Uruguai - França: 0-0
Muita parra e pouca uva...


Prestes a completar quatro anos de vida o Museu Virtual do Futebol (MVF) vem guardando nas suas “vitrinas virtuais” um – cada vez mais - vasto espólio alusivo ao belo jogo. Encantadoras histórias das lendas que dão corpo ao “Desporto Rei”, inolvidáveis feitos de nobres emblemas, factos e números de uma imensidão de competições, e muito, muito mais, temos vindo a relatar com um inquestionável prazer e paixão neste espaço virtual.
Estava o Mundo ainda muito longe de se maravilhar com as fintas e sprints de Cristiano Ronaldo e já a ilha da Madeira produzia diamantes raros no que toca à arte de conduzir a bola. Esta é uma história que teve início há mais de 100 anos, altura em que esta imortal lenda do “desporto rei” veio ao Mundo. Estávamos em 1909, numa época em que futebol vivia a sua era romântica, simples, puro, e consequentemente apaixonante... sem os tiques do mediatismo económico em que hoje em dia se encontra mergulhado.
Szabo e Pinga rumariam então ao Porto, onde ai chegariam a dois dias do Natal de 1930. Contudo a chegada do promissor avançado ao clube da Invicta foi tudo menos pacífica, já que os dirigentes do clube que representava na sua ilha, o Marítimo, acusaram os portistas de terem feito umas falsificações na documentação que haveria de selar o vínculo do esplêndido jogador ao FC Porto. Troca de acusações para aqui e para acolá de parte a parte mas o que é certo é que Pinga era em finais dos anos 30 pertença do Porto.
E em 1946 este conto de fadas futebolístico chegava ao fim, ano em que Pinga disse adeus aos campos, em que colocou um ponto final a uma carreira ímpar. Para assinalar este momento o FC Porto organizou uma festa de despedida, um jogo entre a sua equipa principal e uma selecção formada por jogadores do Sporting, Benfica, Belenenses, e Académica. O encontro realizou-se no mítico – e já desaparecido – Estádio do Lima, no Porto, e ao recinto ocorreu uma numerosa massa de apaixonados pela arte que Pinga criou ao longo de mais de uma década e meia pelos campos de futebol lusitanos.
em que revelava a sua grande inteligência prática, o profundo e exacto conhecimento do jogo e dos jogadores e até sentido artístico - de verdadeiro artista do futebol.»
É um dos mais consagrados templos de futebol do planeta. O seu nome é sinónimo de inúmeras e memoráveis “batalhas” futebolísticas ao longo de mais de uma centena de anos de história. O seu nome é Hampden Park. Situado na cidade de Glasgow, na Escócia, o templo que hoje visitamos é o local onde habitualmente se celebram os jogos mais importantes do futebol daquele país, o mesmo é dizer as finais da centenária Taça da Escócia, da Taça da Liga escocesa, e claro está, os embates da selecção nacional das “highlands” (terras altas). É propriedade do modesto Queen's Park Football Club, embora seja administrado pela Scottish FA (Associação de Futebol da Escócia).
assistiram a esse memorável clássico.
“violinos” do Sporting foram 5, mas podiam bem ter sido 6, pois na célebre equipa leonina onde pontificava o mais brilhante quinteto de sempre do futebol português, os “Cinco Violinos”, composto por Travassos, Peyroteo, Vasques, Albano, e Jesus Correia, sobressaia, e de que maneira, outro talento da bola da década de 50, de sua graça João Martins. O seu nome ficou gravado a “letras de ouro” não só na história do clube lisboeta como do próprio futebol europeu como mais à frente iremos ver.
com o facto de ter sido dele o primeiro golo apontado nas competições europeias. Decorria o ano de 1955, e o Sporting teve a honra de disputar o primeiro jogo da recém criada Taça dos Campeões Europeus. O Sporting e o Estádio Nacional, palco que acolheu o encontro com os jugoslavos do Partizan de Belgrado a 4 de Setembro do citado ano. Aos 14 minutos desse jogo Martins faz o primeiro golo, o primeiro de sempre numa prova europeia. Naquele momento entrou para a história do futebol... Mundial. Marcaria ainda um segundo golo de uma partida que terminaria empatada a três bolas, sendo que na 2ª mão o Sporting perderia por 2-5 e consequentemente eliminado. Mas a João Martins ninguém lhe tira o mérito de ter sido ele o autor do primeiro golo de uma competição europeia.
Pode não figurar nas primeiras páginas dos grandes jornais desportivos nacionais e internacionais como aparecem outros vultos das balizas por esse planeta fora. O seu nome pode não ser sinónimo de mediatismo mas é seguramente um dos bons guarda-redes a actuar na Primeira Liga Portuguesa da actualidade. Falamos de Carlos Alberto Fernandes, conhecido no “Mundo da Bola” simplesmente por Carlos. Confesso que a sua “chamada” ao Museu se deve em parte à admiração que nutro por este homem enquanto desportista. É um dos futebolistas que mais admiro na actualidade entre os milhares que evoluem pelos campos de futebol desse Mundo fora. Este humilde texto é digamos que uma homenagem a um atleta que me dá gosto ver jogar domingo a domingo no principal campeonato nacional.
Ainda tentou, durante o que restava dessa época, a sua sorte no melhor campeonato do Mundo, o inglês, tendo prestado provas durante algumas semanas nos londrinos do Charlton.
Sem sorte regressou em 2007/08 ao futebol português, mais concretamente ao clube que o lançou para a ribalta, o Boavista. Pelas “panteras” fez 9 jogos de grande qualidade e não foi de estranhar que mais uma vez tivessem “chovido” convites do estrangeiro a requerer os seus serviços. Aventurou-se mais uma vez, desta feita para o longínquo Irão para jogar pelo Foolad. Também ai foi “estrela”, tendo feito 32 jogos por um dos mais populares clubes iranianos.
As saudades de casa e o desejo de competir num campeonato com mais fama, por assim dizer, fê-lo regressar a Portugal, sendo que no início desta temporada (2009/10) assinou pelo Rio Ave, do principal escalão nacional. Em Vila do Conde é um dos artistas da bola da equipa local, e um dos responsáveis pela boa campanha da equipa nortenha, sendo um dos titulares absolutos da mesma.
Terá, quiçá, em Janeiro próximo a grande oportunidade da sua vida para se mostrar ao Mundo, já que será o guarda-redes titular da selecção de Angola (país pelo qual se naturalizou recentemente) na prestigiada Taça das Nacões Africanas (também conhecida por CAN). Competição esta que curiosamente se irá realizar em solo angolano, sendo este um acréscimo de atenção a uma prova que já por si recebe os holofotes do Mundo inteiro. Aqui ficou pois a minha homenagem a este senhor das balizas.
Legenda das fotografias:
1- Carlos Alberto Fernandes
2- Sequência das imagens: no Boavista, no Steaua, no Rio Ave, e na selecção de Angola


Jogo 8 (Final)![]() |
| Um dos últimos postais da mítica catedral |
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| Uma rara imagem de um jogo no Lima |