segunda-feira, novembro 26, 2007

Histórias dos Campeonatos do Mundo (3)... França 1938

1938. O Mundo estava perigoso face à iminência do estoirar da II Grande Guerra Mundial. Mesmo assim o presidente da FIFA de então, Jules Rimet, via um velho sonho seu tornar-se em realidade, ver o seu país, a França, organizar um Campeonato do Mundo de Futebol. Este, contudo, não foi ainda o campeonato ideal, uma vez que o número de desistências e recusas de participação foi muito elevado. Apenas na Europa foi necessário realizar fases de apuramento para a 3ª edição do Campeonato do Mundo da FIFA. Um campeonato que ficou órfão de algumas das melhores selecções mundiais da época, casos da Espanha (na altura o país estava a braços com uma Guerra Civil), a Áustria (impedida de participar à última da hora devido à invasão do exército nazi), a Inglaterra (que continuava a recusar participar em competições organizadas pela FIFA), a Argentina e o Uruguai (os primeiros por terem perdido a organização do torneio para a França e os segundos por acharem que com a atribuição do campeonato aos franceses a FIFA estava a quebrar o prometido principio de alternância entre continentes).
No capítulo meramente desportivo esta edição constituiu o primeiro grande êxito, tanto no que se refere a questões financeiras (seis milhões de francos de receita), como no desenvolvimento do próprio jogo. Neste último capítulo, e mesmo com a ausência de grandes equipas, o nível futebolístico foi muito elevado, tendo havido a ocasião para apreciar o virtuosismo de muitos jogadores.
De frisar que nesta altura a França vivia uma crise financeira grave, mas mesmo assim foram construídos propositadamente para o torneio cinco novos estádios.
Dezasseis equipas compareceram em França para disputar a Taça Jules Rimet, no entanto, e como já dissemos, a Áustria foi à última da hora impedida de participar devido à invasão do exército de Hitler. Desta forma o Mundial 1938 ficaria reduzido a 15 equipas, mais precisamente Alemanha, Suíça, Bélgica, Brasil, Polónia, Checoslováquia, Suécia, Holanda, Cuba, Roménia, Noruega, Hungria, Índias Holandeses (actual Indonésia), França (país organizador) e Itália (campeões do Mundo em título). Equipas que foram então distribuídas pelas cidades de Estrasburgo, Le Havre, Toulouse, Marselha, Bordéus, Antibes, Reims e Paris.
E foi na "cidade luz" que se registou a primeira surpresa deste Mundial, quando a Alemanha, reforçada por alguns jogadores da fabulosa equipa da Áustria, sentiu enormes dificuldades para ultrapassar a modesta Suíça, não indo além de um escandaloso empate (1-1) no primeiro jogo. O jogo de desempate seria um verdadeiro pesadelo para os discípulos de Hitler, já que sofreriam uma pesada e humilhante derrota por 2-4 frente a um conjunto helvético que possuía jogadores de grande qualidade, casos de Amado, Bickel e Ableglen (jogador também conhecido por Trello, e senhor de uma técnica fenomenal, que foi o grande carrasco dos alemães neste encontro).
Os anfitriões do torneio, a França, não sentiram grandes dificuldades em eliminar a Bélgica, por 3-1, e assim seguir para os quartos-de-final.
Por seu turno, o Brasil começava a mostrar-se ao Mundo como a potência futebolística que viria a tornar-se, isto depois dos rotundos fracassos nos dois primeiros Mundiais (1930 e 1934). Os brasileiros entraram em grande neste campeonato, com uma vitória épica por 6-5 sobre a Polónia, um jogo onde se destacaram dois jogadores, Leónidas (Brasil) e Willimowski (Polónia), autores de quatro golos cada um.
Outra surpresa deste Mundial aconteceu em Toulouse, com a estreante e desconhecida Cuba a eliminar a Roménia. O primeiro confronto entre estas duas equipas saldou-se por uma igualdade a três bolas, sendo que o jogo de desempate foi vencido pelos centro americanos por 2-1.
Escândalo esteva quase para acontecer em Marselha, cidade onde os campeões do Mundo em título, a Itália, defrontava a frágil Noruega. O jogo saldou-se por uma magra vitória italiana por 2-1, um resultado que demonstra não só as muitas dificuldades que os comandados de Pozzo tiveram face aos nórdicos como também os incidentes extra-futebol que mancharam o jogo. Tudo porque os italianos quando perfilados frente à tribuna cumprimentaram a assistência com a saudação fascista provocando desde logo um ambiente hostil em seu redor. Normal foi a vitória da Hungria sobre a modesta equipa das Índias Holandesas por 6-0. Fácil foi também a vitória da Checoslováquia sobre a Holanda, por 3-0.
A Suécia qualificou-se automaticamente para a fase seguinte em virtude da desqualificação da Áustria.



Batalha campal no Brasil – Checoslováquia

E eis que a 12 de Junho a violência chega ao Mundial, mais precisamente em Toulouse, local do Brasil – Checoslováquia. Os protagonistas do jogo envolveram-se em cenas de violência constantes. Os checos atingiram o final do jogo com oito jogadores em campo e mais grave foi o facto da grande estrela da companhia, o guarda-redes Planicka, ter abandonado o terreno de jogo com uma dupla fractura (de uma perna e de um braço). Por seu turno, o Brasil terminou o jogo com nove elementos. Em termos de resultado o marcador indicou uma igualdade a um golo. Foi necessário dois dias mais tarde a realização de um novo jogo, desta feita com as equipas um pouco mais disciplinadas, tendo os brasileiros sido mais fortes e vencido por 2-1.
A Hungria afastava a Suíça, em Lille, por 2-0, enquanto que a Suécia esmagava Cuba por 8-0. Jogo muito esperado foi o Itália – França, em Paris, tendo o triunfo sorrido aos primeiros por 3-1. Desde logo ficou assente que pela primeira vez o Mundial não seria vencido pela equipa da casa, como nas duas primeiras edições.

Brasil demasiado confiante…perdeu

Nas meias-finais assistiu-se a mais um grande jogo de futebol, um Itália – Brasil. Em Marselha, os brasileiros, cansados do duplo e desgastante duelo ante os checos resolveram poupar a sua principal estrela, Leónidas. Dizem uns que tal facto deveu-se ao avançado se encontrar lesionado, enquanto que outros opinam que Leónidas se estaria já a preparar para a… final. Uma ousadia que teve consequências drásticas, já que a Itália cedo chegou a uma vantagem de dois golos. No entanto, os brasileiros nunca desistiram e Romeu ainda reduziu, mas a força dos pupilos de Pozzo veio ao de cima nos momentos finais do encontro, garantindo desta forma a presença na final. O seleccionador brasileiro seria eternamente crucificado pela sua arrogância e excesso de confiança em ter poupado Leónidas. Na outra meia-final os húngaros cilindraram os suecos por 5-1.


Itália de novo Campeã do Mundo

O Estádio des Colombes, em Paris, engalanou-se no dia 19 de Junho para receber a final entre Itália e Hungria. Última equipa esta que pode dizer-se que jogava em casa, pois devido aos incidentes de Marselha, onde os italianos brindaram o público com a saudação fascista criando desde logo uma antipatia com os franceses, e pelo facto de a equipa de Pozzo ter eliminado a França nos quartos-de-final, a assistência da final torcia quase de forma unânime pela Hungria. Apesar de em campo estarem duas equipas com uma técnica muito apurada a maior força no aspecto táctico da Itália viria ao de cima, permitindo aos transalpinos vencer o jogo por 4-2 e assim sagrarem-se bicampeões do Mundo. Na campanha 100% vitoriosa da "squadra azzurra" destaque para dois jogadores, Sílvio Piola e Giuseppe Meazza. Após esta final seria preciso esperar12 anos para se voltar a organizar um Campeonato do Mundo, pois meses depois do França 38 a Alemanha invadiu a Checoslováquia e logo de seguida a Polónia. Começava desta forma a II Guerra Mundial.


A estrela do Mundial… Leónidas da Silva

Em 1938 o Mundo começou – finalmente – a conhecer os dotes futebolísticos do Brasil enquanto selecção. Depois de prestações péssimas nos dois primeiros Mundiais os canarinhos apresentaram em França um futebol de alta qualidade. Nessa equipa figuravam excelentes jogadores, casos de Brandão, Tim, Zezé ou Domingos da Guia. Mas houve um que deu um verdadeiro show de bola nos relvados franceses, de seu nome Léonidas da Silva, também conhecido como o "diamante negro". Surgiu em França como um desconhecido e de lá saiu como um verdadeiro ídolo. Foi o melhor marcador da competição, com oito golos apontados. Este avançado deslumbrou o planeta da bola com a sua técnica apurada e um invulgar dote de rematador. Era um verdadeiro malabarista com a bola nos pés. Ele foi o inventor do famoso pontapé de bicicleta.


Factos e curiosidades do França 38

- Adolf Hitler ansiava por boas notícias da equipa alemã presente na prova. Na estreia a Alemanha empatou com a Suíça a uma bola tendo a necessidade de realizar um jogo de desempate, Nesse encontro e como vencia por 2-0 ao intervalo os dirigentes alemães enviaram de imediato um telegrama com as boas notícias ao ditador. Acontece que os suíços viraram o resultado na etapa complementar e venceram por 4-2.
-O Brasil – Polónia foi jogado debaixo de um verdadeiro dilúvio, fazendo com que o terreno de jogo se tornasse num autêntico lamaçal. De tal maneira que o avançado brasileiro Leónidas resolveu jogar descalço. No entanto, o árbitro do jogo, o sueco Eklind, obrigou-o a calçar as chuteiras.

- Já havia brilhado no Itália 34 e confirmou toda a sua mestria na arte de bem defender as balizas no França 38. Falamos do guarda-redes checo Frantisek Planicka. Jogador este que a par do espanhol Ricardo Zamora era tido pela crítica internacional como o melhor guardião do Mundo. No Brasil – Checoslováquia de 1938 o guarda-redes surpreendeu tudo e todos ao jogar quase todo o encontro com um braço partido fruto de uma entrada mais violenta de um brasileiro. Mesmo limitado fisicamente Planicka efectuou defesas fantásticas, contribuindo para o empate final a uma bola e consequentemente para um jogo de desempate.
- Insólito foi também o facto de o guarda-redes cubano, Caravajales, ter decido não jogar o jogo de desempate que opôs a sua equipa à Roménia, porque preferiu comentar a partida na bancada para uma rádio do seu país!

-Para a seleção brasileira, a "Copa do Mundo" de 1938 foi cheia de problemas que impediram um melhor rendimento da equipa. O técnico foi Ademar Pimenta que, em entrevista a Manchete Esportiva, contou os grandes problemas que então enfrentou:"Escolhi o que de melhor tinha no futebol brasileiro. Na época, dirigentes, clubes e imprensa insinuavam quem deveria ser convocado. Venci essa etapa. Na véspera do embarque, fiz uma reunião com o pessoal e disse que não admitiria mulheres na delegação. Quando, já no cais, o chefe da delegação veio me explicar que as mulheres de Nariz e Luizinho viajariam com a delegação. O que eu podia fazer naquela altura ? A determinação partiu das autoridades. E com aquele contratempo rumamos para a Europa"."A escala determinava uma parada em Salvador. Nessa cidade, Tim e Patesko usaram e abusaram de bebidas alcóolicas. Pedi o desligamento dos dois e não fui atendido. Seguimos nossa viajem e quando chegamos a França fomos para o Hotel. Os quartos destinados aos jogadores ficavam nos fundos do Hotel. Nariz, Luizinho e suas mulheres, mais os dirigentes, ficaram na ala central do Hotel, fora portanto, do nosso controle. Eles tomavam vinho às refeições, não tinham horário nem regime. Os outros jogadores não gostaram desse privilégio e o clima não ficou bom. Minha intenção era colocar para o jogo de estréia a ala Tim e Patesko. Quando fui procurá-los encontrei os dois bebendo chope. Chamei Castelo Branco, chefe da delegação, fomos ao restaurante e os jogadores continuavam com uma pilha de chopes. O dirigentes não disse nada nem tomou nenhuma providência. O zagueiro Nariz, acadêmico de medicina, era o médico da delegação. Ele dispensava jogadores dos treinamentos, principalmente o companheiro Luizinho e a dupla Tim e Patesko. Às vésperas do segundo jogo fiquei sabendo que não poderia contar com o centro avante reserva Niginho. Ele estava impedido de atuar pela Federação Italiana, pois ele ainda estava vinculado ao futebol da Itália. Ai perdemos a copa. Fizemos dois jogos contra a Techecolováquia em dois dias. Um empate e uma vitória. No segundo jogo lancei todo o time reserva, menos Leonidas que não tinha substituto. E Leonidas se contundiu. Até chegar o jogo com a Itália eu tinha esperanças de contar com Leonidas. Ele ficou horas e horas numa banheira de água salgada tentante se recuperar. É mentirosa a versão de que ele não quis jogar. Não jogou porque não podia. Quando a noticia chegou aos jogadores foi um grande decepção. Leonidas era a nossa bússola. Perdemos por 2x1 e ficamos em terceiro lugar depois de vencer a Suécia no jogo seguinte. Com relação ao pênalti de Domingos da Guia, que muitos afirmam que o juiz errou, posso dizer que realmente houve a penalidade máxima. Piola provocou o nosso zagueiro que perdeu a cabeça e, numa bola dividida, chutou o artilheiro italiano. Poderíamos ter ganho a copa de 1938, mas a desorganização e os privilégios de certas pessoas da delegação, nos tirou todas nossas chances de vencer".

Os resultados do França 38

Oitavos-de-final


4 de Junho, Paris
Suíça – Alemanha: 1-1 (após prolongamento)
(Abbelgen, 43’)
(Gauchel, 23’)

Vídeos: SUÍÇA - ALEMANHA 
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9 de Junho, Paris
Suíça – Alemanha: 4-2 (jogo de desempate)
(Wallaschek, 42; Bickel, 65; e Abbeglen, 76’ e 79’)
(Hahnemann, 9’; e Loertscher, 22’ (p.b))

Vídeo: ITÁLIA - NORUEGA
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5 de Junho, Marselha (após prolongamento)
Itália – Noruega: 2-1
(Ferraris, 2’; e Piola, 94’)
(Brustad, 83’)

Vídeo: HUNGRIA - ÍNDIAS HOLANDESAS

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5 de Junho, Reims
Hungria – Índias Holandesas: 6-0
(Kohut, 12’; Toldi, 14’; Sarosi, 20’ e 79’; Szengeller, 35’ e 63’)

 Vídeos: CUBA - ROMÉNIA
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5 de Junho, Toulouse
Cuba – Roménia: 3-3 (após prolongamento)
(Socorro, 40’; Fernandez, 87’; e Tunas, 111’)
(Bindea, 30’ e 100’; e Baratki, 88’)


9 de Junho, Toulouse
Cuba – Roménia: 2-1 (jogo de desempate)
(Socorro, 50’; e Oliveira, 55’)
(Dobai, 35’)

Vídeo: FRANÇA - BÉLGICA
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5 de Junho, Paris
França – Bélgica: 3-1
(Veinante, 1’; Nicolas, 12’ e 69’)
(Isemborghs, 20’)

Vídeo: BRASIL - POLÓNIA
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5 de Junho, Estrasburgo
Brasil – Polónia: 6-5
(Leónidas, 18’, 67’, 93’, e 104’; Romeu, 25’; e Peracio, 7’1)
(Szeftke, 23’; Wilimowski, 53’, 59’, 89’, e 118’)

Vídeo: CHECOSLOVÁQUIA  HOLANDA
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5 de Junho, Le Havre
Checoslováquia – Holanda: 3-0 (após prolongamento)
(Kostalek, 92’; Nejedly, 110’; e Zeman, 115’)


Quartos-de-final

Vídeo: ITÁLIA - FRANÇA
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12 de Junho, Paris
Itália – França: 3-1
(Colaussi, 9’; Piola, 51’, e 72’)
(Heisserer, 10’)
 Vídeo: HUNGRIA - SUÍÇA
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12 de Junho, Lille
Hungria – Suíça: 2-0
(Sarosi, 43’; e Szengeller, 90’)

Vídeo: SUÉCIA - CUBA
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12 de Junho, Antibes
Suécia – Cuba: 8-0
(Keller, 13’, 48’, e 49’; Wetterstroem, 27’, 30’, e 43’; Nyberg, 86’; e Andersson, 88’)
12 de Junho, Toulouse
Brasil – Checoslováquia: 1-1 (após prolongamento)
(Leónidas, 14’)
(Nejedly, 41’)

Vídeos: BRASIL - CHECOSLOVÁQUIA
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14 de Junho, Toulouse
Brasil – Checoslováquia: 2-1 (jogo de desempate)
(Leónidas, 56’; e Roberto, 63’)
(Kopecky, 23’)

Meias-finais

Vídeo: HUNGRIA - SUÉCIA
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16 de Junho, Paris
Hungria – Suécia: 5-1
(Szengeller, 20’, e 39’, e 86’; Sãs, 37’; e Sarosi, 66’)
(Nyberg, 1’)
Vídeo: ITÁLIA - BRASIL
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16 de Junho, Marselha
Itália – Brasil: 2-1
(Colaussi, 56’; e Meazza, 60’)
(Romeu, 87’)

Jogo dos 3º e 4º lugares

19 de Junho, Bordéus
Brasil – Suécia: 4-2
(Romeu, 42’; Leónidas, 52’, e 70’; e Peracio, 80’)
(Joansson, 13’; e Nyberg, 23’)

Final
19 de Junho, Paris
Estádio des Colombes, com 58 000 espectadores
Árbitro: Gerorge Capdeville (França)
Itália: Olivieri, Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavatti, Meazza (cap.), Piola, Ferrari e Colausse. Treinador. Vittorio Pozzo

Hungria: Szabo, Polgar e Biró; Szalay, Szucs e Lazar; Sas, Vincze, Sarosi (cap.), Szengeller e Titkos.
Treinador: Alfred Schaffer

Golos: 1-0 por Colaussi (6’); 1-1 por Titkos (8’); 2-1 por Piola (19’); 3-1 por Colaussi (35’); 3-2 por Sarosi (70’); 4-2 por Piola (82’).
Vídeo: FINAL DO CAMPEONATO DO MUNDO DE 1938: ITÁLIA - HUNGRIA
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Outros factos e números da prova:
Onze tipo do Mundial…
Táctica: 2-3-5
Planicka (Checoslováquia), Domingos da Guia (Brasil), e Rava (Itália); Andreolo (Itália), Tim (Brasil), e Meazza (Itália); Sarosi (Hungria), Wetterstroem (Suécia), Piola (Itália), Leónidas (Brasil), e Colaussi (Itália).

Os Campeões…


4 Jogos: Andreolo, Ferrari, Locatelli, Meazza, Olivieri, Piola, Rava e Serantoni
3 Jogos: Biavati, Colaussi e Foni
1 Jogo: Ferraris, Monzeglio e Pasinati
Não utilizados: Bertoni, Ceresoli, Chizzo, Donati, Genta, Masetti, Olmi e Perazzolo
Onze base italiano…
Táctica: 2-3-5
Guarda-redes: Olivieri
Defesas: Foni e Rava
Médios: Serantoni, Andreolo e Locatelli
Avançados: Biavatti, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi


Os marcadores dos campeões…

5 golos: Piola
4 golos: Colaussi
1 golo: Ferrari e Meazza



Diversos…

-Leónidas (Brasil) foi o melhor marcador com oito golos
-15 países representados
-18 jogos
-84 golos
-4,67 média de golos por jogo
-483 000 espectadores
-26 833 média de espectadores por jogo
- 4 expulsões
-2 golos na própria baliza

Legendas das fotografias:
1- Logotipo do França 38
2- Equipa de Itália festejando a conquista do Campeonato do Mundo
3- Capitães da França e da Itália na escolha de campo no jogo dos quartos-de-final
4- O dramático Brasil - Checoslováquia
5- Um lance do Brasil - Itália das meias-finais
6- Itália - Hungria, o duelo decisivo do França 38
7- Leónidas da Silva, a estrela do Mundial 1938
8- Os capitães da Alemanha e da Suíça
9- Brasil e Polónia perfilados antes do jogo de estreia para cada um deles na "Copa"
10- A delegação brasileira posa para a fotografia na entrada do hotel onde estavam hospedados
11-Remate da estrela suíça Abbelgen
12-Duelo nas alturas no jogo de desempate entre alemães e suíços
13-Campeões do Mundo em título sentiram muitas dificuldades para afastar os noruegueses
14- A equipa das estreantes e frágeis Índias Holandesas
15-Um dia histórico para o desconhecido futebol cubano
16- A selecção que actuava em casa, a França
17-Brasil - Polónia foi um dos grandes jogos do Mundial 38
18-Uma panorámica do Estádio de Le havre onde a Checoslováquia bateu a Holanda
19-Italianos acabam com o sonho da equipa da casa
20-Suíça não conseguiu repetir a surpresa da 1ª eliminatória
21-É golllloooooooo... do Brasil diante da Checoslováquia...
22-... que nas meias finais não conseguiu impedir a Itália de chegar ao bi-campeonato
23- O palco da final: Stade des Colombes
24- Italianos festejam o bi-campeonato mundial
25- Primeira página do famoso jornal Gazzetta dello Sport dando conta da nova conquista da Squadra Azzurra
26- O técnico Pozzo e o avançado Piola, dois dos principais responsáveis pelo novo êxito italiano

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