quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mundial de Clubes/Japão 2006 (3)

Jogo 3 (meias-finais)

Tokio National Stadium...

Al Ahly SC (Egipto) - Internacional (Brasil) - (1-2)

Marcadores: Alexandre Pato (23'), Luíz Adriano (72); Flávio (54')

...Inter de Porto Alegre sofreu a bom sofrer para atingir a final...

terça-feira, dezembro 12, 2006

Mundial de Clubes/Japão 2006 (2)

Jogo 2:

Tokio National Stadium...

Jeonbuk Hyundai Motors FC (Coreia do Sul) - Club América (México) - (0-1)

Marcador: Ricardo Rojas

... mexicanos ultrapassam com dificuldades bravos coreanos...

Mundial de Clubes/Japão 2006 (1)

Jogo 1:

Toyota Stadium...

Auckland City FC (Nova Zelândia) - Al Ahly SC (Egipto) - (0-2)

Marcadores: Flávio (51') e Aboutrika (73')

... equipa de Manuel José supera neo-zelandeses e já está nas meias-finais...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Fernando Gomes... 50 anos de vida

Falar da história do FC Porto e não falar deste homem é ocultar uma grande parte da vida deste grande emblema nacional e internacional. Falamos de Fernando Gomes, o “matador”, o “goleador das Antas”, ou simplesmente... o “Bi-Bota”, um dos mais importantes e emblemáticos jogadores de todos os tempos do clube azul-e-branco que hoje completa meio século de vida. Gomes e FC Porto são dois nomes que estarão eternamente ligados um ou outro. Ninguém, decerto, esquecerá as gloriosas tardes e noites em que Gomes conduziu o “seu” FC Porto às grandes conquistas nacionais e internacionais. Foi ele o grande capitão na hora de celebrar inúmeros títulos nacionais (Campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças de Portugal) e internacionais (Taça Intercontinental e Supertaça Europeia), erguendo os troféus que jamais sairão das memórias da família portista.
Ao serviço do FC Porto venceu por seis vezes o prémio (a Bola de Prata) de melhor marcador do Campeonato Nacional, e por duas ocasiões foi o “rei” dos goleadores europeus, tendo-lhe sido atribuidas em cada uma dessas ocasiões a Bota de Ouro. Talvez por isso ainda hoje seja internacionalmente conhecido como o “Bi-Bota”.
Mas foi também ao serviço da Selecção Nacional Portuguesa que Gomes brilhou a grande altura, tendo em 48 internacionalizações contabilizado 13 golos. Com as “quinas” ao peito esteve presente na grande campanha do Euro 1984 (França), na qual Portugal atingiu as meias-finais.
Para além do FC Porto Gomes representou ainda o Sporting de Gijón (Espanha) e o Sporting Clube de Portugal.
Como já dissemos, hoje este vulto do futebol lusitano faz 50 anos. Parabéns CAMPEÃO.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Prémios 2006 "Museu Virtual do Futebol" (3)

E os candidatos para o Melhor Onze de 2006 são:

Guarda-Redes

Buffon (Juventus e Itália)
Títular indiscutível das balizas da Juve e da Squadra Azzurra. Para muito o melhor do Mundo na sua posição. E o visitante, o que diz?

Lehman (Arsenal e Alemanha)
Relegou para o banco da selecção alemã o mítico Oliver Kahn, assumindo o papel de titular da equipa germânica durante o Mundial 2006. No seu clube, o Arsenal, foi pedra base para a chegada da equipa à final da Champions 2006. Defendeu um penalty no último minuto de jogo da 2ª mão das meias-finais ante o Villareal que ditou a presença dos gunners na final de Paris. A par de Henry foi a estrela do clube londrino em 2006.

Víctor Valdes (Barcelona e Espanha)
O fantasma de Zubizarreta parece ter sido “eliminado” de vez da baliza do Barcelona. Depois das tentativas falhadas com as aquisições de Vítor Baía, Hesp, Rustu, Bonano, Dutruel e Robert Enke, os catalães parecem ter finalmente encontrado o sucessor de Andoni Zubizarreta. Apesar de ainda muito jovem Valdes, um produto das escolas do Barça, não teve medo da responsabilidade e foi um dos responsáveis pelo sucesso do clube em 2006.

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Defesa Direito

Zambrotta (Barcelona e Itália)
Eficaz quanto baste no que toca a defender e extremamente perigoso na arte de atacar. Titular absoluto na campanha gloriosa da Itália no Mundial 2006. Não faltaram por isso clubes interessados na sua contratação após o escândalo “Calcio caos” que atirou a Juve, sua anterior equipa, para a Série B italiana. Escolheu o Barça, sendo actualmente uma pedra fundamental na equipa espanhola.

Sagnol (Bayern Munique e França)
Dá pouco nas vistas durante os jogos, mas acaba sempre por ser dos melhores jogadores em campo. Que o digam a selecção francesa e o Bayern de Munique, que não dispensam os seus serviços por nada deste Mundo. Dos melhores laterais direitos franceses de todos os tempos, na nossa opinião.

Daniel Alves (Sevilha e Brasil)
Um ilustre desconhecido que depressa se tornou num dos mais cobiçados laterias-direitos do Mundo. E tal não é para admirar pois defende muito bem e ataca ainda melhor, não sendo absurdo da nossa parte se dissermos que estamos perante o sucessor de Cafú na selecção brasileira.

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Defesa Esquerdo

Grosso (Inter e Itália)
Ora aqui está outro ilustre desconhecido, até há bem pouco tempo, e que num ápice se tornou numa das estrelas para o lugar esquerdo da defesa do planeta da bola. O Mundial 2006 tirou-o do anonimato. Tornou-se titular da equipa italiana (marcou o penalty da vitória na final diante da França), rubricando grandes exibições que lhe valeriam a transferência (já esta época) do modesto Palermo para o colosso Inter de Milão.

Lahm (Bayern de Munique e Alemanha)
Que grande revelação esta! A par do seu compatriota Podolski foi eleito o melhor jovem jogador do Mundial 2006, e melhor defesa-esquerdo da prova. Um jogador que está em constante apoio aos avançados das suas equipas, marcando por vezes golos de belo efeito, como se de um ponta-de-lança se tratasse.

Van Bronckhorst (Barcelona e Holanda)
Um dos pilares não só do Barça de Rijkaard na caminhada triunfal da Champions 2005/06, como também da “laranja mecânica” de Van Basten. Um jogador que todos os treinadores gostariam de ter nas suas equipas.

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Defesas Centrais

Cannavaro (Real Madrid e Itália)
O capitão da Azzurra durante o último Mundial. Foi em Cannavaro que no nosso entender a Itália começou a solidificar a candidatura ao título mundial. Um verdadeiro artista na arte de personificar o “catanaccio” italiano. Por ele quase ninguém passa. Mudou-se no início da temporada para o Real Madrid.

Terry (Chelsea e Inglaterra)
Nasceu no mesmo bairro londrino (Sussex) onde cerca de três décadas antes havia nascido o maior defesa central inglês de todos os tempos, Bobby Moore. Formado nas escolas do Chelsea John Terry foi aos poucos subindo os degraus da excelência na arte de jogar futebol. É a voz de comando de Mourinho dentro de campo na equipa do Chelsea. Indiscutivelmente o melhor central inglês da actualidade e quem sabe o melhor do Mundo.

Thuran (Barcelona e França)
Ora aqui está outro exemplo de que velhos são os trapos. Thuran foi um dos grandes responsáveis pela chegada da França à final do Mundial. Raramente comete erros na arte de defender. Uma verdadeira muralha que protege o guarda-redes.

Puyol (Barcelona e Espanha)
Um produto da cantera do Barça. Carles Puyol exemplifica e bem a mística do clube catalão. É o jogador mais querido da “aficcíon bluegrená”. Nem Rijkaard no Barça, nem Aragonés na selecção de Espanha prescindem dos seus serviços. Foi a alma do Barça na conquista da Champions.

(escolha dois dos quatro nomeados para o posto)

Médio Defensivo

Vieira (Inter e França)
Tem tanto de indisciplinado como de bom jogador. Se não fosse a sua forma por vezes demasiado dura de jogar não tínhamos dúvidas de que Patrick Vieira era o melhor jogador nesta posição. Mesmo assim, e após a saída da Juve, foi pretendido pelos grandes clubes europeus. Porque será?

Mascherano (West Ham United e Argentina)
No nosso entender foi a grande revelação da selecção argentina no último Mundial. Racudo e possuidor de uma técnica tipicamente sul-americana. Já esta época foi transferido surpreendentemente para a modesta equipa londrina do West Ham United (a par do seu compatriota Carlos Tévez). Uma estadia que, certamente, será curta, pois as suas exibições chamarão – mais cedo do que se espera - a atenção dos “tubraões” da Europa.

Lampard (Chelsea e Inglaterra)
Uma das pérolas de Mourinho. A par de Terry é o homem forte do Chelsea dentro do balneário. Um médio defensivo que também pode jogar um pouco mais à frente e autor de muitos e grandes golos ao longo do último ano, tanto nos “blues” de Londres como na selecção inglesa.

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Médio Direito

Figo (Inter e Portugal)
Após Eusébio é o melhor jogador de futebol que Portugal alguma vez teve. A alma da selecção lusa na excelente campanha do Mundial 2006. Um professor (excelente) para os jogadores mais novos da equipa de Scolari. Os seus dribles continuam a encantar o mundo do futebol apesar dos seus 32 anos de idade.

Maxi Rodriguez (Atlético de Madrid e Argentina)
Assinou o golaço do último Mundial. Um pontapé de primeira fora da área diante do México que colocou a Argentina nos quartos-de-final da prova. Foi, e muito justamente, escolhido para integrar o Onze Ideal da prova. Um verdadeiro craque oriundo de um país que sempre nos habituou a “fabricar” autênticas estrelas.

Cristiano Ronaldo (Manchester United e Portugal)
O herdeiro de Figo na selecção nacional portuguesa. O menino prodígio quer de Portugal quer de Alex Fergusson no Manchester United, que não o vende por dinheiro nenhum deste mundo. Os seus dribles fantásticos são únicos e fazem dele um dos melhores artistas da bola da actualidade.

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Médio Esquerdo

Ribéry (Marselha e França)
Foi a grande revelação do futebol francês na época que passou, facto que não foi indiferente ao seleccionador Doméneche que o chamou para o lote de 23 jogadores para disputar o Mundial 2006. E nessa competição foi titular absoluto dos “blues”, rubricando magníficas exibições. Ou muito nos enganamos ou Frank Ribéry não vai ficar muito mais tempo no mediano campeonato francês.

Robben (Chelsea e Holanda)
Mais um grandioso jogador que José Mourinho tem à sua disposição no Chelsea. Capaz de desiquilibrar um jogo de futebol. Forte no jogo de um para um e possuidor de uma técnica formidável.

Cole (Chelsea e Inglaterra)
Não há dúvidas de que o Chelsea possui o melhor plantel do Mundo. Ora cá está mais um super-craque de Mourinho. Um jogador que apesar de ter nacionalidade inglesa tem um estilo de jogar muito latino, ou seja, um tecnicista por natureza, contrariando assim a ideia de que os ingleses apenas sabem jogar bem de cabeça.

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Número 10

Zidane (retirado do futebol)
Saiu de cena no Mundial 2006. Uma prova onde foi dos melhores jogadores, senão mesmo o melhor. Teve uma carreira fantástica, o “perfume” do seu futebol deliciou durante anos os amantes da bola. Vamos sentir saudades dele, disso não há dúvidas. Pena foi que tivesse dado aquela cabeçada a Materazzi na final do Mundial, uma nódoa numa carreira ímpar.

Deco (Barcelona e Portugal)
Diziam os Super Dragões (claque do FC Porto) que Deco era melhor do que Pelé. Um exagero, talvez, mas não existem dúvidas que o “mágico” luso-brasileiro é um fenómeno na arte do pontapé na bola. Pedra fundamental no Braça e na selecção lusa.

Riquelme (Villareal e Argentina)
Será este o sucessor de Diego Maradona na selecção argentina? Quem sabe. Mas uma coisa é certa, qualidade é coisa que não falta a Róman Riquelme para se tornar no “dono” da equipa nacional argentina. Pena é o facto de não actuar num clube digno da sua dimensão enquanto jogador. Aliás, quando Maradona soube que Riquelme iria jogar pelo Villareal as primeiras palavras que lhe sairam foram: «Foda-se, que merda de clube para um jogador tão grande como este». Está tudo dito...

(escolha um destes três candidatos para o posto citado)

Avançados

Ronaldinho Gaúcho (Barcelona e Brasil)
Por dois anos consecutivos (2004 e 2005) foi eleito pela FIFA como o Melhor Jogador do Mundo. Prémio este que não é surpresa, pois este rapaz é um verdadeiro artista da bola. Desde Pelé, Eusébio, ou Maradona que não se via um craque como este. Ele tem magia nos pés, joga ao ritmo do samba e sempre com o seu sorriso de miúdo nos lábios, dando a entender que o futebol é acima de tudo um grande divertimento para si. Desde já aqui fazemos uma vénia a este senhor.

Henry (Arsenal e França)
Ora aqui está outro galático com a bola nos pés. Excelente técnica e instinto fatal na hora de rematar à baliza. Após a retirada de Zidane é para nós o melhor jogador francês da actualidade. Quando tem a bola nos pés leva os espectadores à loucura. Em 2006 esteve muito perto da glória, quer ao serviço do Arsenal (perdeu a final da Champions), quer ao serviço das selecção francesa (perdeu a final do Mundial).

Eto'o (Barcelona e Camarões)
Mais um “diamante” oriundo de África. Possuí uma técnina ímpar na condução da bola e, claro está, uma veia goleadora única. Um dos pilares do sucesso do Barça em 2005/06.

Klose (Werder Bremen e Alemanha)
É o novo goleador da selecção alemã. Foi o melhor marcador (cinco golos) do Mundial 2006. Dentro de área Miroslav Klose é como “um peixe dentro de água”. Um goleador nato e à antiga, ou seja, não tem uma técnica muito boa mas não perde uma oportunidade de rematar à baliza sempre que pode. Se jogasse num clube de maior dimenssão talvez conseguisse mais golos e mais títulos.

(escolha dois dos quatro nomeados para o posto)

Prémios 2006 "Museu Virtual do Futebol" (2)

Os candidatos a Prémio de Melhor Equipa de 2006 são:

FC Barcelona
A equipa de Deco, Ronaldinho, Eto'o e companhia voltou não só a dominar, sem grandes dificuldades, a Liga Espanhola, vencendo-a pelo segundo ano consecutivo, como também alcançou um velho objectivo que lhes fugia desde 1992, ou seja, vencer a Liga dos Campeões, prova onde superou duras dificuldades como o Chelsea e o Milan.

Selecção Italiana
24 anos depois (Mundial de 1982) a Squadra Azzurra volta a erguer o Taça do Mundo (FIFA Cup). Apesar de o seu futebol não ter encantado em terras germânicas o que é certo é que os italianos conseguiram ser a equipa mais equilibrada em todos os sectores, ultrapassando desafios difíceis que a conduziram ao “tetra”.

Arsenal FC
O emblemático clube de Londres logrou pela primeira vez na sua centenária história chegar à final da mais importante competição europeia de clubes. Uma final alcançada depois de uma brilhante carreira na prova, onde não conheceram uma só única vez o sabor da derrota e onde apenas sofreram dois golos. Porém, o sonho de erguer o “caneco” esfumou-se aos pés do poderoso Barça na final de Paris.

Villareal CF
Quem é que há dois/três anos atrás poderia imaginar que este pequeno clube espanhol (de uma não menos pequena cidade nos arredores de Valência) poderia um dia estar à beira de participar numa final da Champions? E pouco faltou para esse sonho poder ser concretizado, não fosse Riquelme falhar uma grande penalidade em cima do minuto 90 na 2ª mão das meias-finais da Champions 2005/06 diante do Arsenal. De facto, o “submarino amarelo” (como é popularmente conhecido o Villa) efectuou uma campanha fantástica na prova rainha da UEFA. Que o digam o Benfica, Manchester United, Rangers e Inter, equipas que tombaram diante destes bravos espanhóis.

Sevilha FC
Em mais de 100 anos de vida nunca o Sevilha havia vivido uma época tão mágica como a de 2005/06. Pela primeira vez na sua história os andaluzes atingiram uma final europeia (Taça UEFA) e não se fizeram rogados, tendo vencido em Eindhoven o Middlsbrough por claros 4-0! Como se não bastasse esta “cabazada” memorável bateram em Setembro último o gigante Barcelona na final da Supertaça Europeia (realizada no Mónaco) por 3-0. No espaço de três meses os sevilhanos conseguiram ter o estatuto de uma das actuais melhores equipas do “velho continente”.

Internacional de Porto Alegre
Ora aí está a surpresa das surpresas na América do Sul. O popular “colorado” (alcunha do clube brasileiro) bateu o super favorito São Paulo FC na final da Copa Libertadores da América, uma espécie de Liga dos Campeões daquele continente, conquistando o direito de disputar o Mundial de Clubes em Dezembro próximo, no Japão.

TOCA A VOTAR SENHORES VISITANTES...

Prémios 2006 "Museu Virtual do Futebol" (1)

A caminhar a passos largos para o final o ano civil de 2006 o Museu resolveu, à semelhança do que fazem por estas alturas a FIFA, a UEFA, entre outras organizações ligadas ao futebol (imprensa, etc.), premiar os melhores intérpretes do belo jogo do presente ano.
Por outras palavras, também nós vamos fazer uma “gala” com vista a premiar os melhores jogadores e equipas do ano que caminha para o fim. Para isso, vamos precisar da importante ajuda do ilustre visitante, são vocês que nos irão ajudar a escolher, precisamente, os destinatários dos Prémios 2006 do Museu Virtual do Futebol, através de um simples voto.
O visitante terá três categorias onde votar, nomeadamente, “Melhor Onze”, “Melhor Equipa” e “Melhor Jogador do Mundo” do ano atrás referido. Nesta votação o Museu escolheu uma lista de jogadores e equipas que quanto a nós se destacaram - ou continuam a destacar-se - ao longo de 2006. A votação irá decorrer desde o presente dia até ao dia 30 de Novembro, altura em que serão “somados” os votos e no dia 1 de Dezembro iremos divulgar então os melhores de 2006.
E vamos começar por nomear os 10 candidatos ao troféu de “Melhor Jogador do Mundo” de 2006, uma lista feita por nós com base nos jogadores que mais se distinguiram neste ano.
Ao contrário do que fazem algumas organizações ligadas ao futebol decidimos incluir nesta lista jogadores dos cinco continentes do planeta, pois o futebol não se concentra apenas na Europa e América do Sul. A lista é a seguinte:

Ronaldinho Gaúcho (Brasil e Barcelona)
O Melhor Jogador do Mundo de 2004 e 2005 teve uma época em grande ao serviço do Barça mas fez um Mundial 2006 decepcionante com o “escrete” canarinho. Será que o título de Melhor Jogador do Mundo lhe continua a assentar bem?

Zidane (retirado do futebol)
Provou e bem durante o Mundial 2006 que velhos são os trapos. Se não fosse a derrota na final do Mundial ante a Itália e a cabeçada a Materazzi nesse jogo, teria um final de carreira glorioso. Mas mesmo assim não será justo atribuir este prémio a um dos melhores jogadores de sempre, uma espécie de prenda pela magia que ofereceu ao longo da sua carreira aos amantes do futebol?

Thierry Henry (Arsenal e França)
O homem que sozinho, praticamente, guiou o Arsenal à final da Champions 2006. Possui um enorme talento e parece ter magia nos pés. Letal dentro da área. Foi um dos melhores, também, na selecção francesa no Mundial 2006. O Melhor Avançado do Mundo? O Melhor Jogador do Mundo? Decidam...

Buffon (Juventus e Itália)
O único guarda-redes presente nesta lista. Considerado o melhor “nº 1” do último Mundial, e por muitos tido como o melhor do Mundo nesta posição (não querendo nós influenciar o visitante nesta escolha, uma vez que na categoria de “Melhor Onze” Buffon é dos seleccionados para o posto de guarda-redes), mas será que Buffon merecerá ser também considerado o Melhor Jogador do Mundo? Será que o italiano consegue igualar o feito de Lev Yashin, o único kepper a ser galardoado com uma Bola de Ouro?

Kaká (Milan e Brasil)
O herdeiro da célebre “camisa 10” do Brasil. Um play-maker à antiga, capaz de fazer jogadas mágicas e de marcar grandes golos, como fez ao serviço quer do Milan (sobretudo na Champions 2005/06) e na selecção do Brasil.

Ballack (Chelsea e Alemanha)
A grande estrela do futebol alemão da actualidade. Desde Matthaus que a Alemanha não tinha um “patrão” deste calibre. O condudor de jogo da selecção germânica durante o Mundial 2006. Não foi à toa que o milionário Chelsea pagou ao Bayern de Munique uma verdadeira fortuna para o ter na sua equipa.

Juninho Pernanbucano (Lyon e Brasil)
O Melhor Jogador do Mundo em lances de bola parada. Um artista neste tipo de lances. Autor de golos fantásticos na última edição da Champions (e já na deste ano voltou a fazer verdadeiras obras de arte na conversão de livres directos). O melhor jogador a actuar na Liga Francesa, um campeonato que parece pequeno demais para o talento de Juninho, que foi igualmente um dos titulares do Brasil no último Mundial.

Drogba (Chelsea e Costa do Marfim)
Sem dúvida alguma o melhor jogador do “continente negro” da actualidade. Não é por acaso que o Chelsea não abdica dos seus serviços por nada deste Mundo, mesmo quando o próprio jogador manifestou vontade em abandonar o clube, visto não ter sido uma primeira escolha de Mourinho para o ataque da equipa ao longo do último ano. O grande responsável pela qualificação da Costa do Marfim para o Alemanha 2006, onde realizou grandes exibições. Será que vem de África o Melhor Jogador do Mundo de 2006?

Nakamura (Celtic e Japão)
É o jogador da moda no Japão. E porque não pela primeira vez elegermos como Melhor do Mundo um asiático? Não seria exagero se assim fosse, pois Nakamura tem provado que é um verdadeiro artista da bola.

Cahill (Everton e Austrália)
Depois de Viduka, Bosnich, Aloisi, Emerton, entre outros, o futebol australiano tem um novo ídolo, de seu nome Tim Cahill. Um jogador que se formou na Europa, e que foi a verdadeira estrela dos socceroos no Mundial 2006. Um dos melhores atletas a actuar presentemente na Primeier League Inglesa, sem dúvida.

VOTEM NO MELHOR SENHORES!

sexta-feira, outubro 06, 2006

Catedrais Históricas (2)... Estádio Rose Bowl


Depois desta divertida olhadela pelas caricaturas de alguns dos maiores mestres de sempre do futebol mundial vamos voltar a concentrarmo-nos nas “estórias” que fizeram a história do “pontapé na bola”. E vamos já de seguida passar à secção das “catedrais históricas”, os templos do futebol, também conhecidos por estádios, para fazermos hoje uma visita a terras do “Tio Sam” (Estados Unidos da América), mais precisamente até Pasadena, uma localidade nos subúrbios de Los Angeles (Califórnia) para conhecer, ou recordar, o mítico Rose Bowl Stadium. E mítico porquê? É simples, neste anfiteatro norte-americano escreveram-se algumas páginas brilhantes do “livro de ouro” dos Campeonatos do Mundo de Futebol. O Rose Bowl foi um dos estádios escolhidos para acolher o Mundial Estados Unidos 1994 (USA 94), inclusive o da grande final. Estrelas como os romenos Hagi e Popescu, os norte-americanos Lalas, Meola e Balboa, os colombianos Valderrana e Valência, o camaronês Roger Milla, os suecos Dahlin, Thern e Larsson, o bulgaro Stoichkov, os italianos Roberto Baggio, Baresi e Maldini, ou os brasileiros Romário, Bebeto e Dunga passearam por este relvado toda a sua classe durante o evento. Mas já lá vamos.
Projectado pelo aequitecto Myron Hunt, em 1921, o Rose Bowl foi baseado no Yale Bowl (contruído em 1914 em New Haven, Connecticut).O recinto demorou dois anos a ser construído, sendo a sua inauguração acontecido a 1 de Janeiro de 1923 com um jogo de futebol americano entre as equipas do Pennsylvania State University e do University of Southern California.
A sua capacidade oficial é de 92.542 espectadores. De 1996 a 2003 foi a “casa” da equipa de futebol da MLS (Major League Soccer), o principal campeonato dos “states”, Los Angeles Galaxy.
Para além disso acolheu ainda a final de 1998 da MLS Cup e o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1984, que decorreram na mais famosa cidade da Califórnia.
O estádio tem o nome Rose Bowl devido as mais de 100 variedades de rosas plantadas à sua volta. Mas o momento de fama do Rose Bowl foi, como já vimos, o facto de ter recebido oito encontros do USA 1994, mais precisamente o Roménia – Colômbia (3-1), Camarões – Suécia (2-2), Estados Unidos – Colômbia (2-1), Roménia – Estados Unidos (1-0), jogos estes referentes à 1ª fase da prova, e ainda o jogo dos oitavos-de-final entre Roménia e Argentina (3-2), a meia-final que opôs Brasil e Suécia (1-0), o jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares entre Suécia e Bulgária (4-0), e claro está a grande final entre Brasil e Itália, que terminou com a vitória dos canarinhos por 3-2 após desempate através de grandes penalidades. Este estádio fica assim na história por ter sido o primeiro onde uma final de um Mundial foi resolvida por desempate de penaltis.
O Rose Bowl voltaria a ser palco de uma final de um Mundial, desta vez do Campeonato do Mundo Feminino, que se realizou nos EUA em 1999. Nesse Mundial de senhoras o estádio californiano foi palco de quatro jogos, nomeadamente o Coreia do Norte – Nigéria (1-2), Alemanha – Itália (1-1), jogos estes relativos à 1ª fase do torneio, e ainda o desafio de atribuição dos 3º e 4º lugares entre Noruega – Brasil (4-5) e a final que colocou frente a frente os Estados Unidos e a China, a qual foi resolvida da mesma forma que a final dos homens em 1994, ou seja, através de penaltis, desta feita com a vitória das raparigas da casa (as norte-americanas) por 5-4.
Actualmente o Rose Bowl é mais utilizado para jogos de futebol americano, tendo já acolhido cinco decisões da "Super Bow"l (final do campeonato de futebol americano).

quarta-feira, outubro 04, 2006

"Fun Zone"

A Fun Zone é uma secção que o Museu abre com o intuito de divertir os seus ilustres visitantes. É uma zona difrente, não conta as maravilhosas histórias da bola que aqui temos vindo a mostrar a todos os que nos visitam, mas aborda o "desporto rei" de uma forma divertida, interpretada pelos grandes artistas do desenho, mais precisamente os cartonistas.
Esta Fun Zone é o que podemos chamar de "tempo de intervalo", ou seja, vamos fazer uma pausa na longa e deliciosa visita ao universo do futebol e divertirmo-nos com estes cartoons dos grandes "cromos da bola".

O rei de todos os reis: Sua Majestade Pelé...

El Pibe Diego Armando Maradona e a sua mão de Deus...

O nosso Pantera Negra, Eusébio da Silva Ferreira...

Sir Bobby Charlton e o seu famoso penteado...O Napoleão do futebol francês Zinedine Zidane...O homem do tetra brasileiro, o baixinho Romário...

Der Kaiser, Franz Beckenbauer...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Estrelas cintilantes (3)... Saeed Owairan

Senhores visitantes, uma vez que estamos na secção destinada às “estrelas cintilantes” do futebol mundial vamos aproveitar o “balanço” e continuar por aqui para fazer uma breve visita a outro “imortal” da bola. Certamente que, para muitos dos ilustres visitantes do Museu, este nome não diz absolutamente nada. Perguntarão: «Mas quem foi?», «Onde jogou, o que fez para merecer tal distinção?», pois bem, sosseguem, eu passo a contar de uma forma breve a história deste bravo “filho do deserto”.
Saeed Owairan nasceu a 19 de Agosto de 1967 na Arábia Saudita e desde cedo deu provas de que poderia tornar-se num grande artista da bola. E assim foi. Pena foi que o Mundo Ocidental raras vezes tivesse o privilégio de ver este homem com a bola nos pés. Daí, talvez, ser ainda hoje um ilustre desconhecido para os amantes do futebol ocidental. Saeed desenvolveu toda a sua carreira futebolística no seu país, numa época em que os grandes clubes europeus ainda estavam pouco virados para o mercado asiático.
Mas vamos ao que interessa, vamos ao grande momento que este homem viveu enquanto artista da bola, ou melhor, ao grande momento que ele proporcionou aos adeptos do futebol. Estávamos em 1994, mais concretamente no Mundial de Futebol que nesse ano teve lugar nos Estados Unidos da América. Saeed Owairan era um dos 23 jogadores que integravam a estreante – em Mundiais - selecção da Arábia Saudita, equipa que se viria a tornar numa das grandes revelações da prova.
Mas o grande momento de Saeed ocorreu no Estádio RFK, em Washington, onde se jogava a última partida do grupo E entre a Arábia Saudita e a Bélgica. O relógio batia 5 minutos de jogo e a bola chega aos pés de Saeed, que estava posicionado ainda bem dentro do seu meio-campo. E eis que com a “redondinha” nos pés Saeed resolve sair a jogar – ainda muito longe da baliza belga à guarda de Preud'Homme - com uma rapidez espantosa. Tira do caminho uma autêntica “floresta” de belgas, com uma série de dribles espantosos, deliciosos, que só param à entrada da pequena área belga, altura em que Saeed disfere o golpe final, o golo, o golo que seria justamente considerado como o mais belo, o mais inacreditável – se assim o quiserem definir – daquele Mundial.
Desde logo o tento de Owairan foi comparado ao de Maradona no México 1986 diante da Inglaterra, em que o astro argentino finta mais de meia equipa inglesa desde o seu meio-campo e fez aquele que muitos consideram como o melhor golo de sempre de um Campeonato do Mundo. O melhor até ao de Saeed Owairan surgir, que quanto a nós não é em nada inferior ao de Diego Maradona, muito pelo contrário.
Anos mais tarde após o EUA 1994 a FIFA elegeu o golo de Saeed como o sexto melhor de sempre da história dos Mundiais. Injusto, na nossa opinião, pois se fosse um jogador italiano, francês, brasileiro, ou inglês a marca-lo a FIFA não teria problemas em considerar este golo tão bom como o de Maradona. Enfim. Como aqui no Museu não toleramos injustiças, classificamos o golaço de Owairan, a par do de Maradona, como o melhor de sempre num Mundial.
Owairan jogou por 50 vezes com a camisola da Arábia Saudita e apontou 24 golos. Nos EUA 1994 alinhou nos quatro jogos da sua equipa, diante da Holanda (1-2), de Marrocos (2-1),da Bélgica (1-0) e da Suécia (1-3), último jogo este referente aos oitavos-de-final da prova, e que ditou o afastamento da surpreendente Arábia Saudita do Mundial. Jogaria ainda quatro anos mais tarde no Mundial de 1998, realizado em França, tendo aí efectuado dois encontros, ante a Dinamarca (0-1) e a França (0-4). Saeed jogou toda a sua carreira no Al Shabab, clube da cidade de Riyadh.
Nas duas primeiras imagens vê-se o jogo que tornou célebre Owairan, precisamente o ocorrido diante da Bélgica em 1994. Na última imagem o encontro diante da França no Mundial de 1998.

Vídeo: O GOLO QUE IMORTALIZOU SAEED OWAIRAN

sexta-feira, setembro 15, 2006

Estrelas cintilantes (2)... Alexi Lalas

Num país onde o futebol não assume o estatuto de "estrela principal", longe disso, não deixa de ser por isso que o ilustre futebolista que hoje visitamos assume um papel de destaque na história do desporto rei ao nível mundial. Falamos de Alexi Lalas, esse mesmo, uma das grandes figuras do futebol (ou soccer como lá é denominado) norte-americano de todos os tempos. Nascido a 1 de Junho de 1970, no Estado de Michigan, Panayotis Alexander Lalas (o seu nome completo) viria a tornar-se num dos mais populares jogadores norte-americanos do "pontapé na bola". De tal maneira que já este ano foi "imortalizado" no National Soccer Hall of Fame (Museu de Futebol dos Estados Unidos da América) , espaço onde reside a história do soccer americano.
Este defesa-central ficou igualmente célebre pelo seu visual pouco habitual para um jogador de futebol, ostentando uma farta cabeleira loira acompanhada por umas não menos longas barbas igualmente loiras.
O seu estilo mais pareceia o de uma estrela de rock, "profissão" esta que aliás também viria - embora tivesse durado pouco tempo - a ser desempenhada pela estrela norte-americana.
Como futebolista Lalas começou a sua carreira ao serviço do University Rutgers, uma equipa dos campeonatos universitários dos EUA. Mas seria com a camisola da selecção americana que Alexi conseguiria brilhar a grande altura e se tornaria mundialmente conhecido. Em 6 de Maio de 1990 fez a sua estreia oficial ante a selecção vizinha do Cánada. Quatro anos mais tarde seria um dos grandes protagonistas da selecção yankee no Mundial que teve lugar precisamente nos EUA. Lalas ajudou a sua equipa a chegar aos oitavos-de-final da competição, caíndo aos pés daquela que viria a tornar-se na equipa vencedora desse memorável Mundial, o Brasil. Nos EUA 1994 Lalas foi um dos totalistas (4 jogos) da equipa norte-americana.
A sua brilhante prestação nesse Mundial valeu-lhe a transferência para o Calcio italiano, mais precisamente para o Pádova. No entanto, a sua carreira em Itália seria curta, apenas um ano (época 1994/95), já que por lá fez mais sucesso enquanto cantor de rock do que propriamente como futebolista.
Voltaria então ao seu país, para ser uma das estrelas da então recém criada Liga Norte-Americana (Major Soccer League), onde representou as equipas do New England Revolution (de 1996 a 1997) , do MetroStars de Nova Iorque (1998), do Kansas City Wizards (1999) e finalmente do Los Angeles Galaxy (de 2001 a 2003), clube pelo qual se retiraria definitivamente do futebol enquanto jogador. Seria ao serviço dos Galaxy que Alexi se sagraria campeão da MLS Cup em 2002.
Pela selecção norte-americana estaria presente ainda no Mundial de França, em 1998, embora não tivesse feito um único jogo. Com a camisa dos States jogaria ainda duas Olimpíadas, uma em 1992 (em Barcelona) e outra em 1996 (em Atlanta). No total, Lalas jogou pelos EUA 96 vezes, tendo feito nove golos.
Depois de abandonar a carreira de futebolista Lalas tornou-se dirigente desportivo, primeiro ao serviço dos San Jose Earthquakes, depois dos MetrosStars (clube onde exerceu funções de presidente) e por último regressaria aos LA Galaxy, clube este onde se mantém na qualidade de dirigente.
Paralelamente a tudo isto Lalas gravou já três álbuns de grande sucesso com a sua banda, The Gypsies.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Histórias dos Campeonatos do Mundo... Uruguai 1930 (2)

Imagens...Fase do jogo entre os Estados Unidos da América e a Bélgica...
Uruguaios apuram o físico nas ruas de Montevideo...
Stabile faz o terceiro golo argentino contra os Estados Unidos da América...

A selecção argentina a chegar ao estádio no seu autocarro...
Defesa do guardião francês Thepot no jogo que opôs a sua selecção à Argentina... Um momento do encontro entre Bolívia e Brasil...

Festejos uruguaios após o apito do belga Langenus. A "celeste" era CAMPEÃ DO MUNDO...

Lucien Laurent, da França, o autor do primeiro golo de uma fase final de um Mundial...

Adeptos argentinos desembarcam em Montevideu para assistirem à grande final...

Uruguaios entram em campo para disputar a final do seu Mundial. Capitão Nazzazi é o primeiro...

A equipa uruguaia em estágio antes da final contra a Argentina...

Equipa do Uruguai que se sagrou campeã do Mundo...

Histórias dos Campeonatos do Mundo... Uruguai 1930 (1)

Iniciamos agora uma viagem pela “deliciosa” história dos Campeonatos do Mundo de Futebol. Ao pormenor, tanto quanto nos seja possível, iremos descobrir os factos, os números e as figuras dos 18 Mundiais até hoje realizados. Uma coisa é certa, é de que esta será uma longa viagem, tão longa quanto rica que é a história da mais importante competição do Mundo.
As linhas que se seguem surgem pois na sequência da leitura de inúmeros livros e enciclopédias (da minha cada vez mais extensa “biblioteca de futebol”), do visionamento de vídeos (meu Deus, já não tenho espaço para mais DVD’s nem cassetes VHS sobre futebol em minha casa...) e de pesquisa na internet.
No fundo um trabalho que me deu um ENORME prazer, ou não fosse eu um fanático do fenómeno futebol. E é esse prazer que eu quero repartir com o visitante do Museu, que sinta o mesmo interesse, a mesma curiosidade e sobretudo a mesma paixão que eu tenho pelo belo jogo. Divirtam-se...

Finalmente... o sonho tornou-se realidade

O visitante está confortável? Óptimo, pois prepare-se que vai fazer uma inesquecível viagem até ao longínquo ano de 1930, mais concretamente ao Uruguai. Bom, mas antes de “aterrarmos” neste pequeno país sul-americano há que fazer um pequeno relato sobre o nascimento do Campeonato do Mundo.
Um projecto que demorou mais de duas décadas a ser concretizado. A ideia, ainda de uma forma muito ténue, nasceu por volta de 1905, um ano depois do nascimento da FIFA. Contudo devido a divergências de última hora entre os países (federações) membros da FIFA o projecto nunca passou disso mesmo. Foi preciso esperar por 1921 para que finalmente o sonho de criar uma grande competição planetária “tivesse pernas para andar”.
E 1921 porquê? Porque foi este o ano que o lendário Jules Rimet assumiu a presidência da FIFA. A ideia de criar um Campeonato do Mundo de Futebol era uma obsessão de Rimet, que depois de constatar o sucesso dos torneios de futebol dos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 colocou o seu sonho em andamento.
O Comité da FIFA aprovaria a proposta do secretário-geral da Federação Francesa de Futebol, Henri Delaunay, de criar uma competição que juntasse de quatro em quatro anos as melhores selecções do planeta. Num congresso da FIFA realizado em Helsínquia, em 1927, Jules Rimet anunciava ao Mundo – finalmente – que em 1930 se iria realizar o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol, sendo nomeado para o efeito um Comité Organizador (CO). Foram então apresentadas várias candidaturas para a organização do evento, nomeadamente a Hungria, a Itália, a Suécia, a Holanda, a Espanha e o Uruguai. Foi definido pelo CO que o país que recebesse o evento suportaria todos os custos do mesmo, incluindo deslocações das equipas, alojamento, alimentação das mesmas, etc. Por seu turno, a FIFA exigia 10% de todas as receitas. “Exigências”, ou regras, estas que resfriaram de imediato o entusiasmo de alguns países, que não estavam de acordo em suportar todos os custos da prova. O Uruguai foi o único a aceitar todas as condições. No entanto, não foi apenas por ter aceite as regras da FIFA que este país ganhou o direito de organizar o primeiro Mundial de Futebol, já que os dirigentes uruguaios colocariam em cima da “mesa das negociações” o facto de nos meses de Junho e Julho de 1930 o país ir comemorar o centenário da sua independência, prometendo desde logo a construção de um estádio com capacidade para 100 000 pessoas. Estádio esse que desde logo recebeu o nome de... Estádio do Centenário. Para além disso, o facto de o Uruguai ser na altura a melhor selecção do Mundo, já que encantara o “planeta da bola” com o seu maravilhoso futebol culminado com as conquistas dos títulos olímpicos de 1924 (Jogos Olímpicos de Paris) e de 1928 (Jogos Olímpicos de Amesterdão), teve igualmente um certo peso na decisão da FIFA em atribuir aos uruguaios a organização da prova.
Seria sem surpresas que no Congresso da FIFA de 1929, realizado em Barcelona, a entidade que gere o futebol mundial comunicaria oficialmente que o primeiro Mundial seria no Uruguai. (Na foto ao lado vê-se a chegada de Rimet a Montevideu.)
No entanto, esta decisão não seria recebida de bom grado por todos os países membros da FIFA. Isto porque os clubes europeus consideravam absurdo pagar os ordenados aos seus melhores jogadores durante uma ausência calculada em cerca de dois meses no Uruguai para disputar o Mundial. Perante este recuo dos europeus a federação uruguaia prontificou-se de imediato a pagar os ordenados aos jogadores europeus durante esse período. No entanto, grande parte dos “craques” não aceitou a boa vontade dos uruguaios, não viajando para a América do Sul. Grandes selecções da altura como a Hungria, a Itália, a Áustria ou a Checoslováquia, no fundo, as super potências do futebol europeu da altura, não aceitaram o convite da FIFA para marcar presença no primeiro Mundial.
Abra-se desde já aqui um parênteses para sublinhar que nesta primeira edição do Mundial não houve fase de qualificação, pois as equipas que nele marcaram presença responderam a um convite da FIFA.
Outra super potência do futebol europeu da época, a França, ameaçou seguir o exemplo das selecções acima referidas e não se deslocar ao Uruguai. Não fora a intervenção de Jules Rimet (francês de nascimento), que de imediato satisfez todas as exigências dos seus compatriotas, e os gauleses não teriam ido à América do Sul. (Na foto ao lado está a selecção francesa que actuou no Mundial do Uruguai.)
De qualquer maneira dois meses antes do início do Mundial nenhuma equipa europeia estava inscrita, mas após a resolução deste problema a França, a Roménia, a Jugoslávia e a Bélgica decidiram mandar as suas selecções para o Uruguai.
E eis que em 20 de Junho de 1930 (a cerca de um mês do pontapé de saída da competição) franceses, belgas e romenos estavam em Villefranche-sur-Mer preparadas para embarcar no paquete italiano “Conte Verde” para a longa travessia no Atlântico. No dia 5 de Julho seguinte as selecções chegavam à baía de Montevideu (capital do Uruguai), isto depois de passar pelo Rio de Janeiro para dar uma boleia à equipa do Brasil.
Por seu turno, a equipa da Jugoslávia preferiu viajar sozinha (mais à larga certamente) para a América do Sul, tendo cruzado o Atlântico a bordo do luxuoso veleiro “Flórida”, cobiçado pelos grandes magnatas mundiais da época para as suas viagens. É caso para dizer...e viva o luxo!
À espera das selecções europeias estavam as suas congéneres sul-americanas, o Brasil, o Paraguai, o Peru, a Bolívia, o Chile, a Argentina e claro está, o Uruguai. A estes juntaram-se ainda o México e Estados Unidos da América, equipas que completaram o lote de participantes do primeiro Mundial. Seriam pois 13, os países que participaram no primeiro grande momento do futebol mundial. (Na imagem do lado pode ver-se a equipa da Argentina que se iria sagrar vice-campeã do Mundo nesta primeira edição.)

A bola começou a rolar
Face ao número reduzido de participantes, substitui-se o sistema de eliminação directa pela fórmula de quatro grupos. Designou-se então que quatro equipas seriam cabeças-de-série, tendo sido elas a Argentina, Brasil, Estados Unidos da América e Uruguai, sendo que os vencedores de cada grupo se qualificariam para as meias-finais.
Em jeito de homenagem a Jules Rimet a França seria uma das selecções que daria o pontapé de saída do grande evento desportivo. Como adversário no jogo inaugural os franceses tiveram o México, um jogo que seria realizado no Campo de Pocitos (Montevideu), já que o majestoso Estádio Centenário ainda não estava concluído (dizem que o cimento das bancas ainda estava fresco aquando da abertura do Mundial). A França venceria facilmente os mexicanos por 4-1, não obstante de ter alinhado grande parte do encontro com dez jogadores, por lesão do guarda-redes Thépot, já que naquela altura ainda não existiam as substituições. (Na foto de cima: uma fase do jogo entre o Brasil e a Bolívia.)
Francês foi igualmente o primeiro golo de um Mundial, de seu nome Lucien Laurent, um homem que entrou assim na história do futebol pelo facto de ter apontado o primeiro golo de um Campeonato do Mundo.
O guardião Thépot haveria de ser o herói do jogo seguinte da França, ante a Argentina, já que durante 80 minutos resistiu de uma forma heróica aos ataques avassaladores dos argentinos, e só um livre magistralmente apontado por Luigi Monti ao minuto 80 deu uma magra vitória por 1-0 ao país das pampas. (Ao lado a cerimónia de abertura do certame.) Este jogo será ainda relembrado por um caricato episódio, já que o árbitro da partida, o brasileiro Almeida Rego, daria por terminado o encontro seis minutos antes do tempo regulamentar, e só graças aos protestos dos adeptos uruguaios que assistiam ao jogo (e que torciam pela França, já que a Argentina foi, é e será sempre o eterno inimigo), que entretanto haviam invadido o campo para “acertar as contas” com o juiz da partida, é que o erro foi corrigido e o brasileiro voltou ao campo para dar continuidade ao jogo que terminaria, como já vimos, com a vitória argentina por 1-0.
No grupo 2 ficariam os melhores representantes do futebol europeu neste torneio, a Jugoslávia. Derrotaram o Brasil (2-1) e a Bolívia (4-0), classificando-se desde logo no primeiro lugar do grupo e consequente apuramento para as meias-finais. A França (grupo 1) perdeu as esperanças da qualificação para a fase seguinte após ter sido derrotada pelo Chile (0-1).
A Roménia também não fez melhor, vencendo um jogo (Perú, por 3-1) e perdendo outro (Uruguai, por 0-4). (Na imagem ao lado está a desoladora selecção brasileira que se deslocou ao Uruguai.)
A Bélgica, sem o seu melhor jogador da altura, Braine, não teve melhor sorte, já que sofreu duas derrotas no grupo 4, ante os Estados Unidos da América (0-3) e o Paraguai (0-1).
Nas meias finais encontraram-se Uruguai e Jugoslávia, e Argentina e Estados Unidos da América. No encontro que opôs argentinos e norte-americanos houve “mosquitos por cordas”, originados pelos constantes protestos dos “soccerboys” contra a interpretação do árbitro belga Langenus sobre a lei do fora-de-jogo. O treinador dos americanos, Robert Miller, tentou agredir o árbitro com a mala de massagista, errando o alvo por muito pouco. O resultado do jogo saldou-se por uns claros e controversos 6-1 a favor dos argentinos. Por igual resultado venceriam os uruguaios a equipa da Jugoslávia. Estavam assim encontrados os dois finalistas do primeiro Mundial.

A grande final...

Chegou-se ao dia 30 de Julho, e o Estádio Centenário a “abarrotar pelas costuras” com 100 000 espectadores em delírio. Uma final à qual também não faltaram peripécias. Em Buenos Aires, o ambiente era de loucura total tendo o povo organizado manifestações para que fossem postos à sua disposição mais barcos para atravessar o Rio de La Plata (River Plate) para a outra margem... para Montevideu. Estima-se que mais de 20 000 argentinos atravessaram o rio em dez barcos fretados de propósito para o efeito (diz a lenda que um destes barcos chegou a Montevideu já no fim da grande final). (Ao lado as duas equipas finalistas a entrarem em campo.) Temendo-se incidentes entre uruguaios e argentinos (velhos inimigos) as armas de fogo foram confiscadas à entrada do estádio.
Os árbitros não escapavam a este ambiente frenético e ameaçador em redor do jogo, pelo que dos quatro juizes apontados inicialmente para dirigir a final, o único a aceitar tal responsabilidade foi o belga John Langenus (na foto ao lado). Para tal a FIFA teve de satisfazer algumas exigências do belga, mais precisamente em dar-lhe protecção policial durante 24 horas, fazendo-lhe um seguro de vida e colocando à sua disposição um navio que o levaria de volta a casa logo após o término do jogo.
Seguiu-se o “episódio da bola”, ou seja, cada equipa queria jogar com a sua bola. Por sorteio foi escolhida a bola argentina, mas os uruguaios, supersticiosos, trataram logo de reclamar contra a (má) sorte. Para satisfazer a “gregos e a troianos” o árbitro decidiu que seriam usadas as duas bolas, uma em cada parte. A primeira parte foi jogada com a bola argentina, e de facto foi de má sorte para os uruguaios, que foram para o intervalo a perder por 1-2, com os tentos argentinos a serem apontados por Stabile e Peucelle, ao passo que o tento uruguaio foi de Dorado. Mas na segunda parte tudo se modificou, os uruguaios deram a volta ao marcador graças a uma exibição espectacular e inolvidável. Ninguém os parou. Venceriam por 4-2, tornando-se assim nos primeiros Campeões do Mundo. Perante a multidão em delírio o capitão uruguaio José Nazzazi ergueu o trofeú criado propositadamente para o evento pelo escultor francês Abel Lafleur. (Na imagem do lado vê-se Castro marcar o quarto golo que selou a vitória do Uruguai.)

Factos que ficam para a história...
- A receita de bilheteira deste primeiro Mundial cifrou-se em 255 107 dólares (da altura).

- Foram disputados 18 jogos no total, com um total de espectadores de 434 000, uma média de 24 111 por jogo. Na final estiveram 100 000 pessoas no Estádio Centenário.

- Estados Unidos... da Escócia: A selecção dos Estados Unidos da América, (na imagem) que neste Mundial se classificou em 3º lugar (juntamente com a Jugoslávia), a sua melhor classificação até à data, disputou a competição com vários jogadores europeus naturalizados. Na sua maioria eram escoceses, tais como Bart McGhee, Brown, Wood, e Gallacher. Do grupo fazia ainda parte um luso-americano, de seu nome Adelino “Billy” Gonsalves, nascido em “Terras do Tio Sam” mas filho de emigrantes portugueses. Pela presença no Uruguai os jogadores americanos receberam uma bolsa equivalente a seis meses de ordenado, e outro tanto pelo “bronze” alcançado.

- Um Brasil muito carioca: Devido a divergências entre cariocas e paulistas, jogadores do Estado de São Paulo foram proibidos de integrar a selecção brasileira neste Mundial. Assim só os atletas dos clubes do Rio de Janeiro tinham permissão para representar a “canarinha”. Desta forma o Brasil, orientado por Pindaro de Carvalho Rodrigues, não pôde contar com o seu grande craque da altura, o paulista Fridenreich. Dizem até que os adeptos dos clubes paulistas ficaram bem satisfeitos pelo fracasso que foi a participação da selecção neste evento.


- O grande capitão: José Nazzazi, (na foto ao lado)o capitão da equipa do Uruguai, foi o líder da “celeste” na caminhada para o título. Fez-se notar não só pelo seu talento futebolístico mas também pelos gritos de advertência que lançava aos companheiros. Ele era o verdadeiro treinador da equipa campeã do Mundo...



- O treinador que era... o rei: tal como outras selecções europeias (pelos motivos acima já explicados) a Roménia (a equipa que se encontra na foto ao lado) esteve para não ir ao Uruguai. Valeu a intervenção (foi mais uma ordem do que um pedido) do Rei Carol (o rei daquele país), que não só ordenou que os seus jogadores fossem para a América do Sul como também se encarregou de os escolher. Mais curioso que isso foi ainda o facto de o rei, que era um “doente” pelo futebol, ter sido o treinador da equipa durante o torneio.

- Guillermo Stabile: O título uruguaio foi festejado efusivamente e o próprio Governo daquele país decretou que o dia seguinte ao da final fosse feriado nacional. Os jogadores uruguaios como Nazzazi, Cea, Castro, Iriarte, Dorado, Scarone ou Andrade (A Maravilha Negra) seriam imortalizados pelo povo "charrua".
No entanto, não só de nomes uruguaios se fez este campeonato, visto que o melhor marcador do mesmo foi o argentino Guillermo Stabile (na foto ao lado), autor de oito remates certeiros. Foi ainda o autor do primeiro “hattrick” em Mundiais.



- Três estádios foram utilizados neste Mundial, o Parque Central, o Campo de Pocitos e o magnífico Estádio Centenário (na foto debaixo), todos situados em Montevideu.

-A selecção do México chegou ao Mundial de 30 assustada com os prognósticos dos expertes da modalidade. Para dar ânino aos seus jogadores o seleccionador mexicano, espanhol de nascimento, de seu nome Juan Luqué de Serrallonga, dirigiu-lhes uma mensagem de alento num dos quartos do Hotel de Montevideo, onde a equipa estava hospedada, e assegurou-lhes que a Virgem de Guadalupe estava a rezar por eles no seu país, mais precisamente no monte de Tepeyac. Concluíu a sua palestra com as seguintes palavras: "Muchachos, les quiero suplicar que se olviden de todo, novias, hermanos, padres, madres, y que solo les quede grabado en sus mentes la palabra México. Ahora que lucharemos contra Francia hay que recordar al general Ignacio Zaragoza. Si él pudo vencerlos, también lo podemos hacer nosotros". Convencidos das palavras do seleccionador os jogadores entraram no jogo diante da França a jogar de igual para igual, acabando, no entanto, por perder esse jogo por 1-4.

-Foi frente ao México que o capitão de equipa argentino Manuel "Nolo" Ferreira falhou o único jogo em todo o Mundial. O motivo da ausência deveu-se ao facto de Ferreira ter de se deslocar a Buenos Aires ra fazer um exame na Faculdade de Direito, onde se encontrava a tirar o curso de Escribão Público. Depois de ter passado no referido exame voltou de imediato a Montevideo para continuar a jogar o Mundial. Anos mais tarde reconheceria que os seus professores haviam facilitado a sua apovação no dtio exame, pelo simples facto de estar a representar a selecção argentina no grande certame futebolístico.

-A equipa da casa sofreu uma importante baixa à última da hora, mais precisamente o seu guarda-redes Mazzalli. O episódio foi assim recordado na primeira pessoa pelo capitão de equipa José Nasazzi: "El momento más triste para nosotros fue cuando separaron del plantel a Andrés Mazzalli. Había sido el arquero en París y Amsterdam, pero era muy mujeriego y una noche se escapó de la concentración para ir a encontrarce con una rubia. Lo expulsaron y no hubo defensa para él. Todos sentimos pena, pero la sanción impuesta fue irreductible y ni a mi me hicieron caso".




Resultados e classificações

Grupo 1

13 de Julho de 1930
França – México (4-1)
(Laurent, 19’; Lngiler, 40’; e Maschinot, 42’ e 87’)
(Carreño, 70’)

15 de Julho de 1930
Argentina – França (1-0)
(Monti, 80’)

16 de Julho de 1930
Chile – México (3-0)
(Vidal, 4’ e 86’ e Rosas, 51’ p.b.)

19 de Julho de 1930
Chile – França (1-0)
(Subiabre, 65’)

19 de Julho de 1930
Argentina – México (6-3)
(Stabile, 8’,17’ e 80’, Varallo, 53’ e Zumelzzu, 10’ e 55’)
(Rosas, 42’ e 55’ e Gayon, 78’ g.p.)

22 de Julho de 1930
Argentina – Chile (3-1)
(Stabile, 12’ e 14’ e Mário Evaristo, 51’)
(Subiabre, 15’)

Classificação:

1- Argentina- 9 pontos
2- Chile – 6 pontos
3- França – 3 pontos
4- México – 0 pontos

Grupo 2

14 de Julho de 1930
Jugoslávia – Brasil (2-1)
(Tirnanic, 21’ e Beck, 30’)
(Preguinho, 62’)

17 de Julho de 1930
Jugoslávia – Bolívia (4-0)
(Beck, 60’ e 67’, Marjanovic, 65’ e Vujadinovic, 85’)

20 de Julho de 1930
Brasil – Bolívia (4-0)
(Carvalho Leite, 27’ e 73’; Preguinho, 78’ e 83’)

Classificação:

1- Jugoslávia – 6 pontos
2- Brasil – 3 pontos
3- Bolívia – 0 pontos

Grupo 3

14 de Julho de 1930
Roménia – Peru (3-1)
(Staucin, 1’ e 74’ e Kovacs, 85’)
(Souza, 60’)

18 de Julho de 1930
Uruguai – Peru (1-0)
(Castro, 60’)

21 de Julho de 1930
Uruguai – Roménia (4-0)
(Dorado, 7’, Scarone, 16’, Anselmo, 30’ e Cea, 35’)

Classificação:

1- Uruguai – 6 pontos
2- Roménia – 3 pontos
3- Peru – 0 pontos

Grupo 4

17 de Julho de 1930
Estados Unidos – Bélgica (3-0)
(McGhee, 23’; Florie, 38’ e Patenaude, 68’)

13 de Julho de 1930
Estados Unidos – Paraguai (3-0)
(Patenaude, 10’, 15' e 50’)

20 de Julho de 1930
Paraguai – Bélgica (1-0)
(Peña, 40’)

Classificação:

1- Estados Unidos – 6 pontos
2- Paraguai – 3 pontos
3- Bélgica – 0 pontos

Meias-Finais

26 de Julho de 1930
Argentina – Estados Unidos (6-1)
(Monti, 20’, Scopeli, 61’, Stabile, 69’ e 87’; Peucelle, 80’ e 85’)
(Brown, 89’)

27 de Julho de 1930
Uruguai – Jugoslávia (6-1)
(Cea, 18’, 65 e 81’; Anselmo, 21’ e 39’ e Iriarte, 61’)
(Sekulic, 4’)

FINAL

30 de Julho de 1930
Estádio Centenário, Montevideu
Árbitro: John Langenus (Bélgica)

Uruguai (4): Ballestero, Nazzazi (cap.) e Mascheroni; Andrade, Fernandez e Gestido; Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte. Treinador: Alberto Supicci

Argentina (2): Botasso, Della Torre e Paternoster; Evaristo, Monti e Suarez; Peucelle, Varallo, Stabile, Ferreyra (cap.) e Mário Evaristo. Treinador Franscisco Olazar

Golos: 1-0 por Dorado, 12’; 1-1 por Peucelle, 20’; 1-2 por Stabile, 37’; 2-2 por Cea, 57’; 3-2 por Iriarte, 68’; 4-2 por Castro, 89’.


Onze Ideal do Torneio
Táctica: 2-3-5

1-Thépot (França)
2-Nazzazi (Uruguai)
3-Mascheroni (Uruguai)
4-Torres (Chile)
5-Fausto (Brasil)
6-Juan Evaristo (Argentina)
7-Peucelle (Argentina)
8-Scarone (Uruguai)
9-Stabile (Argentina)
10-Cea (Uruguai)
11-McGhee (Estados Unidos)

Os Campeões do Mundo
4 Jogos: Andrade, Cea, Fernandez, Gestido, Ballestero, Iriarte e Nazzazi.
3 Jogos: Dorado, Mascheroni e Scarone.
2 Jogos: Anselmo e Castro.
1 Jogo: Petrone, Tejera e Urdinaran.

(na foto em cima esté José Leandro Andrade, mais conhecido como a "Maravilha Negra", um dos totalistas da selecção uruguaia no Mundial.)

Não utilizados: Capuccini, Melogno, Piriz, Recoba, Secco e Saldombide.

Os marcadores do Campeão
5 golos: Cea
3 golos: Anselmo
2 golos: Castro, Dorado e Iriarte
1 golo: Scarone

Números da prova

13 países presentes
18 jogos
70 golos
3,89 média de golos por jogo
434 000 espectadores
24 111 média de espectadores por jogo
1 expulsão (Las Casas, jogador do Peru)
2 golos na própria baliza

terça-feira, setembro 05, 2006

Morreu mais um campeão... Giacinto Facchetti

Duas semanas depois de o Museu Virtual do Futebol abrir tristemente as suas portas para noticiar a morte do uruguaio Miguez eis que o fazemos hoje novamente para dar conta do falecimento de outro grande nome do futebol mundial, mais precisamente o italiano Giacinto Facchetti. Considerado - justamente - como um dos melhores defensores de sempre do futebol mundial, Facchetti morreu ontem aos 64 anos, na sequência de um tumor no pâncreas, deixando desta forma o planeta da bola mais pobre. Será eternamente recordado como um defesa elegante e tremendamente eficaz, tendo desenvolvido toda a sua carreira desportiva no clube do seu coração, o Inter de Milão.
Foi uma das grandes figuras do famoso Inter das décadas de 60 e 70, tendo sido uma das pedras fundamentais na conquista das duas únicas Taças dos Campeões Europeus (1964 e 1965) conquistadas até à data pelos milanistas. Pelo Inter venceu ainda duas Taças Intercontinentais (1964 e 1965), quatro títulos de campeão italiano (1963, 1965, 1966 e 1971) e ainda uma Taça de Itália (1978).
Importante foi igualmente o seu contributo para a Squadra Azzurra (selecção italiana), ao serviço da qual venceu em 1968 o Campeonato da Europa. Dois anos mais tarde com a "maglia" da Azzurra ficaria em 2º lugar no Mundial do México, tendo sido derrotado na final pelo fantástico Brasil de Pelé por 4-1.
Depois de "pendurar as chuteiras" Facchetti continuaria ligado ao seu Inter, na qualidade de dirigente, tendo sido eleito presidente do clube em 2004, cargo este que desempenhou até à hora da sua morte. Como jogador foi 94 vezes internacional pela Itália, tendo marcado 3 golos e envergado a braçadeira de capitão da Azzurra em 70 ocasiões, um recorde que ainda hoje se mantém.