domingo, junho 13, 2010

segunda-feira, abril 26, 2010

Futsal do Benfica fez história...


Pela primeira vez na sua história o Benfica conquistou a UEFA Futsal Cup, o mesmo é dizer sagrou-se Campeão da Europa desta modalidade. O feito foi alcançado em Lisboa, mais precisamente no Pavilhão Atlântico, local onde decorreu a Final Four 2010 da prova. Na final os lisboetas derrotaram os espanhóis do Interviú de Madrid por 3-2.

sexta-feira, abril 09, 2010

Já temos 4 anos de vida!


Pois é, o tempo passa a voar. Parece que foi ontem que o Museu Virtual do Futebol abriu oficialmente as suas portas a todos aqueles que têm o "Desporto Rei" como um dos amores das duas vidas. Foram 4 anos - feitos precisamente neste mês de Abril - recheados de dezenas e dezenas de deliciosas histórias deste jogo que tanto nos encanta. Como o futebol é uma "mina" cada vez mais rica em termos de factos e/ou histórias é pois nosso propósito continuar a trazê-lo(a)s a este humilde cantinho virtual.

sexta-feira, março 12, 2010

A nova cara do Museu Virtual do Futebol...

Prestes a completar quatro anos de vida o Museu Virtual do Futebol (MVF) vem guardando nas suas “vitrinas virtuais” um – cada vez mais - vasto espólio alusivo ao belo jogo. Encantadoras histórias das lendas que dão corpo ao “Desporto Rei”, inolvidáveis feitos de nobres emblemas, factos e números de uma imensidão de competições, e muito, muito mais, temos vindo a relatar com um inquestionável prazer e paixão neste espaço virtual.
Tendo presente a necessidade de guardar este espólio futebolístico de uma forma mais organizada e sobretudo de fácil acesso/consulta aos nossos visitantes o MVF decidiu transferir então toda a sua “riqueza” para um SITE. Um espaço de simples e como tal fácil acesso onde os visitantes circulem à vontade. “Vitrinas”, ou melhor secções, devidamente organizadas por temas, uma TV virtual com deliciosas imagens que recordam factos do belo jogo, entre outras novidades mais marcam esta nova etapa da nossa vida.
Contudo, este blogue não irá morrer, longe disso, até porque foi aqui que a nossa “viagem” pelo maravilhoso mundo do futebol teve início, vai sim dar lugar de destaque ao nosso site, um site que vai a partir de agora ser a nossa janela principal no cyberespaço.
Claro está que o ilustre visitante está desde já convidado a dar uma saltada a
http://museuvirtualdofutebol.webs.com
e continuar a visitar e conhecer retalhos do passado deste desporto que tanto nos encanta.

terça-feira, março 09, 2010

Efemérides do Futebol (5)...

Campeão encontrado após... seis prolongamentos

A final do campeonato francês de 1902, disputado entre o Racing Club de France (de Paris) e o Racing Club de Roubaix, ocorrida na localidade de Bécon-les-Bruyères, a 20 de Abril do citado ano, terminou (no tempo regulamentar) empatada a três golos. Depois de consultado o árbitro, o inglês John Wood, as duas equipas chegaram a acordo para jogar um prolongamento de 15 minutos para desfazer a igualdade. Período extra este que não seria suficiente para ser encontrado um campeão, o qual seria apurado após... o sexto prolongamento (!), altura em que o centro-campista inglês Peacock apontou o golo que daria o título ao Roubaix. Tal facto ocorreu ao minuto 175!

sexta-feira, março 05, 2010

Grandes lendas do futebol mundial (7)... Pinga - Diabo do Meio-Dia

Estava o Mundo ainda muito longe de se maravilhar com as fintas e sprints de Cristiano Ronaldo e já a ilha da Madeira produzia diamantes raros no que toca à arte de conduzir a bola. Esta é uma história que teve início há mais de 100 anos, altura em que esta imortal lenda do “desporto rei” veio ao Mundo. Estávamos em 1909, numa época em que futebol vivia a sua era romântica, simples, puro, e consequentemente apaixonante... sem os tiques do mediatismo económico em que hoje em dia se encontra mergulhado.
Na cidade do Funchal nascia no dia 30 de Setembro desse longínquo 1909 um menino, um menino que recebeu a graça de Artur... Artur de Sousa, o seu nome completo. Como tantos outros meninos da sua idade foi crescendo contagiado pelo fascínio do futebol, dando asas à sua paixão em alegres jogos de rua disputados com uma bola de trapos e com os pés descalços. Foi-se tornado homem, e a sua perícia com a bola nos pés foi-se fazendo notar cada vez com mais intensidade, sendo que ainda no período da adolescência começaria a mostrar os seus dotes ao serviço do Marítimo. Encantaria pequenos e graúdos com as cores verde-rubras dos insulares vestidas, não demorando muito a que o seu nome começasse a despertar interesse junto dos principais emblemas do continente.
Um desses interessados era o Futebol Clube do Porto, clube que em finais dos anos 20 do século passado era orientado pelo seu lendário antigo guarda-redes Mihaly “Miguel” Siska. Em busca de pérolas para o seu clube Siska desenvolve todos os esforços para trazer outro mestre da táctica para a capital do Norte do país para o auxiliar na tarefa de conduzir os “dragões” aos patamares mais altos do futebol lusitano. Esse homem encontrava-se na altura na Madeira e tinha como graça... Joseph Szabo. Numa conversa de húngaro para húngaro Szabo confidenciaria a Siska que na Madeira havia um diamante por lapidar, um avançado fora de série, e que o FC Porto tudo deveria fazer para o levar para os seus quadros. Esse diamante era Artur de Sousa, ou melhor... Pinga, este era o seu nome de guerra, uma alcunha que tinha qualquer coisa a ver com o seu pai, presume-se.



Transferência polémica


Szabo e Pinga rumariam então ao Porto, onde ai chegariam a dois dias do Natal de 1930. Contudo a chegada do promissor avançado ao clube da Invicta foi tudo menos pacífica, já que os dirigentes do clube que representava na sua ilha, o Marítimo, acusaram os portistas de terem feito umas falsificações na documentação que haveria de selar o vínculo do esplêndido jogador ao FC Porto. Troca de acusações para aqui e para acolá de parte a parte mas o que é certo é que Pinga era em finais dos anos 30 pertença do Porto.
Desde logo mostrou os seus atributos. A bola era como se fosse sua escrava, fazia tudo o que ele queria. Driblava de uma forma quase mágica e rematava com um poder quase humanamente impossível. Numa altura em que o profissionalismo estava ainda muito longe de chegar ao futebol Pinga iria receber do FC Porto um ordenado de 500 escudos... por baixo da mesa. Não era permitido na época os jogadores receberem salário fixo para jogar, e como tal, e para disfarçar, Pinga fingia que auferia esse salário através do seu emprego na Fábrica de Sebastião Ferreira Mendes, um homem que anos mais tarde chegaria à presidência dos portistas.
Muito rapidamente tornar-se-ia na principal referência do FC Porto de Szabo e Siska, a estrela da equipa, colocando para segundo plano jogadores como Valdemar Mota, por exemplo, o qual em 1928 havia sido o único atleta portista a ter a honra de representar a Selecção Nacional de Portugal nos Jogos Olímpicos de Amesterdão. E por falar em selecção das “quinas” é de sublinhar que ainda com as cores do Marítimo Pinga seria convocado para representar o combinado lusitano, num jogo contra a Espanha, velha inimiga da nação portuguesa que levaria (corria o ano de 1930) do Ameal um triunfo de 1-0.
Os espanhóis ficaram desde logo loucos com a mestria de Pinga, e elogios não faltaram na imprensa da época do país vizinho para com aquele jovem talento.
Envergando as cores do “dragão” Pinga foi colecionando títulos atrás de títulos: 3 vezes campeão da Liga, 2 vezes campeão nacional da 1ª divisão, 1 campeonato de Portugal, e 13 títulos de campeão distrital (da Associação de Futebol do Porto). Isto a juntar aos 3 títulos de campeão do Funchal conquistados ao serviço do Marítimo. Palmarés impressionante, não há dúvida! De entre estas conquistas destacam-se a primeira edição do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, corria a época de 1934/35, sob o comando técnico de Szabo. Título do escalão maior do futebol português que seria repetido em 1938/39, aqui já sob a batuta de Siska, uma vez que Joseph Szabo havia partido para o sul do país para orientar o Sporting.

Um dos “Três Diabos do Meio-Dia”

Com o passar dos anos Pinga tornara-se não só na estrela-mor do clube da Invicta como também o seu patrão, o seu estratega, o homem capaz de resolver um jogo num lance de génio. E o FC Porto deve-lhe muitas tardes de glória que compõem a sua prestigiada história. Num célebre encontro (ocorrido em 1933) entre os portistas e o First de Viena, da Áustria, uma das mais poderosas equipas do Mundo da época, Pinga fez uma exibição memorável. Ele e mais dois companheiros seus, nomeadamente Valdemar Mota e Acácio Mesquita. Um trio que compunha o mágico meio-campo do FC Porto que nessa partida realizada à hora de almoço fizera “gato-sapato” da equipa-maravilha do First com jogadas absolutamente encantadoras e... diabólicas. E assim foi de tal maneira que Rodrigues Teles os chamaria de “Os Três Diabos do Meio-Dia”, alcunha que ficou para sempre nos anais da história do futebol.
Anos mais tarde, por alturas da sua despedida dos rectângulos de jogo, e quando recordava essa mítica partida (a qual terminou com a vitória portista por 3-0) Pinga opinaria que «Aquilo é que era jogar... Que me desculpem a vaidade, mas parece-me que nunca mais se arranjam três rapazes da bola tão intimamente ligados a acertar na borracha. Se até nós, às vezes, nem sabíamos como aquilo era...».
Mas nem tudo foram coroas de glória na carreira deste génio. Considerado durante anos a fio como o melhor futebolista português era pois com naturalidade que os adversários recorressem a todo o tipo de faltas para o travar em campo. Algumas bem duras. Como tal não era de estranhar a ocorrência de lesões graves. Neste aspecto foi dos primeiros jogadores em Portugal a sujeitar-se a uma operação ao menisco, correndo mesmo o risco de não poder voltar a jogar. Face a isto o desânimo de Pinga para com o futebol ia aumentando. A beleza do jogo ia-se esfumando na opinião do craque. Mas não era apenas pela violência imposta pelos adversários que o futebol começava a desagradar a Pinga, também pelas atitudes de certos dirigentes começavam a ter consigo. E neste último ponto é de recordar um episódio, ocorrido em 1933, ano em que os dirigentes do FC Porto doridos pela perda do Campeonato de Portugal decidem refrescar a sua equipa. E fazem-no indo contratar três jogadores ao vizinho Boavista, oferecendo a cada um deles 800 escudos. Injustiçado com esta atitude Pinga resolve fazer as malas e regressar à sua ilha da Madeira. Sabendo disto os dirigentes do Porto correm atrás dele na tentativa de o demover de tal decisão, e é já em plena Estação de S. Bento, onde o craque se preparava para apanhar o comboio para Lisboa e dali embarcar para o Funchal, que os responsáveis portistas o conseguiram convencer a permanecer na Invicta, acenando-lhe com um ordenado de... 800 escudos. Para evitar novas tentativas de “fuga” da sua estrela-mor o FC Porto foi-lhe aumentando gradualmente o salário com o avançar dos anos, e em 1937 era já o futebolista mais bem pago de Portugal, auferindo um vencimento de 1500 escudos. Mais de metade daquilo o que ganhava outra lenda do futebol português dos anos 30/40, o sportinguista Peyroteo.

O emocionado adeus

E em 1946 este conto de fadas futebolístico chegava ao fim, ano em que Pinga disse adeus aos campos, em que colocou um ponto final a uma carreira ímpar. Para assinalar este momento o FC Porto organizou uma festa de despedida, um jogo entre a sua equipa principal e uma selecção formada por jogadores do Sporting, Benfica, Belenenses, e Académica. O encontro realizou-se no mítico – e já desaparecido – Estádio do Lima, no Porto, e ao recinto ocorreu uma numerosa massa de apaixonados pela arte que Pinga criou ao longo de mais de uma década e meia pelos campos de futebol lusitanos.
O Lima estava cheio para dizer adeus ao seu ídolo. O público chorou de emoção quando Pinga abandonou o relvado. O seu nome foi gritado com uma tremenda emoção no meio de uma chuva de aplausos vindos das bancadas que tantas vezes o viram brilhar. E Pinga saiu do relvado, envolto em lágrimas, olhando para a multidão que dele se despedia, e com a voz trémula ia deixando “obrigados” aqui e ali. Deixou uma impressionante marca de 400 jogos realizados e 396 golos apontados (!!!), uma média de quase um golo por encontro. Em 35/36 foi mesmo o goleador-mor do Nacional da 1ª Divisão com 21 golos.
Deixou de jogar mas não deixou o vício do futebol. Penduradas as botas iniciou uma carreira de treinador, e embora com menos êxito do que fizera como jogador também nesta nova função fê-lo com um certo brilho. De recordar uma surpreendente vitória do Tirsense, por si orientado, diante do poderoso Sporting dos “Cinco Violinos”, em jogo da Taça de Portugal, que ditaria o afastamento dos “leões” da prova.
No seu FC Porto ainda foi treinador-adjunto de outro mestre do futebol, Cândido de Oliveira, e mais tarde seria treinador das camadas jovens azuis-e-brancas. Aliás, em 1945, numa crónica sua publicada no jornal que ajudou a fundar, “A Bola”, mestre Cândido confirmou a sua admiração profunda por Pinga, ao dizer que: «Artur de Sousa foi um jogador fulgurantíssimo, verdadeiramente genial. Talvez o maior talento de jogador do nosso futebol. Tudo nele era prodigioso: a concepção, como a execução; a imaginação viva e riquíssima marcada na escolha do lance ou do toque subtil, ou a finta intencional e preconcebida, ou no pormenor em que revelava a sua grande inteligência prática, o profundo e exacto conhecimento do jogo e dos jogadores e até sentido artístico - de verdadeiro artista do futebol.»
Por estas alturas o futebol não era o único vício da lenda. O vinho era outra das suas paixões, uma terrível paixão que o haveria de levar à morte em 1963. Vitimado por uma cirrose morreria a 12 de Julho desse ano de 63 na cidade que ainda hoje o recorda como um dos maiores génios de todos os tempos da arte de manusear a bola, a cidade do Porto.
 
Legenda das fotografias:
1- O genial Artur de Sousa, imortalizado no mundo do futebol como Pinga
2- A equipa do FC Porto campeã nacional em 1938/39
3- Os célebres "Três Diabos do Meio-Dia"
4- Pinga com as cores da Selecção Nacional, a qual representaria por 23 ocasiões, tendo apontado nove golos
5- Placa toponímica com o seu nome numa Rua do Funchal

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Catedrais Históricas (8)... Hampden Park

É um dos mais consagrados templos de futebol do planeta. O seu nome é sinónimo de inúmeras e memoráveis “batalhas” futebolísticas ao longo de mais de uma centena de anos de história. O seu nome é Hampden Park. Situado na cidade de Glasgow, na Escócia, o templo que hoje visitamos é o local onde habitualmente se celebram os jogos mais importantes do futebol daquele país, o mesmo é dizer as finais da centenária Taça da Escócia, da Taça da Liga escocesa, e claro está, os embates da selecção nacional das “highlands” (terras altas). É propriedade do modesto Queen's Park Football Club, embora seja administrado pela Scottish FA (Associação de Futebol da Escócia).
Localizado na zona sul de Glasgow esta catedral foi erguida em 1903, tendo sido inaugurada a 31 de Outubro desse ano num jogo entre os donos da casa, o Queen's Park FC, e o Celtic de Glasgow, o qual terminaria com o triunfo dos primeiros por 1-0.
Mas este foi apenas um dos muitos clássicos que o Hampden Park viveu. Como já frisámos o estádio está carregado de deliciosas memórias, jogos e recordes que ainda hoje figuram em qualquer livro que se aventure a relatar a história do “belo jogo”. O primeiro grande momento deu-se num Escócia – Inglaterra, em 1937, data em que o recinto registou a sua maior enchente de sempre: 149.415 espectadores!
Por falar em capacidade, aquando da sua inauguração o Hampden Park dispunha de 44. 530 lugares, sendo que apenas um ano mais tarde albergava quase o dobro: 80.000. Mas a ambição dos escoceses era cada vez maior, queriam que o seu templo da bola fosse cada vez mais grandioso, e em 1910 o recinto comportava 125.000 lugares. Mas o gigante não parava de crescer, e em 1927 ali cabiam já 150.000 almas! Pequeno demais diriam por esta altura os donos do recinto, e em 1937 o estádio atingia a sua lotação máxima: 183.724 lugares!!! Foi até 1950 o maior estádio do planeta, ano este em que nasceu para o Mundo outro colosso da bola, o Maracanã, do Rio de Janeiro, construído propositadamente para o Mundial de 1950 com a capacidade recorde de 200.000 lugares.
Mas nem isto tirou protagonismo ao Hampden Park, que continuou a receber confrontos dignos de realce. Entre outros diversas finais das competições europeias, sendo que um desses encontros decisivos é ainda hoje sinónimo de recordes ao nível das competições entre clubes da Europa. Falamos da final da Taça dos Campeões Europeus (TCE) de 1960, entre o Real Madrid e o Eintracht Frankfurt, confronto já aqui recordado no Museu (na vitrina “Clássicos da Bola”), o qual terminou com a expressiva vitória dos madrilenos por 7-3, um recorde de golos numa final europeia que é mantido até hoje, e um recorde ao nível de assistência num jogo decisivo de uma competição continental, sendo que mais de 130.000 pessoas assistiram a esse memorável clássico.
Em termos de finais da TCE também aqui se jogou o Bayern – Saint-Étienne (1976), e o Real Madrid – Bayer Leverkusen (2002). O último grande momento europeu foi vivido em 2006, ano em que as equipas espanholas do Sevilha e do Espanhol ali disputaram a final da Taça UEFA.
Com as regras de segurança impostas pelos organismos que tutelam o futebol mundial o Hampden Park viu com o passar dos anos a sua capacidade ser reduzida, sendo que actualmente alberga 52.103 lugares.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Estrelas cintilantes (20)... Martins

Os “violinos” do Sporting foram 5, mas podiam bem ter sido 6, pois na célebre equipa leonina onde pontificava o mais brilhante quinteto de sempre do futebol português, os “Cinco Violinos”, composto por Travassos, Peyroteo, Vasques, Albano, e Jesus Correia, sobressaia, e de que maneira, outro talento da bola da década de 50, de sua graça João Martins. O seu nome ficou gravado a “letras de ouro” não só na história do clube lisboeta como do próprio futebol europeu como mais à frente iremos ver.
João Baptista Martins nasceu em Sines no dia 3 de Setembro de 1927 e começou a despontar para o futebol aos 16 anos no clube da sua terra, o Sport Lisboa e Sines. Ainda como júnior o chefe da fábrica de conservas onde trabalhava fez-lhe um convite para viajar até Olhão, para ingressar na equipa local, o Olhanense. Clube este que na altura (anos 40) actuava na 1ª Divisão Nacional. De comboio deslocou-se sozinho até ao Algarve onde aí permaneceu um mês. Mas as saudades falaram mais alto e acabaria por regressar a casa. Contudo, a grande oportunidade da sua vida estava ainda por acontecer, e o destino havia-lhe reservado uma grande surpresa. Tudo começou quando certo dia uma equipa do Barreiro foi jogar ao Alentejo contra a equipa do Sines, tendo esta última vencido o encontro por 6-1. Três dos golos alentejanos foram da autoria de Martins, e mais do que isso assinala uma exibição portentosa.
Facto que não passou despercebido à CUF do Barreiro, que lhe oferecia emprego caso ele assinasse com o clube. Ele aceita, mas a ligação é curta, pois meia hora antes do jogo de estreia pela CUF, e já nos balneários, Martins descobre que o emprego na fábrica da CUF afinal não ia ser seu. Recusa-se então alinhar pelos barreirenses, e é posteriormente levado por um massagista da própria CUF para Alvalade onde ai se apresenta em 1946. Os treinadores do Sporting da época, Abrantes Mendes e Buchelli, testam-no junto às lendas Vasques e Travassos, e ainda que sem o calibre destes dois craques Martins agrada aos responsáveis leoninos e assina contrato. A sua aquisição custou ao Sporting apenas 100 escudos! Uma pechincha por um jovem talento como Martins.
Sporting que sempre havia sido o emblema do coração do nosso craque de hoje, muito por culpa do ciclista Alfredo Trindade que empolgava as multidões com a rivalidade que ostentou durante anos a fio com o benfiquista Nicolau em inúmeras Voltas a Portugal em Bicicleta.
Ao entrar em Alvalade Martins tem a fazer-lhe frente uma feroz concorrência, como já vimos a famosa linha avançada denominada de “Cinco Violinos”. Para muitos entrar no “11” leonino era tarefa impossível para quem quer que fosse. Mas Martins conseguiu-o, a seu tempo, mas conseguiu-o. A sua estreia de leão ao peito aconteceu contra o Vitória de Setúbal, tendo actuado no lugar de Jesus Correia. Uma estreia positiva, com o Sporting a fazer 9 golos, sendo um deles do estreante avançado.
Na temporada de 49/50, com a abandono de Peyroteo, Martins teve uma oportunidade para agarrar um lugar na primeira equipa dos leões. Destacando-se pela sua versatilidade ele é o operário da equipa, jogando em todas as posições... inclusive na de guarda-redes, lugar onde actuou num encontro com o Oriental.
Com o passar dos anos tornou-se numa das peças fundamentais da “máquina” Sporting. O seu companheiro Travassos caracterizou-o – numa entrevista ao Jornal “Sporting” - como "o melhor avançado-centro que já existiu no futebol português. Desmarcava-se muito bem, isolava-se com facilidade, fugindo à marcação dos adversários, e tinha excelente aptidão para o jogo de cabeça, o que causava o pânico entre as equipas que defrontávamos"
Na época de 1953/54 vence a “Bola de Prata”, prémio atribuído ao melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, após ter apontado 31 golos.
Em termos de currículo vence os célebres quatro campeonatos seguidos (50-51, 51-52, 52-53 e 53-54) pelo Sporting, e ainda o título nacional de 57-58 e a Taça de Portugal (53-54).
Ao serviço da Selecção Nacional actuou por 12 vezes, tendo a primeira ocorrido a 23 de Novembro de 1952.


O autor do primeiro golo de uma competição europeia

Mas o grande momento pelo qual este homem é ainda hoje recordado prende-se com o facto de ter sido dele o primeiro golo apontado nas competições europeias. Decorria o ano de 1955, e o Sporting teve a honra de disputar o primeiro jogo da recém criada Taça dos Campeões Europeus. O Sporting e o Estádio Nacional, palco que acolheu o encontro com os jugoslavos do Partizan de Belgrado a 4 de Setembro do citado ano. Aos 14 minutos desse jogo Martins faz o primeiro golo, o primeiro de sempre numa prova europeia. Naquele momento entrou para a história do futebol... Mundial. Marcaria ainda um segundo golo de uma partida que terminaria empatada a três bolas, sendo que na 2ª mão o Sporting perderia por 2-5 e consequentemente eliminado. Mas a João Martins ninguém lhe tira o mérito de ter sido ele o autor do primeiro golo de uma competição europeia.
Abandou o futebol em 1959 depois de 13 temporadas de leão ao peito, tendo apontado pelo emblema de Lisboa 258 golos. Viria a falecer em 16 de Novembro 1993, com 66 anos de idade, devido a insuficiência cardíaca. Foi sepultado na sua terra natal, Sines, tendo a autarquia local nesse mesmo ano agraciado-o com a Medalha Ouro de Mérito Desportivo Municipal. A 25 de Abril de 2008, passa a dar nome ao Parque Desportivo Municipal João Martins nesta localidade alentejana.

Legenda das fotografias:
1- João Martins
2- O "11" do Sporting que "inaugurou" as competições europeias diante do Partizan

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (20)...

Final

Portugal - Espanha: 2-4

Golos: Gonçalo Alves, Joel Queirós; Otiz, Javi Rodriguez, Lin, Daniel

Espanha de novo no topo da Europa...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (19)...

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares
Azerbaijão - República Checa: 3-5

Golos: Borisov, Serjão, Farajzadeh; Belej, Sláma, Novotny, Kopecky, Farzaliyev (a.g.)

Checos conquistam o bronze...

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (18)...

Meias-finais

República Checa - Espanha: 1-8

Golos: Dlouhy; Daniel (2), Ortiz (2), Javi Rodriguez, Luis Amado, Borja, Fernandão

La Rioja vai defender o título no jogo decisivo do certame...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (17)...

Meias-finais

Azerbaijão - Portugal: 3-3 (3-5 nas grandes penalidades)

Golos: Thiago, Felipe, Biro Jade; Cardinal, João Matos, Pedro Costa

Portugal vai estar pela primeira vez na sua história na final de um Europeu...

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (16)...

Quartos-de-final

Sérvia - Portugal: 1-5

Golos: Bojovic; Joel Queirós (2), Cardinal, Leitão, Arnaldo

Finalmente Portugal mostrou ao Mundo a sua classe...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (15)...

Quartos-de-final

Rússia - Espanha: 0-0 (6-7 nas grandes penalidades)

Campeões da Europa em título mais felizes na lotaria dos pénaltis...

terça-feira, janeiro 26, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (14)...

Quartos-de-final

República Checa - Itália: 3-3 (3-1 nas grandes penalidades)

Golos: Kopecky, Slama, Duarte (a.g.); Assis (2), Duarte

Surpresa das surpresas: favorita Itália diz "arrivedecci" ao Euro...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (13)...

Quartos-de-final

Azerbaijão - Ucrânia: 3-3 (4-2 nas grandes penalidades)

Golos: Farzaliyev, Thiago, Biro Jade; Romanov, Cheporniuk, Kondratyuk

Lotaria saiu aos azeris no duelo ante os vizinhos ucranianos...

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (12)...

Grupo D

Portugal - Espanha: 1-6

Golos: Arnaldo; Jordi Torrás (2), Juanra, Kike, Fernandão, Lin

Portugueses goleados mas apurados...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (11)...

Grupo C

Sérvia - Rússia: 4-3

Golos: Pavicevic, Peric, Lazic, Kocic; Chistopolov, Maevski, Peric (a.g.)

Sérvios surpreendem os favoritos russos...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (10)...

Grupo B

Ucrânia - Itália: 2-4

Golos: Cheporniuk, Pavlenko; Baptistella (3), Assis

Itálo-brasileiro Baptistella decidiu!...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (9)...

Grupo A

República Checa - Hungria: 6-5

Golos: Dlouhy (2), Fric, Resetar, Belej, Kopecky; Droth (2), Lodi (2), Gyurcsányi

Num encontro de emoções checos afastam anfitriões do torneio...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (8)...

Grupo D

Bielorrússia - Portugal: 5-5

Golos: Popov (3), Chernik, Gayduk; Cardinal (2), Joel Queirós (2), Arnaldo

Lusos desiludem na estreia...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (7)...

Grupo C

Eslovénia - Sérvia: 0-2
Golos: Rakic, Janjic

Sérvios dão estocada final nas aspirações eslovenas de passar ao patamar seguinte...

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (6)...

Grupo B

Bélgica - Ucrânia: 2-4

Golos: Bachar (2); Zamyatin, Ovsyannikov, Legchanov, Pavlenko

Ucranianos entram com o pé direito no adeus belga ao Euro...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (5)...

Grupo A

Azerbaijão - República Checa: 6-1

Golos: Biro Jade (2), Borisov (2), Serjão, Thiago; Resetar

Azeris abrasileirados voltam a surpreender e já estão na fase seguinte...

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (4)...

Grupo D

Espanha - Bielorrússia: 9-1

Golos: Javi Rodriguez (3), Juanra (2), Kike, Jordi Torrás, Ortiz, Lin; Levus

Espanha iniciou defesa do título de forma avassaladora...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (3)...

Grupo C

Rússia - Eslovénia: 5-1

Golos: Chistopolov (2), Pula, Khamadiyev, Shayakhmetov; Cujec

Mão cheia de golos para um dos grandes candidatos ao ceptro europeu...

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (2)...

Grupo B

Itália - Bélgica: 4-0

Golos: Assis (2), Ippoliti, Baptistella

Italianos impuseram a lei do mais forte...

Europeu de Futsal/Hungria 2010 (1)...

Grupo A

Hungria - Azerbaijão: 1-3

Golos: Lodi; Biro Jade, Serjão, Alves

Azerbaijão com ritmo de samba surpreende equipa da casa no jogo inaugural do certame...

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Estrelas cintilantes (19)... Carlos

Pode não figurar nas primeiras páginas dos grandes jornais desportivos nacionais e internacionais como aparecem outros vultos das balizas por esse planeta fora. O seu nome pode não ser sinónimo de mediatismo mas é seguramente um dos bons guarda-redes a actuar na Primeira Liga Portuguesa da actualidade. Falamos de Carlos Alberto Fernandes, conhecido no “Mundo da Bola” simplesmente por Carlos. Confesso que a sua “chamada” ao Museu se deve em parte à admiração que nutro por este homem enquanto desportista. É um dos futebolistas que mais admiro na actualidade entre os milhares que evoluem pelos campos de futebol desse Mundo fora. Este humilde texto é digamos que uma homenagem a um atleta que me dá gosto ver jogar domingo a domingo no principal campeonato nacional.
Carlos é um atleta que chama inevitavelmente à atenção, não só pelas suas excelentes qualidades na arte de defender as redes mas também pelo toque de loucura com que o executa. Esta sua maneira de estar dentro de campo faz lembrar de certa forma outros “génios loucos” das balizas, como o argentino Gatti, o colombiano Higuita, ou os portugueses Zé Beto e Alfredo.
Nasceu em Kinshasa, na República Democrática do Congo, no dia 8 de Dezembro de 1979. Filho de emigrantes lusos efectuou em 1997/98 a sua primeira temporada como sénior, ao serviço do Vilafranquense, na altura a militar na 3ª Divisão Nacional. Com o emblema de Vila Franca de Xira ascendeu na temporada seguinte à 2ª Divisão Nacional, onde permaneceria por mais três épocas.
Não tardou as dar nas vistas pelos relvados secundários do país, e em 2001/02 o Campomaiorense, na altura a competir na Divisão de Honra (hoje denominada de Liga Vitalis) contratou os seus serviços. No Alentejo estaria apenas uma temporada, visto não ter efectuado um único encontro ao serviço dos “galgos”.
Viajaria então até Amora, onde na época seguinte actuaria com brilho em 14 ocasiões pelo clube local, a militar na 2ª Divisão Nacional.
As suas exibições chamariam novamente a atenção dos clubes profissionais, e em 2003/04 viajaria para o norte para defender as cores do Felgueiras na Divisão de Honra. Ao serviço destes actuaria em 33 encontros.
O primeiro grande salto seria dado na temporada seguinte, quando o conceituado Boavista (equipa que quatro anos antes se havia sagrado campeã nacional) requisitou os seus serviços. No Bessa viveria uma temporada e meia plena de... sucesso. Fez 33 jogos na sua primeira passagem pelo principal escalão do futebol português, tendo feito a sua estreia num jogo ante o Marítimo a 25 de Setembro de 2004. As suas exibições categóricas chamaram a atenção de emblemas internacionais, tendo a meio da época de 2005/06 o Steaua de Bucareste vindo a Portugal contrata-lo.
Os primeiros tempos na Roménia seriam de sonho. Carlos era tratado como um rei, de tal maneira que era praticamente impossível circular pelas ruas de Bucareste com a tranquilidade de um cidadão comum. Era o grande ídolo dos adeptos do mais popular clube daquele país, ajudando ainda nessa época o Steaua a alcançar as meias-finais da Taça UEFA. A cereja no topo do bolo seria a conquista do título romeno. Na época seguinte começou o decréscimo vertiginoso de popularidade do guarda-redes português. Algumas exibições menos conseguidas, entre outras a da derrota caseira ante o Real Madrid por 1-4 para a Liga dos Campeões, levaram o presidente do clube, Gigi Becali, a proferir uma polémica declaração, dizendo que oferecia 100 mil dólares a quem quisesse adquirir o passe de Carlos. Tais declarações criaram de imediato um enorme mau estar entre o jogador e o clube, consumando-se quase de imediato um divórcio mais do que previsível.

Ainda tentou, durante o que restava dessa época, a sua sorte no melhor campeonato do Mundo, o inglês, tendo prestado provas durante algumas semanas nos londrinos do Charlton.
Sem sorte regressou em 2007/08 ao futebol português, mais concretamente ao clube que o lançou para a ribalta, o Boavista. Pelas “panteras” fez 9 jogos de grande qualidade e não foi de estranhar que mais uma vez tivessem “chovido” convites do estrangeiro a requerer os seus serviços. Aventurou-se mais uma vez, desta feita para o longínquo Irão para jogar pelo Foolad. Também ai foi “estrela”, tendo feito 32 jogos por um dos mais populares clubes iranianos.
As saudades de casa e o desejo de competir num campeonato com mais fama, por assim dizer, fê-lo regressar a Portugal, sendo que no início desta temporada (2009/10) assinou pelo Rio Ave, do principal escalão nacional. Em Vila do Conde é um dos artistas da bola da equipa local, e um dos responsáveis pela boa campanha da equipa nortenha, sendo um dos titulares absolutos da mesma.
Terá, quiçá, em Janeiro próximo a grande oportunidade da sua vida para se mostrar ao Mundo, já que será o guarda-redes titular da selecção de Angola (país pelo qual se naturalizou recentemente) na prestigiada Taça das Nacões Africanas (também conhecida por CAN). Competição esta que curiosamente se irá realizar em solo angolano, sendo este um acréscimo de atenção a uma prova que já por si recebe os holofotes do Mundo inteiro. Aqui ficou pois a minha homenagem a este senhor das balizas.

Legenda das fotografias:

1- Carlos Alberto Fernandes

2- Sequência das imagens: no Boavista, no Steaua, no Rio Ave, e na selecção de Angola

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (8)...

Jogo 8 (Final)

Zayed Sports City Stadium

Estudiantes (Argentina) - Barcelona (Espanha): 1-2

Golos: Boselli; Pedro, Messi

F.C. Barcelona conquistou o título que lhe faltava...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (7)...

Jogo 7 (apuramento dos 3º e 4º lugares)

Zayed Sports City Stadium

Pohang Steelers (Rep. Coreia) - Atlante (México): 1-1 (4-3 nos penaltys)

Golos: Denilson; Marquez

Bronze foi parar à Coreia...

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (6)...

Jogo 6 (apuramento dos 5º e 6º lugares)

Zayed Sports City Stadium

TP Mazembe (R.D. Congo) - Auckland City (Nova Zelândia): 2-3

Golos: Kasongo, Kasusula; Hayne (2), Van Steeden

Neo-zelandeses levam para casa o 5º lugar...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (5)...

Jogo 5 (Meias-finais)

Zayed Sports City Stadium

Atlante (México) - Barcelona (Espanha): 1-3

Golos: Rojas; Busquets, Messi, Pedro

Mexicanos incapazes de suster a avalanche de Messi & Companhia...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (4)...

Jogo 4 (Meias-finais)

Mohammad Bin Zayed Stadium

Pohang Steelers (Rep. Coreia) - Estudiantes (Argentina): 1-2

Golos: Denilson; Benitez (2)

Sul-americanos carimbam passaporte para o jogo mais desejado do Mundial...

terça-feira, dezembro 15, 2009

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (3)...

Jogo 3

Zayed Sports City Stadium

Auckland City (Nova-Zelândia) - Atlante (México): 0-3

Golos: Arreola, Bermudez, Silva

A lei do mais forte veio ao de cima...

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (2)...

Jogo 2

Mohammad Bin Zayed Stadium

TP Mazembe (R.D. Congo) - Pohang Steelers (Rep. Coreia): 1-2

Golos: Bedi; Denilson (2)

Um brasileiro endiabrado coloca asiáticos nas meias-finais...

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Mundial de Clubes/Emirados Árabes Unidos 2009 (1)...

Jogo 1

Mohammad Bin Zayed Stadium

Al Ahli (E.A.U.) - Auckland City (Nova Zelândia): 0-2

Golos: Dickinson, Coombes

Conjunto da casa não foi capaz de contrariar a superioridade neo-zelandesa...

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Messi ganha a Bola de Ouro de 2009...

O Museu Virtual do Futebol abre hoje as suas portas para congratular o jovem astro Leonel Messi pela conquista do afamado galardão individual Bola de Ouro do ano de 2009... o equivalente a dizer-se que o argentino é o novo melhor futebolista do planeta.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Catedrais Históricas (7)... Estádio do Lima

Um dos últimos postais da mítica catedral
Aproveitando a “gloriosa” lembrança do célebre FC Porto – Arsenal, de 1948, é de bom tom que se faça aqui uma pequena nota em torno do palco onde se desenrolou este épico e inesquecível desafio de futebol: o Estádio do Lima. Os mais novos – a grande maioria destes - que visionarão estas curtas linhas de certo estranharão este nome. Conhecedores dos modernos e ultra-confortáveis estádios da actualidade no nosso país perguntar-se-ão: «mas onde raio fica o Estádio do Lima????» Infelizmente ele não passa de uma doce memória para uns, ou de um fantasma para outros, simplesmente porque fisicamente este templo da primeira metade do século XX do futebol português já não existe.
No entanto, muita da grandiosa história do nosso futebol foi ali escrita, e escrita a “letras de ouro”, não só o “famoso” FC Porto – Arsenal, de que já aqui falámos, como outros épicos encontros que o maior clube da Cidade Invicta realizou ante os seus rivais de Lisboa (Benfica e Sporting, por exemplo), bem como o facto de ter servido de berço de dezenas e dezenas de jogos que opuseram os donos da casa, o Académico Futebol Clube – na época um dos grandes emblemas do futebol lusitano – a diversas equipas que disputavam os primeiros desafios do recém criado Campeonato Nacional da 1ª Divisão, ou de emotivos “tira-teimas” do Campeonato de Portugal (o antecessor da actual Taça de Portugal).
O Lima é pois um baú de histórias da bola, e não só, pois na sua pista de atletismo passaram alguns dos melhores corredores nacionais daquela época, e na de ciclismo muitos dos “ases” da arte de dar ao pedal.
O Lima foi o primeiro grande templo do futebol português numa época em que o belo jogo era puramente amador... e romântico.
Hoje em dia não passa de um fantasma, pois no local onde outrora eram vividas tardes épicas em termos desportivos hoje não mais existe do que um enorme e gélido descampado... sem qualquer vestígio do extinto templo desportivo.
Inaugurado no longínquo dia 16 de Março de 1924 o Estádio do Lima (situado entre as ruas de Costa Cabral e da Alegria ) era, como já descortinámos nas primeiras linhas deste texto, propriedade do Académico Futebol Clube, nobre agremiação portuense fundada em 1911. Foi um dos primeiros estádios relvados do nosso país, processo de arrelvamento que foi levado a cabo em 1937.
O Lima pode já não existir fisicamente mas os seus belos traços, a alegria contagiante das suas bancadas... serão eternas. E assim o são pelo facto de um dos filmes portugueses mais populares de sempre, “O Leão da Estrela”, ter sido – em parte – ali gravado. Nesta película são retratadas as aventuras de um fanático adepto do Sporting – personagem interpretada pelo “imortal” António Silva – que se desloca ao Porto para assistir a um decisivo e emotivo encontro entre o FC Porto e o seu clube.
Uma rara imagem de um jogo no Lima
As bancadas, a relva sagrada, a sua atmosfera foram captadas e desta forma imortalizadas através do cinema.
Devo confessar que sempre que passo no local onde outrora esteve erguido fisicamente o Estádio do Lima não deixo de sentir uma certa inveja... inveja daqueles que ali presenciaram grandes momentos de futebol, colocando de imediato a minha imaginação a trabalhar... imaginando a alegria vibrante e contagiante das bancadas, os dribles dos artistas que naquele relvado mágico tantas e tantas vezes brilharam... e eu ali, no meio da multidão a contemplar aquele cenário paradisíaco. Dentro de mim o Lima continua bem vivo...