataño, aos 46m), Rojas, Velásquez, Viáfara, Soto (Alcazar, aos 97m), Arango (Diaz, aos 61m), Fabbro, e De Nigris. Treinador: Luís Montoya
Em cima, da esquerda para a direita: Vítor Baía, Jorge Costa, Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Seitaridis, e Costinha. Em baixo, pela mesma ordem: Maniche, Diego, Luis Fabiano, Derlei, e McCarthy. Eis os últimos conquistadores de uma competição que animou o planeta da bola durante mais de quatro décadas

Nomes e números da Taça Intercontinental (42)... 2003

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 2003
Carlos Bianchi beija a Taça Intercontinental pela terceira vez na sua carreira, tornando-se assim no treinador mais titulado da história da competição
Boca Juniors (Argentina) - Milan (Itália): 1-1 (3-1 nas grandes penalidades)

Data: 14 de dezembro de 2003
Estádio: International Yokohama Stadium (Japão)
Árbitro: Valentin Ivanov (Rússia)

Boca Juniors: Abbondanzieri, Schiavi, Perea, Burdisso, Rodriguez, Cagna, Cascini, Donnet, Battaglia, Schelotto (Tevez, aos 72m), e Iarley. Treinador: Carlos Bianchi

Milan:  Dida, Pancaro, Costacurta, Maldini, Cafu, Seedorf, Pirlo, Gattuso (Ambrosini, aos 102m), Kaká (Rui Costa, aos 78m), Tomasson (Inzaghi, aos 60m), e Shevchenko. Treinador: Carlo Ancelotti

Golos: 0-1 (Tomasson, aos 23m), 1-1 (Donnet, aos 28m)
O Boca Juniors e o seu treinador, Carlos Bianchi, alcançavam o tri na Taça Intercontinental

Vídeo: BOCA JUNIORS - MILAN

Nomes e números da Taça Intercontinental (41)... 2002

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 2002
Em 2002 a Taça Intercontinental mudava de palco, passando a ser disputada no novo Estádio Internacional de Yokohama, que em junho daquele ano havia testemunhado a vitória do Brasil sobre a Alemanha na final do Campeonato do Mundo da FIFA. Yokohama tornou-se um estádio talismã para o brasileiro Ronaldo, que depois de ali oferecer o penta-campeonato mundial à sua seleção  - marcou dois golos na final de Mundial organizado pelo Japão e pela Coreia do Sul - deu a terceira Taça Intercontinental ao Real Madrid.
Real Madrid (Espanha) - Olimpia (Paraguai): 2-0

Data: 3 de dezembro de 2002
Estádio: International Yokohama Stadium (Japão)
Árbitro: Carlos Simon (Brasil)

Real Madrid: Iker Casillas; Míchel Salgado, Fernando Hierro, Iván Helguera, Roberto Carlos; Claude Makelele, Estebán Cambiasso (Francisco Pavón, aos 90m); Luís Figo, Raúl González, Zinedine Zidane (Santiago Solari, aos 86m); Ronaldo (Guti, aos 81m). Treinador: Vicente Del Bosque

Olimpia:  Ricardo Tavarelli; Juan Ramón Jara, Nelson Zelaya, Néstor Isasi, Pedro Benítez; Gastón Córdoba (Richart Martín Báez, aos 65m), Julio César Enciso, Sergio Ortemán, Julio César Cáceres; Miguel Ángel Benítez (Mauro Caballero, aos 80m), Hernán Rodrigo López. Treinador: Nery Alberto Pumpido

Golos: 1-0 (Ronaldo, aos 14m), 2-0 (Guti, aos 84m)
Raúl, Roberto Carlos, Zidane, Figo, Casillas, ou Ronaldo eram algumas das super-estrelas planetárias que formaram a primeira versão do Real Madrid galático

Vídeo: REAL MADRID - OLIMPIA

Nomes e números da Taça Intercontinental (40)... 2001

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 2001
A hesitação da FIFA em edificar a segunda edição do seu Mundial de Clubes no ano de 2001 fez com que a Taça Intercontinental continuasse a figurar por mais algum tempo - mais quatro anos para sermos precisos - no calendário internacional do futebol. Pela segunda vez consecutiva em Tóquio o Boca Juniors fez a vida negra ao campeão da Europa, o Bayern de Munique, obrigando os bávaros a horas extras - prolongamento - para levantar o segundo caneco intercontinental da sua história.
Bayern (Alemanha) - Boca Juniors (Argentina): 1-0 (após prolongamento)

Data: 27 de novembro de 2001
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Kim Nielsen (Dinamarca)

Bayern: Oliver Kahn, Bixente Lizarzu, Willy Sagnol, Samuel Kufour, Robert Kovac, Thorsten Fink, Niko Kovac (Carsten Jancker, aos 76m), Paulo Sérgio, Giovane Élber, Owen Hargreaves (Ciriaco Sforza, aos 76m), Claudio Pizarro (Pablo Thiam, aos 118m). Treinador: Ottmar Hitzfeld

Boca Juniors: Oscar Eduardo Córdoba, Jorge Martínez (,José María Calvo, aos 17m), Rolando Carlos Schiavi, Nicolás Burdisso, Clemente Rodríguez, Cristian Traverso, Mauricio Serna, Juan Román Riquelme, Javier Villareal (Gustavo Pinto, aos 99m), Marcelo Delgado, e Guillermo Barros Schelotto. Treinador: Carlos Bianchi

Golo: 1-0 (Kufour, aos 109m)
O brasileiro Élber e o germânico Oliver Kahn erguem os troféus intercontinentais
Vídeo: BAYERN - BOCA JUNIORS

terça-feira, janeiro 06, 2015

Nomes e números da Taça Intercontinental (39)... 2000

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 2000
A Taça Intercontinental dava os seus últimos suspiros. O interesse na competição era cada vez menor, sobretudo para os clubes europeus, além de que a FIFA dava em 2000 os primeiros passos para criar o seu Campeonato do Mundo de Clubes. No Brasil, a entidade máxima que tutela o futebol planetário organizava uma edição experimental do Mundial de Clubes, a qual seria vencida pelo Corinthians. Certame este que eclispou, de certa forma, a edição número 39 da Taça Intercontinental, que seria ganha pelos argentinos do Boca Juniors.
Boca Juniors (Argentina) - Real Madrid (Espanha): 2-1

Data: 28 de novembro de 2000
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Óscar Ruíz (Colômbia)

Boca Juniors: Córdoba; Bermúdez, Traverso, Ibarra, Matellán; Basualdo, Serna, Riquelme, Battaglia (Burdisso, aos 92m); Delgado (Guillermo Barros Schelotto, aos 87m), e Palermo. Treinador: Carlos Bianchi.

Real Madrid: Casillas; Hierro, Roberto Carlos, Karanka; McManaman (Sávio, aos 66m), Luis Figo, Makelele (Morientes, aos 76m), Helguera, Guti, Geremi; Raúl. Treinador: Vicente Del Bosque.

Golos: 1-0 (Palermo, aos 3m), 2-0 (Palermo, aos 6m), 2-1 (Roberto Carlos, aos 12m)
O onze do Boca que em Tóquio levou para La Bombonera a segunda Taça Intercontinental da história do popular clube de Buenos Aires

Vídeo: BOCA JUNIORS - REAL MADRID