segunda-feira, maio 21, 2012

Lista de Campeões... Portugal


CAMPEÕES NACIONAIS

2018: FC PORTO
2017: BENFICA
2016: BENFICA
2015: BENFICA
2014: BENFICA
2013: FC PORTO
2012: FC PORTO
2011: FC PORTO
2010: BENFICA
2009: FC PORTO
2008: FC PORTO
2007: FC PORTO
2006: FC PORTO
2005: BENFICA
2004: FC PORTO
2003: FC PORTO
 2002: SPORTING
2001: BOAVISTA
2000: SPORTING
1999: FC PORTO
1998: FC PORTO
1997: FC PORTO
1996: FC PORTO
1995: FC PORTO
1994. BENFICA
1993: FC PORTO
1992: FC PORTO
1991: BENFICA
1990: FC PORTO
1989: BENFICA
1988: FC PORTO
1987: BENFICA
1986: FC PORTO
1985: FC PORTO
1984: BENFICA
1983: BENFICA

1982: SPORTING
1981: BENFICA
1980: SPORTING
1979: FC PORTO
1978: FC PORTO
1977: BENFICA
1976: BENFICA
1975: BENFICA
1974: SPORTING
1973: BENFICA
1972: BENFICA
1971: BENFICA
1970: SPORTING
1969: BENFICA
1968: BENFICA
1967: BENFICA
1966: SPORTING
1965: BENFICA
1964: BENFICA
1963: BENFICA
1962: SPORTING
1961: BENFICA
1960. BENFICA
1959: FC PORTO
1958: SPORTING
1957: BENFICA
1956: FC PORTO
1955: BENFICA
1954: SPORTING

1953: SPORTING
1952: SPORTING
1951: SPORTING
1950: BENFICA
1949: SPORTING
1948: SPORTING
1947: SPORTING
1946: BELENENSES
1945: BENFICA
 1944: SPORTING
1943: BENFICA
1942: BENFICA
1941: SPORTING
1940: FC PORTO
1939: FC PORTO
1938: BENFICA
1937: BENFICA
1936: BENFICA
1935: FC PORTO
TAÇA DE PORTUGAL

2018: AVES
2017: BENFICA
2016: BRAGA
2015: SPORTING
2014: BENFICA
2013: VITÓRIA DE GUIMARÃES
 2012: ACADÉMICA
 2011: FC PORTO
 2010: FC PORTO
 2009: FC PORTO
 2008: SPORTING
 2007: SPORTING
 2006: FC PORTO
 2005: VITÓRIA DE SETÚBAL

 2004: BENFICA
 2003: FC PORTO
 2002: SPORTING
 2001: FC PORTO
 2000: FC PORTO
 1999: BEIRA-MAR
 1998: FC PORTO

1997: BOAVISTA
 1996: BENFICA
 1995: SPORTING
1994: FC PORTO

1993: BENFICA
 1992: BOAVISTA
 1991: FC PORTO
 1990: ESTRELA DA AMADORA
1989: BELENENSES
 1988: FC PORTO
1987: BENFICA
1986: BENFICA
1985: BENFICA
1984: FC PORTO
 1983: BENFICA
1982: SPORTING
 1981: BENFICA
1980: BENFICA
1979: BOAVISTA
1978: SPORTING



1977: FC PORTO 
 1976: BOAVISTA
 1975: BOAVISTA
 1974: SPORTING
 1973: SPORTING
 1972: BENFICA
  1971: SPORTING
 1970: BENFICA
 1969: BENFICA
 1968: FC PORTO

 1967: VITÓRIA DE SETÚBAL
1966: BRAGA
 1965: VITÓRIA DE SETÚBAL
 1964: BENFICA
1963:SPORTING
 1962: BENFICA
 1961: LEIXÕES
 1960: BELENENSES
 1959: BENFICA
 1958: FC PORTO

 1957: BENFICA
 1956: FC PORTO
 1955: BENFICA
 1954: SPORTING
 1953: BENFICA
 1952: BENFICA
 1951: BENFICA

1950:Não se disputou
1949: BENFICA
 

1948: SPORTING


1947: Não se disputou
 1946: SPORTING
 1945: SPORTING
 1944: BENFICA
1943: BENFICA

1942: BELENENSES
1941: SPORTING
 1940: BENFICA
 1939: ACADÉMICA

  SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA

2018: FC PORTO
2017: BENFICA
2016: BENFICA
2015: SPORTING
2014: BENFICA
2013: FC PORTO
2012: FC PORTO
 2011: FC PORTO
 2010: FC PORTO
2009: FC PORTO
 2008: SPORTING
 2007: SPORTING
 2006: FC PORTO
 2005: BENFICA
2004: FC PORTO
 
2003: FC PORTO
2002: SPORTING
2001: FC PORTO
 2000: SPORTING
1999: FC PORTO
 1998: FC PORTO
 1997: BOAVISTA
 1996: FC PORTO
1995: SPORTING

1994: FC PORTO

1993: FC PORTO
 1992: BOAVISTA
1991: FC PORTO
1990: FC PORTO 
 1989: BENFICA
 1988: VITÓRIA DE GUIMARÃES
1987: SPORTING
1986: FC PORTO

 1985: BENFICA
 1984: FC PORTO
 1983: FC PORTO
 1982: SPORTING
1981: FC PORTO

1980: BENFICA
 1979: BOAVISTA

TAÇA DA LIGA

2018: SPORTING
2017: MOREIRENSE
2016: BENFICA
2015: BENFICA
2014: BENFICA
2013: BRAGA
 2012: BENFICA
 2011: BENFICA
 2010: BENFICA
 2009: BENFICA
 2008: VITÓRIA DE SETÚBAL

 CAMPEÕES NACIONAIS DA 2ª LIGA

2018: NACIONAL
2017: PORTIMONENSE
2016: FC PORTO B
2015: TONDELA
2014: MOREIRENSE
2013: BELENENSES
2012: ESTORIL PRAIA
2011: GIL VICENTE
2010: BEIRA-MAR
2009: OLHANENSE
2008: TROFENSE
2007: LEIXÕES

2006: BEIRA-MAR

2005: PAÇOS DE FERREIRA

2004: ESTORIL PRAIA
2003: RIO AVE
2002: MOREIRENSE
2001: SANTA CLARA
2000: PAÇOS DE FERREIRA
1999: GIL VICENTE
1998: UNIÃO DE LEIRIA
1997: CAMPOMAIORENSE
1996: RIO AVE
1995: LEÇA
1994: TIRSENSE
1993: ESTRELA DA AMADORA
1992: SPORTING DE ESPINHO

1991: PAÇOS DE FERREIRA
 CAMPEÕES DO CAMPEONATO NACIONAL DE  SENIORES*

2018: MAFRA
2017: REAL MASSAMÁ
2016: COVA DA PIEDADE
2015: MAFRA
2014: FREAMUNDE

*Sucessor da extinta 2ª Divisão Nacional

CAMPEÕES DO CAMPEONATO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO*

2013: CHAVES

2012: VARZIM

2011: UNIÃO DA MADEIRA
2010: AROUCA

2009: FÁTIMA
2008: OLIVEIRENSE
2007: FREAMUNDE
2006: OLIVAIS E MOSCAVIDE

2000 A 2005: Nota: Não houve um campeão nacional, tendo sido declarados campeões os vencedores das três séries deste escalão

1999: FREAMUNDE
1998: SANTA CLARA
1997: MAIA
1996: VARZIM
1995: MOREIRENSE
1994: AMORA
1993: LEÇA
1992: CAMPOMAIORENSE

1991: OVARENSE 
1990: SALGUEIROS
1989: UNIÃO DA MADEIRA

1988: FAMALICÃO
1987: COVILHÃ
1986: RIO AVE
1985: DESPORTIVO AVES
1984: BELENENSES
1983: FARENSE
1982: MARÍTIMO
1981: UNIÃO LEIRIA
1980: AMORA
1979: PORTIMONENSE
1978: FAMALICÃO
1977: MARÍTIMO
1976: VARZIM

1975: ESTORIL
1974: UNIÃO DE TOMAR
1973: ACADÉMICA
1972: UNIÃO COIMBRA
1971: BEIRA-MAR
1970: TIRSENSE
1969: BARREIRENSE

1968: ATLÉTICO
1967: BARREIRENSE

1966: SANJOANENSE
1965: BEIRA-MAR
1964: BRAGA
1963: VARZIM
1962: BARREIRENSE
1961: BEIRA-MAR
1960: BARREIRENSE

1959: ATLÉTICO
1958: COVILHÃ
1957: SALGUEIROS

1956: ORIENTAL
1955: TORREENSE
1954: CUF
1953: ORIENTAL
1952: LUSITANO ÉVORA
1951: BARREIRENSE

1950: BOAVISTA
1949: ACADÉMICA
1948: COVILHÃ

1947: BRAGA
1946: ESTORIL
1945: ATLÉTICO
1944: ESTORIL
1943: BARREIRENSE
1942: ESTORIL
1941: OLHANENSE
1940: FARENSE

1939: CARCAVELINHOS

1938: LEIXÕES
1937: BOAVISTA
1936: OLHANENSE

1935: CARCAVELINHOS

*Nota: Até 1990 este foi o segundo escalão nacional do futebol português, sendo denominado de 2ª Divisão Nacional. Com a criação da Divisão de Honra (hoje intitulada de 2ª Liga) este passou a ser o terceiro escalão nacional, sendo rebatizado de 2ª Divisão B. Em 2013 foi extinta e deu lugar ao atual Campeonato de Portugal.

 CAMPEÕES DO CAMPEONATO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO*

2002: MAFRA
2000: PAREDES
1999: VIANENSE

1998: VILAFRANQUENSE
1997: DRAGÕES SANDINENSES

1996: FAFE
1995: DESPORTIVO DE BEJA
1994: OS LIMIANOS

1993: ODIVELAS

1992: TROFENSE

1991: VASCO DA GAMA

1990: MONTIJO

1989: MIRENSE

1988: PORTALEGRENSE
1987: LOULETANO

1986: BRAGANÇA
1985: UNIÃO DE SANTARÉM

1984: (sem campeão)
1983: ESPERANÇA LAGOS
1982: VIZELA
1981: UNIÃO COIMBRA
1980: VASCO DA GAMA

1979: BRAGANÇA
1978: SACAVENENSE
1977: RIO AVE
1976: PORTALEGRENSE

1975: UNIÃO DE SANTARÉM

1974: PAÇOS DE FERREIRA

1973: LOUROSA
1972: CALDAS
1971: COVA DA PIEDADE
1970: OLHANENSE
1969: UNIÃO DE LAMAS
1968: SEIXAL
1967: VIZELA

1966: MONTIJO
1965: UNIÃO DE TOMAR
1964: UNIÃO DE LAMAS

1963: OS LEÕES
1962: VARZIM
1961: SEIXAL

1960: BENFICA CASTELO BRANCO
1959: BEIRA MAR

1958: OLIVEIRENSE
1957: SERPA

1956: ALMADA
1955: O ELVAS
1954: CORUCHENSE
1953: VILA REAL 
1952: LUSITANO VRSA
1951: JUVENTUDE DE ÉVORA
1950: OVARENSE

1949: ALMADA

1948: COVA DA PIEDADE

*O Campeonato Nacional da 3ª Divisão foi extinto em 2013. Entre 2001 e 2013 deixou de haver um campeão nacional deste escalão, sendo decretados campeões os vencedores das oito séries deste escalão.

 CAMPEÕES NACIONAIS DE JUNIORES


2018: BENFICA
2017: SPORTING
2016: FC PORTO
2015: FC PORTO
2014: BRAGA
2013: BENFICA
2012: SPORTING
2011: FC PORTO
2010: SPORTING
2009: SPORTING
2008: SPORTING
2007: FC PORTO
2006: SPORTING
2005: SPORTING

2004: BENFICA

2003: BOAVISTA
2002: ALVERCA
2001: FC PORTO

2000: BENFICA

1999: BOAVISTA
1998: FC PORTO

1997: BOAVISTA

1996: SPORTING
1995: BOAVISTA
1994: FC PORTO
1993: FC PORTO
1992: SPORTING
1991: VITÓRIA DE GUIMARÃES
1990: FC PORTO

1989: BENFICA

1988: BENFICA
1987: FC PORTO

1986: FC PORTO

1985: BENFICA

1984: FC PORTO
1983: SPORTING

1982: FC PORTO

1981: FC PORTO

1980: FC PORTO

1979: FC PORTO

1978: BENFICA
1977: BRAGA

1976: BENFICA

1975: BENFICA
1974: SPORTING
1973: FC PORTO

1972: BENFICA
1971: FC PORTO
1970: BENFICA
1969: FC PORTO

1968: BENFICA

1967: não se disputou
1966: FC PORTO
1965: SPORTING
1964: FC PORTO

1963: BENFICA

1962: BENFICA

1961: SPORTING
1960: BENFICA

1959: BENFICA

1958: BENFICA

1957: BENFICA
1956: SPORTING

1955: BENFICA
1954: ACADÉMICA
1953: FC PORTO
1952: ACADÉMICA
1951: BENFICA

1950: ACADÉMICA

1949: BENFICA

1948: SPORTING
1947: BELENENSES

1946: SPORTING

1945: BENFICA

1944: BENFICA

1943: não se disputou

1942: LEIXÕES

1941: não se disputou

1940: UNIDOS BARREIRO
1939: SPORTING
CAMPEÕES DA TAÇA DAS REGIÕES*
2015/16: ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE LISBOA
*A Taça das Regiões é uma competição de âmbito organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, destinada ao futebol (sénior) amador. A prova é disputada pelas várias associações distritais de futebol do país, tendo como objetivo encontrar o representante português na Regions Cup da UEFA.

 FUTEBOL FEMININO
CAMPEÕES NACIONAIS 

2018: Sporting
2017: Sporting
2016: Futebol Benfica
2015: Futebol Benfica
2014: Atlético Ouriense
2013: Atlético Ouriense
2012: 1º de Dezembro
2011: 1º de Dezembro
2010: 1º de Dezembro

2009: 1º de Dezembro

2008: 1º de Dezembro

2007: 1º de Dezembro

2006: 1º de Dezembro

2005: 1º de Dezembro

2004: 1º de Dezembro

2003: 1º de Dezembro

2002: 1º de Dezembro
2001: Gatões

2000: 1º de Dezembro

1999: Gatões

1998: Gatões

1997: Boavista

1996: Lobão

1995: Boavista

1994: Boavista
 TAÇA DE PORTUGAL

2018: Sporting
2017: Sporting
2016: Futebol Benfica
2015: Futebol Benfica
2014: Atlético Ouriense 
2013: Boavista
2012: 1º de Dezembro
2011: 1º de Dezembro
2010: 1º de Dezembro

2009: Escola FC

2008: 1º de Dezembro

2007: 1º de Dezembro

2006: 1º de Dezembro
2005: Marítimo Murtoense

2004: 1º de Dezembro
SUPERTAÇA

2017: Sporting
 2016: Valadares Gaia
2015: Futebol Benfica

Lista de Campeões... Mundialito de Clubes de Futebol de Praia


2017: LOKOMOTIV MOSCOVO (RÚSSIA)
2015: BARCELONA (ESPANHA)
2013: CORINTHIANS (BRASIL)
2012: LOKOMOTIV MOSCOVO (RÚSSIA)
2011: VASCO DA GAMA (BRASIL)

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (26)...

Final


Lokomotiv (Rússia) - Flamengo (Brasil): 6-4


Golos: Makarov (2), Gorchinskyi (2), Daniel, Shkarin/Benjamin (3), Bernardo


Lokomotiv é o novo rei do beach soccer mundial ao nível de clubes...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (25)...

Jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares


Vasco da Gama (Brasil) - Sporting (Portugal): 6-4


Golos: Catarino (3), Gil, Mauricinho, Jorginho/Belchior, Fernando DDI, Alan, Madjer


Do mal o menos: Vasco ficou com a medalha de bronze...

sábado, maio 19, 2012

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (24)...

Meias-finais

Flamengo (Brasil) - Vasco da Gama (Brasil): 3-2

Golos: Bernardo (2), Benjamin/Bruno Xavier (2)

Fla vinga derrota do ano passado com rival vascaíno e vai atacar o título no jogo final...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (23)...

Meias-finais

Sporting (Portugal) - Lokomotiv (Rússia): 7-10

Golos: Madjer (3), Fernando DDI (3), Coimbra, Belchior/Marakov (4), Shaykov (2), Daniel (2), Leonov, Gorschinsky

Sonho do leão em voltar à final esfumou-se diante dos artistas vindos da gélida Rússia...

quinta-feira, maio 17, 2012

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (22)...

Quartos-de-final


Corinthians (Brasil) - Vasco da Gama (Brasil): 0-1


Golo: Catarino


Campeão Mundial (Vasco) vence o campeão do Brasil (Corinthians) em ambiente de profunda polémica!...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (21)...

Quartos-de-final


Santos (Brasil) - Flamengo (Brasil): 3-6


Golos: Ricar (2), Sidney/Anderson (3), Pampero (2), Mena


Exibição memorável de Anderson ajuda a colocar Mengão nas meias-finais...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (20)...

Quartos-de-final


Lokomotiv (Rússia) - Boca Juniors (Argentina): 6-6 / 2-1 (nas grandes penalidades)


Golos: Barasa (2), Shaykov, Borsuk, Leonov, Marakov/Dino (3), Bella, Larreta, Leguizamon


Depois de muita emoção e incerteza russos acabaram por ganhar a lotaria...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (19)...

Quartos-de-final


Sporting (Portugal) - Barcelona (Espanha): 4-2


Golos: Spacca, Fernando DDI, Belchior, Madjer/Shishin Emereev


Tal como no ano passado Sporting eliminou o Barça nos quartos-de-final, e tal como no ano passado os leões de Lisboa vão enfrentar o Lokomotiv nas meias-finais, resta saber se o desfecho da história será idêntico...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (18)...

Grupo A (3ª jornada)


Santos (Brasil) - Boca Juniors (Argentina): 2-3


Golos: Rafinha Carioca, Sidney/Bella, Larreta, Le Guizamon


Na hora do tudo ou nada Boca arregaçou as mangas e entrou nos quartos...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (17)...

Grupo A (3ª jornada)


Vasco da Gama (Brasil) - Milan (Itália): 3-2


Golos: Mauricinho, Bernardo, Jorginho/Juninho, Ramacciotti


De maneira dramática Vasco garante continuidade na prova...

Munidalito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (16)...

Grupo B (3ª jornada)


Flamengo (Brasil) - São Paulo (Brasil): 2-1


Golos: Anderson, Mena/Rafinha


Cariocas atiram paulistas para fora da Copa...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (15)...

Grupo B (3ª jornada)


Barcelona (Espanha) - Seattle Sounders (Estados Unidos da América): 2-2 / 1-0 (nas grandes penalidades)


Golos: Torres, Shishin/Plata, El Tin


Norte-americanos despedem-se do Mundialito na sequência de uma derrota amarga nas grandes penalidades...

quarta-feira, maio 16, 2012

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (14)...

Grupo C (3ª jornada)


Corinthians (Brasil) - Lokomotiv (Rússia): 3-2


Golos: Juninho Alagoano (2), André/Borsuk (2)


Magia do Coringão derrete o gelo russo...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (13)...

Grupo C (3ª jornada)


Sporting (Portugal) - Al-Ahli (E.A.U.): 3-1 


Golos: Madjer (3)/Datinha


Finalmente o artista da areia (Madjer) resolveu aparecer e colocar o Sporting na fase seguinte...

terça-feira, maio 15, 2012

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (12)...

Grupo A (2ª jornada)


Santos (Brasil) - Milan (Itália): 6-3

Golos: Bruno Malias (2), Kuman (2), Lekão (2)/Meier, François, Ramaccioti

Santos carimba passaporte para a fase seguinte enquanto o Milan está cada vez mais perto de regressar a casa... 

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (11)...

Grupo A (2ª jornada)


Boca Juniors (Argentina) - Vasco da Gama (Brasil): 3-5


Golos: Larreta, Tambaú, Franceschini/Bruno Xavier (3), Mauricinho (2),


Campeões do Mundo em título dão um ar da sua graça!...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/Sao Paulo 2012 (10)...

Grupo B (2ª jornada)


Flamengo (Brasil) - Seattle Sounders (Estados Unidos da América): 4-1


Golos: Souza (3), Anderson/Ali Karim


Mengão vence pela primeira vez e mantém vivo o sonho da qualificação para os quartos...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (9)...

Grupo B (2ª jornada)


Barcelona (Espanha) - São Paulo (Brasil): 10-5


Golos: Shishin (3), Emereev (2), Christian Torres (2), Javi Torres, Rui Motta, Bruno Torres/Allan (3), Luiz Alberto (2)

Catalães esmagam o já desqualificado tricolor paulista...

segunda-feira, maio 14, 2012

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (8)...

Grupo C (2ª jornada)


Sporting (Portugal) - Lokomotiv (Rússia): 3-5


Golos: Alan, Madjer, Spacca/Makarov, Daniel, Leonov, Barasa, Shaykov


Russos vencem portugueses e já estão na fase seguinte...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (7)...

Grupo C (2ª jornada)


Corinthians (Brasil) - Al-Ahli (E.A.U.): 9-3


Golos: Juninho (2), André (2), Yahya, Buru, Krash, Marcelinho Carioca, Mosco (p.b.)/Bakhit, Datinha (2)


Al-Ahli foi preza fácil para um Timão que ainda sonha com a qualificação para os quartos...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (6)...

Grupo A (1ª jornada)


Milan (Itália) - Boca Juniors (Argentina). 4-5


Golos: Palmacci (2), Stankovic, Pasquale/Larreta (2), Fred, Tambaú, Lopez


Boca mostrou que quer apagar da memória a má imagem deixada em 2011!...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (5)...

Grupo A (1ª jornada)

Vasco da Gama (Brasil) - Santos (Brasil): 3-7


Golos: Catarino, Mauricinho, Bruno Xavier/Bruno Malias (2), Kuman (2), Rafinha (2), Rafinha Carioca


No duelo brasileiro, entre cariocas e paulistas, Santos levou a melhor sobre os atuais campeões do Mundo...

domingo, maio 13, 2012

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (4)...

Grupo C (1ª jornada)

Al-Ahli (E.A.U.) - Lokomotiv (Rússia): 2-4

Golos: Borer, Rami/Makarov, Daniel, Leonov, Shaykov

Lokomotiv de Moscovo mostra o porquê de a Rússia ser a atual dona do Mundo no que toca a seleções...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (3)...

Grupo C (1ª jornada)

Sporting (Portugal) - Corinthians (Brasil): 4-3

Golos: Fernando DDI, Madjer, Alan, Belchior/Buru, Klebinho, Kras

Leão entra no certame de garras afiadas...

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (2)...

Grupo B (1ª Jornada)

São Paulo (Brasil) - Seattle Sounders (Estados Unidos da América): 2-3

Golos: Danilo, Rafinha/Plata (2), Cati

Surpresa na Arena de Guarapiranga: Saunders batem a equipa da casa!

Mundialito de Clubes de Futebol de Praia/São Paulo 2012 (1)...

Grupo B (1ª jornada)

Flamengo (Brasil) - Barcelona (Espanha): 2-3

Golos: Souza, Pampero/Amarelle, Shishin, Javi Torres

Mestre Ramiro Amarelle e seus pares entram com o pé direito no II Mundialito de clubes de beach soccer...

quinta-feira, maio 10, 2012

Grandes Mestres da Táctica (7)... Joseph Szabo

Na primeira metade do século XX a Hungria revelou-se perante o Mundo como um autêntico viveiro de geniais intérpretes do belo jogo. E quando falamos em intérpretes não nos referimos apenas aos lendários atletas magiares que escreveram algumas das páginas mais belas da "Grande Enciclopédia do Futebol Mundial", mas também aos grandes mestres da tática que contribuíram para a própria evolução do jogo. Um desses exemplos é Joseph Szabo, um nome que se encontra gravado a "letras de ouro" na História do futebol português! Mas já lá vamos.
Como qualquer outra história esta também tem um início, o qual se dá a 11 de maio de 1896, numa pequena aldeia piscatória húngara de nome Gonyo. Nesse dia nasce Joseph Szabo. Cedo as bucólicas imagens do Danúbio desaparecem do horizonte do jovem Joseph, que com apenas 4 anos de idade se muda para a ruidosa Gyor, cidade industrial de grandes dimensões para onde os seus progenitores se mudaram em busca de melhor fortuna. Habitante dos bairros pobres de operários as brincadeiras do menino Joseph limitavam-se quase exclusivamente ao... futebol. E tal como tantos outros da sua sua idade rendeu-se de imediato aos seus encantos. A vida dura fez com que aos 14 anos fosse trabalhar como torneio mecânico, profissão que não fez desaparecer a paixão que desenvolvia pelo jogo da bola. Paixão e talento, há que dizê-lo, pois se assim não fosse o clube local, o Gyor, não o tinha convidado para integrar a sua equipa principal. Convite aceite Szabo deu desde logo nas vistas como um habilidoso médio centro, facto que aos 20 anos de idade lhe valeria outro convite, este bem mais pomposo, vindo do Ferencvaros, um dos maiores clubes magiares. Para convencer Szabo a fazer as malas rumo a Budapeste os dirigentes do Ferencvaros ofereceram-lhe emprego numa fábrica de munições, pois nunca é demais relembrar que estamos a falar de uma época em que o futebol era totalmente amador! Joseph Szabo mais uma vez decidiu arriscar. Foi, e pouco depois era chamado à seleção da Hungria, pela qual atuaria em 12 ocasiões ao longo da sua carreira de futebolista.

Paixão recípocra entre Szabo e Portugal

Mas o ponto de viragem da sua vida deu-se em 1926, altura em que o Szombately solicita ao Ferencvaros o empréstimo da sua estrela Szabo para uma digressão a Portugal. Cedência aceite o jovem jogador embarca com o seu novo clube para terras lusas onde participa em diversos encontros de caráter particular. E chegado à Madeira... ali ficaria por um bom punhado de anos. E assim foi porque ao seu talento o Nacional não ficaria indiferente, tendo feito uma proposta a Szabo para ficar no Funchal a jogar pelo clube alvi-negro. Como condição para ficar o jovem húngaro queria apenas que lhe pagassem duas passagens da Hungria para Portugal... para si e para a sua futura esposa, com quem iria contrair matrimónio dali a pouco tempo. Condição aceite pelos nacionalistas Szabo muda-se de armas e bagagens para a Madeira e ali continuou a desenvolver a sua arte nos 4 anos que se seguiram. Um ano depois troca de camisola, passando a vestir a do emblema mais popular da ilha, o Marítimo. Uma "senhora equipa" de futebol tinha o conjunto verde rubro na época, onde para além de Szabo pontificava um jovem que viria a ser considerado como um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos: Pinga.
O talento dos madeirenses rapidamente chegou ao continente, que recebia ecos de que na ilha existia uma verdadeira mina de craques! O FC Porto, através do seu lendário guarda-redes Mihaly Siska, também ele húngaro de nascimento, lançou o "canto da sereia" a Szabo. Depois de alguns meses de impasse eis que em meados de 1930 Joseph Szabo desembarca na Cidade Invicta com a tarefa de jogar e... treinar o FC Porto. Mas não vem sozinho, consigo trás um diamante ainda por lapidar chamado Pinga. E não seria preciso esperar muito tempo para Szabo brilhar de azul e branco vestido, já que logo na sua primeira época ao serviço do clube vence o Campeonato Regional. Prova que voltaria a vencer na temporada seguinte, juntando a este título outro mais pomposo, o de Campeão de Portugal. Os feitos de Joseph Szabo começavam desta forma a ser conhecidos um pouco por todo o país, e ao Porto chegam ecos de que um clube de Lisboa se estaria a preparar para lançar o isco a Szabo. Sabendo disto os dirigentes portistas logo trataram de guardar a sua jóia, tendo pedido inclusive à Polícia para que impedisse o húngaro de sair da cidade fosse em que circunstância fosse!
E lá ficaria, permanentemente vigiado supomos nós, até 1937, tendo conquistado mais 4 Campeonatos Regionais, um Campeonato de Portugal, e um Campeonato Nacional da 1ª Divisão, em 1934/35, curiosamente a primeira edição do campeonato maior do futebol lusitano.
Joseph Szabo desempenhava por esta altura só funções de treinador. Dava mostras de ser um grande condutor de homens, um mestre da tática, porém com um temperamento terrível! E mais terrível ficou depois de uma viagem até Londres, onde realizaria nesse ano de 1935 um estágio com aquela que era considerada a melhor equipa do Mundo da época, o Arsenal, treinado pelo lendário técnico Herbert Chapman. A viagem à capital inglesa havia sido um presente oferecido pelos dirigentes do clube nortenho a Szabo na sequência da conquista do Campeonato Nacional, presente que viria a revolucionar por completo a mentalidade do jovem treinador.
De regresso ao Porto Szabo levou a cabo uma autêntica revolução nos métodos de trabalho. Aplicou uma verdadeira ditadura militar no seu balneário, onde a disciplina era a palavra de ordem. Logo no primeiro dia de trabalho da nova época ordenou que os seus pupilos fizessem uma corrida de 7 km desde a Constituição até à Circunvalação... pelo menos três vezes por semana! De Londres trouxera entretanto outras severas regras, como por exemplo, aquela em que cada jogador que chegasse um minuto atraso ao treino pagaria uma multa de 10 por cento do seu ordenado! A paciência dos jogadores e dirigentes portistas foi-se apagando à medida em que Szabo se tornava cada vez mais agreste e exigente com todos. Até que em 1937, no rescaldo da conquista do Campeonato de Portugal desse ano, os dirigentes portistas perdem de vez a paciência e demitem Szabo.
Não ficaria sem emprego durante muito tempo, sendo Braga o seu destino seguinte. E até à capital do Minho levou consigo o feroz caráter disciplinador que o tinha tramado no FC Porto, e desde o primeiro minuto de trabalho colocaria em cima da mesa uma série de regras/exigências que pretendia ver cumpridas. A mais curiosa foi talvez o facto de querer que o Sporting de Braga passasse a usar um equipamento igual ao do Arsenal de Londres, isto é, camisola vermelha com mangas brancas, calção branco e meia vermelha. Exigência, ou capricho, aceite pelos responsáveis minhotos, e que curiosamente se mantém até aos dias de hoje! Em Braga continuou a mostrar dotes de grande condutor de homens e mais uma vez a sua fama chegou ao sul do país, mais concretamente à capital Lisboa, que pela mão do Sporting não perdeu tempo a encenar mais uma tentativa de "pescar a truta" húngara.

O casamento com o Sporting

Contrariamente ao ocorrido algumas épocas antes desta feita o Sporting conseguiu mesmo que Szabo aceitasse treinar a sua equipa principal, uma efeméride ocorrida em 1937. E chegado a Lisboa e ao Sporting Joseph Szabo revolucionou por completo não só o futebol do clube como o próprio futebol português. "Doente" pelo trabalho físico, feroz disciplinador, estudioso da tática, não demorou muito a que o sucesso lhe voltasse a bater à porta. No Sporting  iniciou um reinado ainda hoje insuperável, sendo o treinador que mais épocas consecutivas esteve à frente do clube (8), e aquele que mais títulos venceu (13).
Da sua mente nasceu o lendário quinteto "5 Violinos", ele que descobriu o talento ímpar de dois desses famosos "violinistas", nomeadamente Jesus Correia e Fernando Peyroteo. Aplicou na perfeição no nosso leões o famoso sistema tático WM. Severo, por vezes demais, com os seus jogadores Szabo teve em 1940/41 aquela que poderemos caracterizar como a sua grande época de leão ao peito, altura em que venceu tudo o que havia para vencer: Taça de Portugal, Campeonato Nacional da 1ª Divisão, e o Campeonato Regional de Lisboa. Nesta sua primeira passagem pelo comando do Sporting venceu 2 campeonatos nacionais da 1ª Divisão, um Campeonato de Portugal, 5 campeonatos regionais de Lisboa, e uma Taça do Império.
Mas tal como acontecera no FC Porto Szabo também colecionava alguns inimigos dentro do Sporting. A sua língua afiada, dizem alguns que provocatória e insultuosa por vezes, ditou a sua saída do clube de Alvalade em 1945. Rumou de novo a Braga, onde apenas esteve uma temporada. Arrependidos da decisão tomada uma década antes os dirigentes do FC Porto vão em sua perseguição e convencem-no em 1945/46 a regressar à Invicta. Ali esteve duas épocas, mas sem o sucesso da sua primeira passagem por aquelas paragens. Nos anos que se seguiram andou pelo Algarve (orientou Portimonense e Olhanense) e regressou a Lisboa para liderar Atlético e Oriental.
Em 1953/54 dá o "sim" aquele que era já publicamente o clube do seu coração, o Sporting, para na qualidade de treinador de campo vencer o campeonato e a Taça de Portugal dessa temporada. Ficou um ano mais e fez de novo as malas rumo a outras paragens. Caldas, de novo Braga, Leixões, Torreense, Barreirense, e Vila Real foram alguns dos emblemas que testemunharam a mestria de Szabo. A última chamada do Sporting aconteceu em 1964/65, onde desempenhou funções de treinador de campo ao lado de Armando Ferreira e de Anselmo Fernandez.
Em 1966 orienta um grupo de homens pela última vez na sua vida, facto ocorrido em Angola, cuja seleção nacional foi treinada por um homem que nesta altura era já mais português do que húngaro. Dai por esta altura ser já conhecido como José Szabo. Para a eternidade ficam os seus revolucionários métodos de trabalhar o futebol, a sua extrema dedicação ao trabalho físico - da sua autoria é a frase «no futebol o sucesso faz-se com 10 por cento de génio e 90 por cento de transpiração» -, a sua feroz personalidade disciplinadora - falhar um golo dentro da área dava direito a uma multa de 10 por cento do ordenado -, controlador absoluto de tudo o que fosse relativo aos seus atletas - vivia obcecado pelos "desempenhos" sexuais dos seus pupilos, proibindo-os mesmo de ter relações antes dos jogos, já que tal era prejudicial à atuação destes no relvado - e a sua peculiar forma de "arranhar" a língua portuguesa, forma essa que não poucas vezes lhe valeram inúmeros dissabores.
Sportinguista era o seu coração, não sendo de estranhar que na hora da morte escolhesse o lar de jogadores do clube de Alvalade para morrer. Facto ocorrido a 17 de março de 1973.

Legenda das fotografias:
1-Joseph Szabo
2-A equipa do FC Porto orientada por Szabo que em 34/35 venceu a 1ª edição do Campeonato Nacional da 1ª Divisão
3-O Sporting que em 40/41 venceu a "tripla": Campeonato Nacional, Taça de Portugal, e Campeonato de Lisboa

segunda-feira, maio 07, 2012

Estrelas cintilantes (31)... Rashid Yekini

Não foram poucas as vezes que nestas vitrinas virtuais lamentei o facto de não ter tido o privilégio de ver atuar alguns dos maiores génios da "juventude" deste desporto que desperta em nós a chama da paixão eterna. Invejo, sim invejo, aqueles que tiveram o prazer de ver de perto lendas como José Leandro Andrade, Isabelino Gradín, Pepe (José Manuel Soares), Peyroteo, Billy Gonsalves, Zamora, Sindelar, entre muitos, muitos outros génios a quem o futebol de hoje deve muito do seu ser. Porém, considero-me um homem feliz quando olho para um passado não muito longínquo e constato que também tive o prazer - e a sorte - de ver artistas da bola que sei que no "amanhã" vão fazer despoletar nas gerações futuras o mesmo sentimento que eu hoje carrego por não guardar na minha memória traços da genialidade de alguns dos nomes que atrás referi. E hoje vou recordar,... não, vou antes fazer um agradecimento a uma figura que encheu de alegria algumas tardes de futebol da minha adolescência, Rashid Yekini.
Não foi um génio, longe disso, mas antes um fiel intérprete da magia do futebol africano, do futebol nascido nas tribos do vasto continente que ao longo da história deu ao Mundo inúmeros diamantes negros. Ele foi um desses raros diamantes, que reluziu em diversas tardes dos meus primeiros anos de fascínio pelo belo jogo. Com alguma emoção escrevo hoje estas linhas, um par de dias depois de ter, de forma inesperada - é sempre assim quando nos deparamos com uma notícia destas sobre alguém que conhecemos -, tomado conhecimento da sua morte. Yekini espalhou magia em quatro continentes diferentes, mas foi em Portugal onde, com toda a certeza, se sentiu mais feliz a fazer aquilo que tão bem sabia e tanto gostava: golos. Muitos golos, e eu, não me canso de dizê-lo, tive o privilégio de ver alguns deles, que hoje repousam nos arquivos da minha memória.
Falar de Rashid Yekini é começar por viajar até 1963, à cidade de Kaduna, na Nigéria, berço daquele a quem o um dia entusiastas do jogo haveriam de chamar de Deus Negro. Como tantas outras crianças africanas deixou-se enfeitiçar pelo belo jogo de pé descalço, na terra batida, conduzindo bolas de trapo ao mesmo tempo que trazia dentro de si o sonho de fazer daquele o seu modo de vida. Sonho que passo a passo foi sendo edificado.Os primeiros capítulos da sua história no futebol ocorreram no seu país natal, primeiro com as cores do emblema da sua cidade, o UNTL Kaduna, por alturas de 1981, e posteriormente o Shooting Stars, clube que representou entre 1982 e 1984. Foi com naturalidade que o talento de Rashid se espalhou pelos caminhos de África, pelo que em meados da década de 80 é contratado por um dos maiores clubes do continente, o Africa Sports, da Costa do Marfim. Como se fosse um leão indomável Yekini atacou as balizas contrárias vezes sem conta em busca da sua presa preferida, o golo.
Este "instinto animal" despertou a cobiça da Velha Europa, o palco predileto para os grandes artistas da bola, o qual iria receber o jovem Rashid nos inícios da década de 90. Palco esse que estava montado numa simpática e pitoresca localidade do sul de Portugal, Setúbal, a terra do irrequieto génio do poeta Bocage, e do grande Vitória, o eterno amor das gentes do Sado. Amor foi igualmente o sentimento que uniu desde o primeiro dia Rashid Yekini ao clube do Estádio do Bonfim, uma relação que viria a durar quatro anos (de 1990 a 1994), repletos de mágicos momentos que ainda hoje vivem na memória de quem o viu jogar. Matador implacável, Yekini vestiu a camisola do Vitória de Setúbal em mais e uma centena de ocasiões, com a qual marcou 90 golos (!), um feito que fez dele um dos jogadores mais emblemáticos da história do clube. O Deus Negro, como passou a ser conhecido nos caminhos do futebol português, foi mesmo o rei dos marcadores do principal campeonato luso em 1993/94, graças a 21 remates certeiros.
1994 foi aliás o ano grande da carreira de Yekini. Com as cores do seu país viajou até aos Estados Unidos da América para participar no Campeonato do Mundo desse ano. O Mundial que viria a dar o tetra ao Brasil, e que teve em Yekini uma das figuras centrais. Para a eternidade fica a imagem do "diamante negro" a entrar de mãos erguidas pela baliza da Bulgária dentro, agarrando as redes do desamparado Mihaylov e ali, com os olhos do Mundo colados a si, a agradecer aos seus Deuses a oferta que acabara de receber: ter sido o autor do primeiro golo da Nigéria em fases finais de um Mundial. Nigerianos que avançariam até aos oitavos de final, onde viriam a cair de pé diante da poderosa Itália de Roberto Baggio, sob os aplausos do planeta da bola. A magia espalhada pelos relvados dos States não passaria despercebida aos olhos de vários (outros) clubes europeus, tendo o poder do dinheiro falado mais alto na hora do Vitória de Setúbal se despedir da sua maior estrela no final desse memorável verão de 94. O Olimpo de Atenas é o destino mais do que merecido para um Deus, e Yekini, o Deus Negro, rumou nessa altura até à capital grega para defender as cores do Olympiakos. Não foi tão feliz como havia sido em Setúbal. Lesões impediram esta autêntica força da Natureza de mostrar ao povo grego o porquê de o Olympiakos ter pago uma fortuna para contratar os seus serviços. A aventura na no país dos Deuses só duraria uma temporada para o Deus Negro da Nigéria,  com um desolador registo de 2 golos em 4 jogos disputados. Mesmo assim na temporada de 95/96 os espanhóis do Sporting Gijón decidiram dar uma nova oportunidade ao temível goleador africano, a qual voltaria  não correr de feição ao futebolista, que em 14 encontros apenas fez balançar as redes em três ocasiões. Então, como que querendo encontrar-se a si próprio após uma viagem pelo deserto resolve voltar ao local onde havia vivido os dias mais felizes da sua vida, Setúbal. Porém, o azar continuava a persegui-lo, e no Bonfim não voltaria a mostrar o perfume do seu futebol, não conseguindo ir além de uma dúzia de jogos com a camisola do Vitória. Tentou em 1997 a Suíça, onde no FC Zurich conseguiu voltar a evidenciar algumas das características que fizeram dele um dos maiores artilheiros do início da década de 90. 14 golos em 28 jogos.o registo que Yekini deixou em terras hélveticas na temporada de 1997/98. Regressa a África em 98 para representar os tunisinos do Bizerte, Segue-se uma curta aventura pela Ásia, na Árabia Saudita ao serviço do Al-Shabab, para em 99 regressar ao seu continente e ao Africa Sports, clube onde fica até 2002, altura em que regressa ao seu país para representar o Julius Berger, e o Gateway, o emblema onde em 2005 colocou um ponto final na sua carreira.
De lá para cá como que o Mundo se esqueceu dele, dos seus memoráveis golos, da sua contagiante alegria em jogar futebol. Pelas piores razões os holofotes do mediatismo voltariam a recair sobre si no passado dia 4 de maio, altura em que foi comunicada a sua morte - por complicações de saúde do foro neurológico -. Nesse dia o Mundo de imediato se lembrou da imagem de Yekini a festejar o golo da Nigéria diante da Bulgária, em Dallas, no primeiro jogo da seleção nigeriana - pela qual Rashid atuou por 58 ocasiões, tendo apontado 37 golos - num Mundial, ao passo que na minha memória surgiu não só esse momento como também todos os outros em que com a camisola do Vitória de Setúbal o Deus Negro me proporcionou instantes de pura magia. Obrigado Rashid.

Legendas das fotografias:
1-Rashid Yekini com as cores da sua Nigéria
2-Os momentos mais felizes da sua carreira: com a camisola do Vitória de Setúbal
3-Os célebres festejos de Yekini no Mundial de 1994

Vídeo: O "IMORTAL" GOLO DE YEKINI NO MUNDIAL DE 1994