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sábado, agosto 15, 2015

Museus REAIS do Futebol - Museu do Futebol Clube do Porto

Deslumbrante! Esta é a palavra que nos ocorre pronunciar mal acabámos de sair do Museu do Futebol Clube do Porto. Um espaço em que centenária história de um dos maiores emblemas do desporto mundial - sobretudo ao nível do futebol - está magnificamente retratada através da tecnologia de ponta, fazendo com que esta seja um dos museus de clubes mais modernos de todo o planeta. Vídeos - grande parte deles interativos - a recordar centenas de feitos e factos do símbolo do dragão, e imagens a três dimensões, são uma presença constante à medida em que caminhamos por estas artérias de beleza ímpar onde reluzem largas centenas de troféus, documentos e objetos históricos, equipamentos lendários, ou inúmeras fotografias e estátuas de gloriosos ícones que ajudaram a escrever a história deste clube.
A viagem pelos caminhos da história tem início precisamente por entre estátuas de nomes que marcaram a vida do FC Porto. De André Villas-Boas a José Mourinho, passando por Bobby Robson, Barrigana, Valdemar Duarte, Pinga, até atletas lendários de outras modalidade - o hoquista Vítor Hugo e a lenda do atletismo Fernanda Ribeiro também lá estão - os nossos olhos arregalam-se de curiosidade. Nas imagens - pela ordem de cima para baixo - temos o treinador Bela Guttman, e os futebolistas Teófilo Cubillas e Norman Hall.
 As alusões aos primeiros dias do FC Porto são múltiplas e absolutamente interessantes sob o ponto de vista histórico. Nestas primeiras vitrinas adornadas com vídeos recreativos da época da fundação a figura de António Nicolau d' Almeida - fundador do clube em 1893 - surge em inúmeros recantos, através de jornais da época, fotografias, ou objetos pessoais. Deliciosa é a carta original escrita pelo próprio punho de Nicolau d' Almeida a Guilherme Pinto Basto, nesse ano de 1893, onde o ilustre empresário na área dos vinhos - do Porto, claro está - convidou o Football Club Lisbonense dirigido por Pinto Basto para um desafio amigável com o recém fundado Football Club do Porto. Bastante interessante é a recriação desse lendário capítulo da história, em que os nossos olhos de deparam com a estátua de Nicolau d' Almeida sentado sobre uma mesa - retratada na primeira imagem desta sequência - a escrever uma missiva - provavelmente a histórica missiva enviada a Guilherme Pinto Basto, cujo original pode ser visto na terceira imagem. Deveras interessante e bonito, acima de tudo, é a Taça Monteiro da Costa, para muitos dos historiadores desportivos o primeiro campeonato regional disputado a norte do Rio Mondego, e que pode ser vista na segunda imagem entre diversos documentos históricos e medalhas alusivas à época em que o re-fundador do FC Porto, José Monteiro da Costa, presidiu o clube. Entre esses documentos históricos destacam-se as primeiras atas, os primeiros relatórios de contas, ou os primeiros cartões de associados.
 As alusões às grandes vitórias sobre os velhos rivais - com Benfica e Sporting à cabeça neste aspeto - são uma presença constante nestas avenidas do conhecimento da história portista. Uma dessas memórias leva-nos até 1954, ano em que o antigo Estádio da Luz foi inaugurado, tendo o FC Porto apadrinhado essa inauguração com um triunfo sobre o eterno rival Benfica por 3-1. Como recordação desse triunfo os dragões trouxeram para casa a Taça Cosme Damião, belo troféu que pode ser visto na primeira imagem desta sequência. Vários são igualmente os mantos sagrados que o dragão vestiu ao longo de mais de 120 anos de história, todos eles carregados de história e de... histórias, como aquele envergado por Pavão - na terceira imagem da sequência -, jogador que faleceu em campo ao minuto 13 da jornada número 13 da temporada de 73/74; a réplica da camisola usada nos tempos das primeiras conquistas na Taça Monteiro da Costa - segunda imagem da presente sequência - ou ainda uma vitrina onde estão expostas algumas camisolas do passado longínquo - camisola da seleção nacional usada por Pinga - e do passado recente - entre estas está uma camisola usada pelo brasileiro Hulk num jogo ao serviço da seleção do Brasil ante a Inglaterra -misturadas com as duas botas de ouro conquistadas por Fernando Gomes, ou as chuteiras usadas por Jaime Magalhães na final da Taça das Taças de 1984 - artigos que podem ser visionados na última imagem desta sequência.  Mais e variadas camisolas de épocas distintas podem ser vistas na réplica de um balneário construído à escala humana - imagem do topo - naquele que constitui um dos pormenores mais deslumbrantes deste ultra-moderno museu.
Dobrado o 25 de Abril de 1974 eis que foi vislumbrado o... azul ao fundo do túnel. Esta expressão encontra-se gravada no chão do museu assim que deixamos os tempos cinzentos - em termos de grandes títulos nacionais - da primeira metade de vida do clube e entramos nos anos gloriosos das décadas de 80, 90, e já no novo milénio, anos em que o FC Porto se tornou no clube mais titulado do futebol português, tanto a nível nacional como internacional. São centenas os troféus que o clube guarda numa área ampla, luminosa - em tons de azul, claro está - e que chama à atenção do visitante deste espaço. Numa espécie de cúpula redonda estão guardados os muitos troféus de campeão nacional, de vencedor de taças de Portugal e de vencedor da supertaça Cândido de Oliveira - que podem ser vistos nas quatro imagens que compõem esta sequência.
Majestosamente exibidos encontram-se os sete troféus internacionais conquistados pelo FC Porto  numa área ampla adornada com efeitos multimédia. Além de poder estar muito perto da Taça dos Campeões Europeus de 1987, da Liga Europa de 2011, das taças Intercontinentais de 1987 e 2004, da Supertaça Europeia de 87, da Liga dos Campeões de 2004, e da Taça UEFA de 2003, o visitante pode recordar como elas foram conquistadas, sendo que por detrás de cada uma das vitrinas onde os troféus estão religiosamente guardados existem sete telas gigantes onde passam os vídeos dessas lendárias finais internacionais. Ainda por detrás dos troféus internacionais existem outras vitrinas onde estão guardadas recordações de cada uma dessas mesmas finais, desde camisolas, chuteiras - as que Paulo Futre usou na final de Viena em 87, por exemplo - programas dos jogos, medalhas de campeão, bilhetes dessas finais, fotografias, ou galhardetes. Em suma, um espaço absolutamente fascinante!
No museu do FC Porto há centenas de pormenores que cativam à primeira vista os entusiastas da história - como eu. Um desses muitos pormenores que me despertou interesse foi a velhinha mesa onde os presidentes do clube tomavam posse - pode ser vista na primeira imagem da sequência - e que se encontra repleta de objetos pessoais de alguns desses históricos dirigentes, e aqui realço a cigarreira de prata do fundador António Nicolau d' Almeida. Mais atual e sobretudo mais imaginativo é o autocarro dos campeões, um veículo real - aqui retratado na segunda e terceira imagem da sequência - onde o visitante se pode sentar ao lado de algumas das lendas - ali expostas em estátua - do clube, desde Mourinho, Artur Jorge Jorge Costa, Jardel, Domingos, João Pinto, Oliveira, e tantos outros. Na saída deste deslumbrante espaço o visitante depara-se com outro objeto histórico: a baliza onde Radamel Falcao marcou o único golo da final da Liga Europa de 2011, em Dublin, e que constitui um remate em grande numa visita que se recomenda, quer a adeptos do FC Porto, quer a simples apaixonados pela história do belo jogo, como eu.

Vídeo produzido pelo Museu Virtual do Futebol:
 

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Museus REAIS do Futebol - Museu do Boavista Futebol Clube

Quando a paixão pelo futebol - sobretudo pela sua história - assume, a cada dia que passa, contornos mais vincados, o enigma em torno de como passar um derradeiro dia de férias é fácil de ser desvendado: efetuar uma viagem até ao passado do belo jogo. Assim foi. Viagem essa realizada até um museu real, a um local encantador, recheado de deliciosos retalhos históricos de um dos maiores emblemas de Portugal, que no presente procura reencontrar-se com o nobre e histórico passado. Falamos do Boavista Futebol Clube, notável símbolo da Cidade do Porto, fundado em 1903, mais de um século de vida repleto de histórias e glórias, sendo que grande parte delas encontram-se eternizadas neste Museu REAL do Futebol. Situado no interior do renovado Estádio do Bessa - a casa dos axadrezados - o Museu do Boavista prima pelo brilho das centenas de troféus guardados religiosamente nas dezenas de vitrinas que enfeitam um espaço que apesar de pequeno se rodeia de encantos mil para os apaixonados pelo passado do jogo.
Quem entra no Museu do Boavista não fica indiferente às várias alusões feitas ao Major Valentim Loureiro, dirigente histórico do clube, que neste espaço se encontra eternizado em fotografias ou caricaturas (como estas que podem ser vistas nas imagens de cima). Chegado ao Boavista em 1982, Valentim Loureiro transformou o Boavista em... Boavistão, vencendo importantes troféus nacionais (taças de Portugal e Supertaças "Cândido de Oliveira"), além de ter apresentando o emblema à Europa do Futebol.
A família Loureiro fez indiscutivelmente do Boavista um dos maiores clubes portugueses. Depois de Valentim Loureiro ter iniciado o percurso vitorioso no início dos anos 80 do século passado, o seu filho, João Loureiro, levou o clube ao Olimpo do Futebol, na sequência da conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 2000/01, muito provavelmente o maior feito da centenária história do clube, e com direito a um local de destaque neste museu, já que logo à entrada do espaço podemos vislumbrar a fotografia do plantel que levou o Boavista ao título, e a camisola usada nessa gloriosa época com a menção alusiva a essa conquista, e que pode ser vista na imagem de cima.
Para além de centenas de troféus, as paredes do pequeno mas deslumbrante museu boavisteiro estão cobertas de fotografias de antigos e valorosos homens que ajudaram a escrever a rica história do clube. É o caso de Manuel de Sousa, futebolisticamente eternizado como Casoto, atleta (guarda-redes) que em 1926 se tornou no primeiro jogador do emblema tripeiro a vestir o manto sagrado da seleção nacional.
O Boavista foi fundado a 1 de agosto de 1903, por trabalhadores ingleses da Fábrica Graham, sendo que o preto e o branco foram as cores desde logo adotadas para colorir o primeiro emblema do clube, que pode ser visto na imagem de cima, e que no museu axadrezado se encontra em grande destaque estampado numa gigante bandeira que salta à vista numa das paredes da sala.
De entre as largas centenas de troféus que se encontram na sala, uma dezena assume o estatuto de atração principal. Falamos das cinco Taças de Portugal (1975,1976,1979, 1992,e 1997), das três Supertaças "Cândido de Oliveira" (1979,1992, e 1997) e da taça de campeão nacional (2001) conquistadas pelo emblema axadrezado, troféus que se encontram vincados numa vitrina central posicionada no meio da sala.
Mais vitrinas, apinhadas de troféus, conquistados quer pelo futebol (sénior e dos escalões de formação) quer por outras modalidades de um clube que hoje se assume como um dos mais ecléticos do país.
É quase impossível destacarmos um canto em particular deste museu pelo qual tenhamos sentido uma atração especial, já que todos os pormenores do Museu do Boavista são encantadores. Porém, e como entusiastas de equipas do passado, não pudemos ficar indiferentes a uma parede onde estão emolduradas dezenas de equipas lendárias do clube. Nas imagens de cima recordamos a equipa que em1937 venceu o primeiro título nacional do clube (a 2ª Divisão) e a turma que em 1975 conquistou ao Benfica a Taça de Portugal.  
Ao longo da sua história o Boavista defrontou milhares de outros emblemas, alguns de reduzidas dimensões, outros de gigantescas proporções Neste último caso, equipas como o Parma, Paris SG, Flamengo, Portuguesa dos Desportos, Malmo, Bayern de Munique, Manchester United, Feyenoord, Espanyol, Barcelona, Auxerre, Inter de Milão, Celta de Vigo, entre muitos, muitos outros, cavaleiros ilustres do futebol internacional cruzaram-se com o emblema de xadrez. Cruzamentos esses que podem ser recordados na extensa parede onde se encontram os galhardetes dos clubes com quem o Boavista se cruzou ao longo da história.

Vídeos elaborados pelo Museu Virtual do Futebol durante a visita efetuado ao
Museu do Boavista Futebol Clube

sexta-feira, setembro 12, 2014

Museus REAIS do Futebol - Sala de Troféus Vasco Gervásio (Académica de Coimbra)

Do VIRTUAL ao REAL, é esta a viagem que o Museu Virtual do Futebol se propõe fazer a partir de hoje, com a intenção de visitar verdadeiros locais de culto - para todos os apaixonados pela história do belo jogo - como são os museus de clubes/federações espalhados por esse Mundo fora. A nossa primeira visita foi a Coimbra, à recém inaugurada Sala de Troféus Vasco Gervásio, o espaço onde estão guardados os tesouros (históricos) que ao longo de mais de um século foram conquistados pela Associação Académica de Coimbra (AAC).
Pequeno, mas deveras encantador, é assim que em curtas palavras descrevo a (rápida) visita ao espaço onde se encontra exposta grande parte da história da Briosa.
 Recebido de forma extremamente afável por um dos responsáveis pela sala de troféus dos estudantes - de forma excecional o espaço foi-me apresentado, já que aquele não era dia de abertura ao público, e desde já aqui fica o meu muito obrigado aos funcionários da Académica - embarquei numa viagem pela história de um dos emblemas mais populares do desporto português. Dividido em duas salas, o museu da Académica guarda para além de centenas de troféus - alguns dos quais, segundo me foi dito, serviam de cinzeiros (!!!) num ou noutro café histórico de Coimbra até serem recolhidos para dar vida a este museu - algumas dezenas de camisolas carregadas de história, pois claro. E são pois réplicas do manto sagrado dos estudantes que vislumbrámos na entrada para a Sala 1. Em primeiro lugar aparece a camisola número 4 que José Freixo usou na temporada de 1966/67, na qual a Académica conquistou o Campeonato Nacional de Juvenis. Da mesma temporada temos a camisola usada por outro mito do clube, Crispim, enquanto ao lado está imortalizada a camisola número 5 e o boné de Vítor Manuel, outro símbolo da Briosa, quer como jogador, quer como treinador. 
 Ainda na vitrina destinada a camisolas com história, saltam à vista as jerseys de Nuno Piloto, Miguel Rocha, ou a que foi usada por Marinho na final da Taça de Portugal de 2012, que a Académica venceu com o golo do próprio Marinho. A seu lado figura a camisola usada pelo guarda-redes Ricardo nessa célebre final do Jamor ante o Sporting. Por entre as históricas camisolas podemos ver alguns livros, a maior parte deles portadores da gloriosa história do futebol da AAC, como é o caso da obra "Académica: Hisória do Futebol", da autoria de João Santana e João Mesquita. 
Bolas e adereços de outros tempos, como por exemplo uma bomba de encher as redondinhas, também saltam à vista do visitante na Sala 1. E no que toca a esféricos temos um que foi o ator principal de um Sporting - Académica referente à temporada de 66/67, relíquia essa assinada por todos os intervenientes desse - por certo - espetáculo. Do espólio residente na Sala 1, constam ainda inúmeros troféus conquistados pelas camadas jovens dos estudantes, com destaque para os títulos de campeão nacional de juniores e juvenis. Páginas de jornais antigos evocando os feitos da Briosa, ou diversos programas de jogos importantes - como um Manchester City - Académica, alusivo a uma eliminatória da Taça das Taças de 69/70 - dão igualmente um brilho nostálgico a este mítico espaço, que é ainda adornado com largas dezenas de troféus arrecadados por outras modalidades da AAC, como o basquetebol, ou o futsal, por exemplo.

Dali para a Sala 2 a viagem é curta, e é aqui que os nosso olhos se arregalam ainda mais. É neste setor que se encontram os dois títulos mais importantes da história do clube: as taças de Portugal de 1939 e de 2012. 
A primeira, quiçá a mais simbólica, até porque foi mesmo a primeira edição da Taça de Portugal como ela é conhecida hoje em dia, foi conquistada a 25 de junho de 39, quando onze bravos estudantes foram até Lisboa - ao Campo das Salésias - bater o poderoso Benfica por 4-3, com golos de Pimenta, Alberto Gomes e Arnaldo. A segunda, é bem mais recente, tendo sido transportada para Coimbra após uma vitória por 1-0 sobre o Sporting, no dia 20 de maio de 2012, como já foi dito. 
Deslumbrante é igualmente a fotografia que imortalizou o onze da Académica que venceu a taça de 1939. 
Objetos de extremo valor são também as bolas das finais da taça de 1967 - a mais longa da história da competição - e a da politizada final de 1969.
 As duas taças de Portugal encabeçam uma imensa mesa carregada de troféus, onde também se destacam as duas taças de campeão nacional da 2ª Divisão. 
No topo de uma das paredes que revestem a Sala 1 encontramos uma vitrina com alguns galhardetes de adversários europeus que recentemente se cruzaram com o emblema de Coimbra, entre outros lá está o do Atlético de Madrid, que na temporada de 2012/13 saiu da Cidade do Mondego com uma derrota por 2-0, em encontro referente à Liga Europa. Madrilenos que eram na altura os detentores do troféu! Noutro canto da sala mais quatro camisolas histórias de quatro internacionais da Briosa: a que Sérgio Conceição utilizou no Campeonato da Europa de 2000 ao serviço da seleção nacional; a de Bentes ao serviço da seleção nacional em 1949; a que Manuel António utilizou numa das suas internacionalizações em 1969; e a que Augusto Rocha usou em 1958 ao serviço da Seleção Militar. Relíquia vistosa é igualmente o troféu que a UEFA ofereceu a Sérgio Conceição após este ter apontado três golos à Alemanha na fase final do Euro 2000, e considerado ocmo tal a figura dessa partida. E no que concerne a galardões individuais apenas um senão: a Bola de Prata que o imortal Manuel António venceu em 71/72 - por ter sido o melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão - já ter sido devolvida ao seu dono. Em meu entender, ficaria bem melhor nesta sala de troféus - esperando que um dia ali volte para não mais de lá sair - que tem um nome de um homem que a julgar pelo que lemos e ouvimos é ainda hoje um dos nomes mais queridos do clube: Vasco Gervásio. Nascido na Malveira, a 5 de dezembro de 1943, Vasco Manuel Vieira Pereira Gervássio viveu grande parte da sua vida em Coimbra. Foi um brilhante médio e capitão da Briosa nas décadas de 60 e 70, tendo disputado 430 jogos ao serviço do emblema da Cidade do Mondego, 248 dos quais como capitão de equipa. Ficaria, aliás, conhecido como o "eterno capitão". Defendeu a Académica durante 17 anos consecutivos, e entre outros capítulos históricos participou nas finais da Taça de Portugal de 67 e 69. Após ter terminado a carreira, e já com a licenciatura em Direito concluída, treinou a Académica em duas ocasiões, tendo numa delas alcançado a subida à 1ª Divisão. Entre 2000 e 2008 foi vice-presidente do clube. É pois, um Homem da Académica.