quarta-feira, julho 17, 2013

Emblemas históricos (12)... Ponta Delgada Soccer Club

Fall River, cidade norte-americana situada no Estado de Massachusetts que no início do século XX foi destino de milhares de emigrantes portugueses, na sua maioria oriundos dos Açores, que deixavam para trás a miséria de um Portugal em profunda depressão - a diversos níveis - e partiam em busca do sonho americano. Homens e mulheres que ali chegados trabalhavam arduamente, horas a fio, nas muitas fábricas existentes em Fall River. Nesta cidade criaram as suas raízes, casaram, tiveram os seus filhos, e ali morreram. Fall River foi pois o lar adotado por milhares de aventureiros lusitanos, que mesmo deixando para trás o seu amado Portugal fizeram questão de levar consigo na bagagem crenças, costumes, tradições, e atividades bem lusitanas que de certo modo os faziam sentir-se próximos do seu país natal naquela terra tão distante e inicialmente desconhecida. Uma dessas atividades populares - não de origem lusitana mas na época já bem vincada na sociedade do país do sul da Europa - era o futebol, ou como estranhamente era denominado em Terras do Tio Sam, soccer. Para além de portugueses, Fall River era povoada por outras comunidades de imigrantes provenientes do Velho Continente, irlandeses, escoceses, ingleses, ou italianos. E tal como os lusos também estes tinham como paixão o futebol, sendo que aos domingos, dia de descanso após uma longa e dura semana de trabalho, as comunidades destes países juntavam-se para praticar - ou para assistir - o seu desporto de eleição. Não tardou muito pois que aqui e acolá começassem a florir os primeiros clubes idealizados pelos imigrantes europeus, sendo que em 1915 via a luz do dia o Ponta Delgada Soccer Club, que como o próprio nome indica foi fundado por açorianos, na sua maioria oriundos da ilha de S. Miguel. E tal como outros emblemas criados por imigrantes europeus o Ponta Delgada SC teve ao longo da sua vida um papel preponderante na dinamização e popularização do soccer em terras americanas, tendo sido um dos atores principais da chamada golden era (era dourada) do belo jogo nos Estados Unidos da América (EUA).

Foi nos anos 20 que o jogo conheceu de facto a sua primeira grande explosão de popularidade junto do povo norte-americano. Era comum ver-se em volta de uma partida assistências a rondar as 10.000 ou 15.000 pessoas, que vibravam com a arte futebolística das primeiras lendas do soccer dos States, casos de Thomas Swords (o primeiro capitão da seleção nacional dos EUA que disputou o seu primeiro jogo internacional em 1916), de Bert Patenaude, ou de Billy Gonsalves, este último também ele um luso descendente, neste caso filho de pais madeirenses, e que para muitos é ainda hoje considerado o maior jogador norte-americano de todos os tempos (nota: sobre ele o Museu Virtual do Futebol já traçou algumas linhas biográficas noutras viagens ao passado). Grandes dominadores do futebol dos EUA daquele tempo eram a quase esmagadora maioria dos combinados de Fall River, nomeadamente o Fall River Marksmen - clube fundado em 1922, que nesta década venceu por sete vezes o título nacional (American Soccer League) e em quatro ocasiões a taça nacional (National Challenge Cup, atualmente conhecida como US Open Cup) - o Fall River Rovers, ou o Fall River Football Club. Mais do que títulos ganhos todos eles encantaram multidões.

Seria no entanto na década seguinte que o Ponta Delgada Soccer Club iria conhecer os seus primeiros momentos de fama. Curiosamente esta seria uma década de declínio para o soccer, muito por culpa da Grande Depressão que assolou os EUA, a qual provocou o encerramento de inúmeras indústrias, atirando milhares de homens e mulheres para o desemprego. Com isto o futebol sofreu, muitos clubes fecharam portas, outros transferiram-se para cidades maiores e mais abastadas. O soccer perdia furor...

Ponta Delgada SC domina era amadora

Perdia furor mas não morria. Sem dinheiro para alimentar uma liga profissional o jogo percorreria então os caminhos do amadorismo, e neles o Ponta Delgada Soccer Club ganhou algumas corridas. O primeiro grande título conquistado pelo clube de origens portuguesas ocorreu a 1 de maio de 1938, dia em que o clube venceu por 2-1 o Pittsburgh Heidelberg na final da National Amateur Cup, uma espécie de campeonato nacional de amadores. Mas o melhor viria na década seguinte. Munido de um grupo de notáveis jogadores, na sua esmagadora maioria luso descendentes, o Ponta Delgada colecionou títulos atrás de títulos, sendo que entre 1946 e 1948 foi três vezes consecutivas campeão da National Amateur Cup. Em 1946 fez mesmo história no soccer dos EUA, ao tornar-se no primeiro clube a atingir as finais de duas competições distintas no mesmo ano, a National Amateur Cup - a qual venceu, como já vimos, após derrotar na final o Castle Shannon of Pittsburgh por 5-2 - e a National Challenge Cup, em cuja final seria derrotado pelos Chicago Vikings por 1-2. No ano seguinte a equipa voltou a marcar presença nas finais de duas competições distintas, mas desta vez o desfecho foi bem mais feliz: venceu as duas! O Ponta Delgada Soccer Club entrava assim para a história do soccer norte-americano ao tornar-se no primeiro emblema a vencer no mesmo ano duas competições distintas. Na final da National Amateur Cup - disputada em maio desse ano - o clube cilindrou por 10-1 o Saint Louis Carondelets, com o destaque individual a ir para Ed Souza, um dos muitos artistas luso-americanos daquele célebre combinado, atleta que nessa tarde apontou cinco golos. A 31 de agosto, na primeira mão da final da Taça dos EUA (National Challenge Cup) o Ponta Delgada esmagou na primeira mão o Chicago Sparta por 6-1, com golos com sotaque português: Ed Souza (2), John Souza, Ed Valentine, e Joe Ferreira, sendo que outro tento saiu dos pés de John Travis. Nesse histórico encontro o Ponta Delgada SC alinhou com: Walter Romanowicz, Joe Machado, Manuel Martin, Joseph Rego-Costa, Joe Ferreira, Jesse Braga, Frank Moniz, Ed Souza, Ed Valentine, John Souza, e John Travis.
Cerca de uma semana depois, na segunda mão da final, nova vitória foi alcançada, desta feita por 3-2, em Chicago, com tentos de Jim Delgado, Joe Ferreira, e John Travis. A alinhação do Ponta Delgada SC foi a seguinte: Walter Romanowicz, Joe Machado, Manuel Martin, Joseph Rego-Costa, Joe Ferreira, Jesse Braga, Frank Moniz, Ed Souza, Ed Valentine, John Souza, e John Travis.Jogaram ainda Jim Delgado, Joseph Michaels, e Victor Lucianno.

Dobradinha chama à atenção da United States Soccer Federation

A dupla conquista do emblema de ascendência lusitana não deixou ninguém indiferente, muito menos os responsáveis máximos do futebol norte-americano, que nesse ano de 1947 viram a seleção nacional yankee integrar a primeira edição da North American Football Confederation Championship, digamos que a competição antecessora da atual Gold Cup. O certame teve lugar em Cuba, entre 13 a 20 de julho, sendo que para além da equipa da casa e dos EUA o México também figurava no cartaz. Grupo norte-americano que era constituído 100 por cento pelos atletas do Ponta Delgada Soccer Club! A convite da United States Soccer Federation (Federação Norte-Americana de Futebol) os jogadores do clube de Fall River trocaram a sua camisola habitual pela da seleção nacional. Uma honra! O resultado, esse, não foi famoso, já que a viagem a Cuba saldou-se por duas pesadas derrotas, uma por 0-5 ante o México - que seria o campeão do evento - e outra por 2-5 ante os anfitriões, tendo os tentos dos soccer boys sido apontados por Ed Souza e Ed Valentine.

Mas não se ficaria por aqui a incursão de jogadores do Ponta Delgada SC na equipa nacional. No ano seguinte os Estados Unidos da América marcavam mais uma vez presença no torneio olímpico de futebol, que nesse ano decorreu em Londres. Para encontrar os melhores atletas capazes de representar condignamente o país o selecionador nacional da altura, Walter Giesler, organizou um jogo entre as estrelas do Este e do Oeste dos EUA. No final dessa triagem, digamos assim, Giesler chamou cinco jogadores do Ponta Delgada Soccer Club para fazer a viagem até à capital britânica, nomeadamente Ed Souza, John Souza, Joe Ferreira, Manuel Martin, e Joseph Rego-Costa. Participação norte-americana que desde cedo foi problemática, já que antes da partida para a Europa a seleção não realizou qualquer treino conjunto, muito menos jogos de preparação, tudo devido ao mau tempo! Preparação essa que foi feita no navio que transportou os yankees para Londres! Surreal! A equipa só tocou na bola já em solo europeu, onde faria alguns jogos de preparação muito em cima do arranque da competição, fatura que acabaria por sair cara ao combinado de Giesler, já que logo na primeira eliminatória dos Jogos de 48 foi afastado pela Itália por concludentes 9-0!

Ed e John Souza presentes na página mais cintilante do soccer norte-americano

Mas se a viagem a Londres foi rotulada de insucesso o mesmo não aconteceria dois anos mais tarde, quando o selecionado norte-americano viajou para o Brasil para participar no Campeonato do Mundo. Para a América do Sul o selecionador Walter Giesler e o treinador de campo Bill Jeffrey levaram dois luso descendentes, dois diamantes extraídos da mina do Ponta Delgada Soccer Club, Ed Souza e John Souza, que apesar de partilharem o mesmo apelido não tinham qualquer laço familiar. E no Brasil eles ajudaram os EUA a escrever a página mais cintilante da sua história, no que a futebol diz respeito, e quiçá o maior escândalo do futebol planteário, altura em que a poderosa seleção inglesa foi derrotada por 0-1 pelos amadores dos States, facto este já relatado neste museu virtual vezes sem conta.
Voltando ao Ponta Delgada Soccer Club, 1950 seria um ano quase brilhante, já que ao título de campeão da National Amateur Cup o emblema esteve muito perto de repetir a dobradinha de 1947, perdendo a final da National Challenge Cup para o Saint Louis Simpkins-Ford, onde aliás atuavam alguns dos heróis norte-americanos do Mundial de 50, casos de Frank Borghi, Gino Pariani, Charles Colombo, entre outros. O clube de origens açorianas arrecadou ainda em 1953 um último título da National Amateur Cup, sendo que dali em diante praticamente se eclipsou do mapa futebol dos EUA, aliás tal como a prórpia modalidade, que só viria a conhecer um novo impulso na década de 70 com a criação da National American Soccer League, e com a chegada do rei Pelé aos EUA para relançar o belo jogo em terras onde ainda hoje ele é olhado com alguma... desconfiança e desinterese.
Em 1985 o Ponta Delgada mudou o nome para Patriot's Bar and Grille (!), até que em 2008 encerrou definitivamente as portas.

Os luso americanos mais sonantes da história do clube

Ao longo das linhas anteriores foram mencionados alguns dos nomes mais sonantes da história do clube, sendo que nas próximas linhas iremos apresentar de forma mais detalhada aqueles que mais brilharam na cena internacional com as cores da seleção norte-americana.

Joseph Ferreira: Tal como a maioria dos jogadores do Ponta Delgada Soccer Club, Joseph Ferreira tinha uma alcunha, no seu caso era chamado de Za-Za. Nasceu a 5 de dezembro de 1916, em Fall River, pois claro. Destacou-se no terreno de jogo como médio defensivo, e tal a maior parte dos seus companheiros deu os primeiros pontapés na bola no Ponta Delgada. Foi um dos rostos principais das décadas (40 e 50) douradas do emblema de Fall River, vivendo por dentro, e em algumas vezes foi mesmo determinante, as principais conquistas do clube. Foi chamado por quatro ocasiões à seleção dos EUA, tendo a primeira ocorrido em 1947, no decorrer da primeira edição do North American Football Confederation Championship, onde atuou como titular na derrota ante o México por 0-5. No ano seguinte vestiu por mais três ocasiões a camisola do seu país, em dois particulares - derrota com a Noruega por 0-11 (!), e vitória sobre Israel por 3-1 - e no torneio olímpico de Londres, onde sentiu na pele a pesada derrota diante da Itália por 0-9. Em 1957, numa altura em que o Ponta Delgada SC entrava na fase decrescente da sua vida, Joe Za-Za Ferreira deixou o clube, rumando para o vizinho Fall River Soccer Club, onde terminaria a carreira. Fall River viu-o nascer e assistiu também ao seu desaparecimento, a 10 de junho de 2007.

Joseph Rego-Costa: Três anos mais novo do que o seu companheiro Za-Za Ferreira, Joseph Rego-Costa brilhou no lado direito do setor recuado do terreno, isto é, como defesa/lateral direito. Tendo tido igualmente como berço a cidade de Fall River, Joe Rego-Costa nasceu a 3 de julho de 1919. Nas Olimpíadas de 1948 ele foi o capitão da seleção nacional dos EUA no encontro diante da Itália, tendo sido esta uma das cinco vezes em que envergou a camisola do seu país, sendo que as outras ocasiões ocorreram no North American Football Confederation Championship, onde realizou os dois encontros dessa fase final, digamos assim, e nos particulares ante a Noruega e Irlanda - derrotas, respetivamente, por 0-11, e 0-5. A brilhante carreira de Joe Rego-Costa não foi esquecida, e em 1988 ele foi nomeado para figurar - para a eternidade - no New England Soccer Hall of Fame, uma museu onde repousam os nomes e factos mais relevantes do futebol daquela região dos EUA. Tal como Za-Za Ferreira, Joe Rego-Costa nasceu e morreu em Fall River, no seu caso 27 de abril de 2002 é a data do seu falecimento.

Manuel Martin: Manuel Oliveira Martin, dos cinco craques mais sonantes que o Ponta Delgada Soccer Club deu ao futebol dos EUA ele foi o único que não nasceu em Fall River. Mas não muito longe dali viu a luz do dia pela primeira vez a 29 de dezembro de 1917, mais precisamente em Bristol, Rhode Island, tendo tal como os seus companheiros sido uma das figuras principais das décadas douradas do Ponta Delgada SC. Pela seleção dos EUA atuou em sete ocasiões, com destaque para as presenças no North American Football Confederation Championship de 1947 (fez os dois jogos), na edição desta mesma competição de 1949, ocorrida no México, onde Martin atuou em três encontros, e nos Jogos Olímpicos de 1948. Tal como Joe Rego-Costa atuava no setor recuado do terreno, e depois da sua retirada dos campos de futebol seguiu uma curta carreira de treinador, desempenhando funções de treinador-adjunto na equipa feminina da Uiversidade de Massachusetts.
Em 1983 ele foi nomeado para o New England Soccer Hall of Fame, tendo 14 mais tarde falecido em Fall River.

Ed Souza: Edward Souza-Neto, ou simplesmente Ed Souza, foi um dos mais talentosos avançados do soccer americano de todos os tempos. Ele era o elemento mais novo dos cinco astros nascidos para o futebol no Ponta Delgada SC, tendo nascido a 22 de setembro de 1921. Durante muitos anos foi um dos homens-golo da equipa, destacando-se a sua veia goleadora na dupla campanha vitoriosa de 1947, isto é, na National Amateur Cup e na National Challenge Cup. Integrou a seleção norte-americana no North American Football Confederation Championship de 1947, nos Jogos Olímpicos de 1948, e no Mundial de 1950, tendo sido um dos 11 heróis que atuou na sensacional e inesperada vitória sobre a Inglaterra no célebre jogo realizado em Belo Horizonte. Nesse Campeonato do Mundo realizou ainda mais um encontro, o da última jornada do grupo 2 diante do Chile (derrota por 2-5). Ed Souza, que apesar de partilhar o apelido com o seu companheiro de clube e de seleção John Souza nenhuma relação familiar tinha com este, falecendo a 19 de maio de 1979, em Warren, Rhode Island.

John Souza: Talvez o mais mediático jogador do Ponta Delgada Soccer Club. Uma das estrelas mais cintilantes de sempre do soccer dos EUA, tendo sido o primeiro jogador deste país a fazer parte do onze ideal de um Campeonato do Mundo da FIFA. Nasceu a 12 de julho de 1920, em Fall River, e tal como muitos dos seus companheiros do soccer era filho de pais açorianos. Ganhou a alcunha de Clarkie, aparentemente por ser parecido com o popular ator Clark Gable. Ao serviço do clube da sua terra, o Ponta Delgada SC, John Clarkie Souza venceu os títulos mais importantes do historial do emblema. Atuando como atleta amador, tal como os restantes companheiros, Clarkie trabalhava arduamente durante a semana nas fábricas de Fall River e ao domingo brilhava com as cores do seu clube do coração. Fê-lo até 1951, altura em que resolve mudar de ares, transferindo-se para o New York German-Hungarians, clube pelo qual vence uma National Amateur Cup e uma National Challenge Cup. Pela seleção norte-americana este avançado atuou em 14 ocasições, estreando-se, tal como os seus colegas de clube, no North American Football Confederation Championship, em 1947, prova onde voltaria a representar os States dois anos mais tarde. Também com os EUA atuou em duas edições dos Jogos Olímpicos, mais precisamente em Londres (1948), e em Helsínquia (1952), onde voltou a ver a sua seleção ser massacrada pela Itália, desta feita por 0-8. Mas o ponto alto da sua carreira foi mesmo o Mundial de 1950, no Brasil, onde foi titular nos três encontros que os soccer boys fizeram na América do sul, tendo vivido a tarde mágica de 29 de junho daquele ano, quando em Belo Horizonte a Inglaterra foi batida pelos desconhecidos - para o resto do planeta, pelo menos - norte-americanos. As suas exibições nesse Mundial levaram então a revista brasileira Mundo Esportivo a nomea-lo para o onze ideal do torneio da FIFA. Jogaria até aos 40 anos, e quem o viu atuar diz que poderia ter jogador em qualquer equipa do Mundo, tal era a sua mestria com a bola nos pés. Como a maioria dos heróis de Belo Horizonte também ele foi nomeado para o National Soccer Hall of Fame, tendo falecido já no novo milénio (a 11 de março de 2012). 

Legenda das fotografias:
1-Talvez a fotografia mais relevante da história do Ponta Delgada SC, o dia em que o clube venceu a National Challenge Cup (atualmente conhecida como US Open Cup) de 1947
2-Um jogo de futebol nos anos 20, a década em que a modalidade alcançou índices de popularidade absimal nos EUA
3-John Clarkie Souza, para muitos o jogador mais mediático da história do Ponta Delgada SC
4-Walter Giesler, selecionador nacional dos EUA nos Jogos Olímpicos de 1948 e no Mundial de 1950
5-A histórica equipa dos EUA que derrotou a Inglaterra no Campeonato do Mundo de 1950
6-Joseph Ferreira
7-Joseph Rego-Costa
8-Manuel Martin
9-Ed Souza
10-John Souza

Para ti mãe...

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