domingo, fevereiro 17, 2019

Histórias do Futebol em Portugal (23)... Nunca ninguém usou tanto o chicote como o Belenenses em 1981/82

Eis uma equipa do Belenenses em 81/82,
uma época no mínimo...invulgar para os lados do Restelo

Numa equipa de futebol o elo mais fraco é quase sempre… o treinador.
É encarada como a profissão mais armadilhada no Desporto Rei, pois num domingo podem ser endeusados e levados em ombros na sequência de uma vitória e na semana seguinte postos no olho da rua após uma derrota.
É uma questão cultural (!)… em qualquer parte do Mundo. Sempre foi assim, embora no futebol atual a urgência em obter resultados positivos seja mais acentuada do que no passado – os investimentos financeiros cada vez mais avultados em torno da bola assim o exigem – e quando estes não aparecem o mister é o primeiro a levar com o chicote, por outras palavras, o primeiro – e quase sempre o único – a quem a porta da rua é de imediato aberta.
É a vida de treinador!

É por isso vulgaríssimo que um pouco por todo o Planeta da Bola não haja uma época desportiva em que o chicote não entre em ação. Ou porque o clube A está a perder terreno na luta pelo título, ou porque o clube B está longe da inicialmente equacionada meta europeia, ou porque o clube C está posicionado em zona aflita da tabela. Motivos para um clube fazer reset e voltar à estaca zero, isto é, despede o treinador e contrata outro. E muitos clubes usam o chicote mais do que uma vez ao longo da temporada.

Este facto conduz-nos à história de hoje, a história de um clube que entrou para a História – e desculpem-nos a redundância – por ter tido não um, nem dois, nem três… mas sim nove treinadores na mesma temporada desportiva! Um recorde (nacional) que pertence ao Belenenses, clube que em 1981/82 se apresentou no escalão maior do futebol português – a então 1.ª Divisão Nacional – demasiado… impaciente para com os mestres da tática.
Foram nove treinadores em 30 jornadas (!), o que para os adeptos da estatística diz que cada um desses treinadores esteve em média apenas três jornadas à frente do clube da Cruz de Cristo! Algo inédito no futebol português até aos dias de hoje.

O filme da troca constante de treinadores começou à 9.ª jornada do Nacional de 81/82, quando Artur Jorge apresentou a sua demissão. O então jovem técnico de 36 anos, que vivia a sua primeira experiência como treinador principal, após ter saído debaixo da asa do mestre José Maria Pedroto – de quem fora adjunto em Guimarães na época anterior -, saiu do comando dos azuis do Restelo com o melhor registo dos nove técnicos que fugazmente se sentaram no banco belenense nessa temporada: duas vitórias, três empates e quatro derrotas.
O Rei Artur, como anos mais tarde seria chamado, teve inclusive um início prometedor no comando dos azuis, com um sensacional empate (2-2) no reduto do futuro campeão nacional, o Sporting. A vitória mais expressiva desse Belenenses no campeonato de 81/82 foi conquistada sob a sua batuta: 4-0 em casa diante do Espinho. Porém, uma pesada derrota (1-4) caseira na 9.ª ronda diante do Benfica ditaram a saída do técnico estreante – que acabaria por trabalhar o resto da época ao serviço do Portimonense.  

Para o seu lugar os dirigentes belenenses escolhem outro técnico que dava também os primeiros passos na (ingrata) profissão: Nelo Vingada. O futuro adjunto de Carlos Queirós, então com apenas 30 anos, vivencia uma primeira e quase relâmpago passagem pelo banco dos lisboetas com uma pesada derrota em Portimão, por 1-5. Na verdade, este foi o mais doloroso (ou dilatado) desaire belenense nesse campeonato.

Nelo Vingada saí, mas por pouco tempo, já que o seu substituto, Pedro Gomes, não se aguenta mais do que seis jornadas na função. O ex-jogador do Sporting até nem começa mal a aventura: vence em casa a União de Leiria por 1-0. Mas a derrota (1-3) e sobretudo a má imagem deixada no jogo de viragem do campeonato, no Restelo diante do Sporting de Malcolm Allison, precipita a saída do técnico.

Para o seu lugar, o presidente azul, Mário Rosa Freire, repesca o bombeiro Nelo Vingada, que fará dupla (!) com Carlos Pereira. Claramente, esta é uma aposta temporária, já que a dupla só se mantém em funções por apenas duas jornadas… traduzidas noutras tantas derrotas.
Estava difícil a vida do aflito Belenenses.
Num ato de desespero a Direção deposita as esperanças para a obtenção do milagre da salvação nas mãos de Rodrigues Dias. O então experiente técnico de 57 anos, que havia sido campeão em Alvalade, está longe de inverter o rumo negativo de resultados do Belenenses, não se aguentando nas funções mais do que três jornadas! – traduzias em dois empates e uma derrota.

A impaciência belenense atingia proporções nunca dantes vistas, já que à dupla que se seguiu, composta por António Dominguez e Manuel Castro, não foi dada a oportunidade de provar se a vitória diante do Boavista no Restelo, por 1-0, na 23.ª jornada, seria obra do acaso ou mérito dos treinadores, pois não ficaram no cargo mais do que um par de jornadas.

O senhor que se seguiu foi Júlio Amador, profundo conhecedor do Belenenses, já que por ali passara numa breve ocasião como treinador principal, quatro anos antes. Mas para provar que aquela era tudo menos uma época estável no Restelo, também Amador não teve tempo sequer para aquecer o banco mais do que cinco jornadas, contabilizando três derrotas e dois empates.
E como não há uma sem duas, ou nove (!) nesta história, a época termina com o histórico ex-jogador belenense Vicente Lucas no comando da equipa nas duas últimas ronda do campeonato.
Ah, nesse ano o Belenenses desceu à 2.ª divisão. O que perante este cenário inédito de troca constante de treinadores nem foi de estranhar.

domingo, fevereiro 10, 2019

Efemérides do Futebol (43)...


Pontapé de saída de La Liga foi há 90 anos!
Faz hoje precisamente 90 anos que era dado o pontapé de saída naquele que é hoje um dos campeonatos mais excitantes do Mundo: La Liga.
Estávamos então a 10 de fevereiro de 1929, dia em que tinha início a 1.ª edição do Campeonato Espanhol de futebol, prova então integrada por 10 clubes, nomeadamente o Barcelona, o Espanyol, o Europa, o Arenas, o Real Unión, o Real Madrid, o Atlético de Madrid, o Athletic Bilbao, a Real Sociedad e o Racing de Santander.
Quatro jogos foram disputados nessa (hoje) mítica 1.ª jornada de La Liga, entre eles o Espanyol - Real Unión de Irún, partida que iria entrar para a História do principal campeonato do futebol de Espanha, por dali ter saído o primeiro golo de sempre de La Liga. O obreiro desse feito foi o catalão José Prat, então jovem avançado dos "pericos" de Barcelona, com apenas 18 anos, que nessa tarde bateu o guarda-redes do Real Unión, Antonio Emery, avó do atual treinador do Arsenal londrino, Unai Emery. O Espanyol - que na baliza tinha nada mais nada menos do que Ricardo El Divino Zamora - venceu esse jogo por 3-2.
Nessa célebre 1.ª jornada foi ainda apontado o primeiro golo na própria baliza da história de La Liga, facto ocorrido no encontro entre o Arenas Club de Getxo e o Atlético de Madrid, tendo a façanha sido protagonizada pelo defesa colchonero Alfonso Olaso.
No final dessa 1.ª edição de La Liga o Barcelona foi o clube que mais motivos teve para festejar, após ter-se coroado como o primeiro campeão nacional de Espanha.

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Histórias do Planeta da Bola (22)... A primeira conquista viking no plano internacional... que na verdade não o foi!


A seleção dinamarquesa... ou o XI de Copenhaga
que venceu os Jogos Olímpicos Intercalados de 1906
Dinamarca. Quando o nome da nação escandinava vem ao de cima numa qualquer tertúlia da bola a primeira ideia que de nós se apodera é a inesquecível epopeia viking no Euro 92.
Disputado nesse ano em solo sueco, o torneio continental da UEFA foi contra todas as espetativas ganho pela repescada... Dinamarca! Chamados à última da hora - há quem diga que grande parte dos jogadores dinamarqueses estavam já estendidos nas tórridas areias do sul da Europa a gozar as merecidas férias de verão - para substituir uma Jugoslávia em guerra e que vivia os seus últimos dias enquanto nação, os vikings chegaram, viram e venceram!
Nomes como Brian Laudrup, Peter Schmeichel, Henrik Larsen, Kim Vilfort, ou John Jensen ascenderam ao patamar dos Imortais do Desporto Rei, após terem ajudado a criar o Momento de Glória do futebol do seu país.
No instante em que o capitão Lars Olsen erguia a Taça Henri Delaunay nos céus de Gotemburgo, muitos daqueles (novos) campeões europeus provavelmente desconheciam que aquela não era uma coroação inédita do futebol dinamarquês a nível internacional. Cerca de nove décadas antes - 86 anos para sermos mais exatos - um punhado de bravos vikings conquistou o Olimpo - no que ao Belo Jogo concerte. Ainda que essa seja uma conquista... oficialmente não reconhecida! E não o é por duas razões.
Primeiro, foi alcançado no seio de um evento exibicional, órfão de cariz oficial; e em segundo porque o futebol ainda não integrava o programa oficial de uma grande competição desportiva planetária, como era o caso dos Jogos Olímpicos (JO), na altura o único evento desportivo com selo global.

A Atenas o que é de... Atenas

Na primeira década do século XX a importância e dimensão das Olimpíadas da Era Moderna não eram ainda semelhantes ao panorama atual.
Exemplo dessa "medíocre" popularidade terão sido os Jogos de Paris (1900) e de Saint Louis (1904), que mais não terão sido do que meros apontamentos paralelos das Exposições Universais organizadas nessas duas cidades.
No entanto, se havia povo que estava ciente do relevo dos Jogos eram os gregos, eles que em 1896 organizaram em Atenas a primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna sob a batuta do francês Pierre de Coubertin.
E precisamente para assinalar o sucesso dessa edição inaugural dos JO, a Grécia resolve em 1906 organizar uma nova edição olímpica. Para os gregos aquela seria uma forma de recuperar um evento que entediam ser exclusivamente seu, ganhando assim corpo a ideia do rei Jorge I de que Atenas deveria ser a sede permanente dos Jogos.

Porém, parte do Comité Olímpico Internacional (COI) encarava este evento como uma mera comemoração do 10.º aniversário do início dos JO da Era Moderna, sem qualquer cariz oficial, até porque havia ficado definido que as Olimpíadas seriam realizadas de quatro em quatro anos, e aquele não era um ano olímpico. De tal forma que o Coubertin denominou o evento de Jogos Olímpicos Intercalados. O que é certo é que após duas edições (oficiais) fracassadas havia divisões no seio do próprio COI. Muitos dos seus membros partilhavam da ideia do rei dos helénicos, de que Atenas deveria sediar de forma permanente os Jogos, e a prova disso é que tanto em Paris como em Saint Louis os ideais olímpicos haviam sido abalados, ou abafados, pelas duas Exposições Universais.

O Estádio Panatenaico
Foi inclusive sugerido por alguns elementos do COI realizar os JO de dois em dois anos, alternando entre Atenas e uma cidade noutro país, para minimizar um eventual desprezo em torno do evento semelhante ao que foi verificado em 1900 e 1904. Porém, o barão Pierre de Coubertin não concordou e manteve a ideia de as Olimpíadas serem realizadas de quatro em quatro anos de forma rotativa, isto é, em cidades diferentes.
Mesmo com estas diferentes visões o que é certo é que Atenas se engalanou para receber aquela que era encarada por muitos como a quarta edição dos Jogos.
O circo olímpico foi montado no mítico Estádio Panatenaico onde 10 anos antes a viagem olímpica havia começado. Os atenienses introduziram neste ano algumas novidades aos Jogos que perduram até aos dias de hoje, mais concretamente a ocorrência de uma cerimónia de abertura em que todos os atletas desfilaram em redor do estádio, e o facto de pela primeira vez os atletas terem recebido medalhas.

Vikings no meio de uma família franco-britânica e não só!

Os artistas do Omilos Filomouson Thessalonike
Vinte países competiram num evento realizado entre 22 de abril e 2 de maio de 1906, num total de 903 atletas que se dividiram por 14 modalidades.
Entre elas estava o futebol. Modalidade que, recorde-se, só viria a fazer parte do cartaz oficial dos JO em 1908, em Londres, embora tenha feito a sua primeira aparição no evento desportivo planetário em Paris (1900) e repetido essa presença quatro anos depois em Saint Louis (1904). Aparições essas (das quais já aqui falamos noutras viagens ao passado) que como já foi referido não tiveram a bênção nem do COI, nem (mais tarde) da FIFA, sendo encarados apenas como meros torneios exibicionais, em que os grosso dos participantes nem seleções nacionais eram!
Algo semelhante ocorreu em 1906. A exceção foi mesmo a Dinamarca, que assim se tornava na primeira seleção nacional a competir nos Jogos... mesmo sendo estes de cariz não oficial. Outro argumento que nos dias de hoje pode desconsiderar a participação dinamarquesa naquele torneio prende-se com o facto de a equipa nacional não ter sido escolhida pela DBU (Dansk Boldspil Union) - a federação de futebol daquele país -, mas sim pelo professor Carl Andersen,  o qual formou uma equipa de jogadores oriundos de Copenhaga para viajar até Atenas. De tal maneira que muitos historiadores desportivos denominam a equipa viking de... Kobenhavn XI - o 11 de Copenhaga - e não de seleção da Dinamarca.

Giorgos Kalafatis
Juntamente com os nórdicos fizeram parte do mini-torneio olímpico - se assim o podemos denominar à luz da verdade - uma equipa de Atenas, formada por jogadores do Ethnikos Gymnastikos Syllogos e do Panellinios Gymnastikos Syllogos, dois dos mais antigos clubes do futebol grego e por alguns... ginastas que haviam competido nas Olimpíadas de 1896! Na frente de ataque do excêntrico combinado ateniense estava além do filho do presidente da Câmara de Atenas, Giorgios Merkouris, aquele que era por aqueles dias considerado o Deus do futebol helénico: Giorgos Kalafatis, um dos pioneiros na dinamização do futebol na Grécia.
Do então Império Otomano vieram as outras duas equipas participantes no torneio, o Omilos Filomouson Thessalonike (Salónica) e o Smyrna.
O combinado de Salónica era composto por membros da Associação Amigos da Arte Moderna (!), que mais tarde seria o berço do Iraklis de Salónica. Já o Smyrna era digamos que uma equipa cosmopolita, formada por filhos de comerciantes ingleses e francesas radicados na então cidade de Esmirna (atualmente Izmir), na costa turca do Mar Negro, então parte integrante do Império Otomano. Este grupo tinha a particularidade de sete dos seus elementos serem parentes! A família inglesa dos Whittall, fez-se representar naquele combinado pelos irmãos Edward, Godfrey e Alfred, juntamente com os seus primos Donald (que nesses JO Intercalares também participou na competição de remo) e Herbert. Do lado francês os irmãos Edmund e Jim Giraud compunham o ramalhete familiar. Aliás, o grau de parentesco não se ficava por aqui, já que apesar de terem nacionalidades diferentes os Whittall e os Giraud eram... primos!

Final só durou 45 minutos!

Curiosidades familiares à parte este acabou por ser um torneio cheio de peripécias. O velódromo Podilatodromio, hoje denominado de Estádio Karaiskaki, acolheu todas as partidas, tendo a primeira acontecido no dia 23 de abril, colocando lado a lado dinamarqueses e o Smyrna. Sob arbitragem do sueco Goster Drake e perante 3000 pessoas, o encontro chegou ao intervalo empatado a um golo. Porém, na segunda parte - e a julgar pelo volume do resultado - os vikings arrasaram com as famílias Whittall e Giraud, vencendo por 5-1 e garantindo assim a presença na final.
Na verdade, quer deste, quer dos restantes jogos poucos ou nenhuns registos existem, desconhecendo-se, entre outros factos, quais os autores dos golos ou como jogaram as equipas, sabendo-se apenas que todas elas se apresentaram num rudimentar esquema tático de 2-3-5! Tão usual naquela época.

A "família" do Smyrna
Na outra meia final, também ocorrida nesse mesmo dia, a rivalidade entre gregos e otomanos não se deve ter feito sentir por aí além... atendendo ao volumoso triunfo da equipa de Atenas sobre a de Salónica por 5-0. Este duelo teve a particularidade de ser arbitrado pelo treinador e responsável pelo grupo dinamarquês, o professor Carl Andersen.
Estavam assim encontrados os finalistas do torneio, os quais iriam medir forças num jogo que haveria de ficar para a História não pelos melhores motivos!
Sob arbitragem do sueco Goster Drake, o jogo do título foi disputado um dia após as semi-finais! Na verdade não foi um jogo, foi só meio jogo! Isto é, durou somente 45 minutos, porque ao intervalo o conjunto do professor Carl Andersen vencia por 9-0 a equipa da capital helénica.
Quiçá temendo uma dose igual no segundo tempo, os gregos não compareceram no segundo tempo, numa atitude que ia contra as regras do desportivismo ou do espírito olímpico, se preferirem. Esta postura causou indignação na organização, que de pronto desclassificaria os atenienses e agendaria para o dia seguinte um jogo entre os dois derrotados nas meias-finais no sentido de apurar os 2.º e 3.º classificados, isto é, para atribuir a prata e o bronze, já que o ouro havia sido arrebatado com estrondo pelos vikings.
A união familiar acabou por fazer toda a diferença nesse jogo de luta pela prata, já que Smyrna esmagou por 12-0 os artistas de Salónica, que mesmo sem terem marcado qualquer golo e sofrido 17 (!) em dois jogos ainda levaram para casa o bronze.

Mesmo não sendo uma vitória oficial, esta não deixou de ser o início de uma caminhada que haveria de confirmar a Dinamarca como uma das nações mais potentes do futebol continental dos anos seguintes. Isto, a julgar pelo facto de nos dois torneios olímpicos posteriores, em 1908 (Londres) e 1912 (Estocolmo), ter arrecadado em ambos a medalha de prata, sendo apenas superada pelos inventores do football: os ingleses. Ou, por outras palavras, a seleção da Grã-Bretanha, que venceu os dois primeiros torneios olímpicos oficiais (considerados quer pela FIFA, quer pelo COI).
Alguns dos campeões dos JO Intercalados de 1906 fariam parte das seleções dinamarquesas dos torneios de 1908 e 1912, casos de Oskar Norland, Charles Buchwald (ambos competiram quer em Londres, quer em Estocolmo) e August Lindgren.
A valer ou não, o que é certo é que estes três homens juntamente com Viggo Andersen, Peter Petersen, Parmo Ferslev, Stefan Rasmussen, Aage Andersen, Holger Frederiksen, Henry Rambusch e Hjalmar Heerup deram a primeira grande vitória internacional do futebol dinamarquês, muito antes de Brian Laudrup, Schmeichel, Larsen, Olsen, ou Vilfort terem conquistado a Europa após uma épica vitória sobre a Alemanha no relvado do Ullevi Stadium, naquela inesquecível tarde de verão de 1992.