Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugaresUruguai - França: 2-2 (1-0 após o desempate por grandes penalidades)
Golos: Pampero (2); Basquaise (2)
Uruguai ficou com o bronze...

Ilhas Salomão - Russia: 2-5
Golos: Hale e Anisua; Leonov (3), Shishin e Shakmelyan
Russia vence as Ilhas Salomão e continua a sonhar com o apuramento para os quartos...
Grupo A (2ª Jornada)
António Ribeiro Cristóvão, é indiscutivelmente um dos grandes nomes do jornalismo desportivo nacional de todos os tempos. Um verdadeiro craque da rádio, já que é principalmente nesta área que se tem distinguido ao longo da sua brilhante carreira. Nasceu em Proença-a-Nova no dia 7 de Julho de 1939. Mudou-se para Angola em 1958, onde iniciou sua carreira jornalística na Rádio Clube do Moxico. Dois anos mais tarde muda-se para a Rádio Clube do Huambo, onde permaneceu até 1975.
Já aqui falámos daquela que é considerada até hoje como a maior surpresa – ou o maior escândalo – de todos os tempos do futebol Mundial, mais precisamente da vitória dos amadores dos Estados Unidos da América (EUA) sobre a gigante Inglaterra (por 1-0) no Mundial de 1950 (ver post Grandes Clássicos da Bola (1), de Abril de 2007).
Descendente de italianos Borghi nasceu a 9 de Abril de 1925, em St. Louis, estado de Missouri, e foi um dos mais brilhantes guarda-redes norte-americanos de todos os tempos apesar de somente ter vestido por nove vezes a camisola da selecção principal dos EUA. Curiosamente começou a sua carreira desportiva como jogador de basebol.
Estamos hoje de volta a uma das vitrinas mais procuradas do nosso museu, a das Grandes lendas do futebol mundial. Depois do nosso Eusébio a ter inaugurado chegou a altura de lá voltarmos para relembrar outro mago imortal do futebol. Senhoras e senhores visitantes vamos hoje falar do uruguaio José Leandro Andrade.
Actuava tanto como médio defensivo como defesa (direito ou esquerdo) e cativou o mundo com a sua eficácia, elegância, inteligência e técnica de jogar futebol, o que o tornou num dos futebolistas mais brilhantes da história.
Dúvidas não existiam: o Uruguai era a melhor e mais poderosa equipa do Mundo da altura.
Em 1930, como os senhores visitantes já devem saber, o Uruguai organizou o primeiro Mundial da história. Uma espécie de presente da FIFA ao país que praticava o melhor futebol do planeta. Na qualidade de bi-campeã olímpica a equipa da casa partia assim como favorita a levantar a primeira taça do Mundo da FIFA. Já em final de carreira, e castigo por lesões crónicas, Andrade foi mesmo assim chamado para integrar a equipa uruguaia que disputou esse Mundial. A sua experiência e qualidade eram fundamentais para o triunfo da celeste. Ao lado de jogadores como Cea, Castro, Nazazzi e Scarone, Andrade venceria o Campeonato do Mundo, após a sua selecção ter derrotado na final os grandes rivais da Argentina por 4-2 (ver último post dos Grandes Clássicos da Bola).
No trilho da Maravilha Negra
Sublime, forte como uma árvore centenária, ágil como um felino deslumbrou o mundo com o seu futebol de encantar serpentes.
Entrem senhores visitantes. Fiquem à vontade e disfrutem ao máximo de mais uma deliciosa memória do não menos delicioso mundo da bola. Hoje vamos fazer uma viagem até ao saudoso ano de 1930. Ano este em que teve lugar no Uruguai o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA, como se devem recordar.
era fácil, já que pela frente tinha a melhor selecção do Mundo daquela época. Para chegar à grande final argentinos e uruguaios derrotaram por igual score (6-1) os Estados Unidos da América e a Jugoslávia, respectivamente. Nos dias que antecederam a final as cidades de Montevidéu e Buenos Aires viviam, pensavam e respiravam futebol. Na capital argentina milhares de adeptos levaram a cabo um autêntico motim exigindo mais barcos para atravessar o Rio da Prata (river plate) até Montevidéu para assistir à decisão das decisões. E nesta última cidade a confusão era ainda maior. Hotéis lotados, bilhetes na mão de candongueiros, discussões e até cenas de pancadaria surgiam aqui e ali. Tudo por um lugar nas bancadas do então recém construído Estádio Centenário. Recinto que no dia da final teve as suas bancadas completamente esgotadas. 80 mil pessoas presenciaram o nascimento da história dos Mundiais.
As equipas entram em campo recheadas das grandes estrelas do futebol mundial da altura. Nasazzi, Andrade, Scarone, Castro e Cea pelo lado uruguaio, Monti, Peucelle e Stabile do lado argentino eram nomes falados mundialmente pelas suas enormes qualidades futebolísticas.
reacção uruguaia na etapa complementar, jogando com a bola feita em casa. Aos 12 minutos, Cea empatou. Aos 23, num remate de fora da área, Iriarte pôs o Uruguai em vantagem. O país vivia momentos de sofrida espera quando, num contra-ataque. Dorado centrou da direita, pelo alto, e Castro com uma cabeçada fulminante mandou a bola para o fundo das redes. Era o quarto golo. Um minuto depois, o jogo acabava.
Legendas das fotografias:
Alemanha sagra-se bi-campeã do Mundo na China