sexta-feira, março 18, 2011

Lista de Campeões... UEFA Futsal Cup

Viajamos agora dos relvados para os pavilhões para ficar a conhecer a prova rainha do Futsal europeu, a UEFA Futsal Cup (UFC). Com o aumento de popularidade desta variante, por assim dizer, do futebol a UEFA viu-se no virar do milénio na obrigação de criar uma competição de grande dimensão continental. Assim em 2002 nascia a UFC, prova que reunia os campeões nacionais de diversos países da Europa e que sucedia ao Campeonato Europeu de Clubes, uma prova não oficial disputada durante 15 anos. O Playas de Castellón, de Espanha, foi a primeira equipa a erguer a UFC (troféu que pode ser visto na imagem de cima), na temporada de 2001/02. A Espanha, aliás, tem demonstrado nesta competição o porquê de ser uma das maiores potências do futsal Mundial, já que é o país com mais títulos arrecadados, sendo que o Interviú de Madrid - atual Inter Movistar - é o combinado mais titulado. Portugal inscreveu pela primeira vez (e única até à feitura destas linhas) o seu nome na lista dos vencedores em 2010 através do Benfica. Seguidamente posam para a eternidade no Museu os ilustres vencedores da competição:2002: PLAYAS DE CASTELLÓN (ESPANHA)2003: PLAYAS DE CASTELLÓN (ESPANHA)2004: INTERVIÚ MADRID (ESPANHA)2005: ACTION 21 CHARLEROI (BÉLGICA)2006: INTERVIÚ MADRID (ESPANHA)2007: DINAMO MOSCOVO (RÚSSIA)2008: EKATERINBURG (RÚSSIA)2009: INTERVIÚ MADRID (ESPANHA)2010: BENFICA (PORTUGAL)2011: MONTESILVANO (ITÁLIA)
2012: BARCELONA (ESPANHA)
2013: KAIRAT (CAZAQUISTÃO)
 2014: BARCELONA (ESPANHA)
 2015: KAIRAT (CAZAQUISTÃO)
 2016: UGRA (RÚSSIA)
 2017: INTER MOVISTAR (ESPANHA)

2018: INTER MOVISTAR (ESPANHA)

Lista de Campeões... Campeonatos do Mundo de Futebol de Praia


O primeiro Campeonato do Mundo de futebol de praia ocorreu em 1995, no Brasil, a grande potência desta emocionante e espetacular variante do belo jogo. Até 2004 o certame foi organizado pela Beach Soccer World Wide, tendo como palco - na maioria das vezes - as escaldantes areias de Copacabana (Rio de Janeiro), onde a modalidade tem o seu berço. Entre 1995 e 2004 foram realizadas 10 edições do evento, tendo o Brasil conquistado o título por nove ocasiões, sendo a exceção o ano de 2001, altura em que Portugal subiu ao lugar mais alto do pódio. A partir de 2005 a FIFA chama a si a responsabilidade de organizar o torneio, validando, digamos assim, apenas os títulos conquistados de lá para cá, pese embora os brasileiros contabilizem as conquistas anteriores a 2005. 

RIO DE JANEIRO (BRASIL) 2005 - VENCEDOR: FRANÇARIO DE JANEIRO (BRASIL) 2006 - VENCEDOR: BRASILRIO DE JANEIRO (BRASIL) 2007 - VENCEDOR: BRASILMARSELHA (FRANÇA) 2008 - VENCEDOR: BRASILDUBAI (E.A.U.) 2009 - VENCEDOR: BRASILRAVENNA (ITÁLIA) 2011 - VENCEDOR: RÚSSIA
PAPEETE (TAHITI) 2013 - VENCEDOR: RÚSSIA
ESPINHO (PORTUGAL) 2015 - VENCEDOR: PORTUGAL
NASSAU (BAHAMAS) 2017 - VENCEDOR: BRASIL

Lista de Campeões... Copa Sul-Americana

Está para o continente americano como a Liga Europa está para o "Velho Continente". Visitamos hoje as memórias fotográficas daquela que é a segunda maior competição de clubes da América do Sul (atrás da Copa Libertadores), em termos mais precisos a Copa Sul-Americana (CS), ou no seu baptismo original... Copa Sudamericana. Criada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) em 2002 a CS veio substituir as taças Mercosul e Merconorte numa tentativa de substituir a frustrada Copa Pan-Americana (entre equipas das américas do sul e do norte). O seu primeiro vencedor foi o San Lorenzo, da Argentina, país este que detém até à data o maior número de títulos nesta jovem competição que é disputada presentemente por equipas da CONMEBOL, embora nas primeiras edições tenha sido alargada às equipas da CONCACAF (América do Norte). O vencedor da CS disputa no ano seguinte com o vencedor da Copa Libertadores a Recopa Sul-Americana, uma espécie de Supertaça Europeia. Seguidamente deixamos com os visitantes as memórias fotográficas dos vencedores da CS.

2002: SAN LORENZO (ARGENTINA)2003: CIENCIANO (PERÚ)2004: BOCA JUNIORS (ARGENTINA)2005: BOCA JUNIORS (ARGENTINA)2006: PACHUCA (MÉXICO)2007: ARSENAL DE SARANDÍ (ARGENTINA)2008: INTERNACIONAL (BRASIL)2009: LIGA DE QUITO (EQUADOR)2010: INDEPENDIENTE (ARGENTINA)2011: UNIVERSIDAD DE CHILE (CHILE)
2012: SÃO PAULO (BRASIL)
2013: LANÚS (ARGENTINA)
2014: RIVER PLATE (ARGENTINA)
2015: SANTA FE (COLÔMBIA)
2016: CHAPECOENSE (BRASIL)*
2017: INDEPENDIENTE (ARGENTINA)

*NOTA: Em 2016 a CONMEBOL decidiu atribuir o título à Chapecoense. A final da competição (entre a turma brasileira e o Atlético Nacional) não se realizou devido à queda do avião que transportava a Chapecoense rumo à Colômbia onde iria disputar o encontro da primeira mão da decisão. O desastre tirou a vida a 71 passageiros, entre estes jogadores, treinadores e dirigentes da equipa brasileira. Num bonito gesto de fair-play o Atlético Nacional propôs à CONMEBOL que o título fosse entregue à Chapecoense. Assim foi.

quinta-feira, março 10, 2011

Lista de Campeões... Taça Latina

É a par da Taça Mitropa uma das progenitoras da Taça/Liga dos Campeões Europeus (TCE). Teve vida curta, é certo, mas a sua disputa despertou confrontos épicos entre algumas das maiores equipas do futebol da Europa latina. Viajamos no tempo para fazer uma visita à vitrina dos grandes vencedores da Taça Latina (bonito troféu exibido na imagem de cima), uma competição realizada entre 1949 e 1957 por equipas oriundas de Portugal, Espanha, França, e Itália. Durante o período em que viveu esta competição foi considerada a maior e melhor da Europa. Depois veio a TCE e tomou-lhe as rédeas do estrelato. A desaparecida competição que hoje recordamos era disputada num sistema de mini-torneio, um pouco à semelhança das primeiras edições do Campeonato da Europa de selecções, ou seja, por quatro equipas. Estas disputavam meias-finais, jogo de atribuição para os 3º e 4º lugares, e pois claro a grande final. À semelhança do que hoje acontece com as finais das competições europeias cada edição da Taça Latina era disputada numa única cidade. Em termos de títulos a Espanha é o país que mais vezes viu os seus emblemas trazer para o seu território este troféu, quatro na totalidade, repartidos pelos grandes rivais Barcelona (2) e Real Madrid (2). Estes dois clubes juntam-se ao Milan como os mais laureados na competição. Portugal por uma vez viu um clube seu erguer bem alto a Taça Latina, um facto ocorrido em 1950, altura em que o Benfica venceu no Estádio Nacional (em Lisboa) o Bordéus e assim conquistava o seu grande primeiro título internacional. Seguidamente os imortais campeões da saudosa competição:

1949: BARCELONA (ESPANHA)
1950: BENFICA (PORTUGAL)
1951: MILAN (ITÁLIA)
1952: BARCELONA (ESPANHA)
1953: STADE REIMS (FRANÇA)

1954: NÃO SE REALIZOU
1955: REAL MADRID (ESPANHA)
1956: MILAN (ITÁLIA)
1957: REAL MADRID (ESPANHA)

segunda-feira, março 07, 2011

Estrelas cintilantes (25)... Francisco dos Santos

Os futebolistas e treinadores portugueses são hoje em dia um “produto” cada vez mais desejado no panorama futebolístico internacional. Elevados à condição de estrelas em campeonatos mediáticos como Espanha, Inglaterra, França, Rússia ou Alemanha, ou descritos como “operários” incansáveis e fundamentais na manobra de equipas de ligas menos populares – além fronteiras – como Suíça, Escócia, Hungria, Roménia, Bulgária, Malta, Chipre, ou até mesmo na longínqua Austrália, a estrela dos portugueses brilha cada vez com mais intensidade no planeta da bola.
O fascínio pelo jogador, ou treinador, português por parte do estrangeiro não é de agora, vem de longe, muito longe, do início do século XX para ser mais preciso, altura em que o primeiro lusitano se aventurou com uma bola nos pés num rectângulo de jogo internacional. O ilustre “aventureiro” dava pelo nome de Franscico dos Santos, e diz quem o conheceu que foi um dos mais notáveis artistas portugueses tanto dentro como fora dos campos de futebol. Mas já lá vamos explicar esta dualidade de atributos, por assim dizer.
Francisco dos Santos nasceu em 1878, em Paiões, no Concelho de Sintra, e desde cedo revelaria dotes de grande pintor, escultor e... jogador de futebol. Iniciou o seu percurso académico na Casa Pia onde teve o primeiro contacto com uma novidade – em terras lusitanas – chamada “football” introduzida em Portugal em finais do século XIX. Modalidade que no fundo não era mais do que um passatempo para o jovem Francisco que aos 15 anos se havia matriculado na Escola de Belas Artes de onde sairia com alta distinção aos 20 anos de idade.
Era por esta altura era já um talento puro no que tocava à pintura e à escultura, não sendo por isso de admirar que em 1903 se “transferiu” para a Escola de Belas Artes... de Paris, umas das mais prestigiadas escolas artísticas do Mundo.
Na capital francesa frequentou o atelier do famoso escultor Charles Verlet. Contudo, a sobrevivência para um jovem estudante de artes em plena Cidade de Paris era tudo menos fácil, e Francisco dos Santos começaria a sentir enormes dificuldades financeiras para prosseguir os seus estudos. Nem mesmo o seu casamento com uma senhora francesa – por conveniência ou não, não se sabe – atenuaria essas mesmas dificuldades. Entretanto em 1906 obteve uma nova bolsa de estudos, desta feita para Roma, onde não só iria aprofundar os seus conhecimentos artísticos como também fazer história no futebol português e italiano.
E assim o futebol voltaria a surgir no horizonte de Francisco por uma questão de necessidade já que as dificuldades financeiras sentidas em Paris iriam repetir-se na capital transalpina. Em Roma os estudos eram pagos graças às aulas de francês que leccionava e ao futebol. Neste último emprego, por assim dizer, Francisco dos Santos jogou entre 1906 e 1908 pela Lázio de Roma, tornando-se desta forma no primeiro jogador português a actuar no estrangeiro. E não foi um jogador qualquer, foi na verdade um dos primeiros ídolos do popular emblema romano, tendo mesmo tido a honra de ter sido eleito capitão de equipa nos anos em que defendeu as cores “biancocelestis”.
Nas poucas crónicas que descrevem aquela época Francisco dos Santos foi um centro-campista brilhante, o primeiro jogador estrangeiro quer da Lázio quer do próprio futebol italiano! De aspecto franzino, com apenas 1,60m de altura e um peso de 55 kg, ele carregou a Lázio ao colo em diversos torneios importantes numa época em que nem o campeonato nem a taça de Itália haviam sido criados. Lendários ficaram dois jogos, um em Pisa onde actuou com duas costelas partidas e outro ante a Roma naquele que foi o primeiro derby entre os dois velhos inimgos da capital e em que o jogador português foi eleito como um dos melhores em campo.
Regressou a Portugal em 1909 ainda a tempo de jogar pelo Spor Lisboa e pelo Sporting Clube de Portugal, embora sem o sucesso granjeado em Roma.Ainda no universo futebolístico o seu nome fica ligado à fundação da Associação de Futebol de Lisboa. Contudo o “desporto rei” sempre esteve digamos que num segundo plano na lista de paixões de Francisco dos Santos, pois o seu grande amor foi sempre a arte. E foi o seu talento para a arte que com o passar dos anos lhe daria a merecida fama e reconhecimento de um país. Entre muitas obras da sua autoria destaca-se a do busto da República e a estatua do Marquês do Pombal. Francisco dos Santos morreria em 1930, com 52 anos.

Legendas das fotografias:
1- Francisco dos Santos
2- Um "onze" da Lázio nos tempos do escultor, pintor... e futebolista

quinta-feira, março 03, 2011

ENTREVISTA - André Portulez vive nova aventura na Hungria

A REVISTA FUTEBOLISTA fez-se de novo à estrada para seguir as pisadas de mais um jovem português nos caminhos do futebol além fronteiras. Hoje “viajamos” até à Hungria para falar com André Portulez, um médio de 24 anos que desde Janeiro último representa o Kaposvar Rákoczi, emblema da principal liga magiar.
Com passagens pelos escalões de formação de clubes como a Naval 1º de Maio, Boavista e Académica de Coimbra, Portulez está assim de regresso a um país onde viveu a sua primeira experiência internacional, sendo que esta nova aventura, por assim dizer, se apresenta como um desafio de maior dimensão. E André diz-se preparado para fazer história...


Revista Futebolista (RF): Regressou nesta reabertura de mercado à Hungria, um país que conhece bem na qualidade de futebolista. Que razões estiveram na origem deste regresso, e já agora quais as expectativas para esta nova aventura?
André Portulez (AP): As razões que me levaram a regressar não tiveram absolutamente nada a ver com o facto de já ter aqui jogado em 2007. Trata-se somente de uma oferta que me foi feita e que mediante a situação actual em que me encontrava pareceu-me ser adequado vir para aqui. Foi da Hungria como poderia ter sido de outro país, mas um factor que pesou muito foi o facto de o clube estar neste momento a lutar por um lugar que dê acesso às comeptições europeias na próxima época. O Rákoczi é um clube que normalmente faz um campeonato tranquilo, mas esta temporada tem possibilidade de fazer história, logo, quero ficar ligado a este feito; penso assim já ter abordado a questão das minhas expectativas para esta metade da época que ainda falta cumprir.

RF: O que conhece deste seu novo clube?
AP: Hoje em dia com a internet é possível ter acesso a muita informação, por isso informei-me bem antes de vir, não foi um tiro no escuro. No entanto já aqui no terreno constatei que estou num clube de gente simpática e com potencial para nos próximos anos fazer o que já está a fazer actualmente, ou seja, lutar por objectivos mais ambiciosos do que aqueles a que se propunha até aqui.

RF: Como já foi referido esta não é a sua primeira incursão no futebol húngaro. Em 2006/07 representou o Integral DAC, na altura na 2ª divisão. Fale-nos um pouco dessa experiência anterior?
AP: As circunstâncias em que me encontrei na Hungria em 2006/07 foram complemente diferentes das de hoje. Na altura vim ao abrigo do programa ERASMUS e conciliei os estudos com o futebol. Hoje não! Encontro-me num clube totalmente profissional e como tal com uma organização diferente da de há 4 anos. As responsabilidades são obviamente maiores também. Noto também uma certa evolução do futebol neste país, até ao nível económico, sendo já capaz de atrair jogadores estrangeiros de campeonatos com um nível superior a este. A participação do Debrecen na fase de grupos da Champions da época passada é um sinal dessa evolução, assim como a emigração de muitos jogadores magiares para campeonatos como o espanhol, o alemão e o italiano, entre outros. A matéria prima existe e estão a ser criadas infra-estruturas que permitem projectar um futuro mais risonho para o futuro futebolístico do país, desde que sejam devidamente potenciadas. A mentalidade que ainda existe é que pode não se coadunar com esse possível desenvolvimento, mas é preciso esperar para ver...

RF: No início da actual temporada conheceu uma nova realidade futebolística a nível internacional: Malta. No entanto poucas vezes actuou pelo Sliema, acabando por regressar à Hungria. O que correu mal em Malta?
AP: Em Malta assinei um contrato de risco, cujo términus estava directamente relacionado com a nossa qualificação ou não para a fase de grupos da Liga Europa. Disputámos a EuroCup, que é uma competição interna entre as 3 equipas maltesas que se qualificam para as competições europeias, competição esta que vencemos sem espinhas. Depois de um bom resultado no jogo da primeira mão (da Liga Europa) na Croácia contra o Sibenik acabámos por ser eliminados em casa e acabou a aventura, estando a equipa a fazer uma época decepcionante desde aí... No entanto guardo as melhores recordações da ilha, não só por me ter proporcionado a minha estreia europeia, mas também pelo estilo de vida que impera, assim como a fantástica amabilidade do povo maltês. É uma porta que ficou bem aberta para mim e um país onde gostaria de voltar a jogar.

RF: Em Portugal – na qualidade de sénior – passou maioritariamente por clubes da 3ª Divisão Nacional, mais concretamente pelo Marialvas, Tocha, Valonguense e Odivelas. Contudo teve uma passagem pela Académica (no escalão de júniores), onde fez jus à tradição de jogador/estudante. Que recordações guarda da estadia em Coimbra?
AP: As melhores recordações! Acho que é um período muito bonito na vida de todos aqueles que têm o privilégio de poderem frequentar o ensino superior. Para tornar essa fase mais especial fui júnior na Académica e obviamente que quem passa por aquela Instituição nunca lhe poderá ficar indiferente. Foi uma etapa que já passou e que fica guardada no álbum dos momentos positivos da minha vida.

RF: A conjugação entre futebol e estudos nem sempre é perfeita, mas no seu caso acabou por sê-lo já que conseguiu terminar a licenciatura (em Educação Física). Quer falar um pouco da experiência enquanto jogador/estudante?
AP: Este aspecto sempre foi muito importante, do meu ponto de vista. E hoje em dia com o cenário de crise que se nos depara há que atentar num aspecto: tem de ser combatida nos jovens a ideia de que não vale a pena estudar porque mesmo estudando não vão conseguir encontrar um emprego. Esta perspectiva da situação está completamente errada! A formação académica continua a ser muito importante senão corremos o risco de daqui a uns anos termos um país que não evoluí porque não há evolução/descoberta se não tivermos o princípio de estudarmos/investigarmos a fundo. O príncipio do facilitismo nunca me acompanhou... eu também poderia não ter estudado e ter passado mais horas no shopping com os meus amigos, mas achei que o meu tempo livre era ocupado com o horário dos treinos, porque para mim treinar sempre foi um prazer, logo, consegui conciliar futebol e escola. Quero com isto dizer que não foi nada de dramático esta conciliação, acima de tudo penso que depende da força de vontade de cada um...

RF: Está de regresso a um país onde foi feliz num passado não muito distante, mas... o que tem faltado para ser feliz no seu próprio país, em termos futebolísticos, claro está?
AP: Se soubesse a resposta a esta pergunta certamente ja teria corrigido algum erro que estivesse a travar a minha evolução em termos de carreira em Portugal. O que referiu na pergunta é obviamente um facto que não consigo refutar, no entanto continuo a ter como um dos meus objectivos jogar ao mais alto nível em Portugal. Não vou estar a referir que sejam problemas relacionados com as políticas erradas ao nível da tomada de decisão dos clubes na hora de contratarem, ou eventuais jogadas de bastidores, porque contra isso nada posso fazer. O que posso fazer é dar sempre o melhor de mim e ficar sempre de consciência tranquila na medida em que dei o máximo tendo em vista a obtenção dos meus objectivos pessoais.

Nota: Esta entrevista foi realizada pelo autor do Museu Virtual do Futebol (Miguel Barros) para a Revista Futebolista, tendo sido publicada no dia 3 de Março de 2011