quarta-feira, junho 06, 2012
terça-feira, junho 05, 2012
História dos Europeus de Futebol (6)... Itália 1980
A poucos dias do início da grande festa do Euro 2012 o Museu Virtual do Futebol sobe a bordo da Máquina do Tempo para fazer uma viagem pela história da prova mais emblemática ao nível de seleções do Velho Continente. Itália é o nosso destino de hoje, país que em 1980 acolheu a 6º edição do certame chancelado pela UEFA. Uma edição desde logo diferente das cinco anteriores. O crescimento da competição em termos de popularidade obrigou a UEFA a fazer mudanças no figurino da fase final, pretendendo assim doar à prova uma dimensão condizente com prestígio e interesse que ela reunia a nível internacional. A alteração maior prendeu-se com o número de equipas finalistas, ou seja, os participantes da fase final, que passaram de 4 para 8! Novidade também o facto de o país que acolheria a dita fase final ser conhecido ainda antes da fase de qualificação, nação essa que ficava desde logo qualificada para a etapa decisiva do Euro.
Itália foi pois o país escolhido, ao qual se juntariam - após a longa fase de qualificação - outras 7 seleções, nomeadamente Inglaterra, Bélgica, Espanha, República Federal da Alemanha (RFA), Holanda, a campeã em título Checoslováquia, e a surpreendente Grécia, uma equipa até então praticamente desconhecida a nível internacional que venceu o grupo (de qualificação) onde estava inserida nada mais nada menos do que a seleção com mais presenças em fases finais do certame, a União Soviética.
Chegadas a Itália - que acolhia o Euro pela segunda vez na sua história - as seleções foram divididas em dois grupos de quatro equipas, residindo aqui também uma novidade em termos de fases finais, uma vez que nas edições anteriores a competição era apenas composta por meias-finais, jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares, e final. Definido ficou que os vencedores de cada grupo seriam os finalistas da competição, enquanto que os segundos classificados iriam discutir entre si o 3º lugar.
Quatro cidades transalpinas acolheram o Euro 1980: Turim, Nápoles, Milão e a capital Roma.
Alemanha rejuvenescida garante final
No dia 11 de junho de 1980 a bola começa a rolar na 6ª edição do Campeonato da Europa. Frente a frente, no Estádio Olímpico de Roma, estiveram os dois finalistas da edição de 1976, a RFA e a Checoslováquia. Totalmente rejuvenescida - em relação à década dourada de 70, onde conquistaram o Euro 72 e o Mundial 74 - a seleção germânica vingaria a derrota surpreendente do jogo final de 76 graças a um golo solitário da jovem estrela do Bayern de Munique Karl-Heinz Rummenigge. No outro jogo do Grupo 1, em Nápoles, a Holanda - já sem os magos Cruyff e Neeskens, mas ainda com lendas como Krol, Haan, ou Nanninga - sentiu algumas dificuldades em derrotar por 1-0 a estreante Grécia. A fortaleza grega foi invadida apenas aos 65 minutos... e de grande penalidade!
Estes resultados inaugurais indicavam que muito dificilmente RFA ou Holanda não seriam uma das finalistas do Euro 80, e assim sendo o confronto entre as duas seleções rivais na jornada seguinte ganhava contornos de jogo decisivo. O mítico estádio San Paolo de Nápoles acolheria este clássico do futebol mundial. De um lado uma nova RFA, com jovens e promissores jogadores como Rummenigge, Klaus Allofs, Schumacher, Stielike, Schuster, e um tal de Lothar Matthaus, que prometiam seguir as pisadas da lendária geração alemã liderada por Franz Beckenbauer que na década anterior havia conquistado tudo o que havia para conquistar. Do outro uma "laranja" que mesmo sem o doce sumo de outrora se afigurava como uma equipa talentosa e habituada aos grandes palcos internacionais. Levariam a melhor os comandados de Jupp Derwall, um ex-adjunto do mestre da tática Helmut Schon que em 1978 assumiu os destinos da seleção teutónica, muito por culpa de um endiabrado Klaus Allofs, autor dos 3 golos com que a RFA bateu (3-2) a vizinha Holanda, e desta forma colocariam um pé na grande final da competição. Com este hattrick Allofs iria garantir no final do torneio o título de melhor marcador.
Uma outra nota curiosa neste jogo entre alemães e holandeses reside no facto daquele que anos mais tarde viria a ser considerado como um dos melhores jogadores do Mundo, de seu nome Lothar Matthaus, então um jovem com 19 anos, ter feito a sua única aparição em todo o Europeu, ao atuar durante os últimos 15 minutos.
No outro jogo do grupo reapareceu Panenka, o herói do Euro 76, ao apontar um dos três golos com que a Checoslováquia derrotou (3-1) a Grécia no Olímpico de Roma.
No derradeiro dia a Grécia fez uma gracinha ao alcançar um empate a zero bolas com os poderosos alemães, que assim garantiam o 1º lugar da chave e o consequente apuramento para a final. Checos e holandeses ficariam arredados do encontro mais aguardado, empatando entre si (1-1) num jogo que vincou o excesso de dureza com que a "laranja" se apresentou em Itália, e prova disso é o pontapé de Kist ao checo Jurkemik, e o soco de Rep ao também jogador checo Gogh. Já no desafio inaugural do grupo, ante a Grécia, a Holanda tinha abusado das entradas à margem da lei, o que levaria os gregos a acusarem os holandeses de jogo sujo. Para a Checoslováquia, a ainda detentora do ceptro de campeã, o Europeu não se ficava por ali, já que ainda restava o jogo de apuramento dos 3º e 4º lugares.
Já os gregos, que ninguém conhecia, a participação no Euro valeu pela experiência, pela oportunidade dos seus "anónimos internacionais" conviverem de perto com alguns dos nomes mais badalados do futebol mundial de então. Grécia que estaria por esta altura bem longe de imaginar o que iria acontecer 24 anos depois no Europeu realizado em Portugal. Mas isso são histórias para contar numa próxima visita à vitrina dos Campeonatos da Europa. Por agora continuamos a desfiar o novelo das peripécias do Itália 80.
Luta até ao fim no Grupo 2
E se no Grupo 1 a RFA acabou por não ter grandes dificuldades em garantir o 1º lugar, na outra chave do Euro a história foi bem diferente. No Grupo 2 houve equilíbrio e luta até ao fim, acabando por levar a melhor a seleção de quem talvez menos... se esperava! Favoritos? Itália e a Inglaterra. Mas tal acabaria por não ser tão evidente logo na 1º jornada realizada a 12 de junho. No Comunale de Turim a Inglaterra liderada pelo bi Bola de Ouro Kevin Keegan - além de vários elementos dos campeões europeus de clubes Liverpool e Nottingham Forest - não foi além de um empate a um golo diante da Bélgica que como estrela principal tinha Frankie Van der Elst. Tinha até esse dia, pois a partir dai o Mundo ficou a conhecer um naipe de talentosos jogadores que haveriam de conduzir os belgas a momentos épicos nos anos que se seguiriam. No Giuseppe Meazza, em Milão, a seleção da casa procurava repetir o êxito de 1968, quando diante do seu público venceu o Europeu. Mesmo abalada pelos escândalos das apostas desportivas, que afastou disciplinarmente, entre outros, a estrela Paolo Rossi, a squadra azzurra era apontada como uma das principais favoritas a vencer o torneio, já que talento não lhes faltava: Gentile, Tardelli, Cabrini, Causio, Graziani, e o veterano Dino Zoff eram a prova disso. Mas da teoria à prática o caminho por vezes é longo e sinuoso, e o que é certo é que a estreia da azzurra deixou muito a desejar conforme traduz o triste empate a zero golos ante a Espanha de Arconada.
A 15 de junho, em Turim, as duas - à partida - favoritas do grupo mediam forças, num duelo de tudo ou nada, ou seja, depois dos desoladores resultados averbados por ambas no primeiro jogo quem perdesse este confronto ficaria praticamente de fora da fase seguinte. 60 000 pessoas assistiram a um jogo intenso decidido ao minuto 79 por Tardeli. A Itália ganhava uma nova alma, acreditando que podia repetir a façanha de 1968, enquanto que os súbitos de Sua Majestade preparavam as malas para regressar a casa de forma inglória. Pior do que a exibição de "king" Keegan e seus súbitos foi o (mau) comportamento dos adeptos britânicos dentro e fora dos estádios italianos. O temível hooliganismo dava sinais da sua existência, e este era apenas um aviso das tragédias que iriam ser acontecer na sequência destes tristes comportamentos.
E em Milão a surpresa do torneio confirmava-se. A Bélgica mostrava que o empate com a Inglaterra não havia sido mera obra do acaso, e a prova disso foi o facto de a Espanha não ter tido argumentos para evitar a derrota (1-2) ante os "diabos vermelhos" liderados pelo mestre da tática Guy Thys. Com esta vitória os belgas estavam, contra todas as previsões, na frente do grupo, sendo que para atingir a final apenas precisavam de um empate com a seleção da casa no último jogo, já que apesar de por esta altura ambas as equipas terem os mesmos pontos contabilizados a Bélgica beneficiava do facto de ter mais golos marcados.
No Olímpico de Roma com 55 000 espetadores assistiu-se a um duelo empolgante. A squadra azzurra, como lhe era exigido, tudo fez para furar a bem escalonada muralha vermelha, mas pela frente encontrou um combinado moralizado pelas boas exibições patenteadas nos primeiros jogos. Além de que na baliza belga morava aquele que viria a ser considerado como um dos melhores guarda redes do planeta de todos os tempos, Jean-Marie Pfaff. 0-0 foi o resultado final de um jogo arbitrado pelo português António Garrido, de quem os italianos se queixariam bastante, acusando o juiz luso de não ter assinalado uma grande penalidade a seu favor já bem perto do final do encontro. Perante isto, a Bélgica estava de forma surpreendente na final, e ai, acontecesse o que acontecesse, nunca mais o Mundo se iria esquecer de nomes como Pfaff, Eric Gerets, Meeuws, ou Ceulemans.
Em Nápoles, num jogo sem história, Inglaterra despediu-se da competição com uma vitória (2-1) sobre uma desoladora Espanha.
Checoslovacos ficam com o último bronze exclusivo
No dia 21 de junho o Estádio San Paolo recebeu a final dos derrotados. Checoslováquia e Itália procuravam um lugar de destaque no pódio final da competição. E o resultado foi um triste e monótono 1-1 no final dos 90 minutos, facto que obrigou ao desempate através de grandes penalidades. Este cenário era por demais familiar aos checoslovacos que quatro anos antes haviam conquistado o Euro 76 na lotaria dos penaltis. E seria novamente desta forma que levariam para casa a medalha de bronze, acabando por vencer os transalpinos no "tiro ao alvo" por 9-8. A monotonia deste jogo traduzida na forma quase desinteressada que ambas as equipas encararam a disputa fez com que a UEFA decidisse posteriormente que dali em diante os derrotados das meias finais ficariam ambos com o 3º lugar do campeonato, "banindo" assim a "final de consolação" dos Europeus.
RFA sagra-se bi campeã da Europa
Domingo, 22 de junho de 1980. O Estádio Olímpico de Roma acolhia 48 000 espetadores que esperavam ansiosamente pela entrada em campo dos dois finalistas do segundo Euro realizado em solo italiano. Os alemães eram tidos como favoritos, e conformariam-no logo aos 10 minutos quando o possante avançado Hrubesch bateu Pfaff pela primeira vez. A RFA mandava no jogo, e só não ampliou o marcador ainda dentro da 1ª parte pois na baliza dos belgas estava o notável Jean Marie Pfaff. Na 2ª parte assistiu-se a mais do mesmo, ou seja, os alemães a ditar leis. Até já bem perto do final a Bélgica mostrou o porquê de estar ali, de ter deixado pelo caminho as favoritas Itália e Inglaterra. Num lance de contra ataque Van der Elst é rasteirado já bem perto da linha de limite da grande área. O árbitro romeno Nicolae Rainea não parece ter dúvidas e assinala grande penalidade. Os alemães protestam, alegando que a falta havia sido cometida ainda fora de área (como aliás se viria a confirmar nas imagens televisivas), mas pouco adiantou. Chamado à conversão do castigo Vandereycken não falhou e restabeleceu a igualdade no marcador quando faltavam pouco mais de 15 minutos para o final. Os "diabos vermelhos" estavam de volta ao jogo e à disputa do título. Mas a superioridade germânica era por demais evidente, e a dois minutos do final, quando muita gente já pensava no prolongamento, o gigante Hrubesch salta mais alto do que toda a gente - no seguimento de um pontapé de canto - para cabecear a bola para o fundo da baliza de Pfaff e sentenciar assim o jogo. Pouco depois o árbitro apitava pela última vez e consagrava a RFA novamente como campeã da Europa, a primeira seleção a conseguir vencer o Euro pela segunda vez na história. Depois de 1972 o ano de 1980 entrava na história do futebol germânico, e ficava bem patente que a geração de Beckenbauer, Maier, Vogts, Hoeness, e Gerd Muller havia encontrado em nomes como Allofs, Rummenigge, Schuster, Schumacher, e Hrubesch os seus dignos sucessores.
Para além do título coletivo a RFA levou para casa ainda os "títulos" de melhor marcador (Allofs, com 3 golos), e de melhor jogador do torneio (Rummenigge).
Jogos:
Grupo 1
1º Jornada
11 de junho, em Roma
RFA - Checoslováquia: 1-0
(Rummenigge, aos 57m)
11 de junho, em Nápoles
Holanda - Grécia: 1-0
(Kist, aos 65m)
2ª Jornada
14 de junho, em Nápoles
RFA - Holanda: 3-2
(Allofs, aos 20m, 60m, e 66m)
(Rep, aos 80m, e Van de Kerkhof)
14 de junho, em Roma
Checoslováquia - Grécia: 3-1
(Panenka, aos 6m, Vizek, aos 26m, e Nehoda, aos 62m)
(Anastopoulos, aos 14m)
3ª Jornada
17 de junho, em Milão
Checoslováquia - Holanda: 1-1
(Nehoda, aos 16m)
(Kist, aos 59m)
17 de junho, em Turim
RFA - Grécia: 0-0
Classificação
1- RFA: 5 pontos
2- Checoslováquia: 3 pontos
3- Holanda: 3 pontos
4- Grécia: 1 ponto
Grupo 2
1ª Jornada
12 de junho, em Turim
Bélgica - Inglaterra: 1-1
(Ceulemans, aos 30m)
(Wilkins, aos 26m)
12 de junho, em Milão
Itália - Espanha: 0-0
2º Jornada
15 de junho, em Milão
Espanha - Bélgica: 1-2
(Quini, aos 36m)
(Gerets, aos 17m, e Cools, aos 65m)
15 de junho, em Turim
Itália - Inglaterra: 1-0
(Tardeli, aos 79m)
3ª Jornada
18 de junho, em Roma
Itália - Bélgica: 0-0
18 de junho, em Nápoles
Espanha - Inglaterra: 1-2
(Dani, aos 48m)
(Brooking, aos 19m, e Woodcock, aos 61m)
Classificação
1- Bélgica: 4 pontos
2- Itália: 4 pontos
3- Inglaterra: 3 pontos
4- Espanha: 1 ponto
Jogo de apuramento dos 3º e 4º classificados
21 de junho, em Nápoles
Itália - Checoslováquia: 1-1 (8-9 nas grandes penalidades)
(Graziani, aos 73m)
(Jurkemik, aos 54m)
Final
RFA - Bélgica: 2-1
22 de junho, no Estádio Olímpico de Roma
Árbitro: Nicolae Rainea (Roménia)
RFA: Harald Schumacher, Manfred Kaltz, Bernard Dietz, Hans-Peter Briegel (Bernhard Cullmann, aos 55m), Karl-Heinz Forster, Uli Stielike, Karl-Heinz Rummenigge, Bernd Schuster, Horst Hrubesch, Hansi Muller, e Klaus Allofs. Treinador: Jupp Dewall
Bélgica: Pfaff, Gerets, Millecamps, Meeuws, Renquin, Cools, Vandereycken, Van Moer, Mommens, Van der Elst, e Ceulemans. Treinador: Guy Thys
Golos: 1-0 (Hrubesch, aos 10m), 1-1 (Vandereycken, aos 72m), 2-1 (Hrubesch, aos 88m)
Onze Ideal:
Pfaff (Bélgica)
Gerets (Bélgica)
Foerster (RFA)
Tardeli (Itália)
Dietz (RFA)
Briegel (RFA)
Rummenigge (RFA)
Schuster (RFA)
Vandereycken (Bélgica)
Nehoda (Checoslováquia)
Allofs (RFA)
Melhor marcador:
Klaus Allofs (RFA): 3 golos
Legenda das fotografias:
1- Logotipo do Euro 1980
2-Lance do duelo entre os vizinhos - e rivais - da RFA e da Holanda
3-Kevin Keegan bem tentou levar a Inglaterra longe neste Europeu, mas seriam os belgas que chegariam ao jogo mais ambicionado da competição
4-Uma imagem da final de Roma
5-O possante avançado alemão Hrubesch remata à baliza holandesa
6-Surpresa das surpresas: a desconhecida seleção da Grécia estava no Europeu, tendo sido a único na fase final do torneio que não seria derrotada pelos campeões da RFA! Nada mau para um estreante.
7-Uma imagem do Inglaterra - Bélgica com o hooliganismo britânico como (triste) pano de fundo
8-A equipa da casa, a Itália...
9-... e a grande surpresa da fase final: a Bélgica
10-O guarda redes e capitão da squadra azzurra, Dino Zoff, bem atento no desafio com os ingleses
11-A quase despercebida seleção espanhola
12-Checolováquia não repetiu o feito de 76, mas mesmo assim levou para casa o bronze
13-Mais um lance da grande final
14-Hrubesch acaba de marcar o golo que valeu o título à RFA
15-A pose final dos campeões: uma fotografia para a eternidade
16-Klaus Allofs, o melhor marcador do Euro 80
17-A taça viajava de novo para a RFA
18-Pela primeira vez na história da competição foi criada uma mascote. Em Itália foi o Pinochio.
Vídeo: RFA - BÉLGICA
Itália foi pois o país escolhido, ao qual se juntariam - após a longa fase de qualificação - outras 7 seleções, nomeadamente Inglaterra, Bélgica, Espanha, República Federal da Alemanha (RFA), Holanda, a campeã em título Checoslováquia, e a surpreendente Grécia, uma equipa até então praticamente desconhecida a nível internacional que venceu o grupo (de qualificação) onde estava inserida nada mais nada menos do que a seleção com mais presenças em fases finais do certame, a União Soviética.
Chegadas a Itália - que acolhia o Euro pela segunda vez na sua história - as seleções foram divididas em dois grupos de quatro equipas, residindo aqui também uma novidade em termos de fases finais, uma vez que nas edições anteriores a competição era apenas composta por meias-finais, jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares, e final. Definido ficou que os vencedores de cada grupo seriam os finalistas da competição, enquanto que os segundos classificados iriam discutir entre si o 3º lugar.
Quatro cidades transalpinas acolheram o Euro 1980: Turim, Nápoles, Milão e a capital Roma.
Alemanha rejuvenescida garante final
No dia 11 de junho de 1980 a bola começa a rolar na 6ª edição do Campeonato da Europa. Frente a frente, no Estádio Olímpico de Roma, estiveram os dois finalistas da edição de 1976, a RFA e a Checoslováquia. Totalmente rejuvenescida - em relação à década dourada de 70, onde conquistaram o Euro 72 e o Mundial 74 - a seleção germânica vingaria a derrota surpreendente do jogo final de 76 graças a um golo solitário da jovem estrela do Bayern de Munique Karl-Heinz Rummenigge. No outro jogo do Grupo 1, em Nápoles, a Holanda - já sem os magos Cruyff e Neeskens, mas ainda com lendas como Krol, Haan, ou Nanninga - sentiu algumas dificuldades em derrotar por 1-0 a estreante Grécia. A fortaleza grega foi invadida apenas aos 65 minutos... e de grande penalidade!
Estes resultados inaugurais indicavam que muito dificilmente RFA ou Holanda não seriam uma das finalistas do Euro 80, e assim sendo o confronto entre as duas seleções rivais na jornada seguinte ganhava contornos de jogo decisivo. O mítico estádio San Paolo de Nápoles acolheria este clássico do futebol mundial. De um lado uma nova RFA, com jovens e promissores jogadores como Rummenigge, Klaus Allofs, Schumacher, Stielike, Schuster, e um tal de Lothar Matthaus, que prometiam seguir as pisadas da lendária geração alemã liderada por Franz Beckenbauer que na década anterior havia conquistado tudo o que havia para conquistar. Do outro uma "laranja" que mesmo sem o doce sumo de outrora se afigurava como uma equipa talentosa e habituada aos grandes palcos internacionais. Levariam a melhor os comandados de Jupp Derwall, um ex-adjunto do mestre da tática Helmut Schon que em 1978 assumiu os destinos da seleção teutónica, muito por culpa de um endiabrado Klaus Allofs, autor dos 3 golos com que a RFA bateu (3-2) a vizinha Holanda, e desta forma colocariam um pé na grande final da competição. Com este hattrick Allofs iria garantir no final do torneio o título de melhor marcador.
Uma outra nota curiosa neste jogo entre alemães e holandeses reside no facto daquele que anos mais tarde viria a ser considerado como um dos melhores jogadores do Mundo, de seu nome Lothar Matthaus, então um jovem com 19 anos, ter feito a sua única aparição em todo o Europeu, ao atuar durante os últimos 15 minutos.
No outro jogo do grupo reapareceu Panenka, o herói do Euro 76, ao apontar um dos três golos com que a Checoslováquia derrotou (3-1) a Grécia no Olímpico de Roma.
No derradeiro dia a Grécia fez uma gracinha ao alcançar um empate a zero bolas com os poderosos alemães, que assim garantiam o 1º lugar da chave e o consequente apuramento para a final. Checos e holandeses ficariam arredados do encontro mais aguardado, empatando entre si (1-1) num jogo que vincou o excesso de dureza com que a "laranja" se apresentou em Itália, e prova disso é o pontapé de Kist ao checo Jurkemik, e o soco de Rep ao também jogador checo Gogh. Já no desafio inaugural do grupo, ante a Grécia, a Holanda tinha abusado das entradas à margem da lei, o que levaria os gregos a acusarem os holandeses de jogo sujo. Para a Checoslováquia, a ainda detentora do ceptro de campeã, o Europeu não se ficava por ali, já que ainda restava o jogo de apuramento dos 3º e 4º lugares.
Já os gregos, que ninguém conhecia, a participação no Euro valeu pela experiência, pela oportunidade dos seus "anónimos internacionais" conviverem de perto com alguns dos nomes mais badalados do futebol mundial de então. Grécia que estaria por esta altura bem longe de imaginar o que iria acontecer 24 anos depois no Europeu realizado em Portugal. Mas isso são histórias para contar numa próxima visita à vitrina dos Campeonatos da Europa. Por agora continuamos a desfiar o novelo das peripécias do Itália 80.
Luta até ao fim no Grupo 2
E se no Grupo 1 a RFA acabou por não ter grandes dificuldades em garantir o 1º lugar, na outra chave do Euro a história foi bem diferente. No Grupo 2 houve equilíbrio e luta até ao fim, acabando por levar a melhor a seleção de quem talvez menos... se esperava! Favoritos? Itália e a Inglaterra. Mas tal acabaria por não ser tão evidente logo na 1º jornada realizada a 12 de junho. No Comunale de Turim a Inglaterra liderada pelo bi Bola de Ouro Kevin Keegan - além de vários elementos dos campeões europeus de clubes Liverpool e Nottingham Forest - não foi além de um empate a um golo diante da Bélgica que como estrela principal tinha Frankie Van der Elst. Tinha até esse dia, pois a partir dai o Mundo ficou a conhecer um naipe de talentosos jogadores que haveriam de conduzir os belgas a momentos épicos nos anos que se seguiriam. No Giuseppe Meazza, em Milão, a seleção da casa procurava repetir o êxito de 1968, quando diante do seu público venceu o Europeu. Mesmo abalada pelos escândalos das apostas desportivas, que afastou disciplinarmente, entre outros, a estrela Paolo Rossi, a squadra azzurra era apontada como uma das principais favoritas a vencer o torneio, já que talento não lhes faltava: Gentile, Tardelli, Cabrini, Causio, Graziani, e o veterano Dino Zoff eram a prova disso. Mas da teoria à prática o caminho por vezes é longo e sinuoso, e o que é certo é que a estreia da azzurra deixou muito a desejar conforme traduz o triste empate a zero golos ante a Espanha de Arconada.
A 15 de junho, em Turim, as duas - à partida - favoritas do grupo mediam forças, num duelo de tudo ou nada, ou seja, depois dos desoladores resultados averbados por ambas no primeiro jogo quem perdesse este confronto ficaria praticamente de fora da fase seguinte. 60 000 pessoas assistiram a um jogo intenso decidido ao minuto 79 por Tardeli. A Itália ganhava uma nova alma, acreditando que podia repetir a façanha de 1968, enquanto que os súbitos de Sua Majestade preparavam as malas para regressar a casa de forma inglória. Pior do que a exibição de "king" Keegan e seus súbitos foi o (mau) comportamento dos adeptos britânicos dentro e fora dos estádios italianos. O temível hooliganismo dava sinais da sua existência, e este era apenas um aviso das tragédias que iriam ser acontecer na sequência destes tristes comportamentos.
E em Milão a surpresa do torneio confirmava-se. A Bélgica mostrava que o empate com a Inglaterra não havia sido mera obra do acaso, e a prova disso foi o facto de a Espanha não ter tido argumentos para evitar a derrota (1-2) ante os "diabos vermelhos" liderados pelo mestre da tática Guy Thys. Com esta vitória os belgas estavam, contra todas as previsões, na frente do grupo, sendo que para atingir a final apenas precisavam de um empate com a seleção da casa no último jogo, já que apesar de por esta altura ambas as equipas terem os mesmos pontos contabilizados a Bélgica beneficiava do facto de ter mais golos marcados.
No Olímpico de Roma com 55 000 espetadores assistiu-se a um duelo empolgante. A squadra azzurra, como lhe era exigido, tudo fez para furar a bem escalonada muralha vermelha, mas pela frente encontrou um combinado moralizado pelas boas exibições patenteadas nos primeiros jogos. Além de que na baliza belga morava aquele que viria a ser considerado como um dos melhores guarda redes do planeta de todos os tempos, Jean-Marie Pfaff. 0-0 foi o resultado final de um jogo arbitrado pelo português António Garrido, de quem os italianos se queixariam bastante, acusando o juiz luso de não ter assinalado uma grande penalidade a seu favor já bem perto do final do encontro. Perante isto, a Bélgica estava de forma surpreendente na final, e ai, acontecesse o que acontecesse, nunca mais o Mundo se iria esquecer de nomes como Pfaff, Eric Gerets, Meeuws, ou Ceulemans.
Em Nápoles, num jogo sem história, Inglaterra despediu-se da competição com uma vitória (2-1) sobre uma desoladora Espanha.
Checoslovacos ficam com o último bronze exclusivo
No dia 21 de junho o Estádio San Paolo recebeu a final dos derrotados. Checoslováquia e Itália procuravam um lugar de destaque no pódio final da competição. E o resultado foi um triste e monótono 1-1 no final dos 90 minutos, facto que obrigou ao desempate através de grandes penalidades. Este cenário era por demais familiar aos checoslovacos que quatro anos antes haviam conquistado o Euro 76 na lotaria dos penaltis. E seria novamente desta forma que levariam para casa a medalha de bronze, acabando por vencer os transalpinos no "tiro ao alvo" por 9-8. A monotonia deste jogo traduzida na forma quase desinteressada que ambas as equipas encararam a disputa fez com que a UEFA decidisse posteriormente que dali em diante os derrotados das meias finais ficariam ambos com o 3º lugar do campeonato, "banindo" assim a "final de consolação" dos Europeus.
RFA sagra-se bi campeã da Europa
Para além do título coletivo a RFA levou para casa ainda os "títulos" de melhor marcador (Allofs, com 3 golos), e de melhor jogador do torneio (Rummenigge).
Jogos:
Grupo 1
1º Jornada
11 de junho, em Roma
RFA - Checoslováquia: 1-0
(Rummenigge, aos 57m)
11 de junho, em Nápoles
Holanda - Grécia: 1-0
(Kist, aos 65m)
2ª Jornada
14 de junho, em Nápoles
RFA - Holanda: 3-2
(Allofs, aos 20m, 60m, e 66m)
(Rep, aos 80m, e Van de Kerkhof)
14 de junho, em Roma
Checoslováquia - Grécia: 3-1
(Panenka, aos 6m, Vizek, aos 26m, e Nehoda, aos 62m)
(Anastopoulos, aos 14m)
3ª Jornada
17 de junho, em Milão
Checoslováquia - Holanda: 1-1
(Nehoda, aos 16m)
(Kist, aos 59m)
17 de junho, em Turim
RFA - Grécia: 0-0
Classificação
1- RFA: 5 pontos
2- Checoslováquia: 3 pontos
3- Holanda: 3 pontos
4- Grécia: 1 ponto
Grupo 2
1ª Jornada
12 de junho, em Turim
Bélgica - Inglaterra: 1-1
(Ceulemans, aos 30m)
(Wilkins, aos 26m)
12 de junho, em Milão
Itália - Espanha: 0-0
2º Jornada
15 de junho, em Milão
Espanha - Bélgica: 1-2
(Quini, aos 36m)
(Gerets, aos 17m, e Cools, aos 65m)
15 de junho, em Turim
Itália - Inglaterra: 1-0
(Tardeli, aos 79m)
3ª Jornada
18 de junho, em Roma
Itália - Bélgica: 0-0
18 de junho, em Nápoles
Espanha - Inglaterra: 1-2
(Dani, aos 48m)
(Brooking, aos 19m, e Woodcock, aos 61m)
Classificação
1- Bélgica: 4 pontos
2- Itália: 4 pontos
3- Inglaterra: 3 pontos
4- Espanha: 1 ponto
Jogo de apuramento dos 3º e 4º classificados
21 de junho, em Nápoles
Itália - Checoslováquia: 1-1 (8-9 nas grandes penalidades)
(Graziani, aos 73m)
(Jurkemik, aos 54m)
Final
RFA - Bélgica: 2-1
22 de junho, no Estádio Olímpico de Roma
Árbitro: Nicolae Rainea (Roménia)
RFA: Harald Schumacher, Manfred Kaltz, Bernard Dietz, Hans-Peter Briegel (Bernhard Cullmann, aos 55m), Karl-Heinz Forster, Uli Stielike, Karl-Heinz Rummenigge, Bernd Schuster, Horst Hrubesch, Hansi Muller, e Klaus Allofs. Treinador: Jupp Dewall
Bélgica: Pfaff, Gerets, Millecamps, Meeuws, Renquin, Cools, Vandereycken, Van Moer, Mommens, Van der Elst, e Ceulemans. Treinador: Guy Thys
Golos: 1-0 (Hrubesch, aos 10m), 1-1 (Vandereycken, aos 72m), 2-1 (Hrubesch, aos 88m)
Onze Ideal:
Pfaff (Bélgica)
Gerets (Bélgica)
Foerster (RFA)
Tardeli (Itália)
Dietz (RFA)
Briegel (RFA)
Rummenigge (RFA)
Schuster (RFA)
Vandereycken (Bélgica)
Nehoda (Checoslováquia)
Allofs (RFA)
Melhor marcador:
Klaus Allofs (RFA): 3 golos
Legenda das fotografias:
1- Logotipo do Euro 1980
2-Lance do duelo entre os vizinhos - e rivais - da RFA e da Holanda
3-Kevin Keegan bem tentou levar a Inglaterra longe neste Europeu, mas seriam os belgas que chegariam ao jogo mais ambicionado da competição
4-Uma imagem da final de Roma
5-O possante avançado alemão Hrubesch remata à baliza holandesa
6-Surpresa das surpresas: a desconhecida seleção da Grécia estava no Europeu, tendo sido a único na fase final do torneio que não seria derrotada pelos campeões da RFA! Nada mau para um estreante.
7-Uma imagem do Inglaterra - Bélgica com o hooliganismo britânico como (triste) pano de fundo
8-A equipa da casa, a Itália...
9-... e a grande surpresa da fase final: a Bélgica
10-O guarda redes e capitão da squadra azzurra, Dino Zoff, bem atento no desafio com os ingleses
11-A quase despercebida seleção espanhola
12-Checolováquia não repetiu o feito de 76, mas mesmo assim levou para casa o bronze
13-Mais um lance da grande final
14-Hrubesch acaba de marcar o golo que valeu o título à RFA
15-A pose final dos campeões: uma fotografia para a eternidade
16-Klaus Allofs, o melhor marcador do Euro 80
17-A taça viajava de novo para a RFA
18-Pela primeira vez na história da competição foi criada uma mascote. Em Itália foi o Pinochio.
Vídeo: RFA - BÉLGICA
segunda-feira, maio 21, 2012
Lista de Campeões... Portugal
2019: BENFICA
2018: FC PORTO
2017: BENFICA
2016: BENFICA
2015: BENFICA
2014: BENFICA
2013: FC PORTO
2012: FC PORTO
2011: FC PORTO
2010: BENFICA
2009: FC PORTO
2008: FC PORTO
2007: FC PORTO
2006: FC PORTO
2005: BENFICA
2004: FC PORTO
2003: FC PORTO
2002: SPORTING
2001: BOAVISTA
2000: SPORTING
1999: FC PORTO
1998: FC PORTO
1997: FC PORTO
1996: FC PORTO
1995: FC PORTO
1994. BENFICA
1993: FC PORTO
1992: FC PORTO
1991: BENFICA
1990: FC PORTO
1989: BENFICA
1988: FC PORTO
1987: BENFICA
1986: FC PORTO
1985: FC PORTO
1984: BENFICA
1983: BENFICA
1982: SPORTING
1981: BENFICA
1980: SPORTING
1979: FC PORTO
1978: FC PORTO
1977: BENFICA
1976: BENFICA
1975: BENFICA
1974: SPORTING
1973: BENFICA
1972: BENFICA
1971: BENFICA
1970: SPORTING
1969: BENFICA
1968: BENFICA
1967: BENFICA
1966: SPORTING
1965: BENFICA
1964: BENFICA
1963: BENFICA
1962: SPORTING
1961: BENFICA
1960. BENFICA
1959: FC PORTO
1958: SPORTING
1957: BENFICA
1956: FC PORTO
1955: BENFICA
1954: SPORTING
1953: SPORTING
1952: SPORTING
1951: SPORTING
1950: BENFICA
1949: SPORTING
1948: SPORTING
1947: SPORTING
1946: BELENENSES
1945: BENFICA
1944: SPORTING
1943: BENFICA
1942: BENFICA
1941: SPORTING
1940: FC PORTO
1939: FC PORTO
1938: BENFICA
1937: BENFICA
1936: BENFICA
1935: FC PORTO
TAÇA DE PORTUGAL
2012: ACADÉMICA
2011: FC PORTO
2010: FC PORTO
2009: FC PORTO
2008: SPORTING
2007: SPORTING
2006: FC PORTO
2005: VITÓRIA DE SETÚBAL
2003: FC PORTO
2002: SPORTING
2001: FC PORTO
2000: FC PORTO
1999: BEIRA-MAR
1998: FC PORTO
1997: BOAVISTA
1996: BENFICA
1995: SPORTING
1994: FC PORTO
1992: BOAVISTA
1991: FC PORTO
1990: ESTRELA DA AMADORA
1989: BELENENSES
1988: FC PORTO
1987: BENFICA
1986: BENFICA
1985: BENFICA
1984: FC PORTO
1983: BENFICA
1982: SPORTING
1981: BENFICA
1980: BENFICA
1979: BOAVISTA
1978: SPORTING
1976: BOAVISTA
1975: BOAVISTA
1974: SPORTING
1973: SPORTING
1972: BENFICA
1971: SPORTING
1970: BENFICA
1969: BENFICA
1968: FC PORTO
1966: BRAGA
1965: VITÓRIA DE SETÚBAL
1964: BENFICA
1963:SPORTING
1962: BENFICA
1961: LEIXÕES
1960: BELENENSES
1959: BENFICA
1958: FC PORTO
1956: FC PORTO
1955: BENFICA
1954: SPORTING
1953: BENFICA
1952: BENFICA
1951: BENFICA
1950:Não se disputou
1949: BENFICA
1946: SPORTING
1945: SPORTING
1944: BENFICA
1943: BENFICA
1941: SPORTING
1940: BENFICA
1939: ACADÉMICA
CAMPEONATO DE PORTUGAL*
1938: SPORTING
1937: FC PORTO
1936: SPORTING
1935: BENFICA
1934: SPORTING
1933: BELENENSES
1932: FC PORTO
1931: BENFICA
1930: BENFICA
1929: BELENENSES
1928: CARCAVELINHOS
1927: BELENENSES
1926: MARÍTIMO
1925: FC PORTO
1924: OLHANENSE
1923: SPORTING
1922: FC PORTO
*O Campeonato de Portugal foi a prova precursora da atual Taça de Portugal
SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA
2019: BENFICA
2018: FC PORTO
2017: BENFICA
2016: BENFICA
2015: SPORTING
2014: BENFICA
2013: FC PORTO
2012: FC PORTO2011: FC PORTO
2010: FC PORTO
2009: FC PORTO
2008: SPORTING
2007: SPORTING
2006: FC PORTO
2005: BENFICA
2004: FC PORTO
2003: FC PORTO
2002: SPORTING 2001: FC PORTO
2000: SPORTING
1999: FC PORTO
1998: FC PORTO
1997: BOAVISTA
1996: FC PORTO
1995: SPORTING
1992: BOAVISTA
1991: FC PORTO
1990: FC PORTO
1989: BENFICA
1988: VITÓRIA DE GUIMARÃES
1987: SPORTING
1986: FC PORTO
1984: FC PORTO
1983: FC PORTO
1982: SPORTING
1981: FC PORTO
1979: BOAVISTA
TAÇA DA LIGA
2019: SPORTING
2017: MOREIRENSE
2016: BENFICA
2015: BENFICA2014: BENFICA
2013: BRAGA
2012: BENFICA 2011: BENFICA
2010: BENFICA
2009: BENFICA
2008: VITÓRIA DE SETÚBAL
CAMPEÕES NACIONAIS DA 2ª LIGA
2019: PAÇOS DE FERREIRA
2018: NACIONAL
2017: PORTIMONENSE
2016: FC PORTO B
2015: TONDELA
2014: MOREIRENSE
2013: BELENENSES
2012: ESTORIL PRAIA
2011: GIL VICENTE
2010: BEIRA-MAR
2009: OLHANENSE
2008: TROFENSE
2007: LEIXÕES
2006: BEIRA-MAR
2005: PAÇOS DE FERREIRA
2004: ESTORIL PRAIA
2003: RIO AVE
2001: SANTA CLARA
2000: PAÇOS DE FERREIRA
1999: GIL VICENTE
1998: UNIÃO DE LEIRIA
1997: CAMPOMAIORENSE
1996: RIO AVE
1995: LEÇA
1994: TIRSENSE
1993: ESTRELA DA AMADORA
1992: SPORTING DE ESPINHO
1991: PAÇOS DE FERREIRA
CAMPEÕES DO CAMPEONATO NACIONAL DE SENIORES*
2015: MAFRA
2014: FREAMUNDE
*Sucessor da extinta 2ª Divisão Nacional
*Sucessor da extinta 2ª Divisão Nacional
CAMPEÕES DO CAMPEONATO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO*
2012: VARZIM
2011: UNIÃO DA MADEIRA
2009: FÁTIMA
2000 A 2005: Nota: Não houve um campeão nacional, tendo sido declarados campeões os vencedores das três séries deste escalão
1999: FREAMUNDE
1991: OVARENSE
1988: FAMALICÃO
1985: DESPORTIVO AVES
1975: ESTORIL
1974: UNIÃO DE TOMAR
1973: ACADÉMICA
1972: UNIÃO COIMBRA
1971: BEIRA-MAR
1970: TIRSENSE
1969: BARREIRENSE
1968: ATLÉTICO
1967: BARREIRENSE
1966: SANJOANENSE
1965: BEIRA-MAR
1964: BRAGA
1963: VARZIM
1962: BARREIRENSE
1961: BEIRA-MAR
1960: BARREIRENSE
1959: ATLÉTICO
1958: COVILHÃ
1957: SALGUEIROS
1956: ORIENTAL
1955: TORREENSE
1954: CUF
1953: ORIENTAL
1952: LUSITANO ÉVORA
1951: BARREIRENSE
1950: BOAVISTA
1949: ACADÉMICA
1948: COVILHÃ
1947: BRAGA
1946: ESTORIL
1945: ATLÉTICO
1944: ESTORIL
1943: BARREIRENSE
1942: ESTORIL
1941: OLHANENSE
1940: FARENSE
1939: CARCAVELINHOS
1938: LEIXÕES
1937: BOAVISTA
1936: OLHANENSE
1935: CARCAVELINHOS
*Nota: Até 1990 este foi o segundo escalão nacional do futebol português, sendo denominado de 2ª Divisão Nacional. Com a criação da Divisão de Honra (hoje intitulada de 2ª Liga) este passou a ser o terceiro escalão nacional, sendo rebatizado de 2ª Divisão B. Em 2013 foi extinta e deu lugar ao atual Campeonato de Portugal.
CAMPEÕES DO CAMPEONATO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO*
2002: MAFRA
2000: PAREDES
1999: VIANENSE
1998: VILAFRANQUENSE
1997: DRAGÕES SANDINENSES
1996: FAFE
1995: DESPORTIVO DE BEJA
1994: OS LIMIANOS
1993: ODIVELAS
1992: TROFENSE
1991: VASCO DA GAMA
1990: MONTIJO
1989: MIRENSE
1988: PORTALEGRENSE
1987: LOULETANO
1986: BRAGANÇA
1985: UNIÃO DE SANTARÉM
1984: (sem campeão)
1983: ESPERANÇA LAGOS
1982: VIZELA
1981: UNIÃO COIMBRA
1980: VASCO DA GAMA
1979: BRAGANÇA
1978: SACAVENENSE
1977: RIO AVE
1976: PORTALEGRENSE
1975: UNIÃO DE SANTARÉM
1974: PAÇOS DE FERREIRA
1973: LOUROSA
1972: CALDAS
1971: COVA DA PIEDADE
1970: OLHANENSE
1969: UNIÃO DE LAMAS
1968: SEIXAL
1967: VIZELA
1966: MONTIJO
1965: UNIÃO DE TOMAR
1964: UNIÃO DE LAMAS
1963: OS LEÕES
1962: VARZIM
1961: SEIXAL
1960: BENFICA CASTELO BRANCO
1959: BEIRA MAR
1958: OLIVEIRENSE
1957: SERPA
1956: ALMADA
1955: O ELVAS
1954: CORUCHENSE
1953: VILA REAL
1952: LUSITANO VRSA
1951: JUVENTUDE DE ÉVORA
1950: OVARENSE
1949: ALMADA
1948: COVA DA PIEDADE
*O Campeonato Nacional da 3ª Divisão foi extinto em 2013. Entre 2001 e 2013 deixou de haver um campeão nacional deste escalão, sendo decretados campeões os vencedores das oito séries deste escalão.
CAMPEÕES NACIONAIS DE JUNIORES
2013: BENFICA
2012: SPORTING
2011: FC PORTO
2010: SPORTING
2009: SPORTING
2008: SPORTING
2007: FC PORTO
2006: SPORTING
2005: SPORTING
2004: BENFICA
2003: BOAVISTA
2002: ALVERCA
2001: FC PORTO
2000: BENFICA
1999: BOAVISTA
1998: FC PORTO
1997: BOAVISTA
1995: BOAVISTA
1994: FC PORTO
1993: FC PORTO
1992: SPORTING
1990: FC PORTO
1989: BENFICA
1988: BENFICA
1987: FC PORTO
1986: FC PORTO
1985: BENFICA
1984: FC PORTO
1983: SPORTING
1982: FC PORTO
1981: FC PORTO
1980: FC PORTO
1979: FC PORTO
1978: BENFICA
1977: BRAGA
1976: BENFICA
1975: BENFICA
1974: SPORTING
1973: FC PORTO
1972: BENFICA
1971: FC PORTO
1970: BENFICA
1969: FC PORTO
1968: BENFICA
1967: não se disputou
1966: FC PORTO
1965: SPORTING
1964: FC PORTO
1963: BENFICA
1962: BENFICA
1961: SPORTING
1960: BENFICA
1959: BENFICA
1958: BENFICA
1957: BENFICA
1956: SPORTING
1955: BENFICA
1952: ACADÉMICA
1951: BENFICA
1950: ACADÉMICA
1949: BENFICA
1948: SPORTING
1946: SPORTING
1945: BENFICA
1944: BENFICA
1943: não se disputou
1942: LEIXÕES
1941: não se disputou
1940: UNIDOS BARREIRO
CAMPEÕES DA TAÇA DAS REGIÕES*
2015/16: ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE LISBOA
*A Taça das Regiões é uma competição de âmbito organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, destinada ao futebol (sénior) amador. A prova é disputada pelas várias associações distritais de futebol do país, tendo como objetivo encontrar o representante português na Regions Cup da UEFA.
FUTEBOL FEMININO
CAMPEÕES NACIONAIS
2015: Futebol Benfica
2014: Atlético Ouriense
2013: Atlético Ouriense
2012: 1º de Dezembro
2011: 1º de Dezembro
2010: 1º de Dezembro
2009: 1º de Dezembro
2008: 1º de Dezembro
2007: 1º de Dezembro
2006: 1º de Dezembro
2005: 1º de Dezembro
2004: 1º de Dezembro
2003: 1º de Dezembro
2002: 1º de Dezembro
2001: Gatões
2000: 1º de Dezembro
1999: Gatões
1998: Gatões
1997: Boavista
1996: Lobão
1995: Boavista
1994: Boavista
TAÇA DE PORTUGAL
2015: Futebol Benfica
2014: Atlético Ouriense
2013: Boavista
2012: 1º de Dezembro
2011: 1º de Dezembro
2010: 1º de Dezembro
2009: Escola FC
2008: 1º de Dezembro
2007: 1º de Dezembro
2006: 1º de Dezembro
2005: Marítimo Murtoense
2004: 1º de Dezembro
2015: Futebol Benfica
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