sexta-feira, junho 08, 2012

História dos Europeus de Futebol (8)... RFA 1988

A glória no futebol atinge-se com vitórias memoráveis e títulos de "grandes dimensões". Neste ponto a sabedoria popular costuma dizer que dos vencidos não reza a história! Uma meia verdade talvez, já que em casos pontuais a história guarda as façanhas de alguns vencidos que ajudaram a escrever algumas das páginas mais belas da história da modalidade. É o caso da Holanda, uma seleção que na década de 70 do século XX revolucionou por completo a forma de jogar, encarar, e sobretudo apreciar o futebol. Uma seleção mágica liderada pelo mago Johan Cruyff cujo encantador conceito de "futebol total" ficou em algumas ocasiões às portas do céu, isto é, muito perto de atingir a tal glória personificada num grande título internacional. Foi assim em 1974 e 1978, dois anos em que a "laranja mecânica", assim ficou conhecida aquela célebre geração do futebol holandês, esteve muito perto de vencer o título mundial, caindo na reta final aos pés de outras duas grandes seleções da época, casos da República Federal da Alemanha e da Argentina. Pois bem, na década de 80 os holandeses finalmente traduziram em títulos a mestria do seu futebol, através de uma nova geração de formidáveis futebolistas. E fizeram-no sob o comando do mesmo mestre que na década de 70 havia inventado o conceito/arte do "futebol total", Rinus Michels, um nome que esteve naqueles que podemos rotular como os dois grandes momentos do futebol do "país das tulipas", curiosamente ambos ocorridos em solo alemão, um em 1974, que injustamente - para nós admiradores do futebol arte - teve um final infeliz para a seleção laranja, e outro em 1988, esse - justamente - com contornos de felicidade.
E é precisamente até 1988 que viajamos hoje, para olhar a história da 8ª edição do Campeonato da Europa, cuja fase final seria atribuída à República Federal da Alemanha (RFA). E na longa caminhada até à fase final do primeiro Euro realizado em solo alemão algumas surpresas surgiram no caminho. A maior, talvez, o facto de a campeã da Europa em título, a França, ter falhado o apuramento para a RFA, depois de ter perdido o seu grupo para a União Soviética, que 16 anos depois marcava novamente presença na fase final do certame organizado pela UEFA. Surpresa foi também a Bélgica, a grande seleção belga da década de 80 que havia marcado presença nos Euros de 80 e 84, bem como nos Mundiais de 82 e 86, e sempre com boas prestações. Desta feita iriam ficar de fora, muito por culpa de uma surpreendente República da Irlanda, que ao vencer um grupo formado por belgas, escoceses, búlgaros, e luxemburgueses garantia a primeira fase final de uma grande competição internacional da sua modesta história.
Para além de irlandeses, soviéticos, e alemães, claro está, a fase final do Euro 88 contou ainda com as presenças da Espanha (marcava presença na terceira fase final consecutiva), Inglaterra, Itália, Dinamarca, e a Holanda (que assim disputava a sua terceira fase final no âmbito desta competição).
Oito cidades foram escolhidas para receber o Euro 88, um recorde para a altura.

Alemães e italianos fazem jus à condição de favoritos

No Grupo 1 estava a equipa da casa, a RFA. Uma forte seleção comandada tecnicamente pela antiga glória Franz Beckenbauer, que dois anos antes havia estado muito perto da glória mundial, tendo caído apenas aos pés da Argentina do "Deus" Maradona, e assim falhado a conquista do terceiro título mundial da sua história. Esta era uma RFA fortíssima, recheada de grandes valores internacionais, casos de Voller, Kohler, Berthold, Brehme, Klinsmann, Littbarski, ou de Lothar Matthaus, a grande estrela do grupo. Poucos seriam aqueles que não olhavam para a equipa da casa como a principal candidata à conquista do Europeu, não só por ter a seu lado o factor casa, mas sobretudo pela constelação de estrelas com que se apresentavam em campo. Mas para tentar colocar a mão na taça pela terceira vez na sua história a RFA tinha de suar a camisola, tinha de provar a sua teórica superioridade, e isso seria algo que nem sempre ficaria patente ao longo deste Euro. Logo no primeiro jogo do grupo, em Dusseldorf, na abertura do certame, a RFA sentiu sérias dificuldades para não sair derrotada do confronto ante a Itália. 1-1 seria o resultado final deste jogo. Lisonjeiro até para os alemães, dado o domínio que a squadra azzurra exerceu ao longo de quase todo o encontro. No outro encontro do grupo, em Hannover, a Espanha, vice campeã da Europa em 1984, bateu uma veterana e cansada Dinamarca por 3-2, graças a uma boa atuação da Quinta del Buitre, a geração artística do futebol espanhol que surgiu nos finais da década de 80, e que revelou ao Mundo jogadores como Michel, Sanchís, Chendo, Martín Vasquez, e um tal de Emilio Butrgueño, todos jogadores do Real Madrid, que tornavam a Espanha como uma das boas seleções mundiais desta altura.
Dinamarca que no jogo seguinte fez as malas para um precoce regresso a casa, ao perder com a seleção da casa por 0-2. No meio da veterania dinamarquesa do Euro 88 surgiu um jovem guarda redes, lançado às feras precisamente no duelo com os alemães, de seu nome Peter Schmeichel, que viria a tornar-se numa das maiores lendas das balizas planetárias da história da modalidade.
Em Frankfurt espanhóis e italianos realizaram uma partida equilibrada, como seria de prever, cabendo ao jovem avançado da Sampdoria Vialli a responsabilidade de "matar" esse equilíbrio a cerca de 15 minutos do final quando apontou o único golo do desafio.
Com este cenário RFA e Itália tinham as portas das meias finais praticamente abertas. E a derradeira ronda do grupo apenas serviu para confirmar esse cenário. A Itália dos artistas Zenga, Vialli, Mancini, Maldini, Giannini, Donadoni, ou Baresi desenvencilhou-se facilmente da desoladora Dinamarca por 2-0, enquanto que por igual resultado a RFA mandava a Espanha do mestre da tática Miguel Muñoz para casa mais cedo.
No Grupo 1 o Euro decorria com normalidade, os favoritos principais à passagem à fase seguinte não haviam deixado os seus créditos por mãos alheias.

Holanda reaparece no mapa futebolístico internacional

No Grupo 2 morava a desconhecida República da Irlanda, a grande incógnita desta fase final. Orientados pelo antigo internacional inglês Jack Charlton os irlandeses eram encarados como um grupo de divertidos rapazes que vinha à RFA adquirir experiência internacional e... tentar não perder por muitos antes "futebóis" mais desenvolvidos como eram os casos da Holanda, União Soviética, e Inglaterra. E seria precisamente ante o velho inimigo inglês que os rapazes da "ilha esmeralda" iriam fazer o seu batismo numa grande prova internacional. Poucos acreditariam que os irlandeses conseguissem sequer alcançar um ponto na estreia, até porque do outro lado morava uma equipa com aspirações ao título, orientada pelo conceituado Bobby Robson e com jogadores de top mundial, casos de Peter Shilton, Tony Adams, John Barnes, Peter Beardsley, Cris Waddle, ou Gary Lineker, que dois anos havia sido o melhor marcador do Mundial do México. Mas a teoria não confirmou a prática, e fazendo do futebol uma festa os desconhecidos irlandeses fizeram história no dia 12 de junho, quando no Neckarstadium de Estugarda derrotaram os velhos inimigos ingleses por 1-0. Ray Houghton seria o herói dessa célebre tarde do futebol irlandês.
No outro jogo confirmou-se o favoritismo de uma das equipas que melhor futebol praticou nos finais dos anos 80, a União Soviética. Um conjunto formado na sua esmagadora maioria por atletas do Dynamo Kiev, orientada pelo velho lobo do futebol soviético Valery Lobanovsky. Vassili Rats apontaria aos 54 minutos o único tento dessa partida.
De favorita a grande desilusão da prova, eis o curto percurso dos ingleses neste Euro 88. Depois da humilhante derrota com a República da Irlanda os súbitos de Sua Majestade voltavam a entrar em campo com a obrigação de vencer, caso contrário estariam de volta a Londres. Mas a tarefa não era nada fácil, pois pela frente tinham uma forte equipa holandesa liderada pelo mítico treinador Rinus Michels, o mesmo que 14 antes havia criado o "futebol total" que no Mundial de 1974, realizado também na RFA, encantou o Mundo. E se nessa altura o mestre do futebol holandês havia lançado para a ribalta jogadores como Krol, Neeskens, Rep, ou Cruyff, desta feita faria de Gullit, Frank Rijkaard, Wouters, os irmãos Koeman (Erwin e Ronald), Win Kieft, e de um tal de Marco Van Basten imortais do belo jogo. E contra os ingleses apareceu no Euro precisamente Van Basten, jogador do Milan, que haveria de se tornar na figura central desta competição. De suplente no jogo ante a União Soviética o ex-jogador do Ajax avançava para a linha da frente diante dos pupilos de Robson, e mostrando toda a sua arte futebolística e letal veia goleadora arrasou por completo com a armada britânica na sequência de 3 remates certeiros. 3-1 vencia a Holanda com um futebol arte, não o futebol total de 1974, mas uma forma de interpretar o jogo igualmente bela. Quanto à Inglaterra estava oficialmente fora do Euro.
Quem continuava a surpreender era a República da Irlanda. Depois da vitória sobre os ingleses alcançaram um empate a um golo diante da poderosa União Soviética, e partiam assim para o último jogo do grupo com a possibilidade de passar às meias finais! Quem diria! Mas a sorte nada quis com os bravos irlandeses no jogo decisivo ante a Holanda. Uma verdadeira final, pois quem vencesse seguiria em frente. O equilíbrio foi nota dominante até ao minuto 82, altura em que o árbitro austríaco Horst Brummeier resolveu dar nas vistas ao validar um golo de Win Kieft que apareceu na cara do guarda redes Pat Bonner em clara posição irregular. Uma derrota injusta para a mais talentosa geração do desconhecido futebol irlandês onde pontificavam nomes como John Aldridge, Tony Cascarino, Ray Hougthon, entre outros.
No outro jogo da última jornada deste Grupo 2 a Inglaterra sofria nova humilhação, desta feita aos pés da União Soviética que abateu a seleção dos "3 leões" por 3-1 e garantia assim o 1º lugar da chave.

Holanda vinga derrota de 74

Terça-feira, dia 21 de junho. Em Hamburgo a Holanda tinha umas contas a ajustar com a equipa da casa. 14 anos a "laranja mecânica" tinha sido degolada pela RFA do kaiser Beckenbauer na final do Mundial de 1974. Uma derrota injusta aos olhos dos amantes do belo futebol para quem a Holanda havia sido simplesmente a melhor equipa desse torneio. Ninguém no país das tulipas havia esquecido esse triste momento, e era agora altura de vingar essa derrota. Patenteado um futebol de alta qualidade a Holanda entrou neste jogo disposta a escrever uma nova página de ouro na história do seu futebol, mas desta feita com um final feliz. E assim foi. Num grande e épico jogo de futebol a equipa da casa marcou primeiro, por intermédio do seu capitão e maior artista Lothar Matthaus, aos 55 minutos através de grande penalidade. Depois disto só deu Holanda. E seria pois com naturalidade que o "homem bomba" da "laranja", Ronald Koeman, repôs a igualdade aos 74 minutos, também de grande penalidade. A RFA encolhia-se perante a avalanche laranja, e eis que a um minuto dos 90 Van Basten entrou definitivamente para a galeria dos imortais do futebol holandês quando num potente remate cruzado bateu Immel e colocou a sua equipa na final. A vingança estava consumada 14 anos depois!

Itália impotente para anular a supremacia soviética

Na outra meia final o calculismo imperou, embora tivesse ficado evidente desde o apito inicial que a União Soviética era uma equipa mais madura. Excessivas preocupações defensivas de parte a parte marcaram a etapa inicial desse duelo.
Na segunda parte os pupilos de Lobanovsky apareceram mais desinibidos, e com uma enorme vontade de violar a baliza de Walter Zenga, sendo pois com naturalidade que à passagem do minuto 60 Litovchenko tivesse inaugurado o marcador. Ainda com mais naturalidade surgiu o segundo tento, apenas 2 minutos depois, por intermédio de Protassov, que acabava assim com as esperanças azzurras em chegar ao derradeiro dia da competição.

Holandeses ascendem ao Olimpo dos Deuses do futebol

No dia 25 de junho o Estádio Olímpico de Munique recebeu o jogo final do Euro 1988. Frente a frente duas equipas que já se haviam encontrado na 1ª fase, a Holanda e a União Soviética. Pelo que haviam feito até então o favoritismo era repartido por ambos os conjuntos, esperando-se desta forma um grande encontro de futebol. E quem assim imaginou não se enganou. A incerteza quanto ao vencedor prolongou-se durante grande parte deste jogo. Apesar do equilíbrio foi a Holanda que dispôs das melhores oportunidades para chegar ao golo, sendo que dela... deu mesmo golo. Aos 32 minutos o excêntrico capitão holandês Ruud Gullit bateu de cabeça o mítico Rinat Dasaev provocando uma explosão de alegria laranja em todo o Olímpico de Munique, o mesmo palco onde 14 anos os holandeses haviam perdido para a RFA a coroa mundial. A confirmação laranja ocorreu já na segunda parte na sequência de uma obra de arte assinada pelo genial Marco Van Basten. Corria o minuto 54 quando Zavarov perde uma bola a meio campo. Van Tiggelen combina com o experiente Muhren que centra largo para a perto da zona da linha de cabeceira soviética, onde aparece Van Basten que de primeira, e de ângulo impossível - ou quase impossível como se viria a verificar - remate para o fundo da baliza. MAGNÍFICO... INESQUECÍVEL... UM DOS GRANDES MOMENTOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL MUNDIAL!!!
Nos minutos seguintes a União Soviética ataca desesperadamente em busca de um golo que relançasse a final. Igor Belanov ainda falha uma grande penalidade, ou melhor, Hans Van Breukelen tem o mérito de defender o remate do homem que tinha sido eleito o melhor jogador europeu do ano. Pouco depois o francês Michel Vautrot apitava para o final do jogo, e desta feita havia sido feita justiça: o melhor futebol havia vencido, e tal como em 1874 a Holanda foi melhor, só que desta vez venceu. 1988 tornava-se assim no ano de ouro para o futebol holandês, já que antes da vitória da seleção laranja também o PSV havia vencido a Taça dos Campeões Europeus, curiosamente também em solo alemão, diante do Benfica.
Quanto à talentosa União Soviética conhecia neste Euro 88 o seu derradeiro capítulo, já que alguns anos depois o país iria desmembra-se.

Jogos

Grupo 1

1ª Jornada

10 de junho, em Dusseldorf
RFA - Itália: 1-1
(Matthaus, aos 53m)
(Mancini, aos 56m)
11 de junho, em Hannover
Dinamarca - Espanha: 2-3
(Laudrup, aos 26m, Povlsen, aos 84m)
(Michel, aos 6m, Butragueño, aos 53m, e Gordillo, aos 68m)

2ª Jornada

14 de junho, em Gelsenkirchen
RFA - Dinamarca: 2-0
(Klinsmann, aos 10m, e Thon, aos 87m)
14 de junho, em Frankfurt
Itália - Espanha: 1-0
(Vialli, aos 74m)

3ª Jornada

17 de junho, em Munique
RFA - Espanha: 2-0
(Voller, aos 30m, 51m)

17 de junho, em Colónia
Itália - Dinamarca: 2-0
(Altobelli, aos 66m, e De Agostini, aos 87m)

Classificação

1-RFA: 5 pontos
2-Itália: 5 pontos
3-Espanha: 2 pontos
4-Dinamarca: 0 pontos

Grupo 2

1ª Jornada
12 de junho, em Estugarda
Inglaterra - República da Irlanda: 0-1
(Houghton, aos 6m)

12 de junho, em Colónia
Holanda - União Soviética: 0-1
(Rats, aos 54m)

2ª Jornada

15 de junho, em Dusseldorf
Inglaterra - Holanda: 1-3
(Robson, aos 54m)
(Van Basten, aos 44, 72m, 76m)
15 de junho, em Hannover
República da Irlanda - União Soviética: 1-1
(Whelan, aos 39m)
(Protasov, aos 75m)

3ª Jornada

18 de junho, em Frankfurt
Inglaterra - União Soviética: 1-3
(Adams, aos 15m)
(Aleinikov, aos 3, Mikhailichenko, aos 28m, e Pasulko, aos 72m)

18 de junho, em Gelsenkirchen
República da Irlanda - Holanda: 0-1
(Kieft, aos 82m)

Classificação

1-União Soviética: 5 pontos
2-Holanda: 4 pontos
3-República da Irlanda: 3 pontos
4-Inglaterra: 0 pontos

Meias finais
21 de junho, em Hamburgo
RFA - Holanda: 1-2
(Matthaus, aos 55m)
(R. Koeman, aos 74m, Van Basten, aos 89m)
22 de junho, em Estugarda
União Soviética - Itália: 2-0
(Litovchenko, aos 60m, e Protasov, aos 62m)

Final

Holanda - União Soviética: 2-0

25 de junho, no Estádio Olímpico de Munique

Árbitro: Michel Vautrot (França)

Holanda: Van Breukelen, Van Aerle, Rijkaard, Ronald Koeman, Van Tiggelen, Vanenburg, Wouters, Muhren, Erwin Koeman, Gullit, e Van Basten. Treinador: Rinus Michels

União Soviética: Dasaev, Khidiatulin, Demianenko, Litovchenko, Aleinikov, Zavarov, Gotsmanov, (Baltacha, aos 69m), Mikhailichenko, Rats, Protasov (Pasulko, aos 72m), e Belanov. Treinador: Valery Lobanovsky

Golos: 1-0 (Gullit. aos 32m), 2-0 (Van Basten, aos 54m)

Onze ideal:

Van Breukelen (Holanda)
Bergomi (Itália)
Rijkaard (Holanda)
Ronald Koeman (Holanda)
Maldini (Itália)
Wouters (Holanda)
Gullit (Holanda)
Giannini (Itália)
Matthaus (RFA)
Vialli (Itália)
Van Basten (Holanda)

Melhor marcador:
Van Basten (Holanda): 5 golos

Legenda das fotografias:
1-Logotipo deo Euro 88
2-O alemão Klinsmann, então uma jovem promessa, no jogo ante a Espanha
3-Irlandeses festejam o golo ante a inimiga Inglaterra na estria em fase finais!
4-Holanda vinga-se da RFA 14 anos depois
5-União Soviética foi mais forte que a Itália na meia final
6-Capitão Gullit segura a primeira coroa de glória internacional da seleção laranja
7-O jovem Emilio Butragueño
8-A talentosa squadra azzurra
9-Resultado choque para os ingleses!
10-Irlandeses fizeram a festa no Euro 88 contra todas as previsões
11-Van Basten faz o golo que levou a Holanda à final
12-A melhor União Soviética dos anos 80
13-Gullit festeja o seu golo na final...
14-... e a festa final dos campeões
15-Van Basten foi o rei dos marcadores na RFA em 1988

Vídeo: HOLANDA - URSS
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