Thursday, November 05, 2009

Estrelas cintilantes (18)... Mihaly Siska

É por muitos considerado como o primeiro grande guarda-redes do futebol português. Alto e de uma enorme envergadura física deixou atrás de si um rasto de pura classe e talento na arte de bem defender as balizas. Isto numa época em que o “desporto-rei” lusitano não era mais do que uma criança a dar os primeiros passos.
Falamos do lendário Mihaly Siska, o húngaro de nascença mas português de alma e coração que se notabilizou no primeiro quarto do século XX ao serviço do Futebol Clube do Porto.
Como já vimos nasceu na Hungria, em 1906, mas viveu a maior parte da sua vida no nosso país, para onde emigrou aos 18 anos de idade pela mão do seu compatriota Akos Tezler, um conceituado treinador de futebol daquela época.
E veio para jogar futebol ao serviço do popular clube nortenho, transferindo-se do “gigante” húngaro do Vasas de Budapeste. A sua contratação causou de imediato polémica cá no nosso burgo, uma vez que lhe havia sido atribuída uma verba mensal de 1000 escudos. Um escândalo, pois não podemos esquecer que na época o futebol português era totalmente amador. Como tal, Siska não se assumiu como profissional de futebol, tendo aceite então um emprego na Sociedade dos Vinhos Borges & Irmão como mecânico.
Paralelamente a este cargo executava com mestria aquilo que na verdade o havia trazido ao nosso país: jogar à bola. As suas exibições com a camisola dos dragões foram lendárias. Rezam as crónicas que foi por sua influência que o FC Porto conquistou inúmeros e importantes triunfos ao longo dos dez anos em que este homem defendeu as redes azuis-e-brancas. Uma dessas crónicas alude para a decisão do título de campeão de Portugal da temporada de 1924/25, entre o FC Porto e o Sporting, partida disputada em Viana do Castelo, onde uma memóravel – e para muitos do outro mundo – exibição de Siska valeu a vitória aos nortenhos por 2-1.
Pelo emblema da “Cidade Invicta” voltaria a vencer o Campeonato de Portugal (nota: prova antecessora da actual Taça de Portugal) em 1931/32 sob a orientação de outro “mago” húngaro que fez escola no nosso país, o treinador Joseph Szabo.
Amava o FC Porto, a cidade e o nosso país, não sendo pois de estranhar que se naturalizasse português, passando posteriormente a adoptar o nome de Miguel Siska. Com o passar dos anos foi reconhecido internacionalmente como um dos melhores guardiões da Europa. Era conhecido nos meandros da bola como o “meia equipa” pela importância já frisada que desde a sua chegada assumiu no jogo do FC Porto. Aos campeonatos de Portugal conquistados já aqui falados juntaria na sua vitrina pessoal inúmeros títulos regionais da Associação de Futebol do Porto.
Devido a problemas de saúde retirou-se dos campos em 1934, assumindo a função de treinador em 1938 quando orientou a equipa do Sport Progresso. Na época de 1938/39 o clube do seu coração chamou-o para orientar a equipa que iria disputar o Campeonato Nacional da 1ª Divisão. O resultado não poderia ser melhor: o FC Porto de Siska sagrou-se campeão nacional, um feito repetido uma temporada mais tarde.
Abandonado o comando técnico dos portistas Miguel Siska passou a desempenhar funções de funcionário da secretaria do clube até à sua morte, a qual ocorreu em 1947, quando somente contava com 41 anos de idade.

Tuesday, October 20, 2009

Ghana no topo do Mundo...

A selecção do Ghana venceu no passado sábado o Campeonato do Mundo de Sub-20, realizado no Egipto, após ter vencido na final o poderoso Brasil por 4-3 no desempate por grandes penalidades (após empate a zero no final do prolongamento).

Wednesday, October 07, 2009

Estrelas cintilantes (17)... Carmel Busuttil

À semelhança do que vulgarmente acontece todos os anos em cada início de temporada com milhares de futebolistas por esse Mundo fora também eu mudei de clube recentemente... mais concretamente dos “solteiros” para os “casados”... ehehehehe...
É verdade, dei o “nó”, casei-me, um momento único, de grande beleza e emotividade, e só por si inesquecível na minha vida ocorrido a 18 de Setembro passado. Como consequência desse acontecimento viajei até Malta, em lua-de-mel pois claro está, onde tive o prazer de conhecer esta pequena mas bela ilha mediterrânica. Mas não vai ser sobre a minha lua-de-mel que aqui vou entrar em detalhes, nada disso, mas sim falar de alguns aspectos do futebol maltês que me despertaram curiosidade.
Como já disse noutras ocasiões Malta é um dos parentes pobres do futebol europeu. Um país sem expressão futebolítica. Conhecido nos meandros da bola como aquele pequeno e simpático país habituado a levar goleadas dos seus oponentes, isto quer ao nível de selecção quer de clubes. Ao contrário da esmagadora maioria dos países europeus Malta não tem história no futebol, isto é, não tem conquistas. Mas nem tudo é pintado em tons de negro no desporto-rei daquela ilha.
E a nossa história de hoje começa na sequência de uma visita que durante a minha lua-de-mel efectuei à simpática e bela cidade de Mdina, bem no interior da ilha. Deambulando por aquela cidade de traço árabe entrei a certa altura no Museu das Personalidades Maltesas. Passando os olhos pelas paredes do edifício nada de novo inicialmente... fotografias de políticos históricos, figuras ligadas à igreja, artistas das mais diversas áreas... até que dei de caras com um retrato de um jogador de futebol!!! «Curioso!», pensei de imedito, um futebolista no meio de aristrocatas, figuras do Clero, entre outras personalidades históricas do país. Ao aproximar-me do seu retrato e verificar o seu nome a sua imagem não me foi nada estranha, mesmo nada, pois à memória saltaram-me desde logo imagens das décadas de 80 e 90, em especial os jogos em que a selecção de Malta era protagonista, e este homem a sua principal figura. Falo de Carmel Busuttil, o eterno e mágico “número 7” maltês, considerado a maior figura de todos os tempos do futebol da pequena ilha.
Nascido a 29 de Fevereiro de 1964 em Rabat Carmel iniciou a sua tragectória desportiva no emblema na sua cidade natal, o Rabat Ajax.
Em 1979 subiu à categoria sénior do clube, onde por lá ficou até 1987. Esta fase coincidiu com a etapa mais gloriosa da agremiação desportiva, com a obtenção dos dois únicos títulos de campeão nacional do seu palmarés, mais precisamente em 1985 e 1986. Neste último ano o Rabat Ajax fez a dobradinha, isto é, ao campeonato juntou a Taça de Malta.
Carmel Busuttil seria o grande obreiro dessas épicas conquistas para o até então quase sem expressão no futebol da ilha Rabat Ajax. Por este emblema jogou 106 partidas e apontou 47 golos, tendo sido o melhor marcador do campeonato em 86/87 com 10 remates certeiros.
O médio-ofensivo fantasista começou então a ser alvo de cobiça por parte de emblemas estrangeiros, em especial de Itália, muito pela proximidade geográfica de Malta ao país transalpino. No entanto, Il Busu, alcunha pelo qual ficou conhecido entre os seus compatriotas, não foi mostrar o seu futebol para o então considerado melhor campeonato do Mundo, a Série A, mas sim para os amadores do Nuova Verbania, emblema do norte de Itália, onde apenas permaneceu uma temporada (87/88), tendo efectuado 20 partidas e apontado 8 tentos.
Nas seis épocas seguintes jogaria ao mais alto nível no principal campeonato profissional belga, ao serviço do Genk, onde se tornou num dos jogadores-chave deste clube. Busuttil deixaria a Bélgica em 1994 com um total de 166 jogos efectuados e 45 golos apontados.
Regressaria à sua ilha, com um estatuto de verdadeiro ídolo, para representar o Sliema Wanderers. Até 2001, ano em que pendurou as botas, Il Busu ajudou o emblema de Sliema a conquistar o título nacional de 95/96 e a taça de 99/00.
Ao serviço da selecção maltesa actuaria por 111 ocasiões e apontaria 23 golos.
Em termos de prémios individuais seria galardoado por duas vezes, em 82/83 e 85/86, como o futebolista do ano em Malta, e em 2003, dois anos depois do seu retiro, foi reconhecido pela UEFA como o melhor futebolista maltês de sempre.
Apesar de ter pendurado as botas não abandonaria o desporto que o tornou célebre, tendo em 2003 criado a sua própria academia de futebol, a The Buzu Football School.
Abraçaria ainda a carreira de treinador, tendo-a iniciado ao serviço de equipas do futebol escolar maltês, para mais tarde orientar a equipa sénior do Pietà Hotspurs no principal campeonato nacional do país. Entre 2003 e 2005 foi convidado pelo então seleccionador de Malta, o alemão Horst Heese, para ser seu adjunto no leme da equipa nacional. Actualmente desempenha somente funções de ténico no Pietà Hotsuprs.


Legendas das fotografias:
1- Carmel Busuttil emvergando a camisola da selecção Maltesa
2- O plantel do Rabat Ajax de 85/86, o qual conquistou a dobradinha (campeonato e taça), com Il Busu como estrela-mor
3 - Homenageado pelo Estado Maltês

Tuesday, October 06, 2009

As Eurotaças em números (16)... Taça/Liga dos Campeões Europeus 1969/70

Época 1969/70

Pré-Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Palloseura (Finlândia) - BK Copenhaga (Dinamarca): 0-1/0-4

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Celtic (Escócia) - Basileia (Suíça): 2-0/0-0
SL Benfica (Portugal) - BK Copenhaga (Dinamarca): 3-0/2-2 (golos lusos: Eusébio e Diamantino (2)/Eusébio (2))
Áustria Viena (Áustria) - Dínamo Kiev (União Soviética): 1-3/1-2
Fiorentina (Itália) - Oester (Suécia): 2-0/1-1
Standard Liège (Bélgica) - Nentori Tirana (Albânia): 3-0/1-1
Olympiakos Nicósia (Chipre) - Real Madrid (Espanha): 0-8/0-6
Leeds United (Inglaterra) - Lynn Oslo (Noruega): 10-0/6-0
CSKA Sofia (Bulgária) - Ferencvaros (Hungria): 2-1/1-4
Hibernian (Malta) - Spartak Trnava (Checoslováquia): 2-2/0-4
Galatasaray (Turquia) - Waterford (Rep.Irlanda): 2-0/3-2
UTA Arad (Roménia) - Légia Varsóvia (Polónia): 1-2/0-8
Bayern (Alemanha Ocidental) - Saint Etiènne (França): 2-0/0-3
Vorwaerts (Alemanha Oriental) - Panathinaikos (Grécia): 2-0/1-1
Estrela Vermelha (Jugoslávia) - Linfield (Irlanda do Norte): 4-2/4-0
Milan (itália) - Avenir Beggen (Luxemburgo): 5-0/3-0
Reykjavik (Islândia) - Feyenoord (Holanda): 0-4/2-12

2ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Celtic (Escócia) - SL Benfica (Portugal): 3-0/0-3/(Celtic vence por desempate de moeda ao ar)(golos lusos: Eusébio, jaime Graça e Diamantino)
Dínamo Kiev (União Soviética) - Fiorentina (Itália): 1-2/0-0
Standar Liège (Bélgica) - Real Madrid (Espanha): 1-0/3-2
Leeds United (Inglaterra) - Ferencvaros (Hungria): 3-0/3-0
Spartak Trnava (Checoslováquia) - Galatasaray (Turquia): 1-0/0-1/(Galatasaray vence por sorteio)
Légia Varsóvia (Polónia) - Saint Etiènne (França): 2-1/1-0
Vorwaerts (Alemanha Oriental) - Estrela Vermelha (Jugoslávia): 2-1/2-3
Milan (Itália) - Feyenoord (Holanda): 1-0/0-2

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Celtic (Escócia) - Fiorentina (Itália): 3-0/0-1
Standar Liège (Bélgica) - Leeds United (Inglaterra): 0-1/0-1
Galatasaray (Turquia) - Légia Varsóvia (Polónia): 1-1/0-2
Vorwaerts (Alemanha Oriental) - Feyenoord (Holanda): 1-0/0-2

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Leeds United (Inglaterra) - Celtic (Escócia): 0-1/1-2
Légia Varsóvia (Polónia) - Feyenoord (Holanda): 0-0/0-2

Final
Feyenoord (Holanda) - Celtic (Escócia): 2-1 (após prolongamento)
Data: 6 de Maio de 1970
Estádio: San Siro, Milão (Itália)
Árbitro: Conceito Lo Bello (Itália)
Feyenoord: Graafland, Romejin (Haak, aos 46m), Van Duivenbode, Hasil, Israel, Laseroms, Wery, Wilheim, Janse, Kindvall, Van Hanegem e Moulijn. Treinador: Ernst Happel.
Celtic: Williams, Hay, Gemmell, Murdoch, McNeil, Brogan, Johnstone, Wallace, Hughs, Aud (Connelly, aos 77m) e Lennox. Treinador: Jock Stein.
Marcadores: 1-0 (Gemmell, aos 29m), 1-1 (Israel, aos 31m), 2-1 (Kindvall, aos 116m)
O Feyenoord iniciava em 1970 uma fase (de quatro anos consecutivos) em que a Holanda dominou a prova rainha do futebol europeu ao nível de equipas.

As Eurotaças em números (15)... Taça/Liga dos Campeões Europeus 1968/69

Época 1968/69
1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Malmoe (Suécia) - Milan (Itália): 2-1/1-4
Saint Etiènne (França) - Celtic (Escócia): 2-0/0-4
Waterford (Rep.Irlanda) - Manchester United (Inglaterra): 1-3/1-7
Anderlecht (Bélgica) - Glentoran (Irlanda do Norte): 3-0/2-0
Rosenborg (Noruega) - Rapid Viena (Áustria): 1-3/3-3
Floriana (Malta) - Reipas Lathi (Finlândia): 1-1/0-2
Steaua Bucareste (Roménia) - Spartak Trnava (Checoslováquia): 3-1/0-4
AEK Atenas (Grécia) - Jeunesse Esch (Luxemburgo): 3-0/2-3
FC Zurique (Suíça) - Akademisk (Dinamarca): 1-3/2-1
Nuremberga (Alemanha Ocidental) - Ajax (Holanda): 1-1/0-4
Manchester City (Inglaterra) - Fenerbahce (Turquia): 0-0/1-2
Valur (Islândia) - SL Benfica (Portugal): 0-0/1-8 (golos lusos: José Torres (3). Simões, Eusébio, Jaime Graça, Coluna e José Augusto)
Estrela Vermelha (Jugoslávia) - Carl Zeiss Jena (Alemanha Oriental): (desistência dos alemães)
Real Madrid (Espanha) - Apoel Limassol (Chipre): 6-0/6-0

2ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Celtic (Escócia) - Estrela Vermelha (Jugoslávia): 5-1/1-1
Manchester United (Inglaterra) - Anderlecht (Bélgica): 3-0/1-3
Rapid Viena (Áustria) - Real Madrid (Espanha): 1-0/1-2
Reipas Lathi (Finlândia) - Spartak Trnava (Checoslováquia): 1-9/1-7
AEK Atenas (Grécia) - Akademisk (Dinamarca): 0-0/2-0
Ajax (Holanda) - Fenerbahce (Turquia): 2-0/0-2/2-0 (desempate)
(Milan e SL Benfica isentos por sorteio)
Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Milan (Itália) - Celtic (Escócia): 0-0/1-0
Manchester United (Inglaterra) - Rapid Viena (Áustria): 3-0/0-0
Spartak Trnava (Checoslováquia) - AEK Atenas (Grécia): 2-1/1-1
Ajax (Holanda) - SL Benfica (Portugal): 1-3/3-1/3-0 (desempate) (golos lusos: José Torres/Jacinto, José Torres e José Augusto)

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Milan (Itália) - Manchester United (Inglaterra): 2-0/0-1
Spartak Trnava (Checoslováquia) - Ajax (Holanda): 2-0/0-3

Final
Milan (Itália) - Ajax (Holanda): 4-1

Data: 28 de Maio de 1969
Estádio: Santiago Bernabéu, Madrid (Espanha)
Árbitro: Ortiz de Mendibil (Espanha)
Milan: Cudicini, Anquileti, Schnelinger, Rosato, Malatrasi, Trapattoni, Hamrin, Lodetti, Sormani, Rivera e Prati. Treinador: Nereo Rocco
Ajax: Bals, Suurbier (Muller, aos 46m), Van Duivenbode, Groot (Nuninga, aos 46m), Hulshoff, Vasovic, Swart, Pronk, Danielsson, Cruyff e Keiser. Treinador: Rinus Michels
Marcadores: 1-0 (Prati, aos 7m), 2-0 (Prati, aos 39m), 2-1 (Vasovic, aos 61m), 3-1 (Sormani, aos 66m), 4-1 (Prati, aos 74m)
Milan esmagou o Ajax em Madrid e arrecadou pela segunda vez na sua história a Taça dos Clubes Campeões Europeus

Tuesday, August 11, 2009

As Eurotaças em números (14)... Taça/Liga dos Campeões Europeus 1967/68

Época 1967/68

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Glentoran (Irlanda do Norte) - SL Benfica (Portugal): 1-1/0-0 (golos lusos: Eusébio)
Besiktas (Turquia) - Rapid Viena (Áustria): 0-1/0-3
Valur (Islândia) - Jeunesse Esch (Luxemburgo): 1-1/3-3
Manchester United (Inglaterra) - Hibernians (Malta): 4-0/0-0
Basileia (Suíça) - Hvidrove (Dinamarca): 1-2/3-3
Dundalk (Rep.Irlanda) - Vasas Budapeste (Hungria): 0-1/1-8
Olympiakos (Grécia) - Juventus (Itália): 0-0/0-2
Karl Marx Stadt (Alemanha Oriental) - Anderlecht (Bélgica): 1-3/1-2
Ajax (Holanda) - Real Madrid (Espanha): 1-1/1-2
Gornik (Polónia) - Djugarden (Suécia): 3-0/1-0
Skeid Oslo (Noruega) - Sparta Praga (Checoslováquia): 0-1/1-1
Olympiakos Nicósia (Chipre) - Sarajevo (Jugoslávia): 2-2/1-3
Saint Etiènne (França) - Palloseura (Finlândia): 2-0/3-0
Celtic (Escócia) - Dínamo Kiev (União Soviética): 1-2/1-1
Trakia Plovdiv (Bulgária) - Rapid Bucareste (Roménia): 2-0/0-3
Braunschweig (Alemanha Ocidental) - Dinamo Tirana (Albânia): (albaneses desistiram)

2ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Vasas Budapeste (Hungria) - Valur (Islândia): 6-0/5-1
Hvidrove (Dinamarca) - Real Madrid (Espanha): 2-2/1-4
Rapid Viena (Áustria) - Braunschweig (Alemanha Ocidental): 1-0/0-2
Sarajevo (Jugoslávia) - Manchester United (Inglaterra): 0-0/1-2
SL Benfica (Portugal) - Saint Etiènne (França): 2-0/0-1 (golos lusos: José Augusto e Eusébio)
Dinamo Kiev (União Soviética) - Gornik (Polónia): 1-2/1-1
Juventus (Itália) - Rapid Bucareste (Roménia): 1-0/0-0
Sparta Praga (Checoslováquia) - Anderlecht (Bélgica): 3-2/3-3

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Braunschweig (Alemanha Ocidental) - Juventus (Itália): 3-2/0-1/0-1 (desempate)
Manchester United (Inglaterra) - Gornik (Polónia): 2-0/0-1
Real Madrid (Espanha) - Sparta Praga (Checoslováquia): 3-0/1-2
Vasas Budapeste (Hungria) - SL Benfica (Portugal): 0-0/0-3 (golos lusos: Eusébio (2) e José Torres)

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Manchester United (Inglaterra) - Real Madrid (Espanha): 1-0/3-3
SL Benfica (Portugal) - Juventus (Itália): 2-0/1-0 (golos lusos: José Torres e Eusébio/Eusébio)

Final
Manchester United (Inglaterra) - SL Benfica (Portugal): 4-1 (após prolongamento)

Data: 29 de maio de 1968
Estádio: Wembley, Londres (Inglaterra)
Árbitro: Conceito Lo Bello (Itália)
Manchester United: Steoney, Brennan, Dunne, Crerand, Foukes, Stiles, Best, Kidd, Charlton, Sadler e Aston. Treinador: Matt Busby.
SL Benfica: José Henriques, Adolfo, Cruz, Jaime Graça, Humberto, Jacinto, José Augusto, Coluna, José Torres, Eusébio e Simões. Treinador: Otto Glória.
Marcadores: 1-0 (Charlton, aos 54m), 1-1 (Jaime Graça, aos 69m), 2-1 (Best, aos 92m), 3-1 (Kidd, aos 95m), 4-1 (Charlton, aos 98m).

Na relva sagrada de Wembley o Manchester United conquistava a sua primeira Taça dos Campeões Europeus...

Friday, August 07, 2009

As Eurotaças em números (13)... Taça/Liga dos Campeões Europeus 1966/67

Época 1966/67

Pré-Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Vorwaerts (Alemanha Oriental) - Waterfor (Rep. Irlanda): 6-0/6-1
CSKA Sofia (Bulgária) - Silema Wanderers (Malta): 4-0/2-1

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Vasas Budapeste (Hungria) - Sporting CP (Portugal): 5-0/2-0

Valkeakosken Haka (Finlândia) - Anderlecht (Bélgica): 1-10/0-2
Valerengen Oslo (Noruega) - Nentori Tirana (Albânia): (albaneses desistiram)
Reykjavik (Islândia) - Nantes (França): 2-3/2-5
Munique 1860 (Alemanha Ocidental) - Omonia Nicósia (Chipre): 8-0/2-0
Malmoe (Suécia) - Atlético Madrid (Espanha): 0-2/1-3
Liverpool (Inglaterra) - Petrolul Ploesti (Roménia): 2-0/1-3/2-0 (desempate)
Aris (Luxemburgo) - Linfield (Irlanda do Norte): 3-3/1-6
Celtic (Escócia) - Zurich (Suíça): 2-0/3-0
Esbjerg (Dinamarca) - Dukla Praga (Checoslováquia): 0-2/0-4
Inter (Itália) - Torpedo Moscovo (União Soviética): 1-0/0-0
Ajax (Holanda) - Besiktas (Turquia): 2-0/2-1
Admira Viena (Áustria) - Vojvodina (Jugoslávia): 0-1/0-0
Gornik (Polónia) - Vorwaerts (Alemanha Oriental): 2-1/1-2/3-1 (desempate)
CSKA Sofia (Bulgária) - Olympiakos (Grécia): 3-1/0-1

2ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Munique 1860 (Alemanha Ocidental) - Real Madrid (Espanha): 1-0/1-3
Nantes (França) - Celtic (Escócia): 1-3/1-3
Dukla Praga (Checoslováquia) - Anderlecht (Bélgica): 4-1/2-1
Inter (Itália) - Vasas Budapeste (Hungria): 2-1/2-0
Valerengen Oslo (Noruega) - Linfield (Irlanda do Norte): 1-4/1-1
CSKA Sofia (Bulgária) - Gornik (Polónia): 4-0/0-3
Ajax (Holanda) - Liverpool (Inglaterra): 5-1/2-2
Vojvodina (Jugoslávia) - Atlético Madrid (Espanha): 3-1/0-2/3-2 (desempate)

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Inter (Itália) - Real Madrid (Espanha): 1-0/2-0
Linfield (Irlanda do Norte) - CSKA Sofia (Bulgária): 2-2/0-1
Vojvodina (Jugoslávia) - Celtic (Escócia): 1-0/0-2
Ajax (Holanda) - Dukla Praga (Checoslováquia): 1-1/1-2

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Celtic (Escócia) - Dukla Praga (Checoslováquia): 3-1/0-0
Inter (Itália) - CSKA Sofia (Bulgária): 1-1/1-1/1-0 (desempate)

Final
Celtic (Escócia) - Inter (Itália): 2-1

Data: 25 de Maio de 1967
Estádio: Nacional de Lisboa (Portugal)
Árbitro: Kurt Tschentscher (Alemanha Oriental)
Celtic: Simpson, Craig, Gemmel, Murdoch, McNiel, Clark, Johnstone, Wallace, Chalmers, Auld e Lennox. Treinador: Jock Stein.
Inter: Sarti, Burgnich, Fachetti, Bedin, Guameri, Picchi, Dominghini, Mazzola, Cappelini, Bicicli e Corso. Treinador: Helenio Herrera.
Marcadores: 0-1 (Mazzola, aos 6m), 1-1 (Gemmel, aos 62m), 2-1 (Chalmers, aos 83m)
Em Lisboa o Celtic de Glasgow tornou-se na primeira equipa britânica a erguer o mais desejado troféu da Europa ao nível de clubes...

Tuesday, August 04, 2009

As Eurotaças em números (12)... Taça/Liga dos Campeões Europeus 1965/66

Época 1965/66
1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Panathinaikos (Grécia) - Silema Wanderers (Malta): 4-1/0-1
Keflavik (Islândia) - Ferencvaros (Hungria): 1-4/1-9
Fenerbahce (Turquia) - Anderlecht (Bélgica): 0-0/1-5
Feyenoord (Holanda) - Real Madrid (Espanha): 2-1/0-5
Nentori Tirana (Albânia) - Kilmarnock (Escócia): 0-0/0-1
Lausanne (Suíça) - Sparta Praga (Checoslováquia): 0-0/0-4
Lyn Oslo (Noruega) - Derry City (Irlanda do Norte): 5-3/1-5
Djurgarden (Suécia) - Levski Sofia (Bulgária): 2-1 / 0-6
Drumcondra (Rep.Irlanda) - Vorwaerts (Alemanha Oriental): 1-0/1-2/0-3 (desempate)
LASK Linz (Áustria) - Gornik (Polónia): 1-3/1-2
Dundelange (Luxemburgo) - SL Benfica (Portugal): 0-8/0-10 (golos lusos: Pedras (3), Serafim, Yaúca (2), Santana e Brenner (p.b.)/Eusébio (4), José Augusto (3), Ferreira Pinto, José Torres e Guerreiro)
HJK Helsinquia (Finlândia) - Manchester United (Inglaterra): 2-3/0-6
Partizan Belgrado (Jugoslávia) - Nantes (França): 2-0/2-2
Apoel Nicósia (Chipre) - Werder Bremen (Alemanha Ocidental): 0-5/0-5
Dínamo Bucareste (Roménia) - Odense (Dinamarca): 4-0/3-2

2ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Panathinaikos (Grécia) - Ferencvaros (Hungria): 0-0/1-3
Partizan Belgrado - Werder Bremen (Alemanha Ocidental): 3-0/0-1
Kilmarnock (Escócia) - Real Madrid (Espanha): 2-2/1-5
Vorwaerts (Alemanha Oriental) - Manchester United (Inglaterra): 0-2/1-3
Sparta Praga (Checoslováquia) - Gornik (Polónia): 3-0/1-2
Dínamo Bucareste (Roménia) - Inter (Itália): 2-1 / 0-2
Levski Sofia (Bulgária) - SL Benfica (Portugal): 2-2/2-3 (golos lusos: Eusébio (2)/Eusébio, Coluna e José Torres)
Anderlecht (Bélgica) - Derry City (Irlanda do Norte): 9-0/(irlandeses desistem do 2º jogo)
Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Manchester United (Inglaterra) - SL Benfica (Portugal): 3-2/5-1 (golos lusos: José Augusto e José Torres/Dunne na p.b.)
Anderlecht (Bélgica) - Real Madrid (Espanha): 1-0/2-4
Inter (Itália) - Ferencvaros (Hungria): 4-0/1-1
Sparta Praga (Checoslováquia) - Partizan Belgrado (Jugoslávia): 4-1/0-5

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Real Madrid (Espanha) - Inter (Itália): 1-0/1-1
Partizan Belgrado (Jugoslávia) - Manchester United (Inglaterra): 2-0/0-1
Final

Real Madrid (Espanha) - Partizan Belgrado (Jugoslávia): 2-1
Data: 11 de Maio de 1966
Estádio: Heysel Park, Bruxelas (Bélgica)
Árbitro: Rudolf Kreitlein (Alemanha Ocidental)
Real Madrid: Araquistán, Pachin, Sanchis, Pirri, De Felipe, Zoco, Serena, Amancio, Grosso, Velásquez e Gento. Treinador: Miguel Muñoz.
Partizan Belgrado: Soskic, Jusuli, Mihailovic, Becejac, Rasovic, Vasovic, Bajic, Kovacevic, Hasanagic, Galic e Pirmaier. Treinador: Abdulah Gegic
Marcadores: 0-1 (Vasovic, aos 55m), 1-1 (Amancio, aos 70m), 2-1 (Serena, aos 76m)

Em 1966 o Real Madrid voltava ao trono do futebol europeu...