sábado, agosto 15, 2015

Museus REAIS do Futebol - Museu do Futebol Clube do Porto

Deslumbrante! Esta é a palavra que nos ocorre pronunciar mal acabámos de sair do Museu do Futebol Clube do Porto. Um espaço em que centenária história de um dos maiores emblemas do desporto mundial - sobretudo ao nível do futebol - está magnificamente retratada através da tecnologia de ponta, fazendo com que esta seja um dos museus de clubes mais modernos de todo o planeta. Vídeos - grande parte deles interativos - a recordar centenas de feitos e factos do símbolo do dragão, e imagens a três dimensões, são uma presença constante à medida em que caminhamos por estas artérias de beleza ímpar onde reluzem largas centenas de troféus, documentos e objetos históricos, equipamentos lendários, ou inúmeras fotografias e estátuas de gloriosos ícones que ajudaram a escrever a história deste clube.
A viagem pelos caminhos da história tem início precisamente por entre estátuas de nomes que marcaram a vida do FC Porto. De André Villas-Boas a José Mourinho, passando por Bobby Robson, Barrigana, Valdemar Duarte, Pinga, até atletas lendários de outras modalidade - o hoquista Vítor Hugo e a lenda do atletismo Fernanda Ribeiro também lá estão - os nossos olhos arregalam-se de curiosidade. Nas imagens - pela ordem de cima para baixo - temos o treinador Bela Guttman, e os futebolistas Teófilo Cubillas e Norman Hall.
 As alusões aos primeiros dias do FC Porto são múltiplas e absolutamente interessantes sob o ponto de vista histórico. Nestas primeiras vitrinas adornadas com vídeos recreativos da época da fundação a figura de António Nicolau d' Almeida - fundador do clube em 1893 - surge em inúmeros recantos, através de jornais da época, fotografias, ou objetos pessoais. Deliciosa é a carta original escrita pelo próprio punho de Nicolau d' Almeida a Guilherme Pinto Basto, nesse ano de 1893, onde o ilustre empresário na área dos vinhos - do Porto, claro está - convidou o Football Club Lisbonense dirigido por Pinto Basto para um desafio amigável com o recém fundado Football Club do Porto. Bastante interessante é a recriação desse lendário capítulo da história, em que os nossos olhos de deparam com a estátua de Nicolau d' Almeida sentado sobre uma mesa - retratada na primeira imagem desta sequência - a escrever uma missiva - provavelmente a histórica missiva enviada a Guilherme Pinto Basto, cujo original pode ser visto na terceira imagem. Deveras interessante e bonito, acima de tudo, é a Taça Monteiro da Costa, para muitos dos historiadores desportivos o primeiro campeonato regional disputado a norte do Rio Mondego, e que pode ser vista na segunda imagem entre diversos documentos históricos e medalhas alusivas à época em que o re-fundador do FC Porto, José Monteiro da Costa, presidiu o clube. Entre esses documentos históricos destacam-se as primeiras atas, os primeiros relatórios de contas, ou os primeiros cartões de associados.
 As alusões às grandes vitórias sobre os velhos rivais - com Benfica e Sporting à cabeça neste aspeto - são uma presença constante nestas avenidas do conhecimento da história portista. Uma dessas memórias leva-nos até 1954, ano em que o antigo Estádio da Luz foi inaugurado, tendo o FC Porto apadrinhado essa inauguração com um triunfo sobre o eterno rival Benfica por 3-1. Como recordação desse triunfo os dragões trouxeram para casa a Taça Cosme Damião, belo troféu que pode ser visto na primeira imagem desta sequência. Vários são igualmente os mantos sagrados que o dragão vestiu ao longo de mais de 120 anos de história, todos eles carregados de história e de... histórias, como aquele envergado por Pavão - na terceira imagem da sequência -, jogador que faleceu em campo ao minuto 13 da jornada número 13 da temporada de 73/74; a réplica da camisola usada nos tempos das primeiras conquistas na Taça Monteiro da Costa - segunda imagem da presente sequência - ou ainda uma vitrina onde estão expostas algumas camisolas do passado longínquo - camisola da seleção nacional usada por Pinga - e do passado recente - entre estas está uma camisola usada pelo brasileiro Hulk num jogo ao serviço da seleção do Brasil ante a Inglaterra -misturadas com as duas botas de ouro conquistadas por Fernando Gomes, ou as chuteiras usadas por Jaime Magalhães na final da Taça das Taças de 1984 - artigos que podem ser visionados na última imagem desta sequência.  Mais e variadas camisolas de épocas distintas podem ser vistas na réplica de um balneário construído à escala humana - imagem do topo - naquele que constitui um dos pormenores mais deslumbrantes deste ultra-moderno museu.
Dobrado o 25 de Abril de 1974 eis que foi vislumbrado o... azul ao fundo do túnel. Esta expressão encontra-se gravada no chão do museu assim que deixamos os tempos cinzentos - em termos de grandes títulos nacionais - da primeira metade de vida do clube e entramos nos anos gloriosos das décadas de 80, 90, e já no novo milénio, anos em que o FC Porto se tornou no clube mais titulado do futebol português, tanto a nível nacional como internacional. São centenas os troféus que o clube guarda numa área ampla, luminosa - em tons de azul, claro está - e que chama à atenção do visitante deste espaço. Numa espécie de cúpula redonda estão guardados os muitos troféus de campeão nacional, de vencedor de taças de Portugal e de vencedor da supertaça Cândido de Oliveira - que podem ser vistos nas quatro imagens que compõem esta sequência.
Majestosamente exibidos encontram-se os sete troféus internacionais conquistados pelo FC Porto  numa área ampla adornada com efeitos multimédia. Além de poder estar muito perto da Taça dos Campeões Europeus de 1987, da Liga Europa de 2011, das taças Intercontinentais de 1987 e 2004, da Supertaça Europeia de 87, da Liga dos Campeões de 2004, e da Taça UEFA de 2003, o visitante pode recordar como elas foram conquistadas, sendo que por detrás de cada uma das vitrinas onde os troféus estão religiosamente guardados existem sete telas gigantes onde passam os vídeos dessas lendárias finais internacionais. Ainda por detrás dos troféus internacionais existem outras vitrinas onde estão guardadas recordações de cada uma dessas mesmas finais, desde camisolas, chuteiras - as que Paulo Futre usou na final de Viena em 87, por exemplo - programas dos jogos, medalhas de campeão, bilhetes dessas finais, fotografias, ou galhardetes. Em suma, um espaço absolutamente fascinante!
No museu do FC Porto há centenas de pormenores que cativam à primeira vista os entusiastas da história - como eu. Um desses muitos pormenores que me despertou interesse foi a velhinha mesa onde os presidentes do clube tomavam posse - pode ser vista na primeira imagem da sequência - e que se encontra repleta de objetos pessoais de alguns desses históricos dirigentes, e aqui realço a cigarreira de prata do fundador António Nicolau d' Almeida. Mais atual e sobretudo mais imaginativo é o autocarro dos campeões, um veículo real - aqui retratado na segunda e terceira imagem da sequência - onde o visitante se pode sentar ao lado de algumas das lendas - ali expostas em estátua - do clube, desde Mourinho, Artur Jorge Jorge Costa, Jardel, Domingos, João Pinto, Oliveira, e tantos outros. Na saída deste deslumbrante espaço o visitante depara-se com outro objeto histórico: a baliza onde Radamel Falcao marcou o único golo da final da Liga Europa de 2011, em Dublin, e que constitui um remate em grande numa visita que se recomenda, quer a adeptos do FC Porto, quer a simples apaixonados pela história do belo jogo, como eu.

Vídeo produzido pelo Museu Virtual do Futebol:
video
 

terça-feira, agosto 04, 2015

Histórias do Planeta da Bola (14)... A Taça Latina (parte III)

Cartoon do jornal francês L'Équipe, com
a caracterização das principais estrelas
dos candidatos à conquista
da Taça Latina de 1955
Após um ano de interregno (1954) a Taça Latina voltou em 1955 a integrar o calendário futebolístico dos emblemas do sul do Velho Continente. Paris foi pela segunda vez o palco escolhido para que as estrelas dos campeões de Espanha, Itália, e França, respetivamente, o Real Madrid, o Milan, e o Stade Reims, medissem forças. A estes juntou-se aquela que haveria de ser a equipa sensação desta sexta edição da competição, o Belenenses, conjunto que chegava à capital gaulesa como vice-campeão de Portugal. O campeão nacional luso da temporada 1954/55, o Benfica, ao invés de lutar pela Taça Latina preferiu viajar até ao Brasil para disputar o Torneio Charles Miller, dai o nome dos azuis do Restelo ter figurado num cartaz de autêntico luxo, desde logo marcado pela presença na Cidade de Luz de um conjunto de estrelas do planeta da bola, de verdadeiros magos do futebol, entre outros o italiano Cesare Maldini, os suecos Nils Liedholm, e Gunnar Nordhal, o uruguaio Juan Schiaffino, o francês Raymond Kopa, os espanhóis Gento, Rial e Miguel Muñoz, e o argentino Alfredo Di Stéfano, este último para muitos era já o melhor futebolista do Mundo de então, e é nessa qualidade que chega a Paris debaixo dos holofotes da fama. Porém, nenhuma dessas estrelas brilhou de uma forma tão cintilante quanto a do belenense Matateu, o homem que encantou os parisienses com as suas arrancadas felinas e serpenteantes adornadas com a beleza do seu fortíssimo pontapé canhão

A imagem de Matateu a sair em
do terreno como sobrolho aberto
em consequência da violência madrilena 
Matateu saiu do anonimato para se tornar no jogador sensação do torneio, no mais aplaudido e também no... mais castigado pela dureza dos adversários. Matateu e Belenenses assumiram o papel mais relevante desta edição, pese embora o clube português não tenha ido além do último lugar da classificação final. Ficaram no entanto duas excelentes exibições, tendo a primeira delas ocorrida a 22 de junho diante do poderoso Real Madrid, conjunto que encontrava o Belenenses pela sexta vez na história, sendo que as cinco anteriores haviam sido em caráter amistoso, com o saldo de duas vitórias para cada lado e um empate. E contra todas as previsões iniciais no Parque dos Princípes o Belenenses soltou-se, partiu para cima do poderoso conjunto merengue, atacando sempre com muito perigo a baliza de Alonso. Di Pace e Dimas dispararam mesmo uma bomba cada um deles ao poste da baliza dos campeões de Espanha, e a avalanche azul era de tal maneira intensa que em múltiplos períodos do jogo os belenenses chegaram a ter 10 homens plantados no meio campo madrileno! E o sufoco era maior sempre que Matateu pegava na bola. Um autêntico quebra-cabeças para a defesa dos madrilenos ao longo dos 90 minutos. Perante a impotência em parar as investidas do génio nascido em Moçambique os defensores do Real Madrid só encontaram uma maneira de travar o endiabrado Matateu: recorrendo à falta. Ou melhor, recorrendo a violentas entradas, sendo que numa delas Marquitos colocou o astro moçambicano fora de combate durante sete minutos no sentido deste receber assistência – abriu o sobrolho e teve de ser suturado naquele instante com quatro pontos – fora do retângulo de jogo. O Belenenses jogava e o Real Madrid sofria, mas tal tendência não se viria a verificar no marcador, já que aos 14 minutos Zarragá bateu o guardião José Pereira e fez o primeiro tento da noite. Já no segundo tempo, aos 60 minutos, Payá ampliou a vantagem para os campeões de Espanha, garantindo assim a passagem ao encontro decisivo. Um triunfo falso, injusto, o qual não traduziu o que se passou em campo, conforme traduziu no dia seguinte a imprensa gaulesa. Quanto a Matateu, foi elevado à categoria de herói, de grande estrela do jogo, de tal maneira que o jornal Le Figaro escrevia no dia seguinte que: “Os portugueses tiveram um grande jogador: Matateu, sólido de pernas e senhor de assombrosa agilidade”. Já a revista Miroir Sprint dizia que “Di Stéfano perdeu o sorriso devido ao negro Matateu”. A estrela argentina havia sido eclipsada pelo grande Matateu. 
 

Milan e Stade Reims lutam
pela presença na final
No outro duelo da meia-final houve a necessidade de se realizarem dois prolongamentos para apurar o outro finalista, sendo que ao minuto 148 o Stade Reims de Raymond Kopa e do mestre da tática Albert Batteux fez o 3-2 final com que afastou o Milan do jogo decisivo.

E na partida de apuramentos dos terceiros e quarto lugares o futebol harmonioso do Belenenses voltou a pairar sobre o relvado do Parque dos Princípes diante dos milanistas. Os portugueses jogaram melhor, dominaram, mas... era o Milan que marcava. Aos 16 minutos os italianos abrem o marcador, mas pouco depois o árbitro anula mal um golo aos belenenses, de nada valendo os protestos destes. Aliás, queixas em relação à arbitragem o Belenenses teve de sobra, sobretudo no jogo diante do Real Madrid, onde o juiz fez vista grossa à violência dos madrilenos sobre os lusos. Mas voltando à partida ante os italianos, aos 75 minutos estes aumentam a vantagem, mas volvidos apenas dois minutos aparece o génio de Matateu, que um pouco combalido devido às violentas entradas que havia sofrido na véspera realizou uma exibição um pouco mais contida em relação ao jogo com os espanhóis. Mesmo assim foi aplaudido entusiasticamente pelo público parisiense, sobretudo após o magistral passe que fez a Dimas para este reduzir a desvantagem. Porém, aos 83 minutos o Milan sentenciou o jogo com o 3-1 final, mais um resultado injusto para aquilo o que se verificou no relvado, onde os portugueses foram nitidamente melhores. O último lugar da classificação esteve longe de refletir o que os azuis do Restelo fizeram em campo, muito longe.
Capitães do Stade Reims e do Real Madrid
cumprimentam-se antes da final
No dia 26 de junho Real Madrid e Stade Reims subiram ao relvado da catedral do futebol francês para discutir o título. Héctor Rial seria a grande estrela da noite ao apontar os dois únicos golos do encontro – um em cada metade – a favor dos merengues que assim venciam a sua primeira Taça Latina. Este seria o primeiro encontro entre Real Madrid e Stade Reims no espaço de um ano, já que em 1956, naquele mesmo local, ambos os conjuntos voltariam a encontra-se numa final, desta feita na primeira edição da recém criada Taça dos Clubes Campeões Europeus (TCCE). Este seria na verdade o início de um reinado de sete anos consecutivos dos madrilenos na Europa do futebol, já que à Taça Latina de 1955 o clube presidido então por Don Santiago Bernabéu somou seis TCCE consecutivas até 1960! Foi obra!



Nomes e números:



Meias-finais



Recortes da imprensa a dar eco da epopeia do Belenenses e de Mateteu em Paris
Real Madrid (Espanha) – Belenenses (Portugal): 2-0

Stade Reims (França) – Milan (Itália): 3-2



Jogo de apuramentos dos 3º e 4º lugares



Milan (Itália) – Belenenses (Portugal): 3-1



Final



Real Madrid (Espanha) – Stade Reims (França): 2-0



Data: 26 de junho de 1955

Estádio: Parque dos Princípes, em Paris (França)

Árbitro: Joaquim Campos (Portugal)

Real Madrid: Juan Alonso, Joaquín Navarro, Joaquín Oliva, Ragel Lesmes, Miguel Muñóz, José María Zárraga, Luis Molowny, José Luis Pérez Payá, Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, e Francisco Gento. Treinador: José Villalonga.



Stade Reims: Paul Sinibaldi, Simon Zimny, Robert Jonquet, Raoul Giraudo, Armand Penverne, Robert Siatka, Michel Hidalgo, Léon Glovacki, Raymond Kopa, René Bliard, e Jean Templin. Treinador: Albert Batteux.



Golos: 1-0 (Rial, aos 7m), 2-0 (Rial, aos 69m).
A equipa do Real Madrid que em 55 venceu a sua primeira Taça Latina



1956 e 1957: O eclipse da Taça Latina perante o brilho da recém-criada Taça dos Clubes Campeões Europeus



Na primeira meia-final o Milan bateu o Benfica...
A criação da Taça dos Campeões Europeus (TCE) por intermédio da UEFA na temporada de 1955/56 apressou a queda da Taça Latina. Os campeões nacionais do sul do Velho Continente depressa perceberam que a competição uefeira era bem mais atrativa e competitiva que a Taça Latina, uma prova restrita a quatro participantes, pouco competitiva, em contraposto com a TCE, um certame sonhado para todos os campeões nacionais da Europa, bem mais competitiva, como tal. O desinteresse pela Taça Latina verificou-se desde logo na edição de 1956, quando apenas dois dos quatro campeões nacionais dos países que integravam a competição criada em 1949 mostraram vontade em participar. Nice (França) e Athletic de Bilbao (Espanha) foram os dois campeões nacionais que aceitaram deslocar-se a Milão, a sede da sétima edição do certame. Quanto aos restantes envolvidos, o Benfica representou Portugal em substituição do campeão FC Porto que preferiu concentrar-se na competição da UEFA, ao passo que o Milan representou Itália, já que o campeão transalpino de 55/56, a Fiorentina, decidiu poupar forças para a TCE da época seguinte. 
 

... enquanto que na segunda os bascos do Athletic
despacharam os gauleses do Nice
No dia 29 de junho subiram ao relvado da Arena Civica as equipas do Benfica e do Milan, tendo o conjunto italiano sido muito superior ao português ao longo dos 90 minutos. Sob o olhar de 5000 espetadores o primeiro golo surgiu aos 18 minutos, por intermédio de Mariani, após cruzamento de Frignani. A cinco minutos do intervalo o uruguaio Pepe Schiaffino – campeão do Mundo em 1950 – ampliou a vantagem perante a apatia dos lisboetas. Mário Coluna ainda reduziu a desvantagem pouco depois do início do segundo tempo, mas aquela era uma tarde em que futebol ofensivo do Milan haveria de dar mais frutos. Schiaffino voltou a fazer o gosto ao pé aos 12 minutos, para cinco minutos volvidos Caiado dar uma nova esperança ao Benfica após bater pela segunda vez o guardião Buffon. À passagem da meia hora da etapa complementar Bagnoli fez o 4-2 final que apurou os transaplinos para o encontro decisivo. Na outra meia final o Athletic despachou o Nice por duas bolas a zero.

A franceses e portugueses não restou outra alternativa senão lutar pelo último lugar do pódio, tendo havido a necessidade de se jogar um prolongamento de 30 minutos, já que no final do tempo regulamentar o marcador indicava um teimoso empate a zero bolas. No tempo extra a sorte sorrido aos lisboetas que na sequência de golos de Cavém e José Águas levaram para casa o terceiro lugar. 
 

Fase da final de 1956 entre milanistas e bascos
A final, disputada a 3 de julho foi resolvida nos últimos 10 minutos de jogo, isto porque até então o resultado era de 1-1, sendo que Bagnoli deu vantagem ao Milan aos 21 minutos e Artexte empatou aos 50. Aos 80 Dal Monte desfez o empate, facto que galvanizou ainda mais os italianos que a dois minutos do fim deram a última machadada nas aspirações dos bascos na sequência de um golo de Schiaffino que selou o triunfo milasta. Cinco anos depois a Taça Latina estava de regresso a Itália.

No ano seguinte a prova teve a sua derradeira aparição no calendário internacional. E se Madrid teve a honra de abrir as cerimónias ao receber a primeira edição da Taça Latina em 1957 teve a missão de dizer adeus à competição. Para a despedida a capital espanhola recebeu os quatro campeões nacionais dos países que deram vida à Taça Latina, nomeadamente, o Real Madrid (Espanha), o Milan (Itália), o Benfica (Portugal), e o Saint-Étienne (França). A final jogou-se entre as duas equipas ibéricas, tendo um lance genial do... génio Alfredo Di Stéfano decidido a contenda a favor dos madrilenos, que juntavam a Taça Latina à TCE conquistada nesse ano de 1957. E assim caia o pano sobre uma competição que apesar de ter tido vida curta conheceu múltiplos momentos de magia futebolística.



Nomes e números (edição de 1956):



Meias-finais



Milan (Itália) – Benfica (Portugal): 4-2

Athletic Bilbao (Espanha) – Nice (França): 2-0



Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares



Benfica (Portugal) – Nice (França): 2-1



Final



Milan (Itália) – Athletic Bilbao (Espanha): 3-1



Data: 3 de julho de 1956

Estádio: Arena Civica, em Milão (Itália)

Árbitro: Maurice Guigue (França)



Milan: Lorenzo Buffon, Eros Fassetta, Francesco Zagatti, Nils Liedholm, Cesare Maldini, Luigi Radice, Amos Mariani, Osvaldo Bagnoli, Giorgio Dal Monte, Juan Alberto Schiaffino, e Amleto Frignani. Treinador: Héctor Puricelli.



Athletic Bilbao: Carmelo Cedrún, José Orúe, Trapeo, Mauri Ugartemendia, Jesús Garay, José María Maguregui, José Artetxe, Felix Markaida, Eneko Arieta, Ignacio Uribe, e Piru Gaínza. Treinador: Ferdinand Daucík.



Golos: 1-0 (Bagnoli, ao 21m), 1-1 (Artexte, aos 50m), 2-1 (Dal Monte, aos 80m), 3-1 (Schiaffino, aos 88m).
O onze do Milan que venceu o Athletic de Bilbao na final de 1956



Nomes e números (edição de 1957):



Meias-finais



Benfica (Portugal) – Saint-Étienne (França): 1-0

Real Madrid (Espanha) – Milan (Itália): 5-1



Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares



Milan (Itália) – Saint-Étienne (França): 4-3

Final



Real Madrid (Espanha) – Benfica (Portugal): 1-0



Data: 23 de junho de 1957

Estádio: Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)

Árbitro: Marcel Lequesne (França)



Real Madrid: Juan Alonso, Manuel Torres, Marquitos, Rafael Lesmes, Miguel Muñóz, Antonio Ruiz Cervilla, Joseito, Raymond Kopa, Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, e Francisco Gento. Treinador: José Villalonga.



Benfica: José Bastos, Francisco Calado, Manuel Francisco Serra, Ângelo, Zézinho, Alfredo, Francisco Palmeiro, Mário Coluna, José Águas, Salvador Martins, e Domiciano Cavém. Treinador: Otto Glória.



Golo: 1-0 (Di Stéfano, aos 50m).
Real Madrid posa para a eternidade com a última Taça Latina da história

segunda-feira, agosto 03, 2015

Lista de Campeões... Paraguai

Campeões Nacionais 
(Era Profissional)

2016: Libertad (abertura) / Guarani (clausura)
2015: Cerro Porteño (abertura) / Olimpia (clausura)
2014: Libertad (abertura) / Libertad (clausura)
2013: Nacional (abertura) / Cerro Porteño (clausura)
2012: Cerro Porteño (abertura) / Libertad (clausura)
2011: Nacional (abertura) / Olimpia (clausura)
2010: Guarani (abertura) / Libertad (clausura)
2009: Cerro Porteño (abertura) / Nacional (clausura)
2008: Libertad (abertura) / Libertad (clausura) 
2007: Libertad
2006: Libertad
2005: Cerro Porteño
2004: Cerro Porteño

2003: Libertad

2002: Libertad
2001: Cerro Porteño
2000: Olimpia
1999: Olimpia
1998: Olimpia
1997: Olimpia
1996: Cerro Porteño
1995: Olimpia
1994: Cerro Porteño

1993: Olimpia
1992: Cerro Porteño
1991: Sol de América
1990: Cerro Porteño
1989: Olimpia
1988: Olimpia
1987: Cerro Porteño
1986: Sol de América
1985: Olimpia
1984: Guarani
1983: Olimpia
1982: Olimpia
1981: Olimpia
1980: Olimpia
1979: Olimpia
1978: Olimpia
1977: Cerro Porteño
1976: Libertad
1975: Olimpia
1974: Cerro Porteño

1973: Cerro Porteño

1972: Cerro Porteño

1971: Olimpia
1970: Cerro Porteño
1969: Guarani
1968: Olimpia

1967: Guarani
1966: Cerro Porteño
1965: Olimpia
1964: Guarani

1963: Cerro Porteño

1962: Olimpia
1961: Cerro Porteño
1960: Olimpia
1959: Olimpia

1958: Olimpia

1957: Olimpia

1956: Olimpia

1955: Libertad

1954: Cerro Porteño
1953: Sportivo Luqueño
1952: Presidente Hayes

1951: Sportivo Luqueño

1950: Cerro Porteño

1949: Guarani
1948: Olimpia

1947: Olimpia

1946: Nacional

1945: Libertad
1944: Cerro Porteño

1943: libertad

1942: Nacional

1941: Cerro Porteño

1940: Cerro Porteño

1939: Cerro Porteño

1938: Olimpia

1937: Olimpia

1936: Olimpia

1935: Cerro Porteño