Jogo 4Tokyo National Stadium...
Etoile Sportive du Sahel (Tunísia) - Boca Juniors (Argentina): 0-1
Golo: Cardozo
El Boca avança para a grande final...
1 de Dezembro de 2007. Dia em que o Museu abre as suas portas para assinalar a passagem do 100º aniversário do "derby eterno" do futebol português, entre Benfica e Sporting. Foi pois no dia 1 de Dezembro de 1907 que os dois gigantes de Lisboa se defrontaram pela primeira vez. Tudo aconteceu no campo da Quinta Nova, em Carcavelos, em jogo da 3ª jornada da segunda edição do campeonato regional de Lisboa (1907/1908), tendo a formação «leonina», reforçada com oito jogadores contratados aos «encarnados», vencido por 2-1.
Cândido Rodrigues deu vantagem ao Sporting, Corga empatou, já na 2ª parte, mas, um tento na própria baliza de Cosme Damião selou o triunfo dos «leões», que, antes, e segundo rezam as crónicas, saíram do campo devido a forte chuvada e voltaram... contrariados.
Este episódio foi o primeiro de uma história de emoções intensas, que, em 100 anos, conta já um total de 274 capítulos, marcados, em geral, por equilíbrio, mas com ligeira vantagem do Benfica.
Entre campeonato, Taça de Portugal, Supertaça, campeonato de Portugal e regional de Lisboa, os «encarnados» totalizam 117 vitórias, contra 107 do conjunto «verde e branco», e mais 31 golos marcados (465 contra 435), num «derby» que terminou empatado em 50 ocasiões.
1938. O Mundo estava perigoso face à iminência do estoirar da II Grande Guerra Mundial. Mesmo assim o presidente da FIFA de então, Jules Rimet, via um velho sonho seu tornar-se em realidade, ver o seu país, a França, organizar um Campeonato do Mundo de Futebol. Este, contudo, não foi ainda o campeonato ideal, uma vez que o número de desistências e recusas de participação foi muito elevado. Apenas na Europa foi necessário realizar fases de apuramento para a 3ª edição do Campeonato do Mundo da FIFA. Um campeonato que ficou órfão de algumas das melhores selecções mundiais da época, casos da Espanha (na altura o país estava a braços com uma Guerra Civil), a Áustria (impedida de participar à última da hora devido à invasão do exército nazi), a Inglaterra (que continuava a recusar participar em competições organizadas pela FIFA), a Argentina e o Uruguai (os primeiros por terem perdido a organização do torneio para a França e os segundos por acharem que com a atribuição do campeonato aos franceses a FIFA estava a quebrar o prometido principio de alternância entre continentes). 
O primeiro confronto entre estas duas equipas saldou-se por uma igualdade a três bolas, sendo que o jogo de desempate foi vencido pelos centro americanos por 2-1.
E eis que a 12 de Junho a violência chega ao Mundial, mais precisamente em Toulouse, local do Brasil – Checoslováquia. Os protagonistas do jogo envolveram-se em cenas de violência constantes. Os checos atingiram o final do jogo com oito jogadores em campo e mais grave foi o facto da grande estrela da companhia, o guarda-redes Planicka, ter abandonado o terreno de jogo com uma dupla fractura (de uma perna e de um braço). Por seu turno, o Brasil terminou o jogo com nove elementos. Em termos de resultado o marcador indicou uma igualdade a um golo. Foi necessário dois dias mais tarde a realização de um novo jogo, desta feita com as equipas um pouco mais disciplinadas, tendo os brasileiros sido mais fortes e vencido por 2-1.
Nas meias-finais assistiu-se a mais um grande jogo de futebol, um Itália – Brasil. Em Marselha, os brasileiros, cansados do duplo e desgastante duelo ante os checos resolveram poupar a sua principal estrela, Leónidas. Dizem uns que tal facto deveu-se ao avançado se encontrar lesionado, enquanto que outros opinam que Leónidas se estaria já a preparar para a… final. Uma ousadia que teve consequências drásticas, já que a Itália cedo chegou a uma vantagem de dois golos. No entanto, os brasileiros nunca desistiram e Romeu ainda reduziu, mas a força dos pupilos de Pozzo veio ao de cima nos momentos finais do encontro, garantindo desta forma a presença na final. O seleccionador brasileiro seria eternamente crucificado pela sua arrogância e excesso de confiança em ter poupado Leónidas. Na outra meia-final os húngaros cilindraram os suecos por 5-1.
O Estádio des Colombes, em Paris, engalanou-se no dia 19 de Junho para receber a final entre Itália e Hungria. Última equipa esta que pode dizer-se que jogava em casa, pois devido aos incidentes de Marselha, onde os italianos brindaram o público com a saudação fascista criando desde logo uma antipatia com os franceses, e pelo facto de a equipa de Pozzo ter eliminado a França nos quartos-de-final, a assistência da final torcia quase de forma unânime pela Hungria. Apesar de em campo estarem duas equipas com uma técnica muito apurada a maior força no aspecto táctico da Itália viria ao de cima, permitindo aos transalpinos vencer o jogo por 4-2 e assim sagrarem-se bicampeões do Mundo. Na campanha 100% vitoriosa da "squadra azzurra" destaque para dois jogadores, Sílvio Piola e Giuseppe Meazza. Após esta final seria preciso esperar12 anos para se voltar a organizar um Campeonato do Mundo, pois meses depois do França 38 a Alemanha invadiu a Checoslováquia e logo de seguida a Polónia. Começava desta forma a II Guerra Mundial.
Em 1938 o Mundo começou – finalmente – a conhecer os dotes futebolísticos do Brasil enquanto selecção. Depois de prestações péssimas nos dois primeiros Mundiais os canarinhos apresentaram em França um futebol de alta qualidade. Nessa equipa figuravam excelentes jogadores, casos de Brandão, Tim, Zezé ou Domingos da Guia. Mas houve um que deu um verdadeiro show de bola nos relvados franceses, de seu nome Léonidas da Silva, também conhecido como o "diamante negro". Surgiu em França como um desconhecido e de lá saiu como um verdadeiro ídolo. Foi o melhor marcador da competição, com oito golos apontados. Este avançado deslumbrou o planeta da bola com a sua técnica apurada e um invulgar dote de rematador. Era um verdadeiro malabarista com a bola nos pés. Ele foi o inventor do famoso pontapé de bicicleta.
- Adolf Hitler ansiava por boas notícias da equipa alemã presente na prova. Na estreia a Alemanha empatou com a Suíça a uma bola tendo a necessidade de realizar um jogo de desempate, Nesse encontro e como vencia por 2-0 ao intervalo os dirigentes alemães enviaram de imediato um telegrama com as boas notícias ao ditador. Acontece que os suíços viraram o resultado na etapa complementar e venceram por 4-2.
-O Brasil – Polónia foi jogado debaixo de um verdadeiro dilúvio, fazendo com que o terreno de jogo se tornasse num autêntico lamaçal. De tal maneira que o avançado brasileiro Leónidas resolveu jogar descalço. No entanto, o árbitro do jogo, o sueco Eklind, obrigou-o a calçar as chuteiras.
diram um melhor rendimento da equipa. O técnico foi Ademar Pimenta que, em entrevista a Manchete Esportiva, contou os grandes problemas que então enfrentou:"Escolhi o que de melhor tinha no futebol brasileiro. Na época, dirigentes, clubes e imprensa insinuavam quem deveria ser convocado. Venci essa etapa. Na véspera do embarque, fiz uma reunião com o pessoal e disse que não admitiria mulheres na delegação. Quando, já no cais, o chefe da delegação veio me explicar que as mulheres de Nariz e Luizinho viajariam com a delegação. O que eu podia fazer naquela altura ? A determinação partiu das autoridades. E com aquele contratempo rumamos para a Europa"."A escala determinava uma parada em Salvador. Nessa cidade, Tim e Patesko usaram e abusaram de bebidas alcóolicas. Pedi o desligamento dos dois e não fui atendido. Seguimos nossa viajem e quando chegamos a França fomos para o Hotel. Os quartos destinados aos jogadores ficavam nos fundos do Hotel. Nariz, Luizinho e suas mulheres, mais os dirigentes, ficaram na ala central do Hotel, fora portanto, do nosso controle. Eles tomavam vinho às refeições, não tinham horário nem regime. Os outros jogadores não gostaram desse privilégio e o clima não ficou bom. Minha intenção era colocar para o jogo de estréia a ala Tim e Patesko. Quando fui procurá-los encontrei os dois bebendo chope. Chamei Castelo Branco, chefe da delegação, fomos ao restaurante e os jogadores continuavam com uma pilha de chopes. O dirigentes não disse nada nem tomou nenhuma providência. O zagueiro Nariz, acadêmico de medicina, era o médico da delegação. Ele dispensava jogadores dos treinamentos, principalmente o companheiro Luizinho e a dupla Tim e Patesko. Às vésperas do segundo jogo fiquei sabendo que não poderia contar com o centro avante reserva Niginho. Ele estava impedido de atuar pela Federação Italiana, pois ele ainda estava vinculado ao futebol da Itália. Ai perdemos a copa. Fizemos dois jogos contra a Techecolováquia em dois dias. Um empate e uma vitória. No segundo jogo lancei todo o time reserva, menos Leonidas que não tinha substituto. E Leonidas se contundiu. Até chegar o jogo com a Itália eu tinha esperanças de contar com Leonidas. Ele ficou horas e horas numa banheira de água salgada tentante se recuperar. É mentirosa a versão de que ele não quis jogar. Não jogou porque não podia. Quando a noticia chegou aos jogadores foi um grande decepção. Leonidas era a nossa bússola. Perdemos por 2x1 e ficamos em terceiro lugar depois de vencer a Suécia no jogo seguinte. Com relação ao pênalti de Domingos da Guia, que muitos afirmam que o juiz errou, posso dizer que realmente houve a penalidade máxima. Piola provocou o nosso zagueiro que perdeu a cabeça e, numa bola dividida, chutou o artilheiro italiano. Poderíamos ter ganho a copa de 1938, mas a desorganização e os privilégios de certas pessoas da delegação, nos tirou todas nossas chances de vencer".
Vídeo: HUNGRIA - ÍNDIAS HOLANDESAS
Vídeo: FRANÇA - BÉLGICA 
Vídeo: FINAL DO CAMPEONATO DO MUNDO DE 1938: ITÁLIA - HUNGRIA
Onze base italiano…
5 golos: Piola