terça-feira, janeiro 08, 2019

Flashes Biográficos (13)... Algoth Niska

Algoth Niska

Algoth NISKA (Finlândia): A par das Ilhas Faroé, a Finlândia carrega o estatuto de parente pobre do futebol escandinavo.
Do país dos mil lagos – o território finlandês tem aproximadamente 188 000 lagos – pouco reza a história do belo jogo, não reservando mais, talvez, do que pouco mais do que um par de capítulos onde (na maior parte deles) a personagem principal dá pelo nome de Jari Litmanen, considerado o melhor futebolista da História da Finlândia, o qual durante duas décadas (1990-2010) brilhou não só com a camisola da frágil seleção escandinava como também assumiu papéis preponderantes em equipas de renome mundial como o Ajax, Liverpool ou Barcelona.
Porém, o talento de Kuningas (Rei) – como ficou eternizado Litmanen no desporto do seu país – não foi suficiente para conduzir a nação finlandesa a uma fase final de um Mundial ou de um Europeu, estando neste ponto ao mesmo nível das Ilhas Faroé, como os dois únicos países nórdicos que nunca disputaram qualquer uma das referidas competições internacionais.

Houve, no entanto, um período da sua história (desportiva) que a Finlândia teve a honra – e o privilégio – de partilhar o palco principal do futebol a nível planetário com as melhores seleções mundiais. Facto ocorrido numa época em que tanto o Mundial como o Europeu ainda não haviam visto a luz do dia, e que a nata do futebol mundial se reunia de quatro em quatro anos nos torneios olímpicos, para muitos, o embrião do atual Campeonato do Mundo FIFA. Estávamos em 1912, ano em que Estocolmo é palco da 5.ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, tendo a competição futebolística, cujo vencedor era endeusado como o campeão do Mundo, sido integrada por 11 combinados nacionais, entre eles a estreante Finlândia, ou melhor o Grão Ducado da Finlândia, na altura um Estado que integrava o Império Russo, mas que nestes Jogos competiu como nação autónoma!
Teoricamente olhada como um outsider neste torneio olímpico de 1912, em comparação com os então pesos-pesados do Planeta da Bola, Itália, Áustria, Dinamarca, Hungria ou a Grã-Bretanha (campeã olímpica em título), a Finlândia partia para esta missão com o intuito de aprender com os melhores no palco mais imponente do desporto rei planetário.
Só que... o aluno superou o mestre, e no fim os gélidos rapazes do norte da Europa alcançaram um impensável quarto lugar, ficando muito perto de uma histórica medalha. O memorável trajeto dos nórdicos começou com o derrube da potência Itália, liderada (tecnicamente) pelo então emergente génio da tática Vittorio Pozzo (que duas décadas mais tarde levaria a Squadra Azzurra ao topo do Mundo com a conquista de dois Campeonatos do Mundo consecutivos), seleção esta que caiu no prolongamento aos pés dos nórdicos por 2-3. A surpresa estava instalada. Mas iria ganhar contornos maiores quando nos quartos-de-final o sorteio ditou que o Grão Ducado da Finlândia enfrentasse a... Rússia! No Tranebergs Idrottsplats Stadium (um dos três recintos que acolheu o torneio olímpico desse ano) os súbitos do Império Russo levaram ao tapete os czars graças a um triunfo por 2-1. Que atrevimento (!) terão pensado algumas figuras do Poder localizado em Moscovo.
Sem querer entrar em pormenores daquele que é considerado o maior feito do futebol finlandês em mais de um século de história, até porque sobre o torneio olímpico de 1912 já aqui falámos (https://bit.ly/2Cbo4cg), resta dizer que o sonho de chegar ao título mundial acabou nas mãos dos favoritos britânicos, que nas meias-finais da competição vergaram os finlandeses a quatro golos sem resposta. A mais bela página do futebol da nação nórdica terminou às mãos da Holanda, que sob a batuta de um endiabrado Jan Bos (autor de cinco golos nesse encontro) arrecadou a medalha de bronze na sequência de uma estrondosa vitória por 9-0.

Esta breve resenha leva-nos à história de vida de uma das principais figuras dessa mítica caminhada olímpica por parte da Finlândia. Talvez, para muitos conhecedores da história do belo jogo finlandês, ele foi a primeira superstar daquele país. E com uma boa dose de loucura e rebeldia à mistura, como já iremos perceber.

Algoth Niska, a sua graça. Este nativo de Viipuri, nascido em 1888, desenvolveu ao longo da sua vida duas paixões, o futebol e o mar.
A morte de seu pai fez com que ainda adolescente, com 15 anos, se mudasse com a restante família para Helsínquia, tendo ali seguido os passos do seu desaparecido progenitor, no que às aventuras marítimas dizia respeito. O pai de Algoth fora capitão da marinha.
Ainda jovem, a nossa figura lançou-se em aventuras pelo imenso oceano, tornando-se com o passar dos anos um marinheiro experiente: conheceu países e adquiriu o conhecimento de vários idiomas.
Quando não estava em alto mar, Niska dava azo à sua outra paixão: o futebol. Neste ponto não existem muitos documentos sobre a sua carreira futebolística, apenas que era esquerdino, atuando como extremo no ataque das equipas por onde passou.

A primeira coroa de glória nos gélidos retângulos nórdicos do navegador/futebolista foi alcançada em 1908, ano em que é disputado o primeiro campeonato nacional da Finlândia, tendo o Unitas Sports Club sagrado-se o primeiro campeão da história daquela nação. Uma das estrelas desse conjunto era Algoth Niska, que se havia juntado ao Unitas dois anos após se ter mudado para Helsínquia. Ali esteve até 1909, altura em que troca de camisola. Muda-se então para o Helsingfors, por aquela altura já um dos mais populares emblemas da capital finlandesa.

É já na década seguinte que Niska alcança a fama que ainda hoje detém na História do seu país. E esse estatuto pode ser dividido em três atos: as Olimpíadas de 1912, a desobediência à lei que proibia a venda de bebidas alcoólicas na Finlândia - que entrou em vigor em 1919 – e o salvamento de judeus das mãos dos nazis no arranque da II Guerra Mundial.

Niska, ao meio,
em Estocolmo 1912
O primeiro ato já foi esmiuçado na introdução desta viagem ao passado, tendo Niska sido um dos 15 jogadores que em Estocolmo escreveram a página mais brilhante da seleção nacional finlandesa.
O extremo-esquerdo nascido em Viipuri jogou nas quatro partidas que o combinado nórdico efetuou naquele que era então o evento mais importante do calendário futebolístico planetário.
No plano futebolístico a estrela de Niska praticamente se eclipsou após a olimpíada, sendo apenas de realçar a conquista do seu segundo título de campeão nacional, em 1916, ao serviço do Kiffen, o último emblema que se lhe conhece.

Algoth continuava paralelamente cada vez mais ligado ao mar e quando a I Guerra Mundial terminou ele obtém uma formação académica na Escola de Navegação de Helsínquia. E eis que chegamos a 1919, ano em que entra em vigor na Finlândia a Lei da Proibição, uma legislação que proíbe a venda de bebidas alcoólicas naquele país, sendo que na Suécia, embora essa venda não fosse proibida, havia regras rígidas quanto à comercialização de bebidas alcoólicas.
Com a entrada da lei os lojistas/vendedores de bebidas alcoólicas de Helsínquia logo trataram de despachar a mercadoria por 3 reis de mel coado, já que as bebidas teriam de ser eliminadas de circulação com a entrada da lei.
Um desses comerciantes vendeu todo o seu vastíssimo stock de álcool a Niska, que a partir daqui abraçava uma nova profissão: a de contrabandista. Fazendo jus à sua condição de marinheiro experiente, ele aventurou-se nos mares escandinavos vestindo a pele de pirata do contrabando (de bebidas alcoólicas).

Viajando entre a Finlândia e a Suécia - e em algumas ocasiões também para a Alemanha - Niska enfrentou nos anos que se seguiram o perigo dos mares, e este perigo em duplo sentido, isto é, à turbulência dos mares nórdicos ele também tinha de driblar a atenta vigilância da polícia marítima.
Da sua clientela constava a aristocracia sueca e finlandesa, e a certa altura do negócio quando o stock começava a faltar, Niska já conhecia de cor e salteado os armazéns clandestinos onde podia abastecer a sua embarcação.

Algoth Niska era na década de 20 do século passado um afamado pirata do contrabando de álcool e talvez por isso a marcação serrada da polícia marítima fosse cada vez mais intensa. Até à Lei da Proibição ser revogada, em 1932, Niska não saiu sempre vencedor dos confrontos com as autoridades, tendo sido detido e preso algumas vezes, quer na Finlândia, quer na Suécia.

Niska, os barcos e o mar,
uma ligação aventureira
Com a revogação da lei o contrabando de bebidas alcoólicas deixou de ser produtivo e o pirata dos mares nórdicos com queda para a bola teve de se dedicar a outro negócio: salvar judeus das garras dos nazis na Alemanha.
Tornou-se numa espécie de Aristides de Sousa Mendes da Finlândia, mas no seu caso fê-lo para ganhar a vida. Com o início da II Guerra Mundial, Niska começou a forjar e contrabandear passaportes finlandeses para que os judeus pudessem abandonar o território alemão rumo à Finlândia, no sentido de fugirem do Holocausto. Esta sua atividade clandestina terminou quando um dos judeus contrabandeados foi descoberto na fronteira finlandesa e Niska passou a estar debaixo de olho das autoridades policiais. Conta-se que terá salvo cerca de meia centenas de judeus da morte com esta sua atividade comercial, por assim dizer.
Depois disto, pouco ou nada se ouviu falar deste homem, a não ser a 28 de maio de 1954, dia em que foi noticiada a sua morte após uma batalha perdida contra um tumor cerebral que lhe havia sido diagnosticado um ano antes.    

sábado, dezembro 29, 2018

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (8)...



Final

Zayed Sports City Stadium

Real Madrid (Espanha) - Al Ain (E.A.U.): 4-1

Golos: Modric, Llorente, Ramos, Nader (a.g.) / Shiotani

Espanhóis mantêm-se com naturalidade no trono do futebol planetário...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (7)...

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Zayed Sports City Stadium 

Kashima Antlers (Japão) - River Plate (Argentina): 0-4

Golos: Martinez (2), Zuculini, Borre 

Goleada não apaga desilusão do River na despedida do Mundial...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (6)...

Jogo de apuramento dos 5º e 6º lugares

Hazza Bin Zayed Stadium

Espérance de Tunis (Tunísia) - Chivas Guadalajara (México): 1-1 (6-5 nas grandes penalidades)

Golos: Belaili / Sandoval

Campeões de África superam reis da CONCACAF e levam para casa um honroso 5.º lugar...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (5)...


Meias-finais

Zayed Sports City Stadium

Kashima Antlers (Japão) - Real Madrid (Espanha): 1-3

Golos: Doi / Bale (3)

Feiticeiro de Gales coloca merengues no jogo decisivo...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (4)...

Meias-finais

Hazza Bin Zayed Stadium

River Plate (Argentina) - Al Ain (E.A.U.): 2-2 (4-5 nas grandes penalidades)

Golos: Borre (2) / Berg, Caio

Al Ain alcança maior feito da sua História!!!...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (3)...

Jogo 3

Hazza Bin Zayed Stadium

Kashima Antlers (Japão) - Chivas Guadalajara (México): 3-2

Golos: Nagaki, Serginho, Abe / Zaldivar, Leonardo (a.g.)

Nipónicos avançam para as meias-finais...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (2)...

Jogo 2

Hazza Bin Zayed Stadium

Espérance de Tunis (Tunísia) - Al Ain (E.A.U.): 0-3

Golos: Ahmad, Elshahat, Al Ahbabi

Exibição de gala culminada com goleada categórica...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2018 (1)...

Jogo 1

Hazza Bin Zayed Stadium

Al Ain (E.A.U.) - Team Wellington (Nova Zelândia): 3-3 (4-3 nas grandes penalidades)

Golos: Shiotani, Doumbia, Berg / Barcia, Clapham,Ilich

Frágeis campeões da Oceânia estiveram perto de surpreender a equipa da casa...

terça-feira, novembro 06, 2018

Efemérides do Futebol (42)...

Dérbi do Minho desperta paixões há 70 anos no principal palco do futebol português!

Pode não ter o mediatismo de um Clássico (Benfica-FC Porto ou vice-versa) ou de um Dérbi Eterno (Sporting-Benfica, ou vice-versa também), mas não deixa de ter de igual modo uma carga de emoção gigante e apaixonante. Falamos do dérbi minhoto entre o Vitória Sport Clube e o Sporting Clube de Braga. Até à data os dois os dois vizinhos e velhos rivais do Minho já se cruzaram por 136 ocasiões no grande palco do futebol português, vulgo a 1.ª Divisão Nacional – ou Liga NOS como agora se denomina o escalão maior –, tendo o primeiro embate acontecido na longínqua temporada de 1947/48 – a tal do “campeonato do pirolito” arrebatado em cima da meta pelo Sporting. 

Vitória e Braga mediram forças pela primeira vez na 1ª Divisão há (mais de) 70 anos, mais concretamente no dia 8 de fevereiro de 1948, no saudoso Campo da Amorosa, em Guimarães. O avançado bracarense Diamantino entrou para a História por ter sido o autor do primeiro golo de um Dérbi do Minho no escalão maior do futebol português, algo que aconteceu ainda na 1.ª parte desse encontro referente à 12.ª jornada.

O que se seguiu foi a reviravolta vimaranense, com Tarugo a fazer o empate ainda etapa inicial, e Franklin e Brioso a consolidarem o triunfo vitoriano (3-1) nessa mítica tarde na Amorosa.
A título de curiosidade, na segunda volta os Guerreiros do Minho vingaram a derrota do Campo da Amorosa com um triunfo de 1-0 sobre o eterno rival, que por sua vez no final dessa temporada ficou posicionado bem acima do seu vizinho da Cidade dos Arcebistos – o Vitória terminou a prova na 8.ª posição (com 24 pontos) e o Braga quedou-se pelo 13.º e penúltimo posto (com 16 pontos).

domingo, novembro 04, 2018

Vencedores dos Prémios IFFHS - Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol


A Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol (International Federation of Football History & Statistics – IFFHS) foi criada em 1984 com a missão de administrar e divulgar não só as estatísticas do belo jogo como também todos os recordes do mesmo. Todos os anos esta organização – reconhecida pela FIFA – premeia os melhores futebolistas, clubes e árbitros do planeta. Em seguida apresentamos a lista de vencedores –por categorias – do reputado galardão. 

ÉPOCA 2016/17

Melhor Goleador
 CRISTIANO RONALDO (Portugal/Real Madrid)

Melhor Playmaker
 LIONEL MESSI (Argentina/Barcelona)

Melhor Guarda-Redes
GIANLUIGI BUFFON (Itália/Juventus)

Melhor Treinador 
 ZINEDINE ZIDANE (França/Real Madrid)

Melhor Selecionador
 JOACHIM LOW (Alemanha)

Melhor Árbitro
FELIX BRYCH (Alemanha)



ÉPOCA 2015/16

Melhor Goleador
 CRISTIANO RONALDO (Portugal/Real Madrid)
Melhor Playmaker
 LIONEL MESSI (Argentina/Barcelona)

Melhor Guarda-Redes
 MANUEL NEUER (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 DIEGO SIMEONE (Argentina/Atlético Madrid)
Melhor Selecionador
 FERNANDO SANTOS (Portugal)
Melhor Árbitro
MARK CLATTENBURG (Inglaterra)



ÉPOCA 2014/15

Melhor Goleador
 ROBERT LEWANDOWSKI (Polónia/Bayern)
Melhor Playmaker
LIONEL MESSI (Argentina/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
 MANUEL NEUER (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 LUIS ENRIQUE (Espanha/Barcelona)
Melhor Selecionador
 JORGE SAMPAOLI (Chile)
Melhor Árbitro
  NICOLA RIZZOLI (Itália)



ÉPOCA 2013/14

Melhor Goleador
  CRISTIANO RONALDO (Portugal/Real Madrid)
Melhor Playmaker
 TONI KROOS (Alemanha/Bayern/Real Madrid)
Melhor Guarda-Redes
 MANUEL NEUER (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 CARLO ANCELOTTI (Itália/Real Madrid)
Melhor Selecionador
 JOACHIM LOW (Alemanha)
Melhor Árbitro
 NICOLA RIZZOLI (Itália)



ÉPOCA 2012/13

Melhor Goleador
 CRISTIANO RONALDO (Portugal/Real Madrid)
Melhor Playmaker
 ANDRÉS INIESTA (Espanha/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
  MANUEL NEUER (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 JUPP HEYNCKES (Alemanha/Bayern)
Melhor Selecionador
 VICENTE DEL BOSQUE (Espanha)
Melhor Árbitro
 HOWARD WEBB (Inglaterra)



ÉPOCA 2011/12

Melhor Goleador
 LIONEL MESSI (Argentina/Barcelona)
Melhor Playmaker
  ANDRÉS INIESTA (Espanha/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
   IKER CASILLAS (Espanha/Real Madrid)
Melhor Treinador
 JOSÉ MOURINHO (Portugal/Real Madrid)
Melhor Selecionador
 VICENTE DEL BOSQUE (Espanha)
Melhor Árbitro
PEDRO PROENÇA (Portugal)



ÉPOCA 2010/11

Melhor Goleador
 LIONEL MESSI (Argentina/Barcelona)
Melhor Playmaker
 XAVI (Espanha/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
  IKER CASILLAS (Espanha/Real Madrid)
Melhor Treinador
 PEP GUARDIOLA (Espanha/Barcelona)
Melhor Selecionador
 ÓSCAR TABÁREZ (Uruguai)
Melhor Árbitro
VIKTOR KASSAI (Hungria)



ÉPOCA 2009/10

Melhor Goleador
 BADER AL-MUTAWA (Kuwait/Qadsia)
Melhor Playmaker
 XAVI (Espanha/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
  IKER CASILLAS (Espanha/Real Madrid)
Melhor Treinador
 JOSÉ MOURINHO (Portugal/Inter)
Melhor Selecionador
 VICENTE DEL BOSQUE (Espanha)
Melhor Árbitro
 HOWARD WEBB (Inglaterra)



ÉPOCA 2008/09

Melhor Goleador
 SHINJI OKAZAKI (Japão/St. Pulse)
Melhor Playmaker
 XAVI (Espanha/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
 IKER CASILLAS (Espanha/Real Madrid)
Melhor Treinador
 PEP GUARDIOLA (Espanha/Barcelona)
Melhor Selecionador
 VICENTE DEL BOSQUE (Espanha)
Melhor Árbitro
MASSIMO BUSACCA (Suíça)



ÉPOCA 2007/08

Melhor Goleador
 RICO (Brasil/Al-Muharraq)
Melhor Playmaker
 XAVI (Espanha/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
 IKER CASILLAS (Espanha/Real Madrid)
Melhor Treinador
 ALEX FERGUSON (Escócia/Manchester United)
Melhor Selecionador
 LUIS ARAGONÉS (Espanha)
Melhor Árbitro
 ROBERTO ROSETTI (Itália)



ÉPOCA 2006/07

Melhor Goleador
 MPUTU (Congo/TP Mazembe)
Melhor Playmaker
 KAKÁ (Brasil/Milan)
Melhor Guarda-Redes
 GIANLUIGI BUFFON (Itália/Juventus)
Melhor Treinador
 CARLO ANCELOTTI (Itália/Milan)
Melhor Selecionador
DUNGA (Brasil)
Melhor Árbitro
 MARKUS MERK (Alemanha)



ÉPOCA 2005/06

Melhor Goleador
 HUMBERTO SUAZO (Chile/Colo-Colo)
Melhor Playmaker
 ZINEDINE ZIDANE (França/Real Madrid)
Melhor Guarda-Redes
  GIANLUIGI BUFFON (Itália/Juventus)
Melhor Treinador
FRANK RIJKAARD (Holanda/Barcelona)
Melhor Selecionador
 MARCELO LIPPI (Itália)
Melhor Árbitro
 HORACIO ELIZONDO (Argentina)



ÉPOCA 2004/05

Melhor Goleador
 ADRIANO (Brasil/Inter)
Melhor Guarda-Redes
PETR CECH (Rep. Checa/Chelsea)
Melhor Treinador
 JOSÉ MOURINHO (Portugal/Chelsea)
Melhor Selecionador
 CARLOS ALBERTO PARREIRA (Brasil)
Melhor Árbitro
 MARKUS MERK (Alemanha)



ÉPOCA 2003/04

Melhor Goleador
 ALI DAEI (Irão/Persepolis)
Melhor Guarda-Redes
 GIANLUIGI BUFFON (Itália/Juventus)
Melhor Treinador
 JOSÉ MOURINHO (Portugal/FC Porto)
Melhor Selecionador
 OTTO REHHAGEL (Grécia)
Melhor Árbitro
 MARKUS MERK (Alemanha)



ÉPOCA 2002/03

Melhor Goleador
 THIERRY HENRY (França/Arsenal)
Melhor Guarda-Redes
 GIANLUIGI BUFFON (Itália/Juventus)
Melhor Treinador
 CARLOS BIANCHI (Argentina/Boca Juniors)
Melhor Selecionador
 JACQUES SANTINI (França)
Melhor Árbitro
 PIERLUIGI COLINA (Itália)



ÉPOCA 2001/02

Melhor Goleador
 RUUD VAN NISTELROOY (Holanda/Manchester United)
Melhor Guarda-Redes
OLIVER KAHN (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 VICENTE DEL BOSQUE (Espanha/Real Madrid)
Melhor Selecionador
LUIZ FELIPE SCOLARI (Brasil)
Melhor Árbitro
 PIERLUIGI COLINA (Itália)



ÉPOCA 2000/01

Melhor Goleador
 AL-DHABIT (Oman/Dhofar)
Melhor Guarda-Redes
  OLIVER KAHN (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 OTTMAR HITZFELD (Alemanha/Bayern)
Melhor Selecionador
 MARCELO BIELSA (Argentina)
Melhor Árbitro
 PIERLUIGI COLINA (Itália)



ÉPOCA 1999/00

Melhor Goleador
RIVALDO (Brasil/Barcelona)

Melhor Guarda-Redes
 FABIEN BARTHEZ (França/Manchester United)
Melhor Treinador
 CARLOS BIANCHI (Argentina/Boca Juniors)
Melhor Selecionador
 ROGER LEMERRE (França)
Melhor Árbitro
 PIERLUIGI COLINA (Itália)



ÉPOCA 1998/99

Melhor Goleador
RAUL (Espanha/Real Madrid)
Melhor Guarda-Redes
 OLIVER KAHN (Alemanha/Bayern)
Melhor Treinador
 ALEX FERGUSON (Escócia/Manchester United)
Melhor Selecionador
 WANDERLEY LUXEMBURGO (Brasil)
Melhor Árbitro
 PIERLUIGI COLINA (Itália)



ÉPOCA 1997/98

Melhor Goleador
 AL-HUWAIDI (Kuwait/Al-Salmiya)
Melhor Guarda-Redes
 JOSÉ LUIS CHILAVERT (Paraguai/Vélez Sarsfield)
Melhor Treinador
 MARCELO LIPPI (Itália/Juventus)
Melhor Selecionador
AIMÉ JACQUET (França)
Melhor Árbitro
 PIERLUIGI COLINA (Itália)



ÉPOCA 1996/97

Melhor Goleador
 RONALDO (Brasil/Barcelona/Inter)
Melhor Guarda-Redes
  JOSÉ LUIS CHILAVERT (Paraguai/Vélez Sarsfield)
Melhor Treinador
OTTMAR HITZFELD (Alemanha/Borussia Dortmund)
Melhor Selecionador
 MÁRIO ZAGALLO (Brasil)
Melhor Árbitro
  SÁNDOR PUHL (Hungria)



ÉPOCA 1995/96

Melhor Goleador
 ALI DAEI (Irão/Persepolis/Al Sadd)
Melhor Guarda-Redes
 ANDREAS KOPKE (Alemanha/Marselha)
Melhor Treinador
 MARCELO LIPPI (Itália/Juventus)
Melhor Selecionador
 BERTI VOGTS (Alemanha)
Melhor Árbitro
  SÁNDOR PUHL (Hungria)



ÉPOCA 1994/95

Melhor Goleador
 JURGEN KLINSMANN (Alemanha/Tottenham/Bayern)
Melhor Guarda-Redes
 JOSÉ LUIS CHILAVERT (Paraguai/Vélez Sarsfield)
Melhor Árbitro
 SÁNDOR PUHL (Hungria)



ÉPOCA 1993/94

Melhor Goleador
HRISTO STOICHKOV (Bulgária/Barcelona)
Melhor Guarda-Redes
 MICHEL PREUD' HOMME (Bélgica/Malines/Benfica)
Melhor Árbitro
 SÁNDOR PUHL (Hungria)



ÉPOCA 1992/93

Melhor Goleador
  SAEED AL-OWAIRAN (Arábia Saudita/Al Shabab)
Melhor Guarda-Redes
 PETER SCHMEICHEL (Dinamarca/Manchester United)
Melhor Árbitro
  PETER MIKKELSEN (Dinamarca)



ÉPOCA 1991/92

Melhor Goleador
 DENNIS BERGKAMP (Holanda/Ajax)
Melhor Guarda-Redes
 PETER SCHMEICHEL (Dinamarca/Manchester United)
Melhor Árbitro
 ARON SCHMIDHUBER (Alemanha)



ÉPOCA 1990/91

Melhor Goleador
 JEAN-PIERRE PAPIN (França/Marselha)
Melhor Guarda-Redes
 WALTER ZENGA (Itália/Inter)
Melhor Árbitro
 PETER MIKKELSEN (Dinamarca)



ÉPOCA 1989/90
Melhor Guarda-Redes
 WALTER ZENGA (Itália/Inter)
Melhor Árbitro
 JOSÉ ROBERTO WRIGHT (Brasil)



ÉPOCA 1988/89
Melhor Guarda-Redes
WALTER ZENGA (Itália/Inter)
Melhor Árbitro
 MICHEL VAUTRAT (França)



ÉPOCA 1987/88
Melhor Guarda-Redes
RINAT DASAEV (União Soviética/Spartak Moscovo)
Melhor Árbitro
 MICHEL VAUTROT (França)
 
 
 
ÉPOCA 1986/87
Melhor Guarda-Redes
 JEAN-MARIE PFAFF (Bélgica/Bayern)
Melhor Árbitro
ROMUALDO ARPPI FILHO (Brasil)