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terça-feira, agosto 04, 2015

Histórias do Planeta da Bola (14)... A Taça Latina (parte III)

Cartoon do jornal francês L'Équipe, com
a caracterização das principais estrelas
dos candidatos à conquista
da Taça Latina de 1955
Após um ano de interregno (1954) a Taça Latina voltou em 1955 a integrar o calendário futebolístico dos emblemas do sul do Velho Continente. Paris foi pela segunda vez o palco escolhido para que as estrelas dos campeões de Espanha, Itália, e França, respetivamente, o Real Madrid, o Milan, e o Stade Reims, medissem forças. A estes juntou-se aquela que haveria de ser a equipa sensação desta sexta edição da competição, o Belenenses, conjunto que chegava à capital gaulesa como vice-campeão de Portugal. O campeão nacional luso da temporada 1954/55, o Benfica, ao invés de lutar pela Taça Latina preferiu viajar até ao Brasil para disputar o Torneio Charles Miller, dai o nome dos azuis do Restelo ter figurado num cartaz de autêntico luxo, desde logo marcado pela presença na Cidade de Luz de um conjunto de estrelas do planeta da bola, de verdadeiros magos do futebol, entre outros o italiano Cesare Maldini, os suecos Nils Liedholm, e Gunnar Nordhal, o uruguaio Juan Schiaffino, o francês Raymond Kopa, os espanhóis Gento, Rial e Miguel Muñoz, e o argentino Alfredo Di Stéfano, este último para muitos era já o melhor futebolista do Mundo de então, e é nessa qualidade que chega a Paris debaixo dos holofotes da fama. Porém, nenhuma dessas estrelas brilhou de uma forma tão cintilante quanto a do belenense Matateu, o homem que encantou os parisienses com as suas arrancadas felinas e serpenteantes adornadas com a beleza do seu fortíssimo pontapé canhão

A imagem de Matateu a sair em
do terreno como sobrolho aberto
em consequência da violência madrilena 
Matateu saiu do anonimato para se tornar no jogador sensação do torneio, no mais aplaudido e também no... mais castigado pela dureza dos adversários. Matateu e Belenenses assumiram o papel mais relevante desta edição, pese embora o clube português não tenha ido além do último lugar da classificação final. Ficaram no entanto duas excelentes exibições, tendo a primeira delas ocorrida a 22 de junho diante do poderoso Real Madrid, conjunto que encontrava o Belenenses pela sexta vez na história, sendo que as cinco anteriores haviam sido em caráter amistoso, com o saldo de duas vitórias para cada lado e um empate. E contra todas as previsões iniciais no Parque dos Princípes o Belenenses soltou-se, partiu para cima do poderoso conjunto merengue, atacando sempre com muito perigo a baliza de Alonso. Di Pace e Dimas dispararam mesmo uma bomba cada um deles ao poste da baliza dos campeões de Espanha, e a avalanche azul era de tal maneira intensa que em múltiplos períodos do jogo os belenenses chegaram a ter 10 homens plantados no meio campo madrileno! E o sufoco era maior sempre que Matateu pegava na bola. Um autêntico quebra-cabeças para a defesa dos madrilenos ao longo dos 90 minutos. Perante a impotência em parar as investidas do génio nascido em Moçambique os defensores do Real Madrid só encontaram uma maneira de travar o endiabrado Matateu: recorrendo à falta. Ou melhor, recorrendo a violentas entradas, sendo que numa delas Marquitos colocou o astro moçambicano fora de combate durante sete minutos no sentido deste receber assistência – abriu o sobrolho e teve de ser suturado naquele instante com quatro pontos – fora do retângulo de jogo. O Belenenses jogava e o Real Madrid sofria, mas tal tendência não se viria a verificar no marcador, já que aos 14 minutos Zarragá bateu o guardião José Pereira e fez o primeiro tento da noite. Já no segundo tempo, aos 60 minutos, Payá ampliou a vantagem para os campeões de Espanha, garantindo assim a passagem ao encontro decisivo. Um triunfo falso, injusto, o qual não traduziu o que se passou em campo, conforme traduziu no dia seguinte a imprensa gaulesa. Quanto a Matateu, foi elevado à categoria de herói, de grande estrela do jogo, de tal maneira que o jornal Le Figaro escrevia no dia seguinte que: “Os portugueses tiveram um grande jogador: Matateu, sólido de pernas e senhor de assombrosa agilidade”. Já a revista Miroir Sprint dizia que “Di Stéfano perdeu o sorriso devido ao negro Matateu”. A estrela argentina havia sido eclipsada pelo grande Matateu. 
 
Milan e Stade Reims lutam
pela presença na final
No outro duelo da meia-final houve a necessidade de se realizarem dois prolongamentos para apurar o outro finalista, sendo que ao minuto 148 o Stade Reims de Raymond Kopa e do mestre da tática Albert Batteux fez o 3-2 final com que afastou o Milan do jogo decisivo.
E na partida de apuramentos dos terceiros e quarto lugares o futebol harmonioso do Belenenses voltou a pairar sobre o relvado do Parque dos Princípes diante dos milanistas. Os portugueses jogaram melhor, dominaram, mas... era o Milan que marcava. Aos 16 minutos os italianos abrem o marcador, mas pouco depois o árbitro anula mal um golo aos belenenses, de nada valendo os protestos destes. Aliás, queixas em relação à arbitragem o Belenenses teve de sobra, sobretudo no jogo diante do Real Madrid, onde o juiz fez vista grossa à violência dos madrilenos sobre os lusos. Mas voltando à partida ante os italianos, aos 75 minutos estes aumentam a vantagem, mas volvidos apenas dois minutos aparece o génio de Matateu, que um pouco combalido devido às violentas entradas que havia sofrido na véspera realizou uma exibição um pouco mais contida em relação ao jogo com os espanhóis. Mesmo assim foi aplaudido entusiasticamente pelo público parisiense, sobretudo após o magistral passe que fez a Dimas para este reduzir a desvantagem. Porém, aos 83 minutos o Milan sentenciou o jogo com o 3-1 final, mais um resultado injusto para aquilo o que se verificou no relvado, onde os portugueses foram nitidamente melhores. O último lugar da classificação esteve longe de refletir o que os azuis do Restelo fizeram em campo, muito longe.
Capitães do Stade Reims e do Real Madrid
cumprimentam-se antes da final
No dia 26 de junho Real Madrid e Stade Reims subiram ao relvado da catedral do futebol francês para discutir o título. Héctor Rial seria a grande estrela da noite ao apontar os dois únicos golos do encontro – um em cada metade – a favor dos merengues que assim venciam a sua primeira Taça Latina. Este seria o primeiro encontro entre Real Madrid e Stade Reims no espaço de um ano, já que em 1956, naquele mesmo local, ambos os conjuntos voltariam a encontra-se numa final, desta feita na primeira edição da recém criada Taça dos Clubes Campeões Europeus (TCCE). Este seria na verdade o início de um reinado de sete anos consecutivos dos madrilenos na Europa do futebol, já que à Taça Latina de 1955 o clube presidido então por Don Santiago Bernabéu somou seis TCCE consecutivas até 1960! Foi obra!


Nomes e números:

Meias-finais

Recortes da imprensa a dar eco da epopeia do Belenenses e de Mateteu em Paris
Real Madrid (Espanha) – Belenenses (Portugal): 2-0
Stade Reims (França) – Milan (Itália): 3-2

Jogo de apuramentos dos 3º e 4º lugares

Milan (Itália) – Belenenses (Portugal): 3-1

Final

Real Madrid (Espanha) – Stade Reims (França): 2-0

Data: 26 de junho de 1955
Estádio: Parque dos Princípes, em Paris (França)
Árbitro: Joaquim Campos (Portugal)
Real Madrid: Juan Alonso, Joaquín Navarro, Joaquín Oliva, Ragel Lesmes, Miguel Muñóz, José María Zárraga, Luis Molowny, José Luis Pérez Payá, Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, e Francisco Gento. Treinador: José Villalonga.

Stade Reims: Paul Sinibaldi, Simon Zimny, Robert Jonquet, Raoul Giraudo, Armand Penverne, Robert Siatka, Michel Hidalgo, Léon Glovacki, Raymond Kopa, René Bliard, e Jean Templin. Treinador: AlbertBatteux.

Golos: 1-0 (Rial, aos 7m), 2-0 (Rial, aos 69m).
A equipa do Real Madrid que em 55 venceu a sua primeira Taça Latina

1956 e 1957: O eclipse da Taça Latina perante o brilho da recém-criada Taça dos Clubes Campeões Europeus

Na primeira meia-final o Milan bateu o Benfica...
A criação da Taça dos Campeões Europeus (TCE) por intermédio da UEFA na temporada de 1955/56 apressou a queda da Taça Latina. Os campeões nacionais do sul do Velho Continente depressa perceberam que a competição uefeira era bem mais atrativa e competitiva que a Taça Latina, uma prova restrita a quatro participantes, pouco competitiva, em contraposto com a TCE, um certame sonhado para todos os campeões nacionais da Europa, bem mais competitiva, como tal. O desinteresse pela Taça Latina verificou-se desde logo na edição de 1956, quando apenas dois dos quatro campeões nacionais dos países que integravam a competição criada em 1949 mostraram vontade em participar. Nice (França) e Athletic de Bilbao (Espanha) foram os dois campeões nacionais que aceitaram deslocar-se a Milão, a sede da sétima edição do certame. Quanto aos restantes envolvidos, o Benfica representou Portugal em substituição do campeão FC Porto que preferiu concentrar-se na competição da UEFA, ao passo que o Milan representou Itália, já que o campeão transalpino de 55/56, a Fiorentina, decidiu poupar forças para a TCE da época seguinte. 
 
... enquanto que na segunda os bascos do Athletic
despacharam os gauleses do Nice
No dia 29 de junho subiram ao relvado da Arena Civica as equipas do Benfica e do Milan, tendo o conjunto italiano sido muito superior ao português ao longo dos 90 minutos. Sob o olhar de 5000 espetadores o primeiro golo surgiu aos 18 minutos, por intermédio de Mariani, após cruzamento de Frignani. A cinco minutos do intervalo o uruguaio Pepe Schiaffino – campeão do Mundo em 1950 – ampliou a vantagem perante a apatia dos lisboetas. Mário Coluna ainda reduziu a desvantagem pouco depois do início do segundo tempo, mas aquela era uma tarde em que futebol ofensivo do Milan haveria de dar mais frutos. Schiaffino voltou a fazer o gosto ao pé aos 12 minutos, para cinco minutos volvidos Caiado dar uma nova esperança ao Benfica após bater pela segunda vez o guardião Buffon. À passagem da meia hora da etapa complementar Bagnoli fez o 4-2 final que apurou os transaplinos para o encontro decisivo. Na outra meia final o Athletic despachou o Nice por duas bolas a zero.
A franceses e portugueses não restou outra alternativa senão lutar pelo último lugar do pódio, tendo havido a necessidade de se jogar um prolongamento de 30 minutos, já que no final do tempo regulamentar o marcador indicava um teimoso empate a zero bolas. No tempo extra a sorte sorrido aos lisboetas que na sequência de golos de Cavém e José Águas levaram para casa o terceiro lugar. 
 
Fase da final de 1956 entre milanistas e bascos
A final, disputada a 3 de julho foi resolvida nos últimos 10 minutos de jogo, isto porque até então o resultado era de 1-1, sendo que Bagnoli deu vantagem ao Milan aos 21 minutos e Artexte empatou aos 50. Aos 80 Dal Monte desfez o empate, facto que galvanizou ainda mais os italianos que a dois minutos do fim deram a última machadada nas aspirações dos bascos na sequência de um golo de Schiaffino que selou o triunfo milanista. Cinco anos depois a Taça Latina estava de regresso a Itália.
No ano seguinte a prova teve a sua derradeira aparição no calendário internacional. E se Madrid teve a honra de abrir as cerimónias ao receber a primeira edição da Taça Latina em 1957 teve a missão de dizer adeus à competição. Para a despedida a capital espanhola recebeu os quatro campeões nacionais dos países que deram vida à Taça Latina, nomeadamente, o Real Madrid (Espanha), o Milan (Itália), o Benfica (Portugal), e o Saint-Étienne (França). A final jogou-se entre as duas equipas ibéricas, tendo um lance genial do... génio Alfredo Di Stéfano decidido a contenda a favor dos madrilenos, que juntavam a Taça Latina à TCE conquistada nesse ano de 1957. E assim caia o pano sobre uma competição que apesar de ter tido vida curta conheceu múltiplos momentos de magia futebolística.

Nomes e números (edição de 1956):

Meias-finais

Milan (Itália) – Benfica (Portugal): 4-2
Athletic Bilbao (Espanha) – Nice (França): 2-0

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Benfica (Portugal) – Nice (França): 2-1

Final

Milan (Itália) – Athletic Bilbao (Espanha): 3-1

Data: 3 de julho de 1956
Estádio: Arena Civica, em Milão (Itália)
Árbitro: Maurice Guigue (França)

Milan: Lorenzo Buffon, Eros Fassetta, Francesco Zagatti, Nils Liedholm, Cesare Maldini, Luigi Radice, Amos Mariani, Osvaldo Bagnoli, Giorgio Dal Monte, Juan Alberto Schiaffino, e Amleto Frignani. Treinador: Héctor Puricelli.

Athletic Bilbao: Carmelo Cedrún, José Orúe, Trapeo, Mauri Ugartemendia, Jesús Garay, José María Maguregui, José Artetxe, Felix Markaida, Eneko Arieta, Ignacio Uribe, e Piru Gaínza. Treinador: Ferdinand Daucík.

Golos: 1-0 (Bagnoli, ao 21m), 1-1 (Artexte, aos 50m), 2-1 (Dal Monte, aos 80m), 3-1 (Schiaffino, aos 88m).
O onze do Milan que venceu o Athletic de Bilbao na final de 1956

Nomes e números (edição de 1957):

Meias-finais

Benfica (Portugal) – Saint-Étienne (França): 1-0
Real Madrid (Espanha) – Milan (Itália): 5-1

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares

Milan (Itália) – Saint-Étienne (França): 4-3
Final

Real Madrid (Espanha) – Benfica (Portugal): 1-0

Data: 23 de junho de 1957
Estádio: Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Marcel Lequesne (França)

Real Madrid: Juan Alonso, Manuel Torres, Marquitos, Rafael Lesmes, Miguel Muñóz, Antonio Ruiz Cervilla, Joseito, Raymond Kopa, Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, e Francisco Gento. Treinador: José Villalonga.

Benfica: José Bastos, Francisco Calado, Manuel Francisco Serra, Ângelo, Zézinho, Alfredo, Francisco Palmeiro, Mário Coluna, José Águas, Salvador Martins, e Domiciano Cavém. Treinador: Otto Glória.

Golo: 1-0 (Di Stéfano, aos 50m).
Real Madrid posa para a eternidade com a última Taça Latina da história

quarta-feira, setembro 21, 2011

Momentos altos da vida... da Selecção Nacional de Portugal

JOGOS OLÍMPICOS/AMESTERDÃO 1928: A primeira grande aparição da Selecção Nacional de Portugal numa grande competição planetária deu-se em 1928. E fê-lo nos Jogos Olímpicos de Amesterdão (Holanda). Dizer que na época o torneio olímpico de futebol era a maior competição futebolística do Mundo, a qual de quatro em quatro anos juntava as melhores selecções do globo. Isto porque nem o Campeonato do Mundo nem o Campeonato da Europa haviam visto a luz do dia. Vencer os Jogos Olímpicos era o equivalente a vencer um Mundial nos dias de hoje. Daí para ver a importância dada por todo o país à participação lusitana nas olimpiadas de 1928. Chegados a Amesterdão os estreantes portugueses tiveram de ultrapassar uma fase pré-eliminar diante do Chile. Um encontro que não começou nada bem para Portugal, que muito cedo já perdia por 0-2. No entanto, a garra lusa viria ao de cima ainda antes do final da 1ª parte, tendo Vítor Silva e Pepe feito os golos que dariam o empate com que se atingiu o intervalo. Np 2º tempo Portugal continua a brilhar, e o mesmo Pepe e Waldemar Mota fariam mais dois golos que colocariam o resultado final em 4-2 e garantiam o pauramento da selecção para a fase seguinte. Aí o adversário daria pelo nome de Jugoslávia. Duelo esse que chegaria ao fim com mais uma vitória lusa, desta feita por 2-1, com golos de Vítor Silva e de Augusto Silva. A partir daqui o sonho instalou-se na comitiva portuguesa e no povo que ansiosamente lotava as praças das grandes cidades para conseguir apurar os resultados da selecção. Nos quartos-de-final calhou em sorte - ou azar como se viria a confirmar mais tarde - o Egipto. Africanos que dominariam este jogo, o qual terminaria com um triunfo dos egípcios por 2-1, tendo o tento português sido da autoria de Vítor Silva. Apesar de eliminada esta selecção nacional portuguesa jamais será esquecida, pois foi a primeira a levar a uma grande competição mundial a nossa bandeira. Nomes como Vítor Silva, Jorge Vieira, Waldemar Mota, Carlos Alves (o "luvas pretas", tio de João Alves), e o "imortal" Pepe ficarão para sempre gravados a letras de ouro na história do futebol lusitano.CAMPEONATO DO MUNDO/INGLATERRA 1966: É provavelmente a maior epopeia protagonizada por uma selecção nacional numa fase final de uma grande competição futebolística. Poucos são hoje - mesmo os que não eram nascidos na época - que não conhecem a saga dos Magriços de 66, como assim ficou conhecida a maior equipa das quinas de todos os tempos. Pela primeira vez a participar num Mundial Portugal enfrentou a experiente Hungria no seu jogo de estreia, tendo vencido por 3-1, com golos de José Augusto (2) e José Torres. No encontro seguinte nova vitória, desta feita ante a Bulgária, por 3-0, com tentos de Eusébio, José Torres e um auto-golo de Vutsov. Com estes dois resultados os Magriços estavam já apurados, de forma surpreendente para quem inicialmente nada dava por eles, para a fase seguinte. No derradeiro jogo do grupo Portugal enfrentou a selecção mais popular e poderosa do Mundo: o Brasil. Contrariando todas as previsões os bravos portugueses fariam mais uma exibição de luxo e ridicularizaram o Brasil do "rei" Pelé por 3-1, com dois golos de Eusébio e outro de Simões. E nos quartos-de-final veio talvez o jogos mais emotivo de sempre numa fase final de um Mundial: o Portugal - Coreia do Norte. Uma reviravolta impossível de 0-3 para 5-3 conferiu aos portugueses o estatuto de grande surpresa e revelação do torneio. E a Eusébio - que ante os coreanos apontou quatro golos (!) - o título de grande estrela do Mundial de 66. O sonho dos comandados do técnico brasileiro Otto Glória terminou de forma inglória na catedral de Wembley ante a selecção da casa. Inglaterra que venceria então por 2-1 os portugueses e avançavam assim para a grande final. Eusébio marcaria o tento de honra da selecção nesse encontro. A aventura nacional no certame terminaria com a conquista do 3º lugar, após uma vitória ante a ex-União Soviética por 2-1 no relvado sagrado de Wembley na sequência de golos de Eusébio - que para além de estrela-mor do torneio sagrou-se igualmente o melhor marcador. com 9 golos - e José Torres. Por mais anos que passem a nação lusitana jamais esquecerá nomes como Coluna, Simões, Hilário, José Pereira, José Augusto, José Torres e claro está o lendário Eusébio da Silva Ferreira.CAMPEONATO DA EUROPA/FRANÇA 1984: 20 anos depois da saga dos Magriços de 66 Portugal voltava a entrar na alta roda do futebol internacional, desta feita para marcar presença no Europeu de 84. Em França os portugueses brilhariam a grande altura, patenteando grandes exibicões que encantaram a Europa e o Mundo... pois em 1984 o Campeonato da Europa despertava já atenções no Mundo inteiro. Na sua estreia em Europeus Portugal enfrentou os detentores do título continental, a Alemanha Ocidental. Contra todas as previsões - a grande maioria dos teóricos do futebol dava uma vitória fácil para os alemães - a partida terminou empatada a zero! Um pontinho para os "Patrícios", como ficou conhecido o combinado nacional que esteve em França. No jogo seguinte novo empate, desta feita ante a vizinha e nãomenos poderosa Espanha, tendo o golo português, ou melhor, o golaço, sido apontado por Sousa. No jogo do tudo ou nada Portugal bateu a Roménia por 1-0 - golo de Néné - e avançava de forma surpreendente para as meias-finais da prova. Ai esbarrou com a equipa da casa, a forte França liderada pelo mago Platini. Portugal não se amedrontou, e em Marselha fez um jogo memorável, encontrando-se mesmo a poucos minutos do final a vencer por 2-1 (golos de Jordão). No entanto, o azar e a elevada qualidade técnica dos franceses virariam o jogo para um 2-3 final, afastando mais uma vez os portugueses de marcarem presença no jogo mais desejado do torneio. Mesmo assim ficámos com o 3º lugar, um resultado excelente. Gomes, Bento, Álvaro, João Pinto, Carlos Manuel, Sousa, Jordão, e o genial Chalana - eleito posteriormente para o onze tipo desse célebre Europeu - entraram a partir desse momento para o "Olimpo" do futebol de Portugal.CAMPEONATO DO MUNDO/MÉXICO 1986: Foi quiçá o momento mais embaraçoso do futebol português além fronteiras em termos de selecção. Divergências entre jogadores e dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol no que concerne a prémios de jogo e outras questões burocráticas fizeram desta uma pobre participação numa fase final. A qualidade do Europeu 84 continuava lá, e a esta juntava-se ainda a estrela-emergente de um jovem de nome Paulo Futre que vinha asssim conferir mais poder à turma nacional. Contudo, nenhuma dessa qualidade foi aproveitada e Portugal saiu pela porta pequena do Mundial ainda na 1ª fase. Mesmo assim começou da melhor maneira. Digamos que foi uma pequena vingança sobre a Inglaterra. Um golo de Carlos Manuel selava um triunfo por 1-0 no jogo de estreia. Estava assim vingada a derrota do Mundial 66 diante dos súbitos de Sua Majestade. Mas a vergonha ainda estava para chegar para as cores nacionais, pois após a derrota com a Polónia (0-1) veio o desaire escandaloso ante Marrocos por 1-3 (golo português a ser aponato por Diamantino). O Mundial acabava da pior maneira para os "infantes" (assim ficou conhecido o grupo que esteve no México 86) seleccionados pelo "magriço de 66" José Torres. Mau de mais para ser verdade... 
CAMPEONATO DO MUNDO DE SUB-20/ARÁBIA SAUDITA 1989: Depois da vergonhosa campanha do México e dos apuramentos falhados para o Europeu 88 e o Mundial 90 era urgente repensar o futebol nacional. E porque não fazê-lo desde a sua base, isto é, desde os escalões jovens. E assim foi. Contratado um promissor treinador para coordenar todo o futebol jovem português, de nome Carlos Queirós, Portugal conheceu em 1989 o primeiro grande triunfo internacional da sua história, mesmo não sendo esta uma vitória ao nível do escalão sénior. Falamos do título Mundial conquistado na Arábia Saudita, no Mundial de Sub-20 ali realizado nesse ano. Os jovens portugueses venceriam na final, realizada no majestoso King Fahad Stadium, em Ryade, a Nigéria por 2-0, tornando-se desta forma CAMPEÕES DO MUNDO. O país saiu às ruas para festejar efusivamente esta conquista. Estavam assim lançadas as sementes para aquela que viria a tornar-se a Geração de Ouro do futebol português. A geração de Figo, Rui Costa, João Vieira Pinto, Fernando Couto, Paulo Sousa e de tantos, tantos outros que nos anos seguintes dariam tantas alegrias ao nosso povo. Da equipa campeão do Mundo em 89 destacam-se os jogadores João Vieira Pinto, Fernando Couto, Paulo Sousa, Bizarro, Tozé, Abel Silva, Hélio, Paulo Alves, Paulo Madeira, ou Folha.CAMPEONATO DO MUNDO DE SUB-20/PORTUGAL 1991: Mais um momento de ouro para o futebol jovem de Portugal. A FIFA concederia ao nosso país a honra de organizar o Mundial de sub-20 de 1991. Responsabilidade enorme, não só porque organizar um evento destes, aos olhos de todo o Mundo, é uma tarefa árdua, mas sobretudo porque teríamos de defender o título conquistado dois anos antes. E o país, e a selecção, responderam afirmativamente a este desafio. Não só organizamos um grande torneio sob todos os aspectos como acima de tudo sagramo-nos BI-CAMPEÕES DO MUNDO. A "Geração de Ouro" dava mais uma prova do seu valor e o país chorou de alegria na hora de comemorar. No dia da final, entre Portugal e Brasil, o antigo Estádio da Luz registou uma das suas maiores enchentes: 120 mil pessoas!!! 120 mil almas gritaram de alegria após uma sofrida vitória nas grandes penalidades sobre o país irmão: 4-2 (0-0 após prolongamento). Jogadores como Figo, Rui Costa, Peixe, Capucho, Toni, Jorge Costa, ou Paulo Torres saltariam para a grande montra do futebol mundial a partir deste dia.CAMPEONATO DA EUROPA/INGLATERRA 1996: 30 anos depois de ali ter brilhado no Mundial de 1966 Portugal voltava a pisar solo inglês. Desta vez para disputar o Europeu de 1996. Levando na bagagem um misto de experiência e juventude, isto é, a experiência de jogadores mais velhos como Oceano, Rui Correia, Vítor Paneira, Domingos, ou Jorge Cadete, aliada à frescura da "Geração de Ouro" traduzida nos nomes de Figo, Rui Costa, Fernando Couto, João Viera Pinto, Paulo Sousa e Vítor Baía, Portugal - orientado por António Oliveira - seria uma das boas selecções deste torneio. Terminaria a 1ª fase em 1º lugar do seu grupo, após um empate a um golo no jogo inaugural ante a campeã da Europa em título, a Dinamarca, com um golo de outro jovem talento emergente na altura, Sá Pinto; uma vitória por 1-0 ante a Turquia (golo de Fernando Couto); e uma goleada ante a Croácia por 3-0 (tentos de Domingos, Figo e João Vieira Pinto). Os críticos não desdenharam em apontar a turma nacional como a que melhor futebol havia praticado em toda a 1ª fase, tornando-a como tal numa das favoritas à conquista do "caneco". Em má hora o fizeram, pois nos quartos-de-final os frios e calculistas checos e uma desatenção da defesa portuguesa e do seu guarda-redes permitiu a Karel Poborsky marcar quiçá o golo mais genial da sua carreira: à entrada da pequena área aplicou um belo chapéu a Vítor Baía. Os portugueses perderam por 0-1 e diziam adeus ao Europeu que muitos diziam estar a destinado a eles.CAMPEONATO DA EUROPA/BÉLGICA-HOLANDA 2000: Com a "Geração de Ouro" no auge, jogadores como Figo, Rui Costa, ou Fernando Couto actuavam nas melhores equipas da Europa e eram colocados na prateleira dos melhores do Mundo, a juntar a eles notáveis como Vítor Baía - que já havia sido eleito o melhor guarda-redes da Europa -, Jorge Costa, Rui Jorge, Dimas, Paulo Bento, e os novatos (em termos de selecção) Nuno Gomes, Pauleta - que se viria a tornar mais tarde como o melhor marcador de sempre da selecção nacional -, ou Sérgio Conceição o combinado escolhido pelo seleccionador Humberto Coelho encantou uma vez mais o planeta do futebol. Exibições de gala, golos de belo efeito culminaram com 3 vitórias inquestionáveis na fase de grupos, duas delas perante selecções do "outro Mundo". No primeiro jogo assistiu-se a uma reviravolta que fez de certa forma lembrar o jogo de 66 com a Coreia do Norte, sendo que aqui Portugal perdia desde muito cedo com a Inglaterra por 0-2. Foi então que a classe de Figo e companhia veio ao de cima, tendo o mago que na altura actuava no campeonato espanhol apontado um golo fenomenal. Após uma arrancada do seu meio campo bate o inglês Seaman com um remate magistral fora da área. Um golo que correu o Mundo e que ainda hoje é recordado. João Vieira Pinto fez o 2-2 e já na 2ª parte Nuno Gomes faria o 3-2 final. Que grande vitória! No segundo encontro triunfo por 1-0 sobre a Roménia (golo de Costinha) e apuramento alcançado para a fase seguinte. No derradeiro jogo da fase de grupos Humberto Coelho jogou com as reservas e mesmo assim não deixou de humilhar a pobre Alemanha por 3-0 na "banheira" de Roterdão com três golos do talentoso Sérgio Conceição. Nos quartos-de-final nova vitória, desta feita diante da Turquia, por 2-0, com bis de Nuno Gomes. Nas meias-finais o reencontro com um velho inimigo dos relvados, a França, desta feita sem Platini, mas com outra super-estrela chamada Zidane. A revelação Nuno Gomes ainda colocou Portugal na frente mas depois de conseguir o empate a França viria a alcançar a passagem à final já no prolongamento num lance infeliz de Abel Xavier que meteu a mão na bola dentro da área. De nada valeram os duros protestos dos jogadores nacionais, pois Zidane converteria a penalidade e colocava a França (campeã do Mundo em título na altura) na final. Foi pena, pois esta geração merecia bem mais do que o 3º lugar do Euro 2000.CAMPEONATO DO MUNDO/COREIA DO SUL-JAPÃO 2002: Sob o comando de António Oliveira Portugal voltava a marcar em 2002 presença na fase final de um Mundial. E apetece dizer que depois da vergonha do México 86 veio a vergonha do Coreia/Japão 2002. Tidos como um dos candidatos ao título mundial a par de Brasil, Alemanha, Itália, ou Argentina, os portugueses desiludiram e muito e mais do que isso mostraram uma falta de fair-play enorme, envergonhando uma nação inteira. E o desastre começou no primeiro jogo perante os Estados Unidos da América... que ainda antes da meia hora de jogo já esmagavam Portugal por 3-0!!! Um golo de Beto e um auto-golo de um defensor norte-americano não chegaram para afastar a ideia de escândalo. No jogo seguinte a selecção de Oliveira ainda daria um ar de sua graça na sequência de uma goleada aplicada à Polónia por 4-0, com três golos de Pauleta e outro de Rui Costa. Mas foi sol de pouca dura. No jogo decisivo diante da equipa da casa, a Coreia do Sul, a equipa das quinas é derrotada por 0-1 e afastada do Mundial. Pior do que isso seria a indisciplina dos jogadores nacionais, com João Vieira Pinto (JVP) a agredir mesmo o árbitro do encontro. Após este Mundial uma nova revolução na selecção nacional iria surgir com a chegada do treinador brasileiro Luís Felipe Scolari. Jogadores outrora importantes como JVP, Paulo Bento, Pedro Barbosa, Vítor Baía, ou Jorge Costa não mais voltariam a vestir a camisola das quinas.CAMPEONATO DA EUROPA/PORTUGAL 2004: Scolari trouxe uma lufada de ar fresco à selecção. Trouxe disciplina, rigor e acima de tudo humildade.... coisa que havia faltado em 2002. O país engalanou-se para receber o Euro 2004, novos estádios foram construídos para acolher o certame, o povo vestiu-se com as cores nacionais, colocou bandeiras nas janelas, viveu-se uma alegria nunca antes vivida. Scolari reuniu um bom naipe de jogadores, aos veteranos Figo, Rui Costa, Fernando Couto, Pauleta e Rui Jorge juntou a juventude e qualidade de Ricardo Carvalho, Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo, Nuno Valente, do luso-brasileiro Deco e de um tal menino prodígio de nome Cristiano Ronaldo. As coisas não começaram bem, com uma derrota no Estádio do Dragão (Porto) ante a Grécia por 1-2, com o golo lusitano a ser apontado por Cristiano Ronaldo. No jogo seguinte, com a Rússia, Scolari colocou em campo a massa humana do FC Porto - que nesse mesmo ano tinha sido Campeão da Europa - composta por Deco, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Costinha, Maniche e Ricardo Carvalho em detrimento de Fernando Couto, Rui Jorge ou Rui Costa. A aposta foi ganha e o jogo também: 2-0 aos russos na Luz com golos de Maniche e Rui Costa (entrado na 2ª parte). No jogo decisivo do grupo mais uma prova de união e querer entre os jogadores nacionais, tendo a Espanha pago as favas em Alvalade ao ser derrotada por 1-0 com um golo de Nuno Gomes. Chegados aos quartos-de-final Portugal encontrou a velha conhecida Inglaterra, a qual viria mais uma vez a sofrer aos pés dos bravos lusitanos. Após um empate a dois dolos no final do prolongamento (os tentos nacionais foram da autoria de Postiga e Rui Costa), a selecção venceria (na Luz) os britânicos nas grande penalidades por 6-5, com o guardião Ricardo a defender o último penalty sem luvas! Nas meias-finais (em Alvalade) outra potência da bola tombou aos pés dos portugueses, a Holanda. 2-1, com golos de Cristiano Ronaldo e Maniche colocaram Portugal pela primeira vez numa grande final de um certame de calibre mundial. A oportunidade da "Geração de Ouro", ou parte dela, ganhar algo era única. Pela frente os portugueses tinham a Grécia, a tal equipa que no início da prova pregou aquela pequena partida ao vencer no Dragão. Pois bem, o nosso Europeu acabou como começou: com a vitória grega, desta feita por 1-0. O país chorou dias a fio...CAMPEONATO DO MUNDO/ALEMANHA 2006: O grupo de 2004 manteve-se na sua grande maioria para participar na aventura do Mundial de 2006. "O Brasil da Europa", como Portugal se tornou conhecido nos meandros do futebol mundial, passaria sem problemas a primeira fase da prova, com três vitória tranquilas que demonstravam mais do que a sua superioridade face aos adversários encontrados a qualidade do seu jogo. Angola, por 1-0 no primeiro jogo (golo de Pauleta), Irão, por 2-0 no segundo (golos de Deco e Cristiano Ronaldo), e finalmente no terceiro encontro 2-1 ao México (tento de Simão e Maniche) foram o cartão de visita luso na fase inicial do torneio. Nos oitavos-de-final caiu a Holanda com um tento solitário de Maniche. Na eliminatória seguinte de novo a Inglaterra, ansiosa por uma vingança sobre o combinado luso. Mas pouca sorte tiveram, chegados às grandes penalidades (após um 0-0 no prolongamento) tiveram a mesma sorte, ou azar neste caso, que em 2004 e perderiam por 3-1. Como em 66 Portugal voltava a marcar presença nas meias-finais de um Mundial e não havia um único português que na altura não sonhasse com a taça nas mãos do capitão Luís Figo. Pura ilusão. Se Portugal ao longo da história se havia tornado já no carrasco da Inglaterra em fases finais de Mundiais e Europeus (vitórias nos Euros de 2000, 2004, e nos Mundiais de 1986 e 2006, contra apenas uma derrota no Mundial de 1966) a França - adversária nas meias-finais deste Mundial - sagrava-se por natureza a nossa carrasca. Um golo de Zidane tirou Portugal da final de Berlim, e depopis do Euro 84 e do Euro 2000 a França voltava - numa meia-final - a afastar Portugal de atingir o sonho. Em Estugarda a selecção de Scolari jogava pelo orgulho e pela medalha de bronze, para deste modo igualar o feito dos Magriços em 66 mas em vão, pois a equipa da casa, Alemanha, venceria por 3-1 (golo luso foi de Nuno Gomes) e ficava com o 3º lugar do seu Mundial.CAMPEONATO DA EUROPA/SUÍÇA-ÁUSTRIA 2008: Já sem Luís Figo (que entretanto havia abandonado a selecção após o Mundial 2006) a batuta da equipa da quinas foi entregue ao "maestro" Cristiano Ronaldo. Sobre os seus ombros o atleta eleito no final de 2008 como o Melhor Jogador do Mundo tinha a responsabilidade de conduzir Portugal o mais longe possível... e o mais longe era na mente dos portugueses: serem campeões. Com o grupo reforçado com jogadores da craveira de Bruno Alves, Raúl Meireles, o luso-brasileiro Pepe, Bosingwa, Nani, Quaresma, e o incansável "todo-o-tereno" João Moutinho Portugal começou da melhor maneira a sua participação com um triunfo por 2-0 sobre a Turquia, com golos de Pepe e de Raúl Meireles. No jogo seguinte foi carimbado o passaporte para a fase seguinte na sequência de uma vitória sobre a República Checa por 3-1 - golos de Cristiano Ronaldo, Quaresma e Deco -, estando assim vingada a derrota no Euro 96... No derradeiro jogo derrota com uma das selecções anfitriãs, a Suíça, por 0-2. Após este jogo a "bomba" rebentou: Scolari anunciava que após o Euro 08 deixaria a selecção para aceitar um convite dos milionários do Chelsea. Os jogadores acusaram o desnorte pela notícia que os apanhou de surpresa, de certa forma, e perderiam nos quartos-de-final diante da Alemanha por 2-3, com os golos nacionais a pertencerem a Nuno Gomes (que desta forma se tornava no melhor marcador português em fases finais de Europeus: 4 golos no Euro 00, 1 no Euro 04, e outro no Euro 08) e Postiga. O sonho de conquistar algo grande no futebol sénior ficava mais uma vez adiado.CAMPEONATO DO MUNDO/ÁFRICA DO SUL 2010: Apesar de uma fase de qualificação bastante sofrida, com o apuramento a ser conseguido apenas num play-off com a Bósnia, as espectativas da nação lusitana em torno da sua selecção estava em alta nas vésperas do África do Sul 2010. Em relação à última presença numa fase final de uma grande competição, vulgo o Euro 2008, Portugal apresentou-se no primeiro Mundial realizado em solo africano com muitas caras novas, desde logo a do seleccionador nacional, Carlos Queiróz regressava à turma das quinas para render o "sargentão" Scolari que tão bons resultados havia conseguido com a nossa selecção. A fasquia estava alta para Queiróz, o qual não se intimidou com o desafio que tinha pela frente e à partida para África prometeu o céu à nação. O mesmo era dizer que o objectivo era igualar ou fazer melhor que em 2006, ou seja, chegar às meias-finais ou à final... Mas para lá chegar era preciso superar o "grupo da morte" deste Mundial, o qual era composto pelo gigante Brasil, pela sempre perigosa potência do futebol africano Costa do Marfim, e pelo "bombo da festa" chamado Coreia do Norte. Na estreia ante os africanos um jogo demasiado cauteloso de parte a parte acabou num pobre 0-0: Portugal não havia começado bem, longe disso, mas um ponto na estreia deixava ainda tudo em aberto para o que restava jogar. Seguiu-se o reencontro com a Coreia do Norte, país que em 1966 protagonizou com a selecção lusa um dos mais célebres encontros de futebol em fases finais de Campeonatos do Mundo, o tal do 5-3, com os quatro golos de Eusébio. Pois bem, em 2010 este duelo ficou novamente gravado nos anais da história dos Mundiais graças à goleada que Portugal aplicou aos frágeis asiáticos: 7-0! É verdade, 7-0, números que já não se usam nos dias de hoje, tendo os golos lusos sido da autoria de Tiago (2), Cristiano Ronaldo, Meireles, Simão, Liedson, e Hugo Almeida. A nação entrou novamente em euforia e o senhor que se seguia era o todo poderoso Brasil. Um empate bastava para os dois países irmãos se qualificarem para a fase seguinte... e assim foi. Mais um 0-0, aliás um pobre 0-0 deu o passaporte para os oitavos a ambos. E nos oitavos-de-final Portugal diria adeus ao Mundial após uma derrota mínima por 0-1 com aquela que haveria de se tornar na nova Campeã do Mundo, a Espanha. Uma derrota aceitável, já que os pupilos de Queiróz pouco ou nada fizeram para seguir em frente. No fundo a participação lusitana no África do Sul 2010 deixou algo a desejar, ficou no ar a sensação que com a qualidade de jogadores como Cristiano Ronaldo, Deco, Simão, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Raul Meireles, Pepe, ou Liedson muito mais além se poderia ter ido. Mas qualidade individual só não chega, pois humildade, espírito de grupo, e ambição são ingredientes fundamentais para se vencer em alta competição... e Portugal mais uma vez falhou neste capítulo. E a nação lusitana suspirava por... Scolari.
*CAMPEONATO DA EUROPA/POLÓNIA-UCRÂNIA 2012: A nau lusitana navegou em águas encrespadas no início da fase de qualificação para o Euro 2012 sob o comando de Carlos Queiróz. Um empate caseiro diante do modesto Chipre e uma derrota na gélida Noruega fizeram soar o alerta nas hostes portugueses que de imediato pediram a "cabeça" do homem que em 89 e 91 conduziu os sub-20 portugueses ao título mundial. A juntar às vozes de contestação do povo juntaram-se a de alguns jogadores influentes no combinado luso, que mais uma vez mostravam o seu descontentamento para com o trabalho de Queiróz. Os dirigentes federativos não tiveram outro remédio senão despedir o técnico que havia levado a seleção ao Mundial de África do Sul. Necessitava-se então de um "bombeiro" que pudesse ainda salvar Portugal de uma não qualificação para o Europeu, e a escolha recaiu sobre Paulo Bento, jovem técnico que havia realizado um trabalho de reconhecido mérito à frente do Sporting. Com um ou outro percalço pelo caminho, há boa moda portuguesa, claro está, o que é certo é que Bento conduziu Portugal a uma qualificação mais ao menos... tranquila. Para garantir o passaporte para a Polónia e a Ucrânia no verão de 2012 a seleção das quinas teve de passar por um play-off diante da velha conhecida Bósnia, que sucombiu aos pés de Ronaldo e companhia na sequência de uma pesada derrota - no Estádio da Luz - por 2-6, isto depois de na 1ª mão - realizada em solo bósnio - o reencontro entre as duas seleções - dois anos depois do play-off de acesso ao Mundial 2010 - ter terminado empatado a zero. Com algum sofrimento à mistura Portugal estava de novo na fase final de um Campeonato da Europa. E como sempre vinha acontecendo nas últimas participações lusas em fases finais de grandes competições a fasquia em torno da equipa das quinas era bem alta. Jogadores de qualidade abundavam, o treinador havia conseguido trazer tranquilidade e união ao grupo, e como tal não havia um português que não colocasse Portugal entre os favoritos à vitória. Contudo, os jogos de preparação antes da fase final diriam o contrário. A seleção não se encontrava, jogava mal, perdia, e as grandes estrelas como Cristiano Ronaldo pareciam ter entrado de férias de forma antecipada. O entusiasmo da nação arrefeceu, e ficou ainda mais frio depois de no jogo de estreia no Euro 2012 Portugal ter perdido em Lviv com a Alemanha por 0-1, mesmo não tendo realizado uma má exibição, antes pelo contrário. Para o segundo jogo do grupo, ante a Dinamarca, também em Lviv, os lusos deram o tudo por tudo para dar uma alegria a um país que vivia dias de angústia provocados por uma aguda crise económica. Com uma exibição bem conseguida os selecionados de Paulo Bento vencem os duros dinamarqueses por 3-2, com golos de Pepe, Postiga (que assim marcava em 3 fases finais consecutivas de Europeus, igualando o registo de Nuno Gomes), e de Silvestre Varela. Porém, Cristiano Ronaldo continuava... ausente! Mas por pouco tempo. O astro do Real Madrid calou todos os seus críticos no jogo seguinte, o decisivo duelo com uma Holanda, que no início da competição era apontada como umas das grandes favoritas ao título, mas com duas derrotas nos dois primeiros jogos daquele que foi considerado como o "grupo da morte" deste Europeu se tornou na grande desilusão da prova. Com uma exibição de luxo Cristiano Ronaldo conduziu Portugal a uma vitória incontestável por 2-1 - apontando os 2 tentos lusos -, garantindo a qualificação para a fase seguinte, e mais do que isso voltava a fazer acreditar que era possível Portugal chegar... ao título.
Com esta passagem Portugal tornava-se na seleção que mais vezes havia ultrapassado a fase de grupos em fases finais de Euros, 5 no total, sendo elas 1996, 2000, 2004, 2008, e agora 2012. Os portugueses faziam história!
E nos quartos-de-final, realizados em solo polaco (Varsóvia), os portugueses dominaram por completo uma República Checa que mais não fez do que defender, de modo a tentar retardar aquilo o que com o decorrer do jogo era mais do que inevitável: o golo português. Momento de felicidade que chegou já bem perto do final, e mais uma vez interpretado com mestria pelo mago Cristiano Ronaldo, que com os 2 golos ante a Holanda tornava-se - a par de Nuno Gomes - no melhor marcador português em fases finais dos Europeus. 1-0, vitória justa da melhor equipa em campo, e as meias finais eram uma realidade. Mas tal como 2 anos antes a euforia lusitana foi travada por aquela que era indiscutivelmente a melhor seleção do Mundo, a Espanha, campeã europeia em título - além de campeã mundial -. Os portugueses foram bravos no duelo ante os poderosos vizinhos. Anulando com mestria as pedras bases da "roja" os pupilos de Paulo Bento seguraram o 0-0 até ao final do prolongamento, acabando por ver o sonho de estar presente na final de Kiev fugir-lhes na lotaria das grandes penalidades. "Injustiça, injustiça", gritou Ronaldo no final. E foi, pelo que fez neste Euro Portugal merecia a final, e quem sabe algo mais. Os Deuses do Futebol assim não o quiseram, mas para sempre serão recordadas as magníficas exibições de jogadores como Pepe, Fábio Coentrão, João Moutinho, Nani, e Cristiano Ronaldo. A festa final deste Euro 2012 viria a ser feita pela Espanha, que assim se tornava na primeira seleção do Mundo a conquistar 3 grandes provas internacionais consecutivas: Euro 2008, Mundial 2010, e Euro 2012.  (*Nota: texto escrito em julho de 2012)
*CAMPEONATO DO MUNDO/BRASIL 2014: Tudo correu mal à seleção nacional em terras de Vera Cruz no decorrer de mais uma aventura em Campeonatos do Mundo. Depois de uma qualificação sofrida - mais uma vez por via de um play-off - a equipa das quinas teve uma participação a todos os níveis dececionante, o que lhe valeu um amargo regresso a casa mais cedo do que o previsto. Afetados por uma misteriosa onda de lesões - Hugo Almeida, Fábio Coentrão, Hélder Postiga, e até mesmo o "melhor do Mundo", Cristiano Ronaldo, foram alguns dos exemplos de jogadores que não se apresentaram no Brasil nas melhores condições físicas - os portugueses foram humilhados logo no jogo de abertura do Grupo G pelos futuros campeões mundiais, a Alemanha, por 4-0! Perante isto, os pupilos de Paulo Bento estavam orbigados a vencer as duas partidas que restavam, ante os Estados Unidos da América e o Gana. Mas não. No encontro seguinte, na longínqua Amazónia, a seleção lusa sofreu a bom sofrer para... empatar com os norte-americanos a duas bolas. Nani e Silvestre Varela foram os autores dos golos. Com esta série negra de resultados só um milagre colocaria Portugal na fase seguinte da Copa. Milagre que passava por um triunfo sobre o Gana por uma chuva de golos, algo que não iria acontecer no relvado do Estádio Nacional, em Brasília. Uma curta vitória por 2-1, com golos de Cristiano Ronaldo e Boye (na própria baliza), colocou um ponto final numa fase final que esteve longe de deixar as melhores recordações a uma seleção que com nomes como Cristiano Ronaldo, Pepe, Bruno Alves, João Moutinho, Fábio Coentrão, ou Nani tinha obrigação de fazer muito melhor.(*Nota: texto escrito em julho de 2014)

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Memórias lusitanas (35)...

Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Época 1968/69

CAMPEÃO NACIONAL: SPORT LISBOA E BENFICA

CLASSIFICAÇÃO GERAL:


CLUBES-JOGOS-VITÓRIAS-EMPATES-DERROTAS-GM-GS-PONTOS

1º Benfica------26---16---7---3---49---17---39

2º FC Porto--------26---15---7---4---39---23---37

3º V. Guimarães---26---13---10---3---46---17---36

4º V. Setúbal------26---13---9---4---45---20---35

5º Sporting---------26---11---8---7---35---20---30

6º Académica------26---12---6---8---48---32---30

7º CUF---------------26---8---11---7---32---30---27

8º Belenenses------26---8---10---8---31---33---26

9º Varzim-------------26---7---8---11---32---49---22

10º U. Tomar--------26---7---7---12---27---47---21

11º Leixões-----------26---7---7---12---21---30---21

12º Braga--------------26---6---7---13---20---47---19

13º Atlético-----------26---5---2---19---26---49---11

14º Sanjoanense-----26---3---3---20---15---52---9

OS RESULTADOS DO CAMPEÃO:

FC PORTO: 0-0 / 0-1

V. GUIMARÃES: 0-0 / 0-2

V. SETÚBAL: 2-1 / 1-1

SPORTING: 0-0 / 0-0

ACADÉMICA: 3-2 / 2-0

CUF: 1-0 / 0-3

BELENENSES: 4-1 / 2-1

VARZIM: 3-1 / 1-1

U. TOMAR: 4-0 / 4-0

LEIXÕES: 4-0 / 0-0

BRAGA: 5-0 / 1-0

ATLÉTICO: 4-3 / 2-0

SANJOANENSE: 5-0 / 1-0

OS NOMES DOS CAMPEÕES NACIONAIS:

Humberto Coelho, Coluna, José Henrique, Simões, José Augusto, Eusébio, Jaime Graça, Toni, Torres, Jacinto, Cruz, Machado, Adolfo, Praia, Zeca, Abel, Malta da Silva, Humberto Fernandes, Nascimento, Nené, Cavém, Raul Águas, Manuel José, e Pavão. Treinador: Otto Glória

Mesmo com menos "poder de fogo" em relação à época anterior (menos 26 golos apontados) o Benfica voltava em 1969 a revalidar o ceptro de campeão de Portugal

Vídeos do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 68/69*
 FC PORTO - ACADÉMICA


Nota* Com a devida "vénia" aos detentores dos direitos dos mesmos

CAMPEÃO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO: BARREIRENSE
CAMPEÃO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO: UNIÃO DE LAMAS

Taça de Portugal, Época 1968/69

1ª Eliminatória


Marinhense - Gouveia: 1-0

Fafe - Oriental: 2-0

Guarda - Seixal: 1-0

Alhandra - Odivelas: 2-2 / 2-1 (desempate)

Desp. Aves - Torres Novas: 2-2 / 3-0 (desempate)

Desp. Beja - Gil Vicente: 2-2 / 2-1 (desempate)

Feirense - S. Pedro da Cova: 1-0

Montijo - Cova da Piedade: 1-0

Grandolense - Sp. Lamego: 1-0

União Lamas - Luso: 2-0

Barreirense - Oliveirense: 4-0

Famalicão - Ac. Viseu: 2-1

Penafiel - Leça: 1-1 / 1-0 (desempate)

Tirsense - Riopele: 1-1 / 4-1 (desempate)

Vizela - Valecambrense: 2-0

Ferroviários - U. Montemor: 3-1

Nazarenos - Aljustrelense: 5-0

Peniche - Lusitano VRSA: 3-1

Juv. Évora - Casa Pia: 3-1

Leões Santarém - Marialvas: 1-0

L. Évora - Faro Benfica: 5-0

Naval 1º Maio - Bragança: 0-0 / 4-1 (desempate)

Portimonense - Sesimbra: 1-0

Beira-Mar - União Coimbra: 3-2

Celoricense - Mortágua: 1-0

Sp. Covilhã - Pinhelenses: 6-0

Estrela Portalegre - Almada: 0-0 / 2-1

Farense - Salgueiros: 2-1

Olhanense - Espinho: 2-0

Vianense - Boavista: 2-1

Vila Real - Mirandela: 4-0

Sacavenense - Chaves: 1-0

Sintrense - Torreense: 2-0

Tramagal - Desp. Castelo Branco: 5-0

U. Leiria - Lourosa: 5-1

Algés - 1º Maio FC Sarilhense: 3-3 / 2-1 (desempate)

U. Almeirim - Vildemoínhos: 2-0

Vasco Gama - Rio Ave: 4-0

2ª Eliminatória (alguns clubes seriam mais tarde repescados)

Fafe - União Lamas: 0-0 / 0-4 (desempate)

Guarda - Tirsense: 0-3

Desp. Aves - Vianense: 2-0

Desp. Beja - Algés: 4-2

Feirense - Estrela Portalegre: 2-0

Montijo - Sintrense: 2-1

Barreirense - Alhandra: 3-0

Famalicão - Vasco Gama: 3-1

L. Évora - Nazarenos: 1-0

Portimonense - Grandolense: 0-2

Beira-Mar - Sp. Covilhã: 2-0

Celoricense - Vizela: 1-2

Farense - Ferroviários: 2-0

Olhanense - Juv. Évora: 3-0

Vila Real - Peniche: 0-1

Sacavenense - Marinhense: 2-0

Tramagal - Naval 1º Maio : 2-0

U. Leiria - Penafiel: 3-0

U. Almeirim - Leões Santarém: 2-1

2ª Eliminatória (repescagem)

Marinhense - Portimonense: 3-0

Fafe - Naval 1º Maio: 2-1

Alhandra - Algés: 2-2 / 3-0 (desempate)

Penafiel - Leões Santarém: 0-0 / 0-1 (desempate)

Ferroviários - Juv. Évora: 3-2

Nazarenos - Vila Real: 4-1

Estrela Portalegre - Guarda: 2-0

Vianense - Celoricense: 5-0

Vasco Gama - Sintrense: 1-2

3ª Eliminatória

Académica - Farense: 2-0

Atlético - Braga: 3-1

Desp. Aves - Sporting: 0-2

Desp. Beja - Vianense: 1-0

Feirense - Sanjoanense: 0-2

Montijo - V. Setúbal: 1-4

Belenenses - Sacavenense: 1-0

União Lamas - CUF: 0-1

FC Porto - Fafe: 3-0

Tirsense - Marinhense: 2-1

Ferroviários - Vizela: 0-1

Nazarenos - L. Évora: 2-0

Peniche - V. Guimarães: 1-1 / 0-4 (desempate)

Leixões - Alhandra: 6-1

Beira-Mar - Varzim: 2-4

Estrela Portalegre - Leões Santarém: 0-2

Olhanense - Tramagal: 1-0

Benfica - U. Almeirim: 8-0

Sintrense - Famalicão: 1-2

U. Leiria - Barreirense: 0-1

U. Tomar - Grandolense: 3-0

4ª Eliminatória

Desp. Beja - U.Tomar: 0-4

Barreirense - Atlético: 3-2

Tirsense - Sanjoanense: 2-0

Vizela - V. Guimarães: 1-5

CUF - Nazarenos: 4-2

Leixões - Olhanense: 1-0

Leões Santarém - Académica: 1-6

Benfica - FC Porto: 3-0

Varzim - Famalicão: 3-0

V. Setúbal - Belenenses: 2-3

Oitavos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Académica - Ferroviários L. Marques: 4-1 / 1-0

Atlético Aviação - Benfica: 0-4 / 2-3

Tirsense - U.Tomar: 1-2 / 0-0

CUF - União Madeira: 7-0 / 3-0

Leixões - Barreirense: 1-0 / 0-2

Lusitânia - Belenenses: 0-5 / 0-4

Sporting - União Bissau: 5-1 / 12-0

Varzim - V. Guimarães: 2-3 / 2-3

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Belenenses - Benfica: 0-1 / 2-2

CUF - Barreirense: 3-0 / 0-2

Sporting - U. Tomar: 2-0 / 1-0

V. Guimarães - Académica: 2-1 / 0-5

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Benfica - CUF: 5-1 / 2-2

Sporting - Académica: 1-2 / 0-1

Final

Benfica - Académica: 2-1


Data: 22 de Junho de 1969

Estádio: Estádio Nacional, em Lisboa

Benfica: José Henrique, Malta da Silva, Humberto Coelho, Zeca, Adolfo, Toni, Coluna, Jaime Graça, Abel Miglietti, Eusébio, e Simões. Jogaram ainda: José Augusto, e Torres. Treinador: Otto Glória

Académica: Viegas, Vasco Gervásio, Vieira Nunes, Belo, António Marques, Rui Rodrigues, Nené, Vítor Campos, Mário Campos, Manuel António, e Fernando Peres. Jogaram ainda: Rocha, Serafim. Treinador: F. Andrade

Marcadores: Eusébio, Simões/Manuel António

1969 foi um ano de lutas intensas para o movimento academista de Coimbra. Como sinal de protesto para com o Estado (ditador) português os jogadores da Académica subiram ao relvado do Jamor com as capas negras sobre as costas. O país inteiro esteve ao lado dos estudantes nessa luta académica... à excepção do Benfica que levaria a melhor naquela célebre final

Vídeo: BENFICA - ACADÉMICA