sexta-feira, dezembro 26, 2014

Nomes e números da Taça Intercontinental (25)... 1986

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1986
Em 1986 a Taça Intercontinental regressava a Buenos Aires pela mão do River Plate, que numa final emotiva (mais uma, como era apanágio da competição) batia o surpreendente campeão da Europa desse ano, o Steaua de Bucareste, que em maio havia chocado o Mundo do futebol ao bater na final da Taça dos Campeões Europeus o gigante Barcelona... em solo espanhol (Sevilha)!!!

River Plate (Argentina) - Steaua (Roménia): 1-0

Data: 14 de dezembro de 1986
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: José Martínez (Uruguai)

River Plate: Nery Alberto Pumpido, Jorge Manuel Gordillo, Nelson Daniel Gutiérrez, Oscar Alfredo Ruggeri, Alejandro Alfredo Montenegro, Héctor Aldolfo Enrique, Américo Rubén Gallego, Norberto Osvaldo Alonso, Roque Raúl Alfaro (Daniel Adolfo Sperandío, aos 68m), Antonio Alzamendi, Juan Gilberto Funes. Treinador: Héctor Rodolfo Veira.

Steaua:  Stingaciu, Iovan, Belodedici, Bumbescu, Weisenbacher - Barbulescu (Majearu, aos 60m), Stoica, Balan, Balint, Lacatus, Piturca. Treinador:: Anghel Iordanescu.

Golo: 1-0 (Alzamendi, aos 28m)
Antonio Alzamendi cabeceia a bola para o fundo da baliza de Stingacio, apontando assim o único golo da final, o golo do primeiro título mundial do River
A equipa do River Plate que no Estádio Nacional de Tóquio venceu a Taça Intercontinental de 1986
Vídeo: RIVER PLATE - STEAUA
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Nomes e números da Taça Intercontinental (24)... 1985

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1985
Contrariamente ao que diz o ditado de que "à terceira foi de vez" só à sexta tentativa é que um clube europeu conseguiu conquistar o Mundo em Tóquio. Feito alcançado por uma Juventus galática, onde pontificavam lendas como Tacconi, Scirea, Serena, Laudrup, ou o mago Michel Platini.

Juventus (Itália) - Argentino Juniors (Argentina): 2-2 (4-2 nas grandes penalidades)

Data: 8 de dezembro de 1985
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Volker Roth (Alemanha)

Juventus: Tacconi, Favero, Cabrini, Bonini, Brio, Scirea (Pioli, aos 64m), Mauro (Briaschi, aos 78m), Manfredonia, Serena, Platini, Laudrup. Treinador: Giovanni Trapattoni.

Argentino Juniors: Enrique Bernardo Vidallé, José Luis Pavoni, Adrián Néstor Domenech, Carmelo Daniel Villaba - Sergio Daniel Batista, Jorge Mario Olguín, José Antonio Castro, Mario Hernán Videla, Claudio Daniel Borghi, Emilio Nicolás Commisso (Renato Corsi, aos 82m), Carlos Adolfo Ereros (Juan José López, aos 117m). Treinador: José Yudica.

Golos: 0-1 (Ereros, aos 55m), 1-1 (Platini, aos 63m), 1-2 (Castro, aos 75m), 2-2 (Laudrup, aos 82m).
O duelo entre Juventus e Argentino Juniors é ainda hoje por muitos considerado como o mais emocionante alguma vez realizado em Tóquio. Por outras palavras, a final da Taça Intercontinental de 1985 é para muitos a mais emocionante de sempre, com um futebol de alto nível interpretado por duas equipas que mereciam levar a taça para casa. Só uma o fez, e na decisão de grandes penalidades, tendo sido, aliás, esta a primeira final da Intercontinental decidida na lotaria dos pénaltis
A célebre equipa da Vechia Signora que em Tóquio se sagrou campeã do Mundo

Vídeo: JUVENTUS - ARGENTINO JUNIORS
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Nomes e números da Taça Intercontinental (23)... 1984

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1984
O poderoso Liverpool continuava a não se dar bem com os ares de Tóquio. Depois de em 1981 ter sido ali vulgarizado pelo mágico Flamengo de Zico, três anos mais tarde o clube da cidade dos Beatles caiu aos pés do Independiente, que desta forma erguia a sua segunda Taça Intercontinental
Independiente (Argentina) - Liverpool (Inglaterra): 1-0

Data: 9 de dezembro de 1984
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Romualdo Filho (Brasil)

Independiente: Carlos Mario Goyén, Néstor Rolando Clausen, Hugo Eduardo Villaverde (Pedro Damián Monzón, aos 74m), Enzo Héctor Trossero, Carlos Alberto Enrique, Ricardo Omar Giusti, Claudio Oscar Marangoni, Ricardo Enrique Bochini, Jorge Luis Burruchaga, José Alberto Percudani, e Alejandro Esteban Barberón. Treinador: José Pastoriza.

Liverpool: Grobbelaar, Neal, Nicol, R. Kennedy, Hansen, Gillespie, Daglish, Mølby, Rush, Johnston, Wark (Whelan, aos 76m). Treinador: Joe Fagan.

Golo: 1-0 (Percudani, aos 6m).
O triunfo do Independiente sobre o Liverpool na final de 84 teve um sabor muito especial para todo o povo argentino. Esta era a primeira vez que equipas dos dois países se enfrentavam após a Guerra das Malvinas (1982), conflito armado que havia colocado frente a frente as tropas britânicas e argentinas. Mas a vingança mais saborosa deu-se dois anos mais tarde, em 1986, no México, por ocasião do Campeonato do Mundo, altura em que a "mão de Deus" enviou os súbitos de Sua Majestade para casa mais cedo do que o previsto
O clube que mais vezes ergueu a prova rainha (Copa Libertadores) da América do Sul, reconquistava o Mundo do futebol em 1984
Vídeo: INDEPENDIENTE - LIVERPOOL
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Nomes e números da Taça Intercontinental (22)... 1983

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1983
O Grêmio de Porto Alegre tornou-se na terceira equipa brasileira a conquistar o Mundo. Se Pelé havia brilhado em 1962 e 1963, e Zico havia feito o mesmo em 1981, neste ano de 1983 foi a vez de Renato Gaúcho colocar os olhos em bico aos alemães do Hamburgo na sequência de uma exibição individual majestosa, culminada na obtenção de dois golos
Grêmio (Brasil) - Hamburgo (Alemanha): 2-1 (após prolongamento)

Data: 11 de dezembro de 1983
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Michel Vautrot (França)

Grêmio: Mazarópi, Paulo Roberto, Baidek, De León, Paulo César Magalhães, China, Osvaldo (Bonamigo, aos 78m), Mário Sérgio, Renato Gaúcho, Tarciso, Paulo César Cajú (Caio, aos 70m). Treinador: Valdir Espinosa.

Hamburgo: Stein, Wehmeyer, Hieronymus, Jacobs, Schroeder, Groh, Rolff, Magath, Hartwig, Hansen, Wuttke. Treinador: Ernst Happel.

Golos: 1-0 (Renato Gaúcho, aos 37m), 1-1 (Schroeder, aos 85m), 2-1 (Renato Gaúcho, aos 93m)
Renato Gaúcho prepara-se para atormentar mais uma vez a baliza de Stein. A maior vitória do Grêmio está assim perpetuada no site oficial do emblema de Porto Alegre: "Onze de Dezembro de 1983. O mundo inteiro está olhando para Tóquio. Milhões de espectadores acompanham o jogo pela televisão.

O Grêmio chegava a esta decisão pela primeira vez. E o adversário era o forte Hamburgo, time alemão acostumado às grandes decisões, e que tinha como principal característica a frieza e a calma ao jogar. Com este currículo, chegou ao Japão como favorito para a conquista do título.

Mas o tricolor gaúcho não se entregou e, aos 38 min do 1º tempo, Renato marcou 1 a 0 para o Grêmio. O time alemão, no entanto, também era uma equipe de raça e, faltando 4 minutos para o término da etapa complementar, mostrou que não se entregava: Schröder empatou a partida, forçando uma prorrogação.

E foi então que, mais uma vez, a estrela de Renato brilhou. O ponteiro gremista marcou logo aos 3 minutos, em jogada brilhante. Valentemente, o Grêmio segurou o resultado de 2 a 1 até o momento em que o juiz apontou o meio de campo, sagrando o Tricolor Gaúcho como Campeão Mundial Interclubes.

Os japoneses aplaudiram o time de pé, enquanto o mundo inteiro, pintado de azul, se curvava à superioridade do Grêmio. A partir daquele momento, o clube tricolor do sul do Brasil entrava para a história. Nada poderia ser maior".
O imortal onze do Grêmio de Porto Alegre que no dia 11 de dezembro de 1983 conquistou o planeta da bola


Vídeo: Grêmio - Hamburgo
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ENTREVISTA
 
No sentido de recordar a epopeia do Grêmio na final da Taça Intercontinental de 1983, o Museu Virtual do Futebol convidou um dos protagonistas dessa tarde histórica desenrolada no Estádio Nacional de Tóquio, mais precisamente Osvaldo, o centro-campista que nesse dia se encarregou de travar a grande estrela daquele mítico conjunto do Hamburgo, Felix Magath. 
Na primeira pessoa o ex-jogador recordou então o momento em que o emblema de Porto Alegre conquistou o Mundo, um facto que o nosso visitante descreve como um marco histórico da sua vida. Tem a palavra Osvaldo.

Museu Virtual do Futebol (MVF): Osvaldo, no dia 11 de dezembro de 1983 você é um dos 11 jogadores que subiram ao relvado do Estádio Nacional de Tóquio para defender as cores do Grêmio na final da Taça Intercontinental, contra o Hamburgo, da Alemanha. O que você sentiu nesse dia, e já agora como foi viajar para o outro lado do Mundo, para o Japão, para disputar essa final?
Osvaldo (O): Senti-me orgulhoso, nervoso e um pouco ansioso por estar entre os 11 jogadores que iam disputar a final. Recordo-me que a viagem para Tóquio foi muito cansativa, tivemos de fazer escalas no Rio de Janeiro e em Los Angeles, além de que tivemos bastantes dificuldades em relação ao fuso horário, mesmo tendo toda a comitiva do Grêmio viajado com uma semana de antecedência para se adaptar ao clima e ao fuso horário do Japão.

MVF: Como estava o estado de espírito do Grêmio para esse grande jogo?
O: O espírito dos jogadores era de pensamento na vitória. Olhámos como cautela para esse jogo, pois o time do Hamburgo era muito forte, com vários jogadores de seleção (alemã), e o qual respeitávamos muito, embora, e repito, sem nos deixar-mos de focar no objetivo de sermos campeões mundiais.

MVF: Entretanto, o árbitro Michel Vautrot apita para o início do encontro. A bola começa a rolar, e que lembranças tem desses 90 minutos?
O: Lembro-me das dificuldades derivadas do esquema tático de jogo, do posicionamento dos jogadores do Grêmio. Eu por exemplo, tive que fazer uma marcação especial ao Felix Magath, que era considerado o melhor jogador do Hamburgo.

MVF: Olhando para o marcador, vocês parecem ter sofrido para vencer a copa. Estiveram a vencer desde os 37 minutos, mas quase no final o Hamburgo empatou. Que pensamento lhe veio à cabeça naquele momento, que a taça poderia estar perdida?
O: Em nenhum momento pensei que tudo poderia estar perdido. Eles fizeram o golo de empate, o qual não estávamos à espera, mas sabíamos também que ainda poderia haver prolongamento, e acima de tudo sabíamos que tínhamos um elenco tão bom quanto o deles eles para vencer a final.

MVF: Até que no prolongamento surgiu de novo o génio de Renato a fazer o 2-1, o golo da vitória, o que você sentiu?
O: Senti um enorme alívio (risos).

MVF: Pelo desenrolar dos acontecimentos podemos então olhar para esta como uma conquista difícil, e na sua opinião o Grêmio foi um justo vencedor?
O: Tudo foi muito difícil. O Hamburgo era um time muito bom e forte, além de que o clima em Tóquio era diferente do que estávamos habituados. Mas, o elenco do Grêmio mereceu muito o título, pois éramos uma equipa muito unida e humilde.

MVF: Após o apito final, o que você sentiu ao perceber que era campeão mundial de clubes?
O: Uma das maiores conquistas que um jogador pode ter é tornar-se campeão mundial. Lembro-me que naquela final tive caimbras e precisei de ser substituído. Mas, após o apito final a sensação era de muita alegria, algo que jamais conseguirei traduzir em palavras.

MVF: E o regresso a Porto Alegre, com a copa na mão, como foi?
O: Poder chegar a Porto Alegre com a copa na mão foi ao mesmo tempo cansativo e gratificante. Passámos aproximadamente 35 horas em voos para poder chegar até Porto Alegre, todos muito felizes , mas também cansados. Porto Alegre nesse dia parou! Os jogadores, comissão técnica, toda delegação do Grêmio teve a honra de comemorar junto com a sua torcida essa conquista histórica e marcante.

MVF: Olhando para trás, como você caracterizaria aquela equipa do Grêmio, e o que significou para você vencer a Taça Intercontinental.
O: O time do Grêmio era um muito unido dentro e fora de campo, humilde, batalhador, um grupo que não tinha medo de nada. Quanto a mim, vencer essa copa foi um marco histórico na minha carreira e na minha vida.

quarta-feira, dezembro 24, 2014

Histórias do Planeta da Bola (5)... Há 100 anos uma bola de futebol promoveu a paz numa noite de Natal muito especial

"O Natal é quando um homem quer", uma expressão que tem tanto de verdade como de mentira, pois se para uns a paz, a fraternidade, e a alegria próprias da quadra natalícia podem ser repartidas pelos 365 dias do ano, para outros somente nesta época do ano é que estes valores são tidos em conta, passando nos restantes dias a imperar o ódio, a disputa, a inveja, ou a intriga. Esta pequena introdução serve para desfiar a nossa história de hoje, uma bonita história, que infelizmente teve uma breve aparição naquele que foi o primeiro grande conflito bélico à escola planetária. "Trégua de Natal", assim é recordada hoje, um pouco por todo o Mundo, a história que nestes dias cumpre 100 anos. Centrada no Velho Continente, a I Grande Guerra Mundial teve início no verão de 1914 - 28 de julho para sermos mais precisos - tendo durado até 11 de novembro de 1918. Confronto bélico que nestes quatro longos anos ceifou a vida de milhões de cidadãos, espalhando um clima de terror nunca dantes visto em solo europeu. Porém, por alturas do Natal desse longínquo e tenebroso ano de 1914 as armas foram postas de lado, tendo o ódio sido substituído pela amizade e pela paz. Há 100 anos atrás, nesta precisa altura do ano, de forma espontânea, as tropas britânicas e alemãs - os dois inimigos que se gladiavam numa luta sangrenta - deram as mãos! Os primeiros sinais de paz natalícia começaram a surgir na região de Ypres, na Bélgica, onde as tropas dos dois lados da trincheira surgiram juntas a entoar canções de Natal, a trocar presentes entre si - diz-se que os alemães ofereceram aos inimigos britânicos cigarros e brandy - ao mesmo tempo em que decoravam as trincheiras com velas e enfeites natalícios. Debaixo de temperaturas negativas o calor humano da amizade e da paz fez-se notar entre homens que até ali se odiavam num clima de guerra que até então nunca se havia visto. Esse momento ficou eternizado como a "Trégua de Natal".
Momento alto dessa história trégua natalícia foi quando alemães e britânicos resolveram pegar numa bola de futebol para dar vida a um amigável jogo de futebol. O belo jogo como veículo promotor da paz! O resultado desse célebre encontro - e o pormenor que menos importa frisar nesta bonita história de Natal - cifrou-se numa vitória germânica por 3-2. Diz-se que o jogo terminou quando a bola furou numa cerca de arame farpado, sendo que este clima de paz e harmonia terminaria assim que a quadra natalícia se cumpriu. Pouco depois, o assustador barulho das armas voltou a fazer-se ouvir...

Natal é efetivamente quando o homem deseja, independentemente das circunstâncias em que se encontre. Promover a paz, a fraternidade, e a alegria desta quadra no restantes 364 dias do ano depende apenas de nós. BOM NATAL para todos os amigos e visitantes do Museu Virtual do Futebol.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Nomes e números da Taça Intercontinental (21)... 1982

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1982
Em 1982 os uruguaios do Peñarol subiam pela terceira vez na sua história ao topo do Mundo do futebol, e mais do que isso continuava a provar-se que os clubes europeus não se estavam a dar bem com os ares de Tóquio, já que em três finais ali disputadas até então outras tantas derrotas foram somadas. Mas a onda negra dos emblemas do Velho Continente ainda estava longe de conhecer o fim

Peñarol (Uruguai) - Aston Villa (Inglaterra): 2-0

Data: 12 de dezembro de 1982
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Luis Siles (Costa Rica)

Peñarol: Fernández, Oliveira, Bossio, Gutiérrez, Diogo, Morales, Ramos, Saralegui, Morena, Jair, e Silva. Treinador: Hugo Bagnulo.

Aston Villa: Rimmer, Jones, McNaught, Bremner, Williams, Evans, Mortimer, Cowans, Shaw, Withe, Morley. Treinador: Tony Barton.

Golos: 1-0 (Jair, aos 27m), 2-0 (Silva, aos 68m).
Capa da revista argentina El Gráfico, dando destaque à epopeia uruguaia em terras do Oriente. ­
Jair, o brasileiro do Peñarol, e grande estrela da final de 1982, conduz o esférico
O onze do Peñarol que em Tóquio conquistou o planeta no ano de 1982
Vídeo: PEÑAROL - ASTON VILLA
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Nomes e números da Taça Intercontinental (20)... 1981

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1981
Esta foi sem dúvida umas das finais mais memoráveis da longa história da Taça Intercontinental. Frente a frente duas equipas lendárias, o poderoso e glorioso Liverpool dos anos 70 e inícios dos anos 80, e o mágico e fantasista Flamengo liderado pelo astro Zico. Levaram a melhor os brasileiros, graças a um recital de bola que eclispou por completo a aramada britânica.

Flamengo (Brasil) - Liverpool (Inglaterra): 3-0

Data: 13 de dezembro de 1981
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Rubio Vásquez (México)

Flamengo: Raul, Leandro, Mozer, Júnior, Marinho, Amdrade, Tita, Adilio, Zico, Lice, e Nunes. Treinador: Paulo Carpegiani.

Liverpool: Grobbelaar, Neal, Thompson, Hansen, Lawrenson, R. Kennedy, Lee, McDermott (D. Johnson, aos 51m), Souness, C. Johnson, e Dalglish. Treinador: Bob Paisley.

Golos: 1-0 (Nunes, aos 12m), 2-0 (Adilio, aos 34m), 3-0 (Nunes, aos 41m).
A épica final de 1981é ainda hoje descrita como um hino ao futebol espetáculo. Aqui fica pois o resumo desse clássico guardado religiosamente no baú do site brasileiro Imortais do Futebol: "A tarde em Tóquio era fria, mas de céu azul e um sol digno de Rio de Janeiro. O Flamengo parecia em casa diante daquele cenário e da torcida quase toda ao seu favor. Jogando de branco, o clube brasileiro queria impor seu jogo logo no início para não sofrer qualquer tipo de pressão inglesa. Mas os brasileiros apelaram. Desde o início, o Flamengo mostrou quem dava as cartas e quem realmente era bom de bola. O gramado estava queimado por causa do frio japonês, mas ainda sim era muito bom para o toque de bola refinado do time carioca. As jogadas saíam com naturalidade, sem pressa, na mais pura arte. O Liverpool não encontrava espaços diante de uma equipe muito bem armada por Paulo César Carpegiani, que sabia da qualidade de seus jogadores e conseguia montar um time compacto e flexível. Tanta qualidade resultou em gol logo aos 13 minutos. Nunes, pela esquerda, toca de calcanhar para Mozer. O zagueiro deixa com Zico no meio. O mesmo Nunes que havia tocado já partia em velocidade lá na frente. Zico viu. E fez um lançamento magistral para o “João Danado”, artilheiro das decisões. A bola foi de encontro ao atacante, o zagueiro Thompson tentou cabecear, mas furou. Nunes ajeitou e só tocou na saída do goleiro: 1 a 0. A festa começava no estádio Nacional. Com a vantagem no placar, o Flamengo tratou de esbanjar ainda mais a sua categoria. Toques rápidos pelo meio, avanço dos laterais, categoria de Júnior, dribles de Adílio, segurança absoluta de Andrade, plasticidade de Leandro, visão e desenvoltura de Zico… Era lindo ver aquele Flamengo jogar. Quer dizer, desfilar. Aos 33´, McDermott derruba Zico na entrada da área inglesa. Falta perigosa. O Galinho podia bater direto, ao seu jeito, e marcar um golaço característico, ou mesmo cruzar para Nunes, Lico ou Tita. Zico bateu direto, o goleiro Grobbelaar não segurou, Lico tentou, mas foi Adílio quem colocou a bola pra dentro: 2 a 0. Na comemoração, o “Neguinho Bom de Bola”, apelido criado pelo radialista Waldyr Amaral, mandou beijos para sua esposa na arquibancada – o craque estava em lua de mel (!). Mas quem estava de lua de mel era a torcida rubro-negra, que se encantava cada vez mais com seu time. Aos 41 minutos, Adílio começa uma jogada pela direita e toca para Zico no meio. O craque da camisa 10, que já havia participado dos dois primeiros gols, deixa Nunes sozinho com um passe milimétrico na direita no exato momento em que o camisa 9 parte em disparada. A zaga inglesa, em linha, deixou Nunes livre, que correu, correu e chutou no canto direito do goleiro Grobbelaar: 3 a 0. Não havia o que dizer. Nem o que temer. O Flamengo já era campeão mundial de futebol. Com três gols de diferença, Zico inspirado e um futebol virtuoso, os ingleses jamais teriam forças para reverter aquele placar. Já campeão do mundo, o Flamengo gastou a bola na segunda etapa. Os brasileiros estavam mais do que satisfeitos com a goleada construída na etapa inicial e não queriam humilhar os ingleses, que nem sequer foram mais incisivos no ataque. Eles ficaram postados na defesa, sem criatividade alguma e burocráticos. A torcida só teve o trabalho de curtir o show e os toques de Júnior, Leandro, Adílio e Zico, as disparadas de Lico e Tita, a ajuda de Nunes na marcação, a precisão e sutileza de Andrade, Mozer e Marinho, estes dois perfeitos na cobertura, nas jogadas aéreas e nos desarmes. Dava pena do goleiro Raul, que só ficava vendo aquele monte de jogadores à sua frente e nem sequer podia se aquecer do frio fazendo defesas. A zaga não deixava! Mas não tinha problema algum. Quando o juiz mexicano apitou o final do jogo, os torcedores podiam, enfim, soltar o grito de campeão.
O Flamengo campeão do Mundo
Vídeo: FLAMENGO - LIVERPOOL
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Nomes e números da Taça Intercontinental (19)... 1980

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1980
Em 1980 a Taça Intercontinental aterrava em Tóquio, para ali se fixar até 2004, ano em que a FIFA encerrou esta competição e passou a organizar o Mundial de Clubes. O Nacional de Montevideu foi o primeiro clube a vencer a Intercontinental com o novo formato, por outras palavras, disputado num único jogo e em campo neutro. Novidade era também o troféu Toyota, que o patrocinador oficial do evento oferecia ao campaão do Mundo, que desta forma levava para casa duas taças: a Intercontinental e a Toyota Cup

Nacional (Uruguai) - Nottingham Forest (Inglaterra): 1-0

Data: 11 de fevereiro de 1981
Estádio: Nacional de Tóquio (Japão)
Árbitro: Abraham Klein (Israel)

Nacional: Rodolfo Rodríguez, Blanco, Hermes Moreira, Enríquez, González, Milar, Espárrago, Luzardo, Alberto Bica, Waldemar Victorino, Morales. Treinador: Juan Mugica.

Nottingham Forest: Peter Shilton, Anderson, Lloyd, Burns, F. Gray, O'Neill, Ponte, S. Gray, Robertson, Trevor Francis, Wallace. Treinador: Brian Clough.

Golo: 1-0 (Victorino, aos 10m)
Na relva do Estádio Nacional de Tóquio a vitória sorriu à equipa que à partida era tida como a menos favorita para levantar o "caneco". Orientados pelo lendário e polémico treinador Brian Clough, os ingleses do Nottingham Forest eram olhados como os grandes favoritos a vencer a primeira Taça Intercontinental patrocinada pela Toyota, mas na realidade foi o Nacional que dominou grande parte do encontro, e acabou com toda a naturalidade por vencer. Não fosse o mítico Peter Shilton estar numa tarde inspirada, e os súbitos de Sua Majestade teriam saído da capital nipónica vergados a uma derrota bem mais pesada, tantas foram as vezes que os uruguaios bombardearam a baliza britânica.  
Pela segunda vez na sua história o Nacional conquistava o título máximo - pelo menos assim pensam os sul-americanos, já que os europeus continuavam a dar pouco valor à Taça Intercontinental - do planeta ao nível de clubes

Vídeo: NACIONAL - NOTTINGHAM FOREST
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Nomes e números da Taça Intercontinental (18)... 1979

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1979
A Taça Intercontinental estava cada vez menos atrativa, e a prova disso é que em 1978
voltou a não haver entendimento entre clubes europeus e sul-americanos para agendar a dupla final da prova.
Era preciso fazer algo, e eis que em 1980 a competição passa a ser patrocinada pela multinacional japonesa Toyota, que dita que a taça passa a ser disputada num único jogo e em campo neutro, tendo a escolha do palco da final - de 80 até 2004 - recaído precisamente sobre a capital nipónica, Tóquio. A Taça Intercontinetal ganhava assim uma nova vida, e sobretudo, interesse. Antes de rumar a Tóquio a competição teve uma despedida modesta do seu formato inicial, tendo sido conquistada - em 1979 - pelo Olimpia, do Paraguai, numa final ante o Malmo, vice-campeão da Europa nesse ano.

1ª mão

Malmo (Suécia) - Olimpia (Paraguai): 0.1

Data: 18 de novembro de 1979
Estádio: Malmo Stadium, em Malmo (Suécia)
Árbitro: ?

Malmo: Moeller, R. Andersson, Johnsson, Erlandsson, Prytz, Hansson, Ljungberg, Malmberg, Arvidsson, Sjöberg, e Kinvall. Treinador: Bob Houghton.

Olimpia: Almeida, Paredes, Piazza, Souza, Solalinde, Kiese, Delgado, Torres, Ortiz, Céspedes, Isasi. Treinador: Luis Cubilla.

Golo: 0-1 (Isasi, aos 41m).

2ª mão

Olimpia (Paraguai) - Malmo (Suécia): 2-1

Data: 2 de março de 1980
Estádio: Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai)
Árbitro: ?

Olimpia: Almeida, Solalinde, Paredes, Sosa, Di Bartolomeo, Torres, Kiese, Talavera (Michelagnoli, aos ?m), Isasi, Valik, Aquino. Coach: Luis Cubilla.

Malmo: Moeller, R. Andersson, Parkins, Johnsson, Vidsson, M. Andersson, Olsson (Hansen, aos ?m), Prytz, Erlandsson, Sjöberg (Malmberg, aos ?m), T. Andersson. Treinador: Bob Houghton.

Golos: 1-0 (Solalinde, aos 39m), 1-1 (Erlandsson, aos 46m), 2-1 (Michelagnoli, aos 71m).
O plantel do Olimpia de Assunção que em 1979 arrecadou o título mais importante da sua história

Vídeo: OLIMPIA - MALMO 
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segunda-feira, dezembro 22, 2014

Nomes e números da Taça Intercontinental (17)... 1977

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1977
Era notório que a Taça Intercontinental despertava muito pouco interesse nos clubes europeus, em contraste com os emblemas sul-americanos, que encaravam - e ainda encaram - este título como o mais pomposo e ambicionado. Vencer a Taça Intercontinental era como atingir o céu, que em 1977 foi tocado pelos argentinos do Boca Juniors, que na final derrotaram os vice-campeões da Europa, o Borussia Monchengladbach, que substituiu o ausente Liverpool
1ª mão

Boca Juniors (Argentina) - Borussia Monchengladbach (Alemanha): 2-2

Data: 21 de março de 1978
Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Nikola Milanov Doudine (Bulgária)

Boca Juniors: Osvaldo Norberto Santos, Francisco Pedro Manuel Sa, Miguel Ángel Bordón, Vicente Alberto Pernía, Rubén José Suñé, Roberto Mouzo - Ernesto Enrique Mastrángelo, Jorge José Benítez (Jorge Daniel Ribolzi, aos 46m), Daniel Severino Pavón (Carlos Alberto Álvarez, aos 64m), Mario Nicasio Zanabria, Carlos Horacio Salinas. Treinador: Juan Carlos Lorenzo.

Borussia Monchengladbach: Kleff; Horst Wohlers, Wilfried Hannes, Herbert Wimmer (Daner, aos 56m), Berti Vogts; Schäfer, Rainer Bonhof, Cristian Kulic; Calle Del'Haye, Carsten Nielsen, e Ewald Lienen. Treinador: Udo Lattek.

Golos: 1-0 (Mastrángelo, aos 16m), 1-1 (Hannes, aos 24m), 1-2 (Bonhof, aos 29m), 2-2 (Ribolzi, aos 51m)
O lendário Berti Vogts olha com... desinteresse - tal como a esmagadora maioria dos europeus - a festa sul-americana

2ª mão

Borussia Monchengladbach (Alemanha) - Boca Juniors (Argentina): 0-3

Data: 1 de agosto de 1978
Estádio: Wildpark, em Karlsruhe (Alemanha)
Árbitro: Roque Cerullo (Uruguai)

Borussia Monchengladbach: Kneib; Ringels, Wilfried Hannes, Horst Wohlers (Winfried Schäfer, aos 46m), Berti Vogts; Carsten Nielsen, Bruns, Cristian Kulic; Allan Simonsen, Lausen (Ewald Lienen, aos 72m), e Gores. Treinador: Udo Lattek.

Boca Juniors: Hugo Gatti, José Luis Tesare, José María Suárez, Vicente Alberto Pernía, Rubén José Suñé, Miguel Ángel Bordón, Ernesto Enrique Mastrángelo, Mario Nicasio Zanabria, José Luis Saldaño (Carlos José Veglio, aos 46m), Carlos Horacio Salinas, Darío Luis Felman. Treinador: Juan Carlos Lorenzo.

Golos: 0-1 (Felman, aos 2m), 0-2 (Mastrángelo, aos 33m), 0-3 (Salinas, aos 37m)
O Boca campeão do Mundo em 1976

Nomes e números da Taça Intercontinental (16)... 1976

TAÇA INTERCONTINENTAL 

Ano de 1976
Depois de um ano (1975) de interregno pelo facto de nenhuma equipa europeia mostrar interesse em discutir o título mundial com o campeão sul-americano, eis que em 76 a Intercontinental estava de volta, para ser conquistada com classe pela melhor equipa do planeta da época, o Bayern de Munique, onde pontificavam várias lendas do futebol germânico, casos de Gerd Muller, Sepp Maier, Karl Heinz Rummenigge, ou o kaiser Franz Beckenbauer

1ª mão

Bayern (Alemanha) - Cruzeiro (Brasil): 2-0

Data: 23 de novembro de 1976
Estádio: Olímpico de Munique (Alemanha)
Árbitro: Luis Pestarino (Argentina)

Bayern: Sepp Maier, Andersson, Franz Beckenbauer, Schwarzenbeck, Horsmann, Dürnberger, Karl Heinz Rummenigge, Torstensson, Gerd Muller, Hoeness, e Kapellmann. Treinador: Dettmar Cramer.

Cruzeiro: Raul, Moraes, Ozires, Nelinho, Piazza, Vanderlei, Eduardo, Zé Carlos, Palinha, Jairzinho, e Joãozinho (Dirceu Lopes, aos 80m). Treinador: Zézé Moreira.

Golos: 1-0 (Muller, aos 80m) 2-0 (Kapellmann, aos 82m).
Habituados a temperaturas mais mornas, os brasileiros do Cruzeiro de Belo Horizonte
enfrentaram na primeira mão dois adversários temíveis: o Bayern e o forte nevão que se abateu sobre o Olímpico de Munique. Resultado: 2-0 a favor dos campeões da Europa. Na segunda mão, já no seu habitat natural, os brasileiros tentaram por tudo dar a volta à eliminatória, mas pela frente encontraram um muro de betão chamado Sepp Maier
2ª mão

Cruzeiro (Brasil) - Bayern (Alemanha): 0-0

Data: 21 de dezembro de 1976
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (Brasil)
Árbitro: Patrcik Partridge (Inglaterra)

Cruzeiro: Raul, Nelinho, Moraes, Piazza (Eduardo, aos 30m), Ozires, Zé Carlos, Vanderlei, Dirceu Lopes (Forlán, aos 46m), Jairzinho, Palinha, Joãozinho. Treinador: Zézé Moreira.

Bayern: Sepp Maier, Andersson, Franz Beckenbauer, Schwarzenbeck, Horsmann, Weiss, Karl Heinz Rummenigge (Arbinger, aos 85m), Kapellmann, Torstensson, Gerd Muller, e Hoeness. Treinador: Dettmar Cramer.
A melhor equipa do Mundo em 1976: o Bayern de Munique

Vídeo: BAYERN - CRUZEIRO

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Vídeo: CRUZEIRO - BAYERN
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Nomes e números da Taça Intercontinental (15)... 1974

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1974
Esta foi a única vez em que uma equipa que não logrou vencer a Taça dos Campeões Europeus conseguiu erguer a Taça Intercontinental. Perante a recusa do campeão da Europa em título, o Bayern de Munique, em disputar o título planetário ante o Independiente - os alemães alegaram incompatibilidade de datas para levar por diante o duplo duelo - saltou para o campo de batalha o Atlético de Madrid, vice-campeão europeu. Liderados pelo então jovem treinador Luis Aragonés, o Atleti conquistava desta forma o seu segundo título internacional, despois da Taça das Taças de 1962

1ª mão

Independiente (Argentina) - Atlético Madrid (Espanha): 1-0

Data: 12 de março de 1975
Estádio: La Doble Visera, em Avellaneda (Argentina)
Árbitro: Charles Corver (Holanda)

Independiente:  José Alberto Pérez, Miguel Ángel López, Ricardo Elbio Pavoni, Eduardo Comisso, Rubén Galván, Francisco Pedro Manuel Sa, Agustín Alberto Balbuena, Aldo Fernando Rodríguez (Alejandro Estanislao Semenewicz, aos 57m), Percy Rojas, Ricardo Enrique Bochini, e Ricardo Daniel Bertoni (Luis Alberto Giribert, aos 83m). Treinador: Roberto Ferreiro.

Atlético Madrid: Reina; Melo, "Cacho" Heredia, Benegas, Capón; Eusebio, Alberto (Heraldo Becerra, aos 46m), Adelardo, Irureta; Gárate, e Rubén Ayala. Treinador: Luis Aragonés.

Golo: 1-0 (Balbuena, aos 34m)
Na Argentina, perante um público fanático, os jogadores de ambos os conjuntos protagonizaram um fraco espetáculo. O Atlético jogou permanentemente à defesa, enquanto que a turma da casa apenas por uma vez conseguiu chegar com perigo à baliza de Reina, sendo que nessa única incursão fez golo. No Vicente Calderón tudo seria diferente... para o Atléti

2ª mão

Atlético Madrid (Espanha) - Independiente (Argentina): 2-0

Data: 10 de abril de 1975
Estádio: Vicente Calderón, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Carlos Robles (Chile)

Atlético Madrid: Pacheco, Melo, "Cacho" Heredia, Eusebio, Capón, Adelardo, Irureta, Alberto (Salcedo, aos 27m), Aguilar, Gárate, Rubén Ayala. Treinador: Luis Aragonés.

Independiente: José Alberto Pérez, Miguel Ángel López, Ricardo Elbio Pavoni - Eduardo Comisso, Rubén Galván, Osvaldo Miguel Carrica - Agustín Alberto Balbuena, Hugo José Saggiorato, Percy Rojas (Aldo Fernando Rodríguez, aos 69m), Ricardo Enrique Bochini, e Ricardo Daniel Bertoni. Treinador: Roberto Ferreiro.

Golos: 1-0 (Irureta, aos 34m), 2-0 (Ayala, 85).
Com uma exibição de luxo, perante um Calderón a arrebentar pelas costuras, o Atléti
anulou a desvantagem trazida de Avellaneda e conquistava o Mundo!


Vídeo: INDEPENDIENTE - ATLÉTICO MADRID

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Vídeo: ATLÉTICO MADRID - INDEPENDIENTE
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Nomes e números da Taça Intercontinental (14)... 1973

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1973
Face a uma nova recusa do Ajax - campeão da Europa em título - em voltar a enfrentar o Independiente na final da Intercontinental - quiçá não querendo ver de novo os seus virtuosos  jogadores serem alvo da violência argentina - coube ao vice-campeão europeu, a Juventus, a tarefa de representar a UEFA na decisão do título Mundial. E contrariamente ao que sucedia desde a primeira edição da prova, em 1973 a taça disputou-se num jogo apenas, tendo o Independiente ido (quase) a casa - Roma - do inimigo arrecadar a sua primeira coroa de glória intercontinental

Juventus (Itália) - Independiente (Argentina): 0-1

Data: 28 de novembro de 1973
Estádio: Olímpico de Roma (Itália)
Árbitro: Alfred Delcourt (Bélgica)

Juventus: Zoff, Spinosi (Longobuco, aos 74m), Marchetti, Gentile, Morini, Salvadore, Causio, Cuccureddu, Anastasi, Altafini, Bettega (Viola, aos 74m). Treinador: Cestmir Vycpalek.

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Miguel Ángel López, Ricardo Elbio Pavoni, Eduardo Comisso, Miguel Ángel Raimondo, Francisco Pedro Manuel Sa - Agustín Alberto Balbuena, Rubén Galván, Eduardo Andrés Magglioni, Ricardo Enrique Bochini, e Ricardo Daniel Bertoni. Treinador: Roberto Ferreiro.

Golo: 1-0 (Bochini, aos 80m).
A equipa do Independiente que levou pela segunda vez a taça para Avellaneda - a primeira havia sido levada pelas mãos do rival Racing Club
Vídeo: INDEPENDIENTE - JUVENTUS
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Nomes e números da Taça Intercontinental (13)... 1972

TAÇA INTERCONTINENTAL

Ano de 1972
A magia e o encanto do Futebol Total personificado pelo Ajax de Amesterdão levou a melhor  sobre o viril futebol sul-americano interpretado - neste ano de 1972 - pelos argentinos do Independiente. Mais uma vez os sul-americanos seriam rotulados pelos europeus de violentos, selvagens, entre outros mimos,  muito graças à dura e implacável marcação de que foi alvo aquele que era na altura um dos maiores - senão mesmo o maior - artistas da bola: Johan Cruyff
1ª mão

Independiente (Argentina) - Ajax (Holanda): 1-1

Data: 6 de setembro de 1972
Estádio: Doble Visera, em Avellaneda (Argentina)
Árbitro: ?

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Eduardo Comisso, Miguel Ángel López, Francisco Pedro Manuel Sa, Ricardo Elbio Pavoni, José Omar Pastoriza, Alejandro Estanislao Semenewicz, Miguel Ángel Raimondo (Carlos Alberto Bulla, aos ?m), Agustín Alberto Balbuena, Eduardo Andrés Magglioni, e Dante Mírcoli. Treinador: Pedro Dellacha.

Ajax: Heinz Stuy, Horst Blankenburg, Wim Suurbier, Barry Hulshoff, Ruud Krol, Arie Haan, Johan Neeskens, Gerrie Mühren, Sjaak Swart, Johan Cruyff (Arnold Mühren, aos ?m), Piet Keizer. Treinador: Stefan Kovacs.

Golos: 0-1 (Cruyff, aos 5m), 1-1 (Sá, aos 81m)
O virtuoso Johan Cruyff sofreu a bom sofrer nas mãos dos viris argentinos, mas no fim
foi ele quem levantou a Taça Intercontinental
.
Recital de encantador futebol em Amestredão, onde o Ajax foi muito, mas muito, superior
aos campeões da Copa Libertadores de 72

2ª mão

Ajax (Holanda) - Independiente (Argentina): 3-0

Data: 28 de setembro de 1972
Estádio: Olimpico de Amesterdão (Holanda)
Árbitro: ?

Ajax: Heinz Stuy, Horst Blankenburg, Wim Suurbier, Barry Hulshoff, Ruud Krol, Arie Haan, Johan Neeskens, Gerrie Mühren, Sjaak Swart (Johnny Rep, aos 61m), Johan Cruyff, Piet Keizer. Treinador: Stefan Kovacs.

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Eduardo Comisso, Miguel Ángel López, Francisco Pedro Manuel Sa, Ricardo Elbio Pavoni, José Omar Pastoriza, Alejandro Estanislao Semenewicz, Luis Garisto, Agustín Balbuena, Eduardo Andrés Magglioni, Dante Mírcoli (Carlos Alberto Bulla, aos 64m). Treinador: Pedro Dellacha.

Golos: 1-0 (Neeskens, aos 12m), 2-0 (Rep, aos 65m), 3-0 (Rep, aos 80m).
O Ajax dos anos 70 é um dos "poemas" mais belos escritos na história do futebol
Vídeo: AJAX - INDEPENDIENTE
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