quinta-feira, julho 26, 2012

Histórias do Futebol em Portugal (7)... A longa batalha da Taça Latina de 1950

Primeiro título internacional do futebol português demorou 265 minutos a ser conquistado!

«Em 20 anos de futebol nunca vi nada assim!», foram as palavras proferidas pelo inglês Ted Smith logo após a esgotante e emocionante final da Taça Latina de 1950 que opôs o Benfica - por si tecnicamente orientado - aos franceses do Bordéus, um duelo que ficou sentenciado ao fim de... 265 minutos! Mais de 4 horas de futebol levadas à cena no palco do Estádio Nacional, que recebeu a 2ª edição de uma competição que a par da Taça Mitropa (competição jogada por clubes da Europa de leste) estaria na génese da Taça dos Campeões Europeus, prova esta que a UEFA implantaria na temporada de 1955/56. Taça Latina que nunca será demais recordar - pelo menos para os mais distraídos - era disputada por equipas de França, Itália, Espanha, e Portugal numa cidade a designar antecipadamente pela organização do certame, tendo em 1950 a escolha recaído em Lisboa, localidade que recebia as equipas do Bordéus, Atlético de Madrid, e Lázio, as quais juntamente com o combinado da casa, o Benfica, procuravam ocupar o torno do Barcelona, clube este que em 1949 havia sido coroado como o primeiro campeão da Taça Latina. E no dia 10 de junho, feriado em Portugal, as equipas do Benfica e da Lázio de Roma sobem ao bem tratado relvado da "sala de visitas" do futebol lusitano, o Estádio Nacional, para dar o pontapé de saída da 2ª edição da competição. Nesse dia, e mercê de uma magnífica exibição, os benfiquistas batem a "squadra" transalpina por expressivos 3-0, com golos de Carmona, Arsénio, e Rogério, todos apontados durante os primeiros 45 minutos. Vitória indiscutível, escreveram os analistas desportivos da época, ante uma Lázio visivelmente afetada pela ausência de alguns dos seus melhores atletas, que, por motivo de doença, haviam ficado "fora de combate". Indiscutível seria também o triunfo dos franceses do Bordéus ante os espanhóis do Atlético de Madrid, por 4-2, duelo ocorrido nesse mesmo dia 10 de junho. Ao contrário do que hoje em dia acontece as grandes competições da altura eram jogadas num curto espaço de tempo, pelo que a decisão da Taça Latina de 1950 foi agendada para o dia seguinte às meias-finais. Esse dia 11 de junho começava com os madrilenos do Atlético a levarem para casa o 3º lugar depois de vencerem uma desoladora Lázio por 2-1. E eis que finalmente Benfica e Bordéus entraram em cena para travar a primeira metade de uma batalha que haveria de ter contornos emocionantes. Os portugueses chegaram facilmente ao 2-0 nos instantes iniciais da contenda, graças à pontaria certeira de Arsénio e Corona. Porém, do outro lado da barricada estava um conjunto de fino retalhe, uma equipa de bom recorte técnico que ainda antes do intervalo daria a volta ao marcador! Seria então na condição de derrotado (2-3) que o Benfica voltaria ao campo para disputar a etapa final da empolgante batalha. Pegando nas rédeas do encontro os benfiquistas dominaram a seu bel-prazer os segundos 45 minutos, acabando por chegar ao justo golo do empate por intermédio de Pascoal. Face a esta igualdade as duas equipas tiveram de enfrentar um prolongamento de 30 minutos, tempo extra onde nada de novo surgiu, pelo que a organização agendou uma finalíssima para uma semana mais tarde.

Golo da vitória chegou aos 143 minutos da finalíssima!

18 de junho foi então o dia do novo confronto, tendo o Estádio Nacional registado uma afluência de 20 000 espetadores, um numero estranho para aqueles dias, já que a média de assistências do campeonato português não ultrapassava os 5 000 espetadores. Mas talvez "enfeitiçados" pelo espetáculo que Benfica e Bordéus haviam proporcionado uma semana estes 20 000 entusiastas terão pensado que as duas equipas pudessem prolongar aquela magia futebolística por mais 90 minutos... no mínimo. E não se enganariam, muito pelo contrário. Os lusos entraram melhor numa finalíssima que iria ficar gravada na "Grande Enciclopédia do Futebol" como um dos jogos mais dramáticos da história, enviando uma bola aos ferros da baliza francesa. Não marcaram os encarnados... marcaram os azuis de Bordéus quando o relógio marcava apenas 11 minutos de jogo. A perder os pupilos de Ted Smith partiram para cima do Bordéus com todas as suas forças e alma, valendo ao emblema gaulês uma soberba exibição do guardião do seu templo, o guarda-redes Astresse. O Benfica ia tentando sem êxito chegar ao golo, e além dos franceses enfrentava agora outro rival de peso, o relógio, que galgava a linha do tempo a um ritmo alucinante. Perante este cenário o público afeto ao Benfica ia perdendo a esperança de ver o seu clube triunfar na prestigiada competição internacional... e quando muitos, com um ar cabisbaixo, já se encaminhavam para fora da catedral do futebol lusitano, Arsénio faz o golo do empate, provocando uma imediata explosão de alegria nos que teimaram em ficar sentados nas bancadas de pedra do Jamor até ao apito final. O relógio marcava 90 minutos! Um golo apontado em cima da linha de meta que levaria as equipas para mais um prolongamento. 30 minutos onde nada se alterou, sendo que segundo os regulamentos da prova teria de ser jogado em seguida um pequeno prolongamento de 10 minutos para se encontrar o vencedor. Teimosamente as equipas permaneceriam empatadas nestes 10 minutos suplementares, pelo que tiveram se de jogar... mais 10 minutos! Também durante este novo período nada de relevante ocorreu no relvado do Jamor que aos poucos ia deixando de ser iluminado pelo sol. A noite espreitava sobre Lisboa numa época em que o principal estádio português não tinha iluminação artificial! E eis que no terceiro período de 10 minutos, numa altura em que os jogadores dos dois conjuntos há muito que tinham ficado sem forças, muitos já nem se mexiam (!), em que jogavam já quase sem luz solar, Julinho apareceu do nada para fazer o 2-1 e acabar de vez com aquela longa maratona futebolística. Já tinham passado 143 minutos (!) desde que o árbitro dera início à finalíssima. Com o apito final a festa estalou. 265 minutos - no total dos dois jogos - haviam sido precisos para coroar o Benfica como a primeira equipa portuguesa a vencer uma competição internacional. O público invadiu o relvado para abraçar os jogadores que já não tinham forças para erguer os braços em sinal de vitória. Um pouco a custo Rogério de Carvalho - também conhecido por Rogério Pipi - subiu a longa escadaria até à tribuna do Jamor para receber a Taça Latina de 1950. Para a história ficam os nomes dos heróis dessa primeira grande epopeia do futebol lusitano: Bastos (guarda-redes), Jacinto, Fernandes, Moreira, Félix, José da Costa, Corona, Arsénio, Julinho, Rogério, e Rosário.

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                                          Vídeo: BENFICA - BORDÉUS

Legenda das fotografias:
1-Rogério Pipi ergue a Taça Latina de 1950 na tribuna do Estádio Nacional
2-Fase do emocionante duelo entre franceses e portugueses

sexta-feira, julho 20, 2012

Futebol nos Jogos Olímpicos (3)... Antuérpia 1920

O eclodir da I Guerra Mundial (1914 - 1918) fez com que aquela que era já considerada a maior manifestação desportiva global - as Olimpíadas - sofre-se um penoso interregno de 8 anos. Durante este período os gritos de vitória das conquistas olímpicas seriam substituídos pelos gritos de medo e sofrimento provocados pelo terror do confronto bélico.Em 1920 tudo voltou - aparentemente - à normalidade, e Antuérpia acolheu a 6ª edição da grande festa desportiva planetária. Pouco mais de 2600 atletas oriundos de 29 países assistiram pela primeira vez na história do evento ao hastear da bandeira olímpica, na qual estavam "cravados" sob um fundo branco 5 anéis de cores diferentes que representavam os 5 continentes do globo, 5 anéis entrelaçados numa simbologia de união entre os povos de todos os continentes, uma união que a guerra tinha roubado mas que olimpismo tinha resgatado. 24 modalidades estiveram em exibição naquela que é apelidada mundialmente como a "cidade dos diamantes", entre as quais o futebol, cujo torneio abria pela primeira vez as portas a uma equipa de outro canto do globo que não da "velha Europa". O "intruso" foi o Egito, que assim dava um colorido diferente ao torneio olímpico, evento que desta forma se começava a aproximar de um verdadeiro campeonato do Mundo, como viria a ser comprovado nas edições seguintes.

Bi-campeões Olímpicos tombam na estreia

6 seleções estiveram presentes no torneio olímpico em 1908, 11 fizeram-no em 1912, e 14 em 1920, um aumento que atestava a popularidade que a competição vinha granjeando de torneio para torneio. 14 seleções que buscavam a glória olímpica, que suspiravam pela coroa do futebol mundial que continuava na posse dos então mestres do futebol planetário, os ingleses. Grã-Bretanha que se apresentava em Antuérpia como bi-campeã olímpica e mais do que isso como a principal candidata a conquistar o ouro em disputa. Mas nem sempre a teoria confirma a prática e logo no primeiro dia de competição os mestres seriam superados pelos aprendizes. De sublinhar que a aparição britânica na Bélgica desagradou a muito boa gente, que não via com bons olhos a presença do combinado campeão olímpico, já que os seus integrantes, isto é, Inglaterra, Escócia, País de Gales, e Irlanda, haviam abandonado a FIFA em protesto contra o facto deste organismo não ter aceite a proposta britânica para banir das suas competições países como a Alemanha, Áustria, e Hungria, os inimigos dos ingleses durante a guerra. A política misturava-se com o desporto. Mesmo não fazendo já parte dos filiados da FIFA os britânicos quiseram participar nos Jogos de 1920, facto que teve o apoio de uns (França e Bélgica) e o desagrado de outros (Estados Unidos da América), sendo que os que torceram o nariz à participação britânica decidiram, em jeito de protesto, não viajar até Antuérpia.
E todos aqueles que se opuseram à participação da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de 1920 devem ter rejubilado quando a 28 de agosto, dia em que a bola começou a rolar, a frágil e desconhecida Noruega espantou o Mundo ao bater os mestres por 3-1 (!) e envia-los mais cedo do que o previsto para casa. Os britânicos justificariam esta surpreendente derrota com os factos de terem chegado a Antuérpia apenas dois dias antes do jogo de estreia, e de não terem podido contar com o seu jogador-estrela, o avançado Max Woosnam, que havia preferido representar as cores da sua bandeira nas Olimpíadas noutra modalidade que não o futebol, mais concretamente no ténis. O afastamento prematuro dos principais candidatos ao ouro olímpico dilatou ainda mais o ego dos anfitriões. Antes do início do torneio olímpico os belgas eram talvez os únicos a acreditar que a sua equipa podia ficar no lugar mais alto do pódio, ainda para mais depois de num encontro amigável - disputado em fevereiro desse ano de 1920 - terem derrotado a "armada britânica" por 3-1. Ainda na 1ª fase do torneio olímpico é de sublinhar a entrada vitoriosa de duas equipas que faziam a sua estreia nesta competição, a Espanha e a Checoslováquia. Os espanhóis apresentavam-se pela primeira vez na alta roda do futebol internacional, e nesta primeira aparição ao Mundo fizeram as delícias de quem os viu jogar. Rezam as crónicas que formavam um conjunto aguerrido e ambicioso, que viria a personificar a atual "fúria espanhola", o estilo que caracteriza o futebol deste país do sul da Europa. Espanha que no torneio olímpico de 1920 foi liderada desde a... baliza, é verdade, onde aparecia um homem que não muitos anos depois haveria de ser tornar num mito do futebol mundial: Ricardo Zamora. Com 19 anos o jovem guarda-redes nascido em Barcelona fez a estreia pelo seu país precisamente nos Jogos de Antuérpia, ante a experiente Dinamarca (já sem a sua estrela das Olimpiadas de 1908, o goleador Sophus Nielsen), que em Bruxelas (cidade que acolheu alguns jogos do torneio) seria derrotada pela "fúria" por 0-1, graças a um remate certeiro de Patricio Arabolaza e... a uma soberba exibição de Zamora.
Quanto aos checoslovacos esmagaram a Jugoslávia por 7-0, com realce para os hattricks de Jan Vanik e Antonin Janda. Goleada foi também o resultado final do desequilibrado duelo entre suecos e gregos (também estes a fazerem a sua estreia nas andanças olímpicas), o qual terminou com uns expressivos 9-0 a favor dos escandinavos, com o avançado Herbert Karlsson a fazer o gosto ao pé em 5 ocasiões. Sem surpresas a Holanda afastou o Luxemburgo por 3-0, ao passo que o único conjunto "não europeu" em competição, o Egito, vendeu muito cara a derrota (1-2) ante a Itália num jogo ocorrido em Gent.

Equipa da casa confirma favoritismo

Nos quartos-de-final entraram em ação as duas equipas que tinham ficado isentas da 1ª fase, a França e a equipa da casa, a Bélgica. Os franceses procuravam limpar a má imagem deixada no torneio de 1908, realizado em Londres, e para isso contrataram o experiente treinador inglês Fred Pentland para levar o combinado nacional o mais longe possível na competição. Porém, os problemas teimavam em fazer parte do universo do futebol gaulês. Dois dos melhores jogadores da época, os avançados Paul Nicolas e Henri Bard, desentenderam-se com os responsáveis da seleção, recusando-se a treinar com o resto do grupo. Mesmo assim foram peças fundamentais para que no dia 29 de agosto os blues derrotassem a Itália por 3-1, tendo Bard e Nicolas apontado um golo cada um. O mesmo resultado foi alcançado pelos belgas, que numa tarde de inspiração da sua principal estrela, o avançado Robert Coppée, afastaram uma Espanha lutadora, mas visivelmente cansada após a batalha travada na véspera ante os dinamarqueses. Coppée foi mesmo o herói do encontro, ao apontar os 3 golos belgas para gaúdio dos 18 000 espetadores que marcaram presença no estádio olímpico. Equilibrado foi o confronto entre holandeses e suecos, decidido apenas no prolongamento a favos dos homens do país das tulipas (5-4). Apesar de eliminados, os nórdicos levaram para casa o "título" de melhor marcador do torneio, graças ao seu eficaz dianteiro Herbert Karlsson, que com 2 tentos ante os holandeses deixou Antuérpia com um total de 7 remates certeiros, que lhe valeria então a coroa de rei dos marcadores das Olimpíadas de 1920.
Bom futebol continuavam a demonstrar os checoslovacos, que em Bruxelas voltavam a golear, desta feita a Noruega por 4-0, com Antonin Janda a fazer um novo hattrick.

Franceses voltam a falhar o ouro e... abandonam a competição tal como em 1908

Após um dia de descanso o torneio olímpico regressou à ação a 31 de agosto com as meias-finais como cabeça de cartaz. E no primeiro jogo a Checoslováquia provava que não tinha vindo a Antuérpia fazer turismo, muito pelo contrário. Mais do que praticar bom futebol o conjunto de leste esmagava os seus opositores, e depois dos jugoslavos e dos noruegueses era agora chegada a vez dos franceses provarem do veneno checoslovaco, como comprova o expressivo resultado de 4-1 a favor destes. Mais uma vez a França saia fora da corrida mais cedo do que o previsto! E mais do que isso voltavam a demonstrar uma enorme falta de fair-play, já que após a derrota optaram de imediato por abandonar a competição, abdicando do jogo da disputa pela medalha de bronze, tal como acontecera em 1908.
Na outra meia-final o estádio olímpico registou uma enchente de 22 000 pessoas que assistiram a uma vitória tranquila da Bélgica diante dos vizinhos holandeses por 3-0, continuando desta forma o sonho de toda uma nação em ver a sua equipa suceder à Grã-Bretanha como a nova campeã olímpica, ou campeã do Mundo, se preferirem.
Neste mesmo dia realizou-se o primeiro jogo do torneio de consolação, que juntava os derrotados dos quartos-de-final. No primeiro duelo da competição dos derrotados a Itália batia a Noruega por 2-1. Igual resultado foi conseguido a 1 de setembro pela Espanha diante da Suécia.

Checoslovacos entregam o ouro aos anfitriões numa final caótica!

No dia 2 de setembro de 1920 toda a Bélgica parou. A ocasião não era para menos já que a sua seleção estava muito perto de alcançar o Olimpo dos Deuses do futebol. Mas para isso havia que ultrapassar uma das equipas sensação da prova, a poderosa Checoslováquia. O duelo começou mais cedo que o previsto, com a imprensa belga a acusar os seus adversários de serem um dos causadores do despoletar da I Guerra Mundial, implantando assim no povo belga uma sede de vingança e um sentimento de ódio face ao país de leste. Mais uma vez o futebol e a política surgiam de mãos dadas! Com o clima incendiado o estádio olímpico registou a sua maior enchente até então, tendo a organização tido a necessidade de fechar as portas do recinto bem antes do pontapé de saída da grande final, barrando assim a entrada aos muitos espetadores que se encontravam fora do estádio. E às 17H30 as duas equipas entram em campo debaixo de um ambiente frenético. E mais frenético ficaria quando aos 6 minutos a equipa da casa se adianta no marcador graças a uma grande penalidade apontada pela grande estrela da equipa, Coppée, num lance onde os checos protestariam vivamente contra a decisão do árbitro. Os ânimos continuavam exaltados dentro do retângulo de jogo, com as duas equipas a usarem e abusarem do jogo agressivo. O experiente árbitro inglês John Lewis mostrava-se incompreensivelmente nervoso face ao desenrolar dos acontecimentos. As faltas sucediam-se de minuto a minuto perante a passividade do juiz.E à passagem do minuto 30 Henri Larnoe ampliou a vantagem dos belgas para a explosão natural das bancadas maioritariamente preenchidas com adeptos da equipa da casa. E eis que 9 minutos depois os checoslovacos perderiam de vez a estribeiras. Karel Steiner comete uma falta sem grande dureza sobre a estrela da companhia belga, Robert Coppée, o qual se atira de forma teatral para o chão queixando-se de uma agressão. Sem complacências o árbitro britânico expulsa Steiner, uma decisão que levou o capitão de equipa checoslovaca, o criativo médio Karel Pesek, a abandonar também o relvado em solidariedade com o seu companheiro. E para espanto de todos os presentes os restantes 9 jogadores do combinado de leste imitariam os seus colegas de equipa. A partida ficou suspensa para revolta dos adeptos que lotavam o estádio olímpico, os quais invadiram o campo numa tentativa de agredir os desertores checoslovacos que só conseguiram sair com vida de Antuérpia graças à pronta intervenção do exército belga. O critério parcial do árbitro, a dureza dos belgas, e a hostilidade do público seriam os argumentos que os visitantes apresentariam para justificar o abandono da contenda. Assim sendo a organização não teve dúvidas em atribuir a vitória à Bélgica, que assim se proclamava campeã... do Mundo, tendo os seus jogadores sido levados em ombros por um público em absoluto delírio. A nação alcançava assim a sua maior vitória no planeta do futebol - até à presente data -, um triunfo que mesmo ensombrado pelos acontecimentos na final de Antuérpia é ainda hoje exultado com orgulho pelo povo belga.

Quem fica com a medalha de prata?

Há contudo quem ainda hoje defenda que esta foi um dos títulos mais vergonhosos alcançados por uma equipa de futebol. No entanto a decisão da Checoslováquia não deixou aos responsáveis olímpicos outra saída que não a atribuição do título à Bélgica, ficando no entanto com outro problema entre mãos: quem ficaria com a medalha de prata. Ao abandonar o torneio os checoslovacos perderam automaticamente o direito de ficar com a prata, pelo que a organização teve de encontrar uma solução. Não foi uma decisão fácil, muito confusa na verdade, já que uma série de jogos extra tiveram de ser jogados para se achar o dono da prata olímpica de 1920. E a solução recaiu sobre o Torneio de Consolação, cuja final teve um emocionante Itália - Espanha, disputado também a 2 de setembro, que terminou com uma vitória espanhola por 2-0. E seria na qualidade de vencedora da competição dos derrotados que a Espanha ganhou o direito de discutir com a Holanda a medalha de prata dos Jogos Olímpicos de 1920. Holandeses que, recorde-se, também estavam sem adversário na disputa pelo bronze, já que a França (semi-finalista derrotada) havia amuado e feito as malas de forma antecipada. E no espaço de uma semana a Espanha passou de derrotada (nos quartos-de-final) a vice-campeã olímpica, ou mundial, atendendo à época, depois de no dia 5 de setembro derrotar no estádio olímpico a Holanda por 3-1 - com mais uma exibição monumental de Zamora - e levar para casa a medalha de prata. Já os holandeses ficavam com o bronze pela terceira vez consecutiva!

A figura: Ricardo Zamora

Foi para muitos o primeiro grande astro das balizas mundiais, um nome que hoje figura a letras douradas na Grande Enciclopédia do Futebol. Ricardo Zamora, um "imortal" que nasceu em Barcelona a 21 de janeiro de 1901 e que se deu a conhecer ao Mundo precisamente nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, onde tal como a sua Espanha fez a estreia na alta roda internacional. Zamora começou a jogar futebol no Espanyol de Barcelona, aos 16 anos, ai permanecendo até aos 19, altura em que divergências com o clube catalão levaram-no a mudar de armas e bagagens para o rival FC Barcelona. Exibições monumentais, defesas impossíveis de fazer, e uma postura elegante nas balizas aliada a uma voz de comando por todos respeitada fizeram dele o grande ícone do futebol espanhol das décadas de 20 e 30 do século passado. Sem surpresa foi chamado em 1920 para defender a baliza da Espanha no torneio olímpico, assumindo sem medo o papel de líder de uma equipa que traria para casa a primeira grande vitória do futebol castelhano: a medalha de prata. Zamora foi o herói da Espanha nos jogos que esta seleção disputou em Antuérpia e haveria de sê-lo em muitas, mas muitas, outras ocasiões nas 46 ocasiões em que vestiu a camisola da seleção. Episódio curioso após a epopeia olímpica deu-se aquando do regresso a Espanha, altura em que Ricardo Zamora seria preso por contrabandear charutos de Havana, os charutos que ele tanto gostava de fumar! Em 1922 abandona o FC Barcelona e regressa ao seu Espanyol, após ter feito as pazes com os dirigentes deste clube, os quais apercebendo-se do diamante que haviam perdido para o rival Barça não descansaram enquanto não o repescaram. El Divino, a alcunha que entretanto conquistara graças as suas performances, permaneceria nos azuis e brancos da Cidade Condal até 1930, altura em que se transferiu para o Real Madrid, clube que pagou 100 000 pesetas ao Espanyol para contratar o astro das balizas, o qual passaria a receber cerca de 40 000 pesetas por ano! Uma loucura, uma palavra que de imediato se fez ouvir para descrever a primeira grande transferência do futebol espanhol. O que é certo é que Zamora provaria em campo que valia esse e muito mais dinheiro, fazendo pelos madrilenos algumas das melhores exibições da sua longa e rica carreira. Ali ficou até 1936, conquistando 2 campeonatos (1931/32 e 1932/33) e outras tantas Copas del Rey (1933/34, 1935/36). Antuérpia foi o ponto de partida para o reconhecimento internacional e Itália seria a definitiva coroação deste homem. 1934 é o ano em que Itália recebe a 2ª edição do Campeonato do Mundo, uma prova que tinha em Zamora uma das suas principais estrelas. Il Divino era na altura para muitos o melhor guarda-redes do Mundo, pelo que em solo transalpino não fez mais do que confirmar essa... certeza. Esteve magnífico a defender a baliza de uma Espanha que apenas seria ultrapassada pela batota italiana imposta pelo ditador Benito Mussolini que queria levar a Squadra Azzurra ao trono do Mundo fosse de forma fosse. O poder político espanhol rendeu-se a Zamora, condecorando-o em diversas ocasiões, mas também castigando-o severamente noutras. Durante a Guerra Civil fez-se eco por toda a Espanha que havia sido morto pelos republicanos, mas na verdade a lenda estava mais viva do que nunca. Esteve preso, foi solto e enviado para exílio na Argentina e em França, país onde encerraria a sua gloriosa carreira ao serviço do Nice, em 1938. Depois de penduradas as botas treinou vários clubes... e continuou a receber louvores vindos de todos os quadrantes da sociedade espanhola. A federação de futebol daquele país instituiu em 1959 o Troféu Zamora, que de lá para cá, todos os anos, premeia o guarda-redes menos batido do campeonato espanhol. Morreu a 8 de setembro de 1978 o homem tido por muitos como o primeiro grande guardião do futebol mundial.

Resultados

1ª fase

28 de agosto de 1920

Jugoslávia - Checoslováquia: 0-7
(Vanik, aos 20, 46m, 79m, Janda, aos 34m, 50m, 75m, Sedlacek, aos 43m)

Grã-Bretanha - Noruega: 1-3
(Nicholas, aos 25m)
(Gundersen, aos 13m, 51m, Wilhelms, aos 63m)

Itália - Egito: 2-1
(Baloncieri, aos 25m, Brezzi, aos 57m)
(Osman, aos 30m)

Dinamarca - Espanha: 0-1
(Arabolaza, aos 54m)
Suécia Grécia: 9-0
(Karlsson, aos 15m, 20m, 21m, 51m, 85m, Olsson, aos 4m, 79m, Wicksell, aos 25m, Dahl, aos 31m)

Holanda - Luxemburgo: 3-0
(Groosjohan, aos 47m, 85m, Bulder, aos 30m)

Quartos-de-final

29 de agosto de 1920

Vídeo: HOLANDA - SUÉCIA
video

Holanda - Suécia: 5-4
(Groosjohan, aos 10m, 57m, Bulder, aos 44m, 88m, De Natris, aos 115m)
(Karlsson, aos 16m, 32m, Olsson, aos 20m, Dahl, aos 72m)
França - Itália: 3-1
(Boyer, aos 10m, Nicolas, aos 14m, Bard, aos 54m)
(Brezzi, aos 33m)

Checoslováquia - Noruega: 4-0
(Janda, aos 17m, 66m, 77m, Vanik, aos 8m)
Bélgica - Espanha: 3-1
(Coppée, aos 11m, 52m, 55m)
(Arrate, aos 62m)

Meias-finais

31 de agosto de 1920

Checoslováquia - França: 4-1
(Mazal, aos 18m, 75m, 87m, Steiner, aos 70m)
(Boyer, aos 79m)

Bélgica - Holanda: 3-0
(Larnoe, aos 46m, Vanhege, aos 55m, Bragard, aos 85m)
Final

2 de setembro de 1920

Bélgica - Checoslováquia: (jogo anulado pela desistência dos checoslovacos, tendo sido atribuída a vitória aos belgas)
Torneio de Consolação

31 de agosto de 1920

Itália - Noruega: 2-1
(Sardi, aos 46m, Badini, aos 96m)
(Andersen, aos 41m)

1 de setembro de 1920

Espanha - Suécia: 2-1
(Belauste, aos 51m, Acedo, aos 53m)
(Dahl, aos 28m)

2 de setembro de 1920

Itália - Espanha: 0-2
(Sesumaga, aos 43m, 72m)

Jogo de atribuição da medalha de prata

5 de setembro de 1920

Holanda - Espanha: 1-3
(Groosjohan, aos 68m)
 (Sesumaga, aos 7m, 35m, Pichichi, aos 72m)

Legenda das fotografias:
1-Cartaz oficial dos Jogos Olímpicos de 1920
2-O guarda-redes espanhol Ricardo Zamora em pleno voo após uma grande defesa ante a Dinamarca...
3-...e a tirar o golo da cebeça a Robert Coppée no encontro com a Bélgica
4-Nem o experiente treinador inglês Fred Pentland conseguiu levar a França ao ouro olímpico
5-A estrela da Bélgica, Robert Coppée, marca, de grande penalidade, o primeiro golo da final
6-A aguerrida seleção espanhola
7-A grande figura dos Jogos de 1920: Il Divino Ricardo Zamora
8-Lance do encontro entre suecos e gregos
9-A birrenta seleção francesa
10-Robert Coppée, o astro belga
11-Capitães de Checoslováquia e Bélgica escutam o árbitro Lewis antes da atribulada final
12-Os novos campeões olímpicos: a Bélgica

sexta-feira, julho 13, 2012

Eurotaças em números (50)...

LIGA DOS CAMPEÕES

Época 2004/05

1ª Pré-eliminatória

KR (Islândia) - Shelbourne (Rep.Irlanda): 2-2/0-0 (Shelbourne vence por golos fora)

Skonto Riga (Letónia) - Rhyl (País de Gales): 4-0/3-1

Flora Tallinn (Estónia) - Gorica (Eslovénia): 2-4/1-3

Linfield (Irlanda do Norte) - HJK Helsínquia (Finlândia): 0-1/0-1

Pobeda Prilep (Macedónia) - Pyunik Yerevan (Arménia): 1-3/1-1

Sheriff (Moldávia) - Jeunesse d'Esch (Luxemburgo): 2-0/0-1

Georgia Tbilisi (Geórgia) - HB (Ilhas Faroe): 5-0/0-3

Sliema Wanderers (Malta) - FBK Kaunas (Lituânia): 0-2/1-4

Siroki Brijeg (Bósnia) - Neftci Baku (Azerbaijão): 2-1/0-1 (Baku vence por golos fora)

FK Homel (Bielorrússia) - SK Tirana (Albânia): 0-2/1-0

2ª Pré-eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Pyunik Yerevan (Arménia) - Shakhtar Donetsk (Ucrânia): 1-3/0-1

APOEL (Chipre) - Sparta Praga (Repúblca Checa): 2-2/1-2

Rosenborg (Noruega) - Sheriff (Moldávia): 2-1/2-0

Young Boys (Suíça) - Estrela Vermelha (Sérvia e Montenegro): 2-2/0-3

Gorica (Eslovénia) - FC Copenhaga (Dinamarca): 1-2/5-0

Neftci Baku (Azerbaijão) - CSKA Moscovo (Rússia): 0-0/0-2

Zilina (Eslováquia) - Dinamo Bucareste (Roménia): 0-1/0-1

HJK Helsínquia (Finlândia) - Maccabi Tel-Aviv (Israel): 0-0/0-1

Skonto Riga (Letónia) - Trabzonspor (Turquia): 1-1/0-3

Club Brugge (Bélgica) - Lokomotiv Plovdiv (Bulgária): 2-0/4-0

SK Tirana (Albânia) - Ferencvàros (Hungria): 2-3/1-0 (Ferencvàros vence por golos fora)

Hajduk Split (Croácia) - Shelbourne (Rep.Irlanda):  3-2/0-2

Djurgardens (Suécia) - FBK Kaunas (Lituânia): 0-0/2-0

Georgia Tbilisi (Geórgia) - Wisla (Polónia): 2-8/0-3

3ª Pré-eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Grazer (Áustria) - Liverpool (Inglaterra): 0-2/1-0

Juventus (Itália) - Djurgardens (Suécia): 2-2/4-1

Ferencvàros (Hungria) - Sparta Praha (República Checa): 1-0/0-2

Rosenborg (Noruega) - Maccabi Haifa (Israel): 2-1/3-2

Bayer (Alemanha) -Baník Ostrava (República Checa): 5-0/1-2

CSKA Mosovo (Rússia) - Rangers (Escócia): 2-1/1-1

Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - Club Brugge (Bélgica): 4-1/2-2

Dynamo Kiev (Ucrânia) - Trabzonspor (Turquia): 1-2/2-0

Estrela Vermelha (Sérvia e Montenegro) - PSV (Holanda): 3-2/0-5

Dinamo Bucareste (Roménia) - Manchester Utd. (Inglaterra): 1-2/0-3

Basileia (Suíça) - Inter (Itália): 1-1/1-4

Benfica (Portugal) - Anderlecht (Bélgica): 1-0/0-3 (Golo luso: Zahovic)

Shelbourne (Rep.Irlanda) - Deportivo (Espanha): 0-0/0-3

PAOK (Grécia) - Maccabi Tel-Aviv (Israel): 0-3/0-1

Gorica (Eslovénia) - Mónaco (França): 0-3/0-6

Wisla (Polónia) - Real Madrid (Espanha): 0-2/1-3

Fase de grupos

Grupo A

Liverpool (Inglaterra) - Mónaco (França): 2-0

Deportivo (Espanha) - Olympiakos (Grécia): 0-0

Olympiakos (Grécia) - Liverpool (Inglaterra): 1-0

Mónaco (França) - Deportivo (Espanha): 2-0

Mónaco (França) - Olympiakos (Grécia): 2-1

Liverpool (Inglaterra) - Deportivo (Espanha): 0-0

Olympiakos (Grécia) - Mónaco (França): 1-0

Deportivo (Espanha) - Liverpool (Inglaterra): 0-1

Olympiakos (Grécia) - Deportivo (Espanha): 1-0

Mónaco (França) - Liverpool (Inglaterra): 1-0

Liverpool (Inglaterra) - Olympiakos (Grécia): 3-1

Deportivo (Espanha) - Mónaco (França): 0-5

Classificação

1-Mónaco (França): 12 pontos
2-Liverpool (Inglaterra): 10 pontos
3-Olympiakos (Grécia): 10 pontos
4-Deportivo (Espanha): 2 pontos

(Mónaco e Liverpool qualificaram-se para os oitavos-de-final, Olympiakos foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA)

Grupo B

Roma (Itália) - Dynamo Kiev (Ucrânia): 0-1

Bayer (Alemanha) - Real Madrid (Espanha): 3-0

Real Madrid (Espanha) - Roma (Itália): 4-2

Dynamo Kiev (Ucrânia) - Bayer (Alemanha): 4-2

Real Madrid (Espanha) - Dynamo Kiev (Ucrânia): 1-0

Bayer (Alemanha) - Roma (Itália): 3-1

Dynamo Kiev (Ucrânia) - Real Madrid (Espanha): 2-2

Roma (Itália) - Bayer (Alemanha): 1-1

Real Madrid (Espanha) - Bayer (Alemanha): 1-1

Dynamo Kiev (Ucrânia) - Roma (Itália): 2-0

Bayer (Alemanha) - Dynamo Kiev (Urcânia): 3-0

Roma (Itália) - Real Madrid (Espanha): 0-3

Classificação

1-Bayer (Alemanha): 11 pontos
2-Real Madrid (Espanha): 11 pontos
3-Dynamo Kiev (Ucrânia): 10 pontos
4-Roma (Itália): 1 ponto

(Bayer e Real Madrid qualificaram-se para os oitavos-de-final, Dynamo Kiev foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA)

Grupo C

Maccabi Tel-Aviv (Israel) - Bayern (Alemanha): 0-1

Ajax (Holanda) - Juventus (Itália): 0-1

Bayern (Alemanha) - Ajax (Holanda): 4-0

Juventus (Itália) - Maccabi Tel-Aviv (Israel): 1-0

Juventus (Itália) - Bayern (Alemanha): 1-0

Ajax (Holanda) - Maccabi Tel-Aviv (Isreal): 3-0

Maccabi Tel-Aviv (Israel) - Ajax (Holanda): 2-1

Bayern (Alemanha) - Juventus (Itália): 0-1

Bayern (Alemanha) - Maccabi Tel-Aviv (Israel): 5-1

Juventus (Itália) - Ajax (Holanda): 1-0

Maccabi Tel-Aviv (Israel) - Juventus (Itália): 1-1

Ajax (Holanda) - Bayern (Alemanha): 2-2

Classificação

1-Juventus (Itália): 16 pontos
2-Bayern (Alemanha): 10 pontos
3-Ajax (Holanda): 4 pontos
4-Maccabi Tel-Aviv (Israel): 4 pontos

(Juventus e Bayern qualificaram-se para os oitavos-de-final, Ajax foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA)

Grupo D

Fenerbahçe (Turquia) - Sparta Praga (República Checa): 1-0

Lyon (França) - Manchester Utd. (Inglaterra): 2-2

Manchester Utd. (Inglaterra) - Fenerbahçe (Turquia): 6-2

Sparta Praga (República Checa) - Lyon (França): 1-2

Sparta Praga (República Checa) - Manchester Utd. (Inglaterra): 0-0

Fenerbahçe (Turquia) - Lyon (França): 1-3

Manchester Utd. (Inglaterra) - Sparta Praga (República Checa): 4-1

Lyon (França) - Fenerbahçe (Turquia): 4-2

Sparta Praga (República Checa) - Fenerbahçe (Turquia): 0-1

Manchester Utd. (Inglaterra) - Lyon (França): 2-1

Fenerbahçe (Turquia) - Manchester Utd. (Inglaterra): 3-0

Lyon (França) - Sparta Praga (República Checa): 5-0

Classificação

1-Lyon (França): 13 pontos
2-Manchester Utd. (Inglaterra): 11 pontos
3-Fenerbahçe (Turquia): 9 pontos
4-Sparta Praga (República Checa): 1 ponto

(Lyon e Manchester qualificaram-se para os oitavos-de-final, Fenerbahçe foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA)

Grupo E

Panathinaikos (Grécia) - Rosenborg (Noruega): 2-1

Arsenal (Inglaterra) - PSV (Holanda): 1-0

PSV (Holanda) - Panathinaikos (Grécia): 1-0

Rosenborg (Noruega) - Arsenal (Inglaterra): 1-1

Rosenborg (Noruega) - PSV (Holanda): 1-2

Panathinaikos (Grécia) - Arsenal (Inglaterra): 2-2

Arsenal (Inglaterra) - Panathinaikos (Grécia): 1-1

PSV (Holanda) - Rosenborg (Noruega): 1-0

Rosenborg (Noruega) - Panathinaikos (Grécia): 2-2

PSV (Holanda) - Arsenal (Inglaterra): 1-1

Panathinaikos (Grécia) - PSV (Holanda): 4-1

Arsenal (Inglaterra) - Rosenborg (Noruega): 5-1

Classificação

1-Arsenal (Inglaterra): 10 pontos
2-PSV (Holanda): 10 pontos
3-Panathinaikos (Grécia): 9 pontos
4-Rosenborg (Noruega): 2 pontos

(Arsenal e PSV qualificaram-se para os oitavos-de-final, Panathinaikos foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA)

Grupo F 

Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - Milan (Itália): 0-1 

Celtic (Escócia) - Barcelona (Espanha): 1-3 

Barcelona (Espanha) - Shakhtar Donetsk (Ucrânia): 3-0 

Milan (Itália) - Celtic (Escócia): 3-1 

Milan (Itália) - Barcelona (Espanha): 1-0 

Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - Celtic (Escócia): 3-0 

Barcelona (Espanha) - Milan (Itália): 2-1 

Celtic (Escócia) - Shakhtar Donetsk (Ucrânia): 1-0 

Milan (Itália) - Shakhtar Donetsk (Ucrânia): 4-0 

Barcelona (Espanha) - Celtic (Escócia): 1-1 

Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - Barcelona (Espanha): 2-0 

Celtic (Escócia) - Milan (Itália): 0-0 

Classificação 

1-Milan (Itália): 13 pontos
2-Barcelona (Espanha): 10 pontos
3-Shakhtar Donetsk (Ucrânia): 6 pontos
4-Celtic (Escócia): 5 pontos

(Milan e Barcelona qualificaram-se para os oitavos-de-final, Shakhtar foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA)

Grupo G 

Inter (Itália) - Werder Bremen (Alemanha): 2-0 

Valência (Espanha) - Anderlecht (Bélgica): 2-0 

Werder Bremen (Alemanha) - Valência (Espanha): 2-1 

Anderlecht (Bélgica) - Inter (Itália): 1-3 

Anderlecht (Bélgica) - Werder Bremen (Alemanha): 1-2 

Valência (Espanha) - Inter (Itália): 1-5 

Werder Bremen (Alemanha) - Anderlecht (Bélgica): 5-1 

Inter (Itália) - Valência (Espanha): 0-0 

Anderlecht (Bélgica) - Valência (Espanha): 1-2 

Werder Bremen (Alemanha) - Inter (Itália): 1-1 

Valência (Espanha) - Werder Bremen (Alemanha): 0-2 

Inter (Itália) - Anderlecht (Bélgica): 3-0 

Classificação 

1-Inter (Itália): 14 pontos
2-Werder Bremen (Alemanha): 13 pontos
3-Valência (Espanha): 7 pontos
4-Anderlecht (Bélgica): 0 pontos

(Inter e Bremen qualificaram-se para os oitavos-de-final, Valência foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA) 

Grupo H 

Paris Saint-Germain (França) - Chelsea (Inglaterra): 0-3 

FC Porto (Portugal) - CSKA Moscovo (Rússia): 0-0 

Chelsea (Inglaterra) - FC Porto (Portugal): 3-1 (Golo luso: McCarthy) 

CSKA Moscovo (Rússia) - Paris Saint-Germain (França): 2-0 

Chelsea (Inglaterra) - CSKA Moscovo (Rússia): 2-0 

Paris Saint-Germain (França) - FC Porto (Portugal): 2-0 

CSKA Moscovo (Rússia) - Chelsea (Inglaterra): 0-1 

FC Porto (Portugal) - Paris Saint-Germain (França): 0-0 

CSKA Moscovo (Rússia) - FC Porto (Portugal): 0-1 (Golo luso: McCarthy) 

Paris Saint-Germain (França) - CSKA Moscovo (Rússia): 1-3 

FC Porto (Portugal) - Chelsea (Inglaterra): 2-1 (Golos lusos: Diego, McCarthy) 

Classificação 

1-Chelsea (Inglaterra): 13 pontos
2-FC Porto (Portugal): 8 pontos
3-CSKA Moscovo (Rússia): 7 pontos
4-Paris Saint-Germain (França): 5 pontos

(Chelsea e FC Porto qualificaram-se para os oitavos-de-final, CSKA foi repescado para a 3ª eliminatória da Taça UEFA) 

Oitavos-de-final (1ª e 2ª mãos) 

Real Madrid (Espanha) - Juventus (Itália): 1-0/0-2 

Liverpool (Inglaterra) - Bayer (Alemanha): 3-1/3-1 

PSV (Holanda) - Mónaco (França): 1-0/2-0 

Bayern (Alemanha) - Arsenal (Inglaterra): 3-1/0-1 

Barcelona (Espanha) - Chelsea (Inglaterra): 2-1/2-4 

Manchester Utd. (Inglaterra) - Milan (Itália): 0-1/0-1 

Werder Bremen (Alemanha) - Lyon (França): 0-3/2-7 

FC Porto (Portugal) - Inter (Itália): 1-1/1-3 (Golos lusos: Ricardo Costa/Jorge Costa) 

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos) 

Liverpool (Inglaterra) - Juventus (Itália): 2-1/0-0 

Lyon (França) - PSV (Holanda): 1-1/1-1 (PSV vence nos penaltis) 

Chelsea (Inglaterra) - Bayern (Alemanha): 4-2/2-3 

Milan (Itália) - Inter (Itália): 2-0/3-0 

Meias-finais (1ª e 2ª mãos) 

Chelsea (Inglaterra) - Liverpool (Inglaterra): 0-0/0-1 

Milan (Itália) - PSV (Holanda): 2-0/1-3 (Milan vence por golos fora) 

Final 

Liverpool (Inglaterra) - Milan (Itália): 3-3 (3-2 nas grandes penalidades) 

Data: 25 de maio de 2005 

Estádio: Ataturk, em Istambul (Turquia) 

Árbitro: Mejuto González (Espanha) 

Liverpool: Dudek, Finnan (Hamann, aos 46m), Carragher, Hyypia, Traoré, Xabi Alonzo, Luís Garcia, Gerrard, Riise, Kewell (Smicer, aos 23m), e Baros (Cissé, aos 85m). Treinador: Rafa Benítez 

Milan: Dida, Cafú, Stam, Nesta, Maldini, Pirlo, Gattuso (Rui Costa, aos 112m), Seedorf (Serginho, aos 86m), Kaká, Shevchenko, e Crespo (Tomasson, aos 85m). Treinador: Carlo Ancelotti 

Golos: 1-0 (Maldini, ao 1m), 2-0 (Crespo, aos 39m), 3-0 (Crespo, aos 44m), 3-1 (Gerrard, aos 54m), 3-2 (Smicer, aos 56m), 3-3 (Alonso, aos 60m) 
A primeira final europeia realizada em solo turco foi memorável. No ano em que as eurotaças cumpriam o seu 50º aniversário o planeta da bola assistiu a um dos jogos mais épicos da história do futebol. Ao intervalo do duelo entre o Liverpool e o Milan o conjunto italiano vencia confortavelmente por 3-0, e ninguém, nem mesmo os mais otimistas adeptos dos ingleses, acreditava numa reviravolta. Porém, e como num ápice de magia o improvável aconteceu. O Liverpool empatou o encontro na 2ª parte e levou a decisão para prolongamento onde nada de novo ocorreria. Recorreu-se então às grandes penalidades para decidir o sucessor do FC Porto no trono da "velha" Europa, e ai o herói acabou por ser o guarda-redes polaco Dudek, que com um par de vistosas defesas ofereceu aos "reds" a sua 5ª Taça dos Campeões Europeus. 

Vídeo: LIVERPOOL - MILAN
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Melhor marcador: 
Ruud van Nistelrooy (Manchester Utd.): 8 golos  

TAÇA UEFA

Época 2004/05

1ª Pré-eliminatória

Levadia Tallinn (Estónia) - Bohemians (Rep.Irlanda): 0-0/3-1

Haverfordwest County (País de Gales) - FH Hafnarfjorour (Islândia): 0-1/1-3

Osters (Suécia) - TNS (País de Gales): 2-0/2-1

Portadown (Irlanda do Norte) - Zalgiris Vilnius (Lituânia): 2-2/0-2

B68 (ILhas Faroe) - Ventspils (Letónia): 0-3/0-8

Haka (Finlândia) - Etzella Ettelbruck (Luxemburgo): 2-1/3-1

Ekranas Panevezys (Lituânia) - Dudelange (Luxemburgo): 1-0/ 2-1

Vaduz (Liechtenstein) - Longford Town (Rep.Irlanda): 1-0/3-2

B36 (Ilhas Faroe) - Liepajas Metalurgs (Letónia): 1-3/1-8

Glentoran (Irlanda do Norte) - Allianssi Vantaa (Finlândia): 2-2/2-1

 ÍA (Islândia) - TVMK Tallinn (Estónia): 4-2/2-1

Sileks Kratovo (Macedónia) - Maribor (Eslovénia): 0-1/1-1

Marsaxlokk (Malta) - Primorje Ajdovscina (Eslovénia): 0-1/0-2

Pennarossa (San Marino) - Zeljeznicar Sarajevo (Bósnia): 1-5/0-4

Otelul Galati (Roménia) - Dinamo Tirana (Albânia): 4-0/4-1

Santa Coloma (Andorra) - Modrica Maksima (Bósnia): 0-1/0-3

Omonia (Chipre) - Sloga Jugomagnat Skopje (Macedónia): 4-0/4-1

Partizani Tirana (Albânia) - Birkirkara (Malta): 4-2/1-2

Illichivets Mariupol (Ucrânia) - Banants Yerevan (Arménia): 2-0/2-0

FC Tbilisi (Geórgia) - Shamkir (Azerbaijão): 1-0/4-1

BATE (Bielorrússia) - Dinamo Tbilisi (Geórgia): 2-3/0-1

Shirak Giumri (Arménia) - Tiraspol (Moldávia): 1-2/0-2

Nistru Otaci (Moldávia) - Shakhtsyor Salihorsk (Bielorrússia): 1-1/2-1

Mika Ashtarak (Arménia) - Honvéd (Hungria): 0-1/1-1

Dukla Banská Bystrica (Eslováquia) - Qarabag-Azarsun Agdam (Azerbaijão): 3-0/1-0

2ª Pré-eliminatória (1ª e 2ª mãos)

Glentoran (Irlanda do Norte) - Elfsborg (Suécia): 0-1/1-2

Beveren (Bélgica) - Vaduz (Liechtenstein): 3-1/2-1

Odd Grenland (Noruega) - Ekranas Panevezys (Lituânia): 3-1/1-2

Ventspils (Letónia) - Brondby (Dinamarca): 0-0/1-1 (Ventspils vence por golos fora)

 Hammarby (Suécia) - ÍA (Islândia): 2-0/2-1

 Stabaek (Noruega) - Haka (Finlândia): 3-1/3-1

Bodo/Glimt (Noruega) - Levadia Tallinn (Estónia): 2-1/1-2 (Bodo vence nos penaltis)

FH Hafnarfjorour (Islândia) - Dunfermline (Escócia): 2-2/2-1

Zalgiris Vilnius (Lituânia) - Aalborg (Dinamarca): 1-3/0-0

Osters (Suécia) - Liepajas Metalurgs (Letónia): 2-2/1-1 (Liepajas vence por golos fora)

 Gençlerbirligi (Turquia) - Rijeka (Croácia): 1-0/1-2 (Gençlerbirligi vence por golos fora)

Levski Sofia (Bulgária) - Modrica Maksima (Bósnia): 5-0/3-0

Hapoel Bnei Sakhnin (Israel) - Partizani Tirana (Albânia): 3-0/3-1

Zeleznik (Sérvia e Montenegro) - Steaua (Roménia): 2-4/2-1

Buducnost (Sérvia e Montenegro) - Maribor (Eslovénia): 1-2/1-0 (Maribor vence por golos fora)

Zeljeznicar Sarajevo (Bósnia) - Litex (Bulgária): 1-2/0-7

Dinamo Zagreb (Croácia) - Primorje Ajdovscina (Eslovénia): 4-0/0-2

Omonia (Chipre) - CSKA Sofia (Bulgária): 1-1/1-3

Otelul Galati (Roménia) - Partizan (Sérvia e Montenegro): 0-0/0-1

AEK Larnaka (Chipre) - Maccabi Petah-Tikva (Israel): 3-0/0-4

Terek Groznyi (Rússia) - Lech Poznan (Polónia): 1-0/1-0

Slavia Praga (República Checa) - Dinamo Tbilisi (Geórgia): 3-1/0-2 (Dinamo vence por golos fora)

Rapid Viena (Áustria) - Rubin Kazan (Rússia): 0-2/3-0

Illichivets Mariupol (Ucrânia) - Austria Viena (Áustria): 0-0/0-3

Dukla Banská Bystrica (Eslováquia) - FC Wil (Suíça): 3-1/1-1

Nistru Otaci (Moldávia) - Sigma Olomouc (República Checa): 1-2/0-4

Artmedia (Eslováquia) - Dnipro (Ucrânia): 0-3/1-1

Pasching (Áustria) - Zenit (Rússia): 3-1/0-2 (Zenit vence por golos fora)

Ujpest (Hungria) - Servette (Suíça): 3-1/2-0

Metalurh Donetsk (Ucrânia) - Tiraspol (Moldávia): 3-0/2-1

FC Tbilisi (Geórgia) - Legia (Polónia): 0-1/0-6

Amica Wronki (Polónia) - Honved (Hungria): 1-0/0-1 (Amica vence nos penaltis)

1ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)*

Grazer (Áustria) - Litex Lovech (Bulgária): 5-0/0-1

Metalurh Donetsk (Ucrânia) - Lázio (Itália): 0-3/0-3

Bodo/Glimt (Noruega) - Besiktas (Turquia): 1-1/0-1

Shelbourne (Rep.Irlanda) - Lille (França): 2-2/0-2 

Vídeo: HEARTS - BRAGA
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Hearts (Escócia) - Braga (Portugal): 3-1/2-2 (Golos lusos: Paulo Sérgio/João Tomás, Jaime)

Austria Viena (Áustria) - Legia (Polónia): 1-0/3-1

Dukla Banská Bystrica (Eslováquia) - Benfica (Portugal): 0-3/0-2 (Golos lusos: Simão (2), João Pereira/Zahovic, Nuno Gomes)

Partizan (Sérvia e Montenegro) - Dinamo Bucareste (Roménia): 3-1/0-0

Parma (Itália) - Maribor (Eslovénia): 3-2/0-0

Real Zaragoza (Espanha) - Sigma Olomouc (República Checa): 1-0/3-2

Vídeo: SPORTING - RAPID VIENA
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 Sporting (Portugal) - Rapid Viena (Áustria): 2-0/0-0 (Golos lusos: Tinga, Liedson)

Newcastle Utd. (Inglaterra) - Hapoel Bnei Sakhnin (Israel): 2-0/5-1

Steaua (Roménia) - CSKA Sofia (Bulgária): 2-1/2-2

Wisla (Polónia) - Dinamo Tbilisi (Geórgia): 4-3/1-2 (Dinamo vence por golos fora)

Utrecht (Holanda) - Djurgardens (Suécia): 4-0/0-3 

Millwall (Inglaterra) - Ferencvàros (Hungria): 1-1/1-3

Schalke 04 (Alemanha) - Metalurgs Liepaja (Letónia): 5-1/4-0

Maccabi Haifa (Israel) - Dnipro (Ucrânia): 1-0/0-2

Terek Groznyi (Rússia) - Basileia (Suíça): 1-1/0-2

Odd Grenland (Noruega) - Feyenoord (Holanda): 0-1/1-4

Aalborg (Dinamarca) - Auxerre (França): 1-1/0-2

Sevilla (Espanha) - Nacional (Portugal): 2-0/2-1 (Golo luso: Adriano)

Gorica (Eslovénia) - AEK Atenas (Grécia): 1-1/0-1

Standard Liège (Bélgica) - Bochum (Alemanha): 0-0/1-1 (Standard vence por golos fora)

Zenit (Rússia) - Estrela Vermelha (Sérvia e Montenegro): 4-0/2-1

Trabzonspor (Turquia) - Athletic Bilbao (Espanha): 3-2/0-2

Ujpest FC (Hungria) - Estugarda (Alemanha): 1-3/0-4

Panionios (Grécia) - Udinese (Itália): 3-1/0-1

Levski Sofia (Bulgária) - Beveren (Bélgica): 1-1/0-1

Maccabi Petah-Tikva (Israel) - Heerenveen (Holanda): 0-5/0-5

Dinamo Zagreb (Croácia) - Elfsborg (Suécia): 2-0/0-0

FH Hafnarfjorour (Islândia) - TSV Alemannia Aachen (Alemanha): 1-5/0-0

Middlesbrough (Inglaterra) - Baník Ostrava (República Checa): 3-0/1-1

Club Brugge (Bélgica) - Châteauroux (França): 4-0/2-1

PAOK (Grécia) - AZ Alkmaar (Holanda): 2-3/1-2

Ventspils (Letónia) - Amica Wronki (Polónia): 1-1/0-1

Sochaux (França) - Stabaek (Noruega): 4-0/5-0

Egaleo (Grécia) - Gençlerbirligi (Turquia): 1-0/1-1

Vídeo: RANGERS - MARÍTIMO
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Marítimo (Portugal) - Rangers (Escócia): 1-0/0-1 (Rangers vence nos penaltis)(Golo luso: Manduca)

Hammarby (Suécia) - Villarreal (Espanha): 1-2/0-3

*Nota: os clubes eliminados na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões foram repescados para a 1ª eliminatória da Taça UEFA

Fase de grupos

Grupo A

Feyenoord (Holanda) - Hearts (Escócia): 3-0

Schalke 04 (Alemanha) - Basileia (Suíça): 1-1

Hearts (Escócia) - Schalke 04 (Alemanha): 0-1

Ferencvàros (Hungria) - Feyenoord (Holanda): 1-1

Schalke 04 (Alemanha) - Ferencvàros (Hungria): 2-0

Basileia (Suíça) - Hearts (Escócia): 1-2

Ferencvàros (Hungria) - Basileia (Suíça): 1-2

Feyenoord (Holanda) - Schalke 04 (Alemanha): 2-1

Hearts (Escócia) - Ferencvàros (Hungria): 0-1

Basileia (Suíça) - Feyenoord (Holanda): 1-0

Classificação

1-Feyenoord (Holanda): 7 pontos
2-Schalke 04 (Alemanha): 7 pontos
3-Basileia (Suíça): 7 pontos
4-Ferencvàros (Hungria): 4 pontos
5-Hearts (Escócia): 3 pontos

(Feyenoord, Schalke 04 e Basileia qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Grupo B

Steaua (Roménia) - Standard Liège (Bélgica): 2-0

Athletic Bilbao (Espanha) - Parma (Itália): 2-0

Parma (Itália) - Steaua (Roménia): 1-0

Besiktas (Turquia) - Athletic Bilbao (Espanha): 3-1

Steaua (Roménia) - Besiktas (Turquia): 2-1

Standard Liège (Bélgica) - Parma (Itália): 2-1

Besiktas (Turquia) - Standard Liège (Bélgica): 1-1

Athletic Bilbao (Espanha) - Steaua (Roménia): 1-0

Parma (Itália) - Besiktas (Turquia): 3-2

Standard Liège (Bélgica) - Athletic Bilbao (Espanha): 1-7

Classificação

1-Athletic Bilbao (Espanha): 9 pontos
2-Steaua (Roménia): 6 pontos
3-Parma (Itália): 6 pontos
4-Besiktas (Turquia): 4 pontos
5-Standard Liège (Bélgica): 4 pontos

(Bilbao, Steaua, e Parma qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Dnipro (Ucrânia) - Club Brugge (Bélgica): 3-2

Real Zaragoza (Espanha) - Utrecht (Holanda): 2-0

Utrecht (Holanda) - Dnipro (Ucrânia): 1-2

Austria Viena (Áustria) - Real Zaragoza (Espanha): 1-0

Dnipro (Ucrânia) - Austria Viena (Áustria): 1-0

Club Brugge (Bélgica) - Utrecht (Holanda): 1-0

Austria Viena (Áustria) - Club Brugge (Bélgica): 1-1

Real Zaragoza (Espanha) - Dnipro (Ucrânia): 2-1

Utrecht (Holanda) - Austria Viena (Áustria): 1-2

Club Brugge (Bélgica) - Real Zaragoza (Espanha):1-1

Classificação

1-Dnipro (Ucrânia): 9 pontos
2-Real Zaragoza (Espanha): 7 pontos
3-Austria Viena (Áustria): 7 pontos
4-Club Brugge (Bélgica): 5 pontos
5-Utrecht (Holanda): 0 pontos

(Dnipro, Zaragoza, e Austria qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Grupo D

Dinamo Tbilisi (Geórgia) - Sochaux (França): 0-2

Panionios (Grécia) - Newcastle Utd. (Inglaterra): 0-1

Newcastle Utd. (Inglaterra) - Dinamo Tbilisi (Geórgia): 2-0

Vídeo: SPORTING - PANIONIOS
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Sporting (Portugal) - Panionios (Grécia): 4-1 (Golos lusos: Custódio, Douala, Liedson, Hugo Viana)

Dinamo Tbilisi (Geórgia) - Sporting (Portugal): 0-4 (Golos lusos: Liedson (3), Chichveishvili (p.b.))

Sochaux (França) - Newcastle Utd. (Inglaterra): 0-4

Vídeo: SPORTING - SOCHAUX
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Sporting (Portugal) - Sochaux (França): 0-1

Panionios (Grécia) - Dinamo Tbilisi (Géorgia): 5-2

Vídeo: NEWCASTLE UTD. - SPORTING
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Newcastle Utd. (Inglaterra) - Sporting (Portugal): 1-1 (Golo luso: Custódio)

Sochaux (França) - Panionios (Grécia): 1-0

Classificação

1-Newcastle Utd. (Inglaterra): 10 pontos
2-Sochaux (França): 9 pontos
3-Sporting (Portugal): 7 pontos
4-Panionios (Grécia): 3 pontos
5-Dinamo Tbilisi (Geórgia): 0 pontos

(Newcastle, Sochaux, e Sporting qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Grupo E

Lázio (Itália) - Villarreal (Espanha): 1-1

Egaleo (Grécia) - Middlesbrough (Inglaterra): 0-1

Middlesbrough (Inglaterra) - Lázio (Itália): 2-0

Partizan (Sérvia e Montenegro) - Egaleo (Grécia): 4-0

Lázio (Itália) - Partizan (Sérvia e Montenegro): 2-2

Villarreal (Espanha) - Middlesbrough (Inglaterra): 2-0

Partizan (Sérvia e Montenegro) - Villarreal (Espanha): 1-1

Egaleo (Grécia) - Lázio (Itália): 2-2

Middlesbrough (Inglaterra) - Partizan (Sérvia e Montenegro): 3-0

Villarreal (Espanha) - Egaleo (Grécia): 4-0

Classificação

1-Middlesbrough (Inglaterra): 9 pontos
2-Villarreal (Espanha): 8 pontos
3-Partizan (Sérvia e Montenegro): 5 pontos
4-Lázio (Itália): 3 pontos
5-Egaleo (Grécia): 1 pontos

(Boro, Villarreal, e Partizan qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Grupo F

Amica Wronki (Polónia) - Rangers (Escócia): 0-5

Vídeo: AUXERRE - GRAZER
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Auxerre (França) - Grazer (Áustria): 0-0

Grazer (Áustria) - Amica Wronli (Polónia): 3-1

Vídeo: AZ ALKMAAR - AUXERRE
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AZ Alkmaar (Holanda) - Auxerre (França): 2-1

Amica Wronki (Polónia) - AZ Alkmaar (Holanda): 1-3

Rangers (Escócia) - Grazer (Áustria): 3-0

AZ Alkmaar (Holanda) - Rangers (Escócia): 1-0

Auxerre (França) - Amica Wronki (Polónia): 5-0

Grazer (Áustria) - AZ Alkmaar (Holanda): 2-0

Rangers (Escócia) - Auxerre (França): 0-2

Classificação

1-AZ Alkmaar (Holanda):: 9 pontos
2-Auxerre (França): 7 pontos
3-Grazer (Áustria): 7 pontos
4-Rangers (Escócia): 6 pontos
5-Amica Wronki (Polónia): 0 pontos

(AZ, Auxerre, e Grazer qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Grupo G

Benfica (Portugal) - Heerenveen (Holanda): 4-2 (Golos lusos: Nuno Gomes (2), dos Santos, Karadas)

Beveren (Bélgica) - Estugarda (Alemanha): 1-5

Estugarda (Alemanha) - Benfica (Portugal): 3-0

Dinamo Zagreb (Croácia) - Beveren (Bélgica): 6-1

Benfica (Portugal) - Dinamo Zagreb (Croácia): 2-0 (Golos lusos: Sokota, Simão)

Heerenveen (Holanda) - Estugarda (Alemanha): 1-0

Dinamo Zagreb (Croácia) - Heerenveen (Holanda): 2-2

Beveren (Bélgica) - Benfica (Portugal): 0-3 (Golos lusos: Zahovic (2), Simão)

Estugarda (Alemanha) - Dinamo Zagreb (Croácia): 2-1

Heerenveen (Holanda) - Beveren (Bélgica): 1-0

Classificação

1-Estugarda (Alemanha): 9 pontos
2-Benfica (Portugal): 9 pontos
3-Heerenveen (Holanda): 7 pontos
4-Dinamo Zagreb (Croácia): 4 pontos
5-Beveren (Bélgica): 0 pontos

(Estugarda, Benfica, e Heerenveen qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

Grupo H

Zenit (Rússia) - AEK Atenas (Grécia): 5-1

TSV Alemannia Aachen (Alemanha) - Lille (França): 1-0

Lille (França) - Zenit (Rússia): 2-1

Sevilla (Espanha) - TSV Alemannia Aachen (Alemanha): 2-0

Zenit (Rússia) - Sevilla (Espanha): 1-1

AEK Atenas (Grécia) - Lille (França): 1-2

Sevilla (Espanha) - AEK Atenas (Grécia): 3-2

TSV Alemannia Aache (Alemanha) - Zenit (Rússia): 2-2

Lille (França) - Sevilla (Espanha): 1-0

AEK Atenas (Grécia) - TSV Alemannia Aachen (Alemanha): 0-2

Classificação

1-Lille (França): 9 pontos
2-Sevilla (Espanha): 7 pontos
3-TSV Alemannia Aachen (Alemanha): 7 pontos
4-Zenit (Rússia): 5 pontos
5-AEK Atenas (Grécia): 0 pontos

(Lille, Sevilla, e TSV qualificaram-se para a 3ª eliminatória)

3ª Eliminatória (1ª e 2ª mãos)*

Grazer (Áustria) - Middlesbrough (Inglaterra): 2-2/1-2

Heerenveen (Holanda) - Newcastle Utd. (Inglaterra): 1-2/1-2

Basileia (Suíça) - Lille (França): 0-0/0-2

Parma (Itália) - Estugarda (Alemanha): 0-0/2-0 

Vídeo: SPORTING - FEYENOORD
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Vídeo: FEYENOORD - SPORTING 
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Sporting (Portugal) - Feyenoord (Holanda): 2-1/2-1 (Golos lusos: Custódio, Liedson/Rochemback, Liedson)

TSV Alemannia Aachen (Alemanha) - AZ Alkmaar (Holanda): 0-0/1-2

Austria Viena (Áustria) - Athletic Bilbao (Espanha): 0-0/2-1

Partizan (Sérvia e Montenegro) - Dnipro (Ucrânia): 2-2/1-0

Valância (Espanha) - Steaua (Roménia): 2-0/0-2 (Steaua vence nos penaltis)

Vídeo: AJAX - AUXERRE
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Vídeo: AUXERRE - AJAX
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Ajax (Holanda) - Auxerre (França): 1-0/1-3

CSKA Moscovo (Rússia) - Benfica (Portugal): 2-0/1-1 (Golo luso: Karadas)

Fenerbahçe (Turquia) - Real Zaragoza (Espanha): 0-1/1-2

Panathinaikos (Grécia) - Sevilla (Espanha): 1-0/0-2

Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - Schalke 04 (Alemanha): 1-1/1-0

Olympiakos (Grécia)  - Sochaux (França): 1-0/1-0

Dynamo Kiev (Ucrânia) - Villarreal (Espanha): 0-0/0-2

*Nota: os clubes eliminados na fase de grupos da Liga dos Campeões foram repescados para a 3ª eliminatória da Taça UEFA

Oitavos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Vídeo: MIDDLESBROUGH - SPORTING
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Vídeo: SPORTING - MIDDLESBROUGH
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Middlesbrough (Inglaterra) - Sporting (Portugal): 2-3/0-1 (Golos lusos: Pedro Barbosa, Liedson, Douala/Pedro Barbosa)

Sevilla (Espanha) - Parma (Itália): 0-0/0-1

Steaua (Roménia) - Villarreal (Espanha): 0-0/0-2

Lille (França) - Auxerre (França): 0-1/0-0

Olympiakos (Grécia) - Newcastle Utd. (Inglaterra): 1-3/0-4

Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - AZ Alkmaar (Holanda): 1-3/1-2

Partizan (Sérvia e Montenegro) - CSKA Moscovo (Rússia): 1-1/0-2

Austria Viena (Áustria) - Real Zaragoza (Espanha): 1-1/2-2 (Austria vence por golos fora)

Quartos-de-final (1ª e 2ª mãos)

Villarreal (Espanha) - AZ Alkmaar (Holanda): 1-2/1-1

Vídeo: CSKA MOSCOVO - AUXERRE
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Vídeo: AUXERRE - CSKA MOSCOVO
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CSKA Moscovo (Rússia) - Auxerre (França): 4-0/0-2

Newcastle Utd. (Inglaterra) - Sporting (Portugal): 1-0/1-4 (Golos lusos: Niculae, Sá Pinto, Beto, Rochemback)

Austria Viena (Áustria) - Parma (Itália): 1-1/0-0 (Parma vence por golos fora)

Meias-finais (1ª e 2ª mãos)

Parma (Itália) - CSKA Moscovo (Rússia): 0-0/0-3

Vídeo: AZ ALKMAAR - SPORTING
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Sporting (Portugal) - AZ Alkmaar (Holanda): 2-1/2-3 (Sporting vence por golos fora)(Golos lusos: Douala, Pinilla/Liedson, Miguel Garcia)

Final

CSKA Moscovo (Rússia) - Sporting (Portugal): 3-1

Data: 18 de maio de 2005

Estádio: José de Alvalade, em Lisboa (Portugal)

Árbitro: Graham Poll (Inglaterra)

Sporting: Ricardo, Miguel Garcia, Beto, Rodrigo Tello, Enakarhire, Pedro Barbosa, Rochemback, Rogério  (Douala, aos 80m), João Moutinho (Hugo Viana, aos 88m), Sá Pinto (Marius Niculae, aos 73m), Liedson. Treinador: José Peseiro.

CSKA Moscovo:  Igor Akinfeev,Vassili Berezoutski, Sergei Ignashevich, Aleksei Berezoutski,Yuri Zhirkov, Elvir Rahimic, Chidi Odiah, Daniel Carvalho (Deividas Semberas, aos 82m), Evgeni Aldonin (Rolan Gusev, aos 86m),Vágner Love, Ivica Olic (Milos Krasic, aos 67m). Treinador: Valeriy Gazzaev

Golos: 1-0 (Rogério, aos 29m), 1-1 (Aleksei Berezoutski, aos 56m), 2-1 (Yuri Zhirkov, aos 66m), 3-1 (Vágner Love, aos 75m)
Contra todas as previsões o Sporting perdeu a Taça UEFA no... seu próprio estádio! O carrasco dos leões veio da gélida Rússia, de seu nome CSKA de Moscovo, que assim se tornava no primeiro clube daquele país (enquanto nação independente) a vencer uma prova europeia. Nesta época a Taça UEFA conheceu algumas novidades, a maior delas todas a introdução de uma fase de grupos, numa tentativa de aproximar a competição à milionária Liga dos Campeões.

Vídeo: CSKA MOSCOVO - SPORTING

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Melhor marcador:
Shearer (Newcastle Utd.): 11 golos

SUPERTAÇA EUROPEIA

Época 2004/05

Liverpool (Inglaterra) - CSKA Moscovo (Rússia): 3-1

Data: 26 de agosto de 2005

Estádio: Louis II, no Mònaco (França)

Liverpool:  Reina; Finnan (Sinama-Pongolle, aos 55m), Hyypia, Riise (Cissé, aos 79m), Luis García, Xabi Alonso (Sissoko, aos 70m), Hamann, Josemi, Fernando Morientes, Carragher, Zenden. Treinador: Rafa Benítez

CSKA Moscovo: Igor Akinfeev; Sergei Ignashevich, Aleksei Berezoutski, Daniel Carvalho, Vágner Love, Chidi Odiah (Rolan Gusev, aos 90m), Miloš Krasic (Alexandro Silva de Souza, aos 85m), Yuri Zhirkov (Deividas Semberas, aos 66m), Evgeni Aldonin, Vassili Berezoutski, Elvir Rahimic. Treinador: Valeriy Gazzaev

Golos: 0-1 (Daniel Carvalho, aos 28m), 1-1 (Cissé, aos 82m), 2-1 (Cissé, aos 103m), 3-1 (Luis Garcia, aos 109m)
Foi necessário um prolongamento de 30 minutos para coroar o Liverpool como o novo proprietário da Supertaça Europeia de 2005.