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quarta-feira, março 28, 2012

Craques da areia (3)... André

Com o calor à espreita é altura de dar um salto até à praia para conhecer um pouco mais ao pormenor um dos atuais astros do beach soccer planetário. Neste regresso à vitrina dedicada aos “craques da areia” visitamos André, um artista das areias que nasceu a 26 de maio de 1977 em Natal (Brasil), tendo apresentado o seu talento ao Mundo por alturas de 2004. De lá para cá tem encantado os adeptos da modalidade um pouco por todo o lado com a sua invulgar técnica de manusear a bola nas difíceis areias e o seu apurado instinto de goleador.
Antes de inverdar pelo beach soccer André Álvaro Batista do Nascimento – de seu nome completo – teve uma passagem pelos relvados, cenário onde vestiu as cores de clubes como o ABC, o América, e o desaparecido Força e Luz. Contudo, seria na areia que se sentiria como um “peixe dentro de água”. 2004 marcou como já referimos o início de uma gloriosa carreira para a nossa estrela de hoje, colecionando títulos e prémios que fazem dele uma lenda do futebol de praia.
Um estatuto alcançado pelo “bigode” - alcunha dada a André pelo peculiar bigode que se tornou na sua imagem de marca – sobretudo ao serviço da seleção brasileira, com a qual tem brilhado.
Com a “canarinha” venceu (já) nada mais nada menos do que 4 Campeonatos do Mundo da FIFA (!), tendo o primeiro deles sido conquistado em “casa”, o mesmo é dizer no Rio de Janeiro, a capital do beach soccer mundial, em 2006, ao lado de outras lendas da modalidade como Júnior Negão, Benjamin, Sidney, ou Buru. Um ano mais tarde, novamente na “Cidade Maravilhosa” o “bigode” arrecadava a sua segunda estrela de campeão do Mundo, depois de na grande final o “escrete” ter batido o estreante – em Mundiais – México por 8-2 com dois golos da sua autoria.
Em 2008 a FIFA leva o Mundial de beach soccer pela primeira vez para a Europa, escolhendo Marselha (França) para acolher a fase final de um evento que sem surpresa seria novamente ganho pelos “reis da areia”, por outras palavras, o Brasil, que no jogo decisivo batia a Itália por 5-3 com a preciosa ajuda de André que na Praia do Prado fez o gosto ao pé por uma ocasião em mais um momento de ouro para o futebol de praia brasileiro.
Em 2009 o Mundial viaja até ao Dubai, local que recebe a 5ª edição do certame. Mais uma vez o Brasil leva a melhor sobre a concorrência, erguendo a sua quarta “copa” após ter batido na final a sensacional Suíça liderada pelo astro Dejan Stankovic por 10-5, tendo o “bigode” apontado dois dessa dezena de golos. Quatro títulos mundiais para André, um feito ao alcance de muito poucos!
Com o passar dos anos o craque foi ganhando um maior protagonismo dentro da seleção brasileira, liderando – e vencendo – a “canarinha” em outros torneios internacionais em que esta competia.
E 2011 é disso um bom exemplo, o ano onde André foi... rei. Por outras palavras, ele foi o melhor jogador do Mundo – para muitos dos críticos da modalidade – no ano passado, muito devido às suas magníficas atuações no Campeonato do Mundo realizado em Ravenna (Itália). A coroação de André só não foi perfeita porque para espanto de todos a Rússia derrotaria o Brasil na final desse Mundial. Mesmo assim o “bigode” alcançou o título de melhor marcador da competição, com 14 golos, tendo sido ainda eleito como o segundo melhor jogador do torneio logo atrás do russo Ilya Leonov.
2011 foi mesmo um ano em que André teve o “pé quente” como se costuma dizer por terras de Vera Cruz, já que na 1ª edição do Mundialito de Clubes, realizado em Represa de Guarapiranga (São Paulo), ele foi coroado o rei dos goleadores na sequência de 16 remates certeiros com as cores do Flamengo. Foi ainda campeão da Liga da Rússia, ao serviço do Lokomotiv de Moscovo, pouco antes de voltar ao seu país para defender as cores do Corinthians, emblema com o qual no passado dia 25 de março de 2012 conquistou a 1ª edição do Campeonato Brasileiro de beach soccer depois de na final ter batido o Santos, liderado pelo seu companheiro de seleção Buru, por 4-1. Nesse jogo André apontou dois golos.
Na rica história da seleção do Brasil André é – até à data – o quinto melhor marcador de sempre da equipa, com 204 golos, atrás de craques como Nenén (336 golos), Júnior Negão (318), Benjamin (291), e Jorginho (290).

Legenda das fotografias:
1-Com a camisola que o tornou célebre no Mundo; a do Brasil
2-O "bigode" com as cores do Flamengo no Mundialito de Clubes em 2011
3-Lutando pelo Corinthians, com quem venceu o 1º Campeonato Brasileiro da história

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Craques da areia (2)... Júnior Negão

Continuamos hoje na nova vitrina destinada aos craques da areia para conhecer um pouco melhor um dos grandes “dinossauros” dos beach soccer mundial, nomedamente o brasileiro Júnior Negão.
Hilton Santos Júnior, seu nome completo, nasceu a 29 de Março de 1965, na capital mundial do beach soccer, o mesmo é dizer no Rio de Janeiro, e juntamente com Júnior foi um dos percursores da modalidade.

É por isso um dos gurus do beach soccer mundial, um mestre na arte de interpretar a modalidade, um jogador cuja idade (42 anos) não se faz notar nos areais de todo o Mundo onde defende a mágica e poderosa camisola da selecção do Brasil. Na verdade, este craque da areia faz inveja a muitos jovens jogadores, não só pela sua técnica como também pela paixão e dedicação que tem pelo beach soccer. É por tudo isto um dos melhores jogadores do Mundo da actualidade, e não temos dúvidas que no dia em que deixar as quadras o seu nome ficará gravado a letras de ouro na história do beach soccer.
Ao longo de toda a sua carreira Júnior Negão, que com a retirada de Júnior ficou com a braçadeira de capitão do Brasil, conquistou inúmeros títulos. Entre outros destacam-se obviamente os títulos de campeão mundial, mais precisamente 12(!!!), pese embora só três deles (os de 2005, 2006 e 2007) é que tenham a chancela da FIFA, pois os anteriores (em 95,96,97,98,99,00, 02, 03, e 04), apesar de se denominarem de Campeonatos do Mundo de Beach Soccer, não estavam oficializados pela entidade máxima do futebol.
Conquistou ainda – entre outros títulos - sete Copas Américas (em 94,95,96,97,98,99, e 03), seis Taças Latinas (em 98, 99, 01, 02, 03, 04, e 05), quatro Copas Mercosul (97,98,99, 01), foi campeão da I Taça Intercontinental de Beach Soccer (realizada em São Paulo, em 2001), e venceu por três vezes campeonato brasileiro (em 97,98, e 2003). Títulos estes que fazem dele o jogador mais vitorioso do planeta.
Legenda das fotografias:
1- Júnior Negão erguendo mais uma Copa do Mundo da FIFA
2- A selecção do Brasil que venceu o Mundial de 2007

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Craques da areia (1)... Francis Farberoff

Ano novo... vida nova. É desta forma que o Museu Virtual do Futebol entra em 2008, com muitos projectos novos em carteira com vista a dinamizar mais um espaço que vive e respira futebol .
E hoje vamos inaugurar a vitrina destinada às estrelas de uma das muitas variantes do futebol que tem vindo a fazer sucesso nos últimos anos. Falamos do futebol de praia, também conhecido como beach soccer. Uma modalidade que nasceu nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, e que se dinamizou pelo resto do Mundo. A entidade máxima do futebol, a FIFA, reconheceu-a como modalidade oficial há três anos atrás, apadrinhando desde 2005 o Campeonato do Mundo de Beach Soccer.
Ao longo da sua curta história a modalidade foi interpretada magistralmente por inúmeros craques, na sua grande maioria brasileiros, ou não fosse o Brasil a pátria – e a principal potência mundial - do beach soccer, como já vimos.
E é precisamente com um brasileiro que vamos inaugurar esta vitrina, um brasileiro que, no entanto, não defende as cores da poderosa selecção canarinha, mas sim a dos Estados Unidos da América. O seu nome é Francis Farberoff, e nasceu a 16 de Março de 1975 no Rio de Janeiro, tendo sido criado como futebolista nas areias de Copacabana, onde passou toda a sua infância e adolescência.
Ainda novo mudou-se para os Estados Unidos da América para onde foi estudar, tendo posteriormente formado-se em jornalismo. Acolhido pela família do seu pai, que vivia naquele país, Francis conseguiu uma bolsa de estuda através do futebol, pois logo que chegou aos Estados Unidos tratou de fazer parte de uma equipa de futebol. Jogou em algumas equipas das divisões secundárias dos States. Mais tarde, em 2001, surgiria o convite para integrar a selecção norte-americana de beach soccer, numa altura em que trabalhava numa empresa de telefones.
Convite aceite Farberoff tornou-se de imediato numa das principais estrelas da selecção treinada pelo também brasileiro Roberto Ceciliano. Juntamente com o também brasileiro Raphael Xexeo, Zak Ibsen, Benyam Astorga, ou Mario Chimienti, Francis Farberoff lidera uma selecção que apesar de estar longe - em termos de qualidade – de equipas como o Brasil, Portugal, ou França, se perfila como uma das potências do futuro do beach soccer mundial.
Farberoff é além disso um líder natural, algo que se constata perfeitamente dentro da quadra de jogo, tanto mais que é ele o capitão da selecção dos Estados Unidos.
Em termos de palmarés pode-se orgulhar de já ter participado em três Mundiais consecutivos de beach soccer, 2005, 2006, e 2007, todos eles disputados nas areias da sua cidade natal, o Rio. Em termos de clubes ele actuou já pelo Flamilia Beach Soccer e pela St Thomas University (ambos dos Estados Unidos) tendo vencido por três ocasiões o Campeonato de Beach Soccer do Estado de Virgina, mais precisamente em 1998, 1999 e 2000.
Francis Farberoff reside num dos locais mais afamados dos Estados Unidos da América em termos de beach soccer, mais concretamente em Miami, cidade que é apeleidada de “o paraíso do beach soccer norte-americano”, situada bem próximo de Fort Lauderdale, local onde a selecção norte-americana treina regularmente. Este foi o nosso primeiro... “craque das areias”.

Legenda das fotografias:
1- Francis Farberoff
2- Farberoff a capitanear a selecção dos Estados Unidos no último Mundial, aqui junto do capitão do Irão
3- A equipa norte-americana que participou no Mundial de 2007, Farberoff é o primeiro da fila de cima a contar da esquerda para a direita

Vídeo: MOMENTOS DA CARREIRA DE FRANCIS FARBEROFF