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terça-feira, abril 01, 2014

Histórias do Planeta da Bola (2)... O molde original da Liga das Nações

Hugo Meisl, o mentor
da Taça Internacional
Recentemente a UEFA anunciou a criação da Liga das Nações, uma competição destinada a seleções nacionais que irá entrar em ação no ano de 2018. Trata-se de uma prova que vai ser disputada nos intervalos das fases de qualificações para os campeonatos do Mundo e da Europa, e que substituirá os jogos amigáveis que por norma as seleções europeias levam a cabo sempre que não participam em partidas de caráter oficial. Será disputada entre setembro - ano par - e maio - ano ímpar - sendo que os quatro primeiros classificados terão bilhete garantido para o Campeonato da Europa seguinte.
Bom, estas são algumas das características de um modelo de competição que, na verdade, não é original! Nos anos 20 do século passado um visionário do belo jogo concebeu a ideia de criar uma grande competição continental que envolvesse algumas das melhores seleções da época. Essa ilustre figura era Hugo Meisl, que além de ser um dos mais reputados e talentosos mestres da tática da primeira metade do século XX, foi ainda um dos principais dinamizadores das competições internacionais, quer ao nível de clubes - com a criação da Taça MITROPA - quer ao nível de seleções, com a edificação desta Coupe Internationale européenne, o nome de batismo do molde original da recém criada Liga das Nações. 


A Taça
Antonín Svehla
E tal como a Liga das Nações, a Taça Internacional era jogada num sistema de poule, onde todos jogavam contra todos, sendo o vencedor a seleção que - naturalmente - somasse o maior número de pontos no final desse campeonato internacional disputado a duas voltas, com jogos em casa e fora, em tudo semelhante a um campeonato nacional.O campeão da prova recebia a vistosa Taça Antonín Svehla - elaborada em cristal -, que assim foi batizada em honra do doador do troféu, o primeiro-ministro da Checoslováquia, Antonín Svehla. Um dos aspetos negativos na curta história de uma competição que para muitos esteve ainda na génese do atual Campeonato da Europa terá sido a excessiva demora com que a mesma se desenrolava, sendo que por exemplo as duas derradeiras edições demoraram - respetivamente - cinco e seis anos a serem concluídas! De ressalvar que a Taça Internacional era integrada por um pequeno leque de seleções, alguns dos melhores combinados nacionais daquele tempo, com exceção da Inglaterra, que teimosamente continuava fechada no seu Mundo em relação ao resto do... Mundo. 

Lendária Squadra Azzurra de Pozzo inaugura a lista de campeões

Vittorio Pozzo, o arquiteto
da lendária Squadra Azzurra
da década de 30
A primeira edição arrancou a 18 de setembro de 1927, quando em Praga a Checoslováquia venceu a Áustria de Hugo Meisl por 2-1. A conclusão da edição de estreia da Coupe Internationale européenne deu-se a 11 de maio de 1930, em Budapeste, com a Itália a cilindrar a Hungria por 5-0, com um hattrick da sua estrela Giuseppe Meazza. No total foram 20 jogos, decorridos entre 1927 e 1930, consagrando uma seleção que haveria de dominar o Mundo na década seguinte, uma seleção arquitetada por uma das maiores lendas de todos os tempos no que ao treino e interpretação do jogo dizia respeito, de seu nome Vittorio Pozzo, que a par de Hugo Meisl e do inglês Herbert Chapman forma o trio de treinadores de maior talento da primeira metade do século XX. Esta primeira edição fica igualmente marcada por um certo equilíbrio na comeptição entre as melhores seleções, como facilmente se pode comprovar pela classificação final, tendo a Squadra Azzurra levado ao melhor sobre a Áustria de Hugo Meisl e a Checoslováquia por apenas um ponto, sendo por isso épico o tal último encontro em Budapeste, no qual a Hungria partia igualmente com aspirações à conquista do troféu, precisando somente de um triunfo para o conseguir. Como já vimos, tal não aconteceu, já que a Itália começava a dar mostras daquilo o que iria produzir na década seguinte. Para muitos, esta primeira vitória internacional dos italianos serviu de embalo para os triunfos da Nazionale nos campeonatos do Mundo de 1934, de 1938, e nos Jogos Olímpicos de Berlim (1936), e reza a lenda que no regresso a casa - viagem longa de comboio entre Budapeste e Roma - após a conquista da Taça Internacional Pozzo terá deixado cair o troféu, do qual terá saltado uma lasca, e sem que ninguém se apercebesse - tal era a alegria que tomava conta da delegação italiana - apanhou a dita lasca e meteu-a no bolso, confessando décadas mais tarde na sua autobiografia que tal objeto se tornou no seu amuleto dali em diante, no amuleto com que venceu os Mundiais de 34, de 38, e as Olimpíadas de 36. 
Uma última nota sobre esta edição de estreia para para falar de outra equipa maravilha dos anos 30, a Áustria, de Hugo Meisl, cujo futebol encantador granjeou precisamente o rótulo de Wunderteam... a equipa maravilha. Foi aquela inesquecível Wunderteam que aplicou à campeã Itália as suas duas únicas derrotas ao longo da prova, 1-0 em Bolonha, e 3-0 em Viena.

Classificação:

1-Itália: 11 pontos
2-Áustria: 10 pontos
3-Checoslováquia: 10 pontos
4-Hungria: 9 pontos
5-Suíça: 0 pontos

Uma Wunder... conquista

Pintura do Wunderteam de Hugo Meisl
A segunda edição da Taça Internacional foi conquistada pela tal equipa histórica austríaca, por um grupo de homens que interpretavam o jogo de uma forma sublime, transpondo para os relvados uma técnica apurada aliada a uma rapidez de movimentos estonteantes, encantando desta maneira todos aqueles que tiveram o privilégio de os ver atuar. Esse grupo de artistas ficou eternizado como a Wunderteam, a equipa maravilha, traduzindo para a língua de Camões. Edificada pelo lendário treinador Hugo Meisl - o criador desta Taça Intercontinental, recorde-se - a Wunderteam só por uma ocasião conheceu a derrota na caminhada vitoriosa nesta segunda edição da prova, logo no primeiro encontro do certame, em Milão, no dia 22 de fevereiro de 1931, diante dos campeões em título, a Itália, por 1-2. Milão, que três anos mais tarde haveria de ser novamente uma cidade de más recordações para os jogadores de Meisl, já que ali, no San Siro, seriam injustamente derrotados pela Itália de Pozzo na meia-final do Campeonato do Mundo de 34. Injustamente, porque não só foram melhores que os transalpinos - há quem defenda que a Áustria era de longe a melhor equipa desse Mundial - mas sobretudo porque uma arbitragem vergonhosa do suíço Rene Mercet - reza a lenda que a mando de Mussolini - atirou a Wunderteam para fora da competição. 

Matthias Sindelar, a estrela do Wunderteam
Mas voltando à segunda edição da Taça Internacional para referir que esta foi a edição mais curta da... curta história do evento. Teve início, como já vimos, a 22 de fevereiro de 1931, e final a 28 de outubro de 1932, dia em que a Checoslováquia derrotou em Praga a Itália por 2-1. Destaque ainda nesta edição para os primeiros pontos conquistados pelo Suíça, que na edição de estreia haviam ficado a zeros. Comandados pelos talentosos irmãos Abegglen - Max e Trello - os helvéticos somaram cinco pontos, fruto de dois triunfos - ante a Checoslováquia e a Hungria - e um empate surpreendente perante os campeões em título, a Itália.
Transalpinos que além da derrota de Praga foram vergados ao vistoso futebol austríaco em Viena, com as luzes da ribalta desse encontro - que terminou com a vitória da turma de Meisl por 2-1 - a centrarem-se na grande estrela daquela inesquecível seleção, Matthias Sindelar, o virtuoso homem de papel, sobre quem o Museu já falou noutras viagens ao passado, e que nesse encontro faria os dois golos da sua equipa. Sobre esta célebre equipa austríaca muitos historidores do belo jogo defendem ter sido a fonte de inspiração para o futebol total edificado pela Holanda na década de 70. 
O inesquecível Wunderteam da Áustria que em 1932 venceu a Taça Internacional

Classificação:

1-Áustria: 11 pontos
2-Itália: 9 pontos
3-Hungria: 8 pontos
4-Checoslováquia: 7 pontos
5-Suíça: 5 pontos

Campeões do Mundo prolongam festejos


Golos de Schiavio e Meazza deram
início à caminhada triunfal da
Squadra Azzurra na 3ª edição do torneio
Com mais ao menos polémica - por influência do ditador Benito Mussolini - a Itália havia conquistado o Mundo em 1934, isto é, o Mundial organizado pela FIFA. Este feito coincidiu no tempo com a reconquista da Taça Internacional, que com a extinção da competição, em 1960, fez da Squadra Azzurra a nação mais titulada. Na verdade, a caminhada triunfal dos pupilos de Vittorio Pozzo começou cerca de um ano antes da consagração planetária em Roma, quando a 2 de abril de 1933 a terceira edição da Coupe Internationale européenne arrancou em Genebra com uma vitória italiana sobre a Suíça por 3-0, com golos de duas das maiores estrelas da Azzurra, Angelo Schiavio (2) e Giuseppe Meazza. O derradeiro encontro do certame ocorreu mais de um ano após a conquista do Mundial de 1934, quando a 24 de novembro de 1935 os italianos empataram - em Milão - a dois golos ante a Hungria, prologando assim, de certa forma, a festa iniciada em Roma no dia 10 de junho de 34, quando um triunfo por 2-1 sobre a Checoslováquia permitiu aos italianos alcançarem o topo do Mundo pela primeira vez. A década de 30 foi, como já referimos no início desta viagem ao passado, o período dourado do calcio italiano, com o domínio absoluto em todas as competições em que a squadra edificada pelo mestre Pozzo participou. O cheiro da pólvora proveniente das armas que edificaram a II Grande Guerra Mundial fez desaparecer o perfume futebolístico daqueles mágicos anos 30. As nuvens negras do confronto bélico eclipsaram estrelas como Sindelar, Meazza, Schiavio, Hiden, Monti, Combi, Orsi, os irmãos Abegglen, ou os mestres da tática Meisl e Pozzo, que por direito próprio ganharam para sempre um lugar no Olimpo dos Deuses do desporto rei

Classificação:

1-Itália: 11 pontos
2-Áustria: 9 pontos
3-Hungria: 9 pontos
4-Checoslováquia: 8 pontos
5-Suíça: 3 pontos

Uma quarta edição da Taça Internacional arrancou a 22 de março de 1936, tendo-se realizado até abril de 1938 mais de uma dezena de encontros. Porém, a chegada da guerra (1939) aliada à anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha fez com que o torneio não chegasse ao fim. 

Mágicos magiares apresentam-se ao Mundo


Major Puskas parece estar a ensinar
aos seus companheiros de seleção
como se faz um golo de belo efeito
Com o desaparecimento do mapa futebolístico internacional da Áustria e da Itália abriu-se a porta da fama - e da glória - a uma outra equipa lendária do planeta da bola, a Hungria. Após mais de uma década de interrupção eis que a 21 de abril de 1948 a Taça Internacional estava de volta, e com novas figuras. Nesse dia a Hungria esmagava em Budapeste a Suíça por 7-4, com dois golos de um até então desconhecido - para o futebol internacional - Ferenc Puskas. Estava dado o primeiro passo de uma caminhada que haveria de terminar em glória...em 13 de dezembro de 1953, data do último jogo desta quinta edição. Cinco anos foram precisos para coroar a Hungria de Puskas, Czibor, Hidgkuti, ou Koczis, jogadores que sob as ordens do mestre da tática Gusztav Sebes, edificaram uma das mais belas equipas da história do jogo, um conjunto de artistas que praticou um futebol de fino recorte técnico e tático, uma seleção que na opinião de muitos historiadores foi a melhor... do Mundo da década de 50, melhor até que o Brasil de 1958, orquestrado pelas então estrelas emergentes Pelé, e Garrincha. 1953 foi um ano inolvidável para o futebol húngaro, não só porque venceu este título continental - um ano antes havia conquistado o ouro olímpico em Helsínquia - mas sobretudo porque os magiares humilharam os inventores do futebol, a Inglaterra, na sua própria casa, na catedral de Wembley, jogo esse - que terminou com uma categória vitória magiar por 6-3 - já evocado pelo Museu Virtual do Futebol noutras viagens históricas. Porém, do sonho ao pesadelo o trajeto foi curto para um um grupo de lendários intérpretes do jogo que ficaram eternizados como os Mágicos Magiares, pois no - chuvoso - verão de 54 deram de caras com o azar... na final do Campeonato do Mundo, onde uma inferior - em todos os sentidos - Alemanha protagonizou o Milagre de Berna, o milagre que impediu as estrelas húngaras de subir aos céus do planeta da bola, o mesmo será dizer, de conquistar um Mundial que lhes estava previamente destinado. 
Os Mágicos Magiares, uma das mais brilhantes equipas que o Mundo conheceu


Classificação

1-Hungria: 11 pontos
2-Checoslováquia: 9 pontos
3-Áustria: 9 pontos
4-Itália: 8 pontos
5-Suíça: 3 pontos 

Escola de Leste encerra a história da Taça Internacional


Masopust, o maior jogador checo de todos os tempos
conduz os esférico
A sexta e última edição da Taça Internacional surgiu com algumas mudanças. Desde logo o troféu seria rebatizado, passando a chamar-se Dr. Gero Cup, em memória do presidente da Federação Austríaca de Futebol, Josef Gero, que em 1954 havia falecido de forma repentina. Outra novidade era o aumento para seis equipas, juntandando-se aos cinco países fundadores a Jugoslávia - que no seu grupo contava com um jogador chamado Bora Milutinovic, que quatro décadas mais tarde haveria de entrar para a história do futebol por ser o técnico com mais presenças consecutivas em fases finais de Campeonatos do Mundo. E seria precisamente a seleção austríaca, bem longe no que a qualidade dizia respeito à Wunderteam de Meisl na década de 30, que a 27 de março de 1955 dava o pontapé de saída nesta última edição, sendo derrotada (2-3) em Brno pelos futuros campeões da competição, a Chescoslováquia. Apesar de não ser tão encantadora como a Hungria - na opinião de muitos - a seleção checa foi digamos que a última intérpreta da famosa escola do Leste europeu, uma escola que escreveu dezenas das mais brilhantes páginas da história do jogo, graças a um estilo técnico-tático muito próprio, um estilo onde o futebol espetáculo era aliado à esquemas táticos revolucionários e inovadores. A última Taça Internacional terminaria a 6 de janeiro de 1960, em Nápoles, com a Itália a bater a Suíça por 3-0, quase dois meses depois da Checoslováquia - liderada no relvado pela estrela Masopust - ter assegurado matematicamente o título graças a um trinfro sobre esta mesma Itália por 2-1. 
Quiçá inspirada na competição idealizada e criada por Hugo Meisl nos finais da década de 20, a UEFA - fundada em 1954 - lançou em 1960 o Campeonato da Europa, prova aberta a todas as nações europeias, bem diferente desta Coupe Internationale européenne, que apesar de ter tido vida curta foi disputada por alguns dos melhores jogadores, treinadores, e equipas do planeta do futebol... de todos os tempos. 
Checoslováquia, os derradeiros campeões da Coupe Internationale européenne


Classificação:

1-Checoslováquia: 16 pontos
2-Hungria: 15 pontos
3-Áustria: 11 pontos
4-Jugoslávia: 9 pontos
5-Itália: 7 pontos
6-Suíça: 2 pontos 

quinta-feira, abril 21, 2011

Lista de Campeões... Itália




2019: Juventus
2018: Juventus
2017: Juventus
2016: Juventus
2015: Juventus
2014 Juventus
2013 Juventus
 2012 Juventus
2011 Milan2010 Inter2009 Inter2008 Inter2007 Inter2006 Inter2005 Juventus (revogado)2004 Milan

2003 Juventus2002 Juventus2001 AS Roma2000 SS Lazio1999 Milan1998 Juventus1997 Juventus1996 Milan1995 Juventus1994 Milan1993 Milan1992 Milan1991 Sampdoria1990 Napoli1989 Inter1988 Milan1987 Napoli1986 Juventus1985 Hellas Verona1984 Juventus1983 AS Roma1982 Juventus1981 Juventus1980 Inter1979 Milan1978 Juventus1977 Juventus1976 Torino1975 Juventus1974 Lazio1973 Juventus1972 Juventus1971 Inter1970 Cagliari1969 Fiorentina1968 Milan1967 Juventus1966 Inter1965 Inter1964 Bologna1963 Inter1962 Milan1961 Juventus1960 Juventus1959 Milan1958 Juventus1957 Milan1956 Fiorentina1955 Milan1954 Inter1953 Inter1952 Juventus1951 Milan1950 Juventus
1949 Torino1948 Torino
1947 Torino
1946 Torino

1944 e 1945 não houve competição
1943 Torino1942 AS Roma1941 Bologna1940 Ambrosiana (Inter)
1939 Bologna1938 Ambrosiana (Inter)
1937 Bologna
1936 Bologna1935 Juventus1934 Juventus1933 Juventus1932 Juventus1931 Juventus1930 Ambrosiana (nome pelo qual o Inter jogou)1929 Bologna1928 Torino

1927 Torino (Revogado)1926 Juventus1925 Bologna1924 Genoa 18931923 Genoa 1893

1922 Novese*
1922 Pro Vercelli1921 Pro Vercelli1920 Inter

1916 a 1919 não houve competição1915 Genoa 1893
1914 Casale SS

1913 Pro Vercelli

1912 Pro Vercelli
1911 Pro Vercelli1910 Inter
1909 Pro Vercelli
1908 Pro Vercelli1907 Milan1906 Milan1905 Juventus1904 Genoa 18931903 Genoa 18931902 Genoa 18931901 Milan1900 Genoa 18931899 Genoa 18931898 Genoa 1893

*Em 1922 houve dois campeonatos

TAÇA DE ITÁLIA
 

2019 Lazio
2018 Juventus
2017 Juventus
2016 Juventus
2015 Juventus
2014 Napoli
2013 Lazio
2012 Napoli
2011 Inter2010 Inter2009 Lazio2008 Roma2007 Roma2006 Inter2005 Inter2004 Lazio2003 Milan2002 Parma
2001 Fiorentina2000 Lazio1999 Parma1998 Lazio1997 Vicenza1996 Fiorentina1995 Juventus1994 Sampdoria
1993 Torino1992 Parma1991 Roma
1990 Juventus
1989 Sampdoria
1988 Sampdoria
1987 Napoli1986 Roma1985 Sampdoria1984 Roma1983 Juventus1982 Inter1981 Roma1980 Roma1979 Juventus1978 Inter1977 Milan1976 Napoli1975 Fiorentina
 1974 Bologna1973 Milan1972 Milan
1971 Torino1970 Bologna1969 Roma
1968 Torino1967 Milan1966 Fiorentina1965 Juventus1964 Roma1963 Atalanta1962 Napoli1961 Fiorentina1960 Juventus
1959 Juventus1958 Lazio

1944 a 1957 não foi disputado

1943 Torino1942 Juventus
1941 Venezia1940 Fiorentina1939 Inter
1938 Juventus1937 Genoa

1936 Torino

1923 a 1935 não houve disputa1922 Vado



SUPERTAÇA DE ITÁLIA
1988 Milan
1989 Inter
1990 Napoli
1991 Sampdoria
1992 Milan
1993 Milan
1994 Milan
1995 Juventus
1996 Fiorentina

1997 Juventus
1998 Lazio
1999 Parma
2000 Lazio
2001 Roma
2002 Juventus
2003 Juventus
2004 Milan
2005 Inter
2006 Inter
2007 Roma
2008 Inter
2009 Lazio
2010 Inter
2011 Milan
2012 Juventus
2013 Juventus
2014: Napoli
2015 Juventus
2016 Milan
2017 Lazio 
2018 Juventus 
2019 Lazio

                                                             
(GOLDEN BOOT)
MELHORES MARCADORES DO CAMPEONAONATO ITALIANO 

2019 Fabio Quagliarella (Sampdoria/26 golos)
2018 Ciro Immobile (Lazio/29 golos) / Mauro Icardi (Inter/29 golos)
2017: Edin Dzeko (Roma/28 golos)
2016: Gonzalo Higuaín (Napoli/36 golos)
2015 Luca Toni (Hellas Verona/22 golos) / Mauro Icardi (Inter/22 golos)
2014 Ciro Immobile (Torino/22 golos)
2013 Edinson Cavani (Napoli/29 golos)
2012 Zlatan Ibrahimovic (Milan/28 golos)
2011 Antonio Di Natale (Udinese/28 golos)
2010 Antonio Di Natale (Udinese/29 golos)
2009 Zlatan Ibrahimovic (Inter/25 golos)
2008 Alessandro Del Piero (Juventus/21 golos)
2007 Francesco Totti (Roma/26 golos)
2006 Luca Toni (Fiorentina/31 golos)
2005 Cristiano Lucarelli (Livorno/24 golos)
2004 Andriy Shevchenko (Milan/24 golos)
2003 Christian Vieri (Inter/24 golos)
2002 David Trezeguet (Juventus/24 golos) / Dario Hubner (Piacenza/24 golos)
2001 Hernán Crespo (Lazio/26 golos)
2000 Andriy Shevchenko (Milan/24 golos)
1999 Márcio Amoroso (Udinese/22 golos)
1998 Oliver Bierhoff (Udinese/27 golos)
1997 Filippo Inzaghi (Atalanta/24 golos)

1996 Giuseppe Signori (Lazio/24 golos) / Igor Protti (Bari/24 golos)
1995 Gabriel Batistuta (Fiorentina/26 golos)
1994 Giuseppe Signori (Lazio/23 golos)
1993 Giuseppe Signori (Lazio/26 golos)
1992 Marco Van Basten (Milan/25 golos)
1991 Gianluca Vialli (Sampdoria/19 golos)
1990 Marco Van Basten (Milan/19 golos)
1989 Aldo Serena (Inter/22 golos)
1988 Diego Maradona (Napoli/15 golos)
1987 Pietro Paolo Virdis (Milan/17 golos
1986 Roberto Pruzzo (Roma/19 golos)
1985 Michel Platini (Juventus/18 golos)
1984 Michel Platini (Juventus/20 golos)
1983 Michel Platini (Juventus/16 holos)
1982 Roberto Pruzzo (Roma/15 golos)
1981 Roberto Pruzzo (Roma/18 golos)
1980 Roberto Bettega (Juventus/16 golos)
1979 Bruno Giordano (Lazio/19 golos)
1978 Paolo Rossi (Vicenza/24 golos)
1977 Francesco Graziani (Torino/21 golos)
1976 Paolo Pulici (Torino/21 golos)
1975 Paolo Pulici (Torino/18 golos)
1974 Giorgio Chinaglia (Lazio/24 golos)
1973 Paolo Pulici (Torino/17 golos) / Gianni Rivera (Milan/17 golos) / Giuseppe Savoldi (Bologna/17 golos)
1972 Roberto Boninsegna (Inter/22 golos)
1971 Roberto Boninsegna (Inter/24 golos)
1970 Luigi Riva (Cagliari/21 golos)
1969 Luigi Riva (Cagliari/21 golos)
1968 Pierino Prati (Milan/15 golos)
1967 Luigi Riva (Cagliari/18 golos)
1966 Luís Vinício (Vicenza/25 golos)
1965 Alberto Orlando (Fiorentina/17 golos) / Sandro Mazzola (Inter/17 golos)
1964 Harald Nielsen (Bologna/21 golos)
1963 Harald Nielsen (Bologna/19 golos) / Pedro Manfredini (Roma/19 golos)
1962 José Altafini (Milan/22 golos) / Aurelio Milani (Fiorentina/22 golos)
1961 Sergio Brighenti (Sampdoria/27 golos)
1960 Omar Sivori (Juventus/28 golos)
1959 Antonio Angelillo (Inter/33 golos)
1958 John Charles (Juventus/28 golos)
1957 Dino da Costa (Roma/27 golos)
1956 Gino Pivatelli (Bologna/29 golos)
1955 Gunnar Nordahl (Milan/26 golos)
1954 Gunnar Nordahl (Milan/23 golos)
1953 Gunnar Nordahl (Milan/26 golos)
1952 John Hansen (Juventus/30 golos)
1951 Gunnar Nordahl (Milan/34 golos)
1950 Gunnas Nordahl (Milan/35 golos)
1949 Stefano Nyers (Inter/26 golos)
1948 Giampiero Boniperti (Juventus/27 golos)
1947 Valentino Mazzola (Torino/29 golos)
1946 Eusebio Castigliano (Torino/13 golos)

Entre 1944 e 1945 não houve competição
1943 Silvio Piola (Lazio/21 golos)
1942 Aldo Boffi (Milan/22 golos)
1941 Ettore Puricelli (Bologna/22 golos)
1940 Aldo Boffi (Milan/24 golos)
1939 Aldo Boffi (Milan/19 golos) / Ettore Puricellu (Bologna/19 golos)
1938 Giuseppe Meazza (Inter/20 golos)
1937 Silvio Piola (Lazio/21 golos)
1936 Giuseppe Meazza (Inter/25 golos)
1935 Enrico Guaita (Roma/28 golos)
1934 Felice Borel (Juventus/31 golos)
1933 Felice Borel (Juventus/29 golos)
1932 Pedro Petrone (Fiorentina/25 golos) / Angelo Schiavio (Bologna/25 golos)
1931 Rodolfo Volk (Roma/29 golos)
1930 Giuseppe Meazza (Inter/31 golos)
1929 Gino Rossetti (Torino/36 golos)
1928 Julio Libonatti (Torino/35 golos)
1927 Anton Powolny (Inter/22 golos)
1926 Ferenc Hirzer (Juventus/35 golos)
1925 Mario Magnozzi (Livorno/19 golos)
1924 Heinrich Schonfeld (Torino/22 golos)